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Mina no sertão baiano concentra mais de 80% da produção brasileira de diamantes

Empreendimento representa guinada industrial para o País recuperar protagonismo perdido

Localizada no município de Nordestina, no sertão baiano, a Mina de Braúna concentra 81% da produção nacional de diamantes, segundo dados da Agência Nacional de Mineração de 2022. Pioneira em mineração diretamente em rocha vulcânica na América do Sul, a mina tem capacidade para produzir mais de 340 mil quilates por ano.

A Mina de Braúna fica a 360 quilômetros de Salvador e também representa uma revolução na exploração de diamantes no País, por ter sido a primeira de toda a América do Sul a extrair as pedras preciosas diretamente de sua rocha-mãe, o kimberlito.

Sua exploração começou em 2016, pela empresa canadense Lipari Mineração, que investiu mais de US$ 100 milhões de dólares no projeto. A empresa explora a jazida a céu aberto, sem a necessidade de construir túneis.

Até então, a mineração de diamantes no Brasil era predominantemente aluvial, ou seja, baseada no garimpo em leitos dos rios mineiros, como o Jequitinhonha. Ali as pedras eram encontradas pelos garimpeiros após serem erodidas de sua rocha de origem. 

Foi assim que o Estado de Minas Gerais, criou uma tradição de mais de 150 anos de liderança mundial brasileira na produção de diamantes – o chamado Ciclo do Diamante. Em 1725 foram encontrados os primeiros diamantes no Arraial do Tijuco, que então se transformou na atual cidade de Diamantina.

No entanto, com o esgotamento dos depósitos mais ricos e a descoberta de minas gigantes na África do Sul, já no século 19, o Brasil perdeu seu protagonismo. Hoje, o País não figura entre os 10 maiores produtores do cenário global.

A operação industrial da Mina de Braúna, no entanto, representa uma nova era para o setor no País. Sua planta de processamento tem capacidade para tratar cerca de 720 mil toneladas de kimberlito por ano, o que pode gerar uma produção de diamantes de mais de 340 mil quilates – cinco vezes mais do que o País vinha produzindo. Assim, o empreendimento não só é um marco tecnológico e industrial como redefiniu o polo produtor de diamantes no Brasil. 

Fica fácil entender porque “a boa terra” foi escolhida para abrigar a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2025), reconhecida como um dos eventos mais importantes do setor mineral na América Latina.

O evento realizado anualmente pelo Instituto Brasileiro da Mineração (IBRAM) é considerado a maior vitrine para a geração de negócios no setor e, neste ano, será realizado de 27 a 30 de outubro no Centro de Convenções Salvador.

Fonte: Sites Click Petróleo e Gás e Mineramt.com.br

Mina da Passagem: confira de perto um pedaço da história da mineração no Brasil!

Trolley
Trolley (Crédito: Divulgação)

Você sabia que é possível ir conhecer de perto uma mina de ouro? A maior mina aurífera aberta à visitação pública do mundo, a Mina da Passagem, fica aqui mesmo, no Brasil, no município de Mariana (MG), a cerca de 110 km de distância de carro da capital, Belo Horizonte. 

Durante a época colonial, era de lá que saía a maior parte do ouro que Minas Gerais enviava para Portugal. E, desde a sua fundação, já foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro!

O achado do ouro em Passagem remonta ao século XVIII. Descobertas em 1719 as jazidas primárias, a extração do minério foi a principal atividade econômica da Mina de Passagem até 1976, quando a Cia. Minas da Passagem foi adquirida pelo atual grupo controlador, que diversificou os negócios da empresa. 

Dentre as novas oportunidades de negócios criadas, se inicia em 1979 a de  visitação turística à Mina do Fundão (parte do complexo mineiro conhecido como Minas da Passagem), em funcionamento até hoje. 

A descida para as galerias subterrâneas é feita através de um trolley por um percurso de 315 metros de extensão e que chega a 120 metros de profundidade! 

No caminho, o visitante vê galerias, salões, colunas e até mesmo um lago de águas cristalinas, formado por aquíferos que inundaram quilômetros de túneis quando deixaram de ser bombeados. Sendo possível até o mergulho no lago, através de uma empresa especializada.

