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Carros feitos com nióbio e movido a hidrogênio são novidades em corridas de automóveis

Crédito: Divulgação Extreme E

Você sabe o que é Extreme E e Extreme H? E qual a ligação com a mineração? 

O ‘Extreme E’ é o primeiro campeonato de carros elétricos off-road. Esta categoria do automobilismo mundial foi criada pelo empresário espanhol Alejandro Agag, com a proposta de mostrar carros elétricos correndo em regiões remotas e que sofrem com as mudanças climáticas do planeta. A primeira corrida foi realizada em 2021, na Arábia Saudita. 

Os carros elétricos são construídos em torno de uma gaiola de aço reforçada com nióbio e são alimentados por uma bateria de íon lítio de 40kWh. Para garantir que não falte energia, a organização da categoria leva o seu próprio equipamento de carregamento para os locais de prova. Um dia antes da corrida, o dispositivo usa energia solar para eletrolisar o hidrogênio da água e utilizá-lo em células de combustível que vão gerar a eletricidade necessária para carregar os carros da Extreme E. 

A fabricação destes veículos depende totalmente da mineração para o  fornecimento de metais, minérios, minerais capazes de potencializar a criação de novas tecnologias para o setor automobilístico. 

Considerada a versão off-road da Fórmula E, a Extreme E é totalmente voltada à sustentabilidade. Além da preocupação com os carros e equipamentos, o evento tem outras ações com o foco na preservação do meio ambiente. Os pilotos, por exemplo, viajam até os locais de prova em barcos ecologicamente corretos, em vez de utilizarem aviões. Outra medida adotada pela competição é escolher projetos de preservação do meio ambiente nas regiões das corridas, para serem apoiados.

Entre os donos de equipe, se destacam três campeões mundiais de Fórmula 1: Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Jenson Button. Destes, apenas Button também esteve na pilotagem de um dos carros.

Categoria Extreme H

Sistema de alimentação das baterias. Crédito: ArsTechnica/Reprodução 

Com estreia prevista para 2024, A Extreme H terá o mesmo formato da Extreme E. Inclusive será realizada nos mesmos fins de semana e nas mesmas locações. O que difere as duas categorias é a fonte de energia dos veículos, ou seja, a Extreme H é exclusiva para carros com motores movidos a hidrogênio verde, uma combinação entre energia solar e água, ao invés das baterias usadas nos carros elétricos. 

De acordo com a notícia publicada no site UOL, o primeiro protótipo deverá ser lançado no começo de 2023. Além da pegada sustentável nos trens de força que os modelos utilizam, a categoria aposta também no uso de nióbio na composição dos seus componentes. O metal com grandes reservas no Brasil, se tornou presença constante em diversos protótipos. 

A vantagem do nióbio é que a liga metálica reduz o peso dos carros. Ele permite a construção de chassis mais finos e leves, porém resistentes. Devido às suas propriedades naturais, o metal melhora a rigidez da estrutura, mesmo com menor espessura dos componentes, melhora a relação peso/potência e garante a mesma segurança para os pilotos dos protótipos, principalmente em possível caso de acidente. 

A construção destes modelos colabora com o entendimento de como ele poderá ser utilizado futuramente em uma possível produção em larga escala em carros a combustão e elétricos. Assim como carros movidos a hidrogênio estão com uma margem de crescimento considerável e o carro de nióbio também está no caminho para crescer.

Sobre o Nióbio

Descoberto em 1801, pelo inglês Charles Hatchett a partir de estudos do mineral columbita, o nióbio é um elemento de ocorrência natural, embora não seja encontrado de forma livre na natureza, mas sim em minerais, como a columbita e tantalita. Ele é um metal macio, seguro e disponível, além de ser dúctil, maleável e altamente resistente à corrosão. Por sua característica de aprimorar propriedades e funcionalidades, o nióbio é usado em uma grande variedade de materiais para dar mais resistência. 

Devido sua capacidade de transformar as propriedades de outros materiais, o nióbio tem hoje inúmeras utilidades como por exemplo em carros, turbinas de aeronave, estruturas de pontes e edifícios, aparelhos de ressonância magnética, instrumento de marcapasso, sondas espaciais, foguetes, tubulações de gás, componentes eletrônicos e baterias.

