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5 de setembro: dia da Amazônia

De natureza ímpar, a maior floresta do mundo é um dos patrimônios mais importantes do país e do planeta. Sua preservação está relacionada ao destino da humanidade.

Celebrado no dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia foi instituído pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007. A legislação teve como propósito estabelecer uma data para que todos os brasileiros possam refletir sobre um dos patrimônios mais valiosos do país e do planeta. 

A Amazônia Legal, área de floresta que pertence ao Brasil,  possui uma área de aproximadamente 5 milhões de km² e abrange 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios. Representa 67% das florestas tropicais do mundo. Ao todo, a Amazônia ocupa uma área de aproximadamente 6,74 milhões km², que se estende por oito países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname mais o território da Guiana Francesa. 

A data também foi pensada como forma de orientar as ações públicas e privadas relativas ao desenvolvimento socioeconômico de toda a região, buscando harmonizar e compatibilizar a conservação da natureza e a proteção ambiental com as necessidades de desenvolvimento socioeconômico dos estados que integram a Amazônia. Afinal, a preservação da Amazônia está intrinsecamente ligada ao destino da humanidade.

O setor mineral acredita no desenvolvimento econômico alinhado a práticas de proteção ao meio ambiente e valorização dos povos e comunidades da floresta, na promoção de um desenvolvimento socioeconômico e de qualidade à vida das pessoas em geral.

Para preservar e promover o crescimento sustentável é fundamental conhecer e buscar a união de forças em prol da região. O futuro da Amazônia passa pelo desenvolvimento de novas economias e pela proteção às florestas. 

IBRAM presta sua contribuição ao futuro da Amazônia

A Conferência Internacional da Amazônia e Novas Economias, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), reuniu em Belém (PA), entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro, representantes de diversos setores para tratar de questões que envolvem o desenvolvimento socioambiental e econômico da região.

Especialistas, profissionais de setores vinculados às novas economias, representantes do governo, gestores públicos, empresários, organizações da sociedade civil e comunidades de povos ancestrais e originários promoveram um amplo debate sobre a busca por um futuro sustentável para a Amazônia por meio da conservação do bioma, do desmatamento líquido zero e da promoção do bem-estar social para as suas populações.

Para saber mais sobre a Conferência e as propostas para o desenvolvimento econômico sustentável, confira o site do evento em: https://amazoniaenovaseconomias.com.br/

Com informações de: Ministério do Meio Ambiente, Câmara dos Deputados e Valor Econômico

Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias

Evento em Belém vai debater o desenvolvimento socioeconômico da região

Representantes dos povos da floresta, da sociedade civil, academia, setores públicos e privados se reunirão na capital paraense, Belém, para tratar de questões que envolvem meio ambiente, economia e desenvolvimento sustentável na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2023.

Encontrar o equilíbrio entre desenvolvimento socioeconômico da região e sustentabilidade não é uma tarefa simples, mas existem práticas econômicas que unem essas duas questões e que precisam ser difundidas e potencializadas. Proteger a Amazônia não é um obstáculo para o desenvolvimento.

Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias

Palestrantes internacionais
O presidente da Colômbia (2018-2022), Iván Duque, será o palestrante de destaque do terceiro e último dia da Conferência. Com o discurso de que proteger a floresta é um dever moral dos países que a abrigam, seu governo priorizou iniciativas como o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e o impulsionamento do ecoturismo na região.

Além do presidente colombiano, também estão confirmadas as presenças de lideranças globais como o 8º Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, que vai fazer a palestra magna no primeiro dia do evento. Estarão presentes, ainda, o presidente do ICMM, Rohitesh Dhawan; o embaixador da UNESCO para a Sustentabilidade, Oskar Metsavaht; Neidinha Suruí, ativista na Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, entre outros.

Diversidade temática
Os participantes vão debater temas como: novas economias, bioeconomia, economia circular, minerais estratégicos, mercado de carbono, economia solidária, ESG, combate aos crimes ambientais. O foco será encontrar soluções para a manutenção da floresta viva e colaborar com a construção de uma agenda verde para a transição econômica.

Sobre a Conferência
Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias é promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), organização sem fins lucrativos que reúne mais de 130 empresas e instituições que atuam no setor mineral e assumiram o compromisso de proteger a Amazônia.

