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Usina solar em antiga área de mineração vira exemplo de energia limpa na China

No noroeste da China, uma grande área que antes era usada para mineração de carvão está ganhando um novo papel: produzir energia limpa usando a luz do sol.

Hoje, mais de 10 mil acres (uma área equivalente a milhares de campos de futebol) abrigam uma usina solar no estado de Ningxia. Ela consegue gerar 2 milhões de quilowatts, quantidade suficiente para fornecer eletricidade para cerca de 300 mil casas.

A construção começou em 2022 e aproveita que a região recebe muita luz solar o ano todo. Os painéis foram instalados sem nivelar o terreno, o que significa que a área não precisou ser “raspada” ou modificada. Isso ajuda a proteger a natureza local.

Os painéis usam uma tecnologia chamada fotovoltaica, que é a capacidade de transformar a luz do sol diretamente em energia elétrica. Os equipamentos já conseguem aproveitar mais de 20% da luz solar, o que é considerado um índice alto.

Mesmo em dias nublados, a usina continua funcionando e, muitas vezes, entrega energia mais barata do que a produzida pelo carvão.

Ao lado da usina solar ainda existe uma usina a carvão, mas agora ela funciona de forma complementar:

  • durante o dia, quando o sol fornece muita energia, ela reduz a produção;
  • à noite, quando os painéis não funcionam, ela aumenta a geração para manter a rede elétrica estável.

Esse modelo mostra que é possível combinar energia renovável (como solar) com energia tradicional (como carvão) para garantir o abastecimento sem interrupções.

Engenheiros lembram que o carvão é um recurso limitado, ou seja, um dia acaba. Por isso, aumentar o uso de fontes limpas, especialmente solar e eólica, é importante para garantir energia no futuro.

A China já vem mudando rapidamente:

  • há 10 anos, o carvão produzia 70% da eletricidade do país;
  • hoje, mais da metade da energia chinesa já vem de fontes não poluentes.

Só a energia solar cresceu 200 gigawatts em um ano, o maior aumento do mundo.
E a experiência de Ningxia mostra que transformar áreas mineradas em espaços para energia limpa é um caminho possível e eficiente.

Fonte: metropoles.com

Calendário traz 20 eventos pré-COP30 para você acompanhar e participar

IBRAM divulga calendário extraoficial com encontros, oficiais e não oficiais, que serão realizados de setembro a novembro em várias capitais brasileiras, com programação alinhada à pauta da COP30. Um dos destaques é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias.

O mundo está em contagem regressiva para o início da 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). Até lá, assuntos da pauta da conferência estão sendo antecipadamente discutidos, em uma agenda intensa de eventos nas capitais brasileiras. Ali se discutem temas relacionados ao presente e ao futuro da humanidade, como mudanças climáticas e proteção da Amazônia, minerais críticos e transição energética, desmatamento e preservação ambiental, entre outros.

Para engajar o público nessa agenda pré-COP30, foi elaborado um calendário com 20 eventos selecionados, entre oficiais da COP30 e não oficiais, que são aqueles organizados por empresas e instituições diversas. O critério para a seleção dos eventos não oficiais foi, basicamente, o alinhamento da programação à conferência do clima.

Brasilia sediara dois eventos oficiais pre-COP30 em outubro. Crédito da foto: Bento Viana. Governo do Distrito Federal

Veja alguns dos eventos listados no calendário pré-COP30

Um exemplo de evento não oficial, porém alinhado à pauta da COP30 e incluído no calendário, é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Salvador (BA), nos dias 30 e 31/10. O propósito é  conectar mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático. A condução dessa conferência será do ex-ministro e diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann, com participação de várias personalidades, como a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, Copresidente IRP-UNEP e Membro do Conselho Econômico e Social da ONU; Conselheira Emérita do CEBRI, Copresidente do IRP-ONU.

Segundo Raul Jungmann, “nas duas últimas edições, ambas em Belém, promovemos um amplo debate sobre as grandes questões envolvidas com a temática do clima e como ele nos afeta e ameaça a qualidade de vida das futuras gerações. Ou seja, a situação nos impele a agir pelo planeta e pelas pessoas, e na terceira edição vamos selar este nosso compromisso com a vida”.

