PT EN ES

Minerais estão presentes em todos os cantos da nossa casa

Os minerais estão presentes em nosso dia a dia de diversas formas, até mesmo na alimentação e nos tratamentos de saúde. Mas, quando chegamos em casa para relaxar após um dia intenso de trabalho, muitas vezes não nos damos conta de que, em nossos lares, eles também são fundamentais.

Quer ver só? Praticamente todos os componentes utilizados na construção de uma residência contêm, pelo menos, um elemento ou composto mineral. Estudos mostram que são, no mínimo, 30 elementos presentes em materiais que vão desde tijolos até esquadrias, pias, cerâmicas e vidros.

Além de estarem presentes em itens básicos de construção, como concreto e tijolos, as matérias-primas minerais estão nos cabos elétricos, lâmpadas, louças sanitárias, tintas, revestimentos, canos, telhas, calhas, entre outros.

Por exemplo, em todos os componentes feitos a partir do aço, são empregados elementos como ferro (Fe), cromo (Cr), molibdênio (Mo), manganês (Mn) e níquel (Ni). Dê uma boa olhada nas suas paredes: as tintas residenciais utilizam em sua composição titânio (Ti), magnésio (Mg) e zinco (Zn).

O cálcio (Ca) está presente nas alvenarias e argamassas; o chumbo (Pb) e o estanho (Sn), nas soldas; o cobre (Cu), nas tubulações e fiações elétricas; e o alumínio (Al), em diversas esquadrias e luminárias, só para citar alguns exemplos.

Se sua casa ou prédio de apartamentos tiver equipamentos geradores de energia renovável, saiba que o sistema emprega cádmio (Cd), telúrio (Te), molibdênio (Mo), berílio (Be), germânio (Ge), gálio (Ga), índio (In), prata (Ag) e silício (Si) apenas nos painéis solares.

As estruturas desses sistemas são feitas de alumínio (Al), titânio (Ti), zinco (Zn) e magnésio (Mg). Ainda temos os semicondutores, à base de boro (B) e fósforo (P), e as fiações, que, como se sabe, são feitas de cobre (Cu).

No Brasil, há mais de 150 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados, totalizando mais de R$ 10 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. A transição para a energia renovável já começou e deve acelerar nos próximos anos.

A construção civil, de maneira geral, e principalmente a residencial, emprega calcita na fabricação de cimentos e cal para argamassa; gipsita para produção de gesso; diamante, granada e coríndon como abrasivos. Os materiais cerâmicos, por sua vez, utilizam argila e feldspato, também minerais.

E isso sem falar nos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, essenciais para a vida cotidiana, nem nos equipamentos utilizados nas obras.

Casa da Mineração

Em 2024, a EXPOSIBRAM 2024 – Mineração do Brasil | Expo & Congresso, um dos maiores eventos de mineração da América Latina, apresentou o espaço Mineramundo. Este ambiente inovador foi projetado para apresentar o universo da mineração de maneira interativa e envolvente com foco no público estudantil. 

Dentre as diferentes atrações, o Mineramundo contava também com a “Casa da Mineração”, um ambiente dedicado para exibir como a mineração está presente, na prática, no dia a dia de todas as pessoas. É possível identificar, por exemplo, quais os minérios utilizados na fabricação de eletrodomésticos, como geladeira, fogão, televisão, entre outros. Clique aqui e saiba mais.

Empresa planeja cavar buraco mais profundo do mundo para gerar energia renovável ilimitada

Nos últimos anos tem se falado muito sobre energia solar, eólica e hidráulica, principalmente por ser uma alternativa que gera menor impacto no meio ambiente e maior sustentabilidade. Todas elas têm a mineração como fator fundamental para sua geração, seja nos minérios, metais e minerais necessários para sua formação, seja nos equipamentos utilizados no processo de captação e utilização. Mas, será que é possível utilizar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada? 

A Quaise Energy, empresa derivada do  MIT (Massachusetts Institute of Technology) em 2020, diz que sim. Ela pretende usar o calor armazenado nas profundezas da Terra para fornecer uma fonte de energia renovável generalizada.  Para isso, a empresa pretende perfurar o buraco mais profundo do mundo. 

Camadas que devem ser perfuradas. Crédito: Divulgação MTI

Já foram arrecadados US$ 63 milhões em financiamento para impulsionar esta perfuração mais profunda da crosta terrestre. Entretanto, o desafio é grande. Até agora, os melhores esforços da humanidade em cavar fundo na Terra atingiram o máximo de cerca de 12,3 quilômetros de profundidade, o que não foi suficiente para aproveitar efetivamente o calor do planeta em uma escala massiva. 

A Quaise Energy acredita que conseguirá ultrapassar esse limite, alcançando até 20 quilômetros de profundidade, com a utilização de um gerador de feixe de energia de megawatt, também conhecido como girotron. Este dispositivo é inspirado na fusão nuclear e gera ondas eletromagnéticas na porção de ondas milimétricas do espectro que podem teoricamente queimar as rochas mais duras e quentes que dificultam a perfuração muito profunda na crosta do planeta.

Clique aqui e veja a explicação do projeto. (Vídeo em inglês) 

Nesta profundidade, o calor das rochas circundantes pode atingir temperaturas de até 500 graus Celsius. Essa quantidade de calor será capaz de transformar rapidamente qualquer água líquida bombeada para essas profundezas em um estado de vapor supercrítico (com a baixa viscosidade do gás e a alta densidade do líquido), o que é adequado para gerar eletricidade quando colocado em turbinas e geradores. Isso equivaleria a produzir e aproveitar o poder do vapor, mas amplificado consideravelmente. 

Atualmente, menos de meio por cento (sim, abaixo de 0,5%) da energia mundial é derivada de fontes geotérmicas. Isso contrasta  com as expectativas para o futuro. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a energia geotérmica deve crescer cerca de 13% ao ano para  atingir zero emissões líquidas até 2050, embora a taxa de crescimento atual esteja bem abaixo dessa margem. 

Com informações do site Click Gás e Petróleo

Leia mais: 

Dispositivo movido a energia solar pode gerar água potável para mais de 1 bilhão de pessoas

Pesquisador desenvolve projeto de imãs que podem revolucionar a geração de energia

Mineração e Energia Sustentável: um horizonte de oportunidades