A participação é gratuita, as vagas são limitadas e qualquer pessoa pode se candidatar. A pré-inscrição deve ser feita no site oficial, onde também estão disponíveis mais informações como programação, palestrantes e local da Conferência.

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Leia mais: 

EXPOSIBRAM 2023: Belém recebe maior evento da mineração do Brasil

Plano Verde: saiba a importância da mineração para a evolução do Plano de Transição Ecológica

O governo federal mapeou mais de cem ações em um Plano de Transição Ecológica, o chamado Plano Verde, para disputar investimentos. Combate ao desmatamento, eólica, solar, hidrogênio verde, biocombustíveis e marco regulatório da mineração são algumas das oportunidades elencadas pelo plano em elaboração pelo Ministério da Fazenda. Você sabe qual o papel da indústria mineral neste plano? 

A mineração consta como importante ator para reduzir a dependência externa de fertilizantes, para ampliar a oferta de minérios relacionados à inovação tecnológica, bem como para contribuir à transição a uma economia de baixo carbono.“O Brasil possui recursos minerais de alta qualidade e matriz energética de baixa emissão de carbono. Além disso, é impossível fazer uma transição para a economia de baixo carbono sem contar com oferta abundante e perene de minerais, como terras-raras, nióbio, lítio, cobre, entre outros, em oferta no subsolo brasileiro”, afirma Raul Jungmann,  diretor-presidente do  Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)

A inclusão da mineração neste plano é resultado da articulação liderada por Raul Jungmann junto ao governo federal. Segundo ele, essa pauta está nas discussões internacionais e o Brasil precisa agir para se destacar na produção de minerais estratégicos. “Por isso, é importante obter um conhecimento geológico melhor do território brasileiro, pois, atualmente, apenas cerca de 4% do nosso território é mapeado em uma escala adequada para a mineração”, analisa.

Investimentos Verdes

As cem ações descritas no plano estão previstas para serem desdobradas em quatro anos e serão entregues por ordem de importância, a partir de agosto. Em entrevista ao podcast O Assunto, do G1, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,  disse que o plano pretende desburocratizar investimentos verdes e pode ser a grande marca do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu vejo a reforma tributária, o marco fiscal e o plano de transição ecológica como o mesmo desenho de um novo Brasil”, reforça. 

Segundo o ministro, a ideia é atrair capital privado, incluindo parcerias público-privadas (PPPs) e a qualificação de investimentos como net-zero – produtos que comprovadamente tenham emissões líquidas zero de carbono.

Alguns pontos do Plano de Transição Energética, o chamado “Plano Verde”:

O projeto prevê:

  • Plano Nacional de Fertilizantes: a proposta é reduzir a dependência brasileira de fertilizantes nitrogenados, incentivando a prospecção de fósforo, potássio e bio-insumos;
  • Programa de pesquisa e mineração para reduzir dependência externa e prospectar minerais que estão sendo muito utilizados, como o lítio.
  • Programa “Sol para Todos”. A ideia é substituir parte da tarifa social da energia elétrica para implementar painéis solares em bairros das periferias das cidades;
  • Integração da América do Sul em projetos de bioeconomia na Amazônia;
  • Fim dos lixões até 2024;
  • Energia eólica em alto-mar;
  • Fusão do Plano Safra e do Plano de Baixo Carbono;
  • Eletrificação do Transporte nas cidades e também nos estados.

*Informações da Agência EPBR e G1

EXPOSIBRAM 2023: Belém recebe maior evento da mineração do Brasil

Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2023), o maior evento de mineração do Brasil e um dos mais relevantes da América Latina, além de promover negócios, aproximar a indústria mineral da sociedade, colocando a sustentabilidade no foco dos debates, também será uma oportunidade para o setor mineral reunir os principais players da mineração para debater sobre as  perspectivas de negócios para a indústria mineral global. A edição 2023 será realizada entre os dias 29 e 31 de agosto (Solenidade de abertura dia 28/08, às 18h), em Belém (PA), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

“A EXPOSIBRAM 2023 irá proporcionar oportunidades às empresas e aos profissionais que integram o universo da mineração para mostrarem seus projetos, o trabalho que desenvolvem e as perspectivas de bons negócios. O evento não se restringirá à mineração na região norte. Irá propagar novidades e investimentos para a mineração em todo o Brasil”, explica Raul Jungmann, diretor-presidente do IBRAM – Mineração do Brasil.

