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Calendário traz 20 eventos pré-COP30 para você acompanhar e participar

IBRAM divulga calendário extraoficial com encontros, oficiais e não oficiais, que serão realizados de setembro a novembro em várias capitais brasileiras, com programação alinhada à pauta da COP30. Um dos destaques é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias.

O mundo está em contagem regressiva para o início da 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). Até lá, assuntos da pauta da conferência estão sendo antecipadamente discutidos, em uma agenda intensa de eventos nas capitais brasileiras. Ali se discutem temas relacionados ao presente e ao futuro da humanidade, como mudanças climáticas e proteção da Amazônia, minerais críticos e transição energética, desmatamento e preservação ambiental, entre outros.

Para engajar o público nessa agenda pré-COP30, foi elaborado um calendário com 20 eventos selecionados, entre oficiais da COP30 e não oficiais, que são aqueles organizados por empresas e instituições diversas. O critério para a seleção dos eventos não oficiais foi, basicamente, o alinhamento da programação à conferência do clima.

Brasilia sediara dois eventos oficiais pre-COP30 em outubro. Crédito da foto: Bento Viana. Governo do Distrito Federal

Veja alguns dos eventos listados no calendário pré-COP30

Um exemplo de evento não oficial, porém alinhado à pauta da COP30 e incluído no calendário, é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Salvador (BA), nos dias 30 e 31/10. O propósito é  conectar mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático. A condução dessa conferência será do ex-ministro e diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann, com participação de várias personalidades, como a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, Copresidente IRP-UNEP e Membro do Conselho Econômico e Social da ONU; Conselheira Emérita do CEBRI, Copresidente do IRP-ONU.

Segundo Raul Jungmann, “nas duas últimas edições, ambas em Belém, promovemos um amplo debate sobre as grandes questões envolvidas com a temática do clima e como ele nos afeta e ameaça a qualidade de vida das futuras gerações. Ou seja, a situação nos impele a agir pelo planeta e pelas pessoas, e na terceira edição vamos selar este nosso compromisso com a vida”.

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Já entre os eventos oficiais, dois serão realizados em Brasília, em outubro: a reunião Pré-COP30 oficial, nos dias 13 e 14/10, como a proposta de buscar consensos entre ministros do clima e negociadores que irão participar das discussões na COP30; o outro será a reunião em 13/10 intitulada 3x Renewables Pre-COP30”, seguida de recepção (para convidados), organizada pela Global Renewables Alliance (GRA), que vai reunir lideranças globais do segmento de energia renovável.

O calendário a seguir está organizado de forma cronológica e apresenta, de maneira objetiva, uma breve descrição de cada encontro, seu local e os respectivos links para acessar mais informações. Os dados foram levantados em fontes públicas na internet; eventuais dúvidas ou atualizações devem ser confirmadas com os organizadores. O calendário foi produzido ao IBRAM, a partir de curadoria da agência Profissionais do Texto, integrante da Rede Brasileira de Gestão de Imagem (RBGI).

CALENDÁRIO DE EVENTOS OFICIAIS DA COP30

  • Pré-COP (Brasília/DF, 13 e 14/10) – Reúne ministros e negociadores para buscar consensos e destravar temas-chave (mitigação, adaptação, financiamento) um mês antes da COP30; organizada pela presidência brasileira da COP30. Mais informações.
  • 3X Renewables Pre-COP30 (Brasília/DF, 13/10) organizado pela Global Renewables Alliance (GRA), com participação de líderes globais do setor de energia renovável. Mais informações sobre a GRA.
  • Fórum de Líderes Locais da COP30 (Rio de Janeiro/RJ, 3 a 5/11) – Encontro oficial, com apoio da Bloomberg Philanthropies e C40, para tratar da ação climática subnacional com prefeitos e governadores. Mais informações.
  • Cúpula de Líderes (Belém/PA, 6 a 7/11) – Segmento de alto nível da COP, dedicado a chefes de Estado e de Governo, onde são anunciados compromissos políticos centrais. Mais informações.

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS NÃO OFICIAIS

  • 04 a 06/09 – Amazontech 2025 – Organização: UFRR & parceiros | Boa Vista/RR | Fórum de inovação e bioeconomia que integra Caribe e Amazônia Legal para soluções sustentáveis regionais. Mais informações.
  • 11 e 12/09 – 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade – Organização: IbradeS, ACB, LIDE BA | Salvador/BA | Enfoque jurídico-político em governança climática. Mais informações.
  • 17 a 21/09 – Virada Sustentável SP (15ª edição) – Organização: Instituto Virada Sustentável & Prefeitura | São Paulo/SP | Festival urbano com debates, arte e educação ambiental conectando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e agenda climática. Mais informações.
  • 22/09 – Lançamento: Estudo “Trajetórias de Descarbonização para o Brasil” – Organização: Instituto Escolhas | São Paulo/SP (com transmissão online) | Apresentação de pesquisa com caminhos e investimentos necessários para o Brasil alcançar a neutralidade climática, contribuindo com dados técnicos para as discussões da COP30. Mais informações.
  • 22 a 26/09 – Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) – 21ª Edição – Organização: Fundação Grupo Boticário | Florianópolis/SC | Fórum com foco no papel das áreas protegidas para as metas climáticas e financiamento da conservação. Mais informações
  • 23 a 25/09 – Semana Internacional de Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente – Organização: FRG & parceiros | Belém/PA | Debates estratégicos sobre energia limpa. Mais informações.
  • 24 a 25/09 – Fórum Amazônia Sustentável – Organização: FRG Mídias & Eventos | Belém/PA | Diálogo multissetorial sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia. Mais informações.
  • 01/10 – Estratégias Empresariais para a Amazônia e o Clima – Organização: CEBDS | São Paulo/SP | Reunião de grandes empresas para discutir compromissos do setor privado com a economia de baixo carbono e a valorização da floresta. Mais informações.
  • 07 e 08/10 – South Summit Brazil Amazônia – Climate & Bioeconomy – Organização: South Summit | Belém/PA | Edição focada em startups e investimento climático. Mais informações 
  • 07 e 08/10 – Fórum Varanda da Amazônia (III) – Organização: Varanda da Amazônia | Belém/PA | Encontros sobre cultura, território e sustentabilidade na rota da COP30. Mais informações.
  • 14 a 17/10 – XI Encontro Nacional de Química Ambiental (ENQAmb) – Organização: SBQ/UFAM/UEA/INPA | Manaus/AM | Pesquisa e tecnologia em química ambiental aplicadas a desafios climáticos amazônicos. Mais informações.
  • 15 a 17/10 – Fórum Brasil África: Cooperação para Descarbonização e Energia – Organização: Instituto Brasil África (IBRAF) | Rio de Janeiro/RJ | Discussão sobre cooperação Sul-Sul em transição energética, financiamento climático e bioeconomia, conectando líderes brasileiros e africanos para a COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia – Organização: Concertação para a Amazônia | Belém/PA | Encontro que reúne investidores, empreendedores e lideranças para fomentar negócios e financiamentos que valorizem a floresta em pé, diretamente alinhado à agenda de bioeconomia da COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Simpósio de Pesquisa e Inovação em Mudanças Climáticas – Organização: FAPESP | São Paulo/SP | Evento científico para apresentar resultados de pesquisas sobre mitigação e adaptação, fornecendo evidências para os debates da COP30. Mais informações.
  • 30 e 31/10 – Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias (3ª edição) – Organização: IBRAM | Salvador/BA | Mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático na rota da COP30. Mais informações. Inscrições.
  • 04/11 – Diálogos Talanoa Brasil 2025 – Organização: Instituto Talanoa | Rio de Janeiro/RJ (com transmissão online) | Sessão de diálogo multissetorial para avaliar a ambição da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira e produzir uma contribuição para a conferência de Belém. Mais informações.

Poeira do Saara ajuda floresta amazônica a se regenerar após queimadas

Partículas contendo minerais essenciais viajaram 5 mil quilômetros até a América do Sul. Elas podem influenciar tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens

Você consegue imaginar partículas de poeira subirem aos céus no deserto do Saara, lá no norte da África, atravessarem o Oceano Atlântico a 5 mil metros de altitude e, alguns dias depois, se depositarem por conta própria na Amazônia? Pois saiba que isso costuma acontecer. 

E, neste ano, aconteceu três vezes – entre os dias 13 e 18 de janeiro, de 31 de janeiro a 3 de fevereiro e de 26 de fevereiro a 3 de março. E, melhor ainda, nos três casos vieram com um bônus: elementos minerais essenciais, como ferro, cálcio e fósforo, que haviam sido perdidos com as queimadas no continente sul-americano.

A constatação é de pesquisadores que vivem e trabalham no Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), localizado no coração da floresta amazônica, em São Sebastião do Uatumã (AM). Os cientistas ainda investigam os efeitos diretos do fenômeno, mas já sabem que ele influencia tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens.

O observatório é dotado de três gigantescas torres que sobem bem acima da copa das árvores – duas com 80 metros e uma com 325 metros de altura, o equivalente a um edifício de 100 andares. Equipada com sensores que monitoram a composição do ar na atmosfera da floresta 24 horas por dia, esta última captou a presença desses elementos naturalmente escassos nos solos da região, mas fundamentais para recuperar a floresta após as queimadas.

A ATTO foi construída para monitorar fenômenos atmosféricos e estudar a interação entre a floresta e a atmosfera. O projeto, ao custo de 8,4 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões), foi financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Governo do Amazonas e pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha.

Zona de Convergência Intertropical

O pesquisador Rafael Valiati explica que a chegada à Amazônia dos aerossóis com origem no Saara depende de muitos fatores, “desde a quantidade de poeira emitida lá no deserto, os padrões dos ventos predominantes, e a quantidade de precipitação. A Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte do Saara para a Amazônia apenas no início do ano”, diz.

O coordenador da pesquisa, doutor em Ecologia Florestal Alberto Quesada, acrescenta que “existem correntes de ar muito altas que chamamos de correntes de jato, que geralmente são aproveitadas por aviões para capturar ventos. Quando as partículas de poeira atingem o topo, são transportadas por longas distâncias. Isso é muito comum”, disse ao G1.

Desta forma, a poeira viaja entre dois e cinco quilômetros de altitude, levada por ventos fortes e secos que atuam sobre o Saara. Ela cruza o Atlântico quando a Zona de Convergência Intertropical está mais ao sul, o que costuma ocorrer no verão do hemisfério sul. O tempo de transporte das partículas depende da velocidade dos ventos, mas costuma levar entre sete e 14 dias.

Os pesquisadores salientam que, embora possa afetar a qualidade do ar na floresta, a quantidade de minerais observada não prejudica a respiração da população local, diferente do que ocorre na Europa. Outro aspecto importante é que o fato de ter ocorrido três vezes em 2025 não indica uma intensificação do fenômeno, mas pode indicar mudanças climáticas em curso desde o início da década.

Além de influenciar na fertilidade do solo, os cientistas acreditam que o fenômeno do transporte de minerais possa influenciar também na formação de nuvens.

Fonte: G1 e Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação

Pará e mineração valorizam bioeconomia para promover desenvolvimento sustentável da Amazônia

O setor mineral brasileiro está promovendo uma discussão internacional sobre clima e bioeconomia. Durante o Fórum Econômico Mundial (FEM), realizado em Davos, na Suíça, na última semana, o governador do Pará e presidente do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal (CAL), Helder Barbalho, apresentou o Plano de Bioeconomia. Ele foi criado para garantir a preservação ambiental no segundo maior estado amazônico do Brasil, o que permitiu reduzir o desmatamento em 21% entre 2021 e 2022 e promover um modelo econômico sustentável.

Durante o debate em Davos, o governador ressaltou que a bioeconomia é uma importante alternativa para preservar a Amazônia, de modo a promover o desenvolvimento socioeconômico da região e, consequentemente, a contribuição para o equilíbrio climático mundial. “É importante construirmos a partir da bioeconomia um novo conceito econômico, com a floresta viva e investimentos em ciência, tecnologia e inovação somados aos saberes da floresta, atraindo oportunidades”, pontuou. 

Helder Barbalho ainda explicou que o Pará avançou na construção de legislações próprias, transformando-as em políticas públicas de Estado e oferecendo mais segurança jurídica nas ações para preservar o meio ambiente, além de fortalecimento da bioeconomia e floresta em pé como vetores sustentáveis de desenvolvimento. “São leis, como a Estadual de Mudanças Climáticas, a Política Estadual para o Clima e a lei que contribuiu para o Programa Amazônia Agora”, exemplificou. 

A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou, durante o evento, que a estratégia brasileira para a preservação da Amazônia tem dois aspectos: um, que visa proteger 57 milhões de hectares ainda protegidos, e o outro, que visa promover o desenvolvimento sustentável para garantir a subsistência dos 30 milhões de brasileiros que vivem na região.

“O Brasil voltou à cena mundial determinado a recuperar seu papel de impulsionador de iniciativas para combater as mudanças climáticas e preservar a biodiversidade, e para unir forças na definição de um novo modelo de desenvolvimento mais sustentável”, argumentou Marina Silva. 

A mineração está entre as principais atividades econômicas do Para? e o estado, ao lado de Minas Gerais, lidera a mineração no Brasil.  Em 2023, o estado paraense será palco de importantes discussões sobre bioeconomia e como a mineração pode ser uma aliada nesse desenvolvimento sustentável. Belém será a sede da EXPOSIBRAM 2023 (29 a 31 de agosto) e da Conferência Internacional Amazônia & Bioeconomia (30 e 31 de agosto), eventos a serem realizados pelo IBRAM – Mineração do Brasil em agosto de 2023. 

Helder Barbalho aproveitou sua participação em Davos para reforçar a candidatura para Belém sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em 2025, e discutir as mudanças climáticas no bioma amazônico.

Conferência Internacional Amazônia & Bioeconomia

 

O evento acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto, durante a EXPOSIBRAM 2023, em Belém (PA). É uma oportunidade de apresentar como a mineração empresarial tem elevado o potencial para contribuir para a conservação da biodiversidade da Amazônia, por meio de uma gestão responsável e desenvolvimento social nos territórios mineradores. 

Especialistas e players globais debaterão sobre o tema visando contribuir para a construção de políticas públicas que promovam o estímulo e viabilização da bioeconomia como alternativa econômica viável na Amazônia. 

As inscrições serão abertas em breve no site: https://ibram.org.br/evento/conferencia-internacional-amazonia-bioeconomia/

Fórum Econômico Mundial 

 

O Fórum Econômico Mundial (FEM) ou World Economic Forum (WEF) aconteceu entre os dias 16 e 20 de janeiro de 2023, em Davos, na Suíça. O evento teve como tema esse ano a “Cooperação em mundo fragmentado”. Durante uma semana, empresários, líderes políticos e representantes culturais mundiais se reúnem em busca de mudanças positivas para a nossa sociedade, além de debater temas como mudanças climáticas, inclusão e diversidade. 

Fonte: Agência Pará, EFE

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