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A importância da segurança de processos e da gestão de riscos na mineração

A indústria de mineração tem grande influência na vida das pessoas, no atual modelo econômico e contribui para o desenvolvimento mundial. Alimentos, construção de casas, equipamentos eletrônicos, remédios, produtos de higiene, cosméticos. Produtos essenciais em quase todas as áreas de nossa vida dependem da mineração. 

No Brasil, o setor mineral passou por grandes transformações nos últimos anos. Os acidentes de Mariana e Brumadinho (MG), levaram a sociedade e a indústria a uma profunda reflexão sobre a forma de conduzir suas operações e gerenciar os riscos, mantendo uma política alinhada com o desenvolvimento sustentável, incluindo novos padrões na sua gestão operacional.

Gestão de riscos

O setor mineral utiliza-se de diversas normas de gestão de riscos, como o ICMM, CCPS, G-MIRM, ISO, World Steel, GRI, entre outros, sendo que o ponto comum entre eles é a necessidade de fazer avaliações dos riscos e implementar controles para a redução dos impactos das operações de mineração. 

Com isso, profissionais de segurança de processos e gestão de riscos ganharam ainda mais espaço no setor mineral. Planejamento, diagnóstico, análises e tomadas de decisões assertivas fazem parte da rotina destes especialistas. 

A partir dessas novas premissas, o primeiro desafio encontrado quando existem essas mudanças de paradigma é repleto de reflexões essenciais para uma atividade sustentável. 

  • Como se começa a identificar os riscos? 
  • Qual risco deve ser tratado primeiro? 
  • Quão danosas podem ser as operações? 
  • Quem são os primeiros afetados por falhas nas operações? 
  • Quais controles são eficazes para as atividades?

Somente profissionais devidamente preparados podem encontrar o melhor caminho para uma mineração sustentável, segura e preocupada com o meio ambiente. 

Curso de Qualificação Profissional em Segurança de Processo

A Universidade Corporativa da Mineração do Brasil (UNIBRAM) e a RSE se uniram e lançaram o curso de Qualificação Profissional em Segurança de Processo para Mineração. Desenvolvido especificamente para o público do setor mineral, a capacitação oferece 128 horas de conteúdo rico em informações sobre o tema. 

Conteúdos abordados

Os participantes aprenderão a identificar riscos de processos e atividades críticas à vida, além de compreender ferramentas de análise, os tipos de perigos e suas consequências potenciais. 

Outros tópicos abordados no curso incluem:

  • integridade de ativos;
  • auditoria em segurança de processo;
  • aprendizado com a experiência;
  • melhoria contínua;
  • e um projeto de conclusão aplicado à melhoria das condições de segurança no local de trabalho.

Com a combinação da expertise da UNIBRAM e da RSE, este curso oferece um conhecimento aprofundado e prático que vai auxiliar os participantes nas tomadas de decisões. 

As aulas serão ao vivo e também gravadas, permitindo aos alunos aprender no seu próprio ritmo e em um ambiente flexível.

Acesse o site para mais informações. 

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Conheça pessoas que trabalham diariamente com a atividade minerária

Volta às aulas: SGB disponibiliza conteúdo exclusivo para incentivar geociências

Quer aprender sobre geociências? O SGBeduca, programa de Serviço Geológico do Brasil, é destinado à divulgação e popularização das ciências relacionadas ao estudo do planeta Terra. 

O que é

São conteúdos com linguagem simples e acessível, além de materiais específicos para crianças, jovens e adultos. O SGBeduca também oferece conteúdos exclusivos para professores

Volta às aulas: SGB disponibiliza conteúdo exclusivo para incentivar geociências

Quem produz

O conteúdo é produzido pelos técnicos do SGB, e todo o programa é mediado por geocientistas, contando com uma linguagem direta e criativa, sem perder a qualidade científica.

 

Na plataforma, você encontra o podcast e o videocast “Sem Geologuês”, que explica os assuntos geológicos de forma descomplicada. 

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Entenda também sobre a Geologia Marinha brasileira e como ela pode fomentar o setor mineral.

Conheça o aplicativo PROX e sabia como ele melhora os procedimentos de comunicação de riscos à população

Conheça o aplicativo PROX e sabia como ele melhora os procedimentos de comunicação de riscos à população

Multiplicar o conceito de segurança nas comunidades residentes em áreas próximas a barragens. Esse é o principal objetivo do aplicativo PROX, uma ferramenta desenvolvida pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), e o Mining Hub. 