 

Lago subterrâneo
Lago subterrâneo (Crédito: Divulgação)

 

Ficou interessado e quer conferir ao vivo esse pedaço da trajetória da mineração no país? A Mina da Passagem funciona para visitação de segunda à sexta das 9h às 16h e, aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h. O passeio tem duração de 45 minutos.

 

Para mais informações sobre a visitação, confira o link: https://mariana.minasdapassagem.com.br/visitacao/

 

*Com informações de https://mariana.minasdapassagem.com.br 

 

Indústria mais antiga do Brasil é uma das principais produtoras de ouro

Você sabe qual o lugar mais profundo das terras brasileiras? E a indústria mais antiga do Brasil? Estas duas curiosidades fazem parte da história de uma das maiores produtoras de ouro do Brasil e do mundo: a mineradora AngloGold Ashanti

A empresa está localizada no município de Nova Lima (MG). Iniciou sua trajetória no Brasil em 1834, há 188 anos, o que a torna a indústria mais antiga do país. A empresa inglesa Saint John del Rey Mining Company, atual AngloGold Ashanti, adquiriu a Mina Morro Velho e transferiu suas atividades de São João Del Rei para Congonhas das Minas de Ouro, que é a atual Nova Lima, dando início à produção de ouro na cidade. 

Atualmente, a AngloGold Ashanti tem operações em 10 países e em 7 cidades brasileiras, sendo que 6 delas ficam em Minas Gerais: Nova Lima, Sabará, Raposos, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Caeté. Fora de Minas, a empresa opera em Crixás, no Noroeste de Goiás.

Mina Cuiabá: o lugar mais profundo do Brasil 

A Mina Cuiabá localizada em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), fica a mais de 1.300 metros da superfície e é o lugar mais profundo do Brasil. Para se ter uma ideia da dimensão, o prédio mais alto do mundo, em Dubai, tem 828 metros de altura.

Essa mina é considerada uma cidade subterrânea moderna já que é composta por escritórios com internet wi-fi;  carros e caminhões circulando; oficinas mecânicas; robótica avançada; máquinas de altíssima tecnologia, sendo algumas operadas por joystick que lembram videogames e filmes futuristas; e os sistemas mais modernos de ventilação, iluminação e segurança do mundo.

Gostou desta curiosidade? Fique ligado que o Portal da Mineração sempre traz notícias, novidades e curiosidades da mineração brasileira.  

 

Você já faz parte da Mina, a rede social profissional da Mineração?

Redes sociais são estruturas virtuais formadas por pessoas e organizações que se conectam a partir de interesses ou valores comuns. A mineração é um tema de interesse de milhões de pessoas ao redor do mundo. Você já pensou em compartilhar informações e adquirir mais conhecimento em uma rede dedicada exclusivamente para o setor mineral?

Isso já é realidade e pode ser uma excelente oportunidade de você interagir com o universo da mineração. O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lançou no último mês um ambiente dedicado à interação virtual do setor mineral: ‘Mina – Rede Profissional da Mineração do Brasil’.

 

 

O objetivo é promover conexões, compartilhamento de ideias, troca de informações e conteúdos referentes às atividades da mineração. Com um design arrojado e facilidades no uso da ferramenta, a Mina é um espaço em que os integrantes podem postar no seu feed, interagir em chats, acessar informações exclusivas e muito mais.

A Mina está integrada ao site do IBRAM. Para acessar, basta você fazer sua inscrição.  A proposta é que este ambiente virtual gratuito se transforme em uma rede de relacionamento exclusiva do setor mineral.

Estudo descobre minas do Universo que podem desvendar origem das galáxias

Um dos mais dramáticos acontecimentos do Cosmos, o colapso de uma estrela massiva pode ser a origem dos elementos pesados encontrados na Terra, como ouro, platina e urânio. Usados com finalidades diversas — da confecção de uma aliança a componentes de smartphones, passando por reatores nucleares —, esses metais estão presentes em todo o Universo e, até agora, acreditava-se que eram fruto de colisões entre duas estrelas de nêutrons ou entre um objeto desse e um buraco negro. Mas pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, relata o jornal Correio Braziliense, encontraram uma explicação alternativa, que pode mudar a compreensão sobre a formação de elementos sem os quais o homem não poderia existir.

