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Bateria à base de alumínio carrega até 60 vezes mais rápido

O novo jeito de produzir Bateria traz mais segurança e sustentabilidade para o mercado.

O setor industrial está repleto de mudanças e novos avanços tecnológicos chegam a todo instante, contribuindo para que o segmento de eletrônicos não pare de crescer. As inovações desenvolvidas pelos cientistas ajudam o mercado a apresentar novidades com mais eficácia, inovação e sustentabilidade esperados pelos consumidores.

Pesquisadores do Gras Inaphene Manufacture Group (GMG) e da Universidade de Queensland, na Austrália, desenvolveram um novo tipo de Bateria, feita em íon-alumínio, que promete carregar até 60 vezes mais rápido do que o padrão atual, íon-lítio, além de uma capacidade para reter energia três vezes maior.

Bateria à base de alumínio carrega até 60 vezes mais rápido
Pesquisadores desenvolveram um novo tipo de Bateria, feita em íon-alumínio, que promete carregar até 60 vezes mais rápido do que o padrão atual, íon-lítio – crédito: divulgação

Segundo os criadores da nova Bateria, o novo jeito de produzir o produto o torna mais seguro, sem apresentar superaquecimento espontâneo, além de serem recicláveis e mais sustentáveis que as atuais células de energia feitas de lítio.

Os cientistas ainda garantem que as novas baterias possuem a vantagem de não exigir adaptações para entrar no mercado atual, visto que seu design facilita o armazenamento em cases atualmente usados nos modelos de íon-lítio. Segundo o grupo, o modelo foi criado no mesmo formato e voltagem do padrão atual, além de ser mais maleável caso necessite de futuras alterações.

A nova bateria, que tem grande vantagens sobre o modelo comercializado, deve chegar ao mercado ainda neste segundo semestre, que fatalmente trará grandes vantagens para os usuários.

???????*Com informações do site Olhar Digital

 

Clique aqui e acesse mais notícias sobre a mineração nacional e internacional.

 

 

 

 

 

 

Pesquisa mineral : o início do projeto de uma mina

Embora o Brasil já tenha destaque como player para diversas commodities, como minério de ferro, bauxita, manganês, ouro e cobre, a verdade é que pouco se conhece sobre o seu verdadeiro potencial mineral.

Você sabia que até 2019, apenas 3% do território nacional encontrava-se mapeado e com um nível de detalhamento adequado? Para um estudo consistente, a escala ideal deve ser entre 1:100.000 e 1:50.000, afinal quanto maior a escala, maior o nível de detalhes representados.

Isso quer dizer que uma parcela muito pequena do território nacional já tem seu subsolo devidamente estudado, com identificação dos diferentes tipos de rochas existentes e dos possíveis minérios incrustados nelas. É muito pouco. E essa situação pode melhorar se o Brasil investir mais em pesquisa mineral.

A pesquisa mineral é fundamental para avaliar e determinar a existência, ou não, de um depósito economicamente viável – crédito: Kinross

Mas, afinal, o que é pesquisa mineral e para que ela serve?

A pesquisa mineral, a primeira fase do ciclo de vida de um projeto de mineração, é fundamental para avaliar e determinar a existência, ou não, de um depósito economicamente viável, ou seja, se é possível colocar uma mina em operação e gerar retorno para o investidor e de forma sustentável, com respeito ao meio ambiente e às pessoas.

“O principal foco da pesquisa é localizar os minérios. Ela se divide em diversas fases, iniciando pelo levantamento de todos os dados capazes de reduzir tempo na busca dos minérios. E é preciso ter um bom plano de pesquisa – documento com dados sobre o município em que será realizada a pesquisa, cronograma das atividades, além de um mapa contendo imagens de satélites, fotografias aéreas, geofísica aérea e terrestre”, comenta o geólogo e consultor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Alberto Rogério da Silva.

Segundo ele, os avanços tecnológicos ajudaram muito a pesquisa mineral, principalmente para reduzir etapas e acelerar a localização dos minérios, que geralmente, se encontram no subsolo.

