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A mineração mudou a vida de Josias Silva

Natural de Natal, capital do Rio Grande do Norte, Josias Silva tem uma relação com a Imerys que inicia antes mesmo da entrada da empresa no Pará. No Rio de Janeiro, quando ele ainda era técnico químico num centro de pesquisa mineral, Josias prestou serviço desenvolvendo um estudo sobre o caulim para a mineradora que iria se instalar no Norte do país. A experiência resultou num convite para integrar as primeiras equipes da Imerys no Pará.

Josias trocou o Rio por Barcarena, e aqui, se desenvolveu profissionalmente. De técnico em química, a empresa lhe deu oportunidade de ampliar os horizontes. Aqui ele se formou em Gestão de Produção e iniciou a pós-graduação em Engenharia de Produção, que pretende concluir ainda neste ano. Tudo para se tornar o melhor dos profissionais na sua área, supervisor de produção.

A função exige que tenha ótimo relacionamento com todo mundo na empresa. “Sou o elo entre a direção e o pessoal de base da operação, então o relacionamento tem que ser bem tranquilo”, disse o supervisor que elogia a empresa. “A Imerys investe no seu profissional, com certeza isso é motivo de orgulho”, declarou.

A Imerys também tem papel importante na vida pessoal. No Pará, Josias se casou e criou os dois filhos, o mais novo é o único paraense da família. “A empresa me deu tudo o que tenho, especialmente para dar a melhor formação para os meus filhos, o mais novo está formado engenharia elétrica e a minha filha em Oceonografia, cursando o mestrado”, orgulha-se.

Getúlio Gomes foi o primeiro engenheiro de minas nascido em Cajati (SP)

Sou natural de uma cidade do interior de São Paulo por nome de Cajati, é uma cidade pequena com os seus 30.000 habitantes.

A cidade cresceu através da abertura de uma mina de calcário e fosfato, sendo hoje ainda a maior mina do estado de São Paulo. O interessante lá é que a portaria da mina fica no centro da cidade ao lado da Prefeitura e Câmara Municipal!

Foi nesse ambiente que eu cresci, onde todos os dias quando ia para o centro da cidade, passava ao lado da portaria e via aquele movimento de pessoas e veículos entrando em saindo.

Todos nós tínhamos parentes ou conhecidos que trabalhavam na mina, que naquela época se chamava Serrana e hoje pertence a Vale. Meu pai não fugia a regra e também trabalhava lá, numa empreiteira que em Cajati carinhosamente eram chamadas de “gata”. Meu pai trabalhou como motorista de caminhão fora de estrada e minha mãe como cuidadora na creche municipal da cidade.

Na cidade sempre chamávamos os engenheiros da empresa de “doutor” e era o sonho de todos um dia trabalhar lá.

Eu sempre me interessei pela área acadêmica e queira prestar vestibular para Geografia; meu pai de pronto não permitiu, disse que professor era uma área muito pouco valorizada. Ele queira que eu fosse médico, e tentei vestibular para medicina, e graças a Deus, não passei.

Como toda cidade pequena, todos sabiam que o filho do seu Getulio estava tentando uma vaga numa universidade pública, e um supervisor da mina sugeriu a ele que eu fizesse engenharia de minas. Fui prestar vestibular em Ouro Preto, pois este supervisor tinha familiares lá e eles me ajudaram na questão de estadia durante as provas. Felizmente passei e foi ai que descobri que estava adentrando na mais antiga e tradicional escola de minas do país e uma das mais conceituadas do mundo.

Então foi dessa maneira, meio que acidental, mas vivendo desde criança num ambiente minerador que me tornei engenheiro de minas e hoje sou extremamente apaixonado pelo que faço.

Apesar de a mina ter sido aberta em meados da década de 40, descobri mais tarde que fui o 1° engenheiro de minas nascido em Cajati. Teve inclusive um engenheiro muito conhecido na cidade e que trabalhava na mineradora, que quando descobriu que eu havida passado num vestibular para engenharia de minas, chegou em casa numa camionete com pilhas de livros antigos e me disse que a muito tempo estava esperando que alguém da cidade resolvesse seguir esta carreira e que agora estava “passando” os livros para mim. Grande parte deles foram doados para uma faculdade da cidade de Paracatu, onde há 14 anos trabalho na empresa que foi o meu primeiro emprego e posso dizer que ainda hoje tenho a mesma alegria de trabalhar como se fosse o primeiro dia.

Getúlio Gomes é atualmente Gerente de Desenvolvimento Tecnológico da Kinross Paracatu.

Maura Cerqueira: força feminina na operação em mineração

Maura Cerqueira é a prova da valorização das mulheres na área industrial da Imerys. Há oito anos, a técnica em mineração entrou na empresa após passar numa seleção que buscava aumentar a força feminina na produção. De lá até aqui, Maura passou por diversos setores, tradicionalmente ocupados por homens.

A profissional ocupou funções que vão de auxiliar de produção da Dispersão e Desareamento do PIT, operadora de produção da Dispersão B; operadora de produção I da Desareamento à sua atual função de técnica em laboratório.
“Meu projeto é estudar pedagogia para tratar da educação dos jovens. Isso chama muito a minha atenção, pois gosto de trabalhar com pessoas”, conta.

Para seus dois filhos, a técnica de laboratório gosta de comentar sobre seu trabalho na empresa, pois credita à companhia diversas conquistas que vem alcançando ao longo da vida pessoal. “Tenho muito orgulho da Imerys, de fazer parte de uma empresa que respeita as diversidades, respeita o ser humano”, afirma.

Com a experiência adquirida e a convivência com os colegas de profissão, Maura conquistou o respeito e o reconhecimento dos que os cercam. Sebastião Oliveira, Supervisor de Produção, é um deles. “A Maura é uma pessoa de opinião forte, que sempre defende seu ponto de vista, e isso é muito bom para trabalhar. Sua principal característica dentro da empresa é sua responsabilidade e disponibilidade para cumprir novos desafios”, comentou Sebastião.