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Minerais orgânicos desempenham funções essenciais na nutrição dos pets

Alimentos balanceados contêm nutrientes importantes para atender às demandas de cada espécie, o que inclui vitaminas e minerais

Basta uma olhada no verso das embalagens de ração para cães e gatos, além de outros animais, para concluirmos que os minerais são muito importantes na alimentação dos nossos pets. Os principais deles são o cobre, ferro, zinco, selênio, manganês e sódio, encontrados em alimentos de origem animal e vegetal.

De fato, os minerais desempenham variadas e importantes funções para o organismo. Entre elas estão a manutenção e regulação dos tecidos corporais; bom funcionamento dos sistemas músculo-esquelético, enzimático e endócrino (relacionado à criação e liberação de hormônios) e nervoso central; e contribuição para a digestão e absorção de nutrientes.

Juntos eles promovem um organismo funcional e equilibrado, ou seja, saudável, ponto de partida para garantir a longevidade dos nossos pets.

Orgânicos x não orgânicos

Durante a digestão, alguns minerais e aminoácidos podem competir entre si pelas mesmas áreas de absorção localizadas no intestino. O que não é absorvido, se perde nas fezes. 

Nesse sentido, a absorção dos minerais orgânicos é mais eficiente do que os não-orgânicos, porque são ligados a uma ou mais moléculas (geralmente de aminoácidos) que durante o processo de digestão não competem entre si.

A inter-relação entre os vários elementos minerais pode ser tanto sinérgica (quando cooperam entre si) quanto antagônica (rivalizam). Ou seja: os íons minerais podem interferir entre eles, entrando em competição seletiva a respeito dos locais de absorção no organismo. 

Existem íons minerais capazes de reduzir a disponibilidade de um ou mais íons. Por exemplo: os íons minerais cobre, zinco e ferro disputam a mesma via de absorção; assim, uma dieta com altos níveis de cobre pode bloquear a absorção do zinco e do ferro, por exemplo, levando a deficiências destes.

Portanto, vale a pena ficar de olho no descritivo nutricional das fórmulas de ração e consultar seu veterinário para saber quais nutrientes ele exige em maior ou menor quantidade.

Conhecendo os minerais

Saiba quais são os principais minerais exigidos para a boa nutrição animal e suas funções para promover o bom equilíbrio no desenvolvimento de seu organismo:

Zinco – Participa nas reações envolvidas na replicação celular, metabolismo de carboidratos e proteínas, saúde da pele, cicatrização de feridas e mineralização óssea. Além de desempenhar um papel crucial na estrutura e função das membranas biológicas.

Devido à sua função na síntese de proteínas, a deficiência de Zn costuma associar-se ao atraso do crescimento nos animais jovens. Outros sinais clínicos são anorexia, atrofia testicular, alterações na reprodução, disfunção do sistema imunológico e desenvolvimento de lesões cutâneas. 

Manganês – Auxilia na absorção e digestão dos carboidratos e proteínas da dieta. Funciona como um componente nas enzimas celulares e pode ser encontrado nas mitocôndrias das células. Desempenha papel vital no desenvolvimento de ossos e cartilagens, sendo necessário para a saúde das articulações.

O manganês também pode contribuir para a formação da estrutura esquelética e auxilia no funcionamento dos rins e do fígado. Ainda atua na saúde do cérebro ao evitar a oxidação, que libera radicais livres que danificam as células, proteínas e o DNA do corpo e do cérebro.

Selênio – Trata-se de um micromineral que o organismo usa para produzir a enzima glutationa peroxidase, um antioxidante natural. A glutationa peroxidase contém quatro átomos de selênio e forma uma linha de defesa das membranas celulares depois da vitamina E contra radicais livres, por exemplo.

O selênio tem função protetora antioxidante das membranas plasmáticas contra a ação tóxica dos peróxidos lipídicos. A suplementação pode ser recomendada em animais que recebem terapia com corticosteróides a longo prazo.

Iodo – É um nutriente essencial para os animais e o único elemento mineral cuja deficiência leva a uma anomalia clínica específica e de fácil reconhecimento:  o bócio ou hiperplasia da glândula tireoide.

Há muitos relatos de casos clínicos da deficiência de iodo em cães adultos. Sinais clínicos consistiram em aumento da glândula tireoide, alopecia e ganho de peso e concentrações reduzidas da circulação de hormônio tireoide. No entanto, o excesso da ingestão de iodo pode levar a alguns sinais clínicos, como excessivo lacrimejamento, salivação e descarga nasal.

Ferro – Todas as células do organismo possuem ferro, mas a maior proporção desse elemento encontra-se como componente da hemoglobina e da mioglobina. 

Seu principal papel é a síntese de hemoglobina, onde atua como transportador de oxigênio. A deficiência de ferro provoca anemia microcítica e hipocrômica que, frequentemente, manifesta-se clinicamente com fadiga e depressão.

Cobre – Pode ser encontrado em alta concentração nos tecidos como fígado, cérebro, rins, coração e pelos. Ele é o terceiro micromineral mais comum no organismo, estando em menor quantidade que ferro e zinco apenas.

O cobre é essencial para a absorção e utilização do ferro, e desta maneira para a formação da hemoglobina e a prevenção da anemia. Na deficiência de cobre há uma diminuição da mobilização do ferro de alguns tecidos, resultando em um acúmulo do ferro.

Fontes: editoraestilo.com.br e specialdog.com.br

Saiba a importância do cobre para o avanço da economia verde

Sustentabilidade, preservação ambiental e responsabilidade social são pilares da economia verde, um modelo econômico que visa a melhoria de indicadores sociais, da eficiência no uso de recursos naturais e a adesão a práticas de consumo consciente e baixa emissão de carbono.

A mineração é fundamental nesta jornada rumo à economia verde. A produção de minerais estratégicos, principalmente para a transição energética, é um exemplo de como o setor pode contribuir para o desenvolvimento sustentável. 

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O impacto do cobre na economia verde

Cobre contribuiu para o avanço da economia verde.
Cobre contribuiu para o avanço da economia verde. Crédito: Divulgação

O cobre tem inúmeras utilidades no desenvolvimento da economia verde. Pode ser usado em sistemas de transporte elétricos, equipamentos de geração de eletricidade de fontes renováveis, desenvolvimento de aparelhos mais eficientes energeticamente, com a redução do uso de combustíveis fósseis, e muito mais. 

A Comissão Europeia do International Copper Association (ICA) classificou o cobre como um insumo essencial para a transição energética e eletrificação dos modais de transporte em larga escala. Devido a essa característica, é esperado um aumento de 35% do mercado de cobre até 2050 por conta desse esforço rumo à descarbonização. 

Conforme o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Termomecanica, Márcio Rodrigues da Silva, “com base em dados do ICA de 2022, a cadeia de produção do cobre representa 0,2% das emissões de gases estufa do planeta, e o crescimento dessa demanda aumentará a necessidade do contínuo investimento em técnicas de mineração e na crescente profissionalização do mercado de recicláveis, trabalhos aos quais a indústria brasileira do cobre permanece atenta e atuante”, afirmou

Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram o Brasil em posição favorável na adoção de energias limpas. Atualmente, a matriz energética brasileira (conjunto de fontes de energia necessárias para mover os veículos, gerar eletricidade e outros usos) é composta por 47,4% de fontes renováveis, enquanto a matriz elétrica (conjunto de fontes utilizadas apenas para a geração de energia elétrica) é composta por 87,9% de fontes renováveis.

“Nesse sentido, o mercado tem um grande potencial sinérgico entre a aplicação do cobre e o desenvolvimento e geração de energia limpa, pois é largamente utilizado nos geradores eólicos, solares, hidráulicos e nos sistemas de distribuição. E quanto mais energia limpa, menor a geração de carbono para se produzir o cobre. Essa perspectiva é ainda mais promissora se constatarmos os dados globais das matrizes energética e elétrica, apresentando respectivamente 14,1% e 26,6% de fontes renováveis”, ressaltou Silva. 

Fonte: Revista Exame e Termomecanica

Das joias reais ao vestuário, da cabeça aos pés: entenda o papel da mineração no mundo da moda

Roupas, acessórios, calçados, joias e bolsas são muito mais do que objetos e possuem valores que vão muito além da sua função básica. A moda é uma forma de expressão pessoal e cultural. Por meio das peças que vestimos podemos nos expressar, externalizar o que somos, seja no nível pessoal ou no coletivo. Você sabe qual o papel da mineração na moda? 

 

Joias 

 

Sendo por muito tempo símbolos de soberania, as joias historicamente serviam para mostrar poder e riqueza. Ouro, prata, diamante, rubis, esmeraldas. São inúmeras opções de minérios, metais e pedras preciosas utilizadas na produção destes objetos de desejo de muitas pessoas há milhares de anos.   É o caso das coroas de rainhas e reis, como a Coroa Imperial de Dom Pedro II, em exposição no Museu Imperial, em Petrópolis, e fabricada em ouro e prata. 

 

Coroa Imperial de d. Pedro II
Coroa Imperial de d. Pedro II (Crédito/ Museu Imperial/Ibram/MTur)

 

Ou também das peças usadas por celebridades e artistas em eventos e premiações, tal qual as joias de platina e diamantes da Tiffany & Co. utilizadas pela cantora brasileira Anitta na ocasião do Grammy Awards 2023.

 

Anitta no Grammy 2023
Anitta no Grammy 2023 (Foto: Reprodução/Twitter)

 

 Vestuário 

 

A mineração está presente em quase todas as classes de itens de vestuários. Felipe Guerini, Gerente Comercial da Termomecanica, empresa que trabalha com a transformação de cobre e suas ligas, conta que esses metais podem ser aplicados em inúmeros itens: calçados, calças, blusas, bolsas, jaquetas e camisetas.

 

Cobre utilizado em peça de roupa
(Crédito: Divulgação)

 

As principais ligas de cobre utilizadas para a fabricação de botões, zíperes, deslizadores e puxadores são o Latão Fio Máquina 65/35 e a Alpaca. Já nos ilhoses, encontrados sobretudo em calças e jaquetas jeans, o Latão 70/30 é uma das principais matérias-primas.

Felipe Guerini conta que a utilização do cobre no mundo da moda se deve pelas suas qualidades, sendo um metal leve, durável, resistente à corrosão e ao desgaste. O metal também é de fácil trabalhabilidade a frio, possui aspecto superficial diferenciado e é uma matéria-prima reciclável e reutilizável. Essas propriedades fazem do cobre um material ideal para aplicações em roupas que precisam ser resistentes, confortáveis e seguras.

O gerente comercial aponta que a resistência ao desgaste e à corrosão aumenta a qualidade e a durabilidade necessária para o setor de roupa, a exemplo dos zíperes, onde o ciclo de vida útil de abertura e fechamento é mais durável se comparado a fabricação utilizando material não metálico. Outro fator de maior durabilidade é a resistência ao desgaste e ao atrito gerado no momento da lavagem de uma peça que possui um acessório metálico.

Além do benefício da durabilidade, as ligas de cobre oferecem a possibilidade de reciclagem, refusão e, posteriormente, o retorno para o mercado, visando, assim, a sustentabilidade e proteção ao meio ambiente, fatores determinantes para o consumo no universo da moda.

Relógios e óculos

 

Outros itens fashion conhecidos por serem fabricados em minérios, relógios e armações de óculos ganham novos contornos com o progresso tecnológico.

Uma tendência dos últimos dez anos é o desenvolvimento e popularização dos chamados Wearables, dispositivos vestíveis, como os relógios inteligentes e óculos inteligentes.

Um exemplo de smartwatch, o Apple Watch, possui modelos fabricados em alumínio e em aço inoxidável, e o componente mais buscado para as novas tecnologias: uma bateria interna recarregável de íon de lítio.

Conforme aponta o grupo espanhol do setor energético Iberdrola, os fones sem fio, celulares, relógios inteligentes, instalação de painéis solares e carros elétricos não teriam sido possíveis duas décadas atrás. A revolução aconteceu, entre outros fatores, graças às baterias de íon de lítio, capazes de armazenar mais energia em menos espaço que as demais, sendo fundamentais para o futuro do armazenamento de energia diante dos desafios das mudanças climáticas, que passam pela descarbonização e pelas energias renováveis.

Além de todos esses aparelhos, as baterias de íon de lítio ganharam presença também nas armações de óculos. Em 2023, a empresa italiana Ray-Ban lançou, em parceria com a empresa de tecnologia norte-americana Meta, os Ray-Ban Meta Smart Glasses, disponíveis inclusive em um dos modelos mais populares da marca: o Wayfarer.

Ray-Ban Meta Wayfarer
Ray-Ban Meta Wayfarer (Crédito: Ray-Ban/Divulgação)

O Ray-Ban Meta Wayfarer possibilita ao usuário tirar fotos com a câmera embutida de 12 MP, escutar música e utilizar a inteligência artificial da Meta a partir de controle por voz. E, sobretudo, é movido pela mineração, funcionando com uma bateria de íon de lítio.

Assim, vê-se não só como a mineração participa e faz parte das mais diversas peças de roupa e acessórios que usamos no nosso dia-a-dia, como também possibilita a inovação tecnológica em diferentes setores da atividade humana, inclusive na moda.

*Com informações de: Museu Imperial, Termomecanica, Gshow, Apple, Iberdrola e Ray-Ban

O impacto do cobre no setor automotivo 

O cobre foi o primeiro metal utilizado pelo homem. Ele substituiu a pedra na produção de armas, ferramentas de trabalho e utensílios. Dentre as suas características estão a alta durabilidade, boa resistência à corrosão, boa maleabilidade e ductibilidade. Com o passar dos anos, o metal foi cada vez mais utilizado pelo homem. Você sabia que cobre é um dos principais aliados da indústria automotiva? 

O metal está entre os 3 melhores condutores elétricos encontrados na natureza. Os outros dois são a prata e o ouro, mas por ser mais barato, o cobre é largamente utilizado na fabricação de motores, equipamentos, fios e baterias elétricas. Além disso, quando se trata de eficiência energética, a capacidade do cobre em transportar corrente elétrica ajuda a reduzir o consumo de energia, melhorando o desempenho de sistemas e, consequentemente, reduzindo emissões de CO?.

Veículos utilizam grande quantidade de cobre. Crédito: Freepik
Produção de veículos inteligentes dependem do cobre.Crédito: Freepix

A indústria automotiva do Brasil investe em novas tecnologias, em busca de veículos inteligentes e sustentáveis. Desde a obrigatoriedade dos sistemas de ABS e Air-bags sancionados em 2014, a quantidade de sistemas de apoio ao condutor aumentam ano após ano, tais como sistemas de controle de estabilidade, frenagem automática, alertas e controles de permanência em faixa, alerta de pontos cegos, monitoramentos por câmeras, controles de velocidade adaptativos, entre vários outros. 

Outra tendência cada vez mais evidente do segmento está na eletrificação veicular, com vistas à eficiência energética, e aumento da oferta de veículos híbridos, híbridos plugin e elétricos. De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no primeiro semestre de 2022 foram 20.427 unidades comercializadas, representando um crescimento de 47% se comparado ao mesmo período de 2021, cujas vendas atingiram 13.899 unidades.

Francisco Acuña, Principal Consultant da CRU, empresa especializada em inteligência de negócios para empresas de mineração, metais e fertilizantes, afirmou durante a EXPOSIBRAM 2022, que “os motores de carros híbridos possuem em torno de 20 quilos de cobre em sua estrutura. Já nos 100% elétricos a quantidade de material usado corresponde a 80 quilos. O cobre é matéria-prima importante para a fabricação de motores de carros elétricos e acredito que, futuramente, o Brasil também deverá seguir essa tendência da indústria automobilística mundial”, destaca. 

Para o gerente de Engenharia de Processos e Produtos da Termomecânica, empresa produtora de cobre e ligas, Ricardo de Luca, o avanço do mercado automotivo e o desenvolvimento tecnológico afetam diretamente a indústria do cobre. A tendência é que essas novas tecnologias sejam gradativamente convergidas, entregando cada vez mais ao consumidor a percepção de um veículo inteligente. Os automóveis terão densidades de corrente elétrica cada vez mais elevadas, associados a um alto trânsito de dados, que precisarão ser mais confiáveis e instantâneos, para garantir o correto funcionamento de todos os sistemas, em uma escala comercial acessível. 

“Neste contexto, existe a necessidade de os conectores elétricos e sistemas de distribuição de energia terem dimensões otimizadas para redução de peso, porém associados a uma boa dissipação de calor e resistência mecânica aos esforços. A combinação destas qualidades somente é alcançável com o emprego do cobre e suas ligas”, afirma Luca. 

O Brasil está entre os principais produtores de cobre do mundo, sendo que a sua fabricação atende tanto as indústrias internas quanto os mercados internacionais. O país produziu, em 2021, 90 milhões de toneladas de cobre, o que corresponde a 7% da produção mundial. 

DIU: método contraceptivo é feito com produtos da mineração

Cobre e prata podem evitar a gravidez? Quando utilizados da forma correta, sim. O Dispositivo Intrauterino, famoso DIU, apresenta diversos modelos disponíveis no mercado. Entretanto, existem dois modelos fabricados diretamente com produtos da mineração: o DIU de cobre e o de prata. 

O DIU de cobre é uma pequena peça de polietileno revestida por cobre, geralmente em formato de “T”, que é posicionado dentro do útero e não apresenta material tóxico ou alergênico. Sua função é inflamar o tecido que reveste o órgão e impedir as possibilidades de uma gravidez. Por não conter progesterona ou outras substâncias, o dispositivo não oferece restrições para mulheres com câncer de mama, por exemplo. Com validade média de 10 anos, as alterações bioquímicas causadas pelo material impedem que os espermatozóides fecundem os óvulos.

Já o DIU de prata foi pensado para reduzir os possíveis efeitos colaterais nas usuárias do DIU de cobre. Essa opção, que também contém o metal do modelo anterior, usa a prata para contrabalancear as reações. A combinação dos dois metais é o que faz com que o cobre não seja tão fragmentado no organismo feminino e aumenta a eficácia do aparelho. Tem um formato mais parecido com um “Y” e tamanho mais reduzido. Sua duração média é de 5 anos. 

História do DIU 

Existem referências na literatura que o dispositivo intrauterino tenha sido usado desde a antiguidade quando, segundo a história, Hipócrates , em torno do ano 400 a.C, inseria objetos no útero com a ajuda de um tubo de chumbo, muitos materiais, formas e hormônios foram idealizados e utilizados. 

Em 1962 , o Population Council, por sugestão de Alan Guttmacher, então presidente da Planned Parenthothood Federation of America (PPFA), organizou a primeira conferência internacional sobre DIU na cidade de New York e apresentou sua experiência com seu dispositivo, que possuía cauda única filiforme e que veio a se tornar o DIU mais empregado nos Estados Unidos e no mundo. 

A partir de então começaram a surgir cada vez mais novos modelos com materiais em aço inoxidável, com fios de prata, nylon e poliuretano e em espiral. Na década de 70 em face de um processo sobre segurança da pílula anticoncepcional, pelo senado dos Estados Unidos, as mulheres jovens foram desencorajadas ao uso de contraceptivos orais, e passaram a procurar o DIU. 

Hoje em dia tem o uso estimado no mundo por mais de uma centena de milhões de mulheres. Estatisticamente é o segundo método de planejamento familiar, dados esses reforçados pela China onde vivem cerca de dois terços das usuárias do método.  

*Com informações do O Estado de São Paulo e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.  

Cobre é considerado o “novo petróleo” na economia verde

O cobre foi provavelmente o primeiro metal minerado e trabalhado pelo homem.  Acredita-se que foi descoberto por volta de 9000 a.C, no Oriente Médio, e seu emprego possibilitou um progresso para as civilizações mais antigas, que evoluíram da idade da pedra para a do bronze (liga metálica entre cobre e estanho). 

Pilar da velha economia, o cobre também desempenha um papel crucial na nova economia verde. Você sabia que os cabos feitos do metal ainda são o meio mais econômico de transmitir eletricidade de fontes solares e eólicas? Ele ainda é um material fundamental em estações de recarga e nos veículos elétricos. Segundo analistas do Goldman Sachs, “não há descarbonização sem cobre”, que eles chamam de “o novo petróleo”.

A expectativa é que com a demanda de energia verde, na década atual, a procura pelo cobre aumentará em cinco vezes, levando-o a uma escassez significativa, prevista para começar nos meados da década de 2020, de acordo com um relatório de Nicholas Snowdon, analista de commodities do Goldman. Nicholas vê o cobre atingindo US$ 6,80 em 2025 (perto de US$ 15 mil a tonelada). O estrategista de commodities do Bank of America, Michael Widmer, acha que o preço pode chegar a US$ 6,00 neste ano. O metal iniciou o ano valendo cerca de US$ 7.918,00 por tonelada e já atingiu US$ 10.724,5, no dia 06 de maio de 2021.

O crescimento da economia verde depende diretamente da produção e fornecimento de metais e minerais como o cobre, lítio, cobalto, nióbio e uma série de outras matérias-primas muito necessárias. Com isso, é possível perceber a importância da mineração ser apoiada e incentivada no Brasil e em outros países, para assegurar uma oferta contínua dos minérios necessários para a economia verde. 

As minas de cobre produzem anualmente cerca de 20 milhões de toneladas de minério concentrado — cerca de 45 bilhões de libras-peso. Chile, Peru e China figuram entre os maiores produtores do minério (dados de 2020) e juntos são responsáveis por 48% da produção mundial. O Brasil é responsável por 7% da produção mundial de minério de cobre. Segundo dados da ANM, em 2020, as minas brasileiras produziram 1,3 milhão de toneladas de minério de cobre. As exportações brasileiras totalizaram cerca de 1,15 milhão de toneladas em 2020, sendo 75% deste volume correspondente ao minério de cobre, e 25% na forma de sulfetos. Cerca de 10% das importações minerais brasileiras em 2020, em dólares, corresponderam a produtos de cobre. 