O IBRAM projeta intensa participação de empresas, do Brasil e de outros países, que fornecem produtos e serviços ao setor mineral. Um dos motivos é que o Pará e outros estados de várias regiões apresentam oportunidades em diversos campos da mineração industrial e, naturalmente, para a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços. A previsão é que o Pará, que vai sediar a EXPOSIBRAM 2023, receba significativos investimentos no setor mineral nos próximos anos.

O setor mineral estima um total de investimentos de US$ 50 bilhões, em cinco anos (2023-2027), em vários estados. A maioria está projetada para os estados do Pará, Minas Gerais e Bahia (somados, totalizam 82%). O estado paraense receberá US$ 13,9 bilhões, ou seja, 32,1% do valor total.

A EXPOSIBRAM 2023 reúne as principais companhias mineradoras com atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral global. A feira internacional é a maior vitrine para as companhias gerarem negócios. Já o congresso debate cenários e revela as tendências do segmento.

A última edição da EXPOSIBRAM, realizada entre os dias 12 e 15 de setembro de 2023, em Belo Horizonte (MG), marcou o retorno ao formato presencial e bateu vários recordes. Durante os 4 dias de evento foram 61.000 participantes, 450 expositores, 2.000 congressistas e 240 palestrantes e debatedores. As rodadas de negócios contaram com  17 mineradoras e 189 empresas fornecedoras, que geraram perspectiva de negócios no valor de R$ 7 bilhões.

Informações sobre a EXPOSIBRAM 2023: https://ibram.org.br/evento/exposibram-2023/

Carro voador elétrico é regulamentado nos EUA e já está em teste

O carro voador já é uma realidade e está em teste. Na último dia 3, a agência reguladora de aviação dos Estados Unidos, Federal Aviation Administration (FAA), certificou para teste o primeiro veículo totalmente elétrico, que pode voar e viajar nas estradas, para receber a aprovação do governo dos EUA.

O que era ficção…. DeLorean, utilizado por Marty McFly e Doc Brown para viajar no tempo no filme “De Volta Para o Futuro” – 1985

Criado pela startup californiana Alef Aeronautics, o veículo é totalmente elétrico, decola e aterrissa na vertical, com autonomia de 320 km em estradas e 180 km nos céus. Apelidado de “Modelo A”, este é o primeiro veículo voador que pode ser dirigido em vias públicas e estacionado como um carro normal. Ele também tem recursos de decolagem e pouso vertical. Aparentemente, será capaz de transportar um ou dois ocupantes.

Carro voador elétrico em teste dos EUA
….virou realidade . Carro voador elétrico em teste dos EUA

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O modelo está em desenvolvimento desde 2015. Quatro amigos, Constantine Kisly, Pavel Markin, Oleg Petrov e Dukhovny, inspirados nos filmes “De Volta para o Futuro”, que previa a chegada de carros voadores naquele ano, decidiram formar uma empresa para tentar desenvolvê-los. Ele se diferencia de outros carros com capacidade de voo também certificados pela FAA por parecer um carro normal, não ter asas fixas e estacionar em qualquer vaga. 

O carro está em pré-venda e será comercializado por 300 mil dólares (R$1,4 milhão, no câmbio atual). A Alef espera começar as entregas no fim de 2025. A empresa afirmou que no início deste ano havia feito pré-encomendas reembolsáveis ​​para mais de 400 veículos, com o custo de US$ 150 para a fila geral ou US$ 1.500 para a fila prioritária.

 Fonte: CNN Brasil 

 

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As Sete Maravilhas da Estrada Real

A construção de estradas para escoamento de minério é crucial para a economia e o desenvolvimento de regiões produtoras. Essas estradas permitem o transporte eficiente e seguro do minério para o mercado, gerando empregos e renda para a população local. Além disso, a infraestrutura viária adequada permite a exploração de novas áreas de mineração e aumenta a competitividade do setor.

A Estrada Real representa um grande “projeto logístico”. A Rota da Estrada Real atravessa três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com destaque para este último, que possui os principais pontos de visitação. A Estrada Real foi de grande importância histórica e econômica, uma vez que possibilitou o escoamento do ouro e diamante produzidos em Minas Gerais durante o século XVII. A rota também permitiu o desenvolvimento de diversas cidades e vilas ao longo do trajeto, além de ter influenciado a cultura e a arquitetura local.

