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Adriana Celestino – A líder de uma fábrica de cimento

Gerente de fábrica da Votorantim Cimentos Corumbá (MS), Adriana Celestino construiu sua trajetória apoiada por modelo global da empresa, que possui entre seus pilares estratégicos o cultivo de talentos, com valorização da diversidade

Objetividade e foco. Atributos que Adriana Celestino de Souza Camargo mantém desde os tempos universitários. Formada em Química na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduada em Qualidade Industrial pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Adriana ingressou no mercado de trabalho como analista de Laboratório em uma indústria, mas desde os primeiros dias de experiência estava determinada a alcançar um posto de liderança.

Em janeiro de 2019, Adriana Celestino, de 45 anos, se tornou a primeira empregada a assumir a liderança de uma fábrica da Votorantim Cimentos no país. Ela é a nova gerente da unidade de Corumbá (MS), uma das mais tradicionais da empresa no Centro-Oeste, que opera desde a década de 1950 e emprega 230 empregados diretos e indiretos.

Para chegar ao mais alto cargo na fábrica, Adriana Celestino percorreu um longo caminho. E no setor industrial, ainda dominado pelo sexo masculino, conseguir uma promoção exigiu de Adriana não só objetividade e foco, como também dedicação e coragem para mudar de ares e arriscar-se em novas empreitadas para atingir sua meta.

“Quando comecei minha carreira, evoluí de analista de laboratório para chefe de Produção, mas percebi que este era o posto máximo que alcançaria. Decidi então procurar novas oportunidades e soube de uma seleção para uma vaga de coordenadora de Produção em outra indústria. Quando soube na entrevista que era a Votorantim Cimentos, topei o desafio de recomeçar porque senti que teria mais possibilidades de crescimento”, disse Adriana, que ingressou na empresa em 2008.

Adriana começou a trabalhar na Votorantim Cimentos como coordenadora de Produção, cargo que exerceu até 2012, em São Paulo (SP). Depois, mudou-se para o Distrito Federal, onde trabalhou na unidade de Sobradinho (DF) como coordenadora de Produção de Argamassas e Cimentos e coordenadora nas áreas de Produção e Meio Ambiente. Em seguida, assumiu a operação, no município de Cajamar (SP), como gerente de fábrica de argamassas e, por último, a posição de gerente do Complexo Metropolitano, que agrupa, além da unidade de Cajamar, a

unidade de Barueri (SP). No final de 2018, foi convidada para ocupar a vaga de gerente da fábrica de cimentos em Corumbá (MS).

Valorização da diversidade – Quando relembra a trajetória que percorreu até chegar à gerência em Corumbá, Adriana comenta com entusiasmo os projetos que realizou e que projetaram sua imagem positivamente dentro da empresa. Ela foi responsável por alavancar a capacidade produtiva da planta de argamassas de Sobradinho e de Cajamar, além de estar à frente da implementação do Complexo Metropolitano de Argamassas, entre outras iniciativas.

Para Adriana, tão fundamental quanto ter o desenvolvimento de carreira como uma das prioridades de vida é trabalhar em um ambiente que apoia e incentiva o crescimento do profissional, independente de sua cor, raça ou sexo. “Desde o dia que entrei na companhia, sempre estive envolvida em atividades de destaque e com interface com várias áreas. Também obtive conhecimentos de áreas que até então não tinha experiência, como estratégia comercial e marketing, o que acredito que não conseguiria com tanta facilidade em outra empresa”, afirma.

A gerente da fábrica de Corumbá também ressalta que o bom clima organizacional faz a diferença para o desenvolvimento profissional. “Até agora estou em êxtase por ter assumido a gerência da Votorantim Cimentos de Corumbá. Fui muito bem recebida pela equipe e o que quero agora é construir um legado sólido. Os empregados têm uma relação de longo prazo com a fábrica e o meu maior desafio é melhorar cada vez mais o desempenho da unidade, posicionando-a entre as mais produtivas da companhia”, acrescentou Adriana.

Maior plataforma reúne dados de 60 anos sobre solos brasileiros

A plataforma tecnológica do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil (PronaSolos) já está disponível ao público. Mapas e dados de solos produzidos ao longo dos últimos 60 anos constam da plataforma.

Serviço Geológico do Brasil (CPRM), EmbrapaIBGE, órgãos estaduais e regionais e universidades contribuem com o conteúdo, cujo lançamento oficial foi feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no último dia 3 de dezembro.

Segundo nota da Embrapa, essa é a primeira entrega do PronaSolos que atinge a sociedade em geral. “Com o lançamento do site e da plataforma tecnológica do programa, tem início o funcionamento do Sistema Nacional de Informação de Solos”, diz José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos (RJ) e coordenador do comitê executivo do programa.

“O principal ganho para a sociedade é o de ter acesso ao acervo de estudos de mapeamentos de solos do Brasil e de perfis de solos, em um único local, de forma organizada e sistematizada. Adicionalmente, a ferramenta do SigWeb possibilita a combinação de forma fácil e ágil desses dados e informações, por meio de mapas”, explica Silvio Bhering, pesquisador da Embrapa Solos.

O mapa do pH do solo brasileiro é um dos itens presentes na ação.

Clique aqui e conheça a plataforma.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Abracal

Jakeliny Felício – Topógrafa

A Jakeliny Felício atua há 4 anos e meio como topógrafa do setor de planejamento de mina da Mina Boa Vista, da CMOC Brasil, em Catalão (GO). A técnica em mineração realiza marcações topográficas para a lavra, atualização do mapa da Mina BV e dos depósitos de estéril, acompanhamento da geometria da mina e cálculo de volume dos lotes e pilhas de minério.

Atua também como facilitadora do sistema de gestão integrada do Planejamento de Mina, organizando e atualizando todos os documentos em busca de melhorias. O trabalho em campo, acompanhando a evolução da lavra na mina, é o momento que mais gosta em seu trabalho.

300 anos de Minas Gerais: AngloGold Ashanti é a indústria mais longeva do Estado

Com 186 anos, produtora de ouro chegou à Nova Lima em 1834 e, junto com outras atividades de mineração já existentes na região desde o século XVIII, contribuiu para os 300 anos de história mineraria que determinou o nome Minas Gerais

No dia 2 de dezembro, o Estado de Minas Gerais completou seus 300 anos. Uma história de três séculos que não pode ser contada sem a participação da indústria de mineração e das empresas que ajudaram a transformar o Estado em um dos três mais relevantes para a economia brasileira.

Com 186 anos, a AngloGold Ashanti não é apenas a indústria mais longeva de Minas Gerais, mas também de todo o país. Uma história que começou no século 19, em 1834, quando a empresa, ainda como Saint John del Rey Mining Company, deu início à mineração de ouro em Nova Lima (MG).

“É uma honra para a AngloGold Ashanti fazer parte da história dos mineiros. Ultrapassar os 186 anos de atuação no Estado é motivo de orgulho e demonstra a nossa capacidade de  reinvenção  para superar os diferentes desafios ao longo de todo esse tempo, sempre tendo a segurança como primeiro valor. Além disso, alcançamos essa marca histórica renovando nosso compromisso com o futuro, com a inovação e com a sustentabilidade”, destaca Camilo Farace, vice-presidente da AngloGold Ashanti Brasil.

Ao longo de todos estes anos, a AngloGold Ashanti não apenas fez parte da história mineira, como esteve à frente de uma série de inovações na indústria mineral, acompanhando o desenvolvimento tecnológico. “A produtora de ouro passou por todas as etapas da evolução: primeiro a revolução industrial, com o uso de carvão; depois a eletricidade, com George Chalmers, nosso fundador e visionário, criando o sistema hidrelétrico Rio de Peixe, em operação até os dias de hoje; depois a eletrônica, por volta dos anos 1970; e agora, na indústria 4.0, com a revolução digital. Desde 2016, por exemplo, temos carregadeira semi-autônoma operando em subsolo sozinha, sendo controlada pelo operador à distância da superfície”, completa Farace.

Em Minas, as operações da empresa estão concentradas no Quadrilátero Ferrífero, em duas unidades de negócios. A primeira (Operações Cuiabá) é composta pela Mina Cuiabá, em Sabará, pela Mina Lamego, na divisa entre Sabará e Caeté, e pela Planta do Queiroz, em Nova Lima. A segunda fica em Santa Bárbara (Operações Córrego do Sítio). A terceira unidade produtiva está em Crixás, em Goiás (Serra Grande).

Hoje a AngloGold Ashanti se consolidou como uma das maiores produtoras de ouro do mundo, com 13 operações em dez países, que geram mais de 34 mil empregos. No Brasil, a empresa tem cerca de 7 mil profissionais entre próprios e contratados. As operações respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade no subsolo. Somente em 2019, foram produzidas 485 mil onças, aproximadamente 15 toneladas de ouro.

300 anos de Minas Gerais: AngloGold Ashanti é a indústria mais longeva do Estado
Povoado de Congonhas de Sabará hoje Nova Lima meados do sec XIX – Acervo Biblioteca Nacional – crédito: divulgação

Há vagas nas operações em Minas Gerais e no Brasil

Na contramão do que se tem visto no mercado, a AngloGold Ashanti, contrata profissionais mesmo neste momento de pandemia. Em outubro, foram abertas 44 vagas  para atuação de profissionais na diretoria de Projetos.

A geração de empregos é uma importante forma de renda para as comunidades, sobretudo após os impactos econômicos da pandemia.  A produtora busca profissionais de nível superior – principalmente engenheiros com conhecimento em várias disciplinas, tais como engenharia mecânica, civil, elétrica, instrumentação/automação, comissionamento, prontidão operacional, planejamento físico financeiro, administração e gestão de contratos.

Muito além da mineração

Além da produção de ouro, a AngloGold Ashanti atua em outros setores que contribuem para a sustentabilidade de seu negócio, como geração de energia, ácido sulfúrico e gestão imobiliária. A empresa construiu, em 1904, o Sistema Hidrelétrico Rio do Peixe, composto pelas Lagoas Grande (dos Ingleses), Miguelão e Codornas, além de sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com o objetivo de fornecer energia limpa e renovável para suas operações. Outra fonte de energia é a Usina Hidrelétrica de Igarapava, de cujo consórcio a empresa faz parte.

Principais marcos da história da AngloGold Ashanti

1834: A inglesa Saint John del Rey Mining Company adquire a Mina Morro Velho e transfere suas atividades de São João del Rey (MG) para Congonhas das Minas de Ouro, atual Nova Lima (MG).

1881: O casal imperial, Dom Pedro II e Imperatriz Tereza Cristina, visita Congonhas das Minas de Ouro (atual Nova Lima). Lá, são recebidos por Pearson Morrison, diretor-superintendente da Saint John del Rey Mining Company, e hospedam-se na Casa Grande, onde atualmente funciona o Centro de Memória AngloGold Ashanti, e descem 457 metros de elevador para conhecer o interior da mina.

1892: Abertura da Mina Grande, que chegou a ser a mais profunda do mundo.

1895: Início do funcionamento da planta metalúrgica em Villa Nova de Lima (atual Nova Lima).

1920: Instalação da cooling-plant da Mina Morro Velho, a primeira usina de refrigeração de mina subterrânea do mundo.

1960: Transferência do controle acionário inglês para um grupo brasileiro. A empresa passa a se chamar Mineração Morro Velho S.A.

1986: Implementação do Projeto Cuiabá (Sabará, MG), com a reabertura da Mina Cuiabá, aprofundamento da Mina Raposos, inauguração da planta metalúrgica e fábrica de ácido sulfúrico.

1987: Implementação da Mina Córrego do Sítio, em Santa Bárbara.

1989: Início da operação da Mineração Serra Grande em Crixás (GO), uma parceria da Mineração Morro Velho com uma mineradora canadense.

1999: A AngloGold é criada mundialmente, englobando os ativos de ouro da Mineração Morro Velho no Brasil.

2000: Criação do Centro de Educação Ambiental (CEA) e da primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).

2004: AngloGold e a Ashanti Goldfields se unem, para dar origem à AngloGold Ashanti.

2014: A empresa é a primeira mineradora do país a adotar, no subsolo, a operação de carregadeira com controle remoto.

2016: Serra Grande chega à marca de 4 milhões de onças produzidas desde o início das suas operações.

2017: 4 milhões de toneladas produzidas de ácido sulfúrico, marca histórica da pirometalurgia, alcançadas em janeiro de 2017.

2019: A Mina Cuiabá alcança a marca de 6 milhões de onças de ouro produzidas desde o início de suas operações.