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Já entre os eventos oficiais, dois serão realizados em Brasília, em outubro: a reunião Pré-COP30 oficial, nos dias 13 e 14/10, como a proposta de buscar consensos entre ministros do clima e negociadores que irão participar das discussões na COP30; o outro será a reunião em 13/10 intitulada 3x Renewables Pre-COP30”, seguida de recepção (para convidados), organizada pela Global Renewables Alliance (GRA), que vai reunir lideranças globais do segmento de energia renovável.

O calendário a seguir está organizado de forma cronológica e apresenta, de maneira objetiva, uma breve descrição de cada encontro, seu local e os respectivos links para acessar mais informações. Os dados foram levantados em fontes públicas na internet; eventuais dúvidas ou atualizações devem ser confirmadas com os organizadores. O calendário foi produzido ao IBRAM, a partir de curadoria da agência Profissionais do Texto, integrante da Rede Brasileira de Gestão de Imagem (RBGI).

CALENDÁRIO DE EVENTOS OFICIAIS DA COP30

  • Pré-COP (Brasília/DF, 13 e 14/10) – Reúne ministros e negociadores para buscar consensos e destravar temas-chave (mitigação, adaptação, financiamento) um mês antes da COP30; organizada pela presidência brasileira da COP30. Mais informações.
  • 3X Renewables Pre-COP30 (Brasília/DF, 13/10) organizado pela Global Renewables Alliance (GRA), com participação de líderes globais do setor de energia renovável. Mais informações sobre a GRA.
  • Fórum de Líderes Locais da COP30 (Rio de Janeiro/RJ, 3 a 5/11) – Encontro oficial, com apoio da Bloomberg Philanthropies e C40, para tratar da ação climática subnacional com prefeitos e governadores. Mais informações.
  • Cúpula de Líderes (Belém/PA, 6 a 7/11) – Segmento de alto nível da COP, dedicado a chefes de Estado e de Governo, onde são anunciados compromissos políticos centrais. Mais informações.

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS NÃO OFICIAIS

  • 04 a 06/09 – Amazontech 2025 – Organização: UFRR & parceiros | Boa Vista/RR | Fórum de inovação e bioeconomia que integra Caribe e Amazônia Legal para soluções sustentáveis regionais. Mais informações.
  • 11 e 12/09 – 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade – Organização: IbradeS, ACB, LIDE BA | Salvador/BA | Enfoque jurídico-político em governança climática. Mais informações.
  • 17 a 21/09 – Virada Sustentável SP (15ª edição) – Organização: Instituto Virada Sustentável & Prefeitura | São Paulo/SP | Festival urbano com debates, arte e educação ambiental conectando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e agenda climática. Mais informações.
  • 22/09 – Lançamento: Estudo “Trajetórias de Descarbonização para o Brasil” – Organização: Instituto Escolhas | São Paulo/SP (com transmissão online) | Apresentação de pesquisa com caminhos e investimentos necessários para o Brasil alcançar a neutralidade climática, contribuindo com dados técnicos para as discussões da COP30. Mais informações.
  • 22 a 26/09 – Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) – 21ª Edição – Organização: Fundação Grupo Boticário | Florianópolis/SC | Fórum com foco no papel das áreas protegidas para as metas climáticas e financiamento da conservação. Mais informações
  • 23 a 25/09 – Semana Internacional de Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente – Organização: FRG & parceiros | Belém/PA | Debates estratégicos sobre energia limpa. Mais informações.
  • 24 a 25/09 – Fórum Amazônia Sustentável – Organização: FRG Mídias & Eventos | Belém/PA | Diálogo multissetorial sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia. Mais informações.
  • 01/10 – Estratégias Empresariais para a Amazônia e o Clima – Organização: CEBDS | São Paulo/SP | Reunião de grandes empresas para discutir compromissos do setor privado com a economia de baixo carbono e a valorização da floresta. Mais informações.
  • 07 e 08/10 – South Summit Brazil Amazônia – Climate & Bioeconomy – Organização: South Summit | Belém/PA | Edição focada em startups e investimento climático. Mais informações 
  • 07 e 08/10 – Fórum Varanda da Amazônia (III) – Organização: Varanda da Amazônia | Belém/PA | Encontros sobre cultura, território e sustentabilidade na rota da COP30. Mais informações.
  • 14 a 17/10 – XI Encontro Nacional de Química Ambiental (ENQAmb) – Organização: SBQ/UFAM/UEA/INPA | Manaus/AM | Pesquisa e tecnologia em química ambiental aplicadas a desafios climáticos amazônicos. Mais informações.
  • 15 a 17/10 – Fórum Brasil África: Cooperação para Descarbonização e Energia – Organização: Instituto Brasil África (IBRAF) | Rio de Janeiro/RJ | Discussão sobre cooperação Sul-Sul em transição energética, financiamento climático e bioeconomia, conectando líderes brasileiros e africanos para a COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia – Organização: Concertação para a Amazônia | Belém/PA | Encontro que reúne investidores, empreendedores e lideranças para fomentar negócios e financiamentos que valorizem a floresta em pé, diretamente alinhado à agenda de bioeconomia da COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Simpósio de Pesquisa e Inovação em Mudanças Climáticas – Organização: FAPESP | São Paulo/SP | Evento científico para apresentar resultados de pesquisas sobre mitigação e adaptação, fornecendo evidências para os debates da COP30. Mais informações.
  • 30 e 31/10 – Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias (3ª edição) – Organização: IBRAM | Salvador/BA | Mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático na rota da COP30. Mais informações. Inscrições.
  • 04/11 – Diálogos Talanoa Brasil 2025 – Organização: Instituto Talanoa | Rio de Janeiro/RJ (com transmissão online) | Sessão de diálogo multissetorial para avaliar a ambição da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira e produzir uma contribuição para a conferência de Belém. Mais informações.