No Brasil são encontradas as maiores reservas de nióbio do planeta. O país também é responsável pela maior fatia de comercialização desse metal. Segundo dados da Agência Nacional de Mineração, existem onze produtoras de minério de nióbio, sendo associadas do IBRAM a CMOC e a CBMM, que juntas respondem por 95% da produção brasileira em Goiás e Minas Gerais, respectivamente. Foi em 1965 que o governo federal autorizou a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) a explorar as reservas de nióbio de Araxá. O governo de Minas Gerais, através da Codemig, possuía uma concessão para exploração da mina contígua à da CBMM.

Com informações dos sites TecMundo e Uol

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Indústria mais antiga do Brasil é uma das principais produtoras de ouro

Você sabe qual o lugar mais profundo das terras brasileiras? E a indústria mais antiga do Brasil? Estas duas curiosidades fazem parte da história de uma das maiores produtoras de ouro do Brasil e do mundo: a mineradora AngloGold Ashanti

A empresa está localizada no município de Nova Lima (MG). Iniciou sua trajetória no Brasil em 1834, há 188 anos, o que a torna a indústria mais antiga do país. A empresa inglesa Saint John del Rey Mining Company, atual AngloGold Ashanti, adquiriu a Mina Morro Velho e transferiu suas atividades de São João Del Rei para Congonhas das Minas de Ouro, que é a atual Nova Lima, dando início à produção de ouro na cidade. 

Atualmente, a AngloGold Ashanti tem operações em 10 países e em 7 cidades brasileiras, sendo que 6 delas ficam em Minas Gerais: Nova Lima, Sabará, Raposos, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Caeté. Fora de Minas, a empresa opera em Crixás, no Noroeste de Goiás.

Mina Cuiabá: o lugar mais profundo do Brasil 

A Mina Cuiabá localizada em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), fica a mais de 1.300 metros da superfície e é o lugar mais profundo do Brasil. Para se ter uma ideia da dimensão, o prédio mais alto do mundo, em Dubai, tem 828 metros de altura.

Essa mina é considerada uma cidade subterrânea moderna já que é composta por escritórios com internet wi-fi;  carros e caminhões circulando; oficinas mecânicas; robótica avançada; máquinas de altíssima tecnologia, sendo algumas operadas por joystick que lembram videogames e filmes futuristas; e os sistemas mais modernos de ventilação, iluminação e segurança do mundo.

Gostou desta curiosidade? Fique ligado que o Portal da Mineração sempre traz notícias, novidades e curiosidades da mineração brasileira.  

 

Gamificação na mineração: aprendizado lúdico e prático no dia a dia

Já pensou em aprender ou treinar jogando? No mundo dos negócios esse processo de aprendizagem se chama gamificação. É o uso de mecânicas de jogos (como vitória, derrota ou estratégia) relacionadas ao design da experiência, ou seja, um planejamento elaborado, com um objetivo específico. Pode ser ensinar sobre algo ou engajar pessoas para uma certa atividade. Com essa estrutura, os games voltados para empresas podem cumprir diversos objetivos.

Para o especialista no tema e empreendedor na área de aprendizagem por games, Felipe Vila, o processo de gamificação possibilita exatamente a criação de contextos que sejam familiares aos jogadores envolvidos, dessa forma, possibilitando maior engajamento. “No campo da andragogia, que estuda como os adultos aprendem, entendemos que adultos gostam de aprender ‘dentro de algo’ que gostam de fazer”

O setor mineral vem adotando a gamificação como opção de aprendizagem e nos processos de segurança nas empresas. Durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) 2021, o tema foi debatido por especialistas da área no painel “Gamificação e cultura de segurança”.

Painel “Gamificação e Cultura de Segurança” durante a EXPOSIBRAM 2021. Crédito: divulgação

O coordenador corporativo de Riscos da Anglo American, Thales Lourenço, reforça que um recurso importantíssimo para se ter segurança é o conhecimento, para que as áreas operacionais tenham um olhar apurado e técnico para analisar riscos e tomarem decisões certas. “A gamificação é forma prática, interativa, eficaz e divertida de aprendizado nos nossos ambientes de trabalho”, diz.

