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Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo

Um dos maiores navios do mundo com sistema de propulsão a vento atracou no Brasil na última semana, no Porto de Tubarão, em Vitória (ES). A Vale, em parceria com a armadora Asyad, de Omã, iniciou o período de testes com velas rotativas no Sohar Max, um navio do tipo Valemax, com 362 metros de comprimento e capacidade para 400 mil toneladas de carga. Desenvolvidas pelo fabricante inglês Anemoi Marine Technologies, as velas usam a força do vento para diminuir o consumo de combustível e reduzir emissões. O teste no Sohar Max é o quinto projeto de energia eólica instalado em navios que prestam serviço para a Vale, apoiados ou financiados pela empresa, em embarcações de diferentes portes. Outros dois projetos estão previstos até o fim de 2025.

Vale faz seu 1º teste com energia eólica no maior navio mineraleiro do mundo
Valemax Sohar Max esteve no Porto de Tubarão, em Vitória (ES), vindo da China. Crédito: assessoria de imprensa Vale

O projeto piloto no Sohar Max é o maior já realizado em nível global. Em outubro, na China, foram instalados os cinco rotores cilíndricos com cerca de 35 metros de altura e 5 metros de diâmetro cada. O navio fez seu primeiro deslocamento com a tecnologia instalada e seguirá testando os resultados nas próximas viagens – a expectativa é que as velas permitam ganhos de eficiência de até 6% e uma consequente redução anual de até 3 mil toneladas de CO​2 equivalente por navio.

 

“Desde 2010 a Vale já opera com navios altamente eficientes e, nos últimos anos, tem fomentado iniciativas para a adoção de energia eólica, que terá papel central na descarbonização do transporte marítimo de minério de ferro”, afirma o Diretor de Navegação da Vale, Rodrigo Bermelho. “Este projeto reforça essa tradição da área de navegação da Vale de investir em inovação e estimular a modernização da frota para reduzir as emissões, em parceria com os armadores.”

Além do Sohar Max, a Vale financia desde 2021 os testes com velas rotativas em um Guaibamax, o Sea Zhoushan, em parceria com o armador coreano Pan Ocean. Em paralelo, apoia outros 5 projetos de energia eólica em navios que carregam minérios da empresa, em iniciativas promovidas pelos armadores.

A instalação de velas rotativas no Sohar Max é o sexto e mais recente acordo com a Asyad para a implantação de pilotos de tecnologias inovadoras em quatro navios fretados pela Vale. Os projetos anteriores incluíram o uso de tinta de silicone para redução de resistência, a instalação de inversores de frequência para redução de consumo elétrico e uso de dispositivos hidrodinâmicos para melhoria na propulsão. Em todos os navios, foram instalados sistemas de coleta de dados em tempo real para monitoramento das tecnologias.

Estas ações para incorporar tecnologias de ponta na navegação fazem parte do programa Ecoshipping, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento criada pela área de navegação da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emissões de carbono, em linha com as metas definidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Como funcionam as velas rotativas?
Os rotores cilíndricos giram para criar uma diferença de pressão de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. A utilização desta tecnologia permite a redução de potência e consumo de combustível do motor principal da embarcação quando as condições de vento são favoráveis, economizando combustível e mantendo a velocidade e o tempo de viagem.

*Informações: Assessoria de Imprensa da Vale.

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Energia eólica no Brasil: mineração é fundamental para a produção

Para a construção e manutenção de um parque de energia eólica utilizam-se minérios como: bauxita (minério de alumínio), agregados da construção civil (argila, areia e cascalho), cobalto e terras raras (ímãs e baterias), cobre e zinco (fiação), calcário (cimento), minério de ferro (aço), molibdênio (ligas especiais).

De acordo com a Abeeolica (Associação Brasileira de Energia Eólica), estima-se que no Brasil a capacidade instalada de produção de energia gerada pelos ventos seja de 21 GW, tendo potencial eólico superior a 500 GW. 

Produção brasileira

Dados divulgados pela Global Wind Energy Council (GWEC)* apontam que, em 2022, o Brasil:

  • ocupou a sexta posição no ranking mundial de produção de energia eólica;
  • bateu o recorde de expansão da capacidade instalada de energia elétrica a partir de fonte eólica; 
  • alcançou o terceiro maior crescimento mundial; 
  • e o estado brasileiro que mais produz essa energia é o Rio Grande do Norte.

O setor da mineração investe nas energias renováveis com o objetivo de tornar o processo de produção de energia mais limpo e sustentável, e assim contribuir para a redução dos impactos no meio ambiente.

Empresa que investe em energia renovável 

A Anglo American tem empenhado esforços pela redução da emissão de carbono proveniente de suas operações e atua com parceiros para ajudar a descarbonizar as cadeias de valor.

No Brasil, um dos destaques dessa estratégia é o uso de fontes de energia renovável que já é tratado como imperativo nos processos de compra de eletricidade da empresa. 

Entre 2019 e 2020, foram assinados contratos de aquisição de 140 MWh de energia solar e eólica junto à Atlas Renewable Energy e à AES Tietê. 

Em 2022, a empresa tornou-se autoprodutora de energia elétrica renovável por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a Casa dos Ventos para a produção de energia no parque Eólico Rio do Vento (RN), um dos maiores empreendimentos eólicos do mundo, em um contrato de produção de 95 MW médios até 2041.  

Como resultado, a partir 2022, 100% do consumo de energia elétrica da Anglo American no Brasil (300 MW médios) passou a ser certificadamente proveniente de fontes renováveis como eólica, hidráulica e solar, marcando a conclusão da estratégia de aquisição de energia elétrica renovável pela empresa rumo a uma operação cada vez mais sustentável. 

Faça o teste para descobrir os seus conhecimentos sobre energia eólica e a importância da mineração para as fontes de energia renováveis. 

*Fonte: GWEC e Casa Civil