A demanda relacionada à energia verde, apenas 3% do uso de cobre em 2020, pode chegar a 16% até 2030, estimam os analistas do Goldman.  A China tem um peso enorme na equação, já que é responsável por cerca de metade da demanda mundial. 

Para entender um pouco essa demanda, um veículo elétrico, por exemplo, contém quatro vezes mais, cerca de 80 quilos,  de cobre do que um veículo com motor a combustão interna. As usinas eólicas em terra usam cerca de quatro vezes mais cobre do que as usinas movidas a combustíveis fósseis por megawatt de eletricidade. Os parques eólicos no mar são ainda mais intensivos em cobre, porque precisam de cabos de cobre grossos para transmitir energia para a terra.

Há um número limitado de boas reservas no mundo, e os prazos de entrega para novos projetos podem estender-se de seis a oito anos, devido às análises de licenciamento e ambientais. Mas, acredita-se que com um bom potencial de alta de longo prazo, ainda há tempo para investimentos no setor de cobre. 

*Com informações do Jornal Valor Econômico

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Cobre: um importante aliado no combate a vírus e bactérias

Você sabia que o Cobre destrói vírus e bactérias? A descoberta foi feita pelo médico Victor Burq no século 19, em Paris, segundo artigo publicado no site Vice. Na época havia surtos de cólera que atingiram a cidade e funcionários de uma fundição de cobre, que tinham contato com o minério diariamente, escaparam da doença. Na mesma época, ele descobriu que outros trabalhadores lidando com cobre na capital parisiense e em outras cidades da Europa também tinham evitado a cólera.

A partir de uma coleta de dados com mais de 200 mil pessoas ele concluiu para as Academias de Ciência e Medicina da França em 1967 que “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele na epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”

No decorrer dos anos, estudos mostraram que o Cobre é um importante aliado e tem proteção de ameaças bacterianas: ele é um antimicrobiano. Foi provado que o metal mata uma longa lista de micróbios, incluindo norovírus, MRSA, uma bactéria estafilococos que se tornou resistente a antibióticos, cepas virulentas de E. coli que podem causar intoxicações alimentares, e coronavírus – possivelmente a nova cepa atualmente causando a pandemia de COVID-19.

Mas porque o mundo não usa mais o cobre? Afinal ele poderia reduzir a presença de micróbios nas principais superfícies, porta para o ser humano se contaminar com diversas enfermidades. Talvez pelo valor. Mas, ao fazer uma análise é possível reverter essa situação, pois o minério poderia ser um grande aliado no combate de infecções hospitalares e até no controle da pandemia do coronavirus, desta forma deixando os governos de gastarem tanto na cura de doenças.

Leia o texto completo no site da Vice

Saiba mais sobre o cobre e sua importância na saúde pública

Após testes e avaliações rigorosos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos registrou ligas de cobre como materiais antimicrobianos de saúde pública. Superfícies tocadas com frequência feitas de materiais de liga de cobre matam continuamente as bactérias em duas horas de contato, quando limpas regularmente.

Mais de 500 tipos de ligas de cobre estão registrados na Agência Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos para combate a pragas sem efeitos adversos para o ser humano e para o meio ambiente.

Três características principais que tornam as ligas de cobre antimicrobianas altamente eficazes em materiais de superfície de contato:

  • Mata bactérias continuamente

É comprovado que o material de cobre é muito mais eficiente como uma superfície antimicrobiana do que um material de aço inoxidável, além de matar continuamente as bactérias que causam infecções.

  • Nunca se desgasta

Mesmo após limpeza seca, úmida e o contato com bactérias que causam infecções, permanece com a eficácia de ação microbiana continua.

  • Seguro para usar

A superfícies de cobre não são prejudiciais às pessoas ou ao meio ambiente. Tem uma microbiana inerente mesmo sem adição de compostos químicos. Além de ser completamente reciclável.

Covid-19

Um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reportou que o vírus SARS – CoV-2, causador do Covid-19, se mantem vivo de dois a três dias em superfícies de plásticos e aço inoxidável, já nas superfícies de ligas de cobre, o vírus se mantém vivo por até 4 horas.

Essas informações foram obtidas no site https://www.copperalloystewardship.com/