A cultura de segurança é um dos setores que mais procura a gamificação, quando se trata de indústrias. Por ser um tema um pouco ríspido, que trabalha com riscos reais, utilizar uma plataforma gamificada promove um ambiente confortável, em que as pessoas ficam mais dispostas a tirar dúvidas e aprender. “Muitos estudos trazem a ideia de que quando estamos em um espaço de conforto, também há um espaço de troca horizontal, de aprendizagem”, ressaltou Felipe.

Modelos

Felipe Vila explicou que existem duas modalidades da gamificação. Uma delas é proveniente do termo em inglês “learning gaming”/jogo de aprendizado. “É, por exemplo, quando você convida um grupo para jogar um game que os sensibiliza sobre um assunto”, explicou. O outro método é mais focado na utilização das mecânicas de jogos para promover uma mudança real na sociedade. “Por exemplo, tem um experimento de gamificação que aconteceu nos Estados Unidos, envolvendo muitas multas por excesso de velocidade em uma certa via. Todo mundo que passava abaixo da velocidade, automaticamente ganhava um ticket e concorria a uma premiação. Isso fez o número de multas reduzir”, relatou.

Ainda é possível dividir os procedimentos entre síncrono, assíncrono e híbrido. Na primeira opção, são atividades realizadas presencialmente em tempo real, normalmente, em conjunto. No modelo assíncrono, costumam ser instaladas plataformas digitais em que os jogadores podem acessar o conteúdo remotamente, no momento em que acharem mais oportuno. E, por fim, o modelo híbrido, em que por meio de recursos de conexão online, os jogadores podem se conectar em tempo real, mas de forma remota. “É quando, por exemplo, se distribui um link e todo mundo vai jogar ao mesmo tempo de sua casa. Esse meio do caminho tem crescido muito por causa do distanciamento provocado pela pandemia”, indicou.

O painel completo está disponível no Canal do IBRAM no Youtube. Clique aqui e assista.

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Beach tennis: esporte conta com participação essencial da mineração

Com a pandemia, a procura por esportes ao ar livre teve um grande crescimento. Uma das atividades esportivas que se destacou nesses dois últimos anos foi o beach tennis. Também chamado de tênis de praia, ele foi criado a partir do frescobol e incrementado na Itália, na década de 80. No Brasil, começou a ser praticado em 2008 em cidades como Rio de Janeiro, Santos, Fortaleza e Vitória.

Mas, qual a ligação do beach tennis com a mineração? Na verdade, são várias. Além das raquetes produzidas a partir de minérios, como grafite e carbono, outros equipamentos como as bolas, as redes, mastros e as fitas de marcação são elaborados a partir de minérios. 

Houve um grande crescimento de quadras artificiais construídas em cidades que não têm praia, como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. A areia utilizada nestas quadras vem de jazidas de arenito. Em São Paulo, por exemplo, a origem da areia é uma mineradora em Descalvado, cidade a 250 quilômetros da capital. Após a retirada do solo, ela passa por um processo de limpeza em que o  resultado é uma areia que não queima o pé, não gruda no corpo e não machuca. 

Fábrica de areia em Descalvado (SP) – Crédito: reprodução Rede Globo

Somente uma mineradora em Descalvado produziu cerca de 48 mil toneladas desse tipo de areia em 2021. Em média, foram criadas 40 quadras novas por mês, em diversas cidades do país. 

O programa Fantástico, da TV Globo, veiculou uma matéria no dia 02 de janeiro de 2022 sobre o beach tennis e a importância da mineração de areia para a construção das quadras para prática do esporte. Clique aqui para acessar o conteúdo. 

 

Mandioca: alimento típico no prato do brasileiro será usado para elevar teor de minério de ferro

Mandioca, aipim, macaxeira. Esta planta típica da Nigéria é a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, logo atrás de  arroz e milho. No Brasil,  um dos maiores produtores do mundo, a mandioca é utilizada como matéria-prima da farinha e da fécula, que dão origem a vários pratos típicos. Mas, qual a relação da mandioca com a mineração? 

