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Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo

Um dos maiores navios do mundo com sistema de propulsão a vento atracou no Brasil na última semana, no Porto de Tubarão, em Vitória (ES). A Vale, em parceria com a armadora Asyad, de Omã, iniciou o período de testes com velas rotativas no Sohar Max, um navio do tipo Valemax, com 362 metros de comprimento e capacidade para 400 mil toneladas de carga. Desenvolvidas pelo fabricante inglês Anemoi Marine Technologies, as velas usam a força do vento para diminuir o consumo de combustível e reduzir emissões. O teste no Sohar Max é o quinto projeto de energia eólica instalado em navios que prestam serviço para a Vale, apoiados ou financiados pela empresa, em embarcações de diferentes portes. Outros dois projetos estão previstos até o fim de 2025.

Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo
Valemax Sohar Max esteve no Porto de Tubarão, em Vitória (ES), vindo da China. Crédito: assessoria de imprensa Vale

O projeto piloto no Sohar Max é o maior já realizado em nível global. Em outubro, na China, foram instalados os cinco rotores cilíndricos com cerca de 35 metros de altura e 5 metros de diâmetro cada. O navio fez seu primeiro deslocamento com a tecnologia instalada e seguirá testando os resultados nas próximas viagens – a expectativa é que as velas permitam ganhos de eficiência de até 6% e uma consequente redução anual de até 3 mil toneladas de CO​2 equivalente por navio.

 

“Desde 2010 a Vale já opera com navios altamente eficientes e, nos últimos anos, tem fomentado iniciativas para a adoção de energia eólica, que terá papel central na descarbonização do transporte marítimo de minério de ferro”, afirma o Diretor de Navegação da Vale, Rodrigo Bermelho. “Este projeto reforça essa tradição da área de navegação da Vale de investir em inovação e estimular a modernização da frota para reduzir as emissões, em parceria com os armadores.”

Além do Sohar Max, a Vale financia desde 2021 os testes com velas rotativas em um Guaibamax, o Sea Zhoushan, em parceria com o armador coreano Pan Ocean. Em paralelo, apoia outros 5 projetos de energia eólica em navios que carregam minérios da empresa, em iniciativas promovidas pelos armadores.

A instalação de velas rotativas no Sohar Max é o sexto e mais recente acordo com a Asyad para a implantação de pilotos de tecnologias inovadoras em quatro navios fretados pela Vale. Os projetos anteriores incluíram o uso de tinta de silicone para redução de resistência, a instalação de inversores de frequência para redução de consumo elétrico e uso de dispositivos hidrodinâmicos para melhoria na propulsão. Em todos os navios, foram instalados sistemas de coleta de dados em tempo real para monitoramento das tecnologias.

Estas ações para incorporar tecnologias de ponta na navegação fazem parte do programa Ecoshipping, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento criada pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emissões de carbono, em linha com as metas definidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Como funcionam as velas rotativas?
Os rotores cilíndricos giram para criar uma diferença de pressão de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. A utilização desta tecnologia permite a redução de potência e consumo de combustível do motor principal da embarcação quando as condições de vento são favoráveis, economizando combustível e mantendo a velocidade e o tempo de viagem.

*Informações: Assessoria de Imprensa da Vale.

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Mineradora transforma resíduos em compostagem

Resíduos anteriormente destinados a aterros sanitários são transformados em matéria orgânica e doados para comunidade

O Grupo J. Mendes está transformando os resíduos orgânicos gerados na empresa. Nas unidades Ferro+ e JMN Mineração, os resíduos anteriormente destinados a aterros sanitários agora ganham uma nova vida como matéria orgânica, graças à técnica de compostagem.

