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5 de setembro: dia da Amazônia

De natureza ímpar, a maior floresta do mundo é um dos patrimônios mais importantes do país e do planeta. Sua preservação está relacionada ao destino da humanidade.

Celebrado no dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia foi instituído pela Lei nº 11.621, de 19 de dezembro de 2007. A legislação teve como propósito estabelecer uma data para que todos os brasileiros possam refletir sobre um dos patrimônios mais valiosos do país e do planeta. 

A Amazônia Legal, área de floresta que pertence ao Brasil,  possui uma área de aproximadamente 5 milhões de km² e abrange 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios. Representa 67% das florestas tropicais do mundo. Ao todo, a Amazônia ocupa uma área de aproximadamente 6,74 milhões km², que se estende por oito países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname mais o território da Guiana Francesa. 

A data também foi pensada como forma de orientar as ações públicas e privadas relativas ao desenvolvimento socioeconômico de toda a região, buscando harmonizar e compatibilizar a conservação da natureza e a proteção ambiental com as necessidades de desenvolvimento socioeconômico dos estados que integram a Amazônia. Afinal, a preservação da Amazônia está intrinsecamente ligada ao destino da humanidade.

O setor mineral acredita no desenvolvimento econômico alinhado a práticas de proteção ao meio ambiente e valorização dos povos e comunidades da floresta, na promoção de um desenvolvimento socioeconômico e de qualidade à vida das pessoas em geral.

Para preservar e promover o crescimento sustentável é fundamental conhecer e buscar a união de forças em prol da região. O futuro da Amazônia passa pelo desenvolvimento de novas economias e pela proteção às florestas. 

IBRAM presta sua contribuição ao futuro da Amazônia

A Conferência Internacional da Amazônia e Novas Economias, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), reuniu em Belém (PA), entre os dias 30 de agosto e 1 de setembro, representantes de diversos setores para tratar de questões que envolvem o desenvolvimento socioambiental e econômico da região.

Especialistas, profissionais de setores vinculados às novas economias, representantes do governo, gestores públicos, empresários, organizações da sociedade civil e comunidades de povos ancestrais e originários promoveram um amplo debate sobre a busca por um futuro sustentável para a Amazônia por meio da conservação do bioma, do desmatamento líquido zero e da promoção do bem-estar social para as suas populações.

Para saber mais sobre a Conferência e as propostas para o desenvolvimento econômico sustentável, confira o site do evento em: https://amazoniaenovaseconomias.com.br/

Com informações de: Ministério do Meio Ambiente, Câmara dos Deputados e Valor Econômico

Pará e mineração valorizam bioeconomia para promover desenvolvimento sustentável da Amazônia

O setor mineral brasileiro está promovendo uma discussão internacional sobre clima e bioeconomia. Durante o Fórum Econômico Mundial (FEM), realizado em Davos, na Suíça, na última semana, o governador do Pará e presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal (CAL), Helder Barbalho, apresentou o Plano de Bioeconomia. Ele foi criado para garantir a preservação ambiental no segundo maior estado amazônico do Brasil, o que permitiu reduzir o desmatamento em 21% entre 2021 e 2022 e promover um modelo econômico sustentável.

Durante o debate em Davos, o governador ressaltou que a bioeconomia é uma importante alternativa para preservar a Amazônia, de modo a promover o desenvolvimento socioeconômico da região e, consequentemente, a contribuição para o equilíbrio climático mundial. “É importante construirmos a partir da bioeconomia um novo conceito econômico, com a floresta viva e investimentos em ciência, tecnologia e inovação somados aos saberes da floresta, atraindo oportunidades”, pontuou. 

Helder Barbalho ainda explicou que o Pará avançou na construção de legislações próprias, transformando-as em políticas públicas de Estado e oferecendo mais segurança jurídica nas ações para preservar o meio ambiente, além de fortalecimento da bioeconomia e floresta em pé como vetores sustentáveis de desenvolvimento. “São leis, como a Estadual de Mudanças Climáticas, a Política Estadual para o Clima e a lei que contribuiu para o Programa Amazônia Agora”, exemplificou. 

A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou, durante o evento, que a estratégia brasileira para a preservação da Amazônia tem dois aspectos: um, que visa proteger 57 milhões de hectares ainda protegidos, e o outro, que visa promover o desenvolvimento sustentável para garantir a subsistência dos 30 milhões de brasileiros que vivem na região.

“O Brasil voltou à cena mundial determinado a recuperar seu papel de impulsionador de iniciativas para combater as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade, e para unir forças na definição de um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável”, argumentou Marina Silva. 

A mineração está entre as principais atividades econômicas do Para? e o estado, ao lado de Minas Gerais, lidera a mineração no Brasil.  Em 2023, o estado paraense será palco de importantes discussões sobre bioeconomia e como a mineração pode ser uma aliada nesse desenvolvimento sustentável. Belém será a sede da EXPOSIBRAM 2023 (29 a 31 de agosto) e da Conferência Internacional Amazônia & Bioeconomia (30 e 31 de agosto), eventos a serem realizados pelo IBRAM – Mineração do Brasil em agosto de 2023. 

