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Mineradora avança nos testes com alternativas aos combustíveis fósseis para caminhões fora de estrada

Vale começa testes em campo com biodiesel B30 e B50, além de iniciar nova fase na avaliação de caminhão elétrico

Neste momento, em que pessoas de todo o planeta se reúnem na COP30 em Belém para discutir como avançar na agenda climática, a Vale anuncia mais um progresso na sua jornada para reduzir o uso de combustíveis fósseis nas suas operações. A empresa iniciou testes de campo com caminhões fora de estrada utilizando biodiesel B30 e B50, que podem levar a uma redução de emissões de até 35% em relação ao diesel consumido hoje pela Vale no Brasil. Também teve início uma nova fase de testes de um caminhão fora de estrada elétrico, que começaram em 2022.


A empresa busca viabilizar o aumento da mistura de biodiesel nos caminhões fora de estrada dos atuais 15%, estabelecidos pela legislação brasileira, para um percentual de 30 a 50%. Testes em bancada realizados desde 2023 demonstraram que a alternativa é promissora, o que levou a Vale em novembro a avançar para os testes em campo no Complexo de Mariana, em Minas Gerais, com veículos com capacidade de 190 toneladas.
O objetivo dos testes é monitorar a performance dos caminhões por pelo menos seis meses e avaliar quais adaptações serão necessárias no veículo ou no combustível para que eles possam rodar com a mistura de biodiesel mais elevada mantendo desempenho próximo ao atual.

“A estratégia de descarbonização das operações industriais está fundamentada na integração de múltiplas tecnologias e rotas energéticas. Para mitigar o consumo de diesel fóssil na frota de caminhões fora de estrada, estão sendo priorizados investimentos em biocombustíveis e etanol, além da adoção de sistemas de eletrificação em aplicações específicas, onde a análise de viabilidade técnica e econômica demonstra maior eficiência operacional”, afirma Carlos Medeiros, vice-presidente executivo de Operações. “O biodiesel, após validação dos parâmetros de desempenho, tem potencial para promover ganhos ambientais relevantes e servir de referência para a adoção em larga escala no setor.”
Além do biodiesel, a Vale assinou acordos com dois de seus principais fornecedores de caminhões fora de estrada para desenvolver motores bicombustíveis movidos a etanol e diesel (dualfuel). Tanto o biodiesel, produzido principalmente a partir de óleo de soja, como o etanol são produtos nos quais o Brasil oferece uma grande vantagem competitiva.

Caminhão elétrico

A Vale também iniciou uma nova fase dos testes de um caminhão fora de estrada elétrico movido à bateria, com capacidade de carga de 72 toneladas, que começou a ser avaliado em 2022. Com as lições aprendidas na primeira fase, o fabricante do veículo realizou ajustes e, este mês de novembro, o caminhão retornou à empresa para uma nova rodada de testes.
O veículo será utilizado por pelo menos seis meses na mina de Capão Xavier, em Minas Gerais. Serão avaliados o bom desempenho e a eficiência na operação. Entre as vantagens trazidas pelos veículos elétricos estão a emissão zero de CO2 e a redução de ruídos.
“No processo de desenvolvimento tecnológico é importante testar, colher as lições, fazer ajustes e testar novamente até chegarmos ao resultado ideal. Vemos a eletrificação como uma solução com potencial para reduzir emissões de carbono a longo prazo”, afirma João Turchetti, diretor de Descarbonização.

Descarbonização na Vale

A Vale estabeleceu a meta de reduzir suas emissões de carbono de escopos 1 e 2 (diretas e indiretas) em 33% até 2030 e de zerar suas emissões líquidas até 2050. Até 2024, a empresa já investiu R$ 7,4 bilhões para atingir suas metas.

