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IBRAM lança a Universidade Corporativa da Mineração do Brasil

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lançou durante Expo & Congresso Brasileiro de Mineração  (EXPOSIBRAM 2021) – evento que ocorreu entre os dias 5 e 7 de outubro –  seu mais novo projeto: a Unibram, a Universidade Corporativa da Mineração do Brasil.

A Unibram oferece benefícios para todo o setor de mineração com conteúdo em formato virtual e em uma plataforma customizada. “As empresas do setor da mineração podem contar com capacitações atualizadas. São temáticas necessárias para o setor e seguem os padrões de qualidade de toda a atividade da mineração.  Além do benefício para as empresas, os empregados terão acesso a capacitações voltadas para o desenvolvimento profissional, gerencial, liderança, conformidade e outros conteúdos que os prepara para os desafios futuros”, explica Rodrigo Lopes, Sócio Diretor da UniPROF e da FLIXDEMY, parceira da UNIBRAM.

“A ideia dessa universidade é estruturar cursos que possam atender os públicos buscando unificar a forma de capacitação, otimizando tempo e recursos e buscando a sinergia entre o setor da mineração. O que a empresa ganha? Rapidez e agilidade. Ela não precisa desenvolver a plataforma, pois já existe e é eficaz”, explica o diretor de Comunicação do IBRAM, Paulo Henrique Soares.

Além disso, segundo Paulo Henrique, a Unibram possui uma equipe especializada para produzir conteúdo sob demanda.

IBRAM lança a Universidade Corporativa da Mineração do Brasil (Unibram)

Parceria Unibram com a Fundação Dom Cabral

 

Uma das principais escolas de negócio do Brasil e uma referência na formação de lideranças e processos gerenciais, a Fundação Dom Cabral (FDC) é parceira da Unibram para o desenvolvimento de alguns conteúdos educacionais.

Acesse https://unibram.ibram.org.br/ e conheça mais sobre a Universidade Corporativa da Mineração do Brasil.

A importância do conhecimento das geociências para o desenvolvimento sustentável da sociedade

Já pensou em trabalhar na indústria da mineração ou petrolífera? E com paleontologia ou gestão ambiental? Todas essas possibilidades estão abertas para quem se forma em geociências, mas o conhecimento sobre a área não pode se restringir apenas aos profissionais. Ele é de suma importância para qualquer cidadão saber o real valor dos bens minerais no desenvolvimento econômico e social no planeta.

O termo geociências consiste em um conceito abrangente aplicado às ciências relacionadas ao estudo do planeta Terra, contribuindo com a visão integrada do sistema. É fundamental para entender as relações existentes entre as esferas terrestres ou pelo menos a parte dela em que o planeta se formou e se desenvolveu. 

Muitas vezes utilizada para entender eventos da natureza como erupções de vulcões, grandes deslizamentos de terra, cheias, inundações, terremotos ou tsunamis, esse conjunto de conhecimentos e ideias sobre geociências é essencial para promover uma nova relação do homem com a natureza. Abre possibilidade para a sociedade tomar decisões e compreender as aplicações dos conhecimentos na melhoria da qualidade de vida. 

“Devemos chamar a atenção da população para a necessidade dos bens minerais, e que a mineração responsável é imprescindível para a manutenção de coisas muito simples na vida moderna, pois tudo que usamos em algum momento fez uso de bens minerais. Além disso, problemas atuais como secas e cheias, risco geológico e até mesmo as mudanças climáticas globais estão inseridos no contexto das geociências e sua compreensão e busca por soluções não podem ignorar estes conhecimentos” ressalta a Pesquisadora em Geociências do Serviço Geológico do Brasil – SGB/CPRM,  Andrea Sander.

Diante disso, existe um esforço do setor mineral e de outras indústrias para incluir o estudo das geociências e da mineração no ensino infantil e fundamental no Brasil. A ideia é contribuir para a formação de cidadãos críticos e responsáveis com relação à ocupação do planeta. Que utilize de seus diversos recursos para criar meios para diminuir o impacto ambiental das atividades econômicas. 

