A mineração apareceu na vida de Michelle Teixeira, de 35 anos, ainda bem jovem. Inspirada pelo seu pai, que trabalhava em uma mineradora do Estado de Goiás, ela se afeiçoou pelo ritmo do setor. Mas, foi a partir da faculdade em Química Industrial que a mineração apareceu de fato em sua vida.
Depois de trabalhar em algumas empresas do setor mineral, Michelle chegou há três anos na CMOC International Brasil, mais precisamente na Copebras, operação de Fosfatos da empresa , em Catalão, interior de Goiás. Trabalhou como analista de processos e, há três meses, foi promovida a Coordenadora de Processos e lidera, diretamente, uma equipe de seis pessoas, todos homens. Entre suas atribuições, está o acompanhamento de indicadores de processos e o suporte técnico da operação, muito importantes para alavancar a produção de fosfatos da empresa, além de estar envolvida em diversos projetos importantes da companhia.
Casada e mãe de uma filha de seis anos, Michelle ainda concilia a carreira e a maternidade com os estudos. Ela possui MBA em Gestão da Qualidade, é especialista em tratamento de minérios pela Universidade Federal de Goiás – UFG e atualmente faz mestrado em Tecnologia Mineral, pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Com 186 anos, produtora de ouro chegou à Nova Lima em 1834 e, junto com outras atividades de mineração já existentes na região desde o século XVIII, contribuiu para os 300 anos de história mineraria que determinou o nome Minas Gerais
No dia 2 de dezembro, o Estado de Minas Gerais completou seus 300 anos. Uma história de três séculos que não pode ser contada sem a participação da indústria de mineração e das empresas que ajudaram a transformar o Estado em um dos três mais relevantes para a economia brasileira.
Com 186 anos, a AngloGold Ashanti não é apenas a indústria mais longeva de Minas Gerais, mas também de todo o país. Uma história que começou no século 19, em 1834, quando a empresa, ainda como Saint John del Rey Mining Company, deu início à mineração de ouro em Nova Lima (MG).
“É uma honra para a AngloGold Ashanti fazer parte da história dos mineiros. Ultrapassar os 186 anos de atuação no Estado é motivo de orgulho e demonstra a nossa capacidade de reinvenção para superar os diferentes desafios ao longo de todo esse tempo, sempre tendo a segurança como primeiro valor. Além disso, alcançamos essa marca histórica renovando nosso compromisso com o futuro, com a inovação e com a sustentabilidade”, destaca Camilo Farace, vice-presidente da AngloGold Ashanti Brasil.
Ao longo de todos estes anos, a AngloGold Ashanti não apenas fez parte da história mineira, como esteve à frente de uma série de inovações na indústria mineral, acompanhando o desenvolvimento tecnológico. “A produtora de ouro passou por todas as etapas da evolução: primeiro a revolução industrial, com o uso de carvão; depois a eletricidade, com George Chalmers, nosso fundador e visionário, criando o sistema hidrelétrico Rio de Peixe, em operação até os dias de hoje; depois a eletrônica, por volta dos anos 1970; e agora, na indústria 4.0, com a revolução digital. Desde 2016, por exemplo, temos carregadeira semi-autônoma operando em subsolo sozinha, sendo controlada pelo operador à distância da superfície”, completa Farace.
Em Minas, as operações da empresa estão concentradas no Quadrilátero Ferrífero, em duas unidades de negócios. A primeira (Operações Cuiabá) é composta pela Mina Cuiabá, em Sabará, pela Mina Lamego, na divisa entre Sabará e Caeté, e pela Planta do Queiroz, em Nova Lima. A segunda fica em Santa Bárbara (Operações Córrego do Sítio). A terceira unidade produtiva está em Crixás, em Goiás (Serra Grande).
Hoje a AngloGold Ashanti se consolidou como uma das maiores produtoras de ouro do mundo, com 13 operações em dez países, que geram mais de 34 mil empregos. No Brasil, a empresa tem cerca de 7 mil profissionais entre próprios e contratados. As operações respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade no subsolo. Somente em 2019, foram produzidas 485 mil onças, aproximadamente 15 toneladas de ouro.
Povoado de Congonhas de Sabará hoje Nova Lima meados do sec XIX – Acervo Biblioteca Nacional – crédito: divulgação
Há vagas nas operações em Minas Gerais e no Brasil
Na contramão do que se tem visto no mercado, a AngloGold Ashanti, contrata profissionais mesmo neste momento de pandemia. Em outubro, foram abertas 44 vagas para atuação de profissionais na diretoria de Projetos.
A geração de empregos é uma importante forma de renda para as comunidades, sobretudo após os impactos econômicos da pandemia. A produtora busca profissionais de nível superior – principalmente engenheiros com conhecimento em várias disciplinas, tais como engenharia mecânica, civil, elétrica, instrumentação/automação, comissionamento, prontidão operacional, planejamento físico financeiro, administração e gestão de contratos.
Muito além da mineração
Além da produção de ouro, a AngloGold Ashanti atua em outros setores que contribuem para a sustentabilidade de seu negócio, como geração de energia, ácido sulfúrico e gestão imobiliária. A empresa construiu, em 1904, o Sistema Hidrelétrico Rio do Peixe, composto pelas Lagoas Grande (dos Ingleses), Miguelão e Codornas, além de sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com o objetivo de fornecer energia limpa e renovável para suas operações. Outra fonte de energia é a Usina Hidrelétrica de Igarapava, de cujo consórcio a empresa faz parte.
Principais marcos da história da AngloGold Ashanti
1834: A inglesa Saint John del Rey Mining Company adquire a Mina Morro Velho e transfere suas atividades de São João del Rey (MG) para Congonhas das Minas de Ouro, atual Nova Lima (MG).
1881: O casal imperial, Dom Pedro II e Imperatriz Tereza Cristina, visita Congonhas das Minas de Ouro (atual Nova Lima). Lá, são recebidos por Pearson Morrison, diretor-superintendente da Saint John del Rey Mining Company, e hospedam-se na Casa Grande, onde atualmente funciona o Centro de Memória AngloGold Ashanti, e descem 457 metros de elevador para conhecer o interior da mina.
1892: Abertura da Mina Grande, que chegou a ser a mais profunda do mundo.
1895: Início do funcionamento da planta metalúrgica em Villa Nova de Lima (atual Nova Lima).
1920: Instalação da cooling-plant da Mina Morro Velho, a primeira usina de refrigeração de mina subterrânea do mundo.
1960: Transferência do controle acionário inglês para um grupo brasileiro. A empresa passa a se chamar Mineração Morro Velho S.A.
1986: Implementação do Projeto Cuiabá (Sabará, MG), com a reabertura da Mina Cuiabá, aprofundamento da Mina Raposos, inauguração da planta metalúrgica e fábrica de ácido sulfúrico.
1987: Implementação da Mina Córrego do Sítio, em Santa Bárbara.
1989: Início da operação da Mineração Serra Grande em Crixás (GO), uma parceria da Mineração Morro Velho com uma mineradora canadense.
1999: A AngloGold é criada mundialmente, englobando os ativos de ouro da Mineração Morro Velho no Brasil.
2000: Criação do Centro de Educação Ambiental (CEA) e da primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).
2004: AngloGold e a Ashanti Goldfields se unem, para dar origem à AngloGold Ashanti.
2014: A empresa é a primeira mineradora do país a adotar, no subsolo, a operação de carregadeira com controle remoto.
2016: Serra Grande chega à marca de 4 milhões de onças produzidas desde o início das suas operações.
2017: 4 milhões de toneladas produzidas de ácido sulfúrico, marca histórica da pirometalurgia, alcançadas em janeiro de 2017.
2019: A Mina Cuiabá alcança a marca de 6 milhões de onças de ouro produzidas desde o início de suas operações.
2020: Empresa doa R$ 1,6 mi para combate à Covid-19.O investimento foi direcionado às necessidades dos hospitais e instituições de saúde dos municípios onde a produtora de ouro atua: Hospital Nossa Senhora de Lourdes (Nova Lima), Santa Casa de Sabará, Santa Casa Nossa Senhora das Mercês (Santa Bárbara), Hospital Waldemar das Dores (Barão de Cocais), Santa Casa de Caeté, Unidade de Saúde Mista Dr. Francisco dos Santos Cabral (Raposos) e o Hospital Municipal de Crixás. Os valores envolvem a compra de respiradores, ampliação de leitos, equipamentos médicos, entre outras contribuições.
Sobre a AngloGold Ashanti
Uma das maiores produtoras de ouro do mundo no Brasil, a indústria mais longeva do país, possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento distribuídas nos Estados de Minas Gerais e Goiás. Com cerca de 5 mil empregados diretos, as operações brasileiras respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração no subsolo. A AngloGold Ashanti tem sede em Johannesburgo, na África do Sul, e suas ações são negociadas nas bolsas de Johannesburgo, Nova York, Austrália e Gana. Os negócios da companhia englobam 14 operações e atuação em dez países, gerando mais de 34 mil empregos.
Você sabia que o Cobre destrói vírus e bactérias? A descoberta foi feita pelo médico Victor Burq no século 19, em Paris, segundo artigo publicado no site Vice. Na época havia surtos de cólera que atingiram a cidade e funcionários de uma fundição de cobre, que tinham contato com o minério diariamente, escaparam da doença. Na mesma época, ele descobriu que outros trabalhadores lidando com cobre na capital parisiense e em outras cidades da Europa também tinham evitado a cólera.
A partir de uma coleta de dados com mais de 200 mil pessoas ele concluiu para as Academias de Ciência e Medicina da França em 1967 que “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele na epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”
No decorrer dos anos, estudos mostraram que o Cobre é um importante aliado e tem proteção de ameaças bacterianas: ele é um antimicrobiano. Foi provado que o metal mata uma longa lista de micróbios, incluindo norovírus, MRSA, uma bactéria estafilococos que se tornou resistente a antibióticos, cepas virulentas de E. coli que podem causar intoxicações alimentares, e coronavírus – possivelmente a nova cepa atualmente causando a pandemia de COVID-19.
Mas porque o mundo não usa mais o cobre? Afinal ele poderia reduzir a presença de micróbios nas principais superfícies, porta para o ser humano se contaminar com diversas enfermidades. Talvez pelo valor. Mas, ao fazer uma análise é possível reverter essa situação, pois o minério poderia ser um grande aliado no combate de infecções hospitalares e até no controle da pandemia do coronavirus, desta forma deixando os governos de gastarem tanto na cura de doenças.
Saiba mais sobre o cobre e sua importância na saúde pública
Após testes e avaliações rigorosos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos registrou ligas de cobre como materiais antimicrobianos de saúde pública. Superfícies tocadas com frequência feitas de materiais de liga de cobre matam continuamente as bactérias em duas horas de contato, quando limpas regularmente.
Mais de 500 tipos de ligas de cobre estão registrados na Agência Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos para combate a pragas sem efeitos adversos para o ser humano e para o meio ambiente.
Três características principais que tornam as ligas de cobre antimicrobianas altamente eficazes em materiais de superfície de contato:
Mata bactérias continuamente
É comprovado que o material de cobre é muito mais eficiente como uma superfície antimicrobiana do que um material de aço inoxidável, além de matar continuamente as bactérias que causam infecções.
Nunca se desgasta
Mesmo após limpeza seca, úmida e o contato com bactérias que causam infecções, permanece com a eficácia de ação microbiana continua.
Seguro para usar
A superfícies de cobre não são prejudiciais às pessoas ou ao meio ambiente. Tem uma microbiana inerente mesmo sem adição de compostos químicos. Além de ser completamente reciclável.
Covid-19
Um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reportou que o vírus SARS – CoV-2, causador do Covid-19, se mantem vivo de dois a três dias em superfícies de plásticos e aço inoxidável, já nas superfícies de ligas de cobre, o vírus se mantém vivo por até 4 horas.
