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De carona com a inovação: ArcelorMittal promove solução pioneira em carros de Stock Car

A abertura da temporada 2025 da Stock Car não foi marcada apenas pela adrenalina nas pistas, mas também por uma experiência única proporcionada pela ArcelorMittal, mineradora e produtora de aço. A empresa promoveu uma ação para destacar a presença de uma solução pioneira nos novos carros que foram às pistas. Desenvolvida pela empresa e a AudaceTech, a tecnologia tubular em aço de alta resistência foi criada para a safety cage, o famoso chassis,  que, além de reforçar a segurança dos pilotos, é um dos elementos que dá mais leveza ao carro. E toda essa tecnologia surge a partir do minério.

Crédito da foto: Divulgação.

Sobre a tecnologia 

A safety cage possui certificação de produção com redução de emissão de carbono, permitindo a construção de um chassi mais resistente e 250 kg mais leve. Essa redução de peso garante melhor performance, com os testes mostrando que o carro pode ser até seis segundos mais rápido do que os modelos anteriores. Além disso, a leveza contribui para um menor consumo de combustível e maior sustentabilidade.

“Trabalhamos para que o aço seja cada vez mais sinônimo de segurança, inovação e sustentabilidade. Ver essa solução em ação na principal categoria do automobilismo brasileiro é um marco que reforça o quanto a nossa tecnologia está pronta para os desafios mais exigentes”, afirma João Bosco Reis da Silva, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da ArcelorMittal. 

Sobre a ação 

A ArcelorMittal recrutou grupos de fãs da velocidade para vivenciar uma jornada automobilística inesquecível rumo ao Autódromo de Interlagos, com direito à volta rápida na pista. A marca transformou três automóveis de aplicativos em carros da Stock Car. Os veículos rodaram as ruas de São Paulo, surpreendendo e transportando amantes da corrida para o autódromo, em uma experiência única e exclusiva. 

Ao chegar ao circuito, o grupo foi presenteado com brindes especiais e fez um pit stop no camarote da ArcelorMittal. Na sequência, esses fãs da Stock Car tiveram a oportunidade de conhecer os paddocks, incluindo o espaço do piloto Gabriel Casagrande, representante da equipe A.Mattheis Vogel Motorsport, patrocinada pela marca.

Como um destaque especial, um dos participantes ainda teve a emoção de experimentar uma volta rápida no autódromo com um piloto profissional. 

Veja no link como foi a ação: https://youtu.be/q5bPGWLx0aE?feature=shared

A conexão inusitada entre estrelas-do-mar e a mineração: inovação no monitoramento cardíaco

Na natureza, as estrelas-do-mar se destacam por sua simetria radial única, dividida em cinco partes. Essa característica não só define sua forma, mas também desempenha um papel fundamental em sua biologia. A estrutura pentarradial das estrelas-do-mar permite que se movam e girem em qualquer direção, graças à operação independente de seus braços. Mas o que uma estrela-do-mar tem a ver com a mineração?

Cientistas da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um dispositivo vestível inspirado na estrela-do-mar. Este dispositivo monitora a atividade cardíaca em tempo real, com alta precisão, registrando sinais cardíacos elétricos (ECG) e mecânicos (SCG e GCG) durante a prática de atividades físicas. Ele consegue realizar diagnósticos com mais de 91% de precisão, identificando condições cardíacas como fibrilação atrial, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca.

O dispositivo é construído sobre um substrato de poliamida, com trilhas de cobre funcionando como condutores. Ele conta com cinco braços sensoriais flexíveis e independentes, conectados a um hub eletrônico central, o que minimiza a interferência mecânica e permite a captura de sinais cardíacos elétricos e mecânicos com alta fidelidade durante os movimentos.

Além disso, o cobre, junto com o ouro, é utilizado nos elementos de detecção nas extremidades do dispositivo, onde almofadas sensoriais são posicionadas na ponta de cada braço. Essas almofadas entram em contato com a pele e registram os sinais de ECG, transmitindo-os para o sistema via vias verticais. O sistema é alimentado por uma bateria recarregável de íon-lítio (Li-Ion, modelo LIR1240, 50 mAh), com autonomia para cerca de 8 horas de operação contínua.

