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Vale realiza 1ª viagem com biocombustível para transporte de minério de ferro

Navio Hinrich Oldendorff foi abastecido com mistura que inclui óleo residual de cozinha

A Vale, em parceria com a Oldendorff Carriers, iniciou sua primeira viagem com biocombustível em um navio mineraleiro. O teste está sendo feito em um navio Newcastlemax, a serviço da Vale, que partiu do Rio de Janeiro para a Ásia transportando uma carga completa de minério de ferro.

O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas, foi carregado com o biocombustível em Cingapura em 16 de outubro, na viagem de lastro para o Brasil. Nesta quarta-feira, o navio carregou o minério de ferro da Vale no Terminal da Ilha de Guaiba (TIG), em Mangaratiba (RJ), e consumirá o biocombustível no trecho carregado do Brasil para a Ásia.

O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas. (Crédito: Divulgação)
O Hinrich Oldendorff, construído em 2016 com capacidade para 209 mil toneladas. (Crédito: Divulgação)

O biocombustível B24 a bordo é composto por óleo combustível e por biodiesel produzido a partir de resíduo de óleo vegetal de cozinha (286 toneladas), que representa cerca de 24% da mistura. O produto fornecido está em conformidade com a Diretiva para Energias Renováveis da União Europeia (EU RED) e é certificado pela International Sustainability & Carbon Certification (ISCC). A economia esperada de carbono equivalente (CO₂eq) no ciclo de vida do combustível (well to wake) é de cerca de 18%, ou cerca de 785 toneladas de CO₂ equivalente, contribuindo para a redução de emissões de Escopo 3 da Vale.

O uso de biocombustível na viagem de transporte de carga faz parte do programa Ecoshipping, uma iniciativa de P&D desenvolvida pela área de navegação da Vale para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do transporte marítimo, em linha com as ambições estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO). O programa está testando e desenvolvendo soluções para o uso de combustíveis alternativos para o transporte marítimo, além de liderar novas tecnologias de eficiência energética.

“Estamos felizes em ter grandes parceiros de transporte marítimo comprometidos em apoiar nossas iniciativas e fazer isso acontecer, pois colaborações e parcerias genuínas serão a chave do sucesso”, disse Michelle Gonzalez, Gerente Geral de Afretamento, Contratos de Longo Prazo e Operações da Vale.

A Oldendorff Carriers já realizou testes de biocombustível em embarcações menores e para viagens mais curtas, mas esta será a primeira viagem completa da Oldendorff consumindo biocombustível em um Newcastlemax. “Estamos muito satisfeitos pelo fato de a Vale ter escolhido a Oldendorff Carriers para sua primeira viagem com biocombustível. Estamos ansiosos para explorar outras oportunidades junto com a Vale para promover o progresso dos setores de transporte marítimo e de mineração na obtenção de metas de sustentabilidade”, afirma Patrick Hutchins, CEO da Oldendorff Carriers.

Sobre a Vale

A Vale é uma empresa global de mineração que existe para melhorar vidas e transformar o futuro. Juntos. Uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro e níquel e uma importante produtora de cobre, a Vale tem sede no Brasil e atua em todo o mundo. Suas operações compreendem sistemas logísticos integrados, incluindo aproximadamente 2.000 quilômetros de ferrovias, terminais marítimos e 10 portos distribuídos em todo o mundo.
A Vale tem a ambição de ser reconhecida pela sociedade como referência em segurança, a melhor operadora e a mais confiável, uma organização orientada aos talentos, líder em mineração sustentável, e referência em criação e compartilhamento de valor.

Sobre a Oldendorff Carriers

A Oldendorff Carriers é uma empresa de navegação familiar com 102 anos de existência que opera uma frota de cerca de 700 navios graneleiros. A empresa é representada por 21 escritórios em todo o mundo, incluindo 11 projetos de transbordo de granéis, empregando uma força de trabalho de mais de 4.500 pessoas de 60 países.

Assista a websérie Futuros Mineradores lançada na EXPOSIBRAM 2021

A websérie Futuros Mineradores, lançada durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração EXPOSIBRAM 2021, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) que ocorreu nos dias 5 e 7 de outubro, foi criada para os jovens que querem entender melhor sobre o universo da mineração.

Os vídeos abordam abordados temas como tecnologia, inovação, sustentabilidade, relacionamento com as comunidades e a atuação das mulheres na mineração.

Os dois adolescentes que apresentaram a websérie Futuros Mineradores, Manu Ribeiro e João Pedro, participaram da série “Entendendo a Mineração”, criada pelo IBRAM em 2017, quando tinham apenas 9 e 10 anos.

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

 

 

Clique aqui e acesse outros vídeos na página de acervo do Portal da Mineração.

Websérie infantojuvenil ensina sobre mineração e desenvolvimento sustentável

Você sabe o que é mineração e como o setor está envolvido com a preservação dos recursos naturais? Se tiver alguma dúvida sobre o assunto pode contar com a ajuda dos curiosos e aventureiros personagens Lua e seu irmão Pedrinho, protagonistas da Websérie “Jornada da Lua”, um projeto audiovisual que ensina, de maneira lúdica e divertida, sobre o universo da mineração, a presença dos seus produtos em nosso dia a dia e a relação do setor com o desenvolvimento sustentável. 

Um novo episódio será publicado toda 6ª, às 10h e o conteúdo está disponível gratuitamente no YouTube. Clique aqui e assista. 

Na história, Lua e Pedrinho se aventuram no dia a dia da mineração e nos ensinam fatos e curiosidades muito importantes, como a presença dos minerais em vários equipamentos e objetos que conhecemos de perto, como celulares e panelas, e como a presença da atividade mineral é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico dos municípios. Além disso, os irmãos explicam de forma clara vários conceitos que fazem parte do universo da mineração, desmistificando a ideia de que a atividade é algo distante da nossa realidade.

A websérie foi produzida pela mineradora Atlantic Nickel para levar informações sobre o setor mineral de forma criativa e animada para crianças e adultos. 

 

Clique aqui e acesse outros vídeos educativos sobre mineração produzidos pelo IBRAM.

Diamante: Brasil precisa fazer uma melhor avaliação das fontes primárias desse bem mineral

O diamante é uma das pedras preciosas mais desejadas e comercializadas no mundo todo. Assim como se destaca no setor de joias, o diamante tem múltiplos usos como na aplicação em próteses ósseas, telas de LCD, ferramentas de corte e perfuração, dentre outras. O Brasil já foi um produtor destacado, mas perdeu espaço no mercado internacional.

Segundo historiadores, a referência mais antiga ao diamante está em um manuscrito sânscrito, na Índia, do século IV AC. No Brasil, o diamante foi descoberto em meados do século XVIII. Com a exaustão das minas de diamantes na Índia, o Brasil se tornou a principal fonte mundial da pedra durante os 150 anos seguintes. Com o tempo e o descobrimento de novas minas em países como Rússia, Austrália, Canadá, África do Sul, Botswana e Angola, o Brasil perdeu importância neste mercado.

Atualmente o comércio internacional de diamantes tem regras claras: o país produtor e as empresas precisam certificar a origem da produção de diamante, chancelando a garantia das pedras. Essa certificação de origem, conhecida pela sigla CPK – Certificado Processo Kimberley, visa evitar a comercialização de diamantes provenientes de zonas de conflitos, evitando que eles sejam os financiadores – direta e indiretamente – de guerras ou outros tipos de conflitos, inclusive contra os governos legitimamente instituídos.

Segundo dados do site The Kimberley Process Rough Diamond Statistics referente à produção de 2020,sete países produzem 94,4% dos diamantes brutos exportados no mundo: Rússia – 29,1%, Botswana – 15,8%, Canadá – 12,2%, Austrália – 10,2%, Angola – 7,2%, África do Sul – 7,9% e República Democrática do Congo – 11,9%. O Brasil foi o 14° maior produtor de diamantes brutos, representando 0,12% do mercado mundial.

Para Christian Schobbenhaus, geólogo e vice-presidente da Lipari Mineração, o país tem grande potencial para o desenvolvimento de outras minas em fonte primária. “A pesquisa de diamantes e avaliação de alvos é uma atividade custosa, além de haver alto grau de incertezas. Novas minas de diamante dependem de investimentos robustos em pesquisa e de uma boa avaliação dos alvos escolhidos”, explica.

A Lipari Minieração está localizada no município de Nordestina, no semiárido baiano, e produz 86% de todos os diamantes brutos exportados pelo Brasil

Diamantes – crédito: Lipari Mineração

 

Como é feita a exploração dessa pedra preciosa?

 

Segundo Christian Schobbenhaus, existem duas fontes conhecidas em que diamantes podem ser explorados economicamente: as fontes primárias e as fontes secundárias. “A fonte primária é oriunda das rochas vulcânicas formadas no manto terrestre, conhecidas como kimberlitos e, em menor número, lamproítos. Nessas rochas estão os principais depósitos de diamantes conhecidos. As fontes secundárias ocorrem em aluviões de rios ou rochas provenientes desses aluviões, conhecidos como conglomerados. Os diamantes encontrados nas fontes secundárias, têm como origem a erosão dos kimberlitos e lamproítos que, durante milhões de anos, formaram depósitos pequenos e erráticos”, explica.

Descobertas de novas jazidas em solo nacional

 

O Brasil tem um bom conhecimento dos seus principais depósitos secundários de diamantes e um vasto banco de dados de kimberlitos já descobertos. “No entanto, uma correta avaliação das fontes primárias precisa ser feita”, analisa o geólogo e vice-presidente da Lipari Mineração.

Ele explica que para o desenvolvimento de uma fonte primária é preciso entender bem o contexto geológico e isso é importante para a seleção de alvos.

“Nem todos os kimberlitos contêm diamantes, ou contêm diamantes em quantidade economicamente viável para exploração. Alguns levantamentos indicam que há 6.400 kimberlitos descobertos no mundo, sendo 900 diamantíferos e, destes, pouco mais de 30 possuem ou possuíram quantidade suficiente de diamantes, para uma exploração comercial e se tornaram minas”, conta.

Christian Schobbenhaus explica que no Brasil existem ou existiram depósitos importantes de diamante em fontes secundárias, no entanto as fontes primárias desses depósitos ainda não foram descobertas ou corretamente avaliadas. O Brasil tem grande potencial para desenvolver novos depósitos em fontes primárias, exigindo maiores investimentos em pesquisa e principalmente em avaliações adequadas dos kimberlitos.

???????“A partir do alvo definido, uma série de trabalhos deve ser realizada, como: amostragem de rocha para análise geoquímica de minerais indicadores; sondagem para delimitação preliminar do kimberlito e descrição petrográfica, análise de micro diamantes”, afirma.

Segundo ele, após os resultados dos trabalhos preliminares, a próxima etapa necessita de novos e maiores investimentos em busca de resultados preliminares de teor. “Nessa etapa é necessário uma amostragem de grande volume do kimberlito. O objetivo é a definição do teor do depósito e também a avaliação do valor médio do quilate dos diamantes recuperados. Mais sondagem deverá ser feita, para definição de volumes e modelamento geológico”, diz.

Principal mercado de diamantes

 

O principal mercado do diamante, em termos de valor, é o mercado de joias. Ele garante que todo o investimento na exploração de depósitos de diamantes tenha retorno.

Christian Schobbenhaus explica que nem todo diamante é classificado como gema e esse diamante sem valor no mercado de joias é utilizado, geralmente, em outras indústrias. “Por serem tão duros, eles são usados em furadeiras e em outras ferramentas utilizadas para cortar materiais sólidos e resistentes. Também podem ser aplicados para tratamento de água, células solares, microeletrônica, etc”.

 

Sobre a mina da Lipari Mineração

Em 2005, a Lipari Mineração iniciou um projeto para avaliar kimberlitos descobertos nos anos 90, no estado da Bahia. Depois de dez anos de pesquisas e avaliações, em 2016, a primeira mina em fonte primária da América do Sul foi aberta.

A mina de diamantes Braúna entrou em produção comercial em julho de 2016 e até 31 de março de 2021 produziu 862.411 quilates de diamantes naturais, a partir do processamento de aproximadamente 4,1 Milhões de toneladas (Mt) de kimberlito em um teor médio recuperado de diamante de 21,2 cpht.

*cpht é a sigla para o termo em inglês “Carats Per Hundred Tons”, ou seja, quilates por cem toneladas. É utilizada para medir o teor da produção de diamantes.

 

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Bateria à base de alumínio carrega até 60 vezes mais rápido

O novo jeito de produzir Bateria traz mais segurança e sustentabilidade para o mercado.

O setor industrial está repleto de mudanças e novos avanços tecnológicos chegam a todo instante, contribuindo para que o segmento de eletrônicos não pare de crescer. As inovações desenvolvidas pelos cientistas ajudam o mercado a apresentar novidades com mais eficácia, inovação e sustentabilidade esperados pelos consumidores.

Pesquisadores do Gras Inaphene Manufacture Group (GMG) e da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram um novo tipo de Bateria, feita em íon-alumínio, que promete carregar até 60 vezes mais rápido do que o padrão atual, íon-lítio, além de uma capacidade para reter energia três vezes maior.

Bateria à base de alumínio carrega até 60 vezes mais rápido
Pesquisadores desenvolveram um novo tipo de Bateria, feita em íon-alumínio, que promete carregar até 60 vezes mais rápido do que o padrão atual, íon-lítio – crédito: divulgação

Segundo os criadores da nova Bateria, o novo jeito de produzir o produto o torna mais seguro, sem apresentar superaquecimento espontâneo, além de serem recicláveis e mais sustentáveis que as atuais células de energia feitas de lítio.

Os cientistas ainda garantem que as novas baterias possuem a vantagem de não exigir adaptações para entrar no mercado atual, visto que seu design facilita o armazenamento em cases atualmente usados nos modelos de íon-lítio. Segundo o grupo, o modelo foi criado no mesmo formato e voltagem do padrão atual, além de ser mais maleável caso necessite de futuras alterações.

A nova bateria, que tem grande vantagens sobre o modelo comercializado, deve chegar ao mercado ainda neste segundo semestre, que fatalmente trará grandes vantagens para os usuários.

???????*Com informações do site Olhar Digital

 

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Cientistas descobrem dióxido de vanádio, material que transporta eletricidade e retém o calor

Cientistas descobrem dióxido de vanádio, material que transporta eletricidade e retém o calor
Flake de vanádio – crédito: Ulisses Dumas

Cientistas do Departamento de Energia da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) descobriram que nanobarras de dióxido de vanádio (VO2) podem conduzir eletricidade sem conduzir calor. Essa descoberta contradiz algo chamado de Lei Wiedemann-Franz que, basicamente, afirma que bons condutores de eletricidade também serão proporcionalmente bons condutores de calor. Por isso é que motores e eletrodomésticos ficam tão quentes quando você os usa regularmente.

Segundo Heitor Duarte, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Largo Resources | Vanádio de Maracás, empresa que produz vanádio no Brasil, a pesquisa dessa aplicação ainda está no início. Se comprovada a aplicabilidade deste minério, o dióxido de vanádio metálico poderia ser usado na fabricação de condutores de eletricidade e motores de maior eficiência, sem dissipação de calor. Poderia ser usado, também, em dispositivos capazes de transformar a dissipação de calor de equipamentos convencionais em energia elétrica.

