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Minerais estratégicos: o papel na transição energética

Você sabe o que são minerais estratégicos? E qual a sua função na transição energética? 

 

Lítio, nióbio, grafita, cobre e fosfato são alguns dos minerais considerados estratégicos no Brasil pelo governo federal. Mas estes não são os únicos. Em junho de 2021 foi publicada a Resolução Nº 2 de 18 de junho de 2021, que define quais os minerais importantes para o país. 

Entretanto, quais critérios são considerados para que um mineral seja estratégico? Ele deve ser um bem mineral do qual o País dependa de importação em alto percentual para o suprimento de setores vitais da economia; bem mineral que tenha importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia; ou bem mineral que detenha vantagens comparativas e que seja essencial para a economia pela geração de superávit da balança comercial do país.

Estes minerais estratégicos possuem um papel fundamental na transição para um futuro de economia de baixo carbono.  São cruciais para a forma como a energia é gerada, transportada, armazenada e utilizada. Para se ter uma ideia, um carro elétrico requer seis vezes mais insumos minerais do que um carro convencional. Segundo estimativas da International Energy Agency (IEA), a demanda por lítio deve crescer 40 vezes até 2040 e a demanda por cobalto, grafite e níquel entre 20 e 25 vezes até 2040. 

A presença destes minerais em terras brasileiras faz com o que o país tenha enorme potencial nesta área. No entanto, investimentos adequados em ciência e tecnologia têm sido o grande entrave para o desenvolvimento da extração mineral sustentável no país, assim como a capacitação técnica e uma política regulatória clara. 

Para o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Julio Nery, o país tem enormes desafios a superar para aproveitar a oportunidade desse novo mercado que está se abrindo. “Precisamos de mecanismos para desenvolver, de forma efetiva, o conhecimento geólogo brasileiro. A mineração trabalha com uma escala adequada do mapa. Atualmente, apenas 3% do país é mapeado em uma escala de 1:50.000 e cerca de 26% do território são conhecidos geologicamente na escala de 1: 100.000”, explica.

Julio ressaltou que apenas 0,6% do território brasileiro é ocupado pela mineração brasileira. “Mesmo utilizando pequena parcela do território, temos conseguido uma rentabilidade importante para o nosso país. No último ano tivemos um saldo mineral que foi equivalente a 80% do saldo comercial brasileiro”, analisa. Segundo ele, é necessário melhores mecanismos de financiamentos brasileiros para obter mais investimentos em pesquisa mineral e efetivamente o Brasil aproveitar essa janela de oportunidades desse mercado de transição energética.

É sempre bom lembrar que a extração mineral deve ser feita em qualquer parte do território de forma sustentável e organizada, com disseminação de boas práticas. Somente assim o Brasil poderá explorar todo o seu potencial e ser protagonista na transição energética.

Mineração vai expandir atuação sustentável e responsável, diz Raul Jungmann em sua posse à frente do IBRAM

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Diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann – Crédito: Tico Fonseca 

A mineração representada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) vai ampliar seus esforços em prol dos compromissos setoriais estabelecidos na Agenda ESG da Mineração do Brasil, e, assim, atuar para expandir sua atuação empresarial conjugada com segurança operacional, sustentabilidade e respeito às pessoas e cuidado com a preservação do meio ambiente. O combate incessante à lavra ilegal é outra meta da nova gestão, liderada pelo diretor-presidente Raul Jungmann, conforme pontuou em seu discurso de posse, na noite desta 4ª feira (11/05), em Brasília, em solenidade que reuniu centenas de autoridades dos três poderes, lideranças militares e empresariais, entre muitos convidados.

Presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilfred Bruijn - crédito Tico Fonseca
    Presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilfred Bruijn – crédito:  Tico Fonseca

 

Vice-presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ediney Maia Drummond – Crédito: Tico Fonseca

O evento também marcou a posse do CEO da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn, na presidência do Conselho Diretor do IBRAM, e do diretor-presidente da Lundin Mining Corporation, Ediney Maia Drummond, no cargo de vice-presidente. A programação também contou com a entrega de placas em homenagem aos serviços prestados em prol do IBRAM e da mineração do Brasil pelos ex-dirigentes do Instituto, Wilson Brumer, no Conselho Diretor, e Flávio Ottoni Penido, na presidência da diretoria. Leia mais clicando aqui.