De acordo com Daniel Siegel, professor de física da universidade e um dos autores do estudo publicado na revista Nature, entender a origem dos elementos pesados é essencial para se obter pistas mais precisas a respeito do início dos aglomerados de estrelas e planetas, como a Via Láctea. “Tentar descobrir de onde vêm os elementos pesados pode nos ajudar a entender como a galáxia foi montada quimicamente e como ela se formou. Isso pode realmente ajudar a resolver algumas grandes questões na cosmologia, já que os elementos pesados são um bom traçador”, diz.

Ele se refere ao fato de que qualquer elemento existente deixa traços — ou assinaturas — no Universo. Com os equipamentos astronômicos cada vez mais sofisticados, é possível rastreá-los e identificá-los, reconstituindo a história de uma região espacial ou mesmo do nascimento do Cosmos. Essa linha de pesquisa está cada vez mais promissora, uma vez que se espera, para um futuro próximo, o lançamento de novos supertelescópios — como o James Webber, previsto para 2021 —, capazes de buscar e identificar assinaturas a distâncias até agora inimagináveis.

Supernova

Supernovas são explosões de estrelas muito velhas e distantes da Terra, o que torna a descoberta da equipe de Siegel particularmente curiosa. De acordo com o cientista, por volta de 80% dos elementos pesados do Universo, incluindo os que existem na Terra, tiveram origem em um tipo de supernova de estrelas 30 vezes mais pesadas que o Sol, um fenômeno chamado colapsar.

Trata-se do colapso gravitacional de uma estrela — um evento tão brusco que elas implodem, ejetando grande quantidade de material antes de se transformarem em buraco negro.

Já é bem conhecido que os três elementos mais leves do Universo — hidrogênio, hélio e lítio — formaram-se nos primeiros momentos do Cosmos, cerca de um minuto após o Big Bang. Tempos depois, foi a vez dos metais de transição, como ferro, forjados no núcleo das estrelas. Porém, quanto aos elementos mais pesados da tabela periódica — que completa 150 anos em 2019 —, como ouro, há, até agora, mais dúvidas que certezas. Ao menos os cientistas tinham uma pista para procurar a chave desse mistério. Estudos anteriores indicaram que, para que eles existissem, foi preciso ocorrer um fenômeno apelidado de processo-r, em que o núcleo atômico absorve nêutrons em altíssima velocidade.

Colisão

Há dois anos, um marco na observação astronômica permitiu a detecção, pela primeira vez, de ondas gravitacionais (previstas por Albert Einstein no início do século passado), formadas pela colisão entre duas estrelas de nêutron. Esses corpos superdensos e ricos em nêutron são o resultado de supernovas. A descoberta do fenômeno levou pesquisadores a imaginar que a maioria dos elementos frutos do processo-r foram gestados em casulos de materiais expelidos pela fusão dessas estrelas.

Como, no caso de dois anos atrás, a colisão resultou em um buraco negro, logo se teorizou que a fonte dos elementos seria o disco de acreção — o disco de detritos que circundam o buraco negro. Nessas regiões incrivelmente quentes e densas, partículas como elétrons, pósitrons e neutrinos interagem de forma a converter prótons em nêutrons. “Isso gera as condições iniciais ideais para a formação de elementos pesados como ouro ou platina”, observa Brian D. Metzger, astrofísico da Universidade de Colúmbia e coautor do artigo.

Com esse pensamento, a equipe desenvolveu um modelo de simulações computacionais de discos de acreção que se espera encontrar ao redor dos colapsares. Os astrônomos esperavam que, ao recriar o nascimento dos metais pesados a partir da fusão de estrelas de nêutrons, veriam esse material sendo produzido a uma frequência muito grande devido à rapidez do processo-r. Contudo, no lugar disso, o que se observou foi a formação de grande quantidade desses elementos.

“Oitenta por cento dos elementos pesados que vemos devem vir de colapsares. Os colapsares são bastante raros em ocorrências de supernovas, ainda mais raros do que as fusões de estrelas de nêutrons. Mas a quantidade de material que é lançada no espaço é muito maior que o fornecido pela fusão de estrelas de nêutrons”, diz Siegel.

Os outros 20% seriam forjados diretamente da colisão das estrelas, como foi proposto em 2017. “No futuro, queremos investigar como elementos são criados em outros discos de acreção, como os de supernovas, e explorar as implicações cosmológicas do nosso trabalho, ou seja, a evolução química e o surgimento das galáxias”, conclui Metzger.

Leia a notícia no site do Correio Braziliense – https://bit.ly/2X0rZ92