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Projeto da Embrapa busca novas soluções para a recuperação de áreas mineradas

A parceria entre a Embrapa Cerrados e a mineradora Kinross Gold Corporation marca um avanço significativo para a recuperação ambiental na mineração brasileira. Em Paracatu (MG), as duas organizações desenvolvem um modelo pioneiro, sustentável e replicável para restaurar áreas impactadas. A iniciativa oferece uma solução concreta para reduzir passivos ambientais e evidencia, por meio da ciência e da tecnologia, o compromisso real do setor mineral com as melhores práticas ESG.

Os testes acontecem na mina Morro do Ouro, onde o solo tem muitos desafios: é muito ácido, pouco fértil, compacto e contém metais tóxicos. Além disso, as leis ambientais não permitem o uso de plantas com raízes muito profundas ou copas muito grandes, o que torna o trabalho ainda mais difícil.

Segundo a pesquisadora Leide Andrade, da Embrapa, esses locais “são ambientes hostis à vida vegetal, e escolher as espécies certas é essencial para o sucesso da recuperação”.

A equipe passou a testar plantas nativas do Cerrado e leguminosas resistentes, como Mimosa somnians e Alysicarpus vaginalis. Essas espécies têm boa adaptação e aparência discreta, o que ajuda na revegetação dos taludes (encostas das barragens). O problema é que ainda há pouca oferta de sementes dessas plantas no mercado.

Os pesquisadores também descobriram que o milheto, planta comum na agricultura, pode atrapalhar o crescimento de outras espécies em áreas mineradas. Por isso, será preciso ajustar o método de plantio.

Mesmo com os desafios, os resultados são animadores. “A mineração transforma o território, mas a forma como restauramos essas áreas também pode ser transformadora”, diz Andrade.

A expectativa é que o modelo criado em Paracatu sirva de exemplo para outras regiões do país, mostrando como a ciência e a tecnologia podem ajudar a tornar a mineração cada vez mais sustentável.

Fonte: Embrapa Cerrados / Kinross

Mineração impulsiona crescimento do PIB de Minas Gerais

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que é a soma de todas as riquezas produzidas no estado, chegou a R$ 305,4 bilhões entre abril e junho de 2025. Isso representa um crescimento de 1,2% em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados da Fundação João Pinheiro (FJP).

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado está a indústria extrativa mineral, que cresceu 2,9% no período.  Esse avanço está ligado ao aumento das operações de empresas como Mineração Usiminas, CSN Mineração e Anglo American. A mineração segue sendo uma das principais forças da economia mineira, ajudando a movimentar outros setores e gerando empregos em diversas regiões.

O estudo também mostrou que o setor de serviços cresceu 0,3%, enquanto a agricultura teve alta de 8,3%, impulsionada pela produção de soja, milho e algodão.

A participação de Minas Gerais na economia brasileira ficou em 9,6%, o que mostra a importância do estado para o desenvolvimento do país, e o papel fundamental da mineração nesse resultado.

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP) – www.fjp.mg.gov.br

Depois da mineração, minas podem virar parques e espaços de lazer

Você já imaginou que um lugar onde houve mineração pode, no futuro, se transformar em parque com áreas verdes para a comunidade ou espaço para esportes? Isso acontece porque toda empresa mineradora precisa ter um plano de fechamento de mina, um documento que explica o que será feito na área quando a produção mineral terminar. Esse tipo de planejamento já é aplicado há muitos anos em Minas Gerais e em outros estados do país.

Há muitos exemplos positivos de recuperação de locais minerados, em que o espaço da antiga mina foi transformado em parques, lagos ou áreas de lazer abertas à comunidade. Essas ações mostram que é possível unir a mineração com o cuidado ambiental e com o bom uso do espaço pelas pessoas.

Como isso funciona?

Antes mesmo de iniciar a mineração, a empresa precisa apresentar um plano de fechamento de mina, como parte do processo de licenciamento ambiental. Esse documento descreve as medidas que serão adotadas para garantir a recuperação da área após o fim da produção mineral. Entre essas ações está a recomposição ambiental, que busca restabelecer, tanto quanto possível, as condições originais do local,  incluindo o tipo de vegetação existente antes do início da atividade. 

Alguns exemplos curiosos

Em Minas Gerais, há exemplos conhecidos de áreas recuperadas depois da mineração. O Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte, ocupa um espaço onde antes havia extração de minérios. O Inhotim, famoso museu e parque cultural em Brumadinho, também foi criado em uma área que já teve atividade mineral.