Instituto Cultural Vale lança exposição sobre Alcione

Mostra inédita celebra 50 anos de carreira da cantora a partir de 12 de fevereiro, no Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís

 

Já se foram cinco décadas desde que Alcione deixou São Luís rumo ao Rio de Janeiro e imortalizou a música que se tornou um hino: Não Deixe o Samba Morrer. De lá para cá, a Negra Voz do Amanhã já visitou mais de 30 países e ganhou alguns dos maiores prêmios que uma artista pode alcançar, a exemplo do Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum. Em comemoração a estas e outras marcas, o Centro Cultural Vale Maranhão – espaço que integra o Instituto Cultural Vale – mergulhou na vida e obra de uma das maiores vozes brasileiras para a exposição Com Amor, Alcione!, que homenageia os 50 anos de carreira cantora. A mostra abre ao público no próximo dia 12, em São Luís (MA), com entrada gratuita.

Na primeira exposição dedicada à cantora no Brasil, o roteiro conjuga a sambista que sobe as ladeiras do Morro de Mangueira, a amante do bolero que canta nos recantos chiques de São Paulo e a brincante que gira ao som das matracas do bumba meu boi. Na expografia, mais de 300 fotos do acervo de Alcione, figurinos emblemáticos de várias fases da Rainha do Brilho, discos e objetos pessoais.

Instituto Cultural Vale lança exposição sobre Alcione
Créditos: Acervo Alcione.

O Maranhão está sempre presente, inclusive na expressão de sua religiosidade difusa, na forma de um altar construído com base nos relatos sobre as suas crenças. E o público também vai poder interagir com a obra da cantora, com uma jukebox em que os visitantes podem escolher a trilha sonora da exposição e soltar a voz no karaokê.

Todas as cores da Marrom estão presentes na exposição que tem a curadoria de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim. “Durante a pesquisa, fomos percebendo que a obra de Marrom é uma grande dedicatória ao amor e principalmente às mulheres. Tudo o que Alcione cantou e tocou foi dedicado. Assim, pensamos a exposição como uma dedicatória carinhosa que trata da obra e vida da artista. O visitante é convidado a sentir esse afeto e, por ele, entender a importância revolucionária da artista para a cultura maranhense, brasileira e mundial”, explica Deyla.

Instituto Cultural Vale lança exposição sobre Alcione
Créditos: Acervo Alcione.

Maior investidor privado em cultura

A iniciativa de valorização da cultura maranhense se insere na atuação do Instituto Cultural Vale, maior investidor privado em cultura no país. São mais de 800 projetos patrocinados, apoiados e realizados desde 2020, quando o instituto foi criado com o objetivo de apoiar a diversidade de manifestações artísticas do país, democratizar o acesso à cultura e à arte, e fortalecer a economia criativa. “A arte de Alcione tem um estilo único, resultado do diálogo entre suas bases culturais maranhenses e todas as outras influências que adquiriu Brasil afora. Com essa exposição, o Instituto Cultural Vale celebra não só seu talento inigualável, mas também a diversidade das muitas culturas que formam a nossa cultura”, comenta Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

Com abrangência nas áreas de dança, patrimônio, música, festividades e formação cultural, os projetos também incluem iniciativas que valorizam a diversidade e a inclusão, em temas como cultura afro, cultura amazônica, arte nas periferias, arte indígena, mulheres, LGBTQIA+ e antirracismo.

Um dos quatro espaços culturais com gestão e implementação do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o Centro Cultural Vale Maranhão prioriza as diversas manifestações culturais maranhenses e amazônicas, sem deixar de abrir espaço para o diálogo com a produção cultural nacional. Localizado em um casarão do centro histórico de São Luís, só em 2024 recebeu mais de 128 mil visitantes, com programação gratuita e aberta a todos os públicos.

Com Amor, Alcione ficará em cartaz até dia 30 de agosto no Centro Cultural Vale Maranhão, que está localizado à Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís, e é aberto ao público, com entrada gratuita, de terça-feira a sábado, das 10h às 19h.