Para chegar a uma solução ambientalmente correta para os resíduos orgânicos gerados nas unidades de mineração, o Grupo J. Mendes (Ferro+ e JMN Mineração) pesquisou recursos tecnológicos e eficientes para a transformação desse material. A resposta encontrada foi transformar esses resíduos em matéria orgânica por meio da compostagem.

transforma resíduos em compostagem
Material distribuído em feiras agropecuárias, em parceria com as prefeituras locais. Crédito: Divulgação

O processo é simples: os resíduos são coletados nas unidades e levados ao Depósito Intermediário de Resíduos (DIR). Lá, após uma pré-triagem para garantir que apenas resíduos orgânicos sejam processados, eles são depositados na composteira elétrica da Topema Innovations. Em um ciclo de 18 horas, a composteira transforma esses resíduos em adubo orgânico valioso.

Os benefícios dessa abordagem são significativos:

Impacto ambiental reduzido: evita o descarte em aterros sanitários, contribuindo para a redução da pegada ambiental.

Atividades socioambientais: além disso, a J. Mendes promove eventos de doação e divulgação do produto, fortalecendo laços com a comunidade.

Ganhos financeiros: a produção de adubo orgânico traz economia a longo prazo para a empresa e também para as comunidades que são beneficiadas com as doações.

A matéria orgânica resultante da compostagem, em parceria com a Emater, é distribuída em feiras agropecuárias, em parceria com as prefeituras locais.

Governo de Minas passa a disponibilizar levantamentos aerogeofísicos do estado gratuitamente

 

Serviço, que antes era pago, agora será oferecido pela Codemge sem custos e pode contribuir para impulsionar uma mineração mais precisa e responsável em Minas

Governo de Minas libera levantamentos aerogeofísicos gratuito. Crédito Freepik

Essencial para o conhecimento geológico e uma extração mineral assertiva e responsável, o levantamento aerogeofísico consiste no uso de aeronaves especializadas que sobrevoam terrenos a baixas altitudes, captando imagens e informações de alta densidade e precisão. O serviço, porém, possui um custo elevado para empresas e pesquisadores, realidade que, a partir de agora, vai mudar em Minas Gerais.

Com o apoio do Governo de Minas, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge),  vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), vai disponibilizar o levantamento, até então pago, de forma gratuita para agentes do setor, como empresas e pesquisadores.

Anteriormente, apenas pesquisadores podiam obter as informações gratuitamente, mas, para isso, precisavam de um pedido formal da instituição de ensino. Para a iniciativa privada e outros interessados, os custos para acessar os arquivos chegavam a R$ 300 mil.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o acesso gratuito aos dados de alto valor agregado traz mais assertividade e segurança aos investimentos a serem realizados no estado.

“Quando o Governo de Minas toma a iniciativa de disponibilizar informações de projetos de mineração qualificadas, de forma gratuita, para empresas e universidades, damos mais um grande passo para atrair e direcionar melhor, e com responsabilidade, os investimentos voltados para o setor mineral no estado”, destaca Passalio.

Informação qualificada a serviço do desenvolvimento

Hoje, Minas Gerais sai na frente de outros estados com dados valiosos e de alta resolução de todo o território mineiro para empresas, instituições acadêmicas e outros interessados.

As aferições disponibilizadas pela Codemge foram feitas a uma altura de 100 metros das áreas sobrevoadas e empregam os métodos gamaespectrométrico e magnetométrico. Os arquivos estão disponíveis no site da companhia nos formatos original GDB/Grid e em PDF.

Pela alta confiabilidade das informações dos estudos envolvendo levantamentos aerogeofísicos para a prospecção mineral, a ferramenta serve de base para que as empresas interessadas em investir em Minas Gerais possam identificar locais de maior potencial para atuar com extração mineral com maior precisão.

O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, Sérgio Cabral, ressalta a importância de oferecer os dados sem custos e de forma desburocratizada em prol do desenvolvimento econômico do estado.

“A decisão de tornar o acesso livre tem o intuito final de cumprir com o papel da Codemge, de estimular ainda mais o desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais. E a mineração é um setor que olhamos com atenção, pois, certamente, gera emprego e renda para os mineiros”, destaca Sérgio Cabral.

Mineração mais responsável

Além dos aerolevantamentos, a Codemge disponibiliza também os projetos de mapeamentos geológicos de Minas Gerais, que complementam as informações dos primeiros. Reunidos no Portal da Geologia, os dados também podem ser acessados gratuitamente.