O aplicativo, disponível para download gratuito nas plataformas IOS e Android, pretende multiplicar a segurança.  Além das informações sobre barragens, o PROX reúne dados de diferentes riscos, como hidrológicos, geológicos, de queimadas e descarga elétrica, de forma a multiplicar a segurança. “O PROX traz cada vez mais transparência e autonomia para a sociedade. Temos um universo enorme pela frente para entregar para a população algo muito efetivo no controle e segurança das pessoas”, ressalta o gerente de Planejamento Energético e Coordenador Executivo dos PAEs (Plano de Ação de Emergência) das usinas da Cemig, Ivan Carneiro. 

O PROX é uma ferramenta importante para que a população que mora no entorno de áreas de risco possa ter acesso a uma série de informações de forma ágil e eficiente. Além de disponibilizar dados em tempo real do seu entorno, os usuários também receberão alertas de segurança, com base em informações fornecidas pelos parceiros e dos agentes de resposta, como os órgãos públicos de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. 

Para o diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann, “este é, de fato, um aplicativo que é uma conquista para todos nós. O PROX nos traz a transparência, promove a segurança, e nos dá autonomia, já que cada usuário pode dimensionar os riscos e, ao mesmo tempo, encontrar informações seguras, o que é importantíssimo nestes tempo de fake news. Ele conta com a participação de 11 mineradoras. O que significa dizer que já temos 536 barragens devidamente cadastradas, com todas as informações”, afirma. 

O aplicativo não substitui os Planos de Ação de Emergência, mas contribui para a chamada redundância da comunicação, tornando-a ainda mais eficiente, além de facilitar o compartilhamento de dados para autoproteção. Entre os objetivos estão os de contribuir com o desenvolvimento de políticas públicas, além de fortalecer e profissionalizar o sistema de proteção e defesa civil nos territórios. 

”O PROX veio para consolidar a nossa busca por processos mais transparentes, não apenas na gestão de barragens, mas também na prevenção de outros riscos como de enchentes, que são muito comuns aqui no Brasil nessa época do ano. Além disso, vai contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas e para o fortalecimento do sistema de Defesa Civil dos territórios que nos recebem. Por isso, é muito importante que todos conheçam”, ressaltou a especialista em riscos da Samarco e participante do projeto, Melissa Manger.   

Funcionalidades

A comunicação é feita por meio de cadastramento georreferenciado do aparelho móvel de quem baixar o aplicativo.  Dessa forma, cada pessoa recebe a informação precisa da sua região. Ao se cadastrar, o usuário pode customizar os alertas, de acordo com a sua localização, para receber informações precisas sobre a sua região. 

A interface foi desenvolvida para que o PROX se torne uma ferramenta de consulta a dados hidrológicos, geológicos e operações de barragens. Além disso, apresenta pontos de encontro próximos à localização dos usuários e orientação em relação às  rotas de fuga, além de oferecer os contatos dos principais agentes de resposta. Nos municípios, além da interface móvel, um portal web possibilita uma visualização completa das informações de risco, cadastro de edificações e serviços, o que permite contribuir para a elaboração do plano de contingência municipal.

Atualmente o aplicativo conta com dados das mineradoras AngloGold Ashanti, Anglo American, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Gerdau, Jaguar Mining, Kinross, Lundin Mining, Mineração Morro do Ipê,  Nexa, Samarco e Vale. 

Saiba mais sobre o PROX no site https://segurancaprox.com.br

Vale é a primeira mineradora, entre as grandes do setor, a testar caminhões de 72 toneladas 100% elétricos