O ex-presidente da República, Michel Temer, encaminhou mensagem a Raul Jungmann, lida pouco antes da assinatura do termo de posse. “Ressalto que ganhará muito o IBRAM com a sua presidência. Dou, para tanto, o meu testemunho dos relevantes serviços que você prestou ao meu governo e ao país quando conduziu os ministérios da Defesa e da Segurança Pública”, diz o texto.

Entre as diversas autoridades presentes, destacam-se os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso; o Presidente da Câmara em exercício, deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM); o Ministro do Tribunal de Contas da União, ex-senador Antonio Anastasia; o senador Jean Paul Prattes; o ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Petrobras, General Joaquim Silva e Luna; o governador do Pará, Helder Barbalho; o ministro do TCU Antonio Anastasia; o presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, deputado federal Fábio Schiochet (União-SC) – veja a lista de presenças mais abaixo.

Raul Jungmann afirmou em sua fala que o “papel da mineração não é só estratégico, não é só de utilidade pública. Ela tem papel importante para o desenvolvimento do país, de gerar emprego, renda, de contribuir para promover a justiça, a sustentabilidade, o respeito ao meio ambiente (…) Este setor tem compromisso, está do lado da lei, ao lado da sustentabilidade”. Afirmou que o setor irá expandir suas atividades de forma segura, sustentável e respeitosa com as pessoas e o meio ambiente e, para isso, precisa contar com uma Agência Nacional de Mineração forte – uma melhor estruturação geral da ANM tem sido uma das bandeiras do IBRAM nestes últimos anos. A agência ainda apresenta carências que dificultam sua atuação técnica na fiscalização e na regulação do setor mineral.

Jungmann ressaltou em seu discurso a agenda ESG do setor mineral. “Ao falarmos em ESG, estamos tratando de ações muito concretas. Usar menos água, usar recursos renováveis para gerar energia, respeito a comunidade, preservação da floresta e demais compromissos com o meio ambiente. Isso será o rumo da nossa gestão. E sempre junto ao Conselho Diretor, que pensa como nós e nos apoia”, disse.

Em seu discurso, o diretor-presidente do IBRAM mencionou algumas das principais contribuições socioeconômicas da indústria da mineração ao país, como os cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos; os R$ 117 bilhões em tributos; R$ 10 bilhões recolhidos em royalty da atividade; a elevada representatividade do saldo comercial mineral no saldo da balança comercial (80% no 1º trimestre) – sendo que ocupa apenas 0,6% do território, ressaltou.

“A mineração apresenta suas contribuições ao país, mas dizemos ‘não’ ao excesso de sobrecargas impostas ao setor, que faz perder sua competitividade. Dizemos ‘não’ à insegurança jurídica, bem como a se imaginar que o setor é algo que se pode exaurir através de cobranças e de elevação de taxas e de royalties. Isso é errado. Vai na contramão. Leva nosso setor à perda de mercado e de competitividade”, afirmou.

Sobre a lavra ilegal, Raul Jungmann foi taxativo: “não apoiaremos nenhum projeto que venha a abrir qualquer brecha ao garimpo ilegal. E tampouco aceitaremos qualquer tipo de projeto que não preserve o meio ambiente e, em particular, nossa floresta, que queremos em pé”. Ele disse ainda que o IBRAM vai manter contato direto com autoridades para cobrar providências mais efetivas contra a lavra ilegal, como a de ouro, que resulta em perda de divisas ao país, entre outras consequências danosas, como fomento ao crime e prejuízos às comunidades, inclusive, povos indígenas.

“Vamos ao presidente do Banco Central para levar a ele um memorial, uma contribuição para que cumpra suas atividades de fiscalização nesse setor que lhe são devidas. Vamos à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça porque este setor está do lado da legalidade, da preservação do meio ambiente, da justiça social e da democracia, que é o sustentáculo para que a gente seja o que é e deseje fazer o que a gente faz”, frisou.