“No passado, os pesquisadores iniciavam os trabalhos de campo utilizando um reconhecimento ao longo de todo do território delimitado para pesquisa a fim de obter informações da área. Depois vieram as fotografias aéreas, que serviam para elaborar os mapas em escalas mais adequadas, que eram guias aos trabalhos de campo”, diz Rogério.

Segundo ele, um grande avanço foi proporcionado pelo uso de helicópteros. “Em uma ocasião, após um pouso forçado, o geólogo Breno Augustos dos Santos descobriu Carajás (PA), local onde está a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo” lembra.

As imagens de radar, mesmo em escalas ao milionésimo, também são consideradas um grande salto para a pesquisa, tendo em vista que elas cobrem todo o território. “Com todos esses dados, atualmente a pesquisa é mais direcionada para entender melhor o que tem naquele determinado território, na maioria dos casos, eliminando etapas e acelerando o conhecimento das áreas mineralizadas”, observa.

Rogério afirma que o desconhecimento do subsolo deixa o Brasil em desvantagem em relação a países como Austrália, China, Canadá, Estados Unidos, Chile, dentre outros.

“O mapeamento geológico – registro de observações geológicas –, assim como a pesquisa mineral, é estratégico para qualquer país, pois ele identifica os recursos minerais existentes em determinado local. Esses recursos são insumos para praticamente tudo que consumimos na vida moderna, como carros, computadores, celulares, materiais usados na construção civil e também na agricultura, como é o caso dos fertilizantes”, informa.

Sem esta ferramenta, diz ele, o país se coloca em posição de inferioridade em relação aos nossos principais competidores no mundo da mineração, “impedindo que possamos gerar ainda mais riquezas e melhorar a qualidade de vida da população, afinal o setor é responsável pelo fornecimento de insumos para as demais atividades produtivas. Da indústria ao agronegócio, os minérios marcam presença como componentes insubstituíveis e essenciais para a vida moderna e, principalmente, para a evolução do ser humano”.

Ele afirma ainda ser necessário investir mais em pesquisa mineral no Brasil. “Uma das questões que impedem o avanço das pesquisas é a falta de mapeamento sistemático para apontar os ambientes que possuem os minerais para serem extraídos e beneficiados. O consultor do IBRAM acredita que poderia haver também linhas de crédito para o pequeno minerador, de modo a incentivá-lo a localizar blocos mineralizados, principalmente os pequenos depósitos. Isso iria contribuir muito para aumentar a oferta de minérios.

Como conseguir pesquisar uma área

A legislação mineral brasileira separa o solo do subsolo, sendo este último da União e gerenciado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A ANM mantém um mapa onde são registrados todos os processos minerários protocolados, que guardam prioridade, ou seja, quem primeiro registrar um protocolo vira o titular da área, desde que não haja nenhum outro pedido de pesquisa anterior para aquela área.

Para usufruir essas áreas, após ser aprovada na ANM, o primeiro passo é executar o  plano de pesquisa, em suas diversas etapas.

A ANM mantém todos os dados disponíveis em seu site, denominado de ‘cadastro mineiro’ – https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/acesso-a-sistemas/cadastro-mineiro-1, onde constam as áreas registradas, incluindo substância a pesquisar, prazos e obrigações a cumprir.

O consultor do IBRAM salienta que, ao protocolar o pedido de pesquisa, é feita uma análise do processo. Se estiver de acordo com a legislação, é emitido o Alvará de Pesquisa, com duração de três anos. Nesse período, o titular é obrigado a pagar uma Taxa Anual por Hectare (TAH) e elaborar a pesquisa. “Ao final dos três anos ele terá que apresentar um relatório, que pode ser conclusivo, se alcançou seus objetivos. Caso necessite de um prazo maior, faz-se um relatório parcial pedindo. Porém, no segundo ano há a necessidade de se fazer o relatório final positivo, caso ele tenha encontrado mineralização econômica; ou negativo, caso contrário”, comenta Rogério.