Uma parceria com o Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Serviço Geológico do Brasil, a ferramenta facilita o estudo do potencial mineral do estado. Oferecendo dados mais completos e organizados e agilizando a busca e o acesso às informações geológicas, o Portal da Geologia representa um importante recurso para conhecer os depósitos e estimular os investimentos no setor mineral.

De acordo com o gerente de Mineração e Meio Ambiente da Codemge, Eduardo Ruiz, o levantamento aerogeofísico trata-se de um dos inúmeros serviços que podem ser utilizados para fins de pesquisa mineral e que, de certa forma, contribuem para a eficiência no processo para uma mineração mais responsável.

“No tocante à sustentabilidade, evidentemente que quando esses dados se tornarem acessíveis à sociedade, todos partirão de um pressuposto técnico mais robusto para tomar a decisão de desenvolver um determinado projeto mineral em uma certa área ou não”, explica Ruiz.

Sede-MG e Codemge frente à pauta mineral

O acesso gratuito ao serviço de levantamento aerogeofísico prestado pela Codemge pode subsidiar a proposição de políticas públicas e coadjuvar, inclusive, com a atual missão do Governo de Minas no projeto econômico-social do Vale do Lítio, na região do Vale do Jequitinhonha, onde entre 2021 e julho de 2024 foi notória a evolução da pesquisa mineral relacionada ao lítio.

Em 2021, a Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou 100 processos de autorização de pesquisa, enquanto em 2024 esse número saltou para 538, representando um aumento de mais de cinco vezes no período.

Com o avanço da demanda por pesquisa mineral em Minas e no Vale do Lítio, a Sede-MG elaborou três projetos estratégicos que serão ferramentas importantes para a formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento responsável e eficiente do setor mineral em Minas Gerais.

O primeiro trata-se do Diagnóstico do Setor Mineral de Minas Gerais, concluído em 2021, mas submetido à atualização a cada dois anos. O documento reúne dados e informações essenciais que serviram de ponto de partida para os outros dois projetos, atualmente em fase de conclusão: o Plano Estadual de Mineração de Minas Gerais (PEM-MG) e a Avaliação Ambiental Estratégica para o Minério de Ferro (AAE).

Uma vez finalizados, esses estudos contribuirão para que o setor mineral desempenhe o seu papel para o desenvolvimento econômico, social e ambientalmente responsável em Minas Gerais, mediante a formulação de políticas públicas que visem, sobretudo, a melhoria da qualidade de vida da sociedade e a geração de emprego e renda, alinhadas com a política ambiental vigente.

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

EXPOSIBRAM 2024 terá cinco palcos com painéis simultâneos e mais de 500 estandes

Um dos maiores eventos da mineração da América Latina tem expectativa de receber mais de 70 mil pessoas e promoverá rodada de negócios para dinamizar o mercado da mineração.

O maior evento de mineração da América Latina, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024), contará com mais de 500 estandes e cinco palcos simultâneos. A perspectiva é receber mais de 70 mil pessoas durante os quatro dias de evento, 2 mil congressistas e cerca de 500 expositores. O número de estandes disponíveis foram todos preenchidos previamente, com a participação de expositores brasileiros e estrangeiros, de países como Itália, Estados Unidos, China, Canadá, Alemanha, Chile, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Peru. A EXPOSIBRAM ocorrerá de 9 a 12 de setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mais informações podem ser encontradas no site.

O Congresso Brasileiro de Mineração terá cinco palcos com palestras simultâneas. Conforme o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, a ampla abrangência de temas é muito rica. “Teremos a oportunidade de cobrir um leque expressivo de temas. Isso contribui para a criação de um evento mais dinâmico, com maiores oportunidades para empresários do setor, estudiosos e outros públicos”, diz. 

Dentre os vários temas, alguns são destaques, como a transição energética e tributação. Segundo a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do IBRAM, Cinthia de Paiva Rodrigues, serão debatidos formas de financiamento de projetos de transição energética, agenda econômica, perspectivas de mercado, riscos tributários e fiscais, riscos políticos e outros assuntos sensíveis ao setor. “Vamos falar de transparência dos royalties, da discussão de minerais nucleares, vamos falar de fertilizantes e da pequena mineração. Temos muitos temas interessantes”, destaca. 