Brasil reivindica ilha submersa rica em minerais

Descoberta pode ter implicações significativas para a geopolítica e economia do País

O Brasil vem tentando junto à ONU o reconhecimento de uma “ilha submersa” no Atlântico Sul, como parte integrante da plataforma continental brasileira. Esta formação tem grande potencial de exploração de minérios – inclusive os 17 elementos que compõem as chamadas terras raras, muito usados em baterias, turbinas e painéis solares. 

A área reivindicada está localizada a cerca de 1.200 quilômetros da costa do Rio Grande do Sul e é, por isso, chamada de Elevação do Rio Grande. Com cerca de 500 mil quilômetros quadrados, a ilha é equivalente ao território da Espanha, por exemplo. Acredita-se que já foi emersa – uma ilha tropical no meio do Atlântico – e começou a se formar no período de abertura do oceano, milhões de anos atrás. 

Ela parte da base oceânica, a cerca de 5 mil metros de profundidade, e se ergue até “apenas” 700 metros abaixo do nível do mar. É formada por montes, platôs, cânions e canais submarinos, além de uma gigantesca fenda tectônica, que os geólogos chamam de “rift”.

O Brasil reivindica a área desde 2018, quando um pedido foi apresentado formalmente à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU. Já em 2025 a solicitação foi reforçada, embasada em novos estudos geológicos e geofísicos realizado por um grupo multidisciplinar da USP, que envolve o Instituto Oceanográfico, a Escola Politécnica e o Instituto de Geociências. Há, ainda, parceria com universidades britânicas, alemãs e japonesas.

Esses estudos apontam que a Elevação do Rio Grande tem características muito parecidas com as do interior de São Paulo e pode ter sido parte do território que hoje é o Brasil. No entanto, ela está fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do País, que fica a até 200 milhas náuticas do continente.

A Elevação do Rio Grande está numa área conhecida como Margem Oriental-Meridional e é uma das três reivindicadas pelo Brasil em águas internacionais. As outras ficam em na Região Sul e na Margem Equatorial.

Mineração

Os estudos apontam que a ilha submersa abriga elementos químicos como cobalto, manganês, níquel, telúrio, ítrio, escândio e lantanídeos. Todos são essenciais para a transição energética que o mundo atravessa, por serem largamente empregados em turbinas eólicas, painéis solares, baterias, ímãs, ligas metálicas e eletrônicos. 

Como se sabe, esses elementos compõem as chamadas “terras raras” – que, apesar do nome, não são tão raras assim: ocorre que elas estão espalhadas na natureza em pequenas concentrações, o que dificulta a extração. Além disso, seu beneficiamento exige complexas tecnologias que hoje são dominadas por poucos países, notadamente a China.

Além das grandes implicações econômicas e geopolíticas, a descoberta da ilha submersa pode transformar a compreensão da história geológica e cultural do Brasil, pois abre novas possibilidades para o estudo das migrações e interações culturais pré-históricas na América do Sul.