Ao requerer a área, ganhando a prioridade, o solicitante fica como detentor do subsolo. Com o relatório aprovado pela ANM, o próximo passo é apresentar um plano de aproveitamento econômico. Se, após análise, for aprovado, o titular recebe uma portaria de lavra. Ela permite extrair o minério.

Segundo Alberto Rogério, a mineração tem promovido o desenvolvimento de muitas regiões. “O melhor exemplo é Carajás, no Pará. Só para citar a participação do Produto Interno Bruto (PIB) da região em todo o Pará era, em 1980, 8%; e em 2017 alcançou 32%. A implantação de Carajás originou a criação de quatro municípios; Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. Parauapebas, depois de Belém, é o maior arrecadador de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços. E isso tudo só foi possível porque uma empresa resolveu iniciar pesquisas minerais em determinada região, no caso Carajás”, explica.

Além disso, uma mina gera uma ampla movimentação em extensas cadeias produtivas, constituídas por empresas pequenas, médias e grandes de diversos setores, como indústria, varejo, atacado, agronegócio e até serviços. A mineração é uma verdadeira impulsionadora do desenvolvimento socioeconômico de regiões inteiras e não apenas dos municípios onde está situada.

Aço Verde, um novo compromisso com a sustentabilidade

Você sabia que as indústrias do setor mínero-metalúrgico estão cada vez mais focadas em produzir de forma sustentável? Em todo o setor industrial mundial é preciso pensar nas questões ambientais desde o início do processo de produção.

Para isso, diversas companhias buscam tecnologias para terem atuação mais sustentável. Um exemplo disso é a norte-americana Boston Metal, do engenheiro metalúrgico Tadeu Carneiro, formado pela Poli-USP, ex-CEO da CBMM, e atual professor convidado do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Há dois anos à frente da empresa, ele desenvolveu uma tecnologia que promete revolucionar a siderurgia: a substituição total do uso do carvão por energia elétrica no processo de transformação do minério de ferro em aço. Em outras palavras, trata-se do “aço verde”, sem mais emissões de CO2.

“O aço é feito do jeito que conhecemos por mais de 3.000 anos. O ferro vem de 1.200 antes de Cristo”, diz. O produto é extremamente sofisticado, mas sua produção emite CO2, o que é um problema preocupante, diz Carneiro. Segundo ele, “o aço é e vai continuar sendo o material de engenharia mais importante que temos. Sua fabricação atual é de quase 2 bilhões de toneladas/ano”, diz o executivo, em entrevista concedida à Revista Ecológico.

Tadeu Carneiro – crédito: Evandro Fiuza

Ele explica que no processo inovador criado pela Boston Metal, não é necessário aglomerar os finos de minério de ferro, que é realizado por sinterização ou pelotização. Além de ser possível o uso direto dos finos de minério, “não precisa de carvão nem de coque”, diz. No uso de carvão ou de coque nos processos tradicionais da aciaria tem-se a emissão de CO2.

Durante o processo da Boston Metal, é possível coletar o aço líquido, que é igual ou melhor do que o aço líquido que sai da aciaria hoje, informa. “Do mesmo jeito, você adiciona o que precisa e manda para um lingotamento. É muito revolucionário”, analisa.

Carneiro explica que esse novo jeito de produzir aço está dando muito certo. “Já tivemos duas rodadas de financiamento. Obtivemos a participação de nove gigantes no mundo empresarial, como investidores ou acionistas”. A expectativa é que em dois anos o projeto-piloto vai estar operando de forma contínua com minério de ferro, provavelmente da BHP e da Vale. “Estamos terminando de modificar nosso equipamento tecnológico para começar a primeira corrida exploratória agora em abril. É a nova e limpa indústria do aço”, afirma.

Clique aqui e confira a entrevista sobre aço verde na íntegra.