A doutora em geologia que trocou a Suíça pela capital paranaense é responsável por um time de cientistas que pesquisam novas soluções para a maior cimenteira do Brasil
Lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive, na indústria cimenteira, como é o caso da doutora em geologia, Silvia Vieira, gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Votorantim Cimentos, no Brasil. Há cinco anos, Silvia trocou a Suíça e aceitou o convite da Votorantim Cimentos para estruturar o setor e assumir a gestão da equipe em Curitiba (PR).
A doutora em geologia entrou na maior companhia de cimentos da América Latina para consolidar uma importante fase de restruturação com a implantação de uma área destinada às pesquisas de novos produtos, desenvolvimento de soluções e aperfeiçoamento de um portfólio mais diversificado da empresa que é uma das referências globais em produção de cimentos.
A gestora à frente do Laboratório Central, com sede na Votorantim Cimentos no centro técnico na capital paranaense, tem uma trajetória de sucesso e uma prestigiada carreira internacional com experiência de mais de dez anos fora do Brasil. Silvia atua com a filosofia de que a inovação faz parte da constante busca por desafios. “A empresa é respeitada, bem vista no mercado e procura sempre entregar o melhor produto, que atenda às necessidades dos nossos clientes, com alto níveis de inovação e sustentabilidade”, ressalta a gerente.
Mulheres na liderança
Criado em 2014, o setor de Pesquisa & Desenvolvimento & Qualidade da Votorantim Cimentos desempenha um papel fundamental na criação de novos produtos, por meio de processos de produção cada vez mais sustentáveis e, principalmente, por impulsionar a inovação nas fábricas da Votorantim Cimentos de todo o país.
Todas as soluções e os novos produtos desenvolvidos na maior cimenteira do Brasil nascem em um importante setor da empresa liderado por uma voz feminina. O time responsável por apresentar as novidades de mercado é comandado pela doutora em geologia pela Universidade de São Paulo (USP).
Neste contexto, Silvia representa uma estatística positiva do crescimento de oportunidades para mulheres que ocupam vagas que, tradicionalmente, são oferecidas aos homens. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam 43,8% dos trabalhadores, sendo 37% em cargos de gerência e direção. Como pilar, a Votorantim Cimentos busca manter uma equipe diversificada e incentiva a representatividade feminina nas suas unidades. O time da Silvia conta com profissionais de diferentes áreas de conhecimento e de várias faixas etárias, que vão de 20 a 65 anos. “Existe uma troca de experiência e conhecimento que reforça a sinergia do time. O reflexo é visto na empresa como um todo”, explica.
Embora a pesquisa e inovação sempre existissem como pilares do Grupo Votorantim, que tem mais de 100 anos de história, o time liderado por Silvia foi criado recentemente com instituto de acelerar o reconhecimento da Votorantim Cimentos como a melhor empresa na oferta de materiais de construção. “Nosso maior desafio é inovar e oferecer produtos que atendam às necessidades dos clientes. A empresa busca o aumento da ecoeficiência em seus processos por meio de produtos e processos inovadores”, explica a gerente. O time da Silvia conta com doutor, mestres, bacharéis, técnicos e profissionais de suporte de laboratório. As atividades comandadas pela gerente seguem quatro importantes diretrizes na Votorantim Cimentos: o desenvolvimento e melhoria de produtos, a garantia de qualidade, o suporte técnico e a geração e difusão de conhecimento.
Desde a criação da área, o setor criou 200 novos produtos, que evitaram mais de 800 mil toneladas de emissões de CO2 e realizou mais de 150mil ensaios, sendo mais de 62mil em 2018. Mais recentemente, a área de P&D vem atuando em proximidade com área de coprocessamento. Os setores se uniram no ano passado para o desenvolvimento do plano de coprocessamento para aumento de consumo de combustíveis e matérias-primas alternativas para o processo produtivo do cimento. “Conectamos as áreas estratégicas da empresa para que nossos times possam interagir e entender como funciona a empresa como um todo. Nossa área é dinâmica e temos colaboradores engajados e comprometidos aos valores da Votorantim Cimentos”, finaliza.