Serviço

O quê: Exposição Com Amor, Alcione
Onde: Centro Cultural Vale Maranhão. Rua Direita, nº 149, Centro Histórico
Quando: Abertura, 12 de fevereiro, às 19h.
Informações: 98 98591-2127 | E-mail: comunicacao@ccv-ma.org.br

Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo

Um dos maiores navios do mundo com sistema de propulsão a vento atracou no Brasil na última semana, no Porto de Tubarão, em Vitória (ES). A Vale, em parceria com a armadora Asyad, de Omã, iniciou o período de testes com velas rotativas no Sohar Max, um navio do tipo Valemax, com 362 metros de comprimento e capacidade para 400 mil toneladas de carga. Desenvolvidas pelo fabricante inglês Anemoi Marine Technologies, as velas usam a força do vento para diminuir o consumo de combustível e reduzir emissões. O teste no Sohar Max é o quinto projeto de energia eólica instalado em navios que prestam serviço para a Vale, apoiados ou financiados pela empresa, em embarcações de diferentes portes. Outros dois projetos estão previstos até o fim de 2025.

Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo
Valemax Sohar Max esteve no Porto de Tubarão, em Vitória (ES), vindo da China. Crédito: assessoria de imprensa Vale

O projeto piloto no Sohar Max é o maior já realizado em nível global. Em outubro, na China, foram instalados os cinco rotores cilíndricos com cerca de 35 metros de altura e 5 metros de diâmetro cada. O navio fez seu primeiro deslocamento com a tecnologia instalada e seguirá testando os resultados nas próximas viagens – a expectativa é que as velas permitam ganhos de eficiência de até 6% e uma consequente redução anual de até 3 mil toneladas de CO​2 equivalente por navio.

 

“Desde 2010 a Vale já opera com navios altamente eficientes e, nos últimos anos, tem fomentado iniciativas para a adoção de energia eólica, que terá papel central na descarbonização do transporte marítimo de minério de ferro”, afirma o Diretor de Navegação da Vale, Rodrigo Bermelho. “Este projeto reforça essa tradição da área de navegação da Vale de investir em inovação e estimular a modernização da frota para reduzir as emissões, em parceria com os armadores.”

Além do Sohar Max, a Vale financia desde 2021 os testes com velas rotativas em um Guaibamax, o Sea Zhoushan, em parceria com o armador coreano Pan Ocean. Em paralelo, apoia outros 5 projetos de energia eólica em navios que carregam minérios da empresa, em iniciativas promovidas pelos armadores.

A instalação de velas rotativas no Sohar Max é o sexto e mais recente acordo com a Asyad para a implantação de pilotos de tecnologias inovadoras em quatro navios fretados pela Vale. Os projetos anteriores incluíram o uso de tinta de silicone para redução de resistência, a instalação de inversores de frequência para redução de consumo elétrico e uso de dispositivos hidrodinâmicos para melhoria na propulsão. Em todos os navios, foram instalados sistemas de coleta de dados em tempo real para monitoramento das tecnologias.

Estas ações para incorporar tecnologias de ponta na navegação fazem parte do programa Ecoshipping, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento criada pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emissões de carbono, em linha com as metas definidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Como funcionam as velas rotativas?
Os rotores cilíndricos giram para criar uma diferença de pressão de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. A utilização desta tecnologia permite a redução de potência e consumo de combustível do motor principal da embarcação quando as condições de vento são favoráveis, economizando combustível e mantendo a velocidade e o tempo de viagem.

*Informações: Assessoria de Imprensa da Vale.

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Vale realiza 1ª viagem com biocombustível para transporte de minério de ferro

Navio Hinrich Oldendorff foi abastecido com mistura que inclui óleo residual de cozinha

A Vale, em parceria com a Oldendorff Carriers, iniciou sua primeira viagem com biocombustível em um navio mineraleiro. O teste está sendo feito em um navio Newcastlemax, a serviço da Vale, que partiu do Rio de Janeiro para a Ásia transportando uma carga completa de minério de ferro.

O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas, foi carregado com o biocombustível em Cingapura em 16 de outubro, na viagem de lastro para o Brasil. Nesta quarta-feira, o navio carregou o minério de ferro da Vale no Terminal da Ilha de Guaiba (TIG), em Mangaratiba (RJ), e consumirá o biocombustível no trecho carregado do Brasil para a Ásia.