Além disso, durante entrevista concedida ao Podcast da Mineração, Cinthia reforça que publicações lançadas pelo IBRAM em 2024, como o estudo completo do inventário de gases do efeito estufa para o setor da mineração, serão debatidos com mais profundidade com especialistas e profissionais do setor mineral.  

Rodada de negócios

Outro ambiente que gera altas expectativas no âmbito da EXPOSIBRAM é a rodada de negócios. Em 2023, 22 empresas mineradoras participaram da Rodada de Negócios da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2023) e geraram expectativa de negócios no valor de R$ 1,5 bilhão. 

Neste ano, o objetivo é conectar mais fornecedores e mineradoras para estabelecer parcerias. “Rodada de negócio é um ímã. A gente cadastra fornecedores, mineradoras e depois faz a aproximação. Ela [a Rodada de Negócios] também ocorrerá online, embora o foco seja presencial. Essa inscrição fica aberta no site da EXPOSIBRAM”, diz Cinthia.

Congresso: desconto especial para inscrições em grupo

Grupos de cinco ou mais pessoas que querem conectar-se com os maiores especialistas do setor mineral e descobrir novas tendências e inovações da mineração têm desconto de 20% no valor da inscrição para o Congresso Brasileiro de Mineração. Os interessados devem enviar um e-mail para secretaria@ibram.org.br solicitando o desconto. 

O maior congresso da indústria mineral brasileira é uma oportunidade de expandir o conhecimento sobre as últimas novidades do setor mineral, assistir painéis e discussões plurais, com líderes e especialistas da indústria, fazer networking com profissionais renomados e empresas influentes; além de descobrir novas soluções e tecnologias que estão transformando o setor. 

Está chegando a Exposibram 2024. Participe!
Está chegando a Exposibram 2024. Participe!

Serviço: 

Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024)

Data: 9 a 12 de setembro 

Local: Expominas – Av. Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte (MG)B

Informações e inscrição – https://exposibram2024.ibram.org.br/ 

Mineração e startups juntas em busca de inovação e tecnologia

Mineradoras desenvolvem estratégias de inovação para impulsionar negócios e soluções tecnológicas no setor

A mineração é uma das atividades extrativistas mais antigas do mundo e importantes para a economia. Em razão disso, o setor investe em evoluções tecnológicas em busca de superar os desafios impostos pela indústria. O avanço de diferentes tipos de inteligências artificiais, uso de big data para monitoramento e análise de grandes volumes de dados e diversas outras soluções tecnológicas utilizadas para otimizar processos e conferir mais segurança já são uma realidade.

Assim, as empresas mineradoras têm avançado na busca por soluções cada vez mais inovadoras. Uma das estratégias adotadas, visando tornarem-se cada vez mais competitivas e rentáveis, é o investimento em desenvolvimento ou parcerias com startups focadas em tecnologia. 

Mineração e startups juntas em busca de inovação e tecnologia
Mineração investe em inovação e tecnologia. Crédito: Divulgação

Investimento em Corporate Ventures

Para isso, uma estratégia utilizada pelas mineradoras é a criação das chamadas Corporate Ventures, também conhecidas como CV. Esse modelo de empreendedorismo corporativo é aplicado para dinamizar o processo de inovação. Uma das modalidades de CV é a Corporate Venture de Capital (CVC), uma forma de financiamento que apoia um negócio promissor.

Para exemplificar, trouxemos algumas iniciativas e soluções inovadoras apoiadas ou desenvolvidas por grandes empresas do setor mineral. Confira!

  • Minnig Hub

Criado em 2019, o Minning Hub é uma iniciativa de Inovação Aberta voltada a todos os integrantes da cadeia de mineração. É um exemplo de colaboração e co-construção de soluções com inovação na indústria de mineração. O Minnig Hub possui diversos programas voltados para solucionar desafios exclusivos das mineradoras e fornecedores associadas, como o M-Spot, o M-Start, o M-Conect e o M-Impact.

