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“Minha pedra é ametista”: conheça as pedras preciosas brasileiras

“Minha pedra é ametista…”, a famosa canção de João Bosco já dá uma dica de uma das pedras preciosas mais utilizadas e famosas no Brasil: a ametista.

Tecnicamente chamadas de gemas, as pedras preciosas vão além das músicas que exaltam suas belezas. São cidades com nomes inspirados nelas, como Turmalina e Diamantina, localizadas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além de muitas pedras serem símbolos de profissões e de bodas de casamento. Isso mostra, não só a importância desses minerais, como a representatividade que eles possuem em nossa cultura.

Por isso, listamos as principais pedras preciosas brasileiras, algumas características e curiosidades que encantam o mundo inteiro. Confira!

  • Ametista: de tom roxo, rosa, violeta ou púrpura, a ametista se destaca por suas imponentes drusas. Essa gema é uma variação do quartzo, que possui uma grande gama de cores e são consideradas as pedras preciosas mais acessíveis do Brasil. Essa pedra é encontrada em maior parte no sul do país, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, onde se encontra a maior jazida de ametista do mundo.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
  • Esmeralda: o seu verde reluzente deixa claro o seu valor. A mineração dessa gema derivada do berilo tem se tornado cada vez mais rara, o que faz com que seu preço por quilate seja alto. No Brasil, pode ser encontrada, principalmente, nos estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia. Os primeiros indícios da existência da esmeralda remetem ao Egito Antigo, já tendo sido considerada a “deusa de todas as pedras”.  Devido aos seus tons esverdeados, as esmeraldas são conhecidas por suas capacidades de restabelecer o equilíbrio, saúde psíquica e bem-estar.  Além de serem o símbolo das bodas de 20 anos de casamento.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias. Créditos: divulgação Google.
  • Água-marinha: assim como a esmeralda, essa gema é derivada do mineral berilo. Seus tons variam desde o azul-celeste até o azul-marinho, o que nos remete às águas cristalinas do mar. Por isso, seu nome, originado do latim aqua marina, significa água do mar. O Brasil destaca-se por ser o maior produtor de água-marinha do mundo. Na cidade de Marambaia, em Minas Gerais, foi encontrada a maior pedra de espécie do mundo, com cerca de 110 quilos, por volta de 1920. Devido ao seu tom azulado, essa gema está muito associada ao equilíbrio emocional e à redução do stress.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar. Créditos: divulgação Google.
  • Diamante: um dos mais cobiçados do mundo, já foi tema de música e de filme estrelado por Marilyn Monroe, a famosa “Diamonds Are a Girl’s Best Friend” (diamantes são os melhores amigos das mulheres). Esse mineral é o material mais duro encontrado na natureza. Ou seja, ele é tão resistente que só pode ser riscado por outro diamante. Outra característica marcante dos diamantes é que, quanto mais incolor, mais valioso ele será. O início da mineração de diamante no Brasil data de 1700, sendo a cidade histórica de Diamantina (MG) uma das mais importantes nesse cenário por muitos séculos. Essa gema é tão resistente e preciosa que representa os relacionamentos duradouros, sendo o símbolo das bodas de 60 anos de casamento, as “bodas de diamante”.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
  • Turmalina: uma gema complexa e rara. Existem no Brasil diversas espécies de turmalinas, com tonalidades diferentes. De todas as espécies conhecidas, a que tem maior destaque é a turmalina paraíba, de tom azul-esverdeado. Sua cor deriva de traços microscópicos de cobre. Essa variedade é encontrada somente em 4 localidades ao redor do mundo. No Brasil, além do estado da Paraíba, a pedra existe no Rio Grande do Norte.  A turmalina também é símbolo do amor, assim como a esmeralda. Quando um casal completa 16 anos de casamento, comemoram-se as “bodas de turmalina”.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
  • Topázio imperial: pedra preciosa muito rara, é atualmente encontrada em escala comercial somente na cidade de Ouro Preto (MG). Suas cores podem variar do amarelo-dourado ou marrom-claro, até tons alaranjados, rosa, vermelho-cereja, translúcida e transparente. Além de ter origem hidrotermal, a designação “imperial” é de origem russa, onde as primeiras pedras foram encontradas.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.

Após conhecer um pouco mais sobre algumas pedras preciosas encontradas no Brasil, é preciso ter atenção ao adquirir um exemplar. No mercado existe uma enorme variedade de pedras sintéticas, ou seja, cópias extremamente semelhantes às originais.

Os consumidores devem observar, principalmente, as características ópticas. As gemas originais são encontradas na natureza, possuem origem inorgânica e produzem cor e brilho, fogo e luminescência, jogo de luz e iridescência. Já as pedras sintéticas, em sua maioria, são produzidas em laboratório, possuindo em sua composição vidro, corantes e materiais plásticos.