Veículos, que serão usados nas operações de Minas Gerais e da Indonésia, representam mais um passo na eletrificação dos ativos da empresa, que anunciou meta de zerar suas emissões líquidas de carbono até 2050
A Vale recebeu dois caminhões fora de estrada de 72 toneladas movidos a bateria, que passarão por testes nas minas de Água Limpa, em Minas Gerais, e de Sorowako, na Indonésia. Primeiros a serem utilizados por uma mineradora global, os veículos não emitem CO2, pois substituem o diesel por eletricidade provenientes de fontes renováveis, e ainda reduzem ruídos, minimizando os impactos nas comunidades que moram no entorno das operações. Os equipamentos, que foram produzidos pela XCMG Mining Machinery Co. Ltd., subsidiária da Xuzhou Construction Machinery Group Co. Ltd. (XCMG), maior fabricante de máquinas da China, representam mais um passo na eletrificação dos ativos da Vale, que, em 2019, anunciou a meta de zerar suas emissões líquidas diretas e indiretas (escopos 1 e 2) até 2050. Para isto, estima investir entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões.
Os caminhões fora de estrada elétricos de 72 toneladas, modelo XDR80TE, fazem parte do programa PowerShift. Suas baterias de lítio possuem capacidade de armazenamento de 525 Kwh, podendo operar até 36 ciclos, pouco mais de um dia de operação, sem necessidade de parar para recarregar e com possibilidade de regeneração de energia durante as descidas, redução de uso de freio mecânico, manutenção e vibração, além de proporcionar mais conforto operacional ao motorista. O equipamento conta com tecnologia de controle de temperatura múltipla, que permite adaptar-se às altas temperaturas, umidade e períodos de chuvas intensas.
O caminhão elétrico de 72 toneladas em operação na Indonésia. Crédito: Divulgação Vale
“Vemos esta parceria com a XCMG como mais um passo importante em nossa relação de longo prazo com a China, e na direção por uma mineração mais sustentável. Nossa intenção é ampliar, em conjunto com parceiros globais, o desenvolvimento e a cocriarão de tecnologias que respeitem o meio ambiente e zerem as emissões”, destaca Alexandre Pereira, vice-presidente executivo de Soluções Globais de Negócios da Vale.
“A entrega do mais recente caminhão de mineração elétrico XDR80TE neste momento é resultado de um esforço conjunto entre a XCMG e a Vale para promover a proteção ambiental global, bem como o desenvolvimento econômico verde e sustentável”, afirmou Hanson Liu, vice-presidente da XCMG Machinery e gerente-geral da XCMG Import & Export Co..
Atualmente, as emissões dos caminhões fora de estrada a diesel representam cerca de 9% do total de emissões de escopo 1 e 2 da Vale.
Redução das emissões
O Powershift foi criado pela Vale com objetivo de substituir combustíveis fósseis por fontes limpas em suas operações. O programa está avançando em soluções inovadoras para eletrificar minas e ferrovias da empresa. Além do caminhão 100% elétrico, a estratégia da Vale para eletrificação dos ativos conta ainda com a operação de locomotivas movidas a bateria nos pátios dos portos de Tubarão, em Vitória, e de Ponta da Madeira, em São Luís. No Canadá, o Powershift também tem realizado testes com equipamentos elétricos em minas subterrâneas no Canadá – atualmente, há cerca de 40 em operação.
A estratégia de eletrificação de equipamentos de operações da Vale inclui ainda uma parceria com seus pares BHP e Rio Tinto. No ano passado, as três empresas, juntamente com mais 17 mineradoras, lançaram o “Charge On Innovation Challenge”, desafio global de inovação aberta, cujo objetivo é buscar soluções inovadores para acelerar o carregamento seguro de baterias para futuros caminhões fora de estrada elétricos.
*Com informações da Assessoria de Imprensa da Vale
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Locomotivas elétricas utilizadas na mineração reduzem emissões de carbono

Mineradora cria maior recicladora de pilhas e baterias portáteis do Brasil

O que você faz com a pilha velha ou aquela bateria que não funciona mais? Sabe o impacto que tem na natureza quando este lixo eletrônico não é descartado adequadamente? E qual a ligação destes itens com a mineração? 

A mineração é primordial na fabricação destes componentes eletrônicos tão importantes no nosso dia a dia. Para produzir baterias e pilhas são necessários elementos como zinco, cobre, grafite, mercúrio, entre outros. 

Estima-se que no Brasil são consumidas cerca de 800 milhões de pilhas anualmente e que apenas 5% desse total são descartadas de forma correta, de acordo com o último levantamento da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Geralmente, este lixo eletrônico acaba indo para os aterros sanitários comuns, com grande possibilidade de contaminar o solo e lençóis freáticos, já que cada pilha ou bateria tem materiais tóxicos como chumbo, cádmio e outros metais.