Então convidamos vocês a um passeio pelas maravilhas que foram se formando graças a essa estrada construída para a mineração.

Em 2012, o Instituto Estrada Real realizou a votação das Sete maravilhas da Estrada Real. Com quase 1600 quilômetros, o caminho contempla 199 municípios, passando pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de 40 mil pessoas foram consultadas durante o processo de escolha. Minas Gerais é o estado que lidera o número de pontos da lista, com seis dos sete pontos de destaque.

Santuário do Caraça (municípios de Santa Bárbara e Catas Altas, MG)

As Sete Maravilhas da Estrada Real
Santuário do Caraça. Crédito: Divulgação

Em uma região com picos que possuem mais de 2000 metros de altura, o Santuário do Caraça foi um colégio que abrigou personalidades como os imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II. “Só o Caraça paga a visita a Minas”, é uma frase atribuída a D. Pedro II, em referência à sua visita à região em 1881. No prédio funcionou um colégio, mas a construção foi seriamente danificada por um incêndio em 1968, sendo então posteriormente restaurado e transformado em um local para visitação.

Teatro de Sabará (Sabará, MG)

O teatro foi inaugurado em 1819, e era conhecido também como Casa da Ópera de Sabará. Possui excelente acústica, e seus imponentes traços de arquitetura inglesa lhe conferiram o apelido de “Teatro Elizabetano”.  É o segundo teatro mais antigo do Brasil em funcionamento.

Teatro de Sabará
Teatro de Sabará. Crédito: Divulgação

Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (Aparecida, SP)

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida é a segunda maior igreja católica, e o maior santuário dedicado a Maria do mundo. Sua construção foi iniciada em 1952, a igreja foi inaugurada em 1980, mas até hoje está em construção.

Santuário Nacional de Aparecida- Créidito: Divulgação

Gruta da Lapinha (Lagoa Santa, MG)

Localizada no Parque Estadual do Sumidouro, a Gruta da Lapinha possui diversos salões visitáveis, com uma grande variedade de formações espeleológicas. É uma formação geológica esculpida em rochas carbonáticas muito antigas, de cerca de meio bilhão de anos atrás. 

Gruta da
Gruta da Lapinha. Crédito: Divulgação

 

Cachoeira do Tabuleiro (Distrito de Tabuleiro, Conceição do Mato Dentro, MG)

A Cachoeira do Tabuleiro possui quase 280 metros de queda, e fica no Parque Natural Municipal Ribeirão do Campo. Esta cachoeira é a maior de Minas Gerais, e a terceira maior do Brasil. Possui um grande poço e seu paredão lembro o formato de um coração, o que lhe deu o apelido de “cachoeira do coração”. Também é conhecida pela biodiversidade, que inclui mais de 120 tipos de orquídeas.

 

Cachoeira do Tabuleiro. Crédito: Divulgação

Parque Nacional da Serra do Cipó (Serra do Cipó, MG)

O Parque Nacional da Serra do Cipó se estende pelos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro. A Serra do Cipó faz parte do complexo geológico denominado Serra do Espinhaço, com a paisagem incluindo picos rochosos, com locais com até pouco mais de 1600 metros, cânions e cachoeiras. A biodiversidade particular é reconhecida internacionalmente, onde se destaca a grande quantidade de tipos de flores. 

Parque Nacional Serra do Cipó. Crédito: Divulgação

Praça Minas Gerais (Mariana, MG)

A Praça Minas Gerais, também conhecida como “Praça das Duas Igrejas”, está no centro histórico de Mariana, desde o século 18. As duas igrejas são de São Francisco e de Nossa Senhora do Carmo, e chamam a atenção por serem muito próximas uma da outra, em orientação aproximadamente perpendicular. Em frente, também está a antiga casa da câmara e cadeia, compondo um cenário colonial que foi por muito tempo uma referência de poder político na região. A praça também contempla um pelourinho, em frente às igrejas.

Praça Minas Gerais – Crédito: Divulgação

*Produzido por: Marcela Tainã da Academia da Mineração 

Dia mundial dos oceanos: geologia marinha e a mineração 

Comemorado em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos é uma data que incentiva a sociedade a refletir sobre a importância da conservação das águas marinhas.  Foi criada durante a Rio-92, mas somente em 2008 uma Assembleia Geral da ONU decidiu que, a partir de 2009, o dia 8 de junho seria designado oficialmente como Dia Mundial dos Oceanos.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície da Terra e contêm 97% da água de todo o planeta. Eles são parte essencial para promover a regulação climática do planeta, pois absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido.  Além disso, aproximadamente 3 bilhões de pessoas dependem dos oceanos e mares como fonte de alimento. 