O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas. (Crédito: Divulgação)
O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas. (Crédito: Divulgação)

O biocombustível B24 a bordo é composto por óleo combustível e por biodiesel produzido a partir de resíduo de óleo vegetal de cozinha (286 toneladas), que representa cerca de 24% da mistura. O produto fornecido está em conformidade com a Diretiva para Energias Renováveis da União Europeia (EU RED) e é certificado pela International Sustainability & Carbon Certification (ISCC). A economia esperada de carbono equivalente (CO₂eq) no ciclo de vida do combustível (well to wake) é de cerca de 18%, ou cerca de 785 toneladas de CO₂ equivalente, contribuindo para a redução de emissões de Escopo 3 da Vale.

O uso de biocombustível na viagem de transporte de carga faz parte do programa Ecoshipping, uma iniciativa de P&D desenvolvida pela área de navegação da Vale para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do transporte marítimo, em linha com as ambições estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). O programa está testando e desenvolvendo soluções para o uso de combustíveis alternativos para o transporte marítimo, além de liderar novas tecnologias de eficiência energética.

“Estamos felizes em ter grandes parceiros de transporte marítimo comprometidos em apoiar nossas iniciativas e fazer isso acontecer, pois colaborações e parcerias genuínas serão a chave do sucesso”, disse Michelle Gonzalez, Gerente Geral de Afretamento, Contratos de Longo Prazo e Operações da Vale.

A Oldendorff Carriers já realizou testes de biocombustível em embarcações menores e para viagens mais curtas, mas esta será a primeira viagem completa da Oldendorff consumindo biocombustível em um Newcastlemax. “Estamos muito satisfeitos pelo fato de a Vale ter escolhido a Oldendorff Carriers para sua primeira viagem com biocombustível. Estamos ansiosos para explorar outras oportunidades junto com a Vale para promover o progresso dos setores de transporte marítimo e de mineração na obtenção de metas de sustentabilidade”, afirma Patrick Hutchins, CEO da Oldendorff Carriers.

Sobre a Vale

A Vale é uma empresa global de mineração que existe para melhorar vidas e transformar o futuro. Juntos. Uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro e níquel e uma importante produtora de cobre, a Vale tem sede no Brasil e atua em todo o mundo. Suas operações compreendem sistemas logísticos integrados, incluindo aproximadamente 2.000 quilômetros de ferrovias, terminais marítimos e 10 portos distribuídos em todo o mundo.
A Vale tem a ambição de ser reconhecida pela sociedade como referência em segurança, a melhor operadora e a mais confiável, uma organização orientada aos talentos, líder em mineração sustentável, e referência em criação e compartilhamento de valor.

Sobre a Oldendorff Carriers

A Oldendorff Carriers é uma empresa de navegação familiar com 102 anos de existência que opera uma frota de cerca de 700 navios graneleiros. A empresa é representada por 21 escritórios em todo o mundo, incluindo 11 projetos de transbordo de granéis, empregando uma força de trabalho de mais de 4.500 pessoas de 60 países.

Mineradora preserva caverna utilizada como abrigo por preguiças-gigantes pré-histórica 

Uma caverna, também conhecida como paleotoca, escavada por preguiças-gigantes, há pelo menos 10 mil anos, foi descoberta por pesquisadores em uma área da Vale, próxima ao Parque Nacional da Serra do Gandarela, região do quadrilátero ferrífero (MG). A caverna possui comprimento de 340m de extensão, sendo a maior paleotoca conhecida até o momento em Minas Gerais. 

O local possui túneis, salões escavados e ranhuras indicando atividade e marcas compatíveis com os milodontídeos cavadores, ou preguiças-gigantes de dois dedos. Desde a sua descoberta, em 2010, a estrutura segue protegida e foi classificada pelos estudos da Vale como “cavidade de máxima relevância”, seja por atributos físicos ou biológicos, o que, conforme a legislação brasileira, já lhe atribui uma condição legal de proteção permanente (Decreto Federal 10.935 de 12 de junho de 2022).

“Muito embora as paleotocas venham sendo estudadas há relativamente poucas décadas no Brasil, a importância histórica, ecológica e ambiental é indiscutível. São ambientes extremamente importantes para a reconstrução da evolução da vida no planeta, mas que atualmente, assim como outras cavernas, também representam um abrigo para espécies raras e endêmicas e que, portanto, necessita de medidas de proteção. Além de ser umas das maiores cavernas do Quadrilátero Ferrífero, até o momento são conhecidas pelo menos uma dezena de espécies troglóbias (que só ocorrem em ambientes subterrâneos) para esta caverna, dentre as quais podemos encontrar insetos como aranhas, colêmbolos e opiliões”, destaca o pesquisador Rodrigo Lopes Ferreira, da Universidade Federal de Lavras. 

Sobre a paleotoca descoberta no quadrilátero ferrífero 

Mineradora preserva caverna utilizada como abrigo por preguiças-gigantes pré-histórica 
Atividade de monitoramento realizada pela Vale – Créditos: Robson Zampaulo

Nomeada de AP38, está inserida na formação ferrífera e representa atualmente uma das maiores cavernas associadas a este tipo de rocha na região, fornecendo abrigo, local de reprodução e alimento para espécies que vivem na superfície e em ambientes subterrâneos. A cavidade apresenta uma rede de túneis interligados, conectados a uma câmara maior. As grandes dimensões, marcas de garras nas paredes e tetos, morfologia e seções da caverna permitem atribuir parte de sua gênese às preguiças-gigantes de dois dedos, constituindo um importante registro da megafauna extinta de mamíferos na região.

“A paleotoca é um importante ecossistema do patrimônio espeleológico brasileiro e precisa ter sua integridade física e ambiental preservadas. Para isso, desde 2010, uma série de estudos e medidas preventivas foram realizadas pela Vale, sendo proposto o estabelecimento de uma área de proteção ambiental de aproximadamente 40 hectares no seu entorno, que engloba a paleotoca e toda sua área de influência, conforme determina a legislação vigente”, destaca o espeleólogo da Vale, Robson Zampaulo.

Atualmente, a Vale conta com uma equipe de 25 profissionais dedicados ao tema espeleologia em todo o território nacional. Os especialistas coordenam trabalhos de monitoramento espeleológico, pesquisas científicas e projetos técnicos visando o atendimento à legislação vigente e promovendo operações sustentáveis nas minas onde a Vale atua. Ao longo dos últimos 10 anos, a Vale promoveu a criação de 12 áreas de proteção ambiental com foco em preservação de cavernas, com destaque ao Parque Nacional Campo Ferruginosos, no Pará. O local detém cerca de 377 cavernas com os estudos de relevância realizados e compõe o maior parque espeleológico em cavernas ferríferas do mundo.

Sobre as preguiças-gigantes

As preguiças-gigantes ou preguiças terrestres eram um grupo de mamíferos pré-históricos que habitavam as Américas há milhares de anos. Viviam em rebanhos e eram herbívoros, ou seja, se alimentavam de folhas, gramíneas, ramos e brotos, e consumiam em média 300 quilos de alimentos por dia. Suas garras eram essenciais na hora de apanhar o alimento no alto das árvores. O lábio superior e a língua tinham formato próprio para agarrar a vegetação.

As espécies que viveram na paleotoca mineira tinham aproximadamente seis metros de comprimento e peso aproximado de quatro toneladas. Segundo estudos, na  época também viveram nas Américas Mastodontes, Tigre-dente-de-sabre e Tatus-Gigante. 

*Informações: Assessoria de Imprensa da Vale

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Rio de Janeiro recebe primeiro navio de grande porte que usa a força do vento para melhorar eficiência e reduzir emissão de carbono

Embarcação, atracada em terminal da Vale, em Mangaratiba, utiliza a força dos equipado com velas rotativas

O primeiro navio de transporte de minério de ferro do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails), está no Brasil. A embarcação, que chegou ao Rio de Janeiro na última terça-feira, 11, está no Terminal da Ilha Guaíba (TIG), operado pela Vale, em Mangaratiba, no litoral sul fluminense. As instalações do terminal foram adaptadas para este tipo de operação no final do ano passado. 

O Sea Zhoushan, um Guiabamax da categoria VLOC (Very Large Ore Carrier), com capacidade de 325 mil toneladas, saiu de Singapura no dia 23 de janeiro. O processo de carregamento dura, em média, dois dias. Depois, o navio segue para a China.  

