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Hydro e Mercedes-Benz no caminho para a neutralidade de CO2

Você já ouviu falar sobre Carbono Zero? É uma política desenvolvida por uma série de empresas, que tem como intuito neutralizar a emissão de gases do efeito estufa (CO2) por parte das pessoas e das próprias indústrias. Iniciativas focadas na diminuição das emissões de CO2 têm se tornado cada vez mais comuns entre empresas conscientes ecologicamente e preocupadas com práticas mais sustentáveis.

Um exemplo disso é a parceria entre a Hydro e a Mercedes-Benz. Juntas, elas pretendem, entre 2023 e 2030, promover um roadmap tecnológico conjunto, com o objetivo de desenvolver soluções de alumínio aprovadas para aplicações automotivas com pegada de CO2 abaixo de 3,0 kgCO2/kgAl. A ambição é aproximar-se do alumínio próximo de zero até o final do mesmo período.

A Hydro entregará seus primeiros volumes de alumínio com uma pegada abaixo de 3,0 kg CO2/kg de alumínio para a Mercedes-Benz em 2023. O produto será apresentado a uma variedade de modelos Mercedes-Benz, incluindo seus modelos elétricos (EQ).

“A Mercedes-Benz é uma empresa voltada para o futuro é uma parceira perfeita para a Hydro. A ambição de tornar toda a sua frota de novos automóveis de passeio neutros em CO2 até 2039 corresponde à ambição da Hydro de fornecer alumínio sem carbono em escala industrial até 2030. Parcerias e colaboração nas cadeias de valor podem acelerar os desenvolvimentos tecnológicos necessários para reduzir as emissões, e estamos entusiasmados com a Mercedes-Benz se juntando a nós em nosso caminho para o alumínio de carbono zero”, diz Hilde Merete Aasheim, presidente e CEO da Hydro.

As montadoras confiam no alumínio para reduzir o peso e as emissões de carbono sem comprometer a segurança. A reciclabilidade do alumínio significa que materiais descartáveis podem ser evitados. A Hydro fornece componentes de alumínio para a Mercedes-Benz há muitos anos. Com esta parceria, as empresas irão colaborar e aprofundar a pesquisa de como as soluções de baixo carbono e alumínio reciclado podem ser usadas em veículos. O objetivo é utilizar todo o potencial do alumínio como solução de baixo carbono em veículos modernos.

“O alumínio está se tornando cada vez mais importante como material leve em veículos elétricos. Estamos trabalhando intensamente com nossos parceiros para encontrar alavancas para reduzir as emissões de CO2 na cadeia de fornecimento de alumínio. Portanto, estou muito feliz por unirmos forças com a Hydro como um especialista de longa data na produção de energias renováveis para enfrentar um dos maiores desafios da indústria automotiva. Este é um sinal importante para acelerar a mudança na indústria do alumínio e aumentar a disponibilidade de alumínio com baixo teor de carbono”, diz Markus Schäfer, membro do Conselho de Administração do Mercedes-Benz Group AG e Diretor de Tecnologia, Desenvolvimento e Compras.

Hydro faz parceria com a Mercedes-Benz no caminho para a neutralidade de CO2

Hydro e Mercedes-Benz pretendem, entre 2023 e 2030, promover um roadmap tecnológico conjunto, com o objetivo de desenvolver soluções de alumínio aprovadas para aplicações automotivas com pegada de CO2 abaixo de 3,0 kgCO2/kgAl – crédito: divulgação

Neutralidade de CO2: moldando o mercado para um alumínio mais ecológico

 

A Hydro está comprometida em entregar uma redução de 30 por cento em suas emissões de CO2 até 2030. Para a produção de alumínio primário, as reduções de emissões virão da redução das emissões nas instalações de produção de alumina da Hydro Alunorte, no Pará, Brasil, e por meio da otimização de suas operações de eletrólise e fundição. A Hydro está desenvolvendo soluções de captura de carbono para suas instalações de produção de alumínio existentes, ao mesmo tempo em que desenvolve uma nova tecnologia de alumínio primário de carbono zero. A Hydro pretende ter pilotos em escala industrial para essas tecnologias até 2030.