Atualmente, várias minas no estado estão passando por esse mesmo processo de recuperação e ganhando novos usos, como espaços de lazer, turismo e até agricultura sustentável.

Por que isso importa para você?

Quando antigas minas são recuperadas e transformadas em parques ou espaços para a comunidade, muita gente se beneficia:

  • Mais espaços verdes e de lazer para a população;
  • Mais preservação da natureza e proteção a animais;
  • Mais oportunidades de turismo, esporte e cultura.

Em resumo, a mineração não se encerra quando a produção mineral chega ao fim. O trabalho continua com ações de recuperação e reabilitação das áreas utilizadas, que podem ser destinadas a novos usos, de acordo com o planejamento ambiental e o interesse da comunidade local.

Fonte: Rádio Itatiaia

Foto: Arquivo Vale

Reforma que Transforma: mineração leva programa de reformas a famílias carentes

A mineração não se limita à produção de minérios: ela também pode gerar oportunidades e melhorar a vida de muita gente. Além de fornecer materiais que fazem parte do nosso dia a dia, o setor investe em projetos que transformam realidades. Um exemplo é o Reforma que Transforma, programa da Gerdau que leva reformas e novas condições de moradia para famílias em situação de vulnerabilidade.

“Reformamos e, em alguns casos, construímos casas para quem mora em situação muito difícil. Muitas famílias não têm nem banheiro dentro de casa ou vivem em residências com paredes mofadas”, contou Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau, em entrevista à rádio Itatiaia.

Segundo Werneck, a empresa oferece empréstimos com juros bem baixos e, em alguns casos, oferecem o recurso para que essas famílias possam ter um lar adequado. “Queremos deixar um grande legado para os municípios onde atuamos”, afirmou.

O programa começou em 2020 e é o maior projeto social da história da Gerdau. A meta é investir R$ 40 milhões em dez anos para reformar mais de 13 mil casas em diferentes regiões do Brasil. Até agora, 900 casas já foram reformadas, beneficiando cerca de 2.900 pessoas, sendo a maioria mulheres.

Cada reforma inclui um “kit reforma”, que traz o projeto da obra, os materiais de construção e a mão de obra necessária. Além de garantir moradia mais segura e confortável, a iniciativa movimenta a economia local, pois contrata pedreiros, lojas de materiais e outras empresas da própria comunidade.

O problema da falta de moradia no Brasil

O Brasil tem um grande desafio: faltam cerca de 6 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), que pesquisa e propõe soluções para políticas públicas. Além disso, das 69 milhões de casas do País, cerca de 41 milhões precisam de reformas, e 28 milhões são consideradas inadequadas para morar.

Com mais de 120 anos de história, a Gerdau usa sua experiência e recursos para ajudar a enfrentar esse problema e oferecer melhores condições de vida para milhares de brasileiros.

Fonte: 

www.itatiaia.com.br

www.gerdau.com.br

https://www.reformaquetransforma.com.br/

https://fjp.mg.gov.br/

Turismo de pedras preciosas impulsiona economia de cidade goiana

Visitantes de Cristalina podem conhecer de perto suas riquezas minerais e até explorar as jazidas legalizadas

Foto: Reprodução.

Localizada a 280 quilômetros de Goiânia e a apenas 130 quilômetros de Brasília, a cidade de Cristalina (GO) é conhecida mundialmente por abrigar a maior reserva de cristais de rocha do mundo e tem toda a sua vida econômica relacionada a essa característica. 

Turistas de diversas partes do Brasil e também de outros países visitam a cidade para conhecer suas riquezas minerais e, até mesmo, conhecer as jazidas legalizadas. Atualmente, Cristalina tem quatro minas autorizadas a recebê-los.

Mas atenção: os passeios são realizados por meio de agendamento e limitados a grupos de até dez pessoas. Portanto, se você planeja visitar a cidade, certifique-se antes de fazer a sua reserva.

As pedras podem ser encontradas em diversos pontos comerciais da cidade para aquisição.

A abundância de pedras preciosas como safiras, topázios azuis, ametistas e turmalinas, fazem com que a cidade que já se chamou São Sebastião dos Cristais seja conhecida como a “capital mundial dos cristais”. 

Mas o destaque são os chamados “cristais lemurianos”, cujas linhas têm forma semelhantes aos códigos de barras, e que são características únicas dessa região outrora chamada de Serra dos Cristais. Essas peças despertam o interesse de colecionadores e pesquisadores de várias partes do mundo.