“Precisamos falar de educação em um sentido mais amplo. A nossa sociedade precisa ser educada. E não é somente ensinar a criança a ler e a escrever ou o básico da geologia. A educação deve ser no sentido de valores. Uma forma de ensinar valor ao cidadão é começar quando se é criança. É muito mais difícil ensinar e educar quem já está com pré-conceitos, já que primeiro tem o trabalho de destruir para depois construir um novo conceito. Quando você está em um terreno limpo, você faz somente uma construção”, afirma a Marcela Taina?, gerente do Instituto Minere. 

Já existem algumas iniciativas desenvolvidas por diversas organizações no intuito de popularizar o conhecimento das geociências. Para o  geólogo, Marcel Mota Reikda, da ArcelorMittal, “o ensino das geociências no Brasil ainda é pequeno perto da grandeza de tudo aquilo que é possível aprender com ele. Toda e qualquer iniciativa, pública ou privada, deve ser valorizada no sentido de que, mesmo poucas e pontuais, fazem muita diferença no desenvolvimento educacional das crianças e jovens deste nosso país repleto de geodiversidade”, diz. 

Veja abaixo alguns exemplos de projetos e locais onde pode-se encontrar informações sobre geociências: 

Programa SGBeduca: Criado pelo SGB/CPRM, ele disponibiliza materiais sobre geociências para crianças com atividades para a pré-escola até o 5º ano, jovens do 6º ano ao ensino médio, professores e ao público em geral. O material é atualizado quinzenalmente e disponibilizado ao público gratuitamente. 

Projeto Mineração para o Futuro: Desenvolvido pela ArcelorMittal, ele tem o objetivo tanto de disseminar o conhecimento das geociências, como realizar um marketing positivo da mineração a partir do compartilhamento de informações sobre o setor mineral. O Mineração do Futuro é desenvolvido atualmente nas salas de aula das escolas públicas dos municípios de Mateus Leme e Itatiaiuçu, em Minas Gerais. 

Café Geológico: Também desenvolvido pelo SGB/CPRM, é um ciclo de palestras e discussões sobre temas de caráter científico com ênfase nas geociências, que busca um público diverso, porém técnico. 

Canal do youtube Visualigeo: Criado pelo SGB/CPRM, transporta os conceitos geocientíficos para animações, atingindo o público em geral, mas também gestores, políticos e tomadores de decisão. 

Canal do youtube Terra001: espaço para divulgação científica, geociências, educação ambiental, conversas, discussões, estudos dirigidos e entrevistas. 

Museu de Ciência da Terra (MCTer):  É voltado ao público em geral e que reúne mais de 10 mil amostras de minerais brasileiros e estrangeiros e de meteoritos, além de 12 mil rochas e 35 mil fósseis catalogados, e  em torno de 100 mil volumes de publicações relacionadas à área de geociências.

Instituto Geoinforma: Organização sem fins lucrativos, que visa reunir pessoas engajadas, que estejam dispostas a trabalhar e agir pelo bem comum, pelo meio ambiente, pelo saneamento e especialmente pelos indivíduos vulneráveis e a margem da sociedade. 

Site http://igeologico.com.br / instagram @igeologico: Um dos mais antigos do setor, traz informações e curiosidades sobre geociências e geologia. 

Site http://www.sbgeo.org.br / instagram @sbgeologia – Criado pela Sociedade Brasileira de Geologia, o portal divulga as principais notícias e eventos sobre geociências e geologia. 

Site https://www.apontepronorte.org: Organização não-governamental que produz e divulga conteúdos geocientíficos, e socialmente relevantes, em linguagem acessível. Busca conscientização da sociedade e uma educação para a sustentabilidade socioambiental.

Perfis do Instagram @divulgageologia e @geohereditas: Criados por pós-graduados do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP), o primeiro perfil tem o objetivo de desmistificar a geociências de uma forma simples e criativa. Já o GeoHereditas realiza pesquisas voltadas à popularização das geociências e incentivo à  geoconservação e geoturismo. 

Perfil do Instagram @diariodasgeologas: criado por três mulheres , estudantes de geologia,  que compartilham suas vivências sobre a ciência da Terra. 

