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Minerais fazem a diferença: mais saúde para o gado, mais lucro para os criadores

Suplementos alimentares têm minerais para garantir boa nutrição do rebanho

Os pecuaristas, ou criadores de gado, estão sempre procurando melhorar a forma de trabalhar, para produzir mais e assim, aumentar a renda de sua produção. Para que a atividade atinja máxima eficiência, três aspectos são muito importantes: genética (qualidade dos pais transmitida aos filhotes), manejo (todos os cuidados práticos com os animais, como higiene, saúde) e alimentação dos animais. É aí que entram os minerais.

A ciência comprova que os minerais presentes apenas em pastagens ou silagem não suprem as exigências nutricionais diárias dos animais. A silagem é a ração guardada para os animais comerem quando não tem comida fresca no pasto (como na seca ou no inverno). Por isso, a suplementação mineral é essencial para corrigir deficiências nutricionais na dieta de bovinos, caprinos, ovinos, equinos e outros.

Em relação aos animais domésticos destinados à produção, a nutrição adequada também contribui para a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, como: o leite da vaca, os ovos das galinhas e a carne dos animais de corte.

Em um país como o Brasil, que detém o segundo maior rebanho bovino do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças de gado (IBGE), é fundamental ao produtor garantir que os animais tenham acesso aos minerais necessários para seu desenvolvimento. E isso é possível graças aos suplementos minerais.

Eles são compostos por macrominerais (recomendados em maiores quantidades pelos animais), como cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, cloro e enxofre; e microminerais (necessários em menores quantidades), como ferro, zinco, cobre, manganês, selênio, iodo, cobalto, flúor e molibdênio. 

Entre os macrominerais, o cálcio, por exemplo, é essencial para a formação e manutenção de ossos e dentes dos animais, além de ser vital para a coagulação sanguínea e contração muscular. Já o fósforo trabalha em conjunto com o cálcio e tem grande importância nos processos metabólicos – reações químicas que acontecem no corpo para transformar o que se come e bebe em energia e matéria-prima. É como se fosse o “motor” do organismo. Já o potássio controla a quantidade de água no corpo e ajuda os músculos a trabalharem fortes e saudáveis — seja no boi, ou qualquer animal do rebanho.

No caso dos microminerais, destacam-se o cobalto na síntese da vitamina B12 – ou seja, a fabricação natural dessa vitamina no corpo do animal, graças a micro-organismos que vivem dentro dele; componente da hemoglobina (proteína do sangue) considerado vital para o transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo, mantendo o animal vivo e com energia.

A formulação com os sais minerais (a mistura de vitaminas e minerais) precisa ser feita do jeito certo para cada tipo de animal e para atender aos objetivos pretendidos pelo produtor: se é para o animal crescer, se desenvolver ou engordar. A mistura de nutrientes precisa estar sempre à disposição dos animais e ser acompanhada de perto, para ter certeza de que cada um está recebendo a quantidade certa que precisa por dia — que varia conforme o tipo e a raça do animal.

Além disso, o produtor precisa ficar de olho no clima (calor, frio ou chuva), pois isso pode aumentar ou diminuir a necessidade de minerais na alimentação dos animais. Por isso, pode ser preciso ajustar a mistura de nutrientes oferecida a eles.

Minerais orgânicos desempenham funções essenciais na nutrição dos pets

Alimentos balanceados contêm nutrientes importantes para atender às demandas de cada espécie, o que inclui vitaminas e minerais

Basta uma olhada no verso das embalagens de ração para cães e gatos, além de outros animais, para concluirmos que os minerais são muito importantes na alimentação dos nossos pets. Os principais deles são o cobre, ferro, zinco, selênio, manganês e sódio, encontrados em alimentos de origem animal e vegetal.

De fato, os minerais desempenham variadas e importantes funções para o organismo. Entre elas estão a manutenção e regulação dos tecidos corporais; bom funcionamento dos sistemas músculo-esquelético, enzimático e endócrino (relacionado à criação e liberação de hormônios) e nervoso central; e contribuição para a digestão e absorção de nutrientes.

Juntos eles promovem um organismo funcional e equilibrado, ou seja, saudável, ponto de partida para garantir a longevidade dos nossos pets.

Orgânicos x não orgânicos

Durante a digestão, alguns minerais e aminoácidos podem competir entre si pelas mesmas áreas de absorção localizadas no intestino. O que não é absorvido, se perde nas fezes. 