Raul Jungmann também se manifestou sobre o posicionamento do IBRAM em relação à regulamentação da mineração em terras indígenas. Recentemente, o IBRAM declarou ser contrário ao projeto de lei 191 que tramita na Câmara dos Deputados e propõe a regulamentação de atividades econômicas nas terras demarcadas.

“Recentemente tive a oportunidade de falar para os embaixadores da União Europeia em nome do IBRAM. Disse que setor mineral brasileiro segue a Constituição. Entendemos que a mineração em terras indígenas precisa de regulamentação. Mas não aceitaremos uma regulação que não respeite os povos originários, seus direitos, que não os ouça, que eles não sejam parte do processo de decisão daquilo que os interessa”, disse.

O diretor-presidente encerrou sua fala enaltecendo a democracia. “Aprendi a respeitar, a amar, a querer democracia. Às vezes a gente não sente sua falta. Mas ela é fundamental, como o ar, até o dia que nos falta. E quando nos falta, nada mais resta, por isso, além de tudo, como cidadão, pai, futuro avô e marido eu quero me despedir nesta solenidade com um viva à democracia”, afirmou.

Palco principal do Rock in Rio é feito de aço 

Maior evento de rock do Brasil contará com a parceria da Gerdau para a produção da cenografia de aço do Palco Mundo

A mineração já confirmou a sua presença no Rock in Rio edição 2022. Além dos minérios, metais e minerais presentes na estrutura do evento, instrumentos musicais e diversos componentes necessários para realizar do festival, a Gerdau, maior empresa brasileira produtora de aço e também produtora de minério de ferro no Brasil, firmou uma parceria inédita para a construção do palco principal. 

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Palco Mundo do Rock in Rio | Arte: Atake

A estrutura criada para o Palco Mundo terá um visual mais imponente e ainda mais moderno do que nas edições anteriores. Serão quase 200 toneladas de aço, equivalentes à fabricação de 200 carros, utilizadas na cenografia de um dos maiores ícones da Cidade do Rock. Com estrutura modular e com mais de 100 metros lineares de largura e uma altura proporcional a um edifício de 10 andares, o palco será o maior do festival e terá 30 metros de altura e 104 metros de largura — a maior estrutura já feita desde a primeira edição, em 1985. Outra novidade é que o palco será constituído por placas de aço com perfurações aparentes, que serão trabalhadas com iluminação cênica.

O aço, uma liga metálica formada principalmente de ferro e carbono, é um material 100% reciclável, que pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades. A reciclagem tem efeitos positivos na mitigac?a?o das mudanc?as clima?ticas: poupa recursos naturais, reduz o consumo de energia e a emissa?o de gases de efeito estufa. Atualmente, a Gerdau, que tem 73% de sua produção oriunda da reciclagem de sucata metálica, possui uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa, de 0,90t de CO?e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global de seu setor, de 1,89t de CO?e por tonelada de aço, segundo os dados de 2020 divulgados pela World Steel Association (worldsteel). 

A escolha da Gerdau como a empresa fornecedora de aço para a construção do Palco Mundo do Rock in Rio levou em conta aspectos de sustentabilidade e inovação. A empresa é a maior recicladora de sucata metálica da América Latina, o que torna o seu aço um produto com intensidade carbônica menor que a média do setor. Além do aspecto ambiental, o processo de reciclagem inclui milhares de cooperativas e pessoas em sua cadeia de geração de renda. Do ponto de vista de inovação, o aço da Gerdau é um produto versátil, flexível e com características perfeitas para uma construção rápida, ágil, segura e com estética futurista.

Números da nova cenografia do Palco Mundo e da Gerdau

– Aproximadamente 200 toneladas de aço: equivalentes a fabricação de 200 carros;

– 30 metros de altura: similar a um prédio de 10 andares;

– 104 metros de largura: equivalente a duas piscinas olímpicas;

– 100% reciclável, a cenografia do Palco Mundo será eternamente reaproveitada, quando deixar de ser palco, podendo se transformar em casas, edifícios, carros, centros hospitalares, entre outros;

– Mais 1 milhão de pessoas, incluindo  catadores e cooperativas, envolvidas no processo de reciclagem da Gerdau;

– 73% do aço da Gerdau é produzido a partir da reciclagem da sucata metálica;

– 11 milhões de toneladas por ano: A Gerdau é a maior recicladora das Américas;

– 36 mil colaboradores diretos e indiretos em todas as operações da Gerdau: número de empregos gerados pela companhia.

– A Gerdau é associada do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) 

*Com informações da Gerdau

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Perovskita: mineral pode impulsionar o setor de energia solar brasileiro

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru  estão em uma corrida científica mundial para o desenvolvimento de painéis solares à base de perovskita,  mineral de óxido de cálcio e titânio, relativamente raro, que tem como características a flexibilidade, semitransparência, peso leve e baixos custos de processamento. Quando utilizado em painéis de energia solar, resulta em placas mais finas, leves,  flexíveis e mais econômicas e eficientes comparadas aos modelos atuais. 

Mineral perowskita. Crédito: Divulgação

A grande parte das células fotovoltaicas usadas no mundo tem como principal material o silício. Entretanto, este modelo tem alguns pontos negativos, como o elevado consumo energético necessário para sua produção. Embora a sílica (SiO2) seja um material abundante na Terra, a separação das moléculas de oxigênio e do silício exige temperaturas altíssimas que geram um custo ambiental. 

Outro ponto negativo do material produzido com silício é o peso dos painéis que encapsulam a célula solar – cerca de 25 quilos por metro quadrado – que pode inviabilizar sua aplicação em telhados sem a estrutura adequada. Além disso, a eficiência das células comumente comercializadas, em torno de 15%, já foi superada por novos materiais em testes realizados em laboratórios e em ambientes controlados.

Segundo uma reportagem publicada pelo Jornal da Unesp, a perovskita vem sendo testada em células solares desde 2009. Neste curto período, sua eficiência para a conversão fotoelétrica medida em laboratório saltou de 3,6% para mais de 25% em 2020. “O que se viu com as células solares de perovskita foi um desenvolvimento tecnológico rapidíssimo e inédito no setor fotovoltaico”, destaca o professor Carlos Graeff, um dos pesquisadores principais do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), que tem o objetivo de criar soluções para demandas no mundo todo, entre elas, para o setor de energia solar. 

Células solares de perovskita fabricadas na Unesp. Crédito: Silvia Fernandes

Ainda em 2012, Graeff notou que os resultados de eficiência alcançados pela perovskita, faziam com que ela se tornasse a melhor “substituta” para os painéis de energia solar de silício. De acordo com o professor, agora há uma corrida tecnológica no mundo todo para que várias técnicas sejam testadas para a produção de energia com o “novo” material, com cada grupo testando uma arquitetura própria. 

No painel solar de Perovskita, cada substância é impressa em forma de camada e desempenha uma função de célula. Sendo assim é gerado um filme flexível e fino capaz de gerar eletricidade através da luz solar. 

Este projeto é desenvolvido por cerca de 15 pesquisadores do Laboratório de Novos Materiais e Dispositivos da Unesp de Bauru tem somado sua expertise ao conhecimento do Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia (CSEM Brasil), que é um instituto de pesquisa ligado a uma empresa que gera painéis solares orgânicos e finos, mais conhecidos como OPV. 

Com informações do Jornal da Unesp e do Click Petróleo e Gás

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Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas

DIU: método contraceptivo é feito com produtos da mineração

Cobre e prata podem evitar a gravidez? Quando utilizados da forma correta, sim. O Dispositivo Intrauterino, famoso DIU, apresenta diversos modelos disponíveis no mercado. Entretanto, existem dois modelos fabricados diretamente com produtos da mineração: o DIU de cobre e o de prata. 

O DIU de cobre é uma pequena peça de polietileno revestida por cobre, geralmente em formato de “T”, que é posicionado dentro do útero e não apresenta material tóxico ou alergênico. Sua função é inflamar o tecido que reveste o órgão e impedir as possibilidades de uma gravidez. Por não conter progesterona ou outras substâncias, o dispositivo não oferece restrições para mulheres com câncer de mama, por exemplo. Com validade média de 10 anos, as alterações bioquímicas causadas pelo material impedem que os espermatozóides fecundem os óvulos.