“Para cumprir com sucesso nossas estratégias de descarbonização, precisamos nos unir aos pioneiros ao longo de toda a cadeia de valor, moldando o mercado de alumínio com baixo teor de carbono e quase zero”, diz Aasheim.

 

Mineradora cria fertilizante com tecnologia restauradora da biodiversidade do solo

Os fertilizantes são substâncias usadas em uma lavoura com o objetivo de fornecer nutrientes para o desenvolvimento das plantas, podendo ser aplicados via solo ou via foliar. A sua produção depende diretamente da mineração. Os fertilizantes mais utilizados são produzidos com nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), conhecidos como NPK. 

A Mosaic Fertilizantes, uma das maiores empresas em produção e comercialização de fosfato e potássio combinados, desenvolveu o primeiro fertilizante mineral sólido do mercado com tecnologia que equilibra, restaura e fortalece a biodiversidade microbiana do solo. O Performa Bio estimula a recomposição da atividade de microrganismos benéficos, aumentando a capacidade de absorção e o aproveitamento dos nutrientes, elevando, consequentemente, o patamar de produtividade e de sustentabilidade dos sistemas de produção de alimentos.

Além da tecnologia que contribui diretamente para a saúde do solo, o Performa Bio oferta ao solo boa concentração de nutrientes, fósforo e enxofre de alta eficiência, promovendo plantio em menor tempo e maior aproveitamento dos nutrientes no ciclo das culturas. A granulometria uniforme, a qualidade física superior e o perfeito equilíbrio nutricional e biológico geram fluidez na aplicação em campo, facilidade de manuseio e aumento de produtividade e da qualidade do solo.

De acordo com o vice-presidente Comercial da Mosaic Fertilizantes, Eduardo Monteiro, o produto foi desenvolvido “integrando conhecimento agronômico e inovação, oferecemos novidades para que os agricultores elevem a produtividade de suas lavouras e aumentem a entrega de alimentos para o mundo com menor impacto ambiental”. 

Mineradora cria fertilizante com tecnologia restauradora da biodiversidade do solo
Desenvolvido pela Mosaic Fertilizantes, solução aumenta a sustentabilidade dos sistemas de produção de alimentos – crédito: divulgação

Fertilizantes no Brasil 

 

O Portal da Mineração já abordou anteriormente a importância da mineração para o agronegócio e à produção de fertilizantes.  O Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, ocupando a quarta posição, atrás apenas da China, Índia e dos Estados Unidos. Soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes no país. 

Mais de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Esta dependência no que se refere à  importação de fertilizantes e de minérios utilizados para sua fabricação ficou mais evidente após o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, grande exportadora de matéria-prima para produção do produto. O aumento da produção de fertilizantes no Brasil depende da disponibilidade de recursos minerais, além de condições favoráveis de preços, infraestrutura e impostos.

O governo federal lançou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), em março de 2022,  com o objetivo de reduzir a importação do insumo. Dentre as suas metas estão: estimular e ampliar a pesquisa, exploração e transformação mineral no Brasil, oferecendo fontes competitivas para a agricultura nacional; atração de investimentos nacionais ou estrangeiros na exploração, transformação, desenvolvimento ou distribuição de fertilizantes; investimento em novas tecnologias; entre outros. 

Clique aqui e saiba mais sobre o PNF. 

PodMinerar sobre Política Nacional para Fertilizantes

 

O PodMinerar, o podcast da mineração do Brasil,  lançou no início de dezembro o episódio especial EXPOSIBRAM 2022 – Política Nacional de Fertilizantes. 

Especialistas conversam sobre a  dependência brasileira da importação de fertilizantes e de minérios utilizados para sua fabricação. O bate-papo contou com a participação do coordenador-geral de Estudos em Desenvolvimento Econômico e Social da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, José Carlos Polidoro, e do vice-presidente de Assuntos Corporativos, Estratégia e Sustentabilidade da Mosaic Fertilizantes, Arthur Liacre. 