2020: Empresa doa R$ 1,6 mi para combate à Covid-19.O investimento foi direcionado às necessidades dos hospitais e instituições de saúde dos municípios onde a produtora de ouro atua: Hospital Nossa Senhora de Lourdes (Nova Lima), Santa Casa de Sabará, Santa Casa Nossa Senhora das Mercês (Santa Bárbara), Hospital Waldemar das Dores (Barão de Cocais), Santa Casa de Caeté,  Unidade de Saúde Mista Dr. Francisco dos Santos Cabral (Raposos) e o Hospital Municipal de Crixás. Os valores envolvem a compra de respiradores, ampliação de leitos, equipamentos médicos, entre outras contribuições.

Sobre a AngloGold Ashanti

Uma das maiores produtoras de ouro do mundo no Brasil, a indústria mais longeva do país, possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento distribuídas nos Estados de Minas Gerais e Goiás. Com cerca de 5 mil empregados diretos, as operações brasileiras respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração no subsolo. A AngloGold Ashanti tem sede em Johannesburgo, na África do Sul, e suas ações são negociadas nas bolsas de Johannesburgo, Nova York, Austrália e Gana. Os negócios da companhia englobam 14 operações e atuação em dez países, gerando mais de 34 mil empregos.

Cobre: um importante aliado no combate a vírus e bactérias

Você sabia que o Cobre destrói vírus e bactérias? A descoberta foi feita pelo médico Victor Burq no século 19, em Paris, segundo artigo publicado no site Vice. Na época havia surtos de cólera que atingiram a cidade e funcionários de uma fundição de cobre, que tinham contato com o minério diariamente, escaparam da doença. Na mesma época, ele descobriu que outros trabalhadores lidando com cobre na capital parisiense e em outras cidades da Europa também tinham evitado a cólera.

A partir de uma coleta de dados com mais de 200 mil pessoas ele concluiu para as Academias de Ciência e Medicina da França em 1967 que “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele na epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”

No decorrer dos anos, estudos mostraram que o Cobre é um importante aliado e tem proteção de ameaças bacterianas: ele é um antimicrobiano. Foi provado que o metal mata uma longa lista de micróbios, incluindo norovírus, MRSA, uma bactéria estafilococos que se tornou resistente a antibióticos, cepas virulentas de E. coli que podem causar intoxicações alimentares, e coronavírus – possivelmente a nova cepa atualmente causando a pandemia de COVID-19.

Mas porque o mundo não usa mais o cobre? Afinal ele poderia reduzir a presença de micróbios nas principais superfícies, porta para o ser humano se contaminar com diversas enfermidades. Talvez pelo valor. Mas, ao fazer uma análise é possível reverter essa situação, pois o minério poderia ser um grande aliado no combate de infecções hospitalares e até no controle da pandemia do coronavirus, desta forma deixando os governos de gastarem tanto na cura de doenças.

Leia o texto completo no site da Vice

Saiba mais sobre o cobre e sua importância na saúde pública

Após testes e avaliações rigorosos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos registrou ligas de cobre como materiais antimicrobianos de saúde pública. Superfícies tocadas com frequência feitas de materiais de liga de cobre matam continuamente as bactérias em duas horas de contato, quando limpas regularmente.

Mais de 500 tipos de ligas de cobre estão registrados na Agência Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos para combate a pragas sem efeitos adversos para o ser humano e para o meio ambiente.

Três características principais que tornam as ligas de cobre antimicrobianas altamente eficazes em materiais de superfície de contato:

  • Mata bactérias continuamente

É comprovado que o material de cobre é muito mais eficiente como uma superfície antimicrobiana do que um material de aço inoxidável, além de matar continuamente as bactérias que causam infecções.

  • Nunca se desgasta

Mesmo após limpeza seca, úmida e o contato com bactérias que causam infecções, permanece com a eficácia de ação microbiana continua.

  • Seguro para usar

A superfícies de cobre não são prejudiciais às pessoas ou ao meio ambiente. Tem uma microbiana inerente mesmo sem adição de compostos químicos. Além de ser completamente reciclável.

Covid-19

Um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reportou que o vírus SARS – CoV-2, causador do Covid-19, se mantem vivo de dois a três dias em superfícies de plásticos e aço inoxidável, já nas superfícies de ligas de cobre, o vírus se mantém vivo por até 4 horas.