Já o DIU de prata foi pensado para reduzir os possíveis efeitos colaterais nas usuárias do DIU de cobre. Essa opção, que também contém o metal do modelo anterior, usa a prata para contrabalancear as reações. A combinação dos dois metais é o que faz com que o cobre não seja tão fragmentado no organismo feminino e aumenta a eficácia do aparelho. Tem um formato mais parecido com um “Y” e tamanho mais reduzido. Sua duração média é de 5 anos. 

História do DIU 

Existem referências na literatura que o dispositivo intrauterino tenha sido usado desde a antiguidade quando, segundo a história, Hipócrates , em torno do ano 400 a.C, inseria objetos no útero com a ajuda de um tubo de chumbo, muitos materiais, formas e hormônios foram idealizados e utilizados. 

Em 1962 , o Population Council, por sugestão de Alan Guttmacher, então presidente da Planned Parenthothood Federation of America (PPFA), organizou a primeira conferência internacional sobre DIU na cidade de New York e apresentou sua experiência com seu dispositivo, que possuía cauda única filiforme e que veio a se tornar o DIU mais empregado nos Estados Unidos e no mundo. 

A partir de então começaram a surgir cada vez mais novos modelos com materiais em aço inoxidável, com fios de prata, nylon e poliuretano e em espiral. Na década de 70 em face de um processo sobre segurança da pílula anticoncepcional, pelo senado dos Estados Unidos, as mulheres jovens foram desencorajadas ao uso de contraceptivos orais, e passaram a procurar o DIU. 

Hoje em dia tem o uso estimado no mundo por mais de uma centena de milhões de mulheres. Estatisticamente é o segundo método de planejamento familiar, dados esses reforçados pela China onde vivem cerca de dois terços das usuárias do método.  

*Com informações do O Estado de São Paulo e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.  

Urânio: saiba o que é e para que serve

O urânio é um metal de coloração prateada, radioativo, denso e maleável. É um elemento razoavelmente abundante na crosta terrestre, ocorrendo em vários ambientes geológicos, sempre em combinação com o oxigênio. Mas o que é exatamente? Quais perigos ele pode oferecer à saúde humana?

Minério de urânio (Crédito: Reprodução/Domínio Público)

O metal foi descoberto na Alemanha no ano de 1789 e seu nome foi uma homenagem ao planeta Urano. Por muitos anos, foi usado principalmente como corante de esmaltes cerâmicos e no tingimento de fotografias, até que suas propriedades radioativas foram descobertas em 1866. É o último elemento natural da tabela periódica e possui o núcleo atômico mais pesado existente na natureza. Em sua forma metálica, o urânio pode reagir com quase todos os elementos da tabela periódica. 

Como é um mineral extraído do solo, o urânio não é um recurso não renovável. Mas não vai se esgotar tão cedo: estima-se que existam 5,5 milhões de toneladas do elemento em depósitos minerais economicamente viáveis, com 4,6 bilhões de toneladas dissolvidas na água do mar, que poderiam ser extraídas por um processo criado por cientistas japoneses na década de 80. A Austrália é o país com as maiores reservas de urânio, com 31% dos depósitos conhecidos.

Urânio enriquecido (Crédito: Reprodução/Domínio Público)

O processo de fissão de seu núcleo produz energia elétrica, uma alternativa aos combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão. Hoje, 16% da energia elétrica do mundo é proveniente do urânio. O metal também é utilizado em usinas nucleares e em reatores nucleares que operam navios e submarinos. Justamente pelo perigo que oferece, a produção do urânio-235 no mundo é rigidamente fiscalizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em inglês).

No Brasil, cerca de 99% da utilização do urânio-235 é voltada para a geração de energia e o restante é aplicado em pesquisas de medicina nuclear e na agricultura. Mas, cuidado! A ingestão acidental de altas concentrações de urânio pode acarretar graves consequências, como câncer nos ossos ou no fígado. Se inalado, pode gerar câncer de pulmão. O urânio é um elemento tóxico ao corpo humano e seus efeitos químicos podem ser mais nocivos e velozes do que os radioativos.