Fonte: G1, UOL e Terra

Ilustração: Reprodução / Google / POA 24h / Perfil Brasil

Com R$ 3,2 bi do BNDES, projeto eólico da ArcelorMittal Brasil e da Casa dos Ventos na Bahia vai gerar o suficiente para atender mais de 1 milhão de domicílios

Empreendimento evitará emissão anual de aproximadamente 950 mil tCO2

Usina Eólica
Usina Eólica (Créditos – Divulgação Casa dos Ventos)

Um novo complexo eólico no Centro-Norte da Bahia, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deverá gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a cerca de 1,37 milhão de domicílios a partir de outubro de 2025. O crédito, de R$ 3,16 bilhões, , concedido à Ventos de Santos Antônio Comercializadora de Energia S.A., corresponde a 80% do total a ser investido no projeto, denominado Babilônia Centro, e é o maior volume já financiado pelo BNDES para um empreendimento de geração renovável.

Localizado nos municípios de Morro do Chapéu e Várzea Nova, Babilônia Centro é resultado de uma joint-venture entre a Casa dos Ventos e a ArcelorMittal, e o empreendimento será responsável pelo abastecimento de aproximadamente 40% do consumo elétrico da ArcelorMittal no Brasil. Com 123 aerogeradores, uma capacidade instalada de 553,5 MW e geração de energia estimada em 267 MW médios, o complexo permitirá que a ArcelorMittal Brasil seja autoprodutora de energia por meio do maior contrato corporativo de energia renovável celebrado no país.

“Essa operação reforça o compromisso do BNDES com projetos de geração renovável de grande escala, na busca por uma matriz energética cada vez mais sustentável para o Brasil, com produção de energia limpa e estímulo à descarbonização”, afirmou o presidente do banco de fomento, Aloizio Mercadante.

A diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, afirmou que o Brasil está em uma posição vantajosa em relação ao resto do mundo na transição energética. Segundo ela, países como Índia e USA estão fomentando – com muitos incentivos e subsídios – a instalação de parques eólicos e solares, o que o Brasil faz há vinte anos: “Em 2004, o BNDES criou um programa de apoio a fontes alternativas de energia elétrica para financiar éolica e solar. O resultado é que projetos financiados pelo BNDES representam 57,5% do total da capacidade eólica instalada no Brasil, que é de 28,7 GW”, destacou.

Costa lembrou ainda que, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a expansão das energias de fonte renováveis no mundo foi, em 2023, 50% maior do que em 2022, destacando o Brasil entre os países mais relevantes. “Projetos como o Babilônia são fundamentais para sustentar essa expansão crescente de fontes renováveis”, disse.

“O avanço da implantação deste projeto é um marco importante para a ArcelorMittal, porque está em linha com o nosso objetivo global de ser carbono neutro até 2050 e reduzir em 25% as emissões específicas até 2030. O Complexo Eólico Babilônia Centro vai assegurar energia limpa e contribuir para a descarbonização das operações da empresa no Brasil. O investimento em energia renovável é fundamental para uma economia de baixo carbono e um futuro sustentável”, afirma Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO Aços Longos e Mineração LATAM.

Há previsão que sejam criados 1.500 postos de trabalho diretos e 3.000 indiretos durante a fase de implantação do empreendimento. Após a conclusão, o complexo eólico deverá empregar diretamente 80 funcionários e indiretamente outros 150 trabalhadores.

O diretor-executivo da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, destaca os efeitos multiplicadores que o investimento em energias renováveis tem na economia local. “Nossos projetos eólicos no semiárido brasileiro são motores de mudança social: geram empregos, intensificam a economia e potencializam a arrecadação municipal; essas ações transformam a realidade das regiões, promovendo o desenvolvimento sustentável e melhorando a qualidade de vida das comunidades”, complementa.

Uma rede de média tensão levará a energia produzida pelos aerogeradores à subestação coletora do Babilônia Centro. A partir daí, a conexão com o Sistema Interligado Nacional será feita por uma linha de transmissão de aproximadamente 17 km até a subestação Ourolândia II, que já está em operação.

Energia renovável – Por gerar energia elétrica a partir de uma fonte limpa, o complexo eólico evitará a emissão anual de aproximadamente 950 mil toneladas de Co2 na atmosfera*. Dados da organização de pesquisas BloombergNEF apontam o BNDES como o maior financiador de energias renováveis do mundo, com créditos que somam cerca de US$ 35 bilhões no período de 2004 a 2022. Desde o ano 2000, a instituição financiou cerca de 70% do aumento de capacidade de geração do país, correspondentes a 78,8 GW adicionais, dos quais 86% de fontes renováveis.

* A fonte utilizada no cálculo das emissões é o Método Ajustado do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI).

Sobre a ArcelorMittal

Maior produtora de aço do Brasil e líder no mercado global, o Grupo ArcelorMittal tem cerca de 150 mil empregados, sendo 17 mil no Brasil, e atende a clientes em 155 países, com o propósito de criar aços inteligentes para as pessoas e o planeta.

A empresa tem unidades industriais em sete estados (CE, ES, MG, MS, RJ, SC e SP), além de unidades de distribuição e serviços em todo o país, sendo a única do setor no Brasil a contar com a certificação ResponsibleSteel.

As plantas brasileiras têm capacidade de produção anual de 7 milhões de toneladas de minério de ferro e de 15,5 milhões de toneladas de aço bruto, com aplicação nas indústrias automobilística, de eletrodomésticos, construção civil e naval, dentre outras. A empresa atua, ainda, em áreas diversificadas como geração de energia para consumo próprio, produção de biorredutor renovável (carvão vegetal a partir de florestas renováveis de eucalipto) e tecnologia da informação.

Sobre a Casa dos Ventos

A Casa dos Ventos é uma empresa brasileira de energia que desenvolve, constrói e opera projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis. Responsável pela maior campanha de medição de ventos já empreendida no mundo, a empresa desenvolveu um em cada quatro dos projetos eólicos em operação no Brasil. Para avançar em sua posição de player estratégico no setor, a Casa dos Ventos conta com o maior portfólio de projetos eólicos e solares do País, com aproximadamente 20 GW de capacidade. A companhia também é líder em oferecer soluções customizadas para apoiar a transição energética de grandes consumidores.

Recentemente, a Casa dos Ventos anunciou uma joint venture com a TotalEnergies para desenvolver, construir e operar em conjunto o portfólio renovável no Brasil, incluindo projetos de hidrogênio e amônia verde.  A Casa dos Ventos é signatária do Pacto Global da ONU e trabalha de forma alinhada com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as melhores práticas de ESG, preservando os biomas locais, desenvolvendo projetos sociais nas comunidades em que está presente e contribuindo para uma economia de baixo carbono.

Plano Verde: saiba a importância da mineração para a evolução do Plano de Transição Ecológica

O governo federal mapeou mais de cem ações em um Plano de Transição Ecológica, o chamado Plano Verde, para disputar investimentos. Combate ao desmatamento, eólica, solar, hidrogênio verde, biocombustíveis e marco regulatório da mineração são algumas das oportunidades elencadas pelo plano em elaboração pelo Ministério da Fazenda. Você sabe qual o papel da indústria mineral neste plano? 

A mineração consta como importante ator para reduzir a dependência externa de fertilizantes, para ampliar a oferta de minérios relacionados à inovação tecnológica, bem como para contribuir à transição a uma economia de baixo carbono.“O Brasil possui recursos minerais de alta qualidade e matriz energética de baixa emissão de carbono. Além disso, é impossível fazer uma transição para a economia de baixo carbono sem contar com oferta abundante e perene de minerais, como terras-raras, nióbio, lítio, cobre, entre outros, em oferta no subsolo brasileiro”, afirma Raul Jungmann,  diretor-presidente do  Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)

A inclusão da mineração neste plano é resultado da articulação liderada por Raul Jungmann junto ao governo federal. Segundo ele, essa pauta está nas discussões internacionais e o Brasil precisa agir para se destacar na produção de minerais estratégicos. “Por isso, é importante obter um conhecimento geológico melhor do território brasileiro, pois, atualmente, apenas cerca de 4% do nosso território é mapeado em uma escala adequada para a mineração”, analisa.

Investimentos Verdes

As cem ações descritas no plano estão previstas para serem desdobradas em quatro anos e serão entregues por ordem de importância, a partir de agosto. Em entrevista ao podcast O Assunto, do G1, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,  disse que o plano pretende desburocratizar investimentos verdes e pode ser a grande marca do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu vejo a reforma tributária, o marco fiscal e o plano de transição ecológica como o mesmo desenho de um novo Brasil”, reforça. 

Segundo o ministro, a ideia é atrair capital privado, incluindo parcerias público-privadas (PPPs) e a qualificação de investimentos como net-zero – produtos que comprovadamente tenham emissões líquidas zero de carbono.

