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Entenda como se define o valor de um mineral

Muitas pessoas se perguntam: qual é o mineral mais valioso do mundo?

A resposta pode surpreender. Não existe apenas um mineral que ocupe esse posto de forma definitiva. O valor de um mineral depende de vários fatores, e pode mudar ao longo do tempo.

O que define o valor de um mineral?

O preço de um mineral não está ligado apenas à sua raridade. Ele pode variar de acordo com:

  • demanda do mercado (quanto ele é procurado); 
  • aplicações industriais ou tecnológicas; 
  • qualidade e pureza; 
  • custos de extração. 

Ou seja, um mineral pode ser raro, mas não ter alto valor comercial se não houver demanda por ele.

Raridade é o mesmo que valor?

Nem sempre.

Alguns minerais são raros do ponto de vista geológico, mas são pouco conhecidos e pouco utilizados. Já outros, mesmo não sendo raros, podem atingir preços elevados por causa da alta procura.

Um exemplo são metais usados em tecnologia avançada, como:

  • componentes eletrônicos; 
  • baterias; 
  • equipamentos médicos; 
  • indústria aeroespacial. 

Quando a indústria depende de determinado mineral, o valor pode subir rapidamente.

Valor por quantidade

Outro ponto importante é a forma como o valor é medido.

  • gemas (como pedras preciosas) costumam ser vendidas por quilate (1 quilate equivale a 0,2 grama); 
  • metais e minerais industriais são negociados por quilo ou tonelada; 
  • ouro, prata, platina e paládio são os principais metais medidos em onças troy, padrão internacional para metais preciosos. A onça é usada para cotação em bolsas, moedas e barras de investimento. 

Isso significa que um mineral pode ser muito caro por grama, mas ter pouca aplicação econômica total.

A influência da tecnologia

A tecnologia tem grande impacto no valor dos minerais.

Quando surge uma nova aplicação, como baterias mais eficientes ou equipamentos eletrônicos mais potentes, a demanda por certos minerais pode crescer rapidamente.

Isso pode transformar um mineral pouco valorizado em um recurso estratégico.

E a sustentabilidade?

Hoje, o valor de um mineral também está relacionado à forma como ele é extraído.

A mineração responsável, com menor impacto ambiental e respeito às comunidades locais, tornou-se um fator importante na avaliação econômica e social de um recurso mineral.

Então, qual é o mais valioso?

A resposta correta é: depende do critério utilizado.

  • se o critério for raridade geológica, alguns minerais pouco conhecidos podem ocupar o topo da lista. Entre os exemplos mais conhecidos estão o diamante natural, além de diversas outras pedras preciosas que se formam sob condições geológicas específicas e raras; 
  • se o critério for alta demanda, a lista de minerais valiosos vai variar de tempos em tempos;
  • se for impacto econômico global, minerais estratégicos usados em tecnologia ganham destaque. 

Mais importante do que apontar “o mais valioso” é entender que o valor mineral é resultado de uma combinação entre geologia, mercado, tecnologia e sociedade.

Fonte: Correio Braziliense

Grafeno auxilia na recuperação de ouro de resíduos eletrônicos

O Portal da Mineração já abordou o potencial do grafeno de transformar o mercado, principalmente de tecnologia. O nanomaterial é composto apenas por carbono, em que os átomos se ligam e formam estruturas hexagonais, formando uma fina camada. Pode ser aplicado em diversas áreas, sendo as mais conhecidas: construção civil, energia, telecomunicações, medicina e eletrônica. 

Pesquisadores chineses da Universidade de Tsinghua, do Instituto de Tecnologia Avançada de Shenzhen sob a Academia Chinesa de Ciências (CAS) e britânicos do Instituto de Pesquisa de Metais sob o CAS e da Universidade de Manchester descobriram mais uma forma de utilização do nanomaterial. O óxido de grafeno reduzido pode extrair ouro de resíduos eletrônicos com alta eficiência e sem precisar de outros produtos químicos ou energia.

