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Usina solar em antiga área de mineração vira exemplo de energia limpa na China

No noroeste da China, uma grande área que antes era usada para mineração de carvão está ganhando um novo papel: produzir energia limpa usando a luz do sol.

Hoje, mais de 10 mil acres (uma área equivalente a milhares de campos de futebol) abrigam uma usina solar no estado de Ningxia. Ela consegue gerar 2 milhões de quilowatts, quantidade suficiente para fornecer eletricidade para cerca de 300 mil casas.

A construção começou em 2022 e aproveita que a região recebe muita luz solar o ano todo. Os painéis foram instalados sem nivelar o terreno, o que significa que a área não precisou ser “raspada” ou modificada. Isso ajuda a proteger a natureza local.

Os painéis usam uma tecnologia chamada fotovoltaica, que é a capacidade de transformar a luz do sol diretamente em energia elétrica. Os equipamentos já conseguem aproveitar mais de 20% da luz solar, o que é considerado um índice alto.

Mesmo em dias nublados, a usina continua funcionando e, muitas vezes, entrega energia mais barata do que a produzida pelo carvão.

Ao lado da usina solar ainda existe uma usina a carvão, mas agora ela funciona de forma complementar:

  • durante o dia, quando o sol fornece muita energia, ela reduz a produção;
  • à noite, quando os painéis não funcionam, ela aumenta a geração para manter a rede elétrica estável.

Esse modelo mostra que é possível combinar energia renovável (como solar) com energia tradicional (como carvão) para garantir o abastecimento sem interrupções.

Engenheiros lembram que o carvão é um recurso limitado, ou seja, um dia acaba. Por isso, aumentar o uso de fontes limpas, especialmente solar e eólica, é importante para garantir energia no futuro.

A China já vem mudando rapidamente:

  • há 10 anos, o carvão produzia 70% da eletricidade do país;
  • hoje, mais da metade da energia chinesa já vem de fontes não poluentes.

Só a energia solar cresceu 200 gigawatts em um ano, o maior aumento do mundo.
E a experiência de Ningxia mostra que transformar áreas mineradas em espaços para energia limpa é um caminho possível e eficiente.

Fonte: metropoles.com

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas

Mineração contribui para o desenvolvimento de tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar

Pesquisadores da empresa Alphabet criaram uma tecnologia capaz de captar água potável a partir do ar. O Projeto H2E (“Hydration to Everyone”) desenvolveu um equipamento específico para puxar o ar, e, por meio de ventiladores e luz solar, inicia-se o processo de condensação, em que é produzida cada gota de água.

Para isso, são utilizados painéis fotovoltaicos, responsáveis por alimentar uma ventoinha. Segundo os idealizadores do projeto, esse mecanismo atinge uma área de coleta de energia solar que mede 1 m², suficiente para produzir até 5 L de água potável por dia utilizando apenas energia renovável.  

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas
Dispositivo utiliza painéis fotovoltaicos . Crédito: divulgação.

Mas como a mineração contribui para o desenvolvimento do dispositivo? Metais e minerais foram utilizados na sua criação. O painel solar é o equipamento essencial para se gerar energia fotovoltaica, o qual é composto por células fabricadas a partir de materiais semicondutores, como o silício, que absorvem a luz do sol e geram energia elétrica pelo efeito fotovoltaico.

Para atingir nível máximo de desempenho, é necessário levar em consideração algumas condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Quando o ar está muito seco, por exemplo, os dispositivos não funcionam bem. Também precisa de temperatura e luz solar suficientes, assim como umidade relativa do ar de pelo menos 30%. Sendo assim, embora o dispositivo seja altamente útil em climas tropicais, é improvável que possa atender às necessidades daqueles que vivem em ambientes áridos.

Dispositivo montato. Crédito: divulgação

Panorama mundial

Atualmente, a estimativa é que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas do mundo não possuam água potável. Isso significa que uma a cada 4 pessoas, em média, ainda bebe água contaminada. A previsão é que esse número seja ainda maior à medida que o aumento do nível do mar impacte sobre os corpos de água doce. 

Os pesquisadores utilizaram um conjunto de dados da OMS / UNICEF que mapearam exatamente onde essas pessoas vivem e, pela primeira vez, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. Em seguida, compararam esses locais com as condições climáticas ideais para o uso de um coletor de água atmosférico. 

Os resultados mostraram que 1 bilhão de pessoas sem acesso à água potável, atualmente, estão situadas nas regiões onde o clima permite o uso do aparelho movido a energia solar. 

Custo do equipamento 

Dispositivos de captação de água atmosférica usam uma grande quantidade de energia para gerar cada litro de água, então o tipo de dispositivo simples e de baixo custo que a equipe desenvolveu nunca poderia produzir água suficiente para atender a todas as necessidades. Mas, em muitos lugares, pode fornecer água potável suficiente.

O equipamento da empresa foi projetado para ser acessível para pessoas que vivem com receita de US$ 2 a US$ 8 por dia. Composto por peças moldadas a vácuo, o dispositivo foi aprimorado nos últimos três anos e tem capacidade de gerar água potável por apenas 10 centavos cada litro. 

Entretanto, os pesquisadores responsáveis pelo projeto pretendem reduzir o custo para apenas 1 centavo, e, para isso, tornaram seu projeto de código aberto para que outros pesquisadores possam contribuir com o avanço. 

Em última análise, os pesquisadores pretendem criar um dispositivo de energia renovável que pode gerar água sem nenhum custo em todos os climas, incluindo ambientes secos com níveis baixíssimos de umidade relativa. 

Segundo os pesquisadores, enfrentar o impasse pode fornecer uma solução viável para uma das maiores dificuldades que uma parte significativa da população mundial tem enfrentado. Por isso, a empresa está abrindo seus dados, protótipos, software e documentação de hardware no Github e Figshare para que qualquer pessoa possa usar a propriedade intelectual e continuar avançando com o trabalho. 

Com informações dos sites Fast Company e Click Petróleo e Gás