Alguns pontos do Plano de Transição Energética, o chamado “Plano Verde”:

O projeto prevê:

  • Plano Nacional de Fertilizantes: a proposta é reduzir a dependência brasileira de fertilizantes nitrogenados, incentivando a prospecção de fósforo, potássio e bio-insumos;
  • Programa de pesquisa e mineração para reduzir dependência externa e prospectar minerais que estão sendo muito utilizados, como o lítio.
  • Programa “Sol para Todos”. A ideia é substituir parte da tarifa social da energia elétrica para implementar painéis solares em bairros das periferias das cidades;
  • Integração da América do Sul em projetos de bioeconomia na Amazônia;
  • Fim dos lixões até 2024;
  • Energia eólica em alto-mar;
  • Fusão do Plano Safra e do Plano de Baixo Carbono;
  • Eletrificação do Transporte nas cidades e também nos estados.

*Informações da Agência EPBR e G1

O papel da mineração na transição energética

As metas do Acordo de Paris para redução da emissão de gases, como o dióxido de carbono, com vistas à redução do aquecimento global, bem como os desafios enfrentados desde que foi inicialmente assinado, não são temas novos. De igual modo, as discussões e propostas para a concretização das metas de descarbonização e da transição energética por meio da implementação de fontes renováveis e menos poluidoras tem se tornado cada vez mais intensas, dada a premência em mitigarmos os cada vez mais frequentes desastres climáticos por todo o globo.

Contudo, o que ainda pouco se discute de forma franca e aberta é que, para que a transição energética de fato ocorra, precisaremos ser capazes de produzir todo o aparato necessário em um prazo mais do que exíguo – o que, de acordo com relatórios mais recentes como o do Banco Mundial, implica na necessidade de aproximadamente 3 bilhões de toneladas de minerais, ou seja, o investimento nas matrizes de geração renovável escolhidas (a exemplo das fontes solares e eólica) precede um alto investimento nos chamados insumos de base para garantir que haja real viabilidade de implementação da transição dentro do prazo esperado.

Importante ter em mente que estamos falando não apenas em minerais como o lítio ou terras raras – embora esses talvez sejam os mais citados nas discussões relacionadas ao tema e à crescente necessidade para produção de baterias -, mas níquel, cobre, zinco e outros que são igualmente necessários à transição para construção de outros componentes, a exemplo das pás eólicas, placas solares, condutores e de tantos outros necessários à implementação dos projetos de energia renovável.

Considerando que é sabido que o ciclo de maturação e desenvolvimento de um projeto minerário é longo e requer alto investimento, dado elementos de sua própria infraestrutura de exploração e logística, além dos processos de licenciamento e endereçamento de outros riscos, a questão que fica é: como e quem estará apto a fornecer os recursos financeiros necessários para que esses sejam concretizados?

Não podemos fechar os olhos ao fato de que a atividade de mineração, embora seja muito criticada em razão de recentes precedentes negativos, não deixa de ser altamente necessária tanto quanto a produção de energia em si. Além disso, há inegável interdependência entre as atividades, de modo que não conseguiremos concretizar a transição sem antes aumentar (e não reduzir) as atividades de mineração e, consequentemente, os investimentos na indústria de mineração.

Investimentos, inclusive, não apenas em projetos de grande magnitude ou expansões, mas especialmente em projetos de médias e pequenas empresas – em especial as junior companies – que são responsáveis pelo desenvolvimento de base de muitos dos minerais críticos necessários à transição energética. São projetos muitas vezes menores, mas essenciais e que carecem de linhas de financiamento mais atrativas e acessíveis. O Brasil possui muitos desses minerais críticos em seu território nacional e poderia estar muito mais à frente na corrida pela extração dos mesmos. Mas dada as características de incertezas e longos prazos de maturação dos projetos de mineração, são poucas ainda as empresas que conseguem acesso aos recursos iniciais necessários para completude da fase de prospecção a fim de seguir para a próxima fase.

Temos que desmistificar o conceito de que a mineração é necessariamente algo negativo à sociedade e ao meio ambiente. A atividade é vital e essencial a muitas economias, podendo ser altamente positiva quando planejada e implementada de forma adequada e sustentável, em observância aos princípios ESG, desde que haja acesso aos recursos necessários para tanto.

A “mineração verde”, com uso de fontes energéticas renováveis e a aplicação de alternativas de infraestruturas que reduzam riscos ambientais e sociais (como o desenvolvimento de novos processos que dispensem o uso de barragens e a integração social das comunidades atingidas por meio da formação e geração de oportunidades de emprego e educação que, no passado, parecia algo inatingível), cada vez mais é algo que deve ser não apenas almejado, mas concretizado. Até porque, essas práticas reduzem riscos e custos para os empreendedores que podem ser revertidos em economia para o negócio.