O que diferencia um minério de um mineral? Todo metal é minério? O minério é uma rocha? Por vezes, podem surgir algumas dúvidas quanto à mineração, principalmente pelo caráter complexo do negócio. Afinal, o minério é vendido diretamente para outras empresas e chega ao consumidor já no produto final, como celulares, computadores e carros.
Confira a diferença entre quatro termos relacionados à mineração que podem ser facilmente confundidos.
Minerais
Mineral é um corpo natural sólido e cristalino formado em resultado da interação de processos físico-químicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Para descobrir a composição de um mineral, é feita uma análise química e física, que determina as proporções relativas dos diferentes elementos químicos daquele mineral e a sua estrutura cristalina (por exemplo quartzo, pirita, hematita etc).
Rocha
As rochas são agregados de um ou mais minerais. Desta forma, pode-se afirmar que todas as rochas são constituídas de minerais. É possível descobrir do que elas são feitas por meio da análise de sua composição química ou da composição mineralógica. Essa última expressa as diferentes proporções dos minerais que constituem a rocha.
Minério
É um agregado de minerais rico em um determinado mineral ou elemento químico que é economicamente e tecnologicamente viável para extração (mineração). O cobre, por exemplo, acontece naturalmente em alguns tipos de rochas, mas só é possível tornar-se um minério quando se concentra em quantidades elevadas e é possível de ser extraído da natureza.
Metais
São elementos extraídos de alguns minérios encontrados em solos e rochas – o ferro e o cobre são recolhidos dos minérios já na forma adequada para serem utilizados; o aço e o bronze, por outro lado, precisam ser associados a outras substâncias. Os metais podem ser separados em dois grupos: os ferrosos (compostos por ferro), como ferro e aço, e os não-ferrosos, como alumínio, cobre e metais pesados (chumbo, níquel, zinco e mercúrio).
A segurança no trabalho e na vida pessoal é uma das lições que Lucivaldo Pereira de Oliveira, operador de mineração da área de lavra da RCC, em Ipixuna (AM), aprendeu nos últimos cinco anos dedicados à Imerys.
Contratado quando ainda tinha 18 anos de idade, o primeiro emprego abriu os olhos do jovem morador da Vila Oliveira, que logo viu a necessidade de trabalhar cuidando de todos os detalhes para salvaguardar a própria vida e a vida dos colegas da empresa e de companhias contratadas.
Por atuar em diretamente na operação, ele sabe que a atividade exige atenção redobrada, um alerta para voltar sempre em segurança para a companhia de quem ele mais ama.
“A Imerys é tudo na minha vida. Aqui comecei minha carreira profissional, onde aprendi a ver o mundo com outros olhos. Quando entrei aqui não tinha nem terminado o ensino fundamental. Hoje sou técnico em mineração e, futuramente, pretendo iniciar a faculdade. Também consegui garantir estabilidade financeira para a minha família, vivo na minha própria casa, com a minha esposa. Tudo isso aliado à grande admiração que tenho pela empresa, pois vejo como ela está sempre preocupada com a nossa vida, a vida dos colaboradores e também com a segurança das comunidades”.
Diferente de muitos profissionais que deixam seus lares para ir em busca de oportunidades e condições melhores de vida em regiões como Sul e Sudeste, o Norte foi a escolha e a “porta aberta” na trajetória de José Filho, colaborador da Imerys. Nordestino vindo do Estado do Piauí, o operador de produção que atua na planta de beneficiamento da mineradora, localizada em Barcarena (Pará), encontrou na Imerys e no Pará a oportunidade da sua vida.
Casado há 12 anos e pai de uma menina, o piauiense trabalha na empresa desde 2005 e começou sua carreira como com auxiliar de produção. Reconhecido pelos colegas como alguém exemplar em seu ambiente de trabalho, antes de vir para a Imerys, José conseguiu adquirir experiência em outras empresas do setor. Já trabalhou em empresa ligada à produção de cimento.