História

Cristalina foi fundada por bandeirantes paulistas, ainda no século 18, sobre uma das maiores jazidas de cristais do País. No entanto, o interesse na época era pelo ouro e os cristais acabaram sendo desprezados. O povoado acabou sendo esquecido por décadas, até 1879, quando os exploradores franceses Etienne Lepesqueur e Léon Laboissière retiraram amostras dos cristais do local e as enviaram para Paris, onde foram vendidas por alto valor.

A partir daí, centenas de trabalhadores migraram para Goiás e teve início o garimpo de cristais na região. As pedras passaram a ser exportadas para centros de lapidação na Europa, como Idar-Oberstein, na Alemanha, e Verona, na Itália. 

A abundância dos minerais, porém, levou à sua desvalorização e houve um período de decadência econômica na cidade. No entanto, a construção de Brasília não só incentivou o agronegócio como atraiu os turistas, trazendo novo impulso e comércio de cristais nas últimas décadas.

Fonte: Jornal Opção – Entorno Goiás (DF)

Projeto Mineração do Brasil Portas Abertas, do IBRAM, aproxima comunidades da mineração e reforça transparência do setor

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lança, neste dia 12 de maio, a primeira edição do Projeto Mineração do Brasil Portas Abertas, uma iniciativa que convida a população a conhecer de perto as operações de mineradoras associadas ao Instituto. Ele irá até 21 de maio e o foco principal é mostrar às comunidades a presença dos minerais e sua importância no dia a dia de todos e abrir as portas das mineradoras para os vários grupos sociais que têm interesse em conhecer mais sobre os minerais e sua produção.

Nas visitas às mineradoras os participantes vão conhecer de perto os processos produtivos, os compromissos das empresas com boas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), a segurança operacional e o papel da mineração como parceira do desenvolvimento local, regional e nacional.

O projeto conta com a participação de mineradoras associadas de diferentes estados, que estarão de portas abertas para receber representantes das comunidades próximas às suas operações.

Transparência e educação como pilares

A estratégia do projeto inclui visitas guiadas nas unidades das mineradoras, com roteiros adaptados para públicos diversos, como estudantes, líderes comunitários, representantes do poder público, familiares de colaboradores, entre outros. Durante as visitas, os participantes terão acesso a:

  • ⁠  ⁠Demonstrações práticas de como os minérios são extraídos e processados;
  • ⁠  ⁠Explicações sobre medidas de segurança e sustentabilidade adotadas pelas empresas;
  • ⁠  ⁠Detalhes sobre iniciativas ESG, como redução de impactos ambientais e projetos sociais;
  • ⁠  ⁠Brindes simbólicos, como amostras de minérios, para reforçar a conexão com o cotidiano.

“Queremos quebrar barreiras e mostrar que a mineração não é uma atividade distante, mas parte fundamental da vida das pessoas, desde equipamentos usados no dia a dia, como o celular até a infraestrutura das cidades”, explica o diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann.

Resultados que inspiram confiança

 O projeto surge após experiências bem-sucedidas, como a campanha publicitária nacional de 2024 sobre a importância dos minérios e da mineração para o presente e o futuro da humanidade e as ações educativas do Mineramundo, realizadas, na EXPOSIBRAM – maior evento setorial da mineração do Brasil –, que comprovaram a eficácia da aproximação direta entre essa indústria e a população. Dados do setor indicam que visitas estruturadas melhoram a percepção pública sobre a reputação das mineradoras e ampliam o entendimento das pessoas sobre os processos industriais.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

Além da transparência operacional, o Portas Abertas reforça o compromisso das mineradoras associadas ao IBRAM com:

  • ⁠  ⁠Práticas ambientais: tecnologias para minimizar emissões e otimizar uso de recursos;
  • ⁠  ⁠Engajamento social: diálogo constante com comunidades e apoio a projetos locais;
  • ⁠  ⁠Governança: prestação de contas e relatórios públicos sobre impactos e avanços.

“A mineração industrial é uma aliada do progresso, mas só alcançamos essa sinergia quando a população conhece e confia em nossos métodos”, destaca o Raul Jungmann.

A conexão inusitada entre estrelas-do-mar e a mineração: inovação no monitoramento cardíaco

Na natureza, as estrelas-do-mar se destacam por sua simetria radial única, dividida em cinco partes. Essa característica não só define sua forma, mas também desempenha um papel fundamental em sua biologia. A estrutura pentarradial das estrelas-do-mar permite que se movam e girem em qualquer direção, graças à operação independente de seus braços. Mas o que uma estrela-do-mar tem a ver com a mineração?