Ouça o episódio nas plataformas de áudio digital, como Spotify, Deezer, Apple Music, Amazon Music, Google Podcast e no site do IBRAM. O PodMinerar é mais um canal de comunicação do IBRAM com o objetivo de disseminar um amplo debate sobre o futuro da mineração e a mineração do futuro. 

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Fertilizantes: a importância da mineração na alimentação e no dia a dia das pessoas

Entenda o que são remineralizadores e sua importância para o agronegócio

*Informações da Assessoria de Comunicação da Mosaic Fertilizantes e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Minerais estratégicos: o papel na transição energética

Você sabe o que são minerais estratégicos? E qual a sua função na transição energética? 

 

Lítio, nióbio, grafita, cobre e fosfato são alguns dos minerais considerados estratégicos no Brasil pelo governo federal. Mas estes não são os únicos. Em junho de 2021 foi publicada a Resolução Nº 2 de 18 de junho de 2021, que define quais os minerais importantes para o país. 

Entretanto, quais critérios são considerados para que um mineral seja estratégico? Ele deve ser um bem mineral do qual o País dependa de importação em alto percentual para o suprimento de setores vitais da economia; bem mineral que tenha importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia; ou bem mineral que detenha vantagens comparativas e que seja essencial para a economia pela geração de superávit da balança comercial do país.

Estes minerais estratégicos possuem um papel fundamental na transição para um futuro de economia de baixo carbono.  São cruciais para a forma como a energia é gerada, transportada, armazenada e utilizada. Para se ter uma ideia, um carro elétrico requer seis vezes mais insumos minerais do que um carro convencional. Segundo estimativas da International Energy Agency (IEA), a demanda por lítio deve crescer 40 vezes até 2040 e a demanda por cobalto, grafite e níquel entre 20 e 25 vezes até 2040. 

A presença destes minerais em terras brasileiras faz com o que o país tenha enorme potencial nesta área. No entanto, investimentos adequados em ciência e tecnologia têm sido o grande entrave para o desenvolvimento da extração mineral sustentável no país, assim como a capacitação técnica e uma política regulatória clara. 

Para o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Julio Nery, o país tem enormes desafios a superar para aproveitar a oportunidade desse novo mercado que está se abrindo. “Precisamos de mecanismos para desenvolver, de forma efetiva, o conhecimento geólogo brasileiro. A mineração trabalha com uma escala adequada do mapa. Atualmente, apenas 3% do país é mapeado em uma escala de 1:50.000 e cerca de 26% do território são conhecidos geologicamente na escala de 1: 100.000”, explica.

Julio ressaltou que apenas 0,6% do território brasileiro é ocupado pela mineração brasileira. “Mesmo utilizando pequena parcela do território, temos conseguido uma rentabilidade importante para o nosso país. No último ano tivemos um saldo mineral que foi equivalente a 80% do saldo comercial brasileiro”, analisa. Segundo ele, é necessário melhores mecanismos de financiamentos brasileiros para obter mais investimentos em pesquisa mineral e efetivamente o Brasil aproveitar essa janela de oportunidades desse mercado de transição energética.

É sempre bom lembrar que a extração mineral deve ser feita em qualquer parte do território de forma sustentável e organizada, com disseminação de boas práticas. Somente assim o Brasil poderá explorar todo o seu potencial e ser protagonista na transição energética.

Indústria mais antiga do Brasil é uma das principais produtoras de ouro

Você sabe qual o lugar mais profundo das terras brasileiras? E a indústria mais antiga do Brasil? Estas duas curiosidades fazem parte da história de uma das maiores produtoras de ouro do Brasil e do mundo: a mineradora AngloGold Ashanti

A empresa está localizada no município de Nova Lima (MG). Iniciou sua trajetória no Brasil em 1834, há 188 anos, o que a torna a indústria mais antiga do país. A empresa inglesa Saint John del Rey Mining Company, atual AngloGold Ashanti, adquiriu a Mina Morro Velho e transferiu suas atividades de São João Del Rei para Congonhas das Minas de Ouro, que é a atual Nova Lima, dando início à produção de ouro na cidade. 