*Com informações do Neomondo 

Mineradora utiliza o que há de mais moderno no mundo para transporte de equipamentos

Segundo maior avião cargueiro transporta equipamento da mineradora Anglo American entre dois continentes

Além de grandes investimentos em tecnologia e novos equipamentos, as mineradoras enfrentam o desafio de planejar toda uma logística de transporte desses maquinários para o Brasil.  Você já pensou como viabilizar o transporte de um equipamento de 51,5 toneladas entre dois continentes? Este foi o desafio da mineradora Anglo American para trazer para Minas Gerais um maquinário comprado na Alemanha. 

equipamento da mineradora Anglo American
Munhão: peça transportada pelo Antonov AN124 – Crédito: divulgação

O Munhão, peça que compõe o moinho de bolas da mineradora Anglo American, foi transportado pelo Antonov AN-124, segunda maior aeronave do mundo. O equipamento é responsável pela sustentação da carga de polpa, corpo moedor e o peso do próprio moinho para a movimentação do mesmo em uma das etapas do processo de redução do minério de ferro. 

Para que a operação com o Antonov AN-124 se tornasse uma realidade, equipes das áreas de Soluções Logísticas Integradas, operações e também de Segurança do aeroporto atuaram em conjunto com os parceiros, dedicados a avaliar a operacionalidade do voo com todos os processos de prevenção, uma vez que se trata de uma aeronave gigante. 

“Para garantir o sucesso do transporte de nosso equipamento, avaliamos cuidadosamente questões logísticas, de prazo, de segurança da operação e de escolha dos nossos parceiros. Agradecemos o cuidado e empenho de todos para garantir a efetividade e a rapidez da operação”, afirma o presidente da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn.

Segundo maior avião cargueiro transporta equipamento da mineradora Anglo American entre dois continentes
Transporte envolveu equipes das áreas de Soluções Logísticas Integradas, operações da Anglo American  e também de Segurança do aeroporto. Crédito: divulgação

A aeronave saiu da Alemanha, passou por Cabo Verde e seguiu para Minas Gerais, demandando licenças especiais de transporte. Estas foram viabilizadas pela DHL Global Forwarding, responsável por esse processo de planejar a melhor alternativa para uma logística inteligente. No caso, pousar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte e reduzir o tempo de deslocamento pelo modal rodoviário e, consequentemente, os custos.

Após o recebimento da peça, a Anglo American usou superguindastes para içar o equipamento e efetuar a instalação em sua planta localizada no município de Conceição do Mato Dentro. Vale ressaltar que o transporte da peça necessitou de licenças específicas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), já adquiridas pela empresa, tendo em vista o tamanho do maquinário que tem 51,5 toneladas.

“Desde que o voo foi confirmado com a Anglo American e a DHL, iniciamos uma série de ações para determinar procedimentos específicos para esse voo. É a primeira vez, nesses sete anos de concessão da BH Airport, que recebemos essa aeronave e estamos muito satisfeitos por realizar a operação. Somos um hub logístico multimodal e esperamos viabilizar, em breve, mais cargueiros como esse, além de novas operações especiais”, ressalta Marcelo Farias, gestor de Soluções Logísticas Integradas da BH Airport.

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma empresa líder global em mineração e atua na produção de diamantes (por meio da De Beers), cobre, metais do grupo da platina, minério de ferro de qualidade premium, carvão metalúrgico para siderurgia e níquel, além do projeto de nutrientes naturais em desenvolvimento. 

A empresa utiliza práticas inovadoras e as mais recentes tecnologias para descobrir novos recursos e minerar, processar, movimentar e comercializar nossos produtos, os quais possibilitam a vida moderna para os nossos clientes – de forma segura, responsável e sustentável. 

Sobre a BH Airport  

A BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelo Grupo CCR, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 40 anos na gestão de aeroportos no Brasil, que tem 49% de participação. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Anglo American 

15ª edição do Prêmio Universitário Aberje tem inscrições abertas com desafio do setor mineral

Com patrocínio do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração, competição recebe inscrições de estudantes de todo o Brasil até 22 de setembro; prêmios somam R$18 mil aos vencedores

Estão abertas as inscrições para a 15ª edição do Prêmio Universitário Aberje – PUA Setor Mineral , organizado pela Aberje. O desafio envolve desenvolver uma solução criativa para empresas reais, tendo como tema central o setor mineral. Patrocinado pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração, a iniciativa tem por objetivo testar os conhecimentos de Comunicação, desenvolver competências exigidas pelo mercado e estimular a criatividade dos participantes. A grande novidade deste ano é a utilização da rede social TikTok, por meio do qual os estudantes terão que propor soluções de comunicação. Os interessados devem se candidatar até o dia 22 de setembro no site do 15º PUA.