*Artigo escrito por Liliam Fernanda Yoshikawa, sócia de infraestrutura e mineração no Machado Meyer Advogados

Como a China conseguiu tornar o céu de Pequim azul por meio da economia verde

A poluição é uma das principais causas da diminuição da expectativa de vida dos chineses. A industrialização foi meteórica e a expansão da poluição do ar também. Mas, você sabe como a China vem transformando esta realidade?

O presidente Xi Jinping lançou, em 2013, uma ambiciosa campanha ambiental. Na TV, a propaganda dizia: “Montanhas verdes e água limpa são iguais a montanhas de ouro e prata”. Além de crescer economicamente, o governo chinês percebeu que era fundamental combater as mudanças climáticas, promover a energia verde e a diminuição da poluição.

Uma matéria veiculada no programa Fantástico (Rede Globo), no último domingo, 16/04, mostrou que o investimento e utilização de novas tecnologias e equipamentos como painéis solares, turbinas eólicas e carros elétricos apresentaram resultados. 

Economia Verde na China 

Uma das medidas adotadas pela China foi a substituição das fontes de energia por outras renováveis. Assim, a média da redução da poluição do ar entre 2013 e 2020 foi de 40% na China. 

O país é o principal importador de minério de ferro brasileiro. 

Além disso, consome diversos outros minérios produzidos em terras brasileiras. 

São diversos exemplos de tecnologias desenvolvidas com o uso da energia verde: 

  • O país é o maior produtor e tem o maior mercado de veículos elétricos. A China pretende conquistar mais mercados na América Latina, começando pelo Brasil. 
  • Criação de drones elétricos para transportar passageiros já estão em fase de testes. 
  • 1/3 da energia eólica do mundo e 1/4 da energia solar são produzidas pelos chineses.
  • Seis das 10 maiores fabricantes de painéis solares e quatro dos 10 maiores fabricantes de turbinas eólicas são chineses. 
  • Os chineses lideram na construção de usinas nucleares. 

A matéria completa está disponível no site do g1.

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Veículos elétricos ampliam demanda por minérios

Dia Nacional da Conscientização sobre Mudanças Climáticas: agenda é prioridade para a mineração brasileira

Minerais estratégicos: o papel na transição energética

Petróleo branco: metal menos denso do mundo é disputado no mercado 

Metal alcalino, pouco denso, de consistência macia, o que permite que ele seja cortado à faca. Elemento mais leve da tabela periódica, foi gerado no Big Bang, assim como o hidrogênio e o hélio. Você conhece o petróleo branco? 

Apontado como o petróleo do século XXI ou a commodity do futuro, o petróleo branco é o conhecido lítio, que ganhou esse apelido devido à cor branca. O metal é o elemento básico na fabricação de todos os tipos de baterias com íon de lítio, importante bateria utilizada em diversos eletrônicos  e também em carros elétricos. 

Petróleo branco: metal menos denso do mundo é disputado no mercado 
Minas de lítio no México. Crédito: REUTERS

A maioria da produção mundial de lítio vai para a fabricação de baterias elétricas. O crescimento da produção de carros elétricos no Brasil também aumenta a procura de petróleo branco no país.  Dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostraram que em 2022 foram aproximadamente 47 mil exemplares vendidos de modelos híbridos, elétricos e híbridos plug-in, superando em 24,77% o total de 2021 (34.990). Estima-se que até 2030, a produção mundial de veículos chegue a 51 milhões de unidades. 

A Agência Internacional de Energia prevê que, em 2040, a demanda por lítio cresça mais de 40 vezes sobre os níveis atuais, se o mundo pretender atingir os objetivos do Acordo de Paris. 

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o Brasil, que se tornou estratégico para a transição energética global, as reservas de lítio estão localizadas no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Tocantins, Goiás, Bahia e Minas Gerais. 

Uma das empresas que atua com produção de lítio no Brasil é a Sigma Mineração S.A, localizada em Araçuaí e Itinga, região nordeste de Minas Gerais. A mineradora está em fase de pré-construção. O planejamento da empresa é iniciar a produção comercial em abril de 2023. Conforme o seu Relatório de Estudo de Viabilidade, planeja produzir 220.000 toneladas por ano de lítio concentrado e lítio para bateria (33.000 toneladas) de equivalente de carbonato de lítio. O seu objetivo é participar da cadeia de fornecimento global de veículos elétricos. 