Mas não é só isso. Você sabia que também existe mineração nos oceanos? 

O fundo do mar possui ilhas, vulcões extintos e ativos, cadeias de montanhas, fossas oceânicas, planícies abissais, inúmeros minerais e, estima-se, imenso potencial mineral a ser descoberto. 

A ciência responsável pelo seu estudo é a geologia marinha ou oceanografia geológica, também conhecida como oceanografia abiótica. É responsável pelo estudo de regiões marinhas abrangendo a geologia, a morfologia de fundo, a evolução morfoestrutural das margens continentais, a distribuição sedimentar, os recursos minerais, a evolução paleogeográfica e a dinâmica costeira.

Poucas empresas e instituições de pesquisa têm as estruturas necessárias para investir em pesquisas. Os altos custos e as dificuldades de investigação geradas pela própria natureza dos oceanos são fatores que interferem diretamente nos projetos de pesquisas, que são importantes para entender o potencial mineral das áreas estudadas pela geologia marinha e produzir conhecimento acerca da formação, composição e história do fundo dos mares e oceanos. 

No Brasil, existe a Divisão de Geologia Marinha (DIGEOM) do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), que desenvolve atividades de pesquisa relacionadas aos oceanos, na Zona Costeira, na Plataforma Continental Jurídica Brasileira e em regiões oceânicas internacionais. Ela estuda as características químicas e físicas de rochas e sedimentos coletados em área oceânica; as especificidades, como idade de origem; batimetria dos oceanos; recursos minerais e ambientais marinhos; e, também, os processos de erosão costeira.

O SGB-CPRM é parceiro da Marinha do Brasil no uso de uma embarcação especialmente equipada para investigar as áreas de interesse que podem contribuir com o desenvolvimento do setor mineral brasileiro, fomentando ainda mais o desenvolvimento socioeconômico regional. 

*Com Informações do Serviço Geológico do Brasil e do Portal de Educação Ambiental

Dia Mundial do Meio Ambiente: a mineração brasileira e a Agenda ESG

Por Raul Jungmann – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma data para reafirmar a importância de se proteger, conservar o meio ambiente e prestar contas sobre o que cada um está fazendo nesse sentido. Narrativas, apenas, não bastam. Assim é para o setor mineral. A mineração está no centro de conflitos constantes entre as necessidades de preservação do meio ambiente e o inegável desenvolvimento socioeconômico que essa atividade gera. Por isso, é fundamental que ela esteja profundamente comprometida com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental para ser reconhecida como um setor produtivo que busca atuar em harmonia com o ambiente.

A Agenda ESG da Mineração do Brasil, estruturada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) a partir de 2019, é uma das respostas às tragédias com barragens de duas mineradoras. A proposta da Agenda ESG é, também, demonstrar à sociedade que o setor mineral assimilou esta responsabilidade. Em um primeiro momento, manifestou seu lamento e, em seguida, passou a promover transformações em seus processos para se tornar ainda mais seguro, responsável e sustentável, em sintonia com as boas práticas ESG – relacionadas ao meio ambiente, às pessoas e à governança.

Esta etapa de evolução da mineração elenca pilares de ações em 12 áreas: segurança de processos; barragens e estruturas de disposição de rejeitos; saúde e segurança ocupacional; mitigação de impactos ambientais; desenvolvimento local e futuro dos territórios; relacionamento com comunidades; comunicação e reputação; diversidade e inclusão; inovação; água; energia; gestão de resíduos.

Convém sublinhar que há muitos anos, a preocupação pró-ambiental já estava inserida na sua raiz corporativa das mineradoras. O ‘Livro Verde da Mineração do Brasil’, lançado pelo IBRAM em janeiro de 2023, é uma amostra disso e, ao mesmo tempo, presta contas à sociedade sobre as múltiplas iniciativas pró-ambientais efetivadas pelo setor.

Relacionado à Agenda ESG do setor, um estudo conduzido pela Consultoria Falconi em 2022 demonstra que, em termos de maturidade nesse conjunto de boas práticas, as mineradoras possuem “padrões de tratamento e gerenciamento dessa agenda, buscam a geração de valor sustentável e compartilhado”.

O setor mineral também está engajado nas ações voltadas a mitigar os danos à vida e ao ambiente, em especial na Amazônia, causados pelo garimpo ilegal. Tem articulado apoio junto a ONGs, Academia, governo brasileiro e de outros países para coibir esta atividade criminosa, bem como a comercialização do ouro que produz.

Outro ponto em relação à Amazônia é a promoção de discussões de alto nível que possam colaborar para se construir um projeto de desenvolvimento sustentável para aquela região, como se pretende na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, a ser realizada no 2º semestre, que conta com a iniciativa do Instituto Brasileiro de Mineração.

Além dessas muitas ações, a indústria da mineração atua para expandir a oferta de minerais estratégicos, de modo que o planeta efetive uma plataforma real de transição para uma economia de baixo carbono e, assim, consiga avanços no combate aos riscos climáticos.  Sem esses minérios, não há como desenvolver inovações tecnológicas ou fabricar equipamentos que, por exemplo, permitam substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis; que minimizem os impactos da atividade produtiva no ambiente, e muito mais.

Para a construção e a manutenção de um parque de energia eólica, por exemplo, são necessários diversos minérios, como: bauxita (minério de alumínio), agregados da construção civil (argila, areia e cascalho), cobalto e terras raras (ímãs e baterias), cobre e zinco (fiação), calcário (cimento), minério de ferro (aço), molibdênio (ligas especiais).

Este papel preponderante para o cumprimento das agendas ambientais globais – mais uma ação do setor relacionada a ESG – sinaliza que a mineração é importante e necessária parceira definitiva para o desenvolvimento socioambiental e econômico do planeta no longo prazo.

Livro Verde

Veja o vídeo do IBRAM em comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente. São algumas das ações que as empresas associadas realizam em todo o país. São reservas naturais, espaços autossustentáveis e projetos estruturantes para as comunidades das regiões onde estão presentes. Este são alguns cases do Livro Verde da Mineração do Brasil, uma publicação do #IBRAM. Clique aqui e baixe o e-book.

Fórum de Líderes da ABM Week tratará de transformações da indústria siderúrgica e da mineração para um mundo sustentável

Ao longo do debate, executivos de algumas das mais importantes empresas siderúrgicas e mineradoras do Brasil apresentarão suas visões, planos e estratégias de redução de emissão de gás carbônico na cadeia de valor

Como forma de responder à crescente demanda da sociedade por sustentabilidade, em especial após o choque causado pela publicação do Relatório Global de Desenvolvimento Sustentável 2022, que revela que crises em cascata estão colocando a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em grave perigo, a Indústria de Base do Brasil, com destaque aos setores de siderurgia e mineração, tem buscado criar e implantar medidas capazes de reduzir sua pegada de carbono e minimizar impactos ambientais.

Para isso, o setor tem contado com o apoio de instituições governamentais — que  criou projetos como o Plano Nacional de Mineração 2050 e o Projeto Siderurgia Sustentável — e de associações sem fins lucrativos que unem o conhecimento técnico-científico da Academia ao know-how do mundo corporativo, como é o caso da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), que reunirá em seu principal evento de 2023, a 7ª edição da ABM Week, centenas de executivos, especialistas, docentes, pesquisadores e estudantes para debater sobre o tema: “Grandes transformações da indústria siderúrgica e mineração para um mundo sustentável”.

O debate será realizado ao longo de um Fórum de Líderes e tratará das transformações industriais realizadas em busca de atribuir maior sustentabilidade aos processos de extração e produção, visando atender aos acordos e regulamentações associados às mudanças climáticas. No Fórum, questões como redução da pegada de carbono, transição energética, processos, tecnologias e produtos com inovações disruptivas, serão discutidas pelos principais executivos de algumas das mais importantes empresas siderúrgicas e de mineração presentes no Brasil, que apresentarão suas visões, estratégias e planos aos participantes.