Como no ano passado, as quatro etapas serão realizadas de forma totalmente digital por conta da pandemia. Primeiro, os estudantes devem montar sua equipe e realizar suas inscrições. Na segunda etapa, será lançado o desafio inicial, que será via TikTok. Aqui, serão classificados 60 grupos com melhor capacidade de mobilização da rede social. Em seguida, na terceira etapa, haverá outros dois desafios, que trabalhará o desenvolvimento de um plano estratégico proposto pelo setor mineral.

A última etapa compõe a grande final, na qual seis grupos universitários finalistas, sendo de dois desafios distintos, participarão de um encontro virtual aberto para apresentarem suas propostas à Comissão Julgadora. Neste dia, os grupos vencedores serão anunciados.

Podem participar estudantes de graduação de todo o Brasil, regularmente matriculados em instituições credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC), de quaisquer cursos e semestre, com a recomendação de ao menos um integrante da área de Comunicação. As equipes, que devem ter de dois a quatro integrantes, vão concorrer a prêmios em dinheiro de acordo com a ordem de classificação. O primeiro colocado ganhará R$ 10 mil, o segundo lugar será premiado com R$ 5 mil e a terceira posição levará R$ 3 mil.

A primeira edição do PUA ocorreu em 2009 e, ao longo desses anos, o evento contou com a participação de grandes parceiros e diversos temas. Para Mirella Kowalski, gerente de Premiações da Aberje, este tipo de ação é importante para o desenvolvimento e preparo do futuro profissional. “Além da conexão do mercado com a academia, é instigante tantos jovens de diversos lugares do Brasil, e de diversos cursos estarem pensando em como buscar soluções importantes para o mundo”, comenta.

15ª edição do Prêmio Universitário Aberje – PUA Setor Mineral
Data de inscrição: até 22 de setembro
Premiação: 1º lugar: R$ 10 mil, 2º lugar: R$ 5 mil e 3º lugar: R$ 3 mil
Inscrição gratuita: aqui
Para mais informações acesse aqui
Veja curiosidades sobre o mundo da mineração na aba de notícias.

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados

Mais um ouro para o Japão! Mas, dessa vez, não é nas quadras, piscinas ou nas pistas de competição. O país-sede das Olimpíadas e Paraolimpíadas brilhou na produção do símbolo mais valioso do mundo dos esportes. 

As medalhas olímpicas desta edição dos Jogos foram produzidas com o uso de metais reciclados de aparelhos eletrônicos. Dispositivos como computadores, celulares e câmeras digitais foram desmontados para reutilizar o ouro, a prata e o bronze, presentes em componentes como as placas de circuito. São os minérios fazendo parte do momento mais importante do esporte. 

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados
Japão recicla lixo eletrônico de todo país para produção das medalhas do Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. Crédito: Divulgação

Os metais, que já passaram por diversos processos produtivos para serem extraídos da natureza e utilizados na fabricação destes dispositivos eletrônicos, passam por um novo processo de separação, trituração e fusão. 

É preciso desmontar os aparelhos eletrônicos manualmente, já que computadores, celulares e outros dispositivos não possuem projetos padronizados. Depois existe uma técnica de transformar o material separado em pó (trituração), podendo utilizar decantação, que é a separação de misturas heterogêneas, e então, a fusão a altas temperaturas para separar os metais. Após separar os metais, eles são levados para fornalhas que os derretem para ganharem os formatos de medalha. 