Existe um projeto em andamento para a exploração de minério de ferro que a empresa Sul Americana de Metais (SAM), subsidiária chinesa, Honbridge Holdings, sediada em Hong Kong, pretende instalar na região de Grão Mogol, no Norte de Minas. No entanto, o minério de ferro encontrado na região é de baixo teor (média de 20%). 

Para viabilizar a exploração no local, o material terá de passar por um tratamento, para elevar sua concentração para cerca de 66,5%. A mandioca será utilizada no processamento por ser rica em amido, que contribui para a separação do ferro da rocha bruta, elevando a concentração do minério, em um processo chamado flotação. 

O empreendimento tem previsão de alcançar uma produção de 27,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Para isso, a empresa prevê adquirir e usar anualmente no processo de separação do minério cerca 50 mil toneladas de amido. A ideia para garantir o fornecimento da matéria-prima para viabilizar a extração mineral, é incentivar o cultivo da mandioca na região, visando também ao fortalecimento da economia das comunidades locais.

Sobre o projeto

O Projeto Bloco 8, da empresa Sul Americana de Metais (SAM), está em fase de licenciamento, e tem previsão de investimentos de US$ 2,1 bilhões (R$ 11,9 bilhões), com a expectativa de gerar 6,2 mil postos de trabalho no pico da implantação de 1.100 empregos diretos.

O início da operação do projeto está previsto para 2026. A ideia é usar água para levar o minério de ferro por um mineroduto ao longo de quase 500 quilômetros, entre Grão Mogol e o Porto de Ilhéus (BA), de onde o produto deverá ser exportado. Para isso, a multinacional chinesa anunciou um projeto para a construção de uma barragem no Rio Vacaria, entre os municípios de Padre Carvalho e Fruta de Leite, na mesma região. A projeção é que 95% da água utilizada no projeto seja reutilizada. 

Com informações do Jornal Estado de Minas 

 

O que é ESG da Mineração?

A expectativa é que a adoção de boas práticas ESG promovam ainda mais o desenvolvimento sustentável da mineração do Brasil 

Você sabe o que significa ESG? Esta é a sigla em inglês para “environmental, social and governance” usada para se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio. Ser conhecido no mundo dos negócios por cuidar do meio ambiente, promover um impacto positivo na sociedade e adotar uma conduta corporativa ética se tornou o objetivo das organizações. 

O termo surgiu pela primeira vez oficialmente em 2004, em uma publicação chamada “Who Cares Wins”, que em português quer dizer algo como “quem se importa vence”. O documento foi pedido pelo secretário da Organização das Nações Unidas (ONU) na época, Kofi Annan, para que instituições financeiras incorporassem princípios sociais, ambientais e de governança em suas análises de investimento.   

Na época, 20 instituições financeiras de 9 países diferentes – incluindo do Brasil – se reuniram para desenvolver diretrizes e recomendações sobre como incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos, serviços de corretagem de títulos e pesquisas relacionadas ao tema. A conclusão do relatório foi que a incorporação desses fatores no mercado financeiro gerava mercados mais sustentáveis e melhores resultados para a sociedade.

Nos últimos anos, fatores como maior consciência do mundo corporativo, pressão da sociedade por melhores práticas e interesse e valorização do mercado financeiro, tem alavancado as boas práticas do ESG no mercado empresarial. Pode-se destacar também que dois eventos mundiais fizeram com que o tema sustentabilidade ganhasse ainda mais tração no mercado internacional: A Agenda 2030 da ONU, que estabeleceu os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) e o Acordo de Paris. 

Agenda ESG da Mineração 

Em 2019 o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)e representantes do setor mineral se reuniram para promover uma transformação da indústria da mineração. O objetivo era estabelecer novas metas, principalmente, nos processos e técnicas, nas relações com as pessoas e com a natureza. 

Após uma profunda discussão, foi apresentada, em setembro de 2019, a Carta Compromisso do IBRAM Perante a Sociedade’. Este documento trouxe as bases do início da transformação da mineração brasileira. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais estão sendo organizados diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. 

