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Nossa saúde depende da mineração

Já cuidou de você hoje? Escovou os dentes? Tomou os remédios? Fez atividade física? Marcou o check-up anual para verificar se está tudo bem? Essas ações fazem parte do nosso cotidiano, mas nem sempre paramos para pensar que seria impossível cuidar da saúde sem a mineração.

Os minerais estão presentes na pasta dental que usamos todos os dias, no suplemento alimentar, no termômetro ou no aparelho para medir a glicose. Os medicamentos não existiriam sem elementos como fósforo, cálcio, enxofre, magnésio, cobre, zinco, boro, manganês, sódio, bário, entre outros. Sabe esse tênis que usa para correr ou o aparelho da academia que utiliza para malhar? São frutos de produtos desenvolvidos por meio da mineração. 

Atualmente, a maioria dos procedimentos e técnicas utilizadas na medicina e saúde contam com máquinas e equipamentos avançados, assim como a indústria como um todo. Das parafernálias mais simples de uma cirurgia, como faquinhas, tesouras, brocas e bisturis, até aparelhos mais sofisticados como de ressonância magnética e tomografia computadorizada dependem dos elementos minerais para serem construídos. É a mineração trabalhando em prol da sua saúde.

Da higiene pessoal à estética: mineração é grande aliada na fabricação de cosméticos

O nome “cosmético” deriva da palavra grega “kosmetikós” significa “hábil em adornar”. Dessa forma, a indústria busca a produção de diversos tipos de produtos de uso externo, com a finalidade de limpar, perfumar, mudar a aparência, proteger, manter em boas condições ou corrigir odores corporais. Dentre eles estão: sabonetes, desodorantes, perfumes, talcos, produtos para higiene bucal e capilar, protetores solares e maquiagem.

A infinidade de produtos farmacêuticos e cosméticos que encontramos no mercado são decorrentes dos inúmeros tipos de matérias primas, sejam elas de origem mineral, vegetal ou animal. Uma lista dos diversos recursos minerais como os argilominerais (caulim e bentonita), o calcário (calcita), o enxofre, a mica (muscovita) e o talco são utilizados na indústria de acordo com as suas propriedades, formas de ação e finalidade.

As maquiagens, por exemplo, são compostas por uma série de minerais. Na fórmula de batons, lápis e blushes é possível encontrar dióxido de titânio, utilizado como função de bloqueador da radiação ultravioleta; a mica que é responsável pelo brilho de alguns produtos; o óxido de zinco, que impede a proliferação de micro-organismos.  Para o controle da oleosidade da pele são usados o óxido de ferro e o cloreto de bismuto.

Vale ressaltar, que a indústria da beleza muda todos os dias. Pesquisas avançadas no setor mineral, farmacológico e de cosméticos contribuem para constantes descobertas e auxiliam no desenvolvimento de novos produtos. É a mineração fazendo parte do seu bem-estar.

Fonte:  http://recursomineralmg.codemge.com.br/wp-content/uploads/2018/10/FarmaceuticosCosmeticos.pdf

Nióbio está nos principais cartões postais

Descoberto pelo químico inglês Charles Hatchett em 1801, a partir de estudos do mineral columbita, o nióbio é um elemento de ocorrência natural, embora não seja encontrado de forma livre na natureza, mas sim em minérios, como a columbita e tantalita. Ele é um metal macio, seguro e disponível, além de ser dúctil, maleável e altamente resistente à corrosão. Por sua característica de aprimorar propriedades e funcionalidades, o nióbio é usado em uma grande variedade de materiais para dar mais resistência. 

O nióbio pode ser encontrado em cartões postais da capital federal, como a Ponte JK e o mastro que sustenta a Bandeira Nacional, que tremula diariamente na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). 

Estruturas como a ponte, com 12,4 mil toneladas e 1200 metros de comprimento, com vãos livres consideráveis, são construídas mais facilmente – e com economia – ao utilizar aços especiais, produzidos com nióbio em sua composição.

O nióbio é empregado atualmente em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, em dispositivos médicos, como o marca-passo, pois suas ligas metálicas são fisiologicamente inertes e com características hipoalergênicas, aceleradores de partículas, lentes e até piercings e bijuterias, bem como na indústria de alta tecnologia: produção de fios de ímãs supercondutores empregados nos aceleradores de partículas.

O Brasil não é o único país com reservas de nióbio. Mas é disparado o maior produtor, com 90% do mercado mundial desse metal cuja demanda é pequena, mas inclui uma série de aplicações, inclusive na indústria de alta tecnologia.

A maior reserva de nióbio encontra-se na cidade de Araxá-MG.

Características

Propriedades químicas: é o elemento químico de número atômico 41 e massa atômica 92,9 u. Seu símbolo é Nb. Pertence ao 5º período da tabela e ao grupo 5 e, portanto, é considerado um metal de transição na classificação periódica dos elementos químicos. Suas propriedades químicas assemelham-se às propriedades do tântalo (Ta), localizado no mesmo grupo logo abaixo do nióbio.

Propriedades físicas: é um metal brilhoso, com coloração cinza e, em condições normais, é sólido (temperatura de fusão: 2477 °C; temperatura de ebulição: 4744 °C). É dúctil e apresenta propriedades supercondutoras, além de ser resistente à corrosão.

Fontes: site CBMM / IBRAM / site Brasil Escola / G1

Covid-19

Um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reportou que o vírus SARS – CoV-2, causador do Covid-19, se mantem vivo de dois a três dias em superfícies de plásticos e aço inoxidável, já nas superfícies de ligas de cobre, o vírus se mantém vivo por até 4 horas.

Essas informações foram obtidas no site https://www.copperalloystewardship.com/

Saiba mais sobre o cobre e sua importância na saúde pública

Após testes e avaliações rigorosos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos registrou ligas de cobre como materiais antimicrobianos de saúde pública. Superfícies tocadas com frequência feitas de materiais de liga de cobre matam continuamente as bactérias em duas horas de contato, quando limpas regularmente.

Mais de 500 tipos de ligas de cobre estão registrados na Agência Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos para combate a pragas sem efeitos adversos para o ser humano e para o meio ambiente.

Três características principais que tornam as ligas de cobre antimicrobianas altamente eficazes em materiais de superfície de contato:

  • Mata bactérias continuamente

É comprovado que o material de cobre é muito mais eficiente como uma superfície antimicrobiana do que um material de aço inoxidável, além de matar continuamente as bactérias que causam infecções.

  • Nunca se desgasta

Mesmo após limpeza seca, úmida e o contato com bactérias que causam infecções, permanece com a eficácia de ação microbiana continua.

  • Seguro para usar

A superfícies de cobre não são prejudiciais às pessoas ou ao meio ambiente. Tem uma microbiana inerente mesmo sem adição de compostos químicos. Além de ser completamente reciclável.

Cobre: um importante aliado contra vírus e bactérias

Você sabia que o Cobre destrói vírus e bactérias? A descoberta foi feita pelo médico Victor Burq no século 19, em Paris, segundo artigo publicado no site Vice. Na época havia surtos de cólera que atingiram a cidade e funcionários de uma fundição de cobre, que tinham contato com o minério diariamente, escaparam da doença. Na mesma época, ele descobriu que outros trabalhadores lidando com cobre na capital parisiense e em outras cidades da Europa também tinham evitado a cólera.

A partir de uma coleta de dados com mais de 200 mil pessoas ele concluiu para as Academias de Ciência e Medicina da França em 1967 que “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele na epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”.

No decorrer dos anos, estudos mostraram que o Cobre é um importante aliado e tem proteção de ameaças bacterianas: ele é um antimicrobiano. Foi provado que o metal mata uma longa lista de micróbios, incluindo norovírus, MRSA, uma bactéria estafilococos que se tornou resistente a antibióticos, cepas virulentas de E. coli que podem causar intoxicações alimentares, e coronavírus – possivelmente a nova cepa atualmente causando a pandemia de COVID-19.

Mas porque o mundo não usa mais o cobre? Afinal ele poderia reduzir a presença de micróbios nas principais superfícies, porta para o ser humano se contaminar com diversas enfermidades. Talvez pelo valor. Mas, ao fazer uma análise é possível reverter essa situação, pois o minério poderia ser um grande aliado no combate de infecções hospitalares e até no controle da pandemia do coronavirus, desta forma deixando os governos de gastarem tanto na cura de doenças.

Leia o texto completo no site da Vice