De acordo com o Comitê Olímpico Internacional (COI), para conseguir fazer aproximadamente 5.000 medalhas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a organização do evento precisou recolher uma quantidade enorme de lixo eletrônico. Foram mais de 6 milhões de telefones celulares usados e mais de 78 toneladas de computadores, tablets, monitores e outros aparelhos antigos ou quebrados. Deste material reciclado, foram extraídos 35 kg de ouro, 3,5 mil kg de prata e 2,2 mil kg de bronze.

Medalhas olímpicas são produzidas com metais reciclados
Rayssa Leal,  atleta do skate, medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio.

Os atletas brasileiros estão na busca pela tão sonhada medalha e vem obtendo grandes resultados. Mas, quando você vê a pequena Rayssa Leal, a mais jovem atleta brasileira em Olimpíadas, skatista de apenas 1,47m de altura e 38 quilos, com a medalha de prata no peito, comemorando orgulhosamente, você imagina quanto pesa esse maior símbolo da sua conquista?

As medalhas têm 8,5 cm de diâmetro e pesam praticamente meio quilo, sendo que a composição de cada uma varia. A medalha de ouro, a mais cobiçada pelos atletas, é feita de 556 gramas de prata reciclada coberta por 6 gramas de ouro, também reciclado. A medalha da Rayssa, de prata, pesa 550 gramas do próprio material. E, as de bronze possuem 450 gramas de latão vermelho (5% de zinco e 95% de cobre)

A coleta dos materiais eletrônicos foi realizada entre abril de 2017 e março de 2019, nas lojas da NTT DoCoMo, principal operadora de celular do Japão. Além disso, mais de 90% das autoridades municipais japonesas atuaram como pontos de entrega. Foram mais de 18 mil pontos de coleta espalhados pelo país. 

Para escolher o responsável pela produção das medalhas, foi realizado um concurso com 400 participantes. O grande vencedor foi o designer Junichi Kawanish. 

Mineração urbana

A iniciativa do Japão reforça a preocupação com o reaproveitamento do lixo eletrônico. Alguns países já investem pesado na “mineração urbana” ou “remineração” que é a obtenção de matérias-primas tendo como fonte os resíduos eletrônicos a fim de transformá-los em novos produtos. Ou seja, ao invés de retirar os metais das minas, utilizando o processo tradicional, os resíduos eletrônicos são reaproveitados após passar por um processo de reciclagem.  

No Brasil, existem recicladoras de eletro-eletrônicos já a algum tempo. O primeiro passo, é o descarte adequado desses equipamentos. Já pensou que sua TV antiga pode conter diversos componentes que são o futuro da mineração? A tendência em sustentabilidade é a utilização racional dos recursos naturais (na jazida) e recuperação de diversos materiais a partir da reciclagem. 

Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em junho de 2020, foram gerados 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo em 2019, o que representa um aumento de 21% em 5 anos, e uma média de 7,3 kg por pessoa. Deste total, 17,4% foi reciclado. 

A China é o maior produtor de lixo eletrônico com o descarte de 10,1 milhões de toneladas. Depois estão os Estados Unidos, com 6,9 milhões de toneladas, e a Índia com 3,2 milhões. Os três países foram responsáveis por quase 38% do lixo eletrônico produzido no mundo no ano passado.

O Brasil é líder na produção de resíduo eletrônico na América Latina. Por ano, é produzido 1,5 milhão de toneladas de lixo, com apenas 3% dele coletado de maneira adequada.

Com informações do Educa Mais Brasil, ONU e do G1

Veja outras curiosidades da setor mineral no Portal da Mineração 

A importância dos semicondutores para o dia a dia

Essa peça milimétrica produzida com elementos da mineração dita o ritmo da produção industrial 

Antes de explicar o que são os semicondutores e como eles participam do dia a dia, é importante entender o que é condutividade. Esse fenômeno da eletricidade, que atinge especialmente os metais, consiste na capacidade de um material permitir a passagem da corrente elétrica. Condutores têm baixa resistência e passam adiante a corrente elétrica com mais facilidade, enquanto isoladores têm alta resistência e podem bloquear o fluxo de elétrons.

Os semicondutores são matéria-prima para produção de chips usados nos mais diversos aparelhos eletrônicos. 