Nesse sentido, a absorção dos minerais orgânicos é mais eficiente do que os não-orgânicos, porque são ligados a uma ou mais moléculas (geralmente de aminoácidos) que durante o processo de digestão não competem entre si.

A inter-relação entre os vários elementos minerais pode ser tanto sinérgica (quando cooperam entre si) quanto antagônica (rivalizam). Ou seja: os íons minerais podem interferir entre eles, entrando em competição seletiva a respeito dos locais de absorção no organismo. 

Existem íons minerais capazes de reduzir a disponibilidade de um ou mais íons. Por exemplo: os íons minerais cobre, zinco e ferro disputam a mesma via de absorção; assim, uma dieta com altos níveis de cobre pode bloquear a absorção do zinco e do ferro, por exemplo, levando a deficiências destes.

Portanto, vale a pena ficar de olho no descritivo nutricional das fórmulas de ração e consultar seu veterinário para saber quais nutrientes ele exige em maior ou menor quantidade.

Conhecendo os minerais

Saiba quais são os principais minerais exigidos para a boa nutrição animal e suas funções para promover o bom equilíbrio no desenvolvimento de seu organismo:

Zinco – Participa nas reações envolvidas na replicação celular, metabolismo de carboidratos e proteínas, saúde da pele, cicatrização de feridas e mineralização óssea. Além de desempenhar um papel crucial na estrutura e função das membranas biológicas.

Devido à sua função na síntese de proteínas, a deficiência de Zn costuma associar-se ao atraso do crescimento nos animais jovens. Outros sinais clínicos são anorexia, atrofia testicular, alterações na reprodução, disfunção do sistema imunológico e desenvolvimento de lesões cutâneas. 

Manganês – Auxilia na absorção e digestão dos carboidratos e proteínas da dieta. Funciona como um componente nas enzimas celulares e pode ser encontrado nas mitocôndrias das células. Desempenha papel vital no desenvolvimento de ossos e cartilagens, sendo necessário para a saúde das articulações.

O manganês também pode contribuir para a formação da estrutura esquelética e auxilia no funcionamento dos rins e do fígado. Ainda atua na saúde do cérebro ao evitar a oxidação, que libera radicais livres que danificam as células, proteínas e o DNA do corpo e do cérebro.

Selênio – Trata-se de um micromineral que o organismo usa para produzir a enzima glutationa peroxidase, um antioxidante natural. A glutationa peroxidase contém quatro átomos de selênio e forma uma linha de defesa das membranas celulares depois da vitamina E contra radicais livres, por exemplo.

O selênio tem função protetora antioxidante das membranas plasmáticas contra a ação tóxica dos peróxidos lipídicos. A suplementação pode ser recomendada em animais que recebem terapia com corticosteróides a longo prazo.

Iodo – É um nutriente essencial para os animais e o único elemento mineral cuja deficiência leva a uma anomalia clínica específica e de fácil reconhecimento:  o bócio ou hiperplasia da glândula tireoide.

Há muitos relatos de casos clínicos da deficiência de iodo em cães adultos. Sinais clínicos consistiram em aumento da glândula tireoide, alopecia e ganho de peso e concentrações reduzidas da circulação de hormônio tireoide. No entanto, o excesso da ingestão de iodo pode levar a alguns sinais clínicos, como excessivo lacrimejamento, salivação e descarga nasal.

Ferro – Todas as células do organismo possuem ferro, mas a maior proporção desse elemento encontra-se como componente da hemoglobina e da mioglobina. 

Seu principal papel é a síntese de hemoglobina, onde atua como transportador de oxigênio. A deficiência de ferro provoca anemia microcítica e hipocrômica que, frequentemente, manifesta-se clinicamente com fadiga e depressão.

Cobre – Pode ser encontrado em alta concentração nos tecidos como fígado, cérebro, rins, coração e pelos. Ele é o terceiro micromineral mais comum no organismo, estando em menor quantidade que ferro e zinco apenas.

O cobre é essencial para a absorção e utilização do ferro, e desta maneira para a formação da hemoglobina e a prevenção da anemia. Na deficiência de cobre há uma diminuição da mobilização do ferro de alguns tecidos, resultando em um acúmulo do ferro.

Fontes: editoraestilo.com.br e specialdog.com.br