A agenda ESG da Mineração do Brasil representa um estágio de avanço em relação à Carta Compromisso do IBRAM Perante a Sociedade’. O documento estabeleceu pilares de ações a serem adotadas pelas mineradoras para melhorar seus indicadores em 12 áreas:

Segurança operacional, barragens e estruturas de disposição de rejeitos, saúde e segurança ocupacional, mitigação de impactos ambientais, desenvolvimento local e futuro dos territórios, relacionamento com comunidades, comunicação e reputação, diversidade e inclusão, inovação, água, energia e gestão de resíduos.

“Somos o primeiro setor que lança uma ampla agenda ESG. É uma demonstração muito forte dos compromissos que o setor tem com as novas posturas que o mundo está nos demandando. Desejo que as dezenas de profissionais e especialistas em mineração se mantenham motivados a continuar neste esforço e que todos sejam, em suas organizações, defensores do nosso ESG. Queremos que a sociedade reconheça a mineração como fator de desenvolvimento socioeconômico de nosso país”, disse Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM.

Entre as metas de ESG da Mineração do Brasil anunciadas estão várias consideradas audaciosas por especialistas no setor mineral  “A adoção das boas práticas de ESG é uma demanda global. Organizações – e setores – que não estiverem compromissados no sentido da ampla sustentabilidade de seus negócios, estarão fadados a sucumbirem, abrindo espaço para concorrentes conectados com as novas demandas. A indústria mineral está seriamente comprometida e agindo em prol de uma grande transformação de seus processos”, afirma o diretor-presidente do IBRAM, Flávio Ottoni Penido.

Dezenas de empresas e centenas de profissionais e especialistas em mineração e em outros campos se engajaram nesse esforço em prol da agenda ESG. O envolvimento acontece em praticamente todos os níveis hierárquicos de cada organização. Grupos de trabalho por assunto foram organizados e todo o trabalho é sistematizado com apoio da experiente Falconi Consultoria. 

Os GTs se reúnem periodicamente, estabelecem compromissos e metas relacionados a cada tema e, na visão do IBRAM, estas definições influenciarão todo o comportamento de cada mineradora atuante no Brasil, bem como a própria legislação e normas regulatórias. “Ao final, o IBRAM pretende que todas as organizações do setor mineral tenham em mãos um verdadeiro guia de como será a mineração do futuro, um excelente instrumento para planejar os negócios ao longo dos muitos anos à frente”, ressalta Penido. 

Com informações da Folha de São Paulo e Udop 

 

Assista aos vídeos da série ENTENDENDO A MINERAÇÃO

Você já assistiu a série ENTENDENDO A MINERAÇÃO? A coletânea tem por objetivo é transmitir noções gerais sobre a mineração, desde sua história até sua importância na vida das pessoas e do próprio planeta. No total foram publicados 15 arquivos em que especialistas explicam o setor mineral em linguagem simples e bem didática.

As crianças são figuras centrais no projeto ENTENDENDO A MINERAÇÃO. Todo o roteiro foi elaborado com base nas dúvidas que elas apresentaram sobre a mineração.

Assista abaixo toda a série ENTENDENDO A MINERAÇÃO.

 

Assista ao 1º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-1/

Assista ao 2º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-2/

Assista ao 3º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-3/

Assista ao 4º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-4/

Assista ao 5º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-5/

Assista ao 6º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-6/

Assista ao 7º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-7/

Assista ao 8º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-8/

Assista ao 9º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-9/

Assista ao 10º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-10/

Assista ao 11º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-11/

Assista ao 12º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-12/

Assista ao 13º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-13/

Assista ao 14º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-14/

Assista ao 15º episódio: https://portaldamineracao.com.br/entendendo-a-mineracao-episodio-15/

 

 

Você já faz parte da Mina, a rede social profissional da Mineração?

Redes sociais são estruturas virtuais formadas por pessoas e organizações que se conectam a partir de interesses ou valores comuns. A mineração é um tema de interesse de milhões de pessoas ao redor do mundo. Você já pensou em compartilhar informações e adquirir mais conhecimento em uma rede dedicada exclusivamente para o setor mineral?

Isso já é realidade e pode ser uma excelente oportunidade de você interagir com o universo da mineração. O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lançou no último mês um ambiente dedicado à interação virtual do setor mineral: ‘Mina – Rede Profissional da Mineração do Brasil’.