O ouro é utilizado em componentes eletrônicos devido à sua alta condutividade elétrica e facilidade de trabalhar. Entretanto, os dispositivos eletrônicos têm um alto volume de negócios, e a recuperação de ouro e outros metais preciosos é um processo que muitas vezes é complicado, ineficiente e requer produtos químicos ou alto calor.

O método desenvolvido pelos pesquisadores permite que apenas 1 grama de grafeno seja suficiente para extrair mais de 95% do ouro em uma determinada amostra. Primeiro, o lixo eletrônico é moído e depois dissolvido em uma solução. Uma membrana feita de óxido de grafeno reduzido é adicionada e, dentro de alguns minutos, o ouro puro começa a se acumular na superfície da membrana, que pode ser queimada, deixando para trás o ouro. A  técnica pode ajudar a reduzir a quantidade de ouro que vai para o desperdício, além de reduzir o crescente problema ambiental do lixo eletrônico. 

Veja o vídeo e confira como o ouro é extraído: 

Sobre o grafeno 

O Brasil tem uma das maiores reservas de grafita natural, material que contém grafeno. O país tem 45% do total das reservas mundiais. Embora seja observada a ocorrência de grafita em todo o território brasileiro, as reservas exploradas encontram-se em Minas Gerais e Bahia. Com a matéria-prima abundante, o Brasil também investe em pesquisas na área. O primeiro laboratório da América Latina destinado a pesquisas com grafeno está localizado no Brasil, na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, chamado MackGraphe.

O nanomaterial é 200 vezes mais forte que o aço. Apesar de fino e leve, o grafeno é um material extremamente forte, sendo o elemento mais rígido que se conhece, superando até mesmo o diamante. É o cristal mais fino conhecido e suas propriedades o fazem ser muito desejado, por ser leve, condutor de eletricidade, rígido e impermeável.Outra vantagem do material é que ele é extremamente barato para ser produzido. 

*Com informações do site Click Petróleo e Gás

Veja também: 

Conheça o Grafeno: produto da mineração que pode revolucionar o mundo da tecnologia

Mineração é um dos grandes segredos que mantêm os arranha-céus de pé

Dubai, Xangai, Nova York, Taiwan. O que essas cidades têm em comum, além do desenvolvimento econômico e avanços tecnológicos? Os arranha-céus. No entanto, você já pensou como aqueles enormes edifícios continuam de pé mesmo após enfrentar grandes tempestades e ventanias? 

A mineração é uma grande aliada dos projetistas e engenheiros na criação de soluções que mantêm estes prédios intactos, mesmo após enfrentarem grandes ventos. Avanços sistemas de amortecimento das oscilações são criados utilizando os mais diversos metais e minérios para que o impacto dos efeitos da natureza não abalem a estrutura dos edifícios. 

Os mais altos arranha-céus do mundo eram condenados a ruírem se seus projetistas não tivessem encontrado soluções eficazes para os problemas que os ventos, principalmente os muito fortes, podem causar em edifícios tão altos. Uma das soluções encontradas pelos projetistas foi uma grande e pesada bola.  

Sistema de amortecimento com bola

Mineração é um dos grandes segredos que mantêm os arranha-céus de pé
O Taipei 101, em Taiwan, inovou ao criar um sistema de amortecimento com bola de aço

O Taipei 101 não é apenas um edifício situado em Taiwan, mas também um ícone. Ele teve o custo de US$1 bilhão, US$758 milhões gastos na sua construção, 412,5 metros quadrados de área, 508 metros de altura e 100 andares. Entretanto, não são esses números que fazem desse prédio um ícone, mas sim o fato do Taipei 101 ter sido feito para suportar terremotos de magnitude 7 na Escala Richter e de resistir a ventos de mais de 450 km por hora.

Para isso, os criadores do edifício tiveram que projetar uma grande e pesada bola com diâmetro de 5,5 metros e peso de 660 toneladas. Para se ter uma ideia, é o mesmo peso de dois aviões Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo. 