Mineradora cria maior recicladora de pilhas e baterias portáteis do Brasil
Mineradora Nexa recicla pilhas e baterias em Juiz de Fora (MG). Crédito: divulgação 00

Em busca de soluções inovadoras e sustentáveis, a Nexa Resources, mineradora de zinco, criou uma empresa para a reciclagem de pilhas e baterias. Localizada em Juiz de Fora (MG), onde atua desde 2013,  a unidade promove a reciclagem de pilhas comuns, alcalinas, recarregáveis, além de baterias portáteis. Atualmente é a maior recicladora em atividade no Brasil. 

“Os temas ESG (Ambiental, Social e Governança, em tradução do inglês) já fazem parte das nossas operações, que atua de forma sustentável, voltada para gestão de resíduos e promoção da economia circular. Com a reciclagem das pilhas e baterias, conseguimos fazer com que o zinco extraído seja reaproveitado como matéria prima e utilizado na produção de zinco primário. Além disso, 78% da energia consumida pela Nexa, em todas as suas unidades, é proveniente de autoprodução de fonte limpa, em hidrelétricas, ou seja, produzimos a nossa própria energia” ressalta José Maximino Ferron, gerente geral da Nexa, na unidade de Juiz de Fora.

Este é mais um exemplo de economia circular no setor de mineração. A empresa já reciclou  mais de 207 toneladas de pilhas e baterias em 2021, o que equivale a cerca de 36,7 toneladas de zinco e outros metais recuperados e transformados pela companhia. Em parceria com a Gestora de Resíduos e Equipamentos Eletrônicos – Green Eletron, a empresa disponibiliza mais de 30 pontos de coleta distribuídos na cidade de Juiz de Fora. 

As pilhas descartadas nos diversos pontos de coleta espalhados pelo Brasil são enviadas para processamento metalúrgico na Nexa. Na Planta de Juiz de Fora, o material inicialmente é triturado e blendado com outras matérias primas secundárias e posteriormente alimentadas no Forno Rotativo Waelz, de tecnologia alemã, onde ocorre a liberação dos metais na forma de óxidos, que na sequência alimentam o processo hidrometalúrgico, onde os metais são separados e seguem diversas linhas de produção. 

Sobre a Nexa

A Nexa Resources é uma das maiores mineradoras de zinco do mundo. Atua há mais de 60 anos nos segmentos de mineração e metalurgia, com operações localizadas no Brasil e no Peru e escritório em Luxemburgo, fornecendo seus produtos para todos os continentes do mundo. Desde 2017, suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sendo seu acionista majoritário a Votorantim S.A.

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Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 

Cientistas transformam máscaras descartáveis em baterias econômicas e de longa duração

Série de vídeos ‘Realidades Minerais’ apresenta 4º episódio sobre a importância dos projetos sociais

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresenta o 4º vídeo da série ‘Realidades Minerais’, que mostra a importância das empresas de mineração em empoderar, ensinar, auxiliar e conceder oportunidades a jovens e adultos das comunidades nas quais estão inseridas com seus projetos sociais.

Sobre a Série ‘Realidades Minerais’

O IBRAM apresenta a série ‘Realidades Minerais’, que trata sobre a importância da mineração para o desenvolvimento da economia local, com geração de emprego e renda para o município onde a atividade está inserida e também para as comunidades vizinhas. Serão divulgados cinco vídeos sobre os temas conservação ambiental, emprego e renda, governança e projetos sociais.

Para o IBRAM, a mineração é um elo fundamental das diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano. A série de vídeos mostra exatamente a importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras, com geração de empregos diretos e indiretos, além de qualidade de vida.

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Veja o 1º episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’ lançada pelo IBRAM

Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 

O rejeito de mineração é o que sobra após o beneficiamento do material que é retirado da mina (minério lavrado). A maior parte da disposic?a?o de rejeitos da minerac?a?o mundial se faz por barragens de rejeitos, que também tem a função de reserva de a?gua para o reúso na mina e/ou no beneficiamento.

Entretanto, existem outros sistemas de disposição de rejeitos, como em frentes de lavra já exuridas nas minas subterra?neas, em cavas exauridas de minas, por empilhamento a seco (me?todo “dry stacking”), por disposic?a?o em pasta e filtragem para disposição a seco. 