Essas informações foram obtidas no site https://www.copperalloystewardship.com/

Estudo descobre minas do Universo que podem desvendar origem das galáxias

Um dos mais dramáticos acontecimentos do Cosmos, o colapso de uma estrela massiva pode ser a origem dos elementos pesados encontrados na Terra, como ouro, platina e urânio. Usados com finalidades diversas — da confecção de uma aliança a componentes de smartphones, passando por reatores nucleares —, esses metais estão presentes em todo o Universo e, até agora, acreditava-se que eram fruto de colisões entre duas estrelas de nêutrons ou entre um objeto desse e um buraco negro. Mas pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, relata o jornal Correio Braziliense, encontraram uma explicação alternativa, que pode mudar a compreensão sobre a formação de elementos sem os quais o homem não poderia existir.

De acordo com Daniel Siegel, professor de física da universidade e um dos autores do estudo publicado na revista Nature, entender a origem dos elementos pesados é essencial para se obter pistas mais precisas a respeito do início dos aglomerados de estrelas e planetas, como a Via Láctea. “Tentar descobrir de onde vêm os elementos pesados pode nos ajudar a entender como a galáxia foi montada quimicamente e como ela se formou. Isso pode realmente ajudar a resolver algumas grandes questões na cosmologia, já que os elementos pesados são um bom traçador”, diz.

Ele se refere ao fato de que qualquer elemento existente deixa traços — ou assinaturas — no Universo. Com os equipamentos astronômicos cada vez mais sofisticados, é possível rastreá-los e identificá-los, reconstituindo a história de uma região espacial ou mesmo do nascimento do Cosmos. Essa linha de pesquisa está cada vez mais promissora, uma vez que se espera, para um futuro próximo, o lançamento de novos supertelescópios — como o James Webber, previsto para 2021 —, capazes de buscar e identificar assinaturas a distâncias até agora inimagináveis.

Supernova

Supernovas são explosões de estrelas muito velhas e distantes da Terra, o que torna a descoberta da equipe de Siegel particularmente curiosa. De acordo com o cientista, por volta de 80% dos elementos pesados do Universo, incluindo os que existem na Terra, tiveram origem em um tipo de supernova de estrelas 30 vezes mais pesadas que o Sol, um fenômeno chamado colapsar.

Trata-se do colapso gravitacional de uma estrela — um evento tão brusco que elas implodem, ejetando grande quantidade de material antes de se transformarem em buraco negro.

Já é bem conhecido que os três elementos mais leves do Universo — hidrogênio, hélio e lítio — formaram-se nos primeiros momentos do Cosmos, cerca de um minuto após o Big Bang. Tempos depois, foi a vez dos metais de transição, como ferro, forjados no núcleo das estrelas. Porém, quanto aos elementos mais pesados da tabela periódica — que completa 150 anos em 2019 —, como ouro, há, até agora, mais dúvidas que certezas. Ao menos os cientistas tinham uma pista para procurar a chave desse mistério. Estudos anteriores indicaram que, para que eles existissem, foi preciso ocorrer um fenômeno apelidado de processo-r, em que o núcleo atômico absorve nêutrons em altíssima velocidade.

Colisão

Há dois anos, um marco na observação astronômica permitiu a detecção, pela primeira vez, de ondas gravitacionais (previstas por Albert Einstein no início do século passado), formadas pela colisão entre duas estrelas de nêutron. Esses corpos superdensos e ricos em nêutron são o resultado de supernovas. A descoberta do fenômeno levou pesquisadores a imaginar que a maioria dos elementos frutos do processo-r foram gestados em casulos de materiais expelidos pela fusão dessas estrelas.

Como, no caso de dois anos atrás, a colisão resultou em um buraco negro, logo se teorizou que a fonte dos elementos seria o disco de acreção — o disco de detritos que circundam o buraco negro. Nessas regiões incrivelmente quentes e densas, partículas como elétrons, pósitrons e neutrinos interagem de forma a converter prótons em nêutrons. “Isso gera as condições iniciais ideais para a formação de elementos pesados como ouro ou platina”, observa Brian D. Metzger, astrofísico da Universidade de Colúmbia e coautor do artigo.