Helder Barbalho aproveitou sua participação em Davos para reforçar a candidatura para Belém sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em 2025, e discutir as mudanças climáticas no bioma amazônico.

Conferência Internacional Amazônia & Bioeconomia

 

O evento acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto, durante a EXPOSIBRAM 2023, em Belém (PA). É uma oportunidade de apresentar como a mineração empresarial tem elevado o potencial para contribuir para a conservação da biodiversidade da Amazônia, por meio de uma gestão responsável e desenvolvimento social nos territórios mineradores. 

Especialistas e players globais debaterão sobre o tema visando contribuir para a construção de políticas públicas que promovam o estímulo e viabilização da bioeconomia como alternativa econômica viável na Amazônia. 

As inscrições serão abertas em breve no site: https://ibram.org.br/evento/conferencia-internacional-amazonia-bioeconomia/

Fórum Econômico Mundial 

 

O Fórum Econômico Mundial (FEM) ou World Economic Forum (WEF) aconteceu entre os dias 16 e 20 de janeiro de 2023, em Davos, na Suíça. O evento teve como tema esse ano a “Cooperação em mundo fragmentado”. Durante uma semana, empresários, líderes políticos e representantes culturais mundiais se reúnem em busca de mudanças positivas para a nossa sociedade, além de debater temas como mudanças climáticas, inclusão e diversidade. 

Fonte: Agência Pará, EFE

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Biodiversidade na agenda da mineração

Os benefícios são para todos: ecossistema, economia, população

Biodiversidade na agenda da mineração
Crédito: Banco de Imagens Freepik

O termo biodiversidade, de acordo com o dicionário, é a “reunião que contempla todas e/ou quaisquer espécies de seres que existam e convivam na biosfera, em certa região ou num período de tempo”. Ou seja, ela descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.

Mas você sabe como a mineração trabalha com a biodiversidade? 

Durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração 2022 (EXPOSIBRAM 2022), especialistas debateram a conservação e a biodiversidade no ambiente de negócios da mineração. Controle das emissões de carbono, restauração de áreas degradadas e recuperação de nascentes são algumas das iniciativas às quais as empresas de mineração estão atentas para preservar a biodiversidade. 

A Mineração do Brasil tem um importante papel na descarbonização e na transição energética, com a produção de minerais essenciais para estes processos, como o lítio, nióbio, grafita, cobre e fosfato.  Clique aqui e saiba mais. Entretanto, o setor contribui de outras formas para a biodiversidade. 

Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Ribeiro Rodrigues, “no Brasil existem 327 iniciativas de áreas de restauração natural”. Ele ainda ressalta que é extremamente importante a fixação de carbono para tentar controlar o aumento das temperaturas. “Estamos acompanhando as mudanças climáticas e precisamos de soluções urgentes para a retenção desse carbono. Nesse sentido, o Brasil pode dar grandes contribuições, tendo em vista as diversas iniciativas, no que diz respeito ao tema”, afirma.

Entre os benefícios da restauração das áreas degradadas, Rodrigues destaca a recuperação de nascentes, a infiltração da água no solo e a polinização. “Tais contribuições relacionam-se à segurança hídrica, mas também ao serviço ecossistêmico de polinização e dispersão de sementes”, afirma.

Tiago Alves, gerente de Meio Ambiente da Anglo American Brasil, reforça a preocupação da empresa com o meio ambiente e confirma a experiência de recuperação de nascentes. Em parceria com ONGs, universidades e governos, a mineradora criou um programa para restaurar as nascentes em propriedades rurais. “A nascente voltou a ter água. Isso é mudar a vida das pessoas, isso é parceria, efetuada a várias mãos”, explica.

Emprego e renda

O olhar voltado para a biodiversidade apresenta também vantagens econômicas. Segundo Rodrigues, a cadeia produtiva da restauração gera 0,42 emprego por hectare ao ano. “Temos defendido a restauração como estratégia de geração de trabalho e renda. Precisamos recuperar algo em torno de 121 milhões de hectares de florestas para gerar cerca de cinco milhões de empregos em 20 anos”, destacou.

O trabalho feito nas comunidades pela Anglo American, de acordo com Alves, além de proporcionar dignidade e renda, ajyda a criar perspectivas positivas para as pessoas. “Trabalhar com a comunidade é pilar fundamental para a geração de emprego, renda e felicidade para o pequeno agricultor”, explica.

Alves reconhece que a atividade mineral, muitas vezes, gera desconforto porque tem impacto visual forte. “A maior degradação no Brasil é feita por outros setores. A mineração é localizada e, apesar de também degradar, a recuperação é grande e com qualidade”, ressaltou.