Rio de Janeiro recebe primeiro navio de grande porte que usa a força do vento para melhorar eficiência e reduzir emissão de carbono
O Sea Zhoushan é o primeiro mineraleiro do mundo a usar um sistema de velas rotativas, que gera um ganho de eficiência energética de até 8%, reduzindo as emissões de carbono. Crédito: Vale

Sistema de velas rotativas

O sistema permite utilizar a força do vento para aumentar a eficiência da embarcação, reduzindo as emissões de carbono. As velas rotativas são rotores cilíndricos, com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura – equivalente a um prédio de sete andares. Durante a operação, os rotores giram em diferentes velocidades, dependendo de condições ambientais e operacionais do navio, para criar uma diferença de pressão, de forma a propelir o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. 

“São cinco velas instaladas ao longo da embarcação que trazem um ganho de eficiência de até 8% e uma consequente redução de até 3,4 mil toneladas de CO? equivalente por navio ao ano”, afirma o gerente de Engenharia Naval da Vale, Rodrigo Bermelho. O Sea Zhoushan está em teste desde julho de 2021 e até agora fez cinco viagens, transportando minério de ferro produzido pela companhia.

Um gigante em alto-mar

O Sea Zhoushan tem: 

Comprimento: 340 metros (equivalente a quase nove vezes o comprimento da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ou 3,5 vezes o tamanho de um campo oficial de futebol);

Largura: 62 metros (extensão um pouco maior que a de 12 carros populares de mil cilindradas enfileirados);

Altura do casco: 29,5 metros (equivalente a um prédio de quase 10 andares;

Capacidade de carregamento: 325 toneladas (capaz de levar 325 carros populares de mil cilindradas;

Altura da vela: 24 metros (equivalente a um prédio de oito andares);

Diâmetro da vela: 4 metros.

*Com informações da assessoria de imprensa da Vale.

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Vale é a primeira mineradora, entre as grandes do setor, a testar caminhões de 72 toneladas 100% elétricos

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Veículos, que serão usados nas operações de Minas Gerais e da Indonésia, representam mais um passo na eletrificação dos ativos da empresa, que anunciou meta de zerar suas emissões líquidas de carbono até 2050
A Vale recebeu dois caminhões fora de estrada de 72 toneladas movidos a bateria, que passarão por testes nas minas de Água Limpa, em Minas Gerais, e de Sorowako, na Indonésia. Primeiros a serem utilizados por uma mineradora global, os veículos não emitem CO2, pois substituem o diesel por eletricidade provenientes de fontes renováveis, e ainda reduzem ruídos, minimizando os impactos nas comunidades que moram no entorno das operações. Os equipamentos, que foram produzidos pela XCMG Mining Machinery Co. Ltd., subsidiária da Xuzhou Construction Machinery Group Co. Ltd. (XCMG), maior fabricante de máquinas da China, representam mais um passo na eletrificação dos ativos da Vale, que, em 2019, anunciou a meta de zerar suas emissões líquidas diretas e indiretas (escopos 1 e 2) até 2050. Para isto, estima investir entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões.
Os caminhões fora de estrada elétricos de 72 toneladas, modelo XDR80TE, fazem parte do programa PowerShift. Suas baterias de lítio possuem capacidade de armazenamento de 525 Kwh, podendo operar até 36 ciclos, pouco mais de um dia de operação, sem necessidade de parar para recarregar e com possibilidade de regeneração de energia durante as descidas, redução de uso de freio mecânico, manutenção e vibração, além de proporcionar mais conforto operacional ao motorista. O equipamento conta com tecnologia de controle de temperatura múltipla, que permite adaptar-se às altas temperaturas, umidade e períodos de chuvas intensas.
O caminhão elétrico de 72 toneladas em operação na Indonésia. Crédito: Divulgação Vale
“Vemos esta parceria com a XCMG como mais um passo importante em nossa relação de longo prazo com a China, e na direção por uma mineração mais sustentável. Nossa intenção é ampliar, em conjunto com parceiros globais, o desenvolvimento e a cocriarão de tecnologias que respeitem o meio ambiente e zerem as emissões”, destaca Alexandre Pereira, vice-presidente executivo de Soluções Globais de Negócios da Vale.
“A entrega do mais recente caminhão de mineração elétrico XDR80TE neste momento é resultado de um esforço conjunto entre a XCMG e a Vale para promover a proteção ambiental global, bem como o desenvolvimento econômico verde e sustentável”, afirmou Hanson Liu, vice-presidente da XCMG Machinery e gerente-geral da XCMG Import & Export Co..
Atualmente, as emissões dos caminhões fora de estrada a diesel representam cerca de 9% do total de emissões de escopo 1 e 2 da Vale.
Redução das emissões
O Powershift foi criado pela Vale com objetivo de substituir combustíveis fósseis por fontes limpas em suas operações. O programa está avançando em soluções inovadoras para eletrificar minas e ferrovias da empresa. Além do caminhão 100% elétrico, a estratégia da Vale para eletrificação dos ativos conta ainda com a operação de locomotivas movidas a bateria nos pátios dos portos de Tubarão, em Vitória, e de Ponta da Madeira, em São Luís. No Canadá, o Powershift também tem realizado testes com equipamentos elétricos em minas subterrâneas no Canadá – atualmente, há cerca de 40 em operação.
A estratégia de eletrificação de equipamentos de operações da Vale inclui ainda uma parceria com seus pares BHP e Rio Tinto. No ano passado, as três empresas, juntamente com mais 17 mineradoras, lançaram o “Charge On Innovation Challenge”, desafio global de inovação aberta, cujo objetivo é buscar soluções inovadores para acelerar o carregamento seguro de baterias para futuros caminhões fora de estrada elétricos.
*Com informações da Assessoria de Imprensa da Vale
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Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 

