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Depois da mineração, minas podem virar parques e espaços de lazer

Você já imaginou que um lugar onde houve mineração pode, no futuro, se transformar em parque com áreas verdes para a comunidade ou espaço para esportes? Isso acontece porque toda empresa mineradora precisa ter um plano de fechamento de mina, um documento que explica o que será feito na área quando a produção mineral terminar. Esse tipo de planejamento já é aplicado há muitos anos em Minas Gerais e em outros estados do país.

Há muitos exemplos positivos de recuperação de locais minerados, em que o espaço da antiga mina foi transformado em parques, lagos ou áreas de lazer abertas à comunidade. Essas ações mostram que é possível unir a mineração com o cuidado ambiental e com o bom uso do espaço pelas pessoas.

Como isso funciona?

Antes mesmo de iniciar a mineração, a empresa precisa apresentar um plano de fechamento de mina, como parte do processo de licenciamento ambiental. Esse documento descreve as medidas que serão adotadas para garantir a recuperação da área após o fim da produção mineral. Entre essas ações está a recomposição ambiental, que busca restabelecer, tanto quanto possível, as condições originais do local,  incluindo o tipo de vegetação existente antes do início da atividade. 

Alguns exemplos curiosos

Em Minas Gerais, há exemplos conhecidos de áreas recuperadas depois da mineração. O Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte, ocupa um espaço onde antes havia extração de minérios. O Inhotim, famoso museu e parque cultural em Brumadinho, também foi criado em uma área que já teve atividade mineral.

Atualmente, várias minas no estado estão passando por esse mesmo processo de recuperação e ganhando novos usos, como espaços de lazer, turismo e até agricultura sustentável.

Por que isso importa para você?

Quando antigas minas são recuperadas e transformadas em parques ou espaços para a comunidade, muita gente se beneficia:

  • Mais espaços verdes e de lazer para a população;
  • Mais preservação da natureza e proteção a animais;
  • Mais oportunidades de turismo, esporte e cultura.

Em resumo, a mineração não se encerra quando a produção mineral chega ao fim. O trabalho continua com ações de recuperação e reabilitação das áreas utilizadas, que podem ser destinadas a novos usos, de acordo com o planejamento ambiental e o interesse da comunidade local.

Fonte: Rádio Itatiaia

Foto: Arquivo Vale

Projeto Mineração do Brasil Portas Abertas, do IBRAM, aproxima comunidades da mineração e reforça transparência do setor

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lança, neste dia 12 de maio, a primeira edição do Projeto Mineração do Brasil Portas Abertas, uma iniciativa que convida a população a conhecer de perto as operações de mineradoras associadas ao Instituto. Ele irá até 21 de maio e o foco principal é mostrar às comunidades a presença dos minerais e sua importância no dia a dia de todos e abrir as portas das mineradoras para os vários grupos sociais que têm interesse em conhecer mais sobre os minerais e sua produção.

Nas visitas às mineradoras os participantes vão conhecer de perto os processos produtivos, os compromissos das empresas com boas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), a segurança operacional e o papel da mineração como parceira do desenvolvimento local, regional e nacional.

O projeto conta com a participação de mineradoras associadas de diferentes estados, que estarão de portas abertas para receber representantes das comunidades próximas às suas operações.

Transparência e educação como pilares

A estratégia do projeto inclui visitas guiadas nas unidades das mineradoras, com roteiros adaptados para públicos diversos, como estudantes, líderes comunitários, representantes do poder público, familiares de colaboradores, entre outros. Durante as visitas, os participantes terão acesso a:

  • ⁠  ⁠Demonstrações práticas de como os minérios são extraídos e processados;
  • ⁠  ⁠Explicações sobre medidas de segurança e sustentabilidade adotadas pelas empresas;
  • ⁠  ⁠Detalhes sobre iniciativas ESG, como redução de impactos ambientais e projetos sociais;
  • ⁠  ⁠Brindes simbólicos, como amostras de minérios, para reforçar a conexão com o cotidiano.

“Queremos quebrar barreiras e mostrar que a mineração não é uma atividade distante, mas parte fundamental da vida das pessoas, desde equipamentos usados no dia a dia, como o celular até a infraestrutura das cidades”, explica o diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann.

Resultados que inspiram confiança

 O projeto surge após experiências bem-sucedidas, como a campanha publicitária nacional de 2024 sobre a importância dos minérios e da mineração para o presente e o futuro da humanidade e as ações educativas do Mineramundo, realizadas, na EXPOSIBRAM – maior evento setorial da mineração do Brasil –, que comprovaram a eficácia da aproximação direta entre essa indústria e a população. Dados do setor indicam que visitas estruturadas melhoram a percepção pública sobre a reputação das mineradoras e ampliam o entendimento das pessoas sobre os processos industriais.

Compromisso com o desenvolvimento sustentável

Além da transparência operacional, o Portas Abertas reforça o compromisso das mineradoras associadas ao IBRAM com:

  • ⁠  ⁠Práticas ambientais: tecnologias para minimizar emissões e otimizar uso de recursos;
  • ⁠  ⁠Engajamento social: diálogo constante com comunidades e apoio a projetos locais;
  • ⁠  ⁠Governança: prestação de contas e relatórios públicos sobre impactos e avanços.

“A mineração industrial é uma aliada do progresso, mas só alcançamos essa sinergia quando a população conhece e confia em nossos métodos”, destaca o Raul Jungmann.