Embora ainda esteja em fase de desenvolvimento, o dispositivo é alimentado por um sistema de inteligência artificial (IA) treinado com uma vasta base de dados cardíacos, incluindo informações de pacientes saudáveis e com doenças cardíacas. A IA permite que o aparelho filtre interferências causadas pelo movimento, analisando os sinais com um alto grau de precisão. De acordo com um artigo publicado no periódico Science Advances, o sistema baseado em IA foi capaz de identificar corretamente condições cardíacas em mais de 90% dos casos analisados.

As informações coletadas pelo dispositivo são transmitidas em tempo real para um aplicativo de smartphone, proporcionando acesso fácil aos dados tanto para os pacientes quanto para os médicos.

Fonte: Sience Advances

Mineração e startups juntas em busca de inovação e tecnologia

Mineradoras desenvolvem estratégias de inovação para impulsionar negócios e soluções tecnológicas no setor

A mineração é uma das atividades extrativistas mais antigas do mundo e importantes para a economia. Em razão disso, o setor investe em evoluções tecnológicas em busca de superar os desafios impostos pela indústria. O avanço de diferentes tipos de inteligências artificiais, uso de big data para monitoramento e análise de grandes volumes de dados e diversas outras soluções tecnológicas utilizadas para otimizar processos e conferir mais segurança já são uma realidade.

Assim, as empresas mineradoras têm avançado na busca por soluções cada vez mais inovadoras. Uma das estratégias adotadas, visando tornarem-se cada vez mais competitivas e rentáveis, é o investimento em desenvolvimento ou parcerias com startups focadas em tecnologia. 

Mineração e startups juntas em busca de inovação e tecnologia
Mineração investe em inovação e tecnologia. Crédito: Divulgação

Investimento em Corporate Ventures

Para isso, uma estratégia utilizada pelas mineradoras é a criação das chamadas Corporate Ventures, também conhecidas como CV. Esse modelo de empreendedorismo corporativo é aplicado para dinamizar o processo de inovação. Uma das modalidades de CV é a Corporate Venture de Capital (CVC), uma forma de financiamento que apoia um negócio promissor.

Para exemplificar, trouxemos algumas iniciativas e soluções inovadoras apoiadas ou desenvolvidas por grandes empresas do setor mineral. Confira!

  • Minnig Hub

Criado em 2019, o Minning Hub é uma iniciativa de Inovação Aberta voltada a todos os integrantes da cadeia de mineração. É um exemplo de colaboração e co-construção de soluções com inovação na indústria de mineração. O Minnig Hub possui diversos programas voltados para solucionar desafios exclusivos das mineradoras e fornecedores associadas, como o M-Spot, o M-Start, o M-Conect e o M-Impact.

Atualmente, são 21 mineradoras associadas, 20 fornecedores associados e 17 startups contratadas. Além disso, possui um ambiente de trabalho neutro e colaborativo com o propósito de troca de conhecimento. Conheça mais sobre a iniciativa no site: https://www.mininghub.com.br/pb.

  • Açolab

A Açolab é uma iniciativa da ArcelorMittal. Caracteriza-se como um espaço colaborativo, que incentiva o desenvolvimento de soluções inovadoras. A Açolab viabiliza novos negócios, projetos de alto valor agregado, estabelece parceria com as startups e desenvolve um ecossistema de inovação aberta.

A ArcelorMittal, por meio da Açolab, criou a CV Açolab Ventures. Um tipo de Corporate Venture de Capital (CVC) para startups que proponham soluções relacionadas à construção civil, experiência do cliente, matérias-primas, canais de venda, logística, produtividade, redução de custo, produtos alternativos ao aço, eficiência ambiental, entre outras. Conheça mais sobre as iniciativas no site: https://www.acolabam.com.br/.