Heitor reforça que, por enquanto, ainda não se tem ideia da industrialização de dióxido de vanádio metálico. “Para aplicação conforme descrito na pesquisa dos cientistas de Berkeley, é necessário a utilização de nanomateriais à base de VO2 metálico e em ligas com outros elementos como o tungstênio, por exemplo. “As pesquisas atualmente estão focadas no entendimento e aplicação desse material sem definir, por enquanto, custos de produção e industrialização. Ainda é necessário muita pesquisa sobre o tema”, explica.

Vanádio em pó -crédito: Ulisses Dumas

Sobre o Vanádio

O gerente da Largo Resources | Vanádio de Maracás esclarece que o vanádio possui características especiais que lhe conferem aplicações em distintas áreas da sociedade. “Por exemplo, quando adicionado 1kg de vanádio em 1000kg da liga de aço, é possível conseguir materiais até 30% mais resistentes, e, portanto, reduzindo as emissões de carbono e aumentando a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva do aço. Vanádio também é aplicado como principal elemento de baterias de longa duração. São baterias utilizadas na geração de energia limpa, como a solar e a eólica. O vanádio também é aplicado na indústria de ligas especiais e indústria química”, comenta.

Onde se encontra vanádio nos materiais usados no dia a dia

Você pode encontrar vanádio em vergalhões de aço usados para construção, automóveis, aviões e como parte fundamental na cadeia produtiva de fármacos, pigmentos e tintas. “O mercado mundial de vanádio é da ordem de 100 mil toneladas por ano (em termos de vanádio contido). No Brasil e no mundo, o mercado do vanádio é voltado, principalmente, para a indústria do aço e a construção civil. Para os próximos anos é esperado um crescimento importante na demanda pelas baterias renováveis de vanádio”, afirma Heitor.

Os principais produtores de vanádio são China, Rússia, África do Sul e Brasil. “O Brasil representa atualmente cerca de 10% da produção/comercialização do vanádio mundial. Atualmente na Largo Resources | Vanádio de Maracás, produzimos o pentóxido de vanádio (V2O5) nas formas flake e powder, além de possuir uma unidade produtora de bateria de vanádio. Ainda em 2021 devemos iniciar a produção do trióxido de vanádio (V2O3) usado também na produção de baterias e para aplicações químicas”, diz. 

Segundo ele, “após recentes expansões, a  perspectiva é de crescimento na produção em relação aos anos anteriores.  A produção de pentóxido de vanádio em 2019 foi da ordem de 10600 toneladas; em 2020 alcançamos a marca de 11800 toneladas. Em 2021 é projetado mais um recorde, com a produção superior a 12000 toneladas de V2O5. Os planos de crescimento continuam para os próximos anos, e esperamos ultrapassar a produção de 13000 toneladas anuais”, afirma Heitor.

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Pavimentação de estradas com rejeitos de mineração melhora vias em Mariana

Pavimento de baixo custo e alta durabilidade é uma solução inovadora desenvolvida pela startup EcoMud com o apoio da Samarco que está sendo testada em Mariana

O aproveitamento de rejeitos de mineração na construção civil é uma realidade. Em Mariana (MG), serão realizados testes a partir da utilização de lama em 10,5 quilômetros de estradas vicinais nas localidades de Constantino, Cuiabá e Goiabeiras, com o desenvolvimento de um pavimento de alta durabilidade e baixo custo. Esta solução foi possível por meio do Desafio MinerALL, uma iniciativa da Samarco criada para modelar negócios e promover soluções capazes de direcionar o aproveitamento de rejeitos de maneira sustentável, para outros mercados.

Os trechos a serem pavimentados são Cuiabá (4,9), Constantino (2,5 km) e Goiabeiras (3,10 km). Os testes de pavimentação com solução desenvolvida pela startup EcoMud já tiveram início e cerca de 15 mil toneladas de lama para a pavimentação dos trechos serão utilizadas.