A transformação destes rejeitos em novos produtos e coprodutos ainda é um desafio. Porém, o setor mineral brasileiro investe cada vez mais em pesquisas e inovações tecnológicas em busca de soluções para uma destinação econômica e sustentável  destes rejeitos. A chamada economia circular seria uma alternativa que busca a transformação de rejeitos de mineração em novos modelos de negócios, gerando diversos benefícios socioambientais e econômicos. 

Lama para pavimentação de alta durabilidade desenvolvido pela Samarco; agrominerais pesquisados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) a serem utilizados como remineralizadores de solos; e o projeto da Nexa que transforma todo o resíduo gerado em duas unidades da empresa em Zincal. Estes são alguns exemplos de coprodutos da mineração que podem beneficiar diversos outros setores industriais, como a construção civil e a agroindústria.  

Areia sustentável 

Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 
Areia sustentável da Vale. Crédito: Divulgação

A areia é o recurso natural mais explorado do mundo depois da água, com aplicações que vão de concreto e asfalto, à fabricação de vidro e chips para a indústria eletrônica. Nas últimas duas décadas a demanda triplicou devido à urbanização e ao crescimento populacional na Ásia e na África. Espera-se que em 2030 a demanda chegue a 50 bilhões de toneladas por ano. 

Após sete anos de pesquisas, a Vale desenvolveu uma solução que se torna uma fonte sustentável de areia e ao mesmo tempo reduz o volume de rejeitos gerados pela mineração. A areia sustentável é um coproduto do processamento de minério de ferro. 

“A Vale já investiu cerca de R$ 50 milhões e fez parceria com mais de 40 organizações, entre universidades, centros de pesquisa e empresas nacionais e estrangeiras, para estudar aplicações para o material proveniente do processamento do minério de ferro”, explica André Vilhena, gerente de Novos Negócios. “Nosso objetivo é inovar para tornar a mineração mais sustentável e inteligente, promovendo a economia circular e beneficiando a sociedade”.

Um estudo feito pelas Universidade de Queensland e Universidade de Genebra, publicado em abril deste ano, aponta que a areia sustentável pode contribuir para solucionar duas importantes questões ambientais, ao reduzir tanto a extração de areia do meio ambiente como a geração de rejeitos de mineração. O estudo teve contribuição da Vale, que cedeu amostras da sua Areia Sustentável produzida na mina de Brucutu (MG) para que as universidades fizessem uma análise independente do material.

Os pesquisadores apontaram que, da perspectiva técnica, a areia das operações de minério de ferro pode ser um substituto direto da areia extraída do meio ambiente na fabricação de tijolos, na pavimentação asfáltica, em aterros, e na manufatura de cimento. Quando mesclada com areia mais grossa e outros agregados, pode ser utilizada na produção de concreto e argamassa, drenagem e melhoria do solo, e tratamento d’água. 

Somente em 2021 a Vale comercializou e doou cerca de 250 mil toneladas de areia. Cada tonelada de areia produzida representa uma tonelada a menos de rejeito sendo disposta em pilhas ou barragens. A previsão é destinar um milhão de toneladas em 2022 e chegar a dois milhões de toneladas em 2023. O reaproveitamento desse material reduz a disposição em barragens e está alinhado ao esforço da empresa para evitar rompimentos como o de Brumadinho.

Entenda as etapas do processo produtivo da areia sustentável no vídeo abaixo:

*Com informações da  Assessoria de Imprensa da Vale 

Simpósio 

O tema da economia circular na mineração será abordado durante o Congresso Brasileiro de Mineração na EXPOSIBRAM 2022. No formato de um Simpósio, será realizado no dia 15 de setembro, a partir das 10h.  Os debates contarão com a participação da Embrapii, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e convidados do grupo de trabalho do ESG da Mineração sobre Gestão de Resíduos, que apresentarão os seus  cases de sucesso. Além disso, durante o Simpósio será lançado o e-book “Circularidade na Mineração e Apresentação de casos práticos”. 

Sobre a EXPOSIBRAM 2022

Considerada uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a EXPOSIBRAM reúne a cadeia produtiva da mineração com as principais companhias mineradoras de atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral nacional e internacional, em um só lugar.

A área da exposição contará com cerca de 14 mil m². No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos, projetos minerários, entre outros assuntos.

Realizado em paralelo à exposição, o Congresso Brasileiro de Mineração atrai a cada edição mais de 1300 participantes entre especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes de empresas. A programação contará com palestras, debates, talk-shows com temas de contexto político, socioeconômico global, perspectivas para negócios, tecnologia e inovações, meio ambiente, investimentos, entre diversas outras temáticas.