Cientistas da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um dispositivo vestível inspirado na estrela-do-mar. Este dispositivo monitora a atividade cardíaca em tempo real, com alta precisão, registrando sinais cardíacos elétricos (ECG) e mecânicos (SCG e GCG) durante a prática de atividades físicas. Ele consegue realizar diagnósticos com mais de 91% de precisão, identificando condições cardíacas como fibrilação atrial, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca.

O dispositivo é construído sobre um substrato de poliamida, com trilhas de cobre funcionando como condutores. Ele conta com cinco braços sensoriais flexíveis e independentes, conectados a um hub eletrônico central, o que minimiza a interferência mecânica e permite a captura de sinais cardíacos elétricos e mecânicos com alta fidelidade durante os movimentos.

Além disso, o cobre, junto com o ouro, é utilizado nos elementos de detecção nas extremidades do dispositivo, onde almofadas sensoriais são posicionadas na ponta de cada braço. Essas almofadas entram em contato com a pele e registram os sinais de ECG, transmitindo-os para o sistema via vias verticais. O sistema é alimentado por uma bateria recarregável de íon-lítio (Li-Ion, modelo LIR1240, 50 mAh), com autonomia para cerca de 8 horas de operação contínua.

Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, o dispositivo é alimentado por um sistema de inteligência artificial (IA) treinado com uma vasta base de dados cardíacos, incluindo informações de pacientes saudáveis e com doenças cardíacas. A IA permite que o aparelho filtre interferências causadas pelo movimento, analisando os sinais com um alto grau de precisão. De acordo com um artigo publicado no periódico Science Advances, o sistema baseado em IA foi capaz de identificar corretamente condições cardíacas em mais de 90% dos casos analisados.

As informações coletadas pelo dispositivo são transmitidas em tempo real para um aplicativo de smartphone, proporcionando acesso fácil aos dados tanto para os pacientes quanto para os médicos.

Fonte: Sience Advances

Mineração e Carnaval: os laços entre dois importantes componentes da história nacional

Uns são fãs dos bloquinhos de rua, outros dos desfiles das escolas de samba e há os que valorizam apenas os dias de folga. Seja como for, todos estão ansiosos pela chegada do Carnaval, que este ano será celebrado entre os dias 28 de fevereiro a 4 de março. Mas você sabia que, sem a mineração, o Carnaval não seria o mesmo?

A mineração e o Carnaval

O ponto alto do famoso feriado nacional é, para muitos, os desfiles das escolas de samba e os bloquinhos espalhados pelas cidades. E nenhum dos dois seria plenamente possível sem a existência do setor da mineração.

O engenheiro mecânico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutor  em   Memória   Social  pela Universidade  Federal  do  Estado  do  Rio de Janeiro Júlio César Valente Ferreira informa em seu artigo “O Diálogo entre Modos de Fazer e Modos de Impor: o desafio da fronteira entre arte e engenharia nos carros alegóricos do carnaval carioca“, disponível no Portal de Periódicos da Universidade de Brasília (UnB), que:

“Em   linhas   gerais, um   carro   alegórico   é   um   elemento  de   um   desfile   baseado   em   uma   estrutura   metálica (estrutura treliçada tridimensional confeccionada por tubos de aço) suportada  por  um  chassi  de  caminhão,  o  qual  sofrerá modificações  como  o  aumento  da  dimensão  de  ponta  de  eixo  e  da inserção  de  estruturas  metálicas  laterais  suportadas  por  rodízios (denominados  também  por  rodas  malucas)  no  intuito  de  elevar  a volumetria da alegoria, além de alterações no sistema de suspensão para suportar o peso estimado.  Ao longo da produção destes carros são   realizadas   as   etapas   de   ferragem   (inserção   das estruturas metálicas), marcenaria, inserção de esculturas, pintura, adereçaria e as  instalações  tecnológicas  de  efeitos  de  luz  e  movimentos.”

Desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2013 - Segundo Dia.
Desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2013 – Segundo Dia.

Assim, vemos que, sem os metais obtidos por meio da mineração, os tradicionais desfiles das escolas de samba não teriam a cara que têm hoje.

O Carnaval também depende do setor minerário para obter a matéria-prima para seus instrumentos musicais, usados na produção dos marcantes ritmos do feriado.

É o caso do agogô, formado por duas ou mais campânulas de ferro de tamanhos diferentes, conectadas entre si. Seu som é obtido por meio da percussão de uma baqueta nas bocas de ferro.

E também do famoso pandeiro, comumente visto nas mãos do Zé Carioca, personagem de quadrinhos e desenhos da Disney. O pandeiro é feito por uma membrana esticada sobre uma armação circular e estreita. No meio do aro há chapinhas de metal presas por hastes, sendo tocado com as mãos.