Com esse pensamento, a equipe desenvolveu um modelo de simulações computacionais de discos de acreção que se espera encontrar ao redor dos colapsares. Os astrônomos esperavam que, ao recriar o nascimento dos metais pesados a partir da fusão de estrelas de nêutrons, veriam esse material sendo produzido a uma frequência muito grande devido à rapidez do processo-r. Contudo, no lugar disso, o que se observou foi a formação de grande quantidade desses elementos.

“Oitenta por cento dos elementos pesados que vemos devem vir de colapsares. Os colapsares são bastante raros em ocorrências de supernovas, ainda mais raros do que as fusões de estrelas de nêutrons. Mas a quantidade de material que é lançada no espaço é muito maior que o fornecido pela fusão de estrelas de nêutrons”, diz Siegel.

Os outros 20% seriam forjados diretamente da colisão das estrelas, como foi proposto em 2017. “No futuro, queremos investigar como elementos são criados em outros discos de acreção, como os de supernovas, e explorar as implicações cosmológicas do nosso trabalho, ou seja, a evolução química e o surgimento das galáxias”, conclui Metzger.

Leia a notícia no site do Correio Braziliense – https://bit.ly/2X0rZ92

Silvia Vieira – Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento

A doutora em geologia que trocou a Suíça pela capital paranaense é responsável por um time de cientistas que pesquisam novas soluções para a maior cimenteira do Brasil

Lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive, na indústria cimenteira, como é o caso da doutora em geologia, Silvia Vieira, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, no Brasil. Há cinco anos, Silvia trocou a Suíça e aceitou o convite da Votorantim Cimentos para estruturar o setor e assumir a gestão da equipe em Curitiba (PR).

A doutora em geologia entrou na maior companhia de cimentos da América Latina para consolidar uma importante fase de restruturação com a implantação de uma área destinada às pesquisas de novos produtos, desenvolvimento de soluções e aperfeiçoamento de um portfólio mais diversificado da empresa que é uma das referências globais em produção de cimentos.

A gestora à frente do Laboratório Central, com sede na Votorantim Cimentos no centro técnico na capital paranaense, tem uma trajetória de sucesso e uma prestigiada carreira internacional com experiência de mais de dez anos fora do Brasil. Silvia atua com a filosofia de que a inovação faz parte da constante busca por desafios. “A empresa é respeitada, bem vista no mercado e procura sempre entregar o melhor produto, que atenda às necessidades dos nossos clientes, com alto níveis de inovação e sustentabilidade”, ressalta a gerente.

Mulheres na liderança

Criado em 2014, o setor de Pesquisa & Desenvolvimento & Qualidade da Votorantim Cimentos desempenha um papel fundamental na criação de novos produtos, por meio de processos de produção cada vez mais sustentáveis e, principalmente, por impulsionar a inovação nas fábricas da Votorantim Cimentos de todo o país.

Todas as soluções e os novos produtos desenvolvidos na maior cimenteira do Brasil nascem em um importante setor da empresa liderado por uma voz feminina. O time responsável por apresentar as novidades de mercado é comandado pela doutora em geologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Neste contexto, Silvia representa uma estatística positiva do crescimento de oportunidades para mulheres que ocupam vagas que, tradicionalmente, são oferecidas aos homens. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam 43,8% dos trabalhadores, sendo 37% em cargos de gerência e direção. Como pilar, a Votorantim Cimentos busca manter uma equipe diversificada e incentiva a representatividade feminina nas suas unidades. O time da Silvia conta com profissionais de diferentes áreas de conhecimento e de várias faixas etárias, que vão de 20 a 65 anos. “Existe uma troca de experiência e conhecimento que reforça a sinergia do time. O reflexo é visto na empresa como um todo”, explica.

Embora a pesquisa e inovação sempre existissem como pilares do Grupo Votorantim, que tem mais de 100 anos de história, o time liderado por Silvia foi criado recentemente com instituto de acelerar o reconhecimento da Votorantim Cimentos como a melhor empresa na oferta de materiais de construção. “Nosso maior desafio é inovar e oferecer produtos que atendam às necessidades dos clientes. A empresa busca o aumento da ecoeficiência em seus processos por meio de produtos e processos inovadores”, explica a gerente. O time da Silvia conta com doutor, mestres, bacharéis, técnicos e profissionais de suporte de laboratório. As atividades comandadas pela gerente seguem quatro importantes diretrizes na Votorantim Cimentos: o desenvolvimento e melhoria de produtos, a garantia de qualidade, o suporte técnico e a geração e difusão de conhecimento.

Desde a criação da área, o setor criou 200 novos produtos, que evitaram mais de 800 mil toneladas de emissões de CO2 e realizou mais de 150mil ensaios, sendo mais de 62mil em 2018. Mais recentemente, a área de P&D vem atuando em proximidade com área de coprocessamento. Os setores se uniram no ano passado para o desenvolvimento do plano de coprocessamento para aumento de consumo de combustíveis e matérias-primas alternativas para o processo produtivo do cimento. “Conectamos as áreas estratégicas da empresa para que nossos times possam interagir e entender como funciona a empresa como um todo. Nossa área é dinâmica e temos colaboradores engajados e comprometidos aos valores da Votorantim Cimentos”, finaliza.

Descubra a diferença entre minério, metal, minerais e rochas

O que diferencia um minério de um mineral? Todo metal é minério? O minério é uma rocha? Por vezes, podem surgir algumas dúvidas quanto à mineração, principalmente pelo caráter complexo do negócio. Afinal, o minério é vendido diretamente para outras empresas e chega ao consumidor já no produto final, como celulares, computadores e carros.

Confira a diferença entre quatro termos relacionados à mineração que podem ser facilmente confundidos.

Minerais

Mineral é um corpo natural sólido e cristalino formado em resultado da interação de processos físico-químicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Para descobrir a composição de um mineral, é feita uma análise química e física, que determina as proporções relativas dos diferentes elementos químicos daquele mineral e a sua estrutura cristalina (por exemplo quartzo, pirita, hematita etc).

Rocha

As rochas são agregados de um ou mais minerais. Desta forma, pode-se afirmar que todas as rochas são constituídas de minerais. É possível descobrir do que elas são feitas por meio da análise de sua composição química ou da composição mineralógica. Essa última expressa as diferentes proporções dos minerais que constituem a rocha.

Minério

É um agregado de minerais rico em um determinado mineral ou elemento químico que é economicamente e tecnologicamente viável para extração (mineração). O cobre, por exemplo, acontece naturalmente em alguns tipos de rochas, mas só é possível tornar-se um minério quando se concentra em quantidades elevadas e é possível de ser extraído da natureza.

Metais

São elementos extraídos de alguns minérios encontrados em solos e rochas – o ferro e o cobre são recolhidos dos minérios já na forma adequada para serem utilizados; o aço e o bronze, por outro lado, precisam ser associados a outras substâncias. Os metais podem ser separados em dois grupos: os ferrosos (compostos por ferro), como ferro e aço, e os não-ferrosos, como alumínio, cobre e metais pesados (chumbo, níquel, zinco e mercúrio).

Lucivaldo Oliveira: operador de mina

A segurança no trabalho e na vida pessoal é uma das lições que Lucivaldo Pereira de Oliveira, operador de mineração da área de lavra da RCC, em Ipixuna (AM), aprendeu nos últimos cinco anos dedicados à Imerys.

Contratado quando ainda tinha 18 anos de idade, o primeiro emprego abriu os olhos do jovem morador da Vila Oliveira, que logo viu a necessidade de trabalhar cuidando de todos os detalhes para salvaguardar a própria vida e a vida dos colegas da empresa e de companhias contratadas.

Por atuar em diretamente na operação, ele sabe que a atividade exige atenção redobrada, um alerta para voltar sempre em segurança para a companhia de quem ele mais ama.

“A Imerys é tudo na minha vida. Aqui comecei minha carreira profissional, onde aprendi a ver o mundo com outros olhos. Quando entrei aqui não tinha nem terminado o ensino fundamental. Hoje sou técnico em mineração e, futuramente, pretendo iniciar a faculdade. Também consegui garantir estabilidade financeira para a minha família, vivo na minha própria casa, com a minha esposa. Tudo isso aliado à grande admiração que tenho pela empresa, pois vejo como ela está sempre preocupada com a nossa vida, a vida dos colaboradores e também com a segurança das comunidades”.