PT EN ES

EXPOSIBRAM 2024 terá cinco palcos com painéis simultâneos e mais de 500 estandes

Um dos maiores eventos da mineração da América Latina tem expectativa de receber mais de 70 mil pessoas e promoverá rodada de negócios para dinamizar o mercado da mineração.

O maior evento de mineração da América Latina, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024), contará com mais de 500 estandes e cinco palcos simultâneos. A perspectiva é receber mais de 70 mil pessoas durante os quatro dias de evento, 2 mil congressistas e cerca de 500 expositores. O número de estandes disponíveis foram todos preenchidos previamente, com a participação de expositores brasileiros e estrangeiros, de países como Itália, Estados Unidos, China, Canadá, Alemanha, Chile, Irlanda, Holanda, Inglaterra e Peru. A EXPOSIBRAM ocorrerá de 9 a 12 de setembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mais informações podem ser encontradas no site.

O Congresso Brasileiro de Mineração terá cinco palcos com palestras simultâneas. Conforme o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, a ampla abrangência de temas é muito rica. “Teremos a oportunidade de cobrir um leque expressivo de temas. Isso contribui para a criação de um evento mais dinâmico, com maiores oportunidades para empresários do setor, estudiosos e outros públicos”, diz. 

Dentre os vários temas, alguns são destaques, como a transição energética e tributação. Segundo a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do IBRAM, Cinthia de Paiva Rodrigues, serão debatidos formas de financiamento de projetos de transição energética, agenda econômica, perspectivas de mercado, riscos tributários e fiscais, riscos políticos e outros assuntos sensíveis ao setor. “Vamos falar de transparência dos royalties, da discussão de minerais nucleares, vamos falar de fertilizantes e da pequena mineração. Temos muitos temas interessantes”, destaca. 

Além disso, durante entrevista concedida ao Podcast da Mineração, Cinthia reforça que publicações lançadas pelo IBRAM em 2024, como o estudo completo do inventário de gases do efeito estufa para o setor da mineração, serão debatidos com mais profundidade com especialistas e profissionais do setor mineral.  

Rodada de negócios

Outro ambiente que gera altas expectativas no âmbito da EXPOSIBRAM é a rodada de negócios. Em 2023, 22 empresas mineradoras participaram da Rodada de Negócios da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2023) e geraram expectativa de negócios no valor de R$ 1,5 bilhão. 

Neste ano, o objetivo é conectar mais fornecedores e mineradoras para estabelecer parcerias. “Rodada de negócio é um ímã. A gente cadastra fornecedores, mineradoras e depois faz a aproximação. Ela [a Rodada de Negócios] também ocorrerá online, embora o foco seja presencial. Essa inscrição fica aberta no site da EXPOSIBRAM”, diz Cinthia.

Congresso: desconto especial para inscrições em grupo

Grupos de cinco ou mais pessoas que querem conectar-se com os maiores especialistas do setor mineral e descobrir novas tendências e inovações da mineração têm desconto de 20% no valor da inscrição para o Congresso Brasileiro de Mineração. Os interessados devem enviar um e-mail para secretaria@ibram.org.br solicitando o desconto. 

O maior congresso da indústria mineral brasileira é uma oportunidade de expandir o conhecimento sobre as últimas novidades do setor mineral, assistir painéis e discussões plurais, com líderes e especialistas da indústria, fazer networking com profissionais renomados e empresas influentes; além de descobrir novas soluções e tecnologias que estão transformando o setor. 

Está chegando a Exposibram 2024. Participe!
Está chegando a Exposibram 2024. Participe!

Serviço: 

Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2024)

Data: 9 a 12 de setembro 

Local: Expominas – Av. Amazonas, 6200 – Gameleira, Belo Horizonte (MG)B

Informações e inscrição – https://exposibram2024.ibram.org.br/ 

Energia eólica no Brasil: mineração é fundamental para a produção

Para a construção e manutenção de um parque de energia eólica utilizam-se minérios como: bauxita (minério de alumínio), agregados da construção civil (argila, areia e cascalho), cobalto e terras raras (ímãs e baterias), cobre e zinco (fiação), calcário (cimento), minério de ferro (aço), molibdênio (ligas especiais).

De acordo com a Abeeolica (Associação Brasileira de Energia Eólica), estima-se que no Brasil a capacidade instalada de produção de energia gerada pelos ventos seja de 21 GW, tendo potencial eólico superior a 500 GW. 

Produção brasileira

Dados divulgados pela Global Wind Energy Council (GWEC)* apontam que, em 2022, o Brasil:

  • ocupou a sexta posição no ranking mundial de produção de energia eólica;
  • bateu o recorde de expansão da capacidade instalada de energia elétrica a partir de fonte eólica; 
  • alcançou o terceiro maior crescimento mundial; 
  • e o estado brasileiro que mais produz essa energia é o Rio Grande do Norte.

O setor da mineração investe nas energias renováveis com o objetivo de tornar o processo de produção de energia mais limpo e sustentável, e assim contribuir para a redução dos impactos no meio ambiente.

Empresa que investe em energia renovável 

A Anglo American tem empenhado esforços pela redução da emissão de carbono proveniente de suas operações e atua com parceiros para ajudar a descarbonizar as cadeias de valor.

No Brasil, um dos destaques dessa estratégia é o uso de fontes de energia renovável que já é tratado como imperativo nos processos de compra de eletricidade da empresa. 

Entre 2019 e 2020, foram assinados contratos de aquisição de 140 MWh de energia solar e eólica junto à Atlas Renewable Energy e à AES Tietê. 

Em 2022, a empresa tornou-se autoprodutora de energia elétrica renovável por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a Casa dos Ventos para a produção de energia no parque Eólico Rio do Vento (RN), um dos maiores empreendimentos eólicos do mundo, em um contrato de produção de 95 MW médios até 2041.  

Como resultado, a partir 2022, 100% do consumo de energia elétrica da Anglo American no Brasil (300 MW médios) passou a ser certificadamente proveniente de fontes renováveis como eólica, hidráulica e solar, marcando a conclusão da estratégia de aquisição de energia elétrica renovável pela empresa rumo a uma operação cada vez mais sustentável. 

Faça o teste para descobrir os seus conhecimentos sobre energia eólica e a importância da mineração para as fontes de energia renováveis. 

*Fonte: GWEC e Casa Civil 

Série de vídeos ‘Realidades Minerais’ apresenta 4º episódio sobre a importância dos projetos sociais

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresenta o 4º vídeo da série ‘Realidades Minerais’, que mostra a importância das empresas de mineração em empoderar, ensinar, auxiliar e conceder oportunidades a jovens e adultos das comunidades nas quais estão inseridas com seus projetos sociais.

Sobre a Série ‘Realidades Minerais’

O IBRAM apresenta a série ‘Realidades Minerais’, que trata sobre a importância da mineração para o desenvolvimento da economia local, com geração de emprego e renda para o município onde a atividade está inserida e também para as comunidades vizinhas. Serão divulgados cinco vídeos sobre os temas conservação ambiental, emprego e renda, governança e projetos sociais.

Para o IBRAM, a mineração é um elo fundamental das diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano. A série de vídeos mostra exatamente a importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras, com geração de empregos diretos e indiretos, além de qualidade de vida.

Veja também: 

Veja o 1º episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’ lançada pelo IBRAM

Conheça o Grafeno: produto da mineração que pode revolucionar o mundo da tecnologia

Composto de carbono poderá substituir fibra ótica no futuro das conexões e trazer velocidade ultrarrápida

Queridinho no mundo da tecnologia devido às suas infinitas possibilidades de aplicação, o grafeno é mais um produto produzido pela mineração brasileira que pode transformar o mercado. O nanomaterial é composto apenas por carbono, em que os átomos se ligam e formam estruturas hexagonais, formando uma fina camada. Pode ser aplicado em diversas áreas, sendo as mais conhecidas: construção civil, energia, telecomunicações, medicina e eletrônica. 

O Brasil tem uma das maiores reservas de grafita natural, material que contém grafeno. As reservas naturais de grafite brasileiras chegam a 45% do total mundial. Embora seja observada a ocorrência de grafita em todo o território brasileiro, as reservas exploradas encontram-se em Minas Gerais e Bahia. Com a matéria-prima abundante, o Brasil também investe em pesquisas na área. O primeiro laboratório da América Latina destinado a pesquisas com grafeno está localizado no Brasil, na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, chamado MackGraphe.

Você sabia que o grafeno é 200 vezes mais forte que o aço? Apesar de fino e leve, o grafeno é um material extremamente forte, sendo o elemento mais rígido que se conhece, superando até mesmo o diamante. É o cristal mais fino conhecido e suas propriedades o fazem ser muito desejado, por ser leve, condutor de eletricidade, rígido e impermeável. 

Para se ter uma ideia do tamanho desse material, a espessura de uma folha de papel corresponde à sobreposição de 3 milhões de camadas de grafeno. É o material mais fino isolado e identificado pelo homem: sua dimensão é da ordem de nanometros. Ele é leve e resistente, capaz de conduzir eletricidade melhor que metais, como cobre e silício.

Outra vantagem do material é que ele é extremamente barato para ser produzido. Daí vem a tal revolução que o material pode trazer, já que tem muito mais qualidades que o plástico e o silício.

Grafeno poderá substituir a fibra ótica 

Fibra ótica
Cientistas americanos estudam a possibilidade de substituir fibras óticas por Grafeno. Crédito; Divulgação

A fibra ótica, filamento flexível e transparente fabricado a partir de vidro, fios de silício  ou plástico extrudido, é utilizada como condutor de elevado rendimento de luz, imagens ou impulsos codificados. Considerada o melhor padrão para transmissão de dados nos dias atuais, a tecnologia se tornou predominante no Brasil e no mundo. 

No entanto, cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um estudo com o grafeno que futuramente pode substituir essa tecnologia. Eles estudam a possibilidade de utilizar o grafeno para modular frequências em velocidades inigualáveis e até mesmo inimagináveis ao que se tem atualmente, além de bloquear frequências indesejadas, tornando as conexões mais estáveis.

Para isso, os especialistas desenvolveram as menores estruturas de fita de grafeno possíveis, em dimensões inéditas.  O grafeno conta com características físicas únicas — é a única substância conhecida que pode se comportar como um isolante e supercondutor ao mesmo tempo, dependendo da sua estrutura. Desta forma, seria possível escaloná-lo de forma que seja alcançada a melhor interação com a luz e, consequentemente, propicie melhores conexões.

Os futuros estudos e testes dos cientistas consistirão em versões ajustadas do método de fabricação das fitas, já que foi descoberto que a largura das fitas é proporcional ao comprimento de luz refletida pelo material, ou seja, quanto menor o dispositivo, menor o comprimento das ondas de luz. Na prática, ondas menores significam maior energia, e esse aspecto foi observado nos dispositivos de grafeno, que mediram índices de energia inéditos com o material – que deverão se tornar cada vez mais estreitos.

As novas nanoestruturas permitiriam que o futuro das telecomunicações fosse projetado para contar com redes estáveis, confiáveis e, obviamente, com velocidades jamais vistas.

Telhas solares geram energia com grafeno 

Telha Grafeno
Modelos de telhas solares produzidas com grafeno. Foto: Divulgação | Telite

O grafeno também foi utilizado em um novo modelo de telha, criado pela empresa Telite, para gerar energia. A telha é capaz de transformar a energia solar em eletricidade, tornando as construções autossuficientes em energia. 

As placas pesam 7 kg e têm pouco mais de 2 metros de comprimento e o custo é 40% menor do que os painéis solares convencionais. Entre suas vantagens está a capacidade de gerar energia, mesmo em tempo nublado ou chuvoso, resistência a altas temperaturas, baixa densidade comparado com metais e outros materiais, impermeável, baixa reatividade e atóxico. 

De acordo com o fabricante, quatro unidades de telhas são suficientes para gerar até 30 kW mês, eletricidade necessária para abastecer uma residência média durante todo esse período. Outra vantagem apontada pela marca é a durabilidade do produto, que pode chegar a 80 anos. As telhas estão na fase de certificação no Inmetro. 

Com informações do Engenharia E, Ciclo Vivo, Toda Matéria 

Clique aqui e acesse mais notícias sobre a mineração nacional e internacional.