Vale lembrar também dos minerais e metais presentes nas fantasias, adereços e maquiagens utilizadas pelos foliões para entrar no clima do Carnaval.

O personagem Zé Carioca e o seu pandeiro – Crédito: divulgação

Os enredos das escolas de samba

Os desfiles das escolas de samba são partes essenciais do feriado, sendo os mais famosos (os das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo) comumente transmitidos em rede de televisão para todo o país e para o mundo. Cada escola de samba monta o seu desfile com enredos próprios, que costumam utilizar grandes símbolos do imaginário popular para transmitir uma mensagem e também expor a cultura brasileira para os espectadores. Assim sendo, a mineração não podia ficar de fora dessas narrativas.

Em 2004, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira desfilou com o tema de enredo a “Estrada Real”, maior rota turística do país, com 1630 quilômetros de extensão e passando pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Estrada Real surge quando a Coroa Portuguesa, em meados do século XVIII, decide oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes extraídos de Minas Gerais  até os portos do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba-Enredo de 2004 da Mangueira, podemos ver a presença da mineração no imaginário coletivo. Confira um trecho:

“Um brilho seduziu o meu olhar,

Me fez encontrar

A estrada do sonho,

“real” desejo de poder e ambição.

As trilhas, bordadas em ouro,

Levaram tesouros, a caminho do mar. (teu chão)

Teu chão é um retrato da história

E o tempo não pôde apagar

Hoje descubro a beleza

Que faz a riqueza voltar.” 

 

Já em 1997, a escola de samba Vai-Vai cantou sobre Minas Gerais e a centenária Belo Horizonte no desfile das escolas de São Paulo, com enredo que falava em ouro e diamantes.

Assim, vemos como o Carnaval e a Mineração, dois importantes componentes da identidade nacional do Brasil, interagem e se complementam. E aí? Sabia dessa relação? Acompanhe o Portal da Mineração e fique por dentro de mais curiosidades como esta!

 

*Com informações de Agência Brasil; Portal do Comércio; ALMG; Instituto Estrada Real; Letras; O Tempo; Portal de Períodicos da UnB e Estadão.

Ponte de aço e ouro: um destaque deslumbrante na paisagem do Vietnã

A ponte faz parte de um projeto de US$ 2 bilhões e almeja transformar Ba Na Hills em um dos destinos turísticos mais desejados do planeta.

Já imaginou caminhar por uma ponte que parece flutuar entre as nuvens, sustentada por mãos gigantes que surgem do solo? No Vietnã, esse cenário surreal é verdadeiro. A Ponte Dourada, com seu design singular e vistas de tirar o fôlego, conquistou turistas de todo o mundo e se tornou um ícone de beleza arquitetônica. O Portal da Mineração explica como essa obra arquitetônica conquistou o coração de milhões de turistas com o uso da mineração. 

Ponte de aço e ouro: um destaque deslumbrante na paisagem do Vietnã
Ponte é um dos principais pontos turístico do Vietnã. Crédito: Divulgação

Suspensa a 1.400 metros de altura e com 150 metros de comprimento, a estrutura da ponte é uma obra-prima de engenharia. As mãos gigantes, que parecem brotar da terra, são feitas de uma mistura de arame e fibra de vidro, criando um efeito impressionante de sustentação. O piso, em tábuas de madeira resistentes, e as grades em aço inoxidável com acabamento dourado, combinam estética e durabilidade. As balaustradas banhadas a ouro refletem a grandiosidade do projeto, criando um espetáculo visual que hipnotiza quem passa por ali.

Idealizada pelo Centro de Arquitetura Paisagística e Pesquisa em Design, a ponte faz parte de um audacioso projeto de US$2 bilhões (aproximadamente R$10 bilhões) para transformar Ba Na Hills em um dos destinos turísticos mais desejados do planeta. Desde sua inauguração, em junho de 2018, a Ponte Dourada atrai turistas de todo o mundo e se transformou em um dos lugares mais fotografados do Vietnã. 

A ponte é considerada por muitos a mais bonita do mundo. Turistas que já cruzaram o local descrevem a experiência como mágica. Um visitante no TripAdvisor escreveu: “As vistas são de outro mundo, e o teleférico é tão incrível quanto a ponte.” Outro afirmou: “É como se eu estivesse voando.” 

Em dias de neblina, a Ponte Dourada parece flutuar entre as nuvens, proporcionando uma sensação de transcendência. É um daqueles lugares que fazem qualquer um se sentir parte de algo maior, como se estivesse caminhando sobre o próprio céu.

Fonte: Click Petróleo e Gás