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Lítio no cinema e na vida real: filme O Agente Secreto mostra a pesquisa do mineral na década de 70 

Personagem de Wagner Moura no filme Agente Secreto é professor universitário e pesquisador de um projeto de baterias de lítio no Brasil em 1977

Ganhador do Globo de Ouro e representante do Brasil na disputa do Oscar, que acontecerá no próximo domingo, dia 14/3, o filme O Agente Secreto levou para as telas um tema estratégico para o futuro da economia mundial: a mineração.

Ambientada na década de 1970, a produção traz o ator Wagner Moura no papel de professor universitário e chefe de departamento de pesquisa dedicado ao desenvolvimento de baterias de lítio, tecnologia que está no centro da transição energética global.

A partir da narrativa do filme, é possível entender por que o lítio se tornou um dos minerais mais importantes do século XXI e como o Brasil se posiciona nesse cenário.

Wagner Moura é professor universitário e pesquisador de um projeto de baterias de lítio. Crédito: Divulgação

A revolução das baterias de lítio

Grande parte da relevância atual do lítio está ligada à transformação que esse elemento químico provocou no mercado de baterias. As chamadas baterias de íons de lítio, usadas em celulares, computadores e veículos elétricos, se destacam por carregar mais rápido, armazenar grandes quantidades de energia em espaços reduzidos e ter vida útil mais longa quando comparadas às tecnologias anteriores.

Embora os primeiros estudos sobre o lítio tenham começado ainda no século XIX, os avanços decisivos ocorreram apenas no início da década de 1980. Foi nesse período que os pesquisadores John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino começaram as pesquisas para o desenvolvimento das baterias recarregáveis de íons de lítio em escala comercial. A importância dessa descoberta foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Química de 2019.

Um mineral estratégico para o mundo

Atualmente, o lítio é classificado como um mineral crítico, termo usado para designar matérias-primas consideradas essenciais para o desenvolvimento econômico e tecnológico e que possuem riscos de oferta. Essa classificação é adotada não apenas pelo Brasil, mas também por grandes economias como China, Estados Unidos e União Europeia.

O interesse global pelo lítio se deve, principalmente, ao seu papel nas tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia renovável. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda por lítio deve crescer de forma expressiva nas próximas décadas, impulsionada pela necessidade de reduzir as emissões de carbono conforme os compromissos do Acordo de Paris.

O Brasil no mapa do lítio

O Brasil ocupa uma posição de destaque no cenário internacional da produção de lítio, figurando entre os principais produtores globais do mineral. A extração ocorre principalmente a partir do espodumênio, um mineral rico em lítio, com lavras concentradas em Minas Gerais, especialmente na região do Vale do Jequitinhonha.

A relevância do mineral para o desenvolvimento regional levou o governo mineiro a instituir o projeto Vale do Lítio, uma iniciativa que busca posicionar Minas Gerais e o Brasil como protagonistas na cadeia global do mineral. O projeto envolve 14 municípios da região e tem como foco atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a participação brasileira nas etapas de maior valor agregado da cadeia produtiva.

O desafio de agregar valor

Apesar do papel relevante na produção, o Brasil ainda enfrenta desafios para avançar na industrialização do lítio. Atualmente, o país exporta majoritariamente o minério e seus concentrados, enquanto importa produtos de maior valor agregado, como baterias prontas.

Dados do comércio exterior mineral mostram que as exportações brasileiras de lítio são fortemente concentradas em produtos primários, enquanto as importações de baterias de íons de lítio superam, em valor, as exportações desse tipo de produto. Esse desequilíbrio evidencia a necessidade de fortalecer a cadeia produtiva nacional, com investimentos em tecnologia, pesquisa e inovação.

Uma das estratégias do projeto Vale do Lítio é justamente atrair empresas de diferentes etapas da cadeia, da extração à fabricação de produtos finais, criando condições para que o país avance além do papel de fornecedor de matéria-prima.

Pesquisa, inovação e futuro

Nesse contexto, a pesquisa científica ganha papel central. As investigações retratadas no filme O Agente Secreto, embora ambientadas em outra época, dialogam diretamente com os desafios atuais do Brasil: transformar substâncias minerais em desenvolvimento tecnológico, industrial e social.

O fortalecimento da cadeia do lítio, aliado ao investimento em ciência e inovação, pode permitir que o país amplie sua participação em mercados estratégicos ligados à mobilidade elétrica e à energia limpa, consolidando a mineração como um dos pilares do desenvolvimento sustentável brasileiro.

Fonte: Agência Nacional de Mineração – ANM e Fomentas Mining Company

Entenda como se define o valor de um mineral

Muitas pessoas se perguntam: qual é o mineral mais valioso do mundo?

A resposta pode surpreender. Não existe apenas um mineral que ocupe esse posto de forma definitiva. O valor de um mineral depende de vários fatores, e pode mudar ao longo do tempo.

O que define o valor de um mineral?

O preço de um mineral não está ligado apenas à sua raridade. Ele pode variar de acordo com:

  • demanda do mercado (quanto ele é procurado); 
  • aplicações industriais ou tecnológicas; 
  • qualidade e pureza; 
  • custos de extração. 

Ou seja, um mineral pode ser raro, mas não ter alto valor comercial se não houver demanda por ele.

Raridade é o mesmo que valor?

Nem sempre.

Alguns minerais são raros do ponto de vista geológico, mas são pouco conhecidos e pouco utilizados. Já outros, mesmo não sendo raros, podem atingir preços elevados por causa da alta procura.

Um exemplo são metais usados em tecnologia avançada, como:

  • componentes eletrônicos; 
  • baterias; 
  • equipamentos médicos; 
  • indústria aeroespacial. 

Quando a indústria depende de determinado mineral, o valor pode subir rapidamente.

Valor por quantidade

Outro ponto importante é a forma como o valor é medido.

  • gemas (como pedras preciosas) costumam ser vendidas por quilate (1 quilate equivale a 0,2 grama); 
  • metais e minerais industriais são negociados por quilo ou tonelada; 
  • ouro, prata, platina e paládio são os principais metais medidos em onças troy, padrão internacional para metais preciosos. A onça é usada para cotação em bolsas, moedas e barras de investimento. 

Isso significa que um mineral pode ser muito caro por grama, mas ter pouca aplicação econômica total.

A influência da tecnologia

A tecnologia tem grande impacto no valor dos minerais.

Quando surge uma nova aplicação, como baterias mais eficientes ou equipamentos eletrônicos mais potentes, a demanda por certos minerais pode crescer rapidamente.

Isso pode transformar um mineral pouco valorizado em um recurso estratégico.

E a sustentabilidade?

Hoje, o valor de um mineral também está relacionado à forma como ele é extraído.

A mineração responsável, com menor impacto ambiental e respeito às comunidades locais, tornou-se um fator importante na avaliação econômica e social de um recurso mineral.

Então, qual é o mais valioso?

A resposta correta é: depende do critério utilizado.

  • se o critério for raridade geológica, alguns minerais pouco conhecidos podem ocupar o topo da lista. Entre os exemplos mais conhecidos estão o diamante natural, além de diversas outras pedras preciosas que se formam sob condições geológicas específicas e raras; 
  • se o critério for alta demanda, a lista de minerais valiosos vai variar de tempos em tempos;
  • se for impacto econômico global, minerais estratégicos usados em tecnologia ganham destaque. 

Mais importante do que apontar “o mais valioso” é entender que o valor mineral é resultado de uma combinação entre geologia, mercado, tecnologia e sociedade.