Breve histórico da produção de pedras preciosas no Brasil

Quando pensamos em mineração, logo associamos ao minério de ferro. Isso se deve à importância desse produto para a balança comercial brasileira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), divulgados no dia 27/07, o minério de ferro foi responsável por 71,6% das exportações do setor mineral no 1º semestre de 2024. 

No entanto, o que muitos não sabem é que o Brasil também se destaca na produção de pedras preciosas. Esses minerais, quando lapidados, são muito utilizados na fabricação de joias, peças ornamentais e decorativas.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2022, o Brasil produziu cerca de 670 mil toneladas de gemas, totalizando mais de R$ 36 milhões de reais. Minas Gerais é o estado com maior produção e registrou mais de mil toneladas.

Além disso, dados do estudo realizado pelo NAP.Mineração da Universidade de São Paulo (USP) para o Ministério de Minas e Energia e o Banco Mundial mostram que a extração de gemas no Brasil é feita quase exclusivamente pela mineração de pequena escala.

Mesmo com a expressividade das gemas brasileiras, o setor ainda enfrenta desafios com múltiplas faces. Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), ressalta alguns, como a complexidade tributária, baixa competitividade da indústria, ambiente de negócios adverso e falta de integração ao longo da cadeia de valor.

* Com informações de Art Ouro, Ouro Savassi, IBGM, Rede Globo

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EXPOSIBRAM 2024 terá cinco palcos com painéis simultâneos e mais de 500 estandes

Um dos maiores eventos da mineração da América Latina tem expectativa de receber mais de 70 mil pessoas e promoverá rodada de negócios para dinamizar o mercado da mineração.

O maior evento de mineração da América Latina, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024), contará com mais de 500 estandes e cinco palcos simultâneos. A perspectiva é receber mais de 70 mil pessoas durante os quatro dias de evento, 2 mil congressistas e cerca de 500 expositores. O número de estandes disponíveis foram todos preenchidos previamente, com a participação de expositores brasileiros e estrangeiros, de países como Itália, Estados Unidos, China, Canadá, Alemanha, Chile, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Peru. A EXPOSIBRAM ocorrerá de 9 a 12 de setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mais informações podem ser encontradas no site.

O Congresso Brasileiro de Mineração terá cinco palcos com palestras simultâneas. Conforme o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, a ampla abrangência de temas é muito rica. “Teremos a oportunidade de cobrir um leque expressivo de temas. Isso contribui para a criação de um evento mais dinâmico, com maiores oportunidades para empresários do setor, estudiosos e outros públicos”, diz. 

Dentre os vários temas, alguns são destaques, como a transição energética e tributação. Segundo a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do IBRAM, Cinthia de Paiva Rodrigues, serão debatidos formas de financiamento de projetos de transição energética, agenda econômica, perspectivas de mercado, riscos tributários e fiscais, riscos políticos e outros assuntos sensíveis ao setor. “Vamos falar de transparência dos royalties, da discussão de minerais nucleares, vamos falar de fertilizantes e da pequena mineração. Temos muitos temas interessantes”, destaca. 

Além disso, durante entrevista concedida ao Podcast da Mineração, Cinthia reforça que publicações lançadas pelo IBRAM em 2024, como o estudo completo do inventário de gases do efeito estufa para o setor da mineração, serão debatidos com mais profundidade com especialistas e profissionais do setor mineral.  

Rodada de negócios

Outro ambiente que gera altas expectativas no âmbito da EXPOSIBRAM é a rodada de negócios. Em 2023, 22 empresas mineradoras participaram da Rodada de Negócios da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2023) e geraram expectativa de negócios no valor de R$ 1,5 bilhão. 

Neste ano, o objetivo é conectar mais fornecedores e mineradoras para estabelecer parcerias. “Rodada de negócio é um ímã. A gente cadastra fornecedores, mineradoras e depois faz a aproximação. Ela [a Rodada de Negócios] também ocorrerá online, embora o foco seja presencial. Essa inscrição fica aberta no site da EXPOSIBRAM”, diz Cinthia.

Congresso: desconto especial para inscrições em grupo

Grupos de cinco ou mais pessoas que querem conectar-se com os maiores especialistas do setor mineral e descobrir novas tendências e inovações da mineração têm desconto de 20% no valor da inscrição para o Congresso Brasileiro de Mineração. Os interessados devem enviar um e-mail para secretaria@ibram.org.br solicitando o desconto. 

O maior congresso da indústria mineral brasileira é uma oportunidade de expandir o conhecimento sobre as últimas novidades do setor mineral, assistir painéis e discussões plurais, com líderes e especialistas da indústria, fazer networking com profissionais renomados e empresas influentes; além de descobrir novas soluções e tecnologias que estão transformando o setor. 