 

 

O objetivo é promover conexões, compartilhamento de ideias, troca de informações e conteúdos referentes às atividades da mineração. Com um design arrojado e facilidades no uso da ferramenta, a Mina é um espaço em que os integrantes podem postar no seu feed, interagir em chats, acessar informações exclusivas e muito mais.

A Mina está integrada ao site do IBRAM. Para acessar, basta você fazer sua inscrição.  A proposta é que este ambiente virtual gratuito se transforme em uma rede de relacionamento exclusiva do setor mineral.

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas

Mineração contribui para o desenvolvimento de tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar

Pesquisadores da empresa Alphabet criaram uma tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar. O Projeto H2E (“Hydration to Everyone”) desenvolveu um equipamento específico para puxar o ar, e, por meio de ventiladores e luz solar, inicia-se o processo de condensação, em que é produzida cada gota de água.

Para isso, são utilizados painéis fotovoltaicos, responsáveis por alimentar uma ventoinha. Segundo os idealizadores do projeto, esse mecanismo atinge uma área de coleta de energia solar que mede 1 m², suficiente para produzir até 5 L de água potável por dia utilizando apenas energia renovável.  

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas
Dispositivo utiliza painéis fotovoltaicos . Crédito: divulgação.

Mas como a mineração contribui para o desenvolvimento do dispositivo? Metais e minerais foram utilizados na sua criação. O painel solar é o equipamento essencial para se gerar energia fotovoltaica, o qual é composto por células fabricadas a partir de materiais semicondutores, como o silício, que absorvem a luz do sol e geram energia elétrica pelo efeito fotovoltaico.

Para atingir nível máximo de desempenho, é necessário levar em consideração algumas condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Quando o ar está muito seco, por exemplo, os dispositivos não funcionam bem. Também precisa de temperatura e luz solar suficientes, assim como umidade relativa do ar de pelo menos 30%. Sendo assim, embora o dispositivo seja altamente útil em climas tropicais, é improvável que possa atender às necessidades daqueles que vivem em ambientes áridos.

Dispositivo montato. Crédito: divulgação

Panorama mundial

Atualmente, a estimativa é que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas do mundo não possuam água potável. Isso significa que uma a cada 4 pessoas, em média, ainda bebe água contaminada. A previsão é que esse número seja ainda maior à medida que o aumento do nível do mar impacte sobre os corpos de água doce. 

Os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados da OMS / UNICEF que mapearam exatamente onde essas pessoas vivem e, pela primeira vez, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Em seguida, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. 

Os resultados mostraram que 1 bilhão de pessoas sem acesso à água potável, atualmente, estão situadas nas regiões onde o clima permite o uso do aparelho movido a energia solar. 

Custo do equipamento 

Dispositivos de captação de água atmosférica usam uma grande quantidade de energia para gerar cada litro de água, então o tipo de dispositivo simples e de baixo custo que a equipe desenvolveu nunca poderia produzir água suficiente para atender a todas as necessidades. Mas, em muitos lugares, pode fornecer água potável suficiente.

O equipamento da empresa foi projetado para ser acessível para pessoas que vivem com receita de US$ 2 a US$ 8 por dia. Composto por peças moldadas a vácuo, o dispositivo foi aprimorado nos últimos três anos e tem capacidade de gerar água potável por apenas 10 centavos cada litro. 

Entretanto, os pesquisadores responsáveis pelo projeto pretendem reduzir o custo para apenas 1 centavo, e, para isso, tornaram seu projeto de código aberto para que outros pesquisadores possam contribuir com o avanço. 

Em última análise, os pesquisadores pretendem criar um dispositivo de energia renovável que pode gerar água sem nenhum custo em todos os climas, incluindo ambientes secos com níveis baixíssimos de umidade relativa. 

Segundo os pesquisadores, enfrentar o impasse pode fornecer uma solução viável para uma das maiores dificuldades que uma parte significativa da população mundial tem enfrentado. Por isso, a empresa está abrindo seus dados, protótipos, software e documentação de hardware no Github e Figshare para que qualquer pessoa possa usar a propriedade intelectual e continuar avançando com o trabalho. 

Com informações dos sites Fast Company e Click Petróleo e Gás