Atualmente, a AngloGold Ashanti tem operações em 10 países e em 7 cidades brasileiras, sendo que 6 delas ficam em Minas Gerais: Nova Lima, Sabará, Raposos, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Caeté. Fora de Minas, a empresa opera em Crixás, no Noroeste de Goiás.

Mina Cuiabá: o lugar mais profundo do Brasil 

A Mina Cuiabá localizada em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), fica a mais de 1.300 metros da superfície e é o lugar mais profundo do Brasil. Para se ter uma ideia da dimensão, o prédio mais alto do mundo, em Dubai, tem 828 metros de altura.

Essa mina é considerada uma cidade subterrânea moderna já que é composta por escritórios com internet wi-fi;  carros e caminhões circulando; oficinas mecânicas; robótica avançada; máquinas de altíssima tecnologia, sendo algumas operadas por joystick que lembram videogames e filmes futuristas; e os sistemas mais modernos de ventilação, iluminação e segurança do mundo.

Gostou desta curiosidade? Fique ligado que o Portal da Mineração sempre traz notícias, novidades e curiosidades da mineração brasileira.  

 

Assista a websérie Futuros Mineradores lançada na EXPOSIBRAM 2021

A websérie Futuros Mineradores, lançada durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração EXPOSIBRAM 2021, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) que ocorreu nos dias 5 e 7 de outubro, foi criada para os jovens que querem entender melhor sobre o universo da mineração.

Os vídeos abordam abordados temas como tecnologia, inovação, sustentabilidade, relacionamento com as comunidades e a atuação das mulheres na mineração.

Os dois adolescentes que apresentaram a websérie Futuros Mineradores, Manu Ribeiro e João Pedro, participaram da série “Entendendo a Mineração”, criada pelo IBRAM em 2017, quando tinham apenas 9 e 10 anos.

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4

 

 

Clique aqui e acesse outros vídeos na página de acervo do Portal da Mineração.

Websérie infantojuvenil ensina sobre mineração e desenvolvimento sustentável

Você sabe o que é mineração e como o setor está envolvido com a preservação dos recursos naturais? Se tiver alguma dúvida sobre o assunto pode contar com a ajuda dos curiosos e aventureiros personagens Lua e seu irmão Pedrinho, protagonistas da Websérie “Jornada da Lua”, um projeto audiovisual que ensina, de maneira lúdica e divertida, sobre o universo da mineração, a presença dos seus produtos em nosso dia a dia e a relação do setor com o desenvolvimento sustentável. 

Um novo episódio será publicado toda 6ª, às 10h e o conteúdo está disponível gratuitamente no YouTube. Clique aqui e assista. 

Na história, Lua e Pedrinho se aventuram no dia a dia da mineração e nos ensinam fatos e curiosidades muito importantes, como a presença dos minerais em vários equipamentos e objetos que conhecemos de perto, como celulares e panelas, e como a presença da atividade mineral é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico dos municípios. Além disso, os irmãos explicam de forma clara vários conceitos que fazem parte do universo da mineração, desmistificando a ideia de que a atividade é algo distante da nossa realidade.

A websérie foi produzida pela mineradora Atlantic Nickel para levar informações sobre o setor mineral de forma criativa e animada para crianças e adultos. 

 

Clique aqui e acesse outros vídeos educativos sobre mineração produzidos pelo IBRAM.

Diamante: Brasil precisa fazer uma melhor avaliação das fontes primárias desse bem mineral

O diamante é uma das pedras preciosas mais desejadas e comercializadas no mundo todo. Assim como se destaca no setor de joias, o diamante tem múltiplos usos como na aplicação em próteses ósseas, telas de LCD, ferramentas de corte e perfuração, dentre outras. O Brasil já foi um produtor destacado, mas perdeu espaço no mercado internacional.