*Com informações da Revista Ecológico

Cientistas descobrem dióxido de vanádio, material que transporta eletricidade e retém o calor

Cientistas descobrem dióxido de vanádio, material que transporta eletricidade e retém o calor
Flake de vanádio – crédito: Ulisses Dumas

Cientistas do Departamento de Energia da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) descobriram que nanobarras de dióxido de vanádio (VO2) podem conduzir eletricidade sem conduzir calor. Essa descoberta contradiz algo chamado de Lei Wiedemann-Franz que, basicamente, afirma que bons condutores de eletricidade também serão proporcionalmente bons condutores de calor. Por isso é que motores e eletrodomésticos ficam tão quentes quando você os usa regularmente.

Segundo Heitor Duarte, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Largo Resources | Vanádio de Maracás, empresa que produz vanádio no Brasil, a pesquisa dessa aplicação ainda está no início. Se comprovada a aplicabilidade deste minério, o dióxido de vanádio metálico poderia ser usado na fabricação de condutores de eletricidade e motores de maior eficiência, sem dissipação de calor. Poderia ser usado, também, em dispositivos capazes de transformar a dissipação de calor de equipamentos convencionais em energia elétrica.

Heitor reforça que, por enquanto, ainda não se tem ideia da industrialização de dióxido de vanádio metálico. “Para aplicação conforme descrito na pesquisa dos cientistas de Berkeley, é necessário a utilização de nanomateriais à base de VO2 metálico e em ligas com outros elementos como o tungstênio, por exemplo. “As pesquisas atualmente estão focadas no entendimento e aplicação desse material sem definir, por enquanto, custos de produção e industrialização. Ainda é necessário muita pesquisa sobre o tema”, explica.

Vanádio em pó -crédito: Ulisses Dumas

Sobre o Vanádio

O gerente da Largo Resources | Vanádio de Maracás esclarece que o vanádio possui características especiais que lhe conferem aplicações em distintas áreas da sociedade. “Por exemplo, quando adicionado 1kg de vanádio em 1000kg da liga de aço, é possível conseguir materiais até 30% mais resistentes, e, portanto, reduzindo as emissões de carbono e aumentando a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva do aço. Vanádio também é aplicado como principal elemento de baterias de longa duração. São baterias utilizadas na geração de energia limpa, como a solar e a eólica. O vanádio também é aplicado na indústria de ligas especiais e indústria química”, comenta.

Onde se encontra vanádio nos materiais usados no dia a dia

Você pode encontrar vanádio em vergalhões de aço usados para construção, automóveis, aviões e como parte fundamental na cadeia produtiva de fármacos, pigmentos e tintas. “O mercado mundial de vanádio é da ordem de 100 mil toneladas por ano (em termos de vanádio contido). No Brasil e no mundo, o mercado do vanádio é voltado, principalmente, para a indústria do aço e a construção civil. Para os próximos anos é esperado um crescimento importante na demanda pelas baterias renováveis de vanádio”, afirma Heitor.

Os principais produtores de vanádio são China, Rússia, África do Sul e Brasil. “O Brasil representa atualmente cerca de 10% da produção/comercialização do vanádio mundial. Atualmente na Largo Resources | Vanádio de Maracás, produzimos o pentóxido de vanádio (V2O5) nas formas flake e powder, além de possuir uma unidade produtora de bateria de vanádio. Ainda em 2021 devemos iniciar a produção do trióxido de vanádio (V2O3) usado também na produção de baterias e para aplicações químicas”, diz. 

Segundo ele, “após recentes expansões, a  perspectiva é de crescimento na produção em relação aos anos anteriores.  A produção de pentóxido de vanádio em 2019 foi da ordem de 10600 toneladas; em 2020 alcançamos a marca de 11800 toneladas. Em 2021 é projetado mais um recorde, com a produção superior a 12000 toneladas de V2O5. Os planos de crescimento continuam para os próximos anos, e esperamos ultrapassar a produção de 13000 toneladas anuais”, afirma Heitor.