Vânia Lucia de Lima Andrade, consultora independente requisitada por dezenas de empresas brasileiras quando o assunto é práticas ESG, e Coordenadora do Fórum de Líderes da ABM Week, destaca que o evento é uma oportunidade única aberta pela Associação para que os participantes e os líderes empresariais possam estabelecer diálogo sobre sustentabilidade, um tema muito relevante para as indústrias representadas. “A escolha do tema foi feita junto ao presidente do Conselho de Administração da ABM, Sergio Leite de Andrade, que também é Coordenador Geral da ABM Week e presidente do Conselho de Administração da Usiminas. Percebemos como esse assunto é essencial e o quanto as siderúrgicas em nível mundial estão envolvidas com o processo de descarbonização, ou seja, esse é um caminho sem volta. As produtoras de materiais para as siderúrgicas, as mineradoras, também estão se transformando para atender as demandas da sociedade, o que é muito impactante hoje em dia”, explica Vânia Lucia de Lima Andrade.

O Fórum de Líderes da ABM Week contará com a moderação do Professor Dr. Antônio Cézar Faria Vilela da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e dos executivos já confirmados: Ricardo Fonseca de Mendonca Lima, CEO da CBMM; Alberto Ono, CEO da Usiminas; Jorge Luiz Ribeiro de Oliveira, Vice-presidente da ArcelorMittal e ex-presidente do Conselho de Administração da ABM; e Marcelo Chara, CEO Presidente Executivo da Ternium Brasil e vice-presidente do Conselho de Administração da ABM, além de um executivo da Vale.

Sobre a dinâmica do Fórum, a coordenadora Vânia Lucia de Lima Andrade ressalta que os executivos poderão falar sobre como suas empresas estão se preparando para o momento de descarbonização e de atender a demanda por energia limpa. “Além disso, o moderador do debate, professor Antônio Cezar Faria Vilela, será responsável por realizar uma contextualização do tema para todos e trazer o plano de fundo do debate que será uma das principais atrações da programação da ABM Week. Com base nas falas dos executivos e do moderador, os participantes do evento também poderão expressar suas dúvidas e integrar o debate que sabemos que será muito rico”, complementa a coordenadora. O Fórum de Líderes, atividade integrante da ABM Week, será aberto a todos os participantes da Semana, e acontecerá no Auditorium USIMINAS, anfitriã do evento, a partir das 16h30 do dia 01 de agosto.

 

Mais sobre a 7ª edição da ABM Week

 

Em sua 7ª edição, a ABM Week traz como destaque a discussão sobre a sustentabilidade na indústria. Considerado um dos principais encontros técnico-científicos e empresariais da América Latina, a ABM Week é realizada pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), e acontecerá entre os dias 1 e 3 de agosto na cidade de São Paulo – SP, no Pro Magno Centro de Eventos.

Além das sessões técnicas dos 11 eventos que compõem a semana, realizados de maneira simultânea, importantes temas serão debatidos, dentre eles os relacionados à sustentabilidade, como economia circular, transição energética, descarbonização da siderurgia e redução das emissões de CO2, com a participação de lideranças empresariais, especialistas e pesquisadores renomados.

A ABM WEEK 7ª edição tem a Usiminas como anfitriã e conta com o patrocínio das seguintes empresas: ArcelorMittal, Gerdau, Braincube, Calderys, Carboox, CBMM, DME Engenharia, IBAR, Primetals, PSI, RHI Magnesita, Shinagawa, SMS Group / Paul Wurth / Vetta, Ternium, Vale, Vesuvius, White Martins, Aperam, Clariant, DANIELI, Dassault Systemes, Phoenix, Polytec, Reframax, Russula, Tenova, Weir, Yellow Solutions, AçoKorte, Alkegen,  Atomat, BRC Global Rolls, Cisdi, D&M, Derrick, Enacom, Engineering, ESW, Evonik, Fosbel, Gecal, IMS, Köppern, Küttner, Magna, Nalco Water, Rip, Spraying Systems, Suncoke Energy, Tecnosulfur, Timken, Vamtec Group, Veolia, Belge e Delp.

 

Serviço:
Fórum de líderes – Grandes transformações da indústria siderúrgica e mineração para um mundo sustentável

Data: 01/08/2022

Horário: 16:30 – 18:30

Local:  Auditorium USIMINAS no Pro Magno Centro de Eventos localizado Avenida Professora Ida Kolb, 513 – Jardim das Laranjeiras, São Paulo – SP

Inscrições: www.abmbrasil.com.br/por/evento/abm-week-7-edicao/inscricoes-2