O rejeito é a sobra do processo de beneficiamento do minério de ferro. Na Samarco são gerados dois tipos de rejeito: o arenoso, composto basicamente por areia, água e óxidos ferro em menor proporção; e a lama, que é um rejeito bem fino, rico em óxidos de ferro, água e areia em menor proporção.

Sócio da EcoMud, Vitor Hugo explica que antes de iniciar a pavimentação dos trechos definidos pela prefeitura de Mariana, um teste realizado numa extensão de 400 metros no Complexo de Germano, unidade da Samarco no município, apontou a resistência e durabilidade da tecnologia desenvolvida pela startup. “Identificamos que o produto formado por lama e um ligante possui alta resistência garantindo, além da alta durabilidade, a redução nos custos de construção e rapidez na execução da obra. Agora, iniciamos a etapa de testes em escala maior nestas três localidades”. Vitor lembra que o custo deste tipo de pavimentação é cinco vezes menor se comparado à pavimentação asfáltica convencional.

Além do baixo custo, a solução desenvolvida se torna sustentável devido ao aproveitamento de grande quantidade de rejeito, preserva o aspecto natural do solo e proporcionará melhores condições de vida aos cerca de 800 moradores das comunidades de Constantino, Goiabeiras e Cuiabá.

“A utilização do rejeito para pavimentação contribui para o meio ambiente, infraestrutura e qualidade de vida das comunidades, reduzindo o impacto na natureza e a necessidade de manutenção por ser de alta resistência, além de manter as características do trecho da estrada vicinal”, pontuou Vitor Hugo.

Inovação aberta

O projeto de inovação aberta e empreendedorismo Desafio MinerALL, conduzido pela Samarco possui relação direta com compromissos da empresa: o aproveitamento do rejeito proveniente do beneficiamento do minério de ferro, previsto em seu Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), e a atração de negócios a partir dos rejeitos; o fortalecimento do ecossistema de gestão e de empreendedorismo; e o apoio à diversificação econômica de Ouro Preto e Mariana, relacionado ao Programa de Apoio à Diversificação Econômica (PADE).

Para Alessandra Prata, engenheira especialista da Samarco e líder do Desafio MinerALL, um dos principais objetivos é buscar de forma colaborativa o desenvolvimento de soluções de negócios para aproveitar os rejeitos de forma a causar impactos positivos na região mineradora e garantir sustentabilidade ao setor minerário. “Buscamos construir uma ponte entre as tecnologias e o mercado por meio do empreendedorismo universitário, como uma forma de gerar e compartilhar conhecimento, bem como envolver toda a cadeia produtiva da mineração. Pensamos em soluções não só para o setor, mas para a sociedade em geral”, finalizou.

Dirlane Maria Albino – Gerente de Segurança da Votorantim Cimento

Natural de Sabará, município na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Dirlane Maria Albino, 46, não teve muitas alternativas de curso profissionalizante quando teve que decidir o rumo de sua carreira. Entre Magistério, Científico e Patologia Clínica, optou pela área de saúde, que lhe rendeu o trabalho em hospital que viabilizou seus estudos posteriores.

Com curso técnico na área de Saúde e sem interesse pelo Magistério, Dirlane entrou para o cursinho pré-vestibular já focada na área de Exatas. Foi quando teve o primeiro contato com Engenharia Química, área com que se identificou e decidiu fazer sua graduação, na Universidade Federal de Minas Gerais.

Em seu primeiro emprego, Dirlane teve uma ascensão meteórica. Em apenas três anos, a jovem estagiária foi efetivada e assumiu os cargos de Staff de gerente, Supervisora da Estação de Tratamento de Água e de Efluentes e, por fim, Coordenadora de Meio Ambiente. Após um período em João Pessoa (PB), voltou para Divinópolis, em Minas Gerais, em 2004, para trabalhar na área ambiental de uma companhia de mineração.