Para mais informações acesse: https://ibram.org.br/evento/exposibram-2022/

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Economia circular: estratégia para fazer o negócio ser mais sustentável e lucrativo

O que é ESG da Mineração?

Governança é o tema do terceiro episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’

O episódio “Governança” da série de vídeos ‘Realidades Minerais’, criada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), exibe como as ações geridas dentro das mineradoras contribuem para o desenvolvimento de todos os setores de um município.

Sobre a Série ‘Realidades Minerais’

O IBRAM apresenta a série ‘Realidades Minerais’, que trata sobre a importância da mineração para o desenvolvimento da economia local, com geração de emprego e renda para o município onde a atividade está inserida e também para as comunidades vizinhas. Serão divulgados cinco vídeos sobre os temas conservação ambiental, emprego e renda, governança e projetos sociais.

Para o IBRAM, a mineração é um elo fundamental das diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano. A série de vídeos mostra exatamente a importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras, com geração de empregos diretos e indiretos, além de qualidade de vida.

Veja também: 

Veja o 1º episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’ lançada pelo IBRAM

Museu de Ciências da Terra integra plataforma Google Arts & Culture 

Quer saber um pouco mais sobre o mais importante acervo do patrimônio geológico e paleontológico do Brasil? 

O Museu de Ciências da Terra (MCTer) – reconhecido pelas realizações e incentivo a pesquisas científicas – agora integra o acervo do Google Arts & Culture, plataforma tecnológica que torna a arte mais acessível aos usuários, possibilitando visitas virtuais a diversos museus em diferentes lugares do mundo. 

O MCTer, que faz parte do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), abriga o mais importante acervo do patrimônio geológico e paleontológico do país. Seu acervo contempla amostras de minerais, rochas e meteoritos, bem como exemplares de fósseis de plantas e animais. Além disso, possui uma biblioteca com mais de 90.000 volumes, principalmente dedicados às áreas de petrologia, mineralogia e paleontologia, além de coleções de periódicos de diversos serviços geológicos de todo o mundo. Essas amostras, coletadas nos mais diversos pontos do território nacional, incluem centenas de espécimes que foram reconhecidos e classificados, pela primeira vez, no Brasil

“Esse é um projeto muito antigo, tem muitos anos que o MCTer tenta integrar à plataforma. E o momento é muito oportuno porque se uniu ao projeto de revitalização do Museu. Foi com muita satisfação que conseguimos esse feito, em que estamos ao lado dos maiores museus do mundo, apresentando o nosso acervo, que é maravilhoso”, avaliou a coordenadora-geral do MCTer, Célia Corsino. 

Museu de Ciências da Terra integra plataforma Google Arts & Culture 
Acervo do Museu de Ciências da Terra 

As Coleções Temáticas 

No total, serão visitadas seis coleções temáticas: A história do Prédio e seus Elementos Arquitetônicos; o Museu de Ciências da Terra e seu Acervo Geral, contemplando sua documentação histórica e seus instrumentos e equipamentos antigos; a coleção de Minerais e Rochas, que representa a história das Geociências no Brasil; a coleção de Fósseis, reconhecida como uma das mais antigas e completas coleções paleontológicas do Brasil; a coleção de Meteoritos, que o Museu de Ciências da Terra tem como tradição em sua conservação e pesquisa; e a História do Meteorito brasileiro Bendegó.

Visite o MCTer no Google Arts & Culture!

A Plataforma 

Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e promover a preservação de seus bens para as gerações futuras, a ferramenta foi lançada em 2011 e permite ao usuário acessar galerias e obras de arte com imagens em alta resolução. Por meio da colaboração com mais de 1200 museus, galerias, fundações e associações, o Google Arts & Culture iniciou um arquivo digital integrado com coleções, informações, obras e artefatos.

Alguns dos recursos disponíveis na plataforma, além da realidade e passeio virtual, são as pesquisas temáticas por cores, período histórico, artista, movimento e país; e a selfie artística, que usa reconhecimento facial para associar a imagem do usuário à obra de arte mais similar no acervo da ferramenta.

* Informações do Serviço Geológico do Brasil

ABC da Mineração – Descubra mais informações sobre os minerais presentes no nosso planeta