*Com informações de: Serviço Geológico do Brasil, Capitalist, Click Petróleo e GásValor Econômico.

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Minerais estratégicos: o papel na transição energética

Lítio: um caminho para a transição energética

O lítio é um metal alcalino raro cujas propriedades físico-químicas o tornam especial e de pouca substituição. Componente essencial para as baterias recarregáveis e produtos de alta tecnologia, é considerado um elemento estratégico no Plano Nacional de Mineração para 2050. 

Você sabe por que o lítio é tão importante na produção de baterias? Por ser o metal mais leve da tabela periódica, com um bom balanço entre densidade, baixo peso, troca de energia e eficiência energética, ele tem grande potencial eletroquímico. As baterias de lítio apresentam grande vantagem quanto a sua densidade de energia, uma vez que que o metal é um elemento altamente reativo. 

Lítio: um caminho para a transição energética

As principais características das baterias de lítio são a grande vida útil, ausência do efeito memória (degradação do ânodo e/ou do eletrólito) e grande densidade volumétrica de energia. Também são economicamente viáveis, podendo ser fabricadas em diferentes associações de células e formatos, em busca de maior capacidade, corrente de curto circuito, tensão ou ambas simultaneamente. A tecnologia permite que a bateria seja fabricada para diferentes fins.

Atualmente, os depósitos de lítio economicamente viáveis estão distribuídos em três grandes categorias: minérios com origem em rochas sãs (pegmatitos); 2- minérios originados em salmouras evaporíticas continentais (além de salmouras hidromórficas e geotermais – estes últimos menos expressivos); 3 – minérios originados de argilas hectoritas, e outros minerais de argilas menos comuns, que também podem conter lítio, como a jadarita. 

Tendo em vista perspectivas da crescente demanda por lítio e para que essa indústria seja viável economicamente e atue de maneira sustentável pelos próximos anos, é fundamental que seja feito o aproveitamento total dos recursos disponíveis a partir do desenvolvimento de novas tecnologias para o beneficiamento desses minerais e aproveitamento de seus subprodutos.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) disponibiliza um hotsite com informações exclusivas sobre o metal.  Clique aqui para acessar. 

Lítio no Brasil e no mundo

No Brasil, o lítio está hospedado em rochas ígneas, chamadas de pegmatitos, diferentemente das salmouras evaporíticas, onde é encontrado na forma de sais. Os locais com produção do metal no país são: Subprovíncia de Solonópole (CE), Província Pegmatítica da Borborema  (RN / PB), Sul de Tocantins, Nordeste de Goiás  (TO / GO), Região de Itambé (BA), Área do médio Jequitinhonha (MG), Região Leste de Minas Gerais (MG) e Província Pegmatítica de São João del Rei – (MG). 

Uma das empresas que atua com produção de lítio no Brasil é a Sigma Mineração S.A, localizada em Araçuaí e Itinga, região nordeste de Minas Gerais. A mineradora está em fase de pré-construção e, de acordo com o seu Relatório de Estudo de Viabilidade, planeja produzir 220.000 toneladas por ano de lítio concentrado e lítio para bateria (33.000 toneladas de equivalente de carbonato de lítio. O seu objetivo é participar da cadeia de fornecimento global de veículos elétricos. 

Chile, Austrália, Argentina e China detêm juntos cerca de 95% das reservas de lítio atualmente conhecidas no mundo. Depósitos de lítio do tipo salmoura são encontrados na Bolívia, Chile e Argentina, além de China e EUA. Por outro lado, depósitos de lítio em pegmatitos estão localizados na Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Congo, República Tcheca, Finlândia, Alemanha, Mali, Namíbia, Peru, Portugal, Sérvia, Espanha, EUA e Zimbábue.

Além desses depósitos, o metal pode também ser obtido por meio de argila, como ocorre no México e Estados Unidos, e outras fontes. Por contribuir com a maior parte da produção mundial de lítio, têm destaque quatro depósitos em pegmatitos na Austrália e duas minas em depósitos do tipo salmoura e uma em pegmatito na China. Além disso, operações menores no Brasil, China, Portugal, EUA e Zimbábue também contribuem para a produção de lítio no cenário global (Sumário de Commodities Minerais da USGS de 2022 e Bibienne et al., 2020).

*Fonte: Serviço Geológico do Brasil