O rejeito de mineração é o que sobra após o beneficiamento do material que é retirado da mina (minério lavrado). A maior parte da disposic?a?o de rejeitos da minerac?a?o mundial se faz por barragens de rejeitos, que também tem a função de reserva de a?gua para o reúso na mina e/ou no beneficiamento.

Entretanto, existem outros sistemas de disposição de rejeitos, como em frentes de lavra já exuridas nas minas subterra?neas, em cavas exauridas de minas, por empilhamento a seco (me?todo “dry stacking”), por disposic?a?o em pasta e filtragem para disposição a seco. 

A transformação destes rejeitos em novos produtos e coprodutos ainda é um desafio. Porém, o setor mineral brasileiro investe cada vez mais em pesquisas e inovações tecnológicas em busca de soluções para uma destinação econômica e sustentável  destes rejeitos. A chamada economia circular seria uma alternativa que busca a transformação de rejeitos de mineração em novos modelos de negócios, gerando diversos benefícios socioambientais e econômicos. 

Lama para pavimentação de alta durabilidade desenvolvido pela Samarco; agrominerais pesquisados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) a serem utilizados como remineralizadores de solos; e o projeto da Nexa que transforma todo o resíduo gerado em duas unidades da empresa em Zincal. Estes são alguns exemplos de coprodutos da mineração que podem beneficiar diversos outros setores industriais, como a construção civil e a agroindústria.  

Areia sustentável 

Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 
Areia sustentável da Vale. Crédito: Divulgação

A areia é o recurso natural mais explorado do mundo depois da água, com aplicações que vão de concreto e asfalto, à fabricação de vidro e chips para a indústria eletrônica. Nas últimas duas décadas a demanda triplicou devido à urbanização e ao crescimento populacional na Ásia e na África. Espera-se que em 2030 a demanda chegue a 50 bilhões de toneladas por ano. 

Após sete anos de pesquisas, a Vale desenvolveu uma solução que se torna uma fonte sustentável de areia e ao mesmo tempo reduz o volume de rejeitos gerados pela mineração. A areia sustentável é um coproduto do processamento de minério de ferro. 

“A Vale já investiu cerca de R$ 50 milhões e fez parceria com mais de 40 organizações, entre universidades, centros de pesquisa e empresas nacionais e estrangeiras, para estudar aplicações para o material proveniente do processamento do minério de ferro”, explica André Vilhena, gerente de Novos Negócios. “Nosso objetivo é inovar para tornar a mineração mais sustentável e inteligente, promovendo a economia circular e beneficiando a sociedade”.

Um estudo feito pelas Universidade de Queensland e Universidade de Genebra, publicado em abril deste ano, aponta que a areia sustentável pode contribuir para solucionar duas importantes questões ambientais, ao reduzir tanto a extração de areia do meio ambiente como a geração de rejeitos de mineração. O estudo teve contribuição da Vale, que cedeu amostras da sua Areia Sustentável produzida na mina de Brucutu (MG) para que as universidades fizessem uma análise independente do material.

Os pesquisadores apontaram que, da perspectiva técnica, a areia das operações de minério de ferro pode ser um substituto direto da areia extraída do meio ambiente na fabricação de tijolos, na pavimentação asfáltica, em aterros, e na manufatura de cimento. Quando mesclada com areia mais grossa e outros agregados, pode ser utilizada na produção de concreto e argamassa, drenagem e melhoria do solo, e tratamento d’água. 

Somente em 2021 a Vale comercializou e doou cerca de 250 mil toneladas de areia. Cada tonelada de areia produzida representa uma tonelada a menos de rejeito sendo disposta em pilhas ou barragens. A previsão é destinar um milhão de toneladas em 2022 e chegar a dois milhões de toneladas em 2023. O reaproveitamento desse material reduz a disposição em barragens e está alinhado ao esforço da empresa para evitar rompimentos como o de Brumadinho.

Entenda as etapas do processo produtivo da areia sustentável no vídeo abaixo:

*Com informações da  Assessoria de Imprensa da Vale 

Simpósio 

O tema da economia circular na mineração será abordado durante o Congresso Brasileiro de Mineração na EXPOSIBRAM 2022. No formato de um Simpósio, será realizado no dia 15 de setembro, a partir das 10h.  Os debates contarão com a participação da Embrapii, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e convidados do grupo de trabalho do ESG da Mineração sobre Gestão de Resíduos, que apresentarão os seus  cases de sucesso. Além disso, durante o Simpósio será lançado o e-book “Circularidade na Mineração e Apresentação de casos práticos”. 

Sobre a EXPOSIBRAM 2022

Considerada uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a EXPOSIBRAM reúne a cadeia produtiva da mineração com as principais companhias mineradoras de atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral nacional e internacional, em um só lugar.

A área da exposição contará com cerca de 14 mil m². No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos, projetos minerários, entre outros assuntos.

Realizado em paralelo à exposição, o Congresso Brasileiro de Mineração atrai a cada edição mais de 1300 participantes entre especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes de empresas. A programação contará com palestras, debates, talk-shows com temas de contexto político, socioeconômico global, perspectivas para negócios, tecnologia e inovações, meio ambiente, investimentos, entre diversas outras temáticas.

Para mais informações acesse: https://ibram.org.br/evento/exposibram-2022/

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Sandro Rossi: importância do planejamento da carreira

Sou engenheiro químico e fui contratado em 2004 para a área de Meio Ambiente e Logística. Com incentivo da Vale, fiz uma Pós-Graduação em Operação Ferroviária. Hoje, sou gerente da área em Tubarão e coordeno mais de 700 empregados. Quando entrei na empresa, desempenhava funções mais técnicas. No entanto, no decorrer da trajetória, aprendi muito sobre gestão de pessoas e tive planejamento de carreira a curto e a longo prazo.

Posso dizer que a empresa não economiza recursos para o desenvolvimento de carreira dos empregados. Creio que pude desenvolver habilidades que não faziam parte da minha formação, como boa comunicação e flexibilidade.

As premissas básicas de Logística são saúde e segurança. Não damos um passo sem nos certificarmos de que tudo está em perfeita ordem, um valor que admiro muito. A Vale é um ótimo local de desenvolvimento, que oferece possibilidades concretas, e só depende do empregado saber aproveitá-las.