*Com informações do Canal Tech

Um “alô” estratégico: invenção do telefone marca avanço tecnológico

Primeira ligação telefônica do globo completou 146 anos neste mês de março; cerca de 60 metais são utilizados na fabricação de um aparelho

 

Conhecido por revolucionar os meios de comunicação, ao permitir que pessoas pudessem se comunicar por voz, instantaneamente, à longa distância, o telefone ganhou reconhecimento mundial quando, em 10 de março de 1876, o cientista britânico Alexander Graham Bell realizou a primeira ligação telefônica da história. Diante da importância histórica, a data é celebrada anualmente como o Dia Internacional do Telefone.

O que poucos sabem é que muitos metais são utilizados para o desenvolvimento desse poderoso comunicador. Ao longo do tempo, novos processos de criação e modernização dos aparelhos exigiram a presença de diversos tipos de metais em sua composição.

Graham Bell é mundialmente conhecido como o inventor do telefone mas, desde o início do século XXI, é consenso no meio científico que Antonio Meucci, um italiano que morava nos Estados Unidos, deu vida a um telefone eletromagnético, em 1856, vinte anos antes do registro feito por Bell. “Teletroffono” foi o nome dado à invenção do imigrante que cursou engenharia química e industrial, mas não concluiu os estudos. Ele patenteou provisoriamente o objeto, mas descobriu alguns anos depois que havia perdido o reconhecimento. Em 1876, Graham Bell criou o telefone pelo qual viria a ser conhecido e conseguiu a patente pela criação. Meucci chegou a processar Bell, mas não pode ver em vida o ganho da causa. O Congresso dos Estados Unidos só passou a reconhecer o Italiano como o inventor do telefone 9 em 2002.

Antonio Meucci. Fonte: Wikimedia Commons

De lá pra cá, muitas melhorias foram incorporadas à disputada invenção, mas algo se manteve. Desde o telefone “pé de ferro”, fabricado em 1890, até a invenção do celular, em 1973, os metais foram materiais essenciais para a confecção dos aparelhos. A importância dos metais na fabricação de telefones tornou-se ainda maior com a popularização dos dispositivos móveis nos anos 90 e na difusão dos smartphones, no final da década seguinte.

Telefone de mesa a magneto modelo AC100

Aproximadamente, 60 tipos de metais são utilizados na fabricação de um celular inteligente. Os terras raras, conhecidos como metais tecnológicos, são maioria, mas dividem espaço com outros bastante conhecidos — incluindo alguns presentes em todos os cantos do nosso dia-a-dia, como o alumínio e o cobre.

Ouro: metal fundamental do smartphone

Ouro e outros metais são fundamentais na fabricação de smartfones. Crédito: Lukmanazis/Shutterstock

Milhões de pessoas carregam ouro no bolso todos os dias sem sequer fazerem ideia disso. Junto com a prata e a platina, o minério é um componente fundamental para a construção de qualquer celular. Mas por que utilizá-lo para fabricação em massa se o ativo, teoricamente, tem um valor tão elevado? Porque, ainda que caro, o ouro é o metal no mercado que melhor consegue unir as qualidades de ser um ótimo condutor elétrico e sofrer pouca corrosão.

O ouro não somente é significativo na composição de um smartphone, mas também é um dos minerais mais importantes e estratégicos do território brasileiro. Na Resolução Nº 2 de 18 de junho de 2021, o Governo Federal definiu uma lista de minerais estratégicos. O estudo foi desenvolvido pelo Comitê Interministerial de Análise de Projetos de Minerais Estratégicos (CTAPME), mas contou ainda com outras importantes participações, como a do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM). Ao todo, 28 minérios estão nessa lista.

Também o níquel está no quadro de metais mais importantes do país, sendo componente fundamental na confecção do aparelho. O minério está na parte eletrônica, na saída de áudio, no microfone e no revestimento de um smartphone. Assim como o tântalo -metal semelhante ao nióbio-, presente na parte eletrônica. O níquel é relevante para o Brasil pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia.