E qual a importância do semicondutor nesse processo? Essa estrutura cristalina cúbica, geralmente fabricada com silício e germânio, elementos produzidos pela mineração, se encontra entre os dois extremos de uma condutividade elétrica, ou seja, entre a de um condutor e a de um isolador, fazendo a função de intermediário da condutividade. 

Eles são matéria-prima para a produção dos chips usados nos mais diversos aparelhos eletrônicos, como smartphones, videogames, eletrodomésticos e computadores. Além disso, são fundamentais na indústria automobilística e faz parte de vários componentes dos veículos. Para se ter uma ideia, um modelo SUV de médio porte, como o Volkswagen Taos, tem cerca de 300 chips, segundo a fabricante. 

Indústria automobilística sofre com falta de chip semicondutor

Falta de semicondutores afeta produção de automóveis. Crédito: divulgaçao 

O silício é o segundo elemento mais abundante na superfície da Terra, perdendo somente para o oxigênio. Por que um produto fabricado com material tão disponível na natureza é  disputado no mercado industrial? 

A questão é que os semicondutores são primordiais em diversas tecnologias. São muitas indústrias disputando um componente produzido por poucas empresas, a maioria da Ásia. No último ano, houve um desequilíbrio na oferta devido a vários incidentes que aconteceram na região, como um incêndio em uma das maiores fábricas, no Japão; a falta de chuvas em Taiwan, já que a produção do dispositivo depende de muita água; e claro, a pandemia. 

Atualmente, a indústria automobilística sofre com o desequilíbrio na oferta de semicondutores. Com a pandemia da Covid-19 houve o fechamento de fábricas e a desaceleração da produção de veículos. Com isso, muitas montadoras suspendem encomendas dos semicondutores utilizados na produção. 

Em contrapartida, o avanço do home office e da educação à distância impulsionou a venda de aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares. Então, a produção de semicondutores foi direcionada para esses mercados. 

Um carro moderno pode utilizar até 1.100 semicondutores, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfaeva). Eles são utilizados em várias áreas do veículo como: gerenciamento do motor e do câmbio; controle de consumo e emissão de poluentes; itens de segurança e conectividade. Com a retomada da produção de carros, a demanda pelos componentes por outros setores já estava muito alta. A indústria automobilística deixou de ser prioridade das empresas produtoras de chips e foi para o fim da fila de compra dos semicondutores. 

“Tudo isso gera uma pressão gigantesca. E como é uma indústria muito cara e que tem atualização constante, os fabricantes não produzem, por exemplo, 10 milhões de unidades e deixam armazenadas. Por que? Porque essa tecnologia daqui a dez anos é outra. Então é uma indústria muito estratégica, só que é uma indústria muito complexa também, não é só a gente aumentar o pasto para poder produzir mais vaca, é muito mais complexo do que outros tipos de indústria”, diz John Paul Lima, coordenador dos curso de Engenharia da Fiap em entrevista para o Jornal Nacional, da TV Globo. 

Impacto na produção de carros no Brasil 

A falta do componente está afetando diretamente o funcionamento das fábricas de automóveis, que muitas vezes precisaram parar a sua linha de produção. Neste mês, a Volkswagen anunciou que dará férias coletivas para os trabalhadores de duas fábricas em São Paulo: a de São Bernardo do Campo e a de Taubaté. A estimativa é que cerca de 120 mil veículos deixaram de ser produzidos no país. 

Com a falta de carros novos, o mercado de carros usados cresceu. As vendas do primeiro semestre de 2021 superam as registradas no mesmo período de 2019, antes da pandemia. Tanta procura tem feito o preço dos usados subir muito mais do que os novos, com prazo de entrega comprometido pela falta de componentes. 

Com informações da matéria veiculada no Jornal Nacional

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Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos

Já pensou em gerar energia com as pontas dos dedos enquanto estiver dormindo? Engenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram um aparelho capaz de aproveitar a energia do corpo humano mesmo quando a pessoa está dormindo ou sentada. 

E, como não poderia ser diferente, a criação do acessório depende da mineração. Ele consiste em um acolchoamento de eletrodos com espuma de carbono associados com enzimas que desencadeiam reações químicas entre o sal e as moléculas de oxigênio contidas no suor para gerar eletricidade.