Segundo historiadores, a referência mais antiga ao diamante está em um manuscrito sânscrito, na Índia, do século IV AC. No Brasil, o diamante foi descoberto em meados do século XVIII. Com a exaustão das minas de diamantes na Índia, o Brasil se tornou a principal fonte mundial da pedra durante os 150 anos seguintes. Com o tempo e o descobrimento de novas minas em países como Rússia, Austrália, Canadá, África do Sul, Botswana e Angola, o Brasil perdeu importância neste mercado.

Atualmente o comércio internacional de diamantes tem regras claras: o país produtor e as empresas precisam certificar a origem da produção de diamante, chancelando a garantia das pedras. Essa certificação de origem, conhecida pela sigla CPK – Certificado Processo Kimberley, visa evitar a comercialização de diamantes provenientes de zonas de conflitos, evitando que eles sejam os financiadores – direta e indiretamente – de guerras ou outros tipos de conflitos, inclusive contra os governos legitimamente instituídos.

Segundo dados do site The Kimberley Process Rough Diamond Statistics referente à produção de 2020,sete países produzem 94,4% dos diamantes brutos exportados no mundo: Rússia – 29,1%, Botswana – 15,8%, Canadá – 12,2%, Austrália – 10,2%, Angola – 7,2%, África do Sul – 7,9% e República Democrática do Congo – 11,9%. O Brasil foi o 14° maior produtor de diamantes brutos, representando 0,12% do mercado mundial.

Para Christian Schobbenhaus, geólogo e vice-presidente da Lipari Mineração, o país tem grande potencial para o desenvolvimento de outras minas em fonte primária. “A pesquisa de diamantes e avaliação de alvos é uma atividade custosa, além de haver alto grau de incertezas. Novas minas de diamante dependem de investimentos robustos em pesquisa e de uma boa avaliação dos alvos escolhidos”, explica.

A Lipari Minieração está localizada no município de Nordestina, no semiárido baiano, e produz 86% de todos os diamantes brutos exportados pelo Brasil

Diamantes – crédito: Lipari Mineração

 

Como é feita a exploração dessa pedra preciosa?

 

Segundo Christian Schobbenhaus, existem duas fontes conhecidas em que diamantes podem ser explorados economicamente: as fontes primárias e as fontes secundárias. “A fonte primária é oriunda das rochas vulcânicas formadas no manto terrestre, conhecidas como kimberlitos e, em menor número, lamproítos. Nessas rochas estão os principais depósitos de diamantes conhecidos. As fontes secundárias ocorrem em aluviões de rios ou rochas provenientes desses aluviões, conhecidos como conglomerados. Os diamantes encontrados nas fontes secundárias, têm como origem a erosão dos kimberlitos e lamproítos que, durante milhões de anos, formaram depósitos pequenos e erráticos”, explica.

Descobertas de novas jazidas em solo nacional

 

O Brasil tem um bom conhecimento dos seus principais depósitos secundários de diamantes e um vasto banco de dados de kimberlitos já descobertos. “No entanto, uma correta avaliação das fontes primárias precisa ser feita”, analisa o geólogo e vice-presidente da Lipari Mineração.

Ele explica que para o desenvolvimento de uma fonte primária é preciso entender bem o contexto geológico e isso é importante para a seleção de alvos.

“Nem todos os kimberlitos contêm diamantes, ou contêm diamantes em quantidade economicamente viável para exploração. Alguns levantamentos indicam que há 6.400 kimberlitos descobertos no mundo, sendo 900 diamantíferos e, destes, pouco mais de 30 possuem ou possuíram quantidade suficiente de diamantes, para uma exploração comercial e se tornaram minas”, conta.

Christian Schobbenhaus explica que no Brasil existem ou existiram depósitos importantes de diamante em fontes secundárias, no entanto as fontes primárias desses depósitos ainda não foram descobertas ou corretamente avaliadas. O Brasil tem grande potencial para desenvolver novos depósitos em fontes primárias, exigindo maiores investimentos em pesquisa e principalmente em avaliações adequadas dos kimberlitos.

???????“A partir do alvo definido, uma série de trabalhos deve ser realizada, como: amostragem de rocha para análise geoquímica de minerais indicadores; sondagem para delimitação preliminar do kimberlito e descrição petrográfica, análise de micro diamantes”, afirma.

Segundo ele, após os resultados dos trabalhos preliminares, a próxima etapa necessita de novos e maiores investimentos em busca de resultados preliminares de teor. “Nessa etapa é necessário uma amostragem de grande volume do kimberlito. O objetivo é a definição do teor do depósito e também a avaliação do valor médio do quilate dos diamantes recuperados. Mais sondagem deverá ser feita, para definição de volumes e modelamento geológico”, diz.

Principal mercado de diamantes

 

O principal mercado do diamante, em termos de valor, é o mercado de joias. Ele garante que todo o investimento na exploração de depósitos de diamantes tenha retorno.

Christian Schobbenhaus explica que nem todo diamante é classificado como gema e esse diamante sem valor no mercado de joias é utilizado, geralmente, em outras indústrias. “Por serem tão duros, eles são usados em furadeiras e em outras ferramentas utilizadas para cortar materiais sólidos e resistentes. Também podem ser aplicados para tratamento de água, células solares, microeletrônica, etc”.

 

Sobre a mina da Lipari Mineração

Em 2005, a Lipari Mineração iniciou um projeto para avaliar kimberlitos descobertos nos anos 90, no estado da Bahia. Depois de dez anos de pesquisas e avaliações, em 2016, a primeira mina em fonte primária da América do Sul foi aberta.

A mina de diamantes Braúna entrou em produção comercial em julho de 2016 e até 31 de março de 2021 produziu 862.411 quilates de diamantes naturais, a partir do processamento de aproximadamente 4,1 Milhões de toneladas (Mt) de kimberlito em um teor médio recuperado de diamante de 21,2 cpht.

*cpht é a sigla para o termo em inglês “Carats Per Hundred Tons”, ou seja, quilates por cem toneladas. É utilizada para medir o teor da produção de diamantes.

 

Descubra mais informações sobre os minerais presentes no nosso planeta no ABC da Mineração.

Fertilizantes: a importância da mineração na alimentação e no dia a dia das pessoas

Você já parou para pensar como a mineração é muito importante para o agronegócio? O Brasil tem índices de produtividade no campo de causar inveja a muitas nações. Os produtores brasileiros conseguem fornecer alimentos em quantidades cada vez maiores, com muito mais qualidade sem, necessariamente, aumentar a área plantada. E não vamos esquecer da pecuária. O rebanho criado no Brasil é reconhecido pela sua alta qualidade e os minérios são essenciais para qualificar as pastagens, por exemplo.

No entanto, o país só tem fertilizantes à disposição dos produtores rurais porque importa grandes quantidades do produto. Aproximadamente 85% dos fertilizantes utilizados são importados.

A produção brasileira é restrita e necessitamos importar esse percentual porque faltam pesquisas geológicas para identificar mais jazidas dos chamados agrominerais, que são utilizados na fabricação de fertilizantes. Segundo o vice-presidente comercial da Mosaic Fertilizantes, Eduardo Monteiro, o aumento da produção de fertilizantes no Brasil depende da disponibilidade de recursos minerais cruciais para fabricar este insumo, além de condições favoráveis de preços, infraestrutura e impostos.

O crescimento populacional exige, cada vez mais, a oferta de alimentos. E o mundo tem um grande desafio pela frente: unir esforços para aumentar a produção de alimentos reduzindo ao máximo o impacto ambiental da agricultura. Fundamental nessa missão, a fertilidade e a saúde do solo, responsáveis pela garantia do aumento da produção de alimentos, são resultado – entre outras ações – da utilização dos fertilizantes, com participação ativa no crescimento da oferta dos alimentos.

Operação da Mosaic Fertilizantes – crédito: divulgação

Os fertilizantes são substâncias aplicadas no solo, que agem na nutrição, contribuindo para o aumento da produtividade, qualidade e sustentabilidade das culturas. Garantem ao produtor o aumento de sua produção, sem que seja obrigatório ampliar a área produtiva. “A adubação correta do solo, seguindo o conceito dos 4Cs do manejo (fonte Certa, na dose Certa, no local Certo e na hora Certa) pode influenciar em até 60% a produtividade das lavouras. Além disso, esses insumos permitem recuperar pastos degradados – que liberam carbono na atmosfera, eliminando gases do efeito estufa”, explica Eduardo Monteiro.

Segundo ele, a relação do setor mineral com os fertilizantes é umbilical. “É a etapa inicial para garantir mais qualidade à produção agrícola. A mineração é a fase fundamental no processo de produção de nutrientes para a agricultura. Para a fabricação dos fertilizantes minerais, elementos como fósforo (P) e potássio (K) – que estão presentes em rochas e minérios – são extraídos na terra, com cuidado e responsabilidade, refinados e transformados em fertilizantes. Os insumos retirados retornam à terra sob a forma de nutrientes, garantindo que os solos se tornem mais saudáveis e férteis, transformando a capacidade produtiva da agricultura brasileira e otimizando o rendimento das terras cultiváveis já utilizadas”, explica o executivo.

Onde estão as maiores reservas no Brasil

 

O Brasil possui reservas e recursos de agrominerais em diversas regiões, e algumas das principais ficam em Minas Gerais e Goiás, onde a Mosaic Fertilizantes e outros grandes produtores possuem operações de fosfato. “Além disso, temos a principal operação de potássio do país localizada no estado de Sergipe. A identificação de novas reservas de minérios no país deve estar atrelada à exploração responsável e sustentável”, afirma Eduardo Monteiro.
Os três principais elementos para a produção dos fertilizantes são:

Nitrogênio – A principal fonte de nitrogênio e matéria-prima para produção de fertilizantes nitrogenados é a amônia. Países que dispõem de gás natural são, também, grandes produtores de amônia e, consequentemente, de fertilizantes nitrogenados. O Brasil é o 4° maior consumidor mundial de nitrogênio, porém, produz internamente apenas parte dos fertilizantes nitrogenados utilizados. Dentre as fontes mais conhecidas, a ureia, é responsável por mais de 50% do nitrogênio utilizado na agricultura brasileira; outras fontes, como o sulfato de amônio e nitrato de amônio, também fazem parte da matriz de fertilizantes nitrogenados.

Fósforo – Segundo o governo federal, as reservas estão concentradas em apenas nove municípios brasileiros de quatro estados, onde o município de Tapira é o maior detentor de fosfato com 32,6%, Serra do Salitre com 13,5%, seguidos de Patos de Minas (11,9%) e Araxá (8,8%), todos no estado de Minas Gerais. No estado de Goiás os municípios de Catalão com (7,1%) e Ouvidor (6,8%). O estado de São Paulo é representado pelos municípios de Cajati (3,4%) e Iperó com (2,8%). E finalmente o estado de Santa Catarina que é representado pelo município de Anitápolis com 4,6%.

Potássio – As reservas estão localizadas nos estados de Sergipe (Bacia Sedimentar de Sergipe) e Amazonas (Bacia Sedimentar do Amazonas-Solimões).

 

Mercado de fertilizantes cresce 12% em 2020 no Brasil

 

A Mosaic Fertilizantes estima que o mercado de fertilizantes apresentou em 2020 um crescimento em torno de 12% em relação a 2019, atingindo recorde histórico de entregas ao produtor final. A demanda ficou em 40 milhões de toneladas. As importações de fertilizantes (responsáveis por aproximadamente 80% da demanda) fecharam em 32,8 milhões de toneladas – um aumento de 11% em relação a 2019.

No cenário mundial, o Brasil tem posição de destaque, sendo o maior importador global e o quarto maior consumidor do insumo. Entre 2019 e 2020, os fertilizantes foram o segundo principal produto importado pelo país.

O Brasil importa fertilizantes dos seguintes países: Canadá, Rússia, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Espanha, Chile, Reino Unido e Holanda.

 

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