Fonte: Correio Braziliense

Lítio, o mineral que também salva vidas

Como o carbonato de lítio se tornou item importante em tratamentos orientados pela psiquiatria moderna

Você já deve ter ouvido falar do lítio quando o assunto são as baterias recarregáveis de dispositivos eletrônicos – casos de celulares, notebooks, tablets e câmeras. Mais ainda agora, quando a busca de fontes alternativas de energia para substituir os combustíveis fósseis disparou uma corrida por esse elemento químico, que passa a ser empregado também na fabricação das baterias dos carros elétricos. De fato, o lítio é um material versátil, com ampla gama de aplicações em diferentes setores da economia. Mas, você sabia que a mais tradicional delas é na indústria farmacêutica, com sua bem-sucedida utilização nos medicamentos psiquiátricos?

Em primeiro lugar vamos saber mais sobre o lítio. É um elemento químico, um  metal alcalino, representado na tabela periódica pelo símbolo Li e número atômico 3. Embora seja encontrado em minerais, como o espodumênio, não é o mineral em si, mas sim um elemento químico que faz parte da composição desses minerais. 

Vamos voltar à pergunta anterior: o carbonato de lítio é um medicamento usado há décadas para estabilizar o humor de pacientes com transtorno bipolar – a condição que causa alterações extremas entre euforia e depressão. Os resultados têm sido tão bons que o lítio é considerado o mais simples e o mais eficiente agente terapêutico da psiquiatria, sendo altamente eficiente na prevenção de suicídios. Assim, não é errado dizer que o lítio, literalmente, salva vidas.

O lítio atua no cérebro humano regulando os níveis de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que estão diretamente envolvidos na regulação das emoções. Além disso, também tem propriedades neuroprotetoras, ou seja, ele ajuda a prevenir a degeneração das células nervosas. Por isso, esse mineral também vem sendo estudado para o tratamento de outras doenças neurológicas, casos do Alzheimer, do Parkinson e da esclerose múltipla. No entanto, esse é um caminho longo a ser percorrido, pois ainda serão necessários mais estudos e pesquisas para comprovar a eficácia e a segurança do uso do lítio nessas condições.

Como dito, o lítio é um metal alcalino, ou seja, um dos elementos da primeira coluna da tabela periódica, ao lado do hidrogênio e do hélio. Os cientistas acreditam que essa tríade tenha sido criada com o Big Bang, a origem do universo. Trata-se do metal mais leve e menos denso que existe. Menores que o lítio, apenas o hidrogênio e o hélio, que são gases. 

Os principais produtores mundiais de lítio são a Austrália, Chile, China e Argentina. Ainda na América do Sul, é encontrado em abundância também nas salinas da Bolívia. O Brasil possui boas reservas de lítio, principalmente nos Estados de Minas Gerais e Ceará. 

Linha do tempo

Curiosamente, a história do lítio na medicina começou muito tempo atrás. Em seu livro sobre a tabela periódica, o professor e filósofo James M. Russell afirma que os registros do uso terapêutico desse elemento remontam ao século 2 d.C., quando o médico grego Sorano de Éfeso recomendava banhos em cachoeiras de águas alcalinas para as pessoas que sofriam de “manias e melancolia”. Já no final do século 19, o lítio voltaria a ser utilizado para o tratamento de “gota e reumatismo”. Isso porque sua presença foi detectada nas águas de várias estações hidrominerais europeias, e muita gente passou a atribuir a isso a eficácia dos tratamentos em spas.

Já nos anos 40, os americanos começaram a usar o lítio para substituir o sódio – outro metal alcalino, presente no sal marinho e, portanto, nos saleiros de todas as famílias – como forma de se evitar hipertensão arterial, problemas cardíacos e insuficiência renal. Ocorre que muitas pessoas se intoxicaram e algumas até morreram, o que levou o governo a retirá-lo de todas as farmácias, lojas e até de uma conhecida marca de refrigerante, o Seven-Up.

Mais tarde, os cientistas descobriram haver uma “janela terapêutica” entre um limite mínimo (no qual o lítio não é eficaz) e um máximo (no qual o lítio é tóxico) em que o elemento pode ser usado com eficiência e segurança. E, ainda, comprovaram que era possível medir a quantidade de lítio no sangue dos pacientes e assim evitar a intoxicação. Hoje isso é possível por um simples exame de saliva, capaz de indicar a quantidade de lítio circulante no fluido cérebro-espinhal, o que evita exames de sangue constantes. No entanto, até hoje a adesão ao lítio em pacientes psiquiátricos nos Estados Unidos é mais baixa que em outros países.

Na psiquiatria

O lítio foi introduzido na prática psiquiátrica em 1949 por John Cade, um então jovem e desconhecido psiquiatra australiano. Veterano da 2ª Guerra Mundial, ele trabalhava em um hospital de Melbourne, sem treinamento formal, sem bolsa de estudos e sem colaboradores. Dizem que seu laboratório ficava na cozinha do hospital – e até há quem diga que sua descoberta ocorreu por acaso. 

Vale lembrar que, até então, as doenças mentais não eram tratadas com medicamentos. Os tratamentos eram feitos mediante internações em hospitais psiquiátricos onde eram aplicadas sedações, feitas induções ao coma e aplicados choques elétricos, podendo chegar até à temível lobotomia – a retirada de uma parte do cérebro.

Cade começou a administrar urato de lítio a cobaias e percebeu que elas ficavam relaxadas. Como ele havia misturado lítio ao ácido úrico, atribuiu o fato ao ácido úrico e não ao lítio. Ele, então, formulou a hipótese de que o ácido úrico poderia desempenhar um papel chave nos tratamentos – o que, depois, se revelou equivocado. Após testar outros sais, John Cade não obteve o mesmo resultado e deduziu que havia sido o lítio que havia melhorado a condição de seus pacientes.

Desde 1975, este elemento vem sendo utilizado na prevenção de várias doenças maníaco-depressiva, por cerca de 1% da população do mundo todo. O lítio tem se mostrado muito eficiente no tratamento de casos de depressão, podendo ser utilizado com outros antidepressivos. 

Curiosamente, mesmo com sua ampla utilização na psiquiatria, não há consenso sobre seu mecanismo de ação no corpo humano. Novos experimentos estão em andamento e acredita-se que o desenvolvimento da biologia molecular e da genética poderão esclarecer, no futuro, o mecanismo de ação desse notável pequeno íon, uma vez que as doenças psiquiátricas podem se originar de informações transmitidas pelos genes.[1] 

* Com informações de BBC News Brasil, CRQ-SP (professor Antônio Carlos Massabni/Unesp) e sites Sinergia Científica e Scielo Brasil

Dolomita: pesquisadores resolvem mistério que intriga ciência há 200 anos

Uma nova teoria revolucionária permite a sua produção da dolomita em laboratório e resolve uma das grandes questões da geologia

Dolomita é um mineral composto por  camadas de carbonato de cálcio e magnésio responsável por formações geológicas como as Montanhas Dolomitas na Itália, a Escarpa do Niágara, na América do Norte, e os Penhascos Brancos de Dover, no Reino Unido. Apesar da sua abundância em alguns lugares, é quase inexistente em formações mais recentes, o que intriga cientistas há dois séculos.  

Montanha de Dolomita. Crédito: canadastock/Shutterstock.com

Pesquisadores da Universidade de Michigan, em colaboração com a Universidade de Hokkaido, no Japão, descobriram como acelerar o seu crescimento em laboratório. De acordo com o IFL Science, os cientistas desenvolveram um software poderoso que simulou todas as possíveis interações entre átomos em crescimento de cristais de dolomita.

Ao longo de duas décadas, foram feitas várias tentativas para reproduzir os cristais e temperaturas menores de 60 graus. Para resolver o problema, os pesquisadores mudaram a estratégia variando o nível de saturação da solução. Eles descobriram que o mineral poderia crescer mais rapidamente se fosse submetido a ciclos em que houvesse menor concentração de cálcio e magnésio ao redor.

Dolomita
Dolomita. Crédito: Divulgação

Para testar essa teoria, a equipe desenvolveu experimento engenhoso utilizando microscópio eletrônico de transmissão. Um pequeno cristal de dolomita em solução de cálcio e magnésio foi exposto ao feixe de elétrons, que foi pulsado quatro mil vezes ao longo de duas horas para começar a dissolver o cristal. Quando o feixe é desligado, a solução circundante se ajusta rapidamente para um estado mais saturado.

Com este experimento, o cristal cresceu aproximadamente 100 nanômetros, o que representa 300 camadas recém-formadas de dolomita. Essa descoberta não apenas resolve o mistério da dolomita, mas também abre portas para o estudo dos processos geoquímicos que influenciaram a formação massiva desse mineral no mundo natural. Além disso, aprender a cultivar cristais sem defeitos de forma rápida pode ter aplicações importantes para a fabricação de diversos componentes essenciais para produtos, como semicondutores, painéis solares e baterias.

*Com informações do site Olhar Digital 

Niobobaotita: mineral altamente estratégico é descoberto por pesquisadores chineses

Num local remoto da Mongólia, pesquisadores chineses descobriram um novo tipo de mineral estratégico que se destaca pela sua aplicação industrial. O niobobaotita contém bário, nióbio, titânio, ferro e cloro, e possui propriedades revolucionárias para o uso em baterias.

O nióbio, presente na niobobaotita, é um metal com diversas aplicações, como em ligas para a fabricação de peças de motores a jato e foguetes. Além disso, é considerado essencial em semicondutores e é amplamente utilizado em áreas de diagnóstico médico, como aparelhos de ressonância magnética.

Niobobaotita
Niobobaotita é descoberto na Mongólia. Crédito: Divulgação

Para os pesquisadores essa descoberta é muito significativa para a China, já que o país atualmente importa 95% de suas necessidades de nióbio. Segundo eles, com este novo mineral, a China poderá se tornar autossuficiente nesse recurso essencial para a indústria siderúrgica.  

Atualmente, o Brasil é o maior produtor de nióbio do mundo e possui 90% da reserva mundial. 

Devido ao seu valor estratégico e à vulnerabilidade do seu fornecimento, o governo australiano considera-o um “mineral crítico” e reconhece que é essencial para a indústria tecnológica. A União Europeia também o incluiu na sua lista de matérias-primas fundamentais, ao lado de outras como o fósforo, o escândio ou o silício metálico.

Encontrado na mina de terras raras de Bayan Obo, localizada em Baotou, na região autônoma da Mongólia Interior, na China, a descoberta do niobobaotita é atribuída a três investigadores do Instituto de Investigação Geológica de Urânio de Pequim, organização ligada à estatal China National Nuclear Corporation (CNNC), e já foi oficialmente reconhecida pelo comitê da Associação Mineralógica Internacional. 

*Com informações dos sites Olhar Digital e IGN Brasil

Cientistas chineses descobrem novo mineral na Lua 

Aprendemos na fase escolar que a Lua é  formada por núcleo, crosta e manto. O núcleo é sólido e rico em ferro. O manto, que é a camada intermediária entre o núcleo e a crosta, é formado basicamente por magnésio, ferro, silício e oxigênio. Já na crosta lunar encontramos oxigênio, silício, magnésio, ferro, cálcio, alumínio e pequenas quantidades de titânio, urânio, tório, potássio e hidrogênio.

Entretanto, será que é possível encontrar outros minerais na Lua? Cientistas do Instituto de Pesquisa de Geologia em Urânio (BRIUG), de Pequim, capital da China, encontraram um novo mineral chamado Changesite-(Y). É o primeiro descoberto no satélite natural da Terra pelos chineses e o sexto pela humanidade, segundo a instituição China Atomic Energy Authority (CAEA). Antes, Estados Unidos e Rússia já alcançaram esse feito em momentos distintos.

De acordo com a mídia estatal chinesa, o mineral é um fosfato em cristal colunar encontrado em partículas de basalto lunar. A missão Chang’e (nome em homenagem a deusa da Lua na cultura da China) começou em 2007, quando houve o lançamento de uma primeira sonda com foco em estudar a Lua,  e foi responsável por um dos maiores investimentos do programa espacial chinês, conseguindo feitos extraordinários como o primeiro pouso bem-sucedido de uma sonda no lado oculto da Lua, em janeiro de 2019. 

A amostra do novo mineral foi coletada na missão Chang’e-5, em 2020, que pousou na superfície lunar e recuperou amostras da Lua pesando cerca de 1731 gramas – as primeiras amostras lunares coletadas em mais de 40 anos. Ele foi reconhecido e aprovado pela Comissão de Classificação e Nomenclatura de Novos Minerais, subsidiária da Associação Mineralógica Internacional. 

O material chegou à Terra em dezembro do ano passado e foi aproveitado em diferentes estudos sobre o satélite natural. Na prática, as amostras têm sido importantes para garantir mais precisão a cronologia da Lua, a origem e a evolução lunar, além de indicar processos que ocorreram na superfície lunar. A descoberta também é importante para que futuras missões lunares se preparem para o tipo de recursos que podem ser encontrados na Lua. 

*Com informações do UOL e Olhar Digital

Leia mais: 

Perovskita: mineral pode impulsionar o setor de energia solar brasileiro

Maior plataforma reúne dados de 60 anos sobre solos brasileiros

A plataforma tecnológica do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil (PronaSolos) já está disponível ao público. Mapas e dados de solos produzidos ao longo dos últimos 60 anos constam da plataforma.

Serviço Geológico do Brasil (CPRM), EmbrapaIBGE, órgãos estaduais e regionais e universidades contribuem com o conteúdo, cujo lançamento oficial foi feito pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no último dia 3 de dezembro.

Segundo nota da Embrapa, essa é a primeira entrega do PronaSolos que atinge a sociedade em geral. “Com o lançamento do site e da plataforma tecnológica do programa, tem início o funcionamento do Sistema Nacional de Informação de Solos”, diz José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos (RJ) e coordenador do comitê executivo do programa.

“O principal ganho para a sociedade é o de ter acesso ao acervo de estudos de mapeamentos de solos do Brasil e de perfis de solos, em um único local, de forma organizada e sistematizada. Adicionalmente, a ferramenta do SigWeb possibilita a combinação de forma fácil e ágil desses dados e informações, por meio de mapas”, explica Silvio Bhering, pesquisador da Embrapa Solos.

O mapa do pH do solo brasileiro é um dos itens presentes na ação.

Clique aqui e conheça a plataforma.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Abracal

Lucivaldo Oliveira: operador de mina

A segurança no trabalho e na vida pessoal é uma das lições que Lucivaldo Pereira de Oliveira, operador de mineração da área de lavra da RCC, em Ipixuna (AM), aprendeu nos últimos cinco anos dedicados à Imerys.

Contratado quando ainda tinha 18 anos de idade, o primeiro emprego abriu os olhos do jovem morador da Vila Oliveira, que logo viu a necessidade de trabalhar cuidando de todos os detalhes para salvaguardar a própria vida e a vida dos colegas da empresa e de companhias contratadas.

Por atuar em diretamente na operação, ele sabe que a atividade exige atenção redobrada, um alerta para voltar sempre em segurança para a companhia de quem ele mais ama.

“A Imerys é tudo na minha vida. Aqui comecei minha carreira profissional, onde aprendi a ver o mundo com outros olhos. Quando entrei aqui não tinha nem terminado o ensino fundamental. Hoje sou técnico em mineração e, futuramente, pretendo iniciar a faculdade. Também consegui garantir estabilidade financeira para a minha família, vivo na minha própria casa, com a minha esposa. Tudo isso aliado à grande admiração que tenho pela empresa, pois vejo como ela está sempre preocupada com a nossa vida, a vida dos colaboradores e também com a segurança das comunidades”.