Outro estratégico importante para o celular é o lítio, presente na composição da bateria. A relevância desse metal tem crescido de maneira exponencial em diversos setores produtivos, principalmente na área tecnológica. A geóloga do SGB-CPRM Ioná Cunha avaliou que “hoje o lítio já é considerado um metal crítico por sua importância na aplicação em alta tecnologia, mas precisamos de mais pesquisas para melhorar nossa capacidade de suprir essa demanda, que só vai crescer”.

O cobre também é um metal muito relevante para a tecnologia e por possuir vantagens comparativas, sendo essencial para a economia, na geração de superávit da balança comercial do Brasil. Já o alumínio detém algumas das qualidades do cobre e, por isso, também é considerado estratégico. O primeiro metal atua na eletricidade do aparelho, o segundo costuma fazer parte do seu revestimento. Ambos são de grande importância para diversos setores da indústria brasileira.

Os Terras Raras
Fazendo uma retrospectiva às aulas de química, quem não se lembra da famosa tabela periódica? Das duas fileiras, destacadas na parte inferior, do modelo que agrupa todos os elementos químicos, em uma delas se encontram os Terras Raras, que são 17 metais de transição. Os elementos dessa classe têm essa denominação pela dificuldade encontrada para realizar a sua extração. Tal conjunto é conhecido por abrigar matérias primas fundamentais para a confecção de dispositivos de alta tecnologia, motivo pelo qual fazem parte da lista de metais estratégicos para o Brasil.

Na produção de um smartphone estão presentes os metais Terras Raras: praseodímio, neodímio, gadolínio, térbio, disprósio e európio. Eles estão espalhados pelo display, microfone, saída de áudio e vibração. O SGB-CPRM realizou dois estudos sobre o potencial de exploração de metais terras raras no Brasil, nos anos de 2015 e de 2019.

Talvez muitos já soubessem da disputa pela patente da invenção do telefone, mas será que tinham noção da presença de metais preciosos em um smartphone? Ou que muitos dos componentes de um celular são estratégicos para o país? Fique de olho nos materiais do SGB-CPRM para outras novas descobertas.

Fonte: Matéria publicada no Portal do Serviço Geológico do Brasil 

 

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Prêmio Municípios Mineradores vai reconhecer a qualidade dos serviços públicos municipais

Nesta edição, a premiação vai destacar 10 iniciativas com melhor desempenho da gestão local

Prêmio Municípios Mineradores vai reconhecer a qualidade dos serviços públicos municipais
 

Será lançado publicamente nesta terça-feira (22), o Prêmio Municípios Mineradores 2022, organizado pelo IBRAM  (Instituto Brasileiro de Mineração) e Agenda Pública, com o apoio do Ministério de Minas e Energia (MME). A iniciativa vai reconhecer o desempenho da gestão municipal na oferta de serviços públicos e seu impacto direto para a população e seu entorno.

Na edição deste ano, o prêmio irá avaliar a qualidade dos serviços prestados pelos municípios e premiá-los em categorias como Saúde; Educação; Proteção Social; Infraestrutura; Meio Ambiente; Governo Aberto; Gestão; Finanças; Desenvolvimento Econômico; e Serviços Digitais.

Serão 25 municípios finalistas analisados pela Agenda Pública e validados pelo comitê de seleção, para chegar às 10 premiações.

Municípios Mineradores

“A mineração exerce um papel de agente socioeconômico influente no desenvolvimento territorial dos municípios e de suas respectivas regiões. Estimula negócios em várias cadeias produtivas, com geração de empregos, renda e tributos, promovendo, portanto, meios para a condução de políticas públicas de desenvolvimento. Visando a plena sustentabilidade do território minerado, incentivamos a implementação de programas de diversificação econômica como ferramenta de apoio para o durante e pós-mineração”, ressalta o diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann.

O objetivo central do projeto é reconhecer e difundir boas práticas de gestão em categorias que evidenciem bom desempenho, qualidade dos serviços públicos e bem-estar da população.