Três anos depois, foi para o departamento de Diretoria de Pesquisa e Exploração Mineral desta mesmo empresa, em Belo Horizonte, uma área global, quando teve o primeiro contato com a área de Saúde e Segurança. Em 2010, já motivada pelo assunto, fez pós-graduação em Engenharia e Segurança. Um convite para participar de um projeto de gestão ambiental levou Dirlane, em 2012, por seis meses pela Austrália, Filipinas e Indonésia. Em 2014, outro convite a tirou de sua zona de conforto e a colocou na Votorantim Cimentos.

Como Coordenadora de Meio Ambiente da Regional Sudeste, a mineira se instalou na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde conheceu o marido, que também fazia parte do time da Votorantim Cimentos havia 23 anos. Um dos grandes desafios de Dirlane foi assumir o cargo bastante técnico, estratégico para a empresa e com perfil de gestão. Com apenas dois anos de casa, teve a segunda ascensão na carreira: foi convidada para ser Coordenadora de Saúde e Segurança e Meio Ambiente na primeira regional da Votorantim Cimentos que unificaria as três áreas.

A terceira alavancagem na carreira veio dois anos mais tarde, com a promoção para se tornar gestora em nível nacional. Estudiosa, focada e comprometida, Dirlane seguiu o conselho de seu antecessor e se dedicou a uma segunda pós-graduação específica em Segurança, pois já possuía outras duas especializações focadas em Meio Ambiente). Dessa vez, fez Higiene Ocupacional. “Ele dizia que todo profissional da segurança tem que ser também um higienista”, lembra.

Com uma personalidade forte aliada à típica simpatia do mineiro, a atual Gerente de Segurança da Votorantim Cimentos é responsável pela segurança de todos os funcionários de mais de 30 fábricas da companhia em território nacional. São cerca de sete mil colaboradores. Entre 2017 e 2021, a empresa investirá cerca de R$ 200 milhões, em seis Normas Regulamentadoras todas focadas nas melhorias estruturais do ambiente de trabalho. As seis normas são relacionadas à proteção contra incêndio, espaço confinado, trabalho em altura, atividades elétricas, proteção de máquinas e vasos de pressão. Também debaixo de seu guarda-chuva está a condução do Safestart, um programa internacional presente em mais de 30 países que apresenta resultados tangíveis na área de segurança.

Na Votorantim Cimentos, o foco está em oito unidades de cimento, quatro de concreto e quatro centros de distribuição. “Apesar do alto e constante investimento da Votorantim nas melhorias estruturais e de equipamentos, acreditamos que, o que realmente faz a diferença são as pessoas. Por isso estamos investindo muito em mudança comportamental”, conta.

Inquieta e apaixonada pela área que escolheu, há dois anos, quando ainda era coordenadora da regional, Dirlane se ofereceu para ser Guardiã de um dos protocolos críticos da Votorantim Cimentos no Brasil: o de espaço confinado. “Isso significa que eu tenho que ser especialista no assunto, inclusive, entender as leis relacionadas ao tema e buscar e sugerir práticas mais restritivas que garantam mais segurança ao funcionário”, explica. A Guardiã também é responsável pela diretriz do documento e pelo treinamento de auditores e profissionais de segurança sobre este determinado protocolo.

Apesar de atuar em uma indústria tradicionalmente masculina, a engenheira lembra das mulheres técnicas que trabalham na operação da Votorantim Cimentos e garante que trata todos de igual. Bem despachada e muito extrovertida, sua receita para superar as discriminações é ter jogo de cintura, bom humor e alto astral sempre. Dirlane dribla brincadeiras inapropriadas com seriedade, leveza e bom humor.  Para ela, tudo depende da maneira como se reage às provocações. “Nós escolhemos onde queremos estar. Logo no início da minha vida profissional, eu decidi seguir três principais premissas: ser honesta, não levantar bandeiras e não me vitimizar”, afirma.