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Granulados marinhos: saiba o que é e onde é utilizado

Granulados, materiais fragmentados que se originam dos rejeitos da atividade de mineração. Crédito: CPRM

Você sabe o que são granulados marinhos? E onde encontrá-los? 

Granulados são os materiais fragmentados, especialmente nas frações areia e cascalho, que se originam dos rejeitos da atividade de mineração. Os “agregados”, como também são chamados na construção civil, são de grande interesse como matéria-prima para o setor.

Atualmente, os granulados marinhos têm seu aproveitamento em diversas áreas do setor econômico, especialmente nas indústrias da construção civil, reconstrução de praias erodidas, como também em fertilizantes e suplementos em rações para animais, sendo uma alternativa à exaustão das reservas continentais.

De acordo com o pesquisador em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), Ronaldo Bezerra, os granulados, também conhecidos como oligoelementos – minerais pequenos- são potencializadores de fertilizantes. 

Para o especialista, a diferença entre os calcários marinhos para os continentais é a sua biodisponibilidade. “Os calcários marinhos rapidamente se solubilizam e são aproveitados pelo solo. Eles ajudam no condicionamento do solo e na nutrição de plantas, fazendo com que fiquem mais fortes e resistam mais aos pesticidas, por exemplo”, esclareceu.

Estudos do SGM/ CPRM

Com o objetivo de produzir e difundir informações geológicas sobre a plataforma continental rasa do Brasil, o Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) desenvolveu três informes intitulados “Série de Recursos Minerais Marinhos”. Os estudos estão relacionados à potencialidade estratégica dos bens minerais marinhos na zona costeira da região nordeste. Com a inauguração do primeiro Laboratório de Geologia Marinha (GeMar) do SGB-CPRM, em abril deste ano, em Recife/PE, novos mapeamentos e pesquisas sobre o potencial marinho serão realizados na região.

Um dos informes, “Potencialidade dos granulados marinhos da plataforma continental rasa de Pernambuco”, tem como finalidade produzir mapas geológicos marinhos que permitam os diversos atores da sociedade pernambucana a identificar áreas com potencial interesse para a ocorrência de granulados marinhos.

Acesse o estudo completo aqui .

 

Informações publicadas no site do CPRM/SGM

 

Beach tennis: esporte conta com participação essencial da mineração

Com a pandemia, a procura por esportes ao ar livre teve um grande crescimento. Uma das atividades esportivas que se destacou nesses dois últimos anos foi o beach tennis. Também chamado de tênis de praia, ele foi criado a partir do frescobol e incrementado na Itália, na década de 80. No Brasil, começou a ser praticado em 2008 em cidades como Rio de Janeiro, Santos, Fortaleza e Vitória.

Mas, qual a ligação do beach tennis com a mineração? Na verdade, são várias. Além das raquetes produzidas a partir de minérios, como grafite e carbono, outros equipamentos como as bolas, as redes, mastros e as fitas de marcação são elaborados a partir de minérios. 

Houve um grande crescimento de quadras artificiais construídas em cidades que não têm praia, como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. A areia utilizada nestas quadras vem de jazidas de arenito. Em São Paulo, por exemplo, a origem da areia é uma mineradora em Descalvado, cidade a 250 quilômetros da capital. Após a retirada do solo, ela passa por um processo de limpeza em que o  resultado é uma areia que não queima o pé, não gruda no corpo e não machuca. 

Fábrica de areia em Descalvado (SP) – Crédito: reprodução Rede Globo

Somente uma mineradora em Descalvado produziu cerca de 48 mil toneladas desse tipo de areia em 2021. Em média, foram criadas 40 quadras novas por mês, em diversas cidades do país. 

O programa Fantástico, da TV Globo, veiculou uma matéria no dia 02 de janeiro de 2022 sobre o beach tennis e a importância da mineração de areia para a construção das quadras para prática do esporte. Clique aqui para acessar o conteúdo.