Descubra mais informações sobre os minerais presentes no nosso planeta no ABC da mineração. 

Museu Geológico da Bahia oferece tour virtual com acervo que revela mundo mágico e descobertas fantásticas

Você sabe o que é a Geologia

Esta ciência estuda a origem, história, vida e estrutura da Terra e também os processos que ocorrem no interior e na superfície do globo terrestre responsáveis por suas transformações.. 

É por meio dela que podemos identificar a origem, a idade do planeta, as transformações que sofreu ao longo do tempo e ainda, sua formação geológica.Os estudos da geologia estão voltados para o conhecimento do nosso planeta, melhorando a qualidade de vida e a nossa relação com a natureza.

Desde os primórdios, os seres humanos utilizam os recursos minerais para produzir habitações, utensílios, ferramentas, armas etc. Hoje, mais do que nunca, a vida moderna depende de todos esses recursos e a Geologia é fundamental na sua busca e localização.

Se você quiser se interessar mais sobre o tema, siga esta dica: o Museu Geológico da Bahia (MGB) oferece um ambiente de pesquisa, divulgação e preservação do patrimônio geológico do Estado, que desenvolve interessantes projetos de cunho científico, educativo e cultural.

Por causa da pandemia, o MGB fechou para visitações presenciais. Mas abriu uma importante conexão com o público, via web: o “tour virtual”, acessível no site oficial do museu. Todos podem aproveitar e conhecer as conquistas brasileiras no terreno da mineração.

Saiba mais sobre o MGB

27.000 peças, fragmentos de um mundo fabuloso e provas concretas de descobertas fantásticas foram se juntando ao longo dos últimos 46 anos e dão vida ao acervo do Museu Geológico da Bahia, que celebrou mais um ano de fundação em março.

Inaugurado em 4 de março de 1975, o Museu é atualmente vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia. Possui um dos maiores acervos de rochas, minerais, pedras preciosas e de fósseis da Bahia, com mais de 20 mil peças, proporcionando aos seus visitantes uma viagem no tempo geológico por meio das suas exposições temáticas: Meteoritos, Universo/Sistema Solar, Minerais, Rochas, Recursos Minerais, Minerais e Rochas Industriais, Artesanato Mineral, Garimpo, Minerais Radioativos, Energia dos Cristais, Gemas, Petróleo,  Otto Billian, Rochas Ornamentais e Fósseis. 

História

A inauguração do Museu foi marcada pela primeira exposição com a temática sobre Gemas e Rochas da Bahia, no hall da antiga sede da Secretaria de Minas e Energia. Com o intuito de entregar um espaço mais confortável para o visitante e acolher reuniões científicas, dinamizar e qualificar as atividades dos serviços educativos do Museu, em 1985 foi criado um anexo com auditório, mezanino e salão de rochas ornamentais. Com o propósito de agregar ao MGB mais um espaço cultural e alternativo para a sociedade, foi inaugurado ali o Cinema do Museu.

Já o programa Exposição Itinerante teve início em 1986, com a primeira exposição no Município de Morro do Chapéu. Exposições como: “Bahia – 500 mil anos antes de Cabral”, no Salão de Fósseis, “Otto Billian” e “Energia dos Cristais” marcam a história do Museu.

Brasil e Japão assinam acordo de cooperação em tecnologias para grafeno e nióbio

MCTI teve papel importante nas tratativas que levaram ao acordo; ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o ministério na cerimônia

Em cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, na última sexta-feira (8), Brasil e Japão assinaram o Memorando de Cooperação entre os Governos Brasileiro e Japonês no Campo de Tecnologias Relacionadas à Produção e ao Uso de Nióbio e Grafeno. O objetivo do documento bilateral é aprofundar o entendimento mútuo para explorar a cooperação na cadeia de valor de produtos que usam nióbio ou grafeno e propiciar uma cooperação mais estruturada no futuro, incluindo potenciais projetos conjuntos.

A iniciativa é resultado de tratativas iniciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que em 2019 manifestou interesse na cooperação ao então primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante o Fórum Econômico de Davos, e de reunião entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada em 2019. Assinaram o memorando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o MCTI na cerimônia e assinou o documento com o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal de Oliveira.

“O acordo é fundamental porque o Japão é um país que tem alta tecnologia e nos une a ele na procura de explorar as capacidades do nióbio e do grafeno”, afirmou o secretário-executivo do MCTI. “Esses materiais são produtos do futuro, que vão alcançar toda a cadeia produtiva dos países, na parte industrial e no uso da tecnologia.”

Durante a cerimônia, foram firmados também acordos de cooperação entre os dois países nas áreas de biodiversidade, desenvolvimento de sensores e plataforma de agricultura de precisão em apoio à agricultura sustentável brasileira e uso tecnologias avançadas de radar de abertura sintética e uso de inteligência artificial para o combate ao desmatamento ilegal.

Minerais estratégicos e cooperação

Em outubro de 2016, Brasil e Japão assinaram Memorando de Cooperação para a Promoção de Investimentos e Cooperação Econômica no Setor de Infraestrutura. Desde então, os governos de ambos países vêm manifestando interesse mútuo em ampliar o investimento japonês no Brasil, incluindo os minerais raros ou estratégicos, como o grafeno e o nióbio.

Em julho de 2020, foi aberta chamada pública CNPq/MCTI para apoiar empreendimentos tecnológicos à base de grafeno, destinando aproximadamente R$ 1,5 milhão para apoiar propostas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação que visem gerar empreendimentos e soluções de base tecnológica, tendo como principal objeto o grafeno.

Já o nióbio é considerado um mineral estratégico para o país. O Brasil é o maior produtor mundial desse material, responsável por aproximadamente 86% da produção, e tem o Japão como um dos principais importadores da liga ferronióbio (9,6% do exportado pelo Brasil).
Atento à necessidade de apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais estratégicos, entre elas a do nióbio, o MCTI priorizou o tema na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022 e no Plano de C,T&I para Minerais Estratégicos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Dirlane Maria Albino – Gerente de Segurança da Votorantim Cimento

Natural de Sabará, município na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Dirlane Maria Albino, 46, não teve muitas alternativas de curso profissionalizante quando teve que decidir o rumo de sua carreira. Entre Magistério, Científico e Patologia Clínica, optou pela área de saúde, que lhe rendeu o trabalho em hospital que viabilizou seus estudos posteriores.

Com curso técnico na área de Saúde e sem interesse pelo Magistério, Dirlane entrou para o cursinho pré-vestibular já focada na área de Exatas. Foi quando teve o primeiro contato com Engenharia Química, área com que se identificou e decidiu fazer sua graduação, na Universidade Federal de Minas Gerais.

Em seu primeiro emprego, Dirlane teve uma ascensão meteórica. Em apenas três anos, a jovem estagiária foi efetivada e assumiu os cargos de Staff de gerente, Supervisora da Estação de Tratamento de Água e de Efluentes e, por fim, Coordenadora de Meio Ambiente. Após um período em João Pessoa (PB), voltou para Divinópolis, em Minas Gerais, em 2004, para trabalhar na área ambiental de uma companhia de mineração.

Três anos depois, foi para o departamento de Diretoria de Pesquisa e Exploração Mineral desta mesmo empresa, em Belo Horizonte, uma área global, quando teve o primeiro contato com a área de Saúde e Segurança. Em 2010, já motivada pelo assunto, fez pós-graduação em Engenharia e Segurança. Um convite para participar de um projeto de gestão ambiental levou Dirlane, em 2012, por seis meses pela Austrália, Filipinas e Indonésia. Em 2014, outro convite a tirou de sua zona de conforto e a colocou na Votorantim Cimentos.

Como Coordenadora de Meio Ambiente da Regional Sudeste, a mineira se instalou na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde conheceu o marido, que também fazia parte do time da Votorantim Cimentos havia 23 anos. Um dos grandes desafios de Dirlane foi assumir o cargo bastante técnico, estratégico para a empresa e com perfil de gestão. Com apenas dois anos de casa, teve a segunda ascensão na carreira: foi convidada para ser Coordenadora de Saúde e Segurança e Meio Ambiente na primeira regional da Votorantim Cimentos que unificaria as três áreas.

A terceira alavancagem na carreira veio dois anos mais tarde, com a promoção para se tornar gestora em nível nacional. Estudiosa, focada e comprometida, Dirlane seguiu o conselho de seu antecessor e se dedicou a uma segunda pós-graduação específica em Segurança, pois já possuía outras duas especializações focadas em Meio Ambiente). Dessa vez, fez Higiene Ocupacional. “Ele dizia que todo profissional da segurança tem que ser também um higienista”, lembra.

Com uma personalidade forte aliada à típica simpatia do mineiro, a atual Gerente de Segurança da Votorantim Cimentos é responsável pela segurança de todos os funcionários de mais de 30 fábricas da companhia em território nacional. São cerca de sete mil colaboradores. Entre 2017 e 2021, a empresa investirá cerca de R$ 200 milhões, em seis Normas Regulamentadoras todas focadas nas melhorias estruturais do ambiente de trabalho. As seis normas são relacionadas à proteção contra incêndio, espaço confinado, trabalho em altura, atividades elétricas, proteção de máquinas e vasos de pressão. Também debaixo de seu guarda-chuva está a condução do Safestart, um programa internacional presente em mais de 30 países que apresenta resultados tangíveis na área de segurança.

Na Votorantim Cimentos, o foco está em oito unidades de cimento, quatro de concreto e quatro centros de distribuição. “Apesar do alto e constante investimento da Votorantim nas melhorias estruturais e de equipamentos, acreditamos que, o que realmente faz a diferença são as pessoas. Por isso estamos investindo muito em mudança comportamental”, conta.

Inquieta e apaixonada pela área que escolheu, há dois anos, quando ainda era coordenadora da regional, Dirlane se ofereceu para ser Guardiã de um dos protocolos críticos da Votorantim Cimentos no Brasil: o de espaço confinado. “Isso significa que eu tenho que ser especialista no assunto, inclusive, entender as leis relacionadas ao tema e buscar e sugerir práticas mais restritivas que garantam mais segurança ao funcionário”, explica. A Guardiã também é responsável pela diretriz do documento e pelo treinamento de auditores e profissionais de segurança sobre este determinado protocolo.

Apesar de atuar em uma indústria tradicionalmente masculina, a engenheira lembra das mulheres técnicas que trabalham na operação da Votorantim Cimentos e garante que trata todos de igual. Bem despachada e muito extrovertida, sua receita para superar as discriminações é ter jogo de cintura, bom humor e alto astral sempre. Dirlane dribla brincadeiras inapropriadas com seriedade, leveza e bom humor.  Para ela, tudo depende da maneira como se reage às provocações. “Nós escolhemos onde queremos estar. Logo no início da minha vida profissional, eu decidi seguir três principais premissas: ser honesta, não levantar bandeiras e não me vitimizar”, afirma.

Adriana Celestino – A líder de uma fábrica de cimento

Gerente de fábrica da Votorantim Cimentos Corumbá (MS), Adriana Celestino construiu sua trajetória apoiada por modelo global da empresa, que possui entre seus pilares estratégicos o cultivo de talentos, com valorização da diversidade

Objetividade e foco. Atributos que Adriana Celestino de Souza Camargo mantém desde os tempos universitários. Formada em Química na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduada em Qualidade Industrial pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), Adriana ingressou no mercado de trabalho como analista de Laboratório em uma indústria, mas desde os primeiros dias de experiência estava determinada a alcançar um posto de liderança.