“As boas práticas de governança são fundamentais para garantir a qualidade do serviço público oferecido à população pelas prefeituras. O prêmio é um marco histórico para o setor de mineração, demonstrando seu compromisso e apoio ao fortalecimento da gestão municipal e ao desenvolvimento dos territórios em que a mineração é realizada”, comenta o cientista político Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública.

Realizadores

IBRAM

Atuando diretamente na valorização das empresas e instituições que atuam no setor mineral, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), também contribui com fomentação de inovações no setor e difusão das melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado, elabora debates, eventos, estudos, pesquisas e estatísticas relativos à economia mineral.

Agenda Pública

A Agenda Pública é uma organização especializada em aprimoramento de serviços públicos, ampliando capacidades, oportunidades e bem-estar para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. Tornar os serviços públicos brasileiros mais inteligentes (com base em dados e evidências), simples (mais ágeis e com baixo custo) e humanos (com foco nos problemas dos cidadãos, além de propor soluções para grandes problemas públicos brasileiros).

MME

O Ministério de Minas e Energia (MME) foi criado em 1960. Anteriormente, os assuntos de minas e energia eram de competência do Ministério da Agricultura. Dentre as atuais e principais responsabilidades do MME estão o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), ambos presididos pelo ministro de Minas e Energia. O MME possui quatro Secretarias finalísticas que propõem diretrizes e implementam políticas nacionais em suas áreas de atuação.

 

Clique aqui e veja outras notícias e curiosidades sobre o setor mineral.

Empresa planeja cavar buraco mais profundo do mundo para gerar energia renovável ilimitada

Nos últimos anos tem se falado muito sobre energia solar, eólica e hidráulica, principalmente por ser uma alternativa que gera menor impacto no meio ambiente e maior sustentabilidade. Todas elas têm a mineração como fator fundamental para sua geração, seja nos minérios, metais e minerais necessários para sua formação, seja nos equipamentos utilizados no processo de captação e utilização. Mas, será que é possível utilizar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada? 

A Quaise Energy, empresa derivada do  MIT (Massachusetts Institute of Technology) em 2020, diz que sim. Ela pretende usar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada.  Para isso, a empresa pretende perfurar o buraco mais profundo do mundo. 

Camadas que devem ser perfuradas. Crédito: Divulgação MTI

Já foram arrecadados US$ 63 milhões em financiamento para impulsionar esta perfuração mais profunda da crosta terrestre. Entretanto, o desafio é grande. Até agora, os melhores esforços da humanidade em cavar fundo na Terra atingiram o máximo de cerca de 12,3 quilômetros de profundidade, o que não foi suficiente para aproveitar efetivamente o calor do planeta em uma escala massiva. 

A Quaise Energy acredita que conseguirá ultrapassar esse limite, alcançando até 20 quilômetros de profundidade, com a utilização de um gerador de feixe de energia de megawatt, também conhecido como girotron. Este dispositivo é inspirado na fusão nuclear e gera ondas eletromagnéticas na porção de ondas milimétricas do espectro que podem teoricamente queimar as rochas mais duras e quentes que dificultam a perfuração muito profunda na crosta do planeta.

Clique aqui e veja a explicação do projeto. (Vídeo em inglês) 

Nesta profundidade, o calor das rochas circundantes pode atingir temperaturas de até 500 graus Celsius. Essa quantidade de calor será capaz de transformar rapidamente qualquer água líquida bombeada para essas profundezas em um estado de vapor supercrítico (com a baixa viscosidade do gás e a alta densidade do líquido), o que é adequado para gerar eletricidade quando colocado em turbinas e geradores. Isso equivaleria a produzir e aproveitar o poder do vapor, mas amplificado consideravelmente. 

Atualmente, menos de meio por cento (sim, abaixo de 0,5%) da energia mundial é derivada de fontes geotérmicas. Isso contrasta  com as expectativas para o futuro. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano para  atingir zero emissões líquidas até 2050, embora a taxa de crescimento atual esteja bem abaixo dessa margem. 

Com informações do site Click Gás e Petróleo

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