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Lonsdaleíta: mineral mais forte que diamante é encontrado em meteorito

Por muito tempo, a humanidade acreditou que os diamantes eram os minerais mais duros do mundo. Entretanto, uma nova descoberta questiona essa crença. Pesquisadores australianos identificaram um novo mineral que é 58% mais forte do que os diamantes. Batizado de lonsdaleíta, o mineral tem sido teorizado há anos, mas somente agora foi confirmado em um meteorito caído na África.

De acordo com um novo estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, o meteorito deve ter pertencido ao manto de um antigo planeta anão. Os cientistas teorizam que ele deve ter sido arrancado durante uma colisão há bilhões de anos, antes de finalmente cair na Terra.

A estrutura química do lonsdaleíta é parecida com os diamantes comuns, porém ela tem uma estrutura atômica com um design hexagonal, em vez de cúbica, como nos diamantes, o que garante uma dureza adicional. A estrutura incomum do mineral pode ajudar a informar novas técnicas de fabricação de materiais ultraduros em aplicações de mineração. A sua dureza também poderá ser replicada em laboratório para ser utilizada na fabricação de ferramentas super duráveis. 

A primeira vez que a lonsdaleíta foi descrita ocorreu há mais de 50 anos, também após a descoberta de um meteorito. Na época, acreditava-se que o mineral poderia ter sido formado durante o impacto com a Terra. Porém, até então, o mineral não tinha sido produzido ou descrito como um material separado e puro.

Lonsdaleíta recebeu o nome da famosa cristalógrafa pioneira britânica Dame Kathleen Lonsdale, que foi a primeira mulher eleita como membro da Royal Society. A equipe responsável pelo estudo é formada por cientistas da Monash University, RMIT University, CSIRO, Australian Synchrotron e Plymouth University. 

*Com informações do RMIT Austrália e Click Petróleo e Gás

Cientistas chineses descobrem novo mineral na Lua 

Aprendemos na fase escolar que a Lua é  formada por núcleo, crosta e manto. O núcleo é sólido e rico em ferro. O manto, que é a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, é formado basicamente por magnésio, ferro, silício e oxigênio. Já na crosta lunar encontramos oxigênio, silício, magnésio, ferro, cálcio, alumínio e pequenas quantidades de titânio, urânio, tório, potássio e hidrogênio.

Entretanto, será que é possível encontrar outros minerais na Lua? Cientistas do Instituto de Pesquisa de Geologia em Urânio (BRIUG), de Pequim, capital da China, encontraram um novo mineral chamado Changesite-(Y). É o primeiro descoberto no satélite natural da Terra pelos chineses e o sexto pela humanidade, segundo a instituição China Atomic Energy Authority (CAEA). Antes, Estados Unidos e Rússia já alcançaram esse feito em momentos distintos.

De acordo com a mídia estatal chinesa, o mineral é um fosfato em cristal colunar encontrado em partículas de basalto lunar. A missão Chang’e (nome em homenagem a deusa da Lua na cultura da China) começou em 2007, quando houve o lançamento de uma primeira sonda com foco em estudar a Lua,  e foi responsável por um dos maiores investimentos do programa espacial chinês, conseguindo feitos extraordinários como o primeiro pouso bem-sucedido de uma sonda no lado oculto da Lua, em janeiro de 2019. 

A amostra do novo mineral foi coletada na missão Chang’e-5, em 2020, que pousou na superfície lunar e recuperou amostras da Lua pesando cerca de 1731 gramas – as primeiras amostras lunares coletadas em mais de 40 anos. Ele foi reconhecido e aprovado pela Comissão de Classificação e Nomenclatura de Novos Minerais, subsidiária da Associação Mineralógica Internacional. 

O material chegou à Terra em dezembro do ano passado e foi aproveitado em diferentes estudos sobre o satélite natural. Na prática, as amostras têm sido importantes para garantir mais precisão a cronologia da Lua, a origem e a evolução lunar, além de indicar processos que ocorreram na superfície lunar. A descoberta também é importante para que futuras missões lunares se preparem para o tipo de recursos que podem ser encontrados na Lua. 

*Com informações do UOL e Olhar Digital

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Jarosita: mineral muito comum em Marte é descoberto na Antártica

Pesquisadores da Universidade de Milano Bicocca, da Itália, encontraram pequenos depósitos de jarosita numa camada 1620 metros abaixo do solo Antártico. O mineral, frágil e de cor amarelo-acastanhada, foi criado a partir de poeira aprisionada dentro de antigos blocos de gelo. 

A jarosita é um tipo de sulfato encontrado pela primeira vez no planeta Marte em 2004, pelo Rover Opportunity da NASA, e atraiu a atenção da comunidade científica devido a substância necessitar de água, ferro, sulfato, potássio e condições ácidas para poder se formar. Estes fatores não são facilmente observados em Marte, levando então os cientistas a formular várias teorias para a sua presença em solo marciano. 

Na Terra, a jarosita pode ser encontrada em resíduos de mineração que foram expostos à chuva e ao ar, assim como se formou em Marte. A descoberta indica que o mineral se formou da mesma forma em ambos os planetas,  a diferença é que no planeta vermelho o mineral aparece em depósitos que se estendem a vários metros de profundidade, não em alguns grãos raros como ocorre na Terra. 

O geólogo Giovanni Baccolo, que liderou o estudo, e sua equipe não esperavam descobrir resíduos de jarosita na Antártica. Para averiguar a identidade do material, os pesquisadores mediram a absorção de raios-X e utilizaram microscópios eletrônicos, que confirmaram que eram mesmo o mineral. A descoberta pode ajudar os cientistas a saber mais sobre a importância das geleiras e a formação dos materiais que compõem Marte. 

Para os pesquisadores, o próximo desafio é analisar os números antárticos para investigar se os antigos depósitos marcianos também podem trazer condições para formação de outros minerais. O artigo científico sobre o novo mineral foi publicado na Nature Communications, em janeiro deste ano. 

Fonte: https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mineral-comum-marte-raro-terra-encontrado-antartica&id=010130210202#.YGXjlC35RQI

https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jarosita-mineral-marte-foi-descoberto-na-antartica.html

 

Petrovita: novo mineral é descoberto em região vulcânica da Rússia

Acredita-se que o mineral pode impulsionar avanços em baterias de última geração para produtos eletrônicos

Petrovita. Crédito: divulgação

Um grupo de pesquisadores liderado por Stanislav FIlatov, especialista em cristais – cristalógrafo – da Universidade de São Petersburgo, encontrou uma nova integrante para o mundo dos minerais: a Petrovita. 

O mineral de cor azul-esmeralda brilhante foi descoberto no topo do vulcão Tolbachik, na Península de Kamchatka, na Rússia. O local é conhecido pela diversidade mineralógica. 

Nos últimos anos, em torno de 130 novos minerais foram descobertos na região, o que está relacionado à quantidade de atividade vulcânica. 

O professor Paulo Roberto Brandão, do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que nem todos esses materiais terão funcionalidade para o mercado. Segundo ele, “90% ou mais dos minerais novos descritos na literatura têm valor apenas científico, sem potencial tecnológico ou econômico”. 

O mineral foi encontrado em uma região vulcânica da Rússia. Crédito: Universidade de São Petersburgo/ Divulgação

O Tolbachik ainda está em atividade e sua última erupção foi em 2012. Essa erupção revirou as cinzas e os detritos do vulcão, e foi nesses escombros que foi encontrado o novo mineral Petrovita.  

A Petrovita é formada por um diferenciado arranjo de átomos de oxigênio, sódio e cobre, que formam uma estrutura porosa. Neste composto, um átomo de cobre faz ligações com outros sete átomos de oxigênio. As altas temperaturas e pressões forçam os átomos a fazer ligações que não aconteceriam em condições ambiente.

A descoberta ainda é recente, mas cientistas acreditam que talvez esse novo mineral possa ser usado em baterias de íons de sódio, devido o material ser bastante poroso  e esses poros terem o potencial de formar um caminho para os íons de sódio. Seria uma alternativa para a criação de um tipo de baterias recarregáveis que futuramente pode ser alternativa às baterias de íon de lítio, que, por sua vez, são muito usadas nos dias atuais. 

O desafio agora é aumentar a condutividade do material e encontrar uma forma barata de sintetizá-lo em laboratório. O professor Paulo Brandão acredita que ainda há um longo caminho de estudo e pesquisas para afirmar o seu potencial econômico.  “Não é como o minério que é extraído praticamente pronto para o uso. Precisa passar por um processo em laboratório para utilizá-lo na bateria. Somente após avaliar o seu potencial e a sua viabilidade em relação aos materiais que já existem no mercado, que é indicado partir para uma produção com escala industrial”.  

O nome Petrovita é em homenagem a outro cristalógrafo da Universidade de São Petersburgo, o também russo Tomas Petrov. O artigo científico está disponível na Mineralogical Magazine.

 

Informações dos sites:
https://socientifica.com.br/novo-mineral-descoberto-na-russia/ 

https://olhardigital.com.br/2020/11/17/ciencia-e-espaco/mineral-descoberto-na-russia-pode-ser-usado-em-baterias-recarregaveis