Atualmente, são 21 mineradoras associadas, 20 fornecedores associados e 17 startups contratadas. Além disso, possui um ambiente de trabalho neutro e colaborativo com o propósito de troca de conhecimento. Conheça mais sobre a iniciativa no site: https://www.mininghub.com.br/pb.

  • Açolab

A Açolab é uma iniciativa da ArcelorMittal. Caracteriza-se como um espaço colaborativo, que incentiva o desenvolvimento de soluções inovadoras. A Açolab viabiliza novos negócios, projetos de alto valor agregado, estabelece parceria com as startups e desenvolve um ecossistema de inovação aberta.

A ArcelorMittal, por meio da Açolab, criou a CV Açolab Ventures. Um tipo de Corporate Venture de Capital (CVC) para startups que proponham soluções relacionadas à construção civil, experiência do cliente, matérias-primas, canais de venda, logística, produtividade, redução de custo, produtos alternativos ao aço, eficiência ambiental, entre outras. Conheça mais sobre as iniciativas no site: https://www.acolabam.com.br/.

  • CSN Inova

Criada em 2018, a CSN Inova é o braço de inovação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). A CSN Inova é responsável por catalisar a transformação dos negócios da empresa em direção a uma gestão focada no ESG. Por meio dela, a Companhia estruturou, em 2020, a CSN Inova Ventures, visando capturar as melhores oportunidades de investimento em tecnologias disruptivas com alto potencial de crescimento, além de  promover a aproximação da CSN a startups e soluções no Brasil e no exterior. Assim, há uma transição de indústrias tradicionais para um futuro mais inteligente, conectado e sustentável. Saiba mais sobre a CSN Inova no site: https://www.csninova.com.br/ 

  • Gerdau Next

A Gerdau Next é a divisão de novos negócios da Gerdau, lançada em junho de 2020. Tem a missão de diversificar o portfólio da companhia por meio da criação e incorporação de novas empresas em segmentos estratégicos. A empresa também investiu em uma CVC e desenvolveu a Gerdau Next Ventures, um fundo de aceleração de startups. Conheça mais sobre a iniciativa no site: https://www2.gerdau.com.br/gerdaunext/

* Com informações do Diário do Comércio, Brasil Mineral, Minning Hub, Vale, ArcelorMittal, CSN e Gerdau

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Acelerador de partículas é aliado no combate ao garimpo ilegal

O setor de mineração, o meio ambiente, a economia e as comunidades indígenas enfrentam um grave desafio: o garimpo ilegal. Conheça uma alternativa utilizada no combate a essa atividade. 

O garimpo é uma atividade secular, presente no Brasil desde meados do século XVIII. Voltada para o extrativismo mineral, no período colonial foi intensamente realizado em diversas localidades, principalmente em Minas Gerais, na busca por ouro e diamante. Com o passar dos séculos, a atividade se estendeu para outros estados. 

O garimpo no Brasil

Atualmente, segundo dados do MapBiomas, a região Amazônica concentra quase a totalidade (92%) da área garimpada no Brasil, sendo o ouro o mineral mais procurado. 

Ocorre que, na região Norte, o garimpo ilegal é uma realidade. Em Roraima, por exemplo, de acordo com Ivo Cípio Aureliano, indígena Macuxi e assessor jurídico do Conselho Indígena de Roraima (CIR), “todos os garimpos são ilegais e estão localizados dentro das terras indígenas”.

Ivo explica que o garimpo clandestino é umas das maiores ameaças às comunidades indígenas no estado.  Por isso, o combate a essa prática se tornou uma luta constante de comunidades indígenas, governos, empresas mineradoras regulamentares e órgãos públicos.

Homem garimpeiro segura a bateia com as duas mãos.
Garimpeiro utiliza bateia para realizar a atividade. Crédito: divulgação.