Em janeiro de 2019, Adriana Celestino, de 45 anos, se tornou a primeira empregada a assumir a liderança de uma fábrica da Votorantim Cimentos no país. Ela é a nova gerente da unidade de Corumbá (MS), uma das mais tradicionais da empresa no Centro-Oeste, que opera desde a década de 1950 e emprega 230 empregados diretos e indiretos.

Para chegar ao mais alto cargo na fábrica, Adriana Celestino percorreu um longo caminho. E no setor industrial, ainda dominado pelo sexo masculino, conseguir uma promoção exigiu de Adriana não só objetividade e foco, como também dedicação e coragem para mudar de ares e arriscar-se em novas empreitadas para atingir sua meta.

“Quando comecei minha carreira, evoluí de analista de laboratório para chefe de Produção, mas percebi que este era o posto máximo que alcançaria. Decidi então procurar novas oportunidades e soube de uma seleção para uma vaga de coordenadora de Produção em outra indústria. Quando soube na entrevista que era a Votorantim Cimentos, topei o desafio de recomeçar porque senti que teria mais possibilidades de crescimento”, disse Adriana, que ingressou na empresa em 2008.

Adriana começou a trabalhar na Votorantim Cimentos como coordenadora de Produção, cargo que exerceu até 2012, em São Paulo (SP). Depois, mudou-se para o Distrito Federal, onde trabalhou na unidade de Sobradinho (DF) como coordenadora de Produção de Argamassas e Cimentos e coordenadora nas áreas de Produção e Meio Ambiente. Em seguida, assumiu a operação, no município de Cajamar (SP), como gerente de fábrica de argamassas e, por último, a posição de gerente do Complexo Metropolitano, que agrupa, além da unidade de Cajamar, a

unidade de Barueri (SP). No final de 2018, foi convidada para ocupar a vaga de gerente da fábrica de cimentos em Corumbá (MS).

Valorização da diversidade – Quando relembra a trajetória que percorreu até chegar à gerência em Corumbá, Adriana comenta com entusiasmo os projetos que realizou e que projetaram sua imagem positivamente dentro da empresa. Ela foi responsável por alavancar a capacidade produtiva da planta de argamassas de Sobradinho e de Cajamar, além de estar à frente da implementação do Complexo Metropolitano de Argamassas, entre outras iniciativas.

Para Adriana, tão fundamental quanto ter o desenvolvimento de carreira como uma das prioridades de vida é trabalhar em um ambiente que apoia e incentiva o crescimento do profissional, independente de sua cor, raça ou sexo. “Desde o dia que entrei na companhia, sempre estive envolvida em atividades de destaque e com interface com várias áreas. Também obtive conhecimentos de áreas que até então não tinha experiência, como estratégia comercial e marketing, o que acredito que não conseguiria com tanta facilidade em outra empresa”, afirma.

A gerente da fábrica de Corumbá também ressalta que o bom clima organizacional faz a diferença para o desenvolvimento profissional. “Até agora estou em êxtase por ter assumido a gerência da Votorantim Cimentos de Corumbá. Fui muito bem recebida pela equipe e o que quero agora é construir um legado sólido. Os empregados têm uma relação de longo prazo com a fábrica e o meu maior desafio é melhorar cada vez mais o desempenho da unidade, posicionando-a entre as mais produtivas da companhia”, acrescentou Adriana.

Jakeliny Felício – Topógrafa

A Jakeliny Felício atua há 4 anos e meio como topógrafa do setor de planejamento de mina da Mina Boa Vista, da CMOC Brasil, em Catalão (GO). A técnica em mineração realiza marcações topográficas para a lavra, atualização do mapa da Mina BV e dos depósitos de estéril, acompanhamento da geometria da mina e cálculo de volume dos lotes e pilhas de minério.

Atua também como facilitadora do sistema de gestão integrada do Planejamento de Mina, organizando e atualizando todos os documentos em busca de melhorias. O trabalho em campo, acompanhando a evolução da lavra na mina, é o momento que mais gosta em seu trabalho.