Embaixo dos eletrodos, encontra-se um chip movido a piezoeletricidade, ou seja, a capacidade de gerar tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica, o que acaba permitindo a produção de energia a partir de atividades como digitar, enviar mensagens texto ou tocar piano.

Cientistas criam aparelho capaz de gerar energia pelo suor e pressão dos dedos
A proposta é que os usuários utilize os receptores nas pontas dos dedos. Crédito: divulgação. 

Um teste realizado pelos pesquisadores com uma pessoa enquanto dormia mostrou que com 10 horas de sono foram coletados quase 400 milijoules de energia, quantidade capaz de alimentar um relógio de pulso por 24 horas. 

O dispositivo é uma fina tira, que pode ser enrolado nos dedos como um band-aid e ao contrário de outros dispositivos movidos a suor, este não requer qualquer atividade física do usuário para produzir energia.  As pontas dos dedos transpiram o tempo todo. Cada dedo contém até mil glândulas sudoríparas, capazes de produzir de 100 a mil vezes mais suor que a maioria das outras áreas do corpo. 

Com informações do site Isto É

Você já testou os seus conhecimentos sobre economia verde? Acesse o quiz no Portal da Mineração e participe.

Jazidas minerais são encontradas no fundo do mar

Estudo da USP revela bactérias que formam reservas submarinas de cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio 

Você sabia que a mineração também está no fundo do mar? Um recente estudo realizado por oceanógrafos do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) revela que bactérias e microorganismos podem formar reservas submarinas de alguns minérios como cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio. Essa descoberta submarina torna o Brasil ainda mais rico em energias renováveis.

Esses minérios são primordiais para o desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente aquelas usadas em baterias recarregáveis e projetos para geração de energia de alta eficiência, substitutas dos combustíveis fósseis causadores do aquecimento global. 

As jazidas encontradas estão numa área conhecida como Elevação do Rio Grande. A região fica localizada em águas internacionais, a 1,5 mil quilômetros da costa brasileira, mas o Brasil obteve autorização da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ligada à ONU) para estudar seu potencial por 15 anos. A área onde se encontra a jazida tem três vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro e os “tesouros” estão a profundidades que vão de 800 a 3 mil metros. 

Segundo a USP, a jazida se formou durante a separação do supercontinente Gondwana (que deu origem à África e à América do Sul), a Elevação Rio Grande era uma ilha que afundou há 40 milhões de anos devido ao peso da lava de um vulcão e à movimentação de placas tectônicas.

RRS Discovery, navio da realeza britânica utilizado nas expedições/ Crédito: Reprodução  Google

O Brasil solicitou à ONU, em 2018, a ampliação da sua plataforma continental, para incluir a Elevação Rio Grande na zona marinha exclusiva do país. A descoberta foi publicada recentemente pela revista Microbial Ecology e contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP. Além disso, as expedições foram a bordo do RRS Discovery, navio da realeza britânica.

Existem apenas quatro áreas no planeta com potencial semelhante: Fratura de Clipperton e o monte submarino Takuyo-Daigo, ambos no Pacífico Norte, além do monte submarino Tropic, no Atlântico Norte. A viabilidade ou não da exploração futura desses minérios na Elevação do Rio Grande dependerá de aprofundamento na pesquisa. 

Com informações da FAPESP USP e Click Petróleo e Gás

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Conheça o Grafeno: produto da mineração que pode revolucionar o mundo da tecnologia

Composto de carbono poderá substituir fibra ótica no futuro das conexões e trazer velocidade ultrarrápida

Queridinho no mundo da tecnologia devido às suas infinitas possibilidades de aplicação, o grafeno é mais um produto produzido pela mineração brasileira que pode transformar o mercado. O nanomaterial é composto apenas por carbono, em que os átomos se ligam e formam estruturas hexagonais, formando uma fina camada. Pode ser aplicado em diversas áreas, sendo as mais conhecidas: construção civil, energia, telecomunicações, medicina e eletrônica. 

O Brasil tem uma das maiores reservas de grafita natural, material que contém grafeno. As reservas naturais de grafite brasileiras chegam a 45% do total mundial. Embora seja observada a ocorrência de grafita em todo o território brasileiro, as reservas exploradas encontram-se em Minas Gerais e Bahia. Com a matéria-prima abundante, o Brasil também investe em pesquisas na área. O primeiro laboratório da América Latina destinado a pesquisas com grafeno está localizado no Brasil, na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, chamado MackGraphe.

Você sabia que o grafeno é 200 vezes mais forte que o aço? Apesar de fino e leve, o grafeno é um material extremamente forte, sendo o elemento mais rígido que se conhece, superando até mesmo o diamante. É o cristal mais fino conhecido e suas propriedades o fazem ser muito desejado, por ser leve, condutor de eletricidade, rígido e impermeável. 

Para se ter uma ideia do tamanho desse material, a espessura de uma folha de papel corresponde à sobreposição de 3 milhões de camadas de grafeno. É o material mais fino isolado e identificado pelo homem: sua dimensão é da ordem de nanometros. Ele é leve e resistente, capaz de conduzir eletricidade melhor que metais, como cobre e silício.

Outra vantagem do material é que ele é extremamente barato para ser produzido. Daí vem a tal revolução que o material pode trazer, já que tem muito mais qualidades que o plástico e o silício.

Grafeno poderá substituir a fibra ótica 

Fibra ótica
Cientistas americanos estudam a possibilidade de substituir fibras óticas por Grafeno. Crédito; Divulgação

A fibra ótica, filamento flexível e transparente fabricado a partir de vidro, fios de silício  ou plástico extrudido, é utilizada como condutor de elevado rendimento de luz, imagens ou impulsos codificados. Considerada o melhor padrão para transmissão de dados nos dias atuais, a tecnologia se tornou predominante no Brasil e no mundo. 

No entanto, cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um estudo com o grafeno que futuramente pode substituir essa tecnologia. Eles estudam a possibilidade de utilizar o grafeno para modular frequências em velocidades inigualáveis e até mesmo inimagináveis ao que se tem atualmente, além de bloquear frequências indesejadas, tornando as conexões mais estáveis.

Para isso, os especialistas desenvolveram as menores estruturas de fita de grafeno possíveis, em dimensões inéditas.  O grafeno conta com características físicas únicas — é a única substância conhecida que pode se comportar como um isolante e supercondutor ao mesmo tempo, dependendo da sua estrutura. Desta forma, seria possível escaloná-lo de forma que seja alcançada a melhor interação com a luz e, consequentemente, propicie melhores conexões.

Os futuros estudos e testes dos cientistas consistirão em versões ajustadas do método de fabricação das fitas, já que foi descoberto que a largura das fitas é proporcional ao comprimento de luz refletida pelo material, ou seja, quanto menor o dispositivo, menor o comprimento das ondas de luz. Na prática, ondas menores significam maior energia, e esse aspecto foi observado nos dispositivos de grafeno, que mediram índices de energia inéditos com o material – que deverão se tornar cada vez mais estreitos.

As novas nanoestruturas permitiriam que o futuro das telecomunicações fosse projetado para contar com redes estáveis, confiáveis e, obviamente, com velocidades jamais vistas.

Telhas solares geram energia com grafeno 

Telha Grafeno
Modelos de telhas solares produzidas com grafeno. Foto: Divulgação | Telite

O grafeno também foi utilizado em um novo modelo de telha, criado pela empresa Telite, para gerar energia. A telha é capaz de transformar a energia solar em eletricidade, tornando as construções autossuficientes em energia. 

As placas pesam 7 kg e têm pouco mais de 2 metros de comprimento e o custo é 40% menor do que os painéis solares convencionais. Entre suas vantagens está a capacidade de gerar energia, mesmo em tempo nublado ou chuvoso, resistência a altas temperaturas, baixa densidade comparado com metais e outros materiais, impermeável, baixa reatividade e atóxico. 

De acordo com o fabricante, quatro unidades de telhas são suficientes para gerar até 30 kW mês, eletricidade necessária para abastecer uma residência média durante todo esse período. Outra vantagem apontada pela marca é a durabilidade do produto, que pode chegar a 80 anos. As telhas estão na fase de certificação no Inmetro. 

Com informações do Engenharia E, Ciclo Vivo, Toda Matéria 

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