Leia mais sobre a origem do ouro: https://portaldamineracao.com.br/ouro-saiba-mais-sobre-a-origem-do-metal/ 

Sirius: aliado na luta contra o garimpo ilegal

A partir de 2024, a Polícia Federal conta com um aliado poderoso no combate ao garimpo ilegal: a tecnologia do Sirius, laboratório de aceleradores de partículas localizado em Campinas (SP). O trabalho é resultado de uma parceria inédita entre a Polícia Federal, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia  e Materiais (CNPEM) e quatro universidades.

O Sirius é um grande equipamento científico e possui em seu núcleo aceleradores de partículas de última geração, capazes de produzir e controlar o movimento de elétrons em velocidades próximas à velocidade da luz. Esse equipamento gera um tipo de luz especial, a luz síncrotron, capaz de revelar a microestrutura de materiais orgânicos e inorgânicos.

A partir desse mecanismo, a tecnologia é capaz de identificar a origem de amostras de ouro. Ou seja, se amostras do mineral apreendidas pela PF foram extraídas ilegalmente de reservas indígenas no Brasil. Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, onde se localiza o Sirius, explica que a depender de onde o ouro foi formado ele pode carregar impurezas de maneira distinta.

“O tipo, a quantidade e o entorno das impurezas trazem informações do local onde o ouro foi formado. O Sirius consegue enxergar exatamente, em altíssima precisão, esses elementos estranhos à pepita de ouro”, esclareceu.

Inicialmente, a Polícia Federal, como uma ação do Programa Ouro Alvo, enviou 57 amostras de ouro para análise. Após o preparo do material, a amostra recebe um feixe de luz, invisível a olho nu. Cada operação dura, em média, 15 minutos e fornece um “raio-X” completo dos fragmentos. Os laudos das análises feitas pelo Sirius ficam prontos em dois meses.

Para o setor mineral, a utilização dessa tecnologia representa um avanço significativo na busca pela melhoria da fiscalização do mercado e responsabilização criminal de intermediadores e compradores de minerais extraídos ilegalmente.

Laboratório do CNPEM em formato circular e branco.
CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), onde fica localizado o Sirius. Crédito: divulgação.

* Com informações do Brasil de Fato, MapBiomas, Metrópoles – DF, CNPEM, G1

ESG e Agenda da Mineração do Brasil

Em 2019, o IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) lançou a “Carta Compromisso do Setor Mineral”. O documento é uma declaração pública dos propósitos voluntários para a indústria minerária. Foram definidos 12 temas e grupos de trabalho visando discutir e garantir o desenvolvimento da “mineração do futuro”.

Com os temas segurança operacional; barragens e estruturas de disposição de rejeitos; saúde e segurança ocupacional; mitigação de impactos ambientais; desenvolvimento local e futuro dos territórios; relacionamento com comunidades; comunicação & reputação; diversidade & inclusão; inovação; água; energia; e gestão de resíduos, a Carta transformou-se no “ESG da Mineração”.

Muito se fala em ESG e “a mineração do futuro”, mas você sabe o que significa essa sigla? E qual sua relação e importância para a indústria mineral? Veja este conteúdo que preparamos para você:

O que é ESG?

Em inglês, a sigla ESG significa “environmental, social and governance”. Em português, corresponde a ambiental, social e governança. O termo surgiu em 2004, no relatório conhecido como “Who cares wins” (Quem se importa ganha), feito pelo Pacto Global em parceria com o Banco Mundial. 

No Brasil, o tema começou a ser mais discutido em 2020, com o avanço da pandemia de Covid-19. Empresas de diversos segmentos foram motivadas a repensar o impacto que causam no meio-ambiente e na sociedade. De modo geral, as organizações devem se preocupar em minimizar os impactos negativos e potencializar os positivos causados por suas atividades.

Mão de pele branca, um globo terrestre flutuando sobre a mão com os símbolos.

Sendo assim, como se aplica o ESG, na prática? 