Para o operador, mais do que um local de trabalho, a Imerys é um espaço de aprendizado. “Para mim, a Imerys é uma escola. Tudo o que eu sei sobre caulim e sobre o meu trabalho eu aprendi aqui. A empresa me deu oportunidade de crescer profissionalmente e eu sou muito grato pelo meu trabalho”, afirmou José.
Meu nome é George Garcia Pinho Aires, tenho 32 anos e sou minerador há 8 anos. E minha carreira não começou por acaso
Aos 18 anos, assim como muitos jovens que se formam no ensino médio todos os anos, carregava comigo uma grande dúvida: qual carreira seguir? Meus pais, devido às suas condições, não passaram do ensino fundamental e, talvez devido a isso, e às poucas oportunidades que tiveram ao longo da vida, faziam questão que seus filhos fossem além. Por não saberem como nos orientar sobre qual carreira seguir, apenas desejavam que estudássemos para termos mais oportunidades que eles.
Sem saber que caminho seguir, decidi pesquisar e, após muitas conversas com amigos e ex-professores, consultas em sites direcionados para carreiras e jornais, acabei chegando à mineração. Meu sogro, Sr. Vander Gomes Aires, foi um grande influenciador nesse processo. Minerador de carreira há mais de 15 anos e operador de equipamentos de uma das maiores mineradoras do mundo, me apresentou esta atividade que lhe proporcionou muitos bons frutos e o ajudou a formar seus filhos. Foi com ele que visitei as primeiras operações de lavra. A paixão foi imediata!
Mais algumas pesquisas sobre a mineração e pude perceber sua importância para a forma como vivemos, uma vez que é por meio dessa atividade que obtemos a matéria-prima para quase tudo o que conhecemos. Além disso, os programas de desenvolvimento de seus profissionais e os trabalhos socioambientais chamaram a minha atenção e cheguei à conclusão que poderia ter uma carreira longa em um seguimento que gera um relevante impacto positivo para a sociedade.
Com a direção definida, veio a ação. Aos 21 anos iniciei o curso de Técnico em Mineração no SENAI de Nova Lima. Aos 23 anos, recém-formado e apenas com o diploma em mãos, mudei-me para São Paulo, onde trabalhei por cinco anos nas lavras de agregados para construção civil, até que, aos 29 anos, consegui atingir a meta definida sete anos antes: trabalhar em uma grande mineradora assim como meu sogro.
Hoje, após superar muitos desafios e aprender ainda mais sobre o que é ser um minerador, sigo desenvolvendo minha carreira. Estudo Engenharia de Produção e desejo continuar trabalhando nesta atividade que já faz parte da minha história.
Darlan Rosely tem 38 anos. Entrou na Votorantim Metais, em janeiro de 2015, como operadora de um caminhão que levava o minério da mina subterrânea à superfície. Por sua dedicação e esforço, hoje é operadora de Scaler – veículo de operação mais complexa que realiza o saneamento das frentes de lavra, limpando galerias em minas subterrâneas.
Ela está bastante motivada e confiante com a nova oportunidade, que irá gerar uma melhoria pessoal e profissional em sua vida. Segundo ela, a confiança da empresa em seu trabalho foi fundamental para que ela se interessasse pela vaga e, consequentemente, concorresse por ela.
De acordo com Darlan, ela se sente confortável na preparação para a nova função. “O ambiente de trabalho da Votorantim Metais contribui para que o empregado conheça outras realidades, converse sobre assuntos de seu interesse e se informe mais”.
Ela acredita que seus principais diferenciais são a paciência e o cuidado enquanto motorista. Darlan diz que o apoio dos outros operadores tem sido importante: “Eles têm dado muitas dicas e buscam fazer com que ela se sinta à vontade”.
“É um trabalho não muito convencional para as mulheres, mas desempenhar minha função nesse cargo e abrir espaço para outras mulheres é muito gratificante. Então isso me dá força e motivação”, afirma.
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