Está chegando a Exposibram 2024. Participe!
Está chegando a Exposibram 2024. Participe!

Serviço: 

Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024)

Data: 9 a 12 de setembro 

Local: Expominas – Av. Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte (MG)B

Informações e inscrição – https://exposibram2024.ibram.org.br/ 

Mineração vai expandir atuação sustentável e responsável, diz Raul Jungmann em sua posse à frente do IBRAM

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Diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann – Crédito: Tico Fonseca 

A mineração representada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) vai ampliar seus esforços em prol dos compromissos setoriais estabelecidos na Agenda ESG da Mineração do Brasil, e, assim, atuar para expandir sua atuação empresarial conjugada com segurança operacional, sustentabilidade e respeito às pessoas e cuidado com a preservação do meio ambiente. O combate incessante à lavra ilegal é outra meta da nova gestão, liderada pelo diretor-presidente Raul Jungmann, conforme pontuou em seu discurso de posse, na noite desta 4ª feira (11/05), em Brasília, em solenidade que reuniu centenas de autoridades dos três poderes, lideranças militares e empresariais, entre muitos convidados.

Presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilfred Bruijn - crédito Tico Fonseca
    Presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilfred Bruijn – crédito:  Tico Fonseca

 

Vice-presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ediney Maia Drummond – Crédito: Tico Fonseca

O evento também marcou a posse do CEO da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn, na presidência do Conselho Diretor do IBRAM, e do diretor-presidente da Lundin Mining Corporation, Ediney Maia Drummond, no cargo de vice-presidente. A programação também contou com a entrega de placas em homenagem aos serviços prestados em prol do IBRAM e da mineração do Brasil pelos ex-dirigentes do Instituto, Wilson Brumer, no Conselho Diretor, e Flávio Ottoni Penido, na presidência da diretoria. Leia mais clicando aqui.

O ex-presidente da República, Michel Temer, encaminhou mensagem a Raul Jungmann, lida pouco antes da assinatura do termo de posse. “Ressalto que ganhará muito o IBRAM com a sua presidência. Dou, para tanto, o meu testemunho dos relevantes serviços que você prestou ao meu governo e ao país quando conduziu os ministérios da Defesa e da Segurança Pública”, diz o texto.

Entre as diversas autoridades presentes, destacam-se os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso; o Presidente da Câmara em exercício, deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM); o Ministro do Tribunal de Contas da União, ex-senador Antonio Anastasia; o senador Jean Paul Prattes; o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Petrobras, General Joaquim Silva e Luna; o governador do Pará, Helder Barbalho; o ministro do TCU Antonio Anastasia; o presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, deputado federal Fábio Schiochet (União-SC) – veja a lista de presenças mais abaixo.

Raul Jungmann afirmou em sua fala que o “papel da mineração não é só estratégico, não é só de utilidade pública. Ela tem papel importante para o desenvolvimento do país, de gerar emprego, renda, de contribuir para promover a justiça, a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente (…) Este setor tem compromisso, está do lado da lei, ao lado da sustentabilidade”. Afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente e, para isso, precisa contar com uma Agência Nacional de Mineração forte – uma melhor estruturação geral da ANM tem sido uma das bandeiras do IBRAM nestes últimos anos. A agência ainda apresenta carências que dificultam sua atuação técnica na fiscalização e na regulação do setor mineral.

Jungmann ressaltou em seu discurso a agenda ESG do setor mineral. “Ao falarmos em ESG, estamos tratando de ações muito concretas. Usar menos água, usar recursos renováveis para gerar energia, respeito a comunidade, preservação da floresta e demais compromissos com o meio ambiente. Isso será o rumo da nossa gestão. E sempre junto ao Conselho Diretor, que pensa como nós e nos apoia”, disse.

Em seu discurso, o diretor-presidente do IBRAM mencionou algumas das principais contribuições socioeconômicas da indústria da mineração ao país, como os cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos; os R$ 117 bilhões em tributos; R$ 10 bilhões recolhidos em royalty da atividade; a elevada representatividade do saldo comercial mineral no saldo da balança comercial (80% no 1º trimestre) – sendo que ocupa apenas 0,6% do território, ressaltou.

“A mineração apresenta suas contribuições ao país, mas dizemos ‘não’ ao excesso de sobrecargas impostas ao setor, que faz perder sua competitividade. Dizemos ‘não’ à insegurança jurídica, bem como a se imaginar que o setor é algo que se pode exaurir através de cobranças e de elevação de taxas e de royalties. Isso é errado. Vai na contramão. Leva nosso setor à perda de mercado e de competitividade”, afirmou.

Sobre a lavra ilegal, Raul Jungmann foi taxativo: “não apoiaremos nenhum projeto que venha a abrir qualquer brecha ao garimpo ilegal. E tampouco aceitaremos qualquer tipo de projeto que não preserve o meio ambiente e, em particular, nossa floresta, que queremos em pé”. Ele disse ainda que o IBRAM vai manter contato direto com autoridades para cobrar providências mais efetivas contra a lavra ilegal, como a de ouro, que resulta em perda de divisas ao país, entre outras consequências danosas, como fomento ao crime e prejuízos às comunidades, inclusive, povos indígenas.

“Vamos ao presidente do Banco Central para levar a ele um memorial, uma contribuição para que cumpra suas atividades de fiscalização nesse setor que lhe são devidas. Vamos à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça porque este setor está do lado da legalidade, da preservação do meio ambiente, da justiça social e da democracia, que é o sustentáculo para que a gente seja o que é e deseje fazer o que a gente faz”, frisou.

Raul Jungmann também se manifestou sobre o posicionamento do IBRAM em relação à regulamentação da mineração em terras indígenas. Recentemente, o IBRAM declarou ser contrário ao projeto de lei 191 que tramita na Câmara dos Deputados e propõe a regulamentação de atividades econômicas nas terras demarcadas.

“Recentemente tive a oportunidade de falar para os embaixadores da União Europeia em nome do IBRAM. Disse que setor mineral brasileiro segue a Constituição. Entendemos que a mineração em terras indígenas precisa de regulamentação. Mas não aceitaremos uma regulação que não respeite os povos originários, seus direitos, que não os ouça, que eles não sejam parte do processo de decisão daquilo que os interessa”, disse.

O diretor-presidente encerrou sua fala enaltecendo a democracia. “Aprendi a respeitar, a amar, a querer democracia. Às vezes a gente não sente sua falta. Mas ela é fundamental, como o ar, até o dia que nos falta. E quando nos falta, nada mais resta, por isso, além de tudo, como cidadão, pai, futuro avô e marido eu quero me despedir nesta solenidade com um viva à democracia”, afirmou.

Perovskita: mineral pode impulsionar o setor de energia solar brasileiro

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru  estão em uma corrida científica mundial para o desenvolvimento de painéis solares à base de perovskita,  mineral de óxido de cálcio e titânio, relativamente raro, que tem como características a flexibilidade, semitransparência, peso leve e baixos custos de processamento. Quando utilizado em painéis de energia solar, resulta em placas mais finas, leves,  flexíveis e mais econômicas e eficientes comparadas aos modelos atuais. 

Mineral perowskita. Crédito: Divulgação

A grande parte das células fotovoltaicas usadas no mundo tem como principal material o silício. Entretanto, este modelo tem alguns pontos negativos, como o elevado consumo energético necessário para sua produção. Embora a sílica (SiO2) seja um material abundante na Terra, a separação das moléculas de oxigênio e do silício exige temperaturas altíssimas que geram um custo ambiental. 

Outro ponto negativo do material produzido com silício é o peso dos painéis que encapsulam a célula solar – cerca de 25 quilos por metro quadrado – que pode inviabilizar sua aplicação em telhados sem a estrutura adequada. Além disso, a eficiência das células comumente comercializadas, em torno de 15%, já foi superada por novos materiais em testes realizados em laboratórios e em ambientes controlados.

Segundo uma reportagem publicada pelo Jornal da Unesp, a perovskita vem sendo testada em células solares desde 2009. Neste curto período, sua eficiência para a conversão fotoelétrica medida em laboratório saltou de 3,6% para mais de 25% em 2020. “O que se viu com as células solares de perovskita foi um desenvolvimento tecnológico rapidíssimo e inédito no setor fotovoltaico”, destaca o professor Carlos Graeff, um dos pesquisadores principais do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), que tem o objetivo de criar soluções para demandas no mundo todo, entre elas, para o setor de energia solar. 

Células solares de perovskita fabricadas na Unesp. Crédito: Silvia Fernandes

Ainda em 2012, Graeff notou que os resultados de eficiência alcançados pela perovskita, faziam com que ela se tornasse a melhor “substituta” para os painéis de energia solar de silício. De acordo com o professor, agora há uma corrida tecnológica no mundo todo para que várias técnicas sejam testadas para a produção de energia com o “novo” material, com cada grupo testando uma arquitetura própria. 

No painel solar de Perovskita, cada substância é impressa em forma de camada e desempenha uma função de célula. Sendo assim é gerado um filme flexível e fino capaz de gerar eletricidade através da luz solar. 

Este projeto é desenvolvido por cerca de 15 pesquisadores do Laboratório de Novos Materiais e Dispositivos da Unesp de Bauru tem somado sua expertise ao conhecimento do Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM Brasil), que é um instituto de pesquisa ligado a uma empresa que gera painéis solares orgânicos e finos, mais conhecidos como OPV. 

Com informações do Jornal da Unesp e do Click Petróleo e Gás

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Um “alô” estratégico: invenção do telefone marca avanço tecnológico

Primeira ligação telefônica do globo completou 146 anos neste mês de março; cerca de 60 metais são utilizados na fabricação de um aparelho

 

Conhecido por revolucionar os meios de comunicação, ao permitir que pessoas pudessem se comunicar por voz, instantaneamente, à longa distância, o telefone ganhou reconhecimento mundial quando, em 10 de março de 1876, o cientista britânico Alexander Graham Bell realizou a primeira ligação telefônica da história. Diante da importância histórica, a data é celebrada anualmente como o Dia Internacional do Telefone.

O que poucos sabem é que muitos metais são utilizados para o desenvolvimento desse poderoso comunicador. Ao longo do tempo, novos processos de criação e modernização dos aparelhos exigiram a presença de diversos tipos de metais em sua composição.

Graham Bell é mundialmente conhecido como o inventor do telefone mas, desde o início do século XXI, é consenso no meio científico que Antonio Meucci, um italiano que morava nos Estados Unidos, deu vida a um telefone eletromagnético, em 1856, vinte anos antes do registro feito por Bell. “Teletroffono” foi o nome dado à invenção do imigrante que cursou engenharia química e industrial, mas não concluiu os estudos. Ele patenteou provisoriamente o objeto, mas descobriu alguns anos depois que havia perdido o reconhecimento. Em 1876, Graham Bell criou o telefone pelo qual viria a ser conhecido e conseguiu a patente pela criação. Meucci chegou a processar Bell, mas não pode ver em vida o ganho da causa. O Congresso dos Estados Unidos só passou a reconhecer o Italiano como o inventor do telefone 9 em 2002.

Antonio Meucci. Fonte: Wikimedia Commons

De lá pra cá, muitas melhorias foram incorporadas à disputada invenção, mas algo se manteve. Desde o telefone “pé de ferro”, fabricado em 1890, até a invenção do celular, em 1973, os metais foram materiais essenciais para a confecção dos aparelhos. A importância dos metais na fabricação de telefones tornou-se ainda maior com a popularização dos dispositivos móveis nos anos 90 e na difusão dos smartphones, no final da década seguinte.

Telefone de mesa a magneto modelo AC100

Aproximadamente, 60 tipos de metais são utilizados na fabricação de um celular inteligente. Os terras raras, conhecidos como metais tecnológicos, são maioria, mas dividem espaço com outros bastante conhecidos — incluindo alguns presentes em todos os cantos do nosso dia-a-dia, como o alumínio e o cobre.

Ouro: metal fundamental do smartphone

Ouro e outros metais são fundamentais na fabricação de smartfones. Crédito: Lukmanazis/Shutterstock

Milhões de pessoas carregam ouro no bolso todos os dias sem sequer fazerem ideia disso. Junto com a prata e a platina, o minério é um componente fundamental para a construção de qualquer celular. Mas por que utilizá-lo para fabricação em massa se o ativo, teoricamente, tem um valor tão elevado? Porque, ainda que caro, o ouro é o metal no mercado que melhor consegue unir as qualidades de ser um ótimo condutor elétrico e sofrer pouca corrosão.

O ouro não somente é significativo na composição de um smartphone, mas também é um dos minerais mais importantes e estratégicos do território brasileiro. Na Resolução Nº 2 de 18 de junho de 2021, o Governo Federal definiu uma lista de minerais estratégicos. O estudo foi desenvolvido pelo Comitê Interministerial de Análise de Projetos de Minerais Estratégicos (CTAPME), mas contou ainda com outras importantes participações, como a do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). Ao todo, 28 minérios estão nessa lista.

Também o níquel está no quadro de metais mais importantes do país, sendo componente fundamental na confecção do aparelho. O minério está na parte eletrônica, na saída de áudio, no microfone e no revestimento de um smartphone. Assim como o tântalo -metal semelhante ao nióbio-, presente na parte eletrônica. O níquel é relevante para o Brasil pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia.

Outro estratégico importante para o celular é o lítio, presente na composição da bateria. A relevância desse metal tem crescido de maneira exponencial em diversos setores produtivos, principalmente na área tecnológica. A geóloga do SGB-CPRM Ioná Cunha avaliou que “hoje o lítio já é considerado um metal crítico por sua importância na aplicação em alta tecnologia, mas precisamos de mais pesquisas para melhorar nossa capacidade de suprir essa demanda, que só vai crescer”.

O cobre também é um metal muito relevante para a tecnologia e por possuir vantagens comparativas, sendo essencial para a economia, na geração de superávit da balança comercial do Brasil. Já o alumínio detém algumas das qualidades do cobre e, por isso, também é considerado estratégico. O primeiro metal atua na eletricidade do aparelho, o segundo costuma fazer parte do seu revestimento. Ambos são de grande importância para diversos setores da indústria brasileira.

Os Terras Raras
Fazendo uma retrospectiva às aulas de química, quem não se lembra da famosa tabela periódica? Das duas fileiras, destacadas na parte inferior, do modelo que agrupa todos os elementos químicos, em uma delas se encontram os Terras Raras, que são 17 metais de transição. Os elementos dessa classe têm essa denominação pela dificuldade encontrada para realizar a sua extração. Tal conjunto é conhecido por abrigar matérias primas fundamentais para a confecção de dispositivos de alta tecnologia, motivo pelo qual fazem parte da lista de metais estratégicos para o Brasil.

Na produção de um smartphone estão presentes os metais Terras Raras: praseodímio, neodímio, gadolínio, térbio, disprósio e európio. Eles estão espalhados pelo display, microfone, saída de áudio e vibração. O SGB-CPRM realizou dois estudos sobre o potencial de exploração de metais terras raras no Brasil, nos anos de 2015 e de 2019.

Talvez muitos já soubessem da disputa pela patente da invenção do telefone, mas será que tinham noção da presença de metais preciosos em um smartphone? Ou que muitos dos componentes de um celular são estratégicos para o país? Fique de olho nos materiais do SGB-CPRM para outras novas descobertas.

Fonte: Matéria publicada no Portal do Serviço Geológico do Brasil 

 

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Empresa planeja cavar buraco mais profundo do mundo para gerar energia renovável ilimitada

Nos últimos anos tem se falado muito sobre energia solar, eólica e hidráulica, principalmente por ser uma alternativa que gera menor impacto no meio ambiente e maior sustentabilidade. Todas elas têm a mineração como fator fundamental para sua geração, seja nos minérios, metais e minerais necessários para sua formação, seja nos equipamentos utilizados no processo de captação e utilização. Mas, será que é possível utilizar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada? 

A Quaise Energy, empresa derivada do  MIT (Massachusetts Institute of Technology) em 2020, diz que sim. Ela pretende usar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada.  Para isso, a empresa pretende perfurar o buraco mais profundo do mundo. 

Camadas que devem ser perfuradas. Crédito: Divulgação MTI

Já foram arrecadados US$ 63 milhões em financiamento para impulsionar esta perfuração mais profunda da crosta terrestre. Entretanto, o desafio é grande. Até agora, os melhores esforços da humanidade em cavar fundo na Terra atingiram o máximo de cerca de 12,3 quilômetros de profundidade, o que não foi suficiente para aproveitar efetivamente o calor do planeta em uma escala massiva. 

A Quaise Energy acredita que conseguirá ultrapassar esse limite, alcançando até 20 quilômetros de profundidade, com a utilização de um gerador de feixe de energia de megawatt, também conhecido como girotron. Este dispositivo é inspirado na fusão nuclear e gera ondas eletromagnéticas na porção de ondas milimétricas do espectro que podem teoricamente queimar as rochas mais duras e quentes que dificultam a perfuração muito profunda na crosta do planeta.

Clique aqui e veja a explicação do projeto. (Vídeo em inglês) 

Nesta profundidade, o calor das rochas circundantes pode atingir temperaturas de até 500 graus Celsius. Essa quantidade de calor será capaz de transformar rapidamente qualquer água líquida bombeada para essas profundezas em um estado de vapor supercrítico (com a baixa viscosidade do gás e a alta densidade do líquido), o que é adequado para gerar eletricidade quando colocado em turbinas e geradores. Isso equivaleria a produzir e aproveitar o poder do vapor, mas amplificado consideravelmente. 

Atualmente, menos de meio por cento (sim, abaixo de 0,5%) da energia mundial é derivada de fontes geotérmicas. Isso contrasta  com as expectativas para o futuro. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano para  atingir zero emissões líquidas até 2050, embora a taxa de crescimento atual esteja bem abaixo dessa margem. 

Com informações do site Click Gás e Petróleo

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Mineração contribui para o desenvolvimento de tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar

Pesquisadores da empresa Alphabet criaram uma tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar. O Projeto H2E (“Hydration to Everyone”) desenvolveu um equipamento específico para puxar o ar, e, por meio de ventiladores e luz solar, inicia-se o processo de condensação, em que é produzida cada gota de água.

Para isso, são utilizados painéis fotovoltaicos, responsáveis por alimentar uma ventoinha. Segundo os idealizadores do projeto, esse mecanismo atinge uma área de coleta de energia solar que mede 1 m², suficiente para produzir até 5 L de água potável por dia utilizando apenas energia renovável.  

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas
Dispositivo utiliza painéis fotovoltaicos . Crédito: divulgação.

Mas como a mineração contribui para o desenvolvimento do dispositivo? Metais e minerais foram utilizados na sua criação. O painel solar é o equipamento essencial para se gerar energia fotovoltaica, o qual é composto por células fabricadas a partir de materiais semicondutores, como o silício, que absorvem a luz do sol e geram energia elétrica pelo efeito fotovoltaico.

Para atingir nível máximo de desempenho, é necessário levar em consideração algumas condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Quando o ar está muito seco, por exemplo, os dispositivos não funcionam bem. Também precisa de temperatura e luz solar suficientes, assim como umidade relativa do ar de pelo menos 30%. Sendo assim, embora o dispositivo seja altamente útil em climas tropicais, é improvável que possa atender às necessidades daqueles que vivem em ambientes áridos.

Dispositivo montato. Crédito: divulgação

Panorama mundial

Atualmente, a estimativa é que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas do mundo não possuam água potável. Isso significa que uma a cada 4 pessoas, em média, ainda bebe água contaminada. A previsão é que esse número seja ainda maior à medida que o aumento do nível do mar impacte sobre os corpos de água doce. 

Os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados da OMS / UNICEF que mapearam exatamente onde essas pessoas vivem e, pela primeira vez, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Em seguida, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. 

Os resultados mostraram que 1 bilhão de pessoas sem acesso à água potável, atualmente, estão situadas nas regiões onde o clima permite o uso do aparelho movido a energia solar. 

Custo do equipamento 

Dispositivos de captação de água atmosférica usam uma grande quantidade de energia para gerar cada litro de água, então o tipo de dispositivo simples e de baixo custo que a equipe desenvolveu nunca poderia produzir água suficiente para atender a todas as necessidades. Mas, em muitos lugares, pode fornecer água potável suficiente.

O equipamento da empresa foi projetado para ser acessível para pessoas que vivem com receita de US$ 2 a US$ 8 por dia. Composto por peças moldadas a vácuo, o dispositivo foi aprimorado nos últimos três anos e tem capacidade de gerar água potável por apenas 10 centavos cada litro. 

Entretanto, os pesquisadores responsáveis pelo projeto pretendem reduzir o custo para apenas 1 centavo, e, para isso, tornaram seu projeto de código aberto para que outros pesquisadores possam contribuir com o avanço. 

Em última análise, os pesquisadores pretendem criar um dispositivo de energia renovável que pode gerar água sem nenhum custo em todos os climas, incluindo ambientes secos com níveis baixíssimos de umidade relativa. 

Segundo os pesquisadores, enfrentar o impasse pode fornecer uma solução viável para uma das maiores dificuldades que uma parte significativa da população mundial tem enfrentado. Por isso, a empresa está abrindo seus dados, protótipos, software e documentação de hardware no Github e Figshare para que qualquer pessoa possa usar a propriedade intelectual e continuar avançando com o trabalho. 

Com informações dos sites Fast Company e Click Petróleo e Gás 

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados

Mais um ouro para o Japão! Mas, dessa vez, não é nas quadras, piscinas ou nas pistas de competição. O país-sede das Olimpíadas e Paraolimpíadas brilhou na produção do símbolo mais valioso do mundo dos esportes. 

As medalhas olímpicas desta edição dos Jogos foram produzidas com o uso de metais reciclados de aparelhos eletrônicos. Dispositivos como computadores, celulares e câmeras digitais foram desmontados para reutilizar o ouro, a prata e o bronze, presentes em componentes como as placas de circuito. São os minérios fazendo parte do momento mais importante do esporte. 

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados
Japão recicla lixo eletrônico de todo país para produção das medalhas do Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Crédito: Divulgação

Os metais, que já passaram por diversos processos produtivos para serem extraídos da natureza e utilizados na fabricação destes dispositivos eletrônicos, passam por um novo processo de separação, trituração e fusão. 

É preciso desmontar os aparelhos eletrônicos manualmente, já que computadores, celulares e outros dispositivos não possuem projetos padronizados. Depois existe uma técnica de transformar o material separado em pó (trituração), podendo utilizar decantação, que é a separação de misturas heterogêneas, e então, a fusão a altas temperaturas para separar os metais. Após separar os metais, eles são levados para fornalhas que os derretem para ganharem os formatos de medalha. 

De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), para conseguir fazer aproximadamente 5.000 medalhas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a organização do evento precisou recolher uma quantidade enorme de lixo eletrônico. Foram mais de 6 milhões de telefones celulares usados e mais de 78 toneladas de computadores, tablets, monitores e outros aparelhos antigos ou quebrados. Deste material reciclado, foram extraídos 35 kg de ouro, 3,5 mil kg de prata e 2,2 mil kg de bronze.

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados
Rayssa Leal,  atleta do skate, medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio.

Os atletas brasileiros estão na busca pela tão sonhada medalha e vem obtendo grandes resultados. Mas, quando você vê a pequena Rayssa Leal, a mais jovem atleta brasileira em Olimpíadas, skatista de apenas 1,47m de altura e 38 quilos, com a medalha de prata no peito, comemorando orgulhosamente, você imagina quanto pesa esse maior símbolo da sua conquista?

As medalhas têm 8,5 cm de diâmetro e pesam praticamente meio quilo, sendo que a composição de cada uma varia. A medalha de ouro, a mais cobiçada pelos atletas, é feita de 556 gramas de prata reciclada coberta por 6 gramas de ouro, também reciclado. A medalha da Rayssa, de prata, pesa 550 gramas do próprio material. E, as de bronze possuem 450 gramas de latão vermelho (5% de zinco e 95% de cobre)

A coleta dos materiais eletrônicos foi realizada entre abril de 2017 e março de 2019, nas lojas da NTT DoCoMo, principal operadora de celular do Japão. Além disso, mais de 90% das autoridades municipais japonesas atuaram como pontos de entrega. Foram mais de 18 mil pontos de coleta espalhados pelo país. 

Para escolher o responsável pela produção das medalhas, foi realizado um concurso com 400 participantes. O grande vencedor foi o designer Junichi Kawanish. 

Mineração urbana

A iniciativa do Japão reforça a preocupação com o reaproveitamento do lixo eletrônico. Alguns países já investem pesado na “mineração urbana” ou “remineração” que é a obtenção de matérias-primas tendo como fonte os resíduos eletrônicos a fim de transformá-los em novos produtos. Ou seja, ao invés de retirar os metais das minas, utilizando o processo tradicional, os resíduos eletrônicos são reaproveitados após passar por um processo de reciclagem.  

No Brasil, existem recicladoras de eletro-eletrônicos já a algum tempo. O primeiro passo, é o descarte adequado desses equipamentos. Já pensou que sua TV antiga pode conter diversos componentes que são o futuro da mineração? A tendência em sustentabilidade é a utilização racional dos recursos naturais (na jazida) e recuperação de diversos materiais a partir da reciclagem. 

Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em junho de 2020, foram gerados 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo em 2019, o que representa um aumento de 21% em 5 anos, e uma média de 7,3 kg por pessoa. Deste total, 17,4% foi reciclado. 

A China é o maior produtor de lixo eletrônico com o descarte de 10,1 milhões de toneladas. Depois estão os Estados Unidos, com 6,9 milhões de toneladas, e a Índia com 3,2 milhões. Os três países foram responsáveis por quase 38% do lixo eletrônico produzido no mundo no ano passado.

O Brasil é líder na produção de resíduo eletrônico na América Latina. Por ano, é produzido 1,5 milhão de toneladas de lixo, com apenas 3% dele coletado de maneira adequada.

Com informações do Educa Mais Brasil, ONU e do G1

Veja outras curiosidades da setor mineral no Portal da Mineração 

Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos

Já pensou em gerar energia com as pontas dos dedos enquanto estiver dormindo? Engenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um aparelho capaz de aproveitar a energia do corpo humano mesmo quando a pessoa está dormindo ou sentada. 

E, como não poderia ser diferente, a criação do acessório depende da mineração. Ele consiste em um acolchoamento de eletrodos com espuma de carbono associados com enzimas que desencadeiam reações químicas entre o sal e as moléculas de oxigênio contidas no suor para gerar eletricidade.

Embaixo dos eletrodos, encontra-se um chip movido a piezoeletricidade, ou seja, a capacidade de gerar tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica, o que acaba permitindo a produção de energia a partir de atividades como digitar, enviar mensagens texto ou tocar piano.

Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos
A proposta é que os usuários utilize os receptores nas pontas dos dedos. Crédito: divulgação. 

Um teste realizado pelos pesquisadores com uma pessoa enquanto dormia mostrou que com 10 horas de sono foram coletados quase 400 milijoules de energia, quantidade capaz de alimentar um relógio de pulso por 24 horas. 

O dispositivo é uma fina tira, que pode ser enrolado nos dedos como um band-aid e ao contrário de outros dispositivos movidos a suor, este não requer qualquer atividade física do usuário para produzir energia.  As pontas dos dedos transpiram o tempo todo. Cada dedo contém até mil glândulas sudoríparas, capazes de produzir de 100 a mil vezes mais suor que a maioria das outras áreas do corpo. 

Com informações do site Isto É

Você já testou os seus conhecimentos sobre economia verde? Acesse o quiz no Portal da Mineração e participe.