  • Ambiental: o pilar ambiental está voltado para as práticas que buscam o desenvolvimento sustentável. As empresas devem prezar por ações que, dentre outros impactos, diminuam o desmatamento, as queimadas e a extinção da biodiversidade. A Anglo American, associada do IBRAM, por exemplo, definiu o Plano de Mineração Sustentável. Nesse documento, foram estabelecidas metas a serem alcançadas a partir de ações, como criação de minas sem uso de água, compensação das emissões de carbono, entre outras. 
  • Social: por meio das práticas sociais, as empresas demonstram preocupação com questões relacionadas à saúde, segurança, diversidade e inclusão. É um pilar voltado para as pessoas, não só as que fazem parte da organização, mas também à sociedade como um todo. Atualmente as empresas desenvolvem programas voltados para o diálogo com a comunidade e para o impulsionamento de seus colaboradores. Um exemplo disso é o programa ArcelorMittal Tubarão, desenvolvido na frente de investimento social e assistência à saúde dos empregados. 
  • Governança: neste pilar as ações internas de administração da empresa refletem em ações externas. A governança corporativa está relacionada à adoção de mecanismos de liderança, implementação de programas de compliance, organização da gestão interna, entre outros. Nesse eixo, o papel da liderança é essencial para a transformação dos negócios. A governança corporativa envolve o relacionamento entre diversos stakeholders, como acionistas, conselho de administração, diretoria e governo.

Agenda ESG da Mineração do Brasil

A Agenda ESG da Mineração do Brasil é um compromisso com a sociedade e uma das respostas às tragédias com barragens que aconteceram na última década.

Esse documento baseia-se nas seguintes indagações: qual é o futuro da mineração? E qual é a mineração do futuro? Para responder a esses questionamentos, o IBRAM estabeleceu diversos propósitos voluntários para a indústria minerária em busca da mudança e evolução do setor.

Os compromissos assumidos estão alinhados com os propósitos do ESG relacionados a 12 áreas: Segurança operacional; Barragens e estruturas de disposição de rejeitos; saúde e segurança ocupacional; mitigação de impactos ambientais; desenvolvimento local e futuro dos territórios; relacionamento com comunidades; comunicação & reputação; diversidade & inclusão; Inovação; Água; Energia; e Gestão de resíduos. 

Clique aqui e conheça as ações de cada Grupo de Trabalho.

Há, por exemplo, ações voltadas para a mitigação de impactos ambientais e o desenvolvimento de uma mineração mais sustentável, com projetos para otimizar e atualizar a gestão de barragens e estruturas de disposição de rejeitos observando os melhores padrões mundiais.

No aspecto social, o IBRAM expressa o seu comprometimento com a saúde e a segurança de seus trabalhadores e os de terceiros, como fornecedores. Também se preocupa em promover e ampliar o diálogo com as comunidades e o setor minerário, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão.

Em termos de governança, iniciativas para promover diversidade e inclusão emergem como um pilar fundamental na gestão das empresas mineradoras. Além da busca pela igualdade de gênero, há ações importantes a serem tomadas para a inclusão de pessoas de diferentes etnias, pessoas LGBTQI+, PCDs e povos tradicionais, por exemplo. Nesse sentido, o GT 8 da Agenda ESG da Mineração do Brasil é voltado para discussões sobre diversidade e inclusão.

Uma das ações do GT Diversidade e Inclusão é a DIVERSIBRAM – Diversidade e Inclusão da Mineração do Brasil. O evento foi realizado dia 19 de março de 2024 com debates dedicados a reflexões sobre temas relacionados à igualdade de gênero, mulheres na mineração, liderança inclusiva, entre outros.

Leia mais sobre assuntos relacionados:

https://portaldamineracao.com.br/dia-mundial-do-meio-ambiente/

Elas chegaram ao topo: mulheres trilham histórias de sucesso na mineração do Brasil 

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o IBRAM lança campanha para mostrar a evolução da participação feminina no setor mineral 

Dia da Mulher

A mineração está se transformando e evoluindo em busca de um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo. Ainda há um longo caminho a se percorrer, mas atividades que eram majoritariamente masculinas começaram a ser exploradas pelas mulheres. O resultado para a mineração é extremamente positivo, uma vez que as empresas que adotam práticas de diversidade tendem a superar outras em inovação, colaboração e desempenho financeiro. 

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lança a campanha “Elas chegaram ao topo”, com depoimentos de profissionais que exercem funções de liderança na mineração. Elas falam sobre o diferencial das mulheres no setor, os maiores desafios e dão conselhos para quem deseja ingressar ou iniciou a carreira agora na indústria mineral.  Serão 15 vídeos publicados durante o mês de março nas redes sociais do IBRAM. 

Participação das mulheres na mineração 

Dados publicados no Relatório de Indicadores 2023 do Women In Mining Brasil (WIM Brasil) apontam que um a cada cinco empregados do setor mineral é do sexo feminino. Ou seja, 21% do corpo funcional. Este número é crescente, aumentou quatro pontos comparado a 2022. 

Existe um movimento do setor mineral para investir no aumento do total de mulheres em cargos de liderança, iniciativa diretamente associada a ganhos em diversidade e inovação. Entretanto, ainda há muito a evoluir. Apenas 13% das mulheres do setor fazem parte do grupo da alta liderança responsável pela execução das estratégias corporativas.

Em 2023, a promoção de mulheres a cargos gerenciais aumentou de 26% para 30% e aos não gerenciais evoluiu de 17% para 24%, comparado ao ano de 2022. Outro número de destaque foi o aumento da participação das mulheres nos conselhos administrativos das empresas. Em 2021, a participação era de 16%, passou para 21%, em 2022, e, em 2023, chegou a 30%. 

Pioneirismo no Conselho Diretor do IBRAM 

Ana Sanches: CEO Anglo American Brasil e presidente do Conselho Diretor do IBRAM. Crédito: Divulgação

Ana Sanches, CEO da Anglo American no Brasil, faz história como a primeira mulher a presidir o Conselho Diretor do IBRAM, desde fevereiro deste ano. Alinhada à governança do IBRAM, Ana atuará em parceria com as demais lideranças das empresas associadas, com foco em reforçar a implantação de ações que compõem a Agenda ESG da Mineração do Brasil

Sobre o pioneirismo, tanto na presidência da Anglo American no Brasil quanto no IBRAM, Ana reforça a importância da união. “​​Quero mais mulheres, quero cada vez mais diversidade. Vejo enorme valor na diversidade e acredito nesse poder. Guardo dentro de mim essa vontade de transformação. É sempre com o coletivo que a gente ganha. Não é uma disputa. É a força do coletivo”, afirmou durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Bateria quase perfeita: criação feita de lítio e índio dura mais e carrega em 5 minutos

O aumento da demanda por veículos elétricos gerou uma busca por minerais estratégicos e novas tecnologias para a produção de baterias mais duradouras e com menor tempo de recarga.  Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram uma bateria de lítio que dura mais e é carregada em menos de 5 minutos. 

Bateria quase perfeita: criação feita de lítio e índio dura mais e carrega em 5 minutos
Bateria  de lítio e índio: dura mais e carrega em 5 minutos. Crédito: divulgação

Além do lítio, outro material-chave para este experimento é o índio, devido às suas características naturais. O elemento In da tabela periódica se move rapidamente e tem uma reação cinética de superfície lenta. Com isso, os cientistas encontraram algo que parecia perfeito e entregava um carregamento rápido e uma descarga lenta.

Entretanto, nem tudo é perfeito. O elemento é pesado demais. Esta característica inviabiliza a produção em grande escala de baterias de lítio-índio. Para solucionar este problema, os cientistas defendem a criação de uma liga com outros metais, além do índio. Esta pesquisa por novos materiais é a fase atual do projeto. 

Eles afirmam que a criação de uma bateria como essa significaria a universalização do transporte eletrificado. Isso porque as baterias não precisariam ser tão potentes e caras. Basta que o usuário tenha carregadores disponíveis. O dono do veículo para no local e fica menos de 5 minutos – um tempo parecido com o que ficamos hoje nos postos de combustíveis.

Clique aqui e leia o estudo na íntegra. 

*Com informações da Universidade Cornell e do Olhar Digital.  

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