Sistema de amortecimento dos arranha-céus
Sistema criado com placas e cabos de aço

Essa bola, chamada de amortecedor de massa sintonizada, foi feita com a união de 41 placas de aço, cada uma com 12,5 centímetros de espessura. Instalada entre o 87º andar e o 92º andar, ou seja, estende-se por 5 andares, ela é suspensa por 16 gigantescos cabos de aço. O seu objetivo é contrariar os efeitos dinâmicos provocados pelo vento ou de origem sísmica e evitar o deslocamento excessivo do edifício que possam comprometer a sua integridade estrutural. 

O princípio utilizado para a criação deste sistema foi o efeito da inércia. Se alguma coisa está parada, ela quer continuar parada. Se ela estiver em movimento, ela quer continuar em movimento. 

Funciona da seguinte maneira: em edifícios muito altos, o top tende a ser suscetível em relação a ação dos ventos, já que sua base é fixa. Esse movimento imperceptível da estrutura, pode chegar ao deslocamento horizontal de um metro, sem oferecer risco à estrutura.    

Tudo muda quando há tempestades e ventos muito fortes atuando sobre os arranhas céus. Isso porque os ventos fortes aumentam perigosamente as oscilações, principalmente no topo dos edifícios, em que as oscilações podem causar um descolamento de mais de três metros. Quanto mais forte o vento, maior será a amplitude e frequência  das oscilações, o que pode comprometer a estrutura do edifício e levar a eventuais desabamentos. 

E é aí que entram em cena os amortecedores de massa. Quando o prédio começa a se mover e oscilar sobre ação dos ventos fortes, a enorme e pesada bola se contrapõe a esse movimento, ou seja, a bola se move no sentido oposto do prédio, oferecendo uma grande resistência às oscilações causadas pelos ventos fortes. 

Para impedir que a bola oscila demais e principalmente que se choque contra a estrutura do edifício, uma série de amortecedores preenchidos com óleo são colocados para amortecer o movimento de bola e carregam consigo a energia de desaceleração dos movimentos. 

Não é somente o Taipei 101 que faz uso desse gigantesco sistema de bola. O Shangai World Financial Center, na China; o Almas Tower e o Princess Tower, em Dubai; o  Trump Tower, nos Estados Unidos; e muitos outros edifícios espalhados pelo mundo também utilizam essa tecnologia para se manter de pé. 

Outros sistemas de amortecimento dos ventos 

arranha-céus
O Burj Al-arab utilizou um sistema com enormes pesos suspensos

O luxuoso hotel Burj Al-arab, em Dubai, também conta com um engenhoso sistema de amortecedores de massa feito com metal, mas ao invés de bola, os engenheiros utilizaram quatro enormes e pesados pesos suspensos e fixados em estruturas chamadas de exoesqueletos. Quando o vento atinge o edifício, ao invés da estrutura vibrar, os pesos de 5 toneladas suspensos começam a se mover, cancelando as vibrações e deixando a estrutura estável. 

 arranha-céus
Edifício mais alto do mundo com design diferenciado para amenizar os impactos do vento.

Já prédio mais alto do mundo com 828 metros de altura, o Burj Khalifa, em Dubai, utiliza um design diferenciado que funciona por si só como amortecimento dos ventos. As curvas do edifício condicionam o vento e reduz drasticamente as oscilações, mantendo-o estável. Além disso, o prédio é  largo na base e estreito no topo, o que impossibilitaria a instalação do sistema de amortecimento. 

Com informações do Canal Reverse Engineering

Teste seus conhecimentos sobre mineração de forma divertida. 

Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos

Já pensou em gerar energia com as pontas dos dedos enquanto estiver dormindo? Engenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um aparelho capaz de aproveitar a energia do corpo humano mesmo quando a pessoa está dormindo ou sentada. 

E, como não poderia ser diferente, a criação do acessório depende da mineração. Ele consiste em um acolchoamento de eletrodos com espuma de carbono associados com enzimas que desencadeiam reações químicas entre o sal e as moléculas de oxigênio contidas no suor para gerar eletricidade.

Embaixo dos eletrodos, encontra-se um chip movido a piezoeletricidade, ou seja, a capacidade de gerar tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica, o que acaba permitindo a produção de energia a partir de atividades como digitar, enviar mensagens texto ou tocar piano.

Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos
A proposta é que os usuários utilize os receptores nas pontas dos dedos. Crédito: divulgação. 

Um teste realizado pelos pesquisadores com uma pessoa enquanto dormia mostrou que com 10 horas de sono foram coletados quase 400 milijoules de energia, quantidade capaz de alimentar um relógio de pulso por 24 horas. 

O dispositivo é uma fina tira, que pode ser enrolado nos dedos como um band-aid e ao contrário de outros dispositivos movidos a suor, este não requer qualquer atividade física do usuário para produzir energia.  As pontas dos dedos transpiram o tempo todo. Cada dedo contém até mil glândulas sudoríparas, capazes de produzir de 100 a mil vezes mais suor que a maioria das outras áreas do corpo. 

Com informações do site Isto É

Você já testou os seus conhecimentos sobre economia verde? Acesse o quiz no Portal da Mineração e participe.

Brasil e Japão assinam acordo de cooperação em tecnologias para grafeno e nióbio

MCTI teve papel importante nas tratativas que levaram ao acordo; ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o ministério na cerimônia

Em cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, na última sexta-feira (8), Brasil e Japão assinaram o Memorando de Cooperação entre os Governos Brasileiro e Japonês no Campo de Tecnologias Relacionadas à Produção e ao Uso de Nióbio e Grafeno. O objetivo do documento bilateral é aprofundar o entendimento mútuo para explorar a cooperação na cadeia de valor de produtos que usam nióbio ou grafeno e propiciar uma cooperação mais estruturada no futuro, incluindo potenciais projetos conjuntos.

A iniciativa é resultado de tratativas iniciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que em 2019 manifestou interesse na cooperação ao então primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante o Fórum Econômico de Davos, e de reunião entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada em 2019. Assinaram o memorando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o MCTI na cerimônia e assinou o documento com o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal de Oliveira.

“O acordo é fundamental porque o Japão é um país que tem alta tecnologia e nos une a ele na procura de explorar as capacidades do nióbio e do grafeno”, afirmou o secretário-executivo do MCTI. “Esses materiais são produtos do futuro, que vão alcançar toda a cadeia produtiva dos países, na parte industrial e no uso da tecnologia.”

Durante a cerimônia, foram firmados também acordos de cooperação entre os dois países nas áreas de biodiversidade, desenvolvimento de sensores e plataforma de agricultura de precisão em apoio à agricultura sustentável brasileira e uso tecnologias avançadas de radar de abertura sintética e uso de inteligência artificial para o combate ao desmatamento ilegal.

Minerais estratégicos e cooperação

Em outubro de 2016, Brasil e Japão assinaram Memorando de Cooperação para a Promoção de Investimentos e Cooperação Econômica no Setor de Infraestrutura. Desde então, os governos de ambos países vêm manifestando interesse mútuo em ampliar o investimento japonês no Brasil, incluindo os minerais raros ou estratégicos, como o grafeno e o nióbio.

Em julho de 2020, foi aberta chamada pública CNPq/MCTI para apoiar empreendimentos tecnológicos à base de grafeno, destinando aproximadamente R$ 1,5 milhão para apoiar propostas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação que visem gerar empreendimentos e soluções de base tecnológica, tendo como principal objeto o grafeno.

Já o nióbio é considerado um mineral estratégico para o país. O Brasil é o maior produtor mundial desse material, responsável por aproximadamente 86% da produção, e tem o Japão como um dos principais importadores da liga ferronióbio (9,6% do exportado pelo Brasil).
Atento à necessidade de apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais estratégicos, entre elas a do nióbio, o MCTI priorizou o tema na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022 e no Plano de C,T&I para Minerais Estratégicos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações