PT EN ES

Como a mineração ajuda a produzir nossa comida e enfrentar a seca

A mineração, quando feita do jeito certo, seguindo as leis e cuidando da natureza, está se tornando uma grande parceira dos agricultores. Um exemplo muito importante é o calcário.

Para que serve o calcário?

O calcário é uma pedra moída que os agricultores espalham na terra. Ele serve para corrigir a acidez do solo (um processo chamado ‘calagem’).

O que é ‘acidez do solo’? É quando a terra é muito ‘azeda’. Nesse tipo de terra, as plantas não conseguem criar raízes fortes nem absorver a água e a comida de que precisam para crescer.

Com o pó de calcário, a terra fica mais equilibrada. As raízes das plantas conseguem crescer fortes e profundas, buscando água e nutrientes. O resultado é que a plantação fica mais saudável e produz muito mais alimentos.

Os resultados são incríveis!

Pesquisas da Universidade Federal de Lavras mostraram que usar calcário de um jeito mais profundo (não só na superfície, mas enterrado até 40 centímetros) pode fazer a plantação de milho crescer 50% a mais.

Um projeto recente no Rio Grande do Sul, chamado ‘Operação 365’, mostrou que essa técnica resolve dois problemas sérios da região:

  1. Solo duro: A terra fica tão dura que a água da chuva escorre e não entra no chão.
  2. Alumínio tóxico: É uma substância que é útil para muitas coisas, mas no solo prejudica as raízes das plantas, impedindo que elas cresçam.

Mais de 60% das terras no estado do RS têm dificuldade de absorver água. Isso significa que quando chove, a água vai embora rápido, causando enxurradas e erosão (que é quando a terra é carregada pela água). Na seca, as plantações sofrem, mesmo que haja água guardada debaixo da terra.

Aplicar calcário nas camadas mais profundas ‘quebra’ a terra dura e elimina o alumínio tóxico. Assim, as raízes das plantas conseguem chegar até a água guardada no fundo. Isso deixa as plantações mais resistentes à seca.

Segundo a Embrapa (empresa que faz pesquisas sobre agricultura), para cada 1 real investido nessa técnica, o agricultor pode ganhar mais do que o dobro de volta na colheita.

Os benefícios são para todos

Os especialistas alertam que os problemas da terra não afetam só o agricultor, mas toda a sociedade. Solos ruins causam enchentes, entupimento dos rios com terra e falta de água. A solução já existe, mas é preciso que agricultores, cooperativas, empresas e governo trabalhem juntos para colocá-la em prática.

Outras formas de como a mineração ajuda a agricultura

Além do calcário, a mineração oferece outras ajudas:

Pó de Rocha (Rochagem): Outras pedras são moídas até virarem um pó. Esse pó devolve minerais importantes para a terra, ajuda a equilibrar a acidez, melhora a capacidade de guardar água e solta alimentos para as plantas devagar, como potássio, cálcio e magnésio.

Reaproveitamento: Algumas mineradoras, como a Lundin Mining em Goiás, aprenderam a transformar a sobra da mineração de cobre e ouro em um pó que serve como adubo para as plantas. Esse material foi testado e aprovado pelo Ministério da Agricultura. Na soja e no sorgo, o resultado foi até melhor do que com produtos tradicionais.

Ração Animal: Minerais como cálcio, fósforo, cobre e zinco são usados na fabricação de ração para animais como bois, porcos e galinhas. Isso deixa a comida deles mais nutritiva e os deixa mais saudáveis.

Trabalhando juntos

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em seu “Livro Verde”, demonstra na prática a importância da união entre mineração e agro como caminho para:

  • Produzir mais comida;
  • Melhorar a qualidade da terra;
  • Garantir que haja comida para todos;
  • Dar mais proteção contra secas e enchentes.

Ou seja, quando a mineração é feita com responsabilidade, todo mundo ganha: o campo e a cidade. É mais comida na mesa, menos desperdício e um futuro mais seguro para o Brasil.

Fontes pesquisadas: 

Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM);

sindirochas.com;

Minera Brasil;

FCAV UNESP;
UOL;

bra.icl-group.com;

Canal Rural.

Minerais fazem a diferença: mais saúde para o gado, mais lucro para os criadores

Suplementos alimentares têm minerais para garantir boa nutrição do rebanho

Os pecuaristas, ou criadores de gado, estão sempre procurando melhorar a forma de trabalhar, para produzir mais e assim, aumentar a renda de sua produção. Para que a atividade atinja máxima eficiência, três aspectos são muito importantes: genética (qualidade dos pais transmitida aos filhotes), manejo (todos os cuidados práticos com os animais, como higiene, saúde) e alimentação dos animais. É aí que entram os minerais.

A ciência comprova que os minerais presentes apenas em pastagens ou silagem não suprem as exigências nutricionais diárias dos animais. A silagem é a ração guardada para os animais comerem quando não tem comida fresca no pasto (como na seca ou no inverno). Por isso, a suplementação mineral é essencial para corrigir deficiências nutricionais na dieta de bovinos, caprinos, ovinos, equinos e outros.

Em relação aos animais domésticos destinados à produção, a nutrição adequada também contribui para a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, como: o leite da vaca, os ovos das galinhas e a carne dos animais de corte.

Em um país como o Brasil, que detém o segundo maior rebanho bovino do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças de gado (IBGE), é fundamental ao produtor garantir que os animais tenham acesso aos minerais necessários para seu desenvolvimento. E isso é possível graças aos suplementos minerais.

Eles são compostos por macrominerais (recomendados em maiores quantidades pelos animais), como cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, cloro e enxofre; e microminerais (necessários em menores quantidades), como ferro, zinco, cobre, manganês, selênio, iodo, cobalto, flúor e molibdênio. 

Entre os macrominerais, o cálcio, por exemplo, é essencial para a formação e manutenção de ossos e dentes dos animais, além de ser vital para a coagulação sanguínea e contração muscular. Já o fósforo trabalha em conjunto com o cálcio e tem grande importância nos processos metabólicos – reações químicas que acontecem no corpo para transformar o que se come e bebe em energia e matéria-prima. É como se fosse o “motor” do organismo. Já o potássio controla a quantidade de água no corpo e ajuda os músculos a trabalharem fortes e saudáveis — seja no boi, ou qualquer animal do rebanho.

No caso dos microminerais, destacam-se o cobalto na síntese da vitamina B12 – ou seja, a fabricação natural dessa vitamina no corpo do animal, graças a micro-organismos que vivem dentro dele; componente da hemoglobina (proteína do sangue) considerado vital para o transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo, mantendo o animal vivo e com energia.

A formulação com os sais minerais (a mistura de vitaminas e minerais) precisa ser feita do jeito certo para cada tipo de animal e para atender aos objetivos pretendidos pelo produtor: se é para o animal crescer, se desenvolver ou engordar. A mistura de nutrientes precisa estar sempre à disposição dos animais e ser acompanhada de perto, para ter certeza de que cada um está recebendo a quantidade certa que precisa por dia — que varia conforme o tipo e a raça do animal.

Além disso, o produtor precisa ficar de olho no clima (calor, frio ou chuva), pois isso pode aumentar ou diminuir a necessidade de minerais na alimentação dos animais. Por isso, pode ser preciso ajustar a mistura de nutrientes oferecida a eles.