  • CSN Inova

Criada em 2018, a CSN Inova é o braço de inovação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). A CSN Inova é responsável por catalisar a transformação dos negócios da empresa em direção a uma gestão focada no ESG. Por meio dela, a Companhia estruturou, em 2020, a CSN Inova Ventures, visando capturar as melhores oportunidades de investimento em tecnologias disruptivas com alto potencial de crescimento, além de  promover a aproximação da CSN a startups e soluções no Brasil e no exterior. Assim, há uma transição de indústrias tradicionais para um futuro mais inteligente, conectado e sustentável. Saiba mais sobre a CSN Inova no site: https://www.csninova.com.br/ 

  • Gerdau Next

A Gerdau Next é a divisão de novos negócios da Gerdau, lançada em junho de 2020. Tem a missão de diversificar o portfólio da companhia por meio da criação e incorporação de novas empresas em segmentos estratégicos. A empresa também investiu em uma CVC e desenvolveu a Gerdau Next Ventures, um fundo de aceleração de startups. Conheça mais sobre a iniciativa no site: https://www2.gerdau.com.br/gerdaunext/

* Com informações do Diário do Comércio, Brasil Mineral, Minning Hub, Vale, ArcelorMittal, CSN e Gerdau

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Brasil e Japão assinam acordo de cooperação em tecnologias para grafeno e nióbio

MCTI teve papel importante nas tratativas que levaram ao acordo; ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o ministério na cerimônia

Em cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, na última sexta-feira (8), Brasil e Japão assinaram o Memorando de Cooperação entre os Governos Brasileiro e Japonês no Campo de Tecnologias Relacionadas à Produção e ao Uso de Nióbio e Grafeno. O objetivo do documento bilateral é aprofundar o entendimento mútuo para explorar a cooperação na cadeia de valor de produtos que usam nióbio ou grafeno e propiciar uma cooperação mais estruturada no futuro, incluindo potenciais projetos conjuntos.

A iniciativa é resultado de tratativas iniciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que em 2019 manifestou interesse na cooperação ao então primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante o Fórum Econômico de Davos, e de reunião entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada em 2019. Assinaram o memorando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o MCTI na cerimônia e assinou o documento com o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal de Oliveira.

“O acordo é fundamental porque o Japão é um país que tem alta tecnologia e nos une a ele na procura de explorar as capacidades do nióbio e do grafeno”, afirmou o secretário-executivo do MCTI. “Esses materiais são produtos do futuro, que vão alcançar toda a cadeia produtiva dos países, na parte industrial e no uso da tecnologia.”

Durante a cerimônia, foram firmados também acordos de cooperação entre os dois países nas áreas de biodiversidade, desenvolvimento de sensores e plataforma de agricultura de precisão em apoio à agricultura sustentável brasileira e uso tecnologias avançadas de radar de abertura sintética e uso de inteligência artificial para o combate ao desmatamento ilegal.

Minerais estratégicos e cooperação

Em outubro de 2016, Brasil e Japão assinaram Memorando de Cooperação para a Promoção de Investimentos e Cooperação Econômica no Setor de Infraestrutura. Desde então, os governos de ambos países vêm manifestando interesse mútuo em ampliar o investimento japonês no Brasil, incluindo os minerais raros ou estratégicos, como o grafeno e o nióbio.

Em julho de 2020, foi aberta chamada pública CNPq/MCTI para apoiar empreendimentos tecnológicos à base de grafeno, destinando aproximadamente R$ 1,5 milhão para apoiar propostas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação que visem gerar empreendimentos e soluções de base tecnológica, tendo como principal objeto o grafeno.

Já o nióbio é considerado um mineral estratégico para o país. O Brasil é o maior produtor mundial desse material, responsável por aproximadamente 86% da produção, e tem o Japão como um dos principais importadores da liga ferronióbio (9,6% do exportado pelo Brasil).
Atento à necessidade de apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais estratégicos, entre elas a do nióbio, o MCTI priorizou o tema na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022 e no Plano de C,T&I para Minerais Estratégicos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações