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EXPOSIBRAM 2022: inscrições abertas para um dos mais relevantes eventos de negócios em mineração da América Latina

Quer  entender quais são as perspectivas de atuação da  mineração brasileira nos aspectos econômico, social e de sustentabilidade? Quer ter acesso facilitado a criar conexões no setor mineral? Saber sobre as novidades tecnológicas desse setor?  E ter a chance de conhecer os mais importantes players do mercado? É possível encontrar tudo isso em um só lugar. E o melhor, de graça. 

Estão abertas as inscrições para interessados em participar da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2022). Organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o evento volta ao formato presencial neste ano e será realizado entre os dias 12 e 15 de setembro, no EXPOMINAS BH, em Belo Horizonte (MG). A EXPOSIBRAM 2022 também terá uma versão digital, nos dias 20 e 21 de setembro.

Considerada um dos maiores eventos de mineração da América Latina, a EXPOSIBRAM reúne a cadeia produtiva, que participa ativamente com as principais companhias mineradoras com atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral nacional e internacional, em um só lugar.

A área da exposição contará com mais de 13 mil m² de estandes. No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos, projetos minerários, entre outros assuntos.

A inscrição para visitação à feira é gratuita. Veja no vídeo abaixo como fazer a sua inscrição. 

Congresso Brasileiro de Mineração 

O Congresso Brasileiro de Mineração reúne em média 1300 congressistas a cada edição. A pauta das palestras e debates leva em conta o contexto político e socioeconômico global, bem como as perspectivas do setor mineral para as próximas décadas. 

Serão abordados temas como: panorama da mineração no mundo; mudanças climáticas; entraves e caminhos para aprimoramento da inovação na mineração brasileira; segurança de processos, nova regulamentação da Agência Nacional de Mineração (ANM); mineração na Amazônia; desafios da pequena e média mineração; entre outros.

Para dinamizar os debates, o IBRAM estabelece uma programação que conta com palestras magnas, workshops, talk shows, entre outras ações. Acesse aqui a programação preliminar.

As taxas de inscrição para o Congresso variam conforme categorias e prazos de pagamento. Associados e não associados ao IBRAM, professores e estudantes universitários e profissionais seniores encontram melhores preços antecipando o pagamento pela internet até o dia 31 de julho. 

Inscrições: desconto para grupos

A diretoria do IBRAM está concedendo uma bonificação a grupos, ou seja, pessoas que fizerem a inscrição em conjunto: a cada 5 inscrições pagas, o grupo ganha 20% de desconto no total pago. Para isso, é necessário entrar em contato com a Secretaria Executiva da EXPOSIBRAM 2022 pelo telefone 31 – 2626-8036 e 98337-3301 ou enviar e-mail para secretaria@ibram.org.br

Patrocínio

Figuram como patrocinadores do evento o Grupo AIZ (Diamante), Anglo American (Platina), AngloGold Ashanti (Ouro), Nexa (ouro), Kinross (Ouro), Alcoa (Bronze), Cardiesel – Minas Máquinas (Bronze), Geocontrole (Bronze), Geosol (Bronze), Mosaic Fertilizantes (Bronze) Samarco (Bronze), Mineração Taboca (Bronze), Sany – Irmen(Bronze), Tracbel (Bronze) e XCMG (Bronze).

Apoio Institucional

Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Associação Brasileira de Engenheiros de Minas (ABREMI),  Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac), Instituto Brasileiro Gemas e Metais Preciosos (IBGM),Serviço Geológico do Brasil (SGB – CPRM), Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra), Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), Sindicato da Indústria de Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer) e Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).

Apoio editorial

A EXPOSIBRAM 2022 conta até o momento com o apoio editorial da revistas Brasil Mineral, Eae Máquinas, In The Mine, Mineração & Sustentabilidade, Areia & Brita, Amazônia, além dos sites Conexão Mineral,  ClimaTempo, Notícias de Mineração Brasil, e Panorama Minero.

Serviço:

EXPOSIBRAM 2022

Data: 12 a 15 de setembro

Local: Belo Horizonte (MG)

Mais informações e inscrições em https://ibram.org.br/evento/exposibram-2022/

 

EXPOSIBRAM 2022 – Digital 

Data: 20 a 21 de setembro

Local: Virtual 

Mais informações: https://ibram.org.br/evento/exposibram-digital/

Série ‘Realidades Minerais’ exibe importância da mineração em prol da governança dos municípios e da geração de emprego e renda

O 5º e último episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’, criada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), apresenta um resumo da importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras em diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano.

Sobre a Série ‘Realidades Minerais’

O IBRAM apresenta a série ‘Realidades Minerais’, que trata sobre a importância da mineração para o desenvolvimento da economia local, com geração de emprego e renda para o município onde a atividade está inserida e também para as comunidades vizinhas. Serão divulgados cinco vídeos sobre os temas conservação ambiental, emprego e renda, governança e projetos sociais.

Para o IBRAM, a mineração é um elo fundamental das diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano. A série de vídeos mostra exatamente a importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras, com geração de empregos diretos e indiretos, além de qualidade de vida.

Veja também: 

Veja o 1º episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’ lançada pelo IBRAM

Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 

O rejeito de mineração é o que sobra após o beneficiamento do material que é retirado da mina (minério lavrado). A maior parte da disposic?a?o de rejeitos da minerac?a?o mundial se faz por barragens de rejeitos, que também tem a função de reserva de a?gua para o reúso na mina e/ou no beneficiamento.

Entretanto, existem outros sistemas de disposição de rejeitos, como em frentes de lavra já exuridas nas minas subterra?neas, em cavas exauridas de minas, por empilhamento a seco (me?todo “dry stacking”), por disposic?a?o em pasta e filtragem para disposição a seco. 

A transformação destes rejeitos em novos produtos e coprodutos ainda é um desafio. Porém, o setor mineral brasileiro investe cada vez mais em pesquisas e inovações tecnológicas em busca de soluções para uma destinação econômica e sustentável  destes rejeitos. A chamada economia circular seria uma alternativa que busca a transformação de rejeitos de mineração em novos modelos de negócios, gerando diversos benefícios socioambientais e econômicos. 

Lama para pavimentação de alta durabilidade desenvolvido pela Samarco; agrominerais pesquisados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) a serem utilizados como remineralizadores de solos; e o projeto da Nexa que transforma todo o resíduo gerado em duas unidades da empresa em Zincal. Estes são alguns exemplos de coprodutos da mineração que podem beneficiar diversos outros setores industriais, como a construção civil e a agroindústria.  

Areia sustentável 

Setor mineral investe em desenvolvimento de soluções sustentáveis para rejeitos de mineração 
Areia sustentável da Vale. Crédito: Divulgação

A areia é o recurso natural mais explorado do mundo depois da água, com aplicações que vão de concreto e asfalto, à fabricação de vidro e chips para a indústria eletrônica. Nas últimas duas décadas a demanda triplicou devido à urbanização e ao crescimento populacional na Ásia e na África. Espera-se que em 2030 a demanda chegue a 50 bilhões de toneladas por ano. 

Após sete anos de pesquisas, a Vale desenvolveu uma solução que se torna uma fonte sustentável de areia e ao mesmo tempo reduz o volume de rejeitos gerados pela mineração. A areia sustentável é um coproduto do processamento de minério de ferro. 

“A Vale já investiu cerca de R$ 50 milhões e fez parceria com mais de 40 organizações, entre universidades, centros de pesquisa e empresas nacionais e estrangeiras, para estudar aplicações para o material proveniente do processamento do minério de ferro”, explica André Vilhena, gerente de Novos Negócios. “Nosso objetivo é inovar para tornar a mineração mais sustentável e inteligente, promovendo a economia circular e beneficiando a sociedade”.

Um estudo feito pelas Universidade de Queensland e Universidade de Genebra, publicado em abril deste ano, aponta que a areia sustentável pode contribuir para solucionar duas importantes questões ambientais, ao reduzir tanto a extração de areia do meio ambiente como a geração de rejeitos de mineração. O estudo teve contribuição da Vale, que cedeu amostras da sua Areia Sustentável produzida na mina de Brucutu (MG) para que as universidades fizessem uma análise independente do material.

Os pesquisadores apontaram que, da perspectiva técnica, a areia das operações de minério de ferro pode ser um substituto direto da areia extraída do meio ambiente na fabricação de tijolos, na pavimentação asfáltica, em aterros, e na manufatura de cimento. Quando mesclada com areia mais grossa e outros agregados, pode ser utilizada na produção de concreto e argamassa, drenagem e melhoria do solo, e tratamento d’água. 

Somente em 2021 a Vale comercializou e doou cerca de 250 mil toneladas de areia. Cada tonelada de areia produzida representa uma tonelada a menos de rejeito sendo disposta em pilhas ou barragens. A previsão é destinar um milhão de toneladas em 2022 e chegar a dois milhões de toneladas em 2023. O reaproveitamento desse material reduz a disposição em barragens e está alinhado ao esforço da empresa para evitar rompimentos como o de Brumadinho.

Entenda as etapas do processo produtivo da areia sustentável no vídeo abaixo:

*Com informações da  Assessoria de Imprensa da Vale 

Simpósio 

O tema da economia circular na mineração será abordado durante o Congresso Brasileiro de Mineração na EXPOSIBRAM 2022. No formato de um Simpósio, será realizado no dia 15 de setembro, a partir das 10h.  Os debates contarão com a participação da Embrapii, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e convidados do grupo de trabalho do ESG da Mineração sobre Gestão de Resíduos, que apresentarão os seus  cases de sucesso. Além disso, durante o Simpósio será lançado o e-book “Circularidade na Mineração e Apresentação de casos práticos”. 

Sobre a EXPOSIBRAM 2022

Considerada uma das maiores exposições de mineração da América Latina, a EXPOSIBRAM reúne a cadeia produtiva da mineração com as principais companhias mineradoras de atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral nacional e internacional, em um só lugar.

A área da exposição contará com cerca de 14 mil m². No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos, projetos minerários, entre outros assuntos.

Realizado em paralelo à exposição, o Congresso Brasileiro de Mineração atrai a cada edição mais de 1300 participantes entre especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes de empresas. A programação contará com palestras, debates, talk-shows com temas de contexto político, socioeconômico global, perspectivas para negócios, tecnologia e inovações, meio ambiente, investimentos, entre diversas outras temáticas.

Para mais informações acesse: https://ibram.org.br/evento/exposibram-2022/

Veja também: 

Economia circular: estratégia para fazer o negócio ser mais sustentável e lucrativo

O que é ESG da Mineração?

Pesquisadores desenvolvem fungicida com nanopartículas de nióbio

O nióbio é um supercondutor elementar que agrega dureza e resistência a ligas metálicas.  É um metal macio, seguro e disponível, além de ser dúctil, maleável e altamente resistente à corrosão. Geralmente é empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, em dispositivos médicos, entre outros. 

Entretanto, em mais um feito inédito, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um fungicida de tecnologia nacional, totalmente atóxico e com eficiência comprovada em testes em laboratório e no campo, utilizando uma tecnologia que usa nanopartículas de nióbio em sua composição. O fungicida, que também apresenta características de bioestimulação da plantação, é capaz de ajudar o agricultor a combater as pragas de lavouras de milho e soja. 

O produto tem potencial para proporcionar grandes benefícios ao agronegócio. Vale ressaltar que o Brasil possui uma das maiores reservas de nióbio do mundo e pode ser obtido a baixo custo. O país possui 90% de toda a reserva mundial do metal e fica localizado principalmente no estado de Minas Gerais. 

“Quase todo fungicida usado no Brasil é importado, e, além dos altos custos, é um produto de origem química/sintética que demanda cuidados em sua utilização devido aos diferentes níveis de toxicidade. Desenvolvemos uma molécula de nióbio inédita e encontramos uma alternativa de grande potencial para esses problemas”, explica o professor Luiz Carlos Oliveira, do Departamento de Química da UFMG.

Professor Luiz Carlos Oliveira com a solução que dá origem ao fungicida: formação de nanopelícula protetora. Crédito: UFMG

O uso das nanopartículas de nióbio na agricultura começou a ser estudado pelo grupo do professor Oliveira em 2020, em decorrência do dilema enfrentado pelo agronegócio, especialmente com o complexo de doenças fúngicas hoje instalado na cultura de soja. O fungicida criado pelos pesquisadores da UFMG é inorgânico, uma vez que foi desenvolvido a partir do mineral nióbio, e de baixo impacto ambiental. Por ser atóxico, ele não provoca nenhum dano humano, como a irritação ocular, efeito adverso comum nos defensivos agrícolas hoje comercializados. 

Como funciona o fungicida

O professor explica que a aplicação da nanoestrutura induz a formação de uma espécie de nanopelícula protetora nas folhas da soja, que atua como barreira molecular fotoativa e propicia uma proteção física, além de interferir no processo respiratório do fungo, evitando a sua proliferação. A efetividade da tecnologia em diferentes solos e climas está sendo testada em plantações de soja em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Neste último estado, o fungicida também já está sendo testado em culturas de milho e de trigo.

Ao comparar a eficácia do produto desenvolvido pela UFMG com aqueles mais usados no mercado, os estudos mostraram que a margem na eficiência de inibição do fungo foi similar em todas as concentrações testadas, com resultados próximos aos 100% de inibição quando em concentrações mais altas. 

O engenheiro agrônomo Francisco Adriano de Souza, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo em Sete Lagoas, alimenta expectativas positivas em relação ao produto. “Se os resultados apresentados até o momento pelos pesquisadores da UFMG se confirmarem, e essa tecnologia passar pelo crivo de segurança ambiental e toxicológico, teremos um grande achado, a descoberta de uma nova classe de fungicidas”, afirma o pesquisador. Souza alerta para a necessidade de mais investimento nas pesquisas para que se conheça, com profundidade, a forma como o produto age e os seus eventuais efeitos colaterais. “Essa descoberta pode contribuir para a segurança alimentar mundial”, prevê o pesquisador. 

Mercado bilionário

O Brasil é o quarto maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo (6,67%) em volumes totais, ficando atrás apenas da China, o maior consumidor mundial (41,94%), da União Europeia (13,71%) e dos Estados Unidos (11,96%). Esses produtos são utilizados especialmente nas culturas de soja, milho e algodão (54,84%), cana de açúcar (12,39%) e café (2,70%). Sua utilização no mercado mundial movimenta cerca de US$60 bilhões, considerando as 20 maiores indústrias do setor, sendo US$12,9 bilhões somente no Brasil.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG tem potencial para movimentar o mercado, que hoje é dominado por dez empresas globais. De acordo com o professor Luiz Carlos, o pedido de patente já foi protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e a tecnologia está licenciada para a Nanonib, startup com plataforma tecnológica sediada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) que desenvolve materiais avançados de nióbio para aplicações nas áreas de saúde, energia, cosméticos e para o agronegócio.

A nanopartícula de nióbio já é objeto de pesquisas na UFMG há mais de dez anos, com ênfase em tecnologias direcionadas aos cuidados com a saúde, sobretudo em materiais para a odontologia, cosméticos e energia renovável. Os estudos da UFMG com a nanopartícula já resultaram no depósito de 11 pedidos de patentes no INPI. Na pandemia, os estudos acabaram direcionados ao combate ao vírus Sars-CoV2, resultando em produto com ação antisséptica para as mãos que inativam o vírus instantaneamente.

*Com informações publicadas no site da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Veja também: 

Veja o 1º episódio da série de vídeos ‘Realidades Minerais’ lançada pelo IBRAM

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresenta a série de vídeos ‘Realidades Minerais’, que trata sobre a importância da mineração para o desenvolvimento da economia local, com geração de emprego e renda para o município onde a atividade está inserida e também para as comunidades vizinhas. Serão divulgados cinco vídeos sobre os temas conservação ambiental, emprego e renda, governança e projetos sociais.

Para o IBRAM, a mineração é um elo fundamental das diversas cadeias produtivas, com papel relevante no processo de desenvolvimento humano. A série de vídeos mostra exatamente a importância da mineração na contribuição ao progresso das cidades mineradoras, com promoção da  qualidade de vida.

No 1º episódio, Emprego e Renda, você vai ver como a mineração contribui para o desenvolvimento das cidades onde atua.

 

Veja também: 

Assista aos vídeos da série: Entendendo a Mineração

Mineradora utiliza o que há de mais moderno no mundo para transporte de equipamentos

Segundo maior avião cargueiro transporta equipamento da mineradora Anglo American entre dois continentes

Além de grandes investimentos em tecnologia e novos equipamentos, as mineradoras enfrentam o desafio de planejar toda uma logística de transporte desses maquinários para o Brasil.  Você já pensou como viabilizar o transporte de um equipamento de 51,5 toneladas entre dois continentes? Este foi o desafio da mineradora Anglo American para trazer para Minas Gerais um maquinário comprado na Alemanha. 

equipamento da mineradora Anglo American
Munhão: peça transportada pelo Antonov AN124 – Crédito: divulgação

O Munhão, peça que compõe o moinho de bolas da mineradora Anglo American, foi transportado pelo Antonov AN-124, segunda maior aeronave do mundo. O equipamento é responsável pela sustentação da carga de polpa, corpo moedor e o peso do próprio moinho para a movimentação do mesmo em uma das etapas do processo de redução do minério de ferro. 

Para que a operação com o Antonov AN-124 se tornasse uma realidade, equipes das áreas de Soluções Logísticas Integradas, operações e também de Segurança do aeroporto atuaram em conjunto com os parceiros, dedicados a avaliar a operacionalidade do voo com todos os processos de prevenção, uma vez que se trata de uma aeronave gigante. 

“Para garantir o sucesso do transporte de nosso equipamento, avaliamos cuidadosamente questões logísticas, de prazo, de segurança da operação e de escolha dos nossos parceiros. Agradecemos o cuidado e empenho de todos para garantir a efetividade e a rapidez da operação”, afirma o presidente da Anglo American no Brasil, Wilfred Bruijn.

Segundo maior avião cargueiro transporta equipamento da mineradora Anglo American entre dois continentes
Transporte envolveu equipes das áreas de Soluções Logísticas Integradas, operações da Anglo American  e também de Segurança do aeroporto. Crédito: divulgação

A aeronave saiu da Alemanha, passou por Cabo Verde e seguiu para Minas Gerais, demandando licenças especiais de transporte. Estas foram viabilizadas pela DHL Global Forwarding, responsável por esse processo de planejar a melhor alternativa para uma logística inteligente. No caso, pousar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte e reduzir o tempo de deslocamento pelo modal rodoviário e, consequentemente, os custos.

Após o recebimento da peça, a Anglo American usou superguindastes para içar o equipamento e efetuar a instalação em sua planta localizada no município de Conceição do Mato Dentro. Vale ressaltar que o transporte da peça necessitou de licenças específicas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), já adquiridas pela empresa, tendo em vista o tamanho do maquinário que tem 51,5 toneladas.

“Desde que o voo foi confirmado com a Anglo American e a DHL, iniciamos uma série de ações para determinar procedimentos específicos para esse voo. É a primeira vez, nesses sete anos de concessão da BH Airport, que recebemos essa aeronave e estamos muito satisfeitos por realizar a operação. Somos um hub logístico multimodal e esperamos viabilizar, em breve, mais cargueiros como esse, além de novas operações especiais”, ressalta Marcelo Farias, gestor de Soluções Logísticas Integradas da BH Airport.

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma empresa líder global em mineração e atua na produção de diamantes (por meio da De Beers), cobre, metais do grupo da platina, minério de ferro de qualidade premium, carvão metalúrgico para siderurgia e níquel, além do projeto de nutrientes naturais em desenvolvimento. 

A empresa utiliza práticas inovadoras e as mais recentes tecnologias para descobrir novos recursos e minerar, processar, movimentar e comercializar nossos produtos, os quais possibilitam a vida moderna para os nossos clientes – de forma segura, responsável e sustentável. 

Sobre a BH Airport  

A BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelo Grupo CCR, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 40 anos na gestão de aeroportos no Brasil, que tem 49% de participação. 

*Com informações da Assessoria de Imprensa da Anglo American 

Mineração é um dos grandes segredos que mantêm os arranha-céus de pé

Dubai, Xangai, Nova York, Taiwan. O que essas cidades têm em comum, além do desenvolvimento econômico e avanços tecnológicos? Os arranha-céus. No entanto, você já pensou como aqueles enormes edifícios continuam de pé mesmo após enfrentar grandes tempestades e ventanias? 

A mineração é uma grande aliada dos projetistas e engenheiros na criação de soluções que mantêm estes prédios intactos, mesmo após enfrentarem grandes ventos. Avanços sistemas de amortecimento das oscilações são criados utilizando os mais diversos metais e minérios para que o impacto dos efeitos da natureza não abalem a estrutura dos edifícios. 

Os mais altos arranha-céus do mundo eram condenados a ruírem se seus projetistas não tivessem encontrado soluções eficazes para os problemas que os ventos, principalmente os muito fortes, podem causar em edifícios tão altos. Uma das soluções encontradas pelos projetistas foi uma grande e pesada bola.  

Sistema de amortecimento com bola

Mineração é um dos grandes segredos que mantêm os arranha-céus de pé
O Taipei 101, em Taiwan, inovou ao criar um sistema de amortecimento com bola de aço

O Taipei 101 não é apenas um edifício situado em Taiwan, mas também um ícone. Ele teve o custo de US$1 bilhão, US$758 milhões gastos na sua construção, 412,5 metros quadrados de área, 508 metros de altura e 100 andares. Entretanto, não são esses números que fazem desse prédio um ícone, mas sim o fato do Taipei 101 ter sido feito para suportar terremotos de magnitude 7 na Escala Richter e de resistir a ventos de mais de 450 km por hora.

Para isso, os criadores do edifício tiveram que projetar uma grande e pesada bola com diâmetro de 5,5 metros e peso de 660 toneladas. Para se ter uma ideia, é o mesmo peso de dois aviões Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo. 

Sistema de amortecimento dos arranha-céus
Sistema criado com placas e cabos de aço

Essa bola, chamada de amortecedor de massa sintonizada, foi feita com a união de 41 placas de aço, cada uma com 12,5 centímetros de espessura. Instalada entre o 87º andar e o 92º andar, ou seja, estende-se por 5 andares, ela é suspensa por 16 gigantescos cabos de aço. O seu objetivo é contrariar os efeitos dinâmicos provocados pelo vento ou de origem sísmica e evitar o deslocamento excessivo do edifício que possam comprometer a sua integridade estrutural. 

O princípio utilizado para a criação deste sistema foi o efeito da inércia. Se alguma coisa está parada, ela quer continuar parada. Se ela estiver em movimento, ela quer continuar em movimento. 

Funciona da seguinte maneira: em edifícios muito altos, o top tende a ser suscetível em relação a ação dos ventos, já que sua base é fixa. Esse movimento imperceptível da estrutura, pode chegar ao deslocamento horizontal de um metro, sem oferecer risco à estrutura.    

Tudo muda quando há tempestades e ventos muito fortes atuando sobre os arranhas céus. Isso porque os ventos fortes aumentam perigosamente as oscilações, principalmente no topo dos edifícios, em que as oscilações podem causar um descolamento de mais de três metros. Quanto mais forte o vento, maior será a amplitude e frequência  das oscilações, o que pode comprometer a estrutura do edifício e levar a eventuais desabamentos. 

E é aí que entram em cena os amortecedores de massa. Quando o prédio começa a se mover e oscilar sobre ação dos ventos fortes, a enorme e pesada bola se contrapõe a esse movimento, ou seja, a bola se move no sentido oposto do prédio, oferecendo uma grande resistência às oscilações causadas pelos ventos fortes. 

Para impedir que a bola oscila demais e principalmente que se choque contra a estrutura do edifício, uma série de amortecedores preenchidos com óleo são colocados para amortecer o movimento de bola e carregam consigo a energia de desaceleração dos movimentos. 

Não é somente o Taipei 101 que faz uso desse gigantesco sistema de bola. O Shangai World Financial Center, na China; o Almas Tower e o Princess Tower, em Dubai; o  Trump Tower, nos Estados Unidos; e muitos outros edifícios espalhados pelo mundo também utilizam essa tecnologia para se manter de pé. 

Outros sistemas de amortecimento dos ventos 

arranha-céus
O Burj Al-arab utilizou um sistema com enormes pesos suspensos

O luxuoso hotel Burj Al-arab, em Dubai, também conta com um engenhoso sistema de amortecedores de massa feito com metal, mas ao invés de bola, os engenheiros utilizaram quatro enormes e pesados pesos suspensos e fixados em estruturas chamadas de exoesqueletos. Quando o vento atinge o edifício, ao invés da estrutura vibrar, os pesos de 5 toneladas suspensos começam a se mover, cancelando as vibrações e deixando a estrutura estável. 

 arranha-céus
Edifício mais alto do mundo com design diferenciado para amenizar os impactos do vento.

Já prédio mais alto do mundo com 828 metros de altura, o Burj Khalifa, em Dubai, utiliza um design diferenciado que funciona por si só como amortecimento dos ventos. As curvas do edifício condicionam o vento e reduz drasticamente as oscilações, mantendo-o estável. Além disso, o prédio é  largo na base e estreito no topo, o que impossibilitaria a instalação do sistema de amortecimento. 

Com informações do Canal Reverse Engineering

Teste seus conhecimentos sobre mineração de forma divertida. 

Diamante

O Brasil é um dos 10 maiores produtores de diamantes do mundo.

Correct! Wrong!

Segundo dados do site The Kimberley Process Rough Diamond Statistics referente à produção de 2020, sete países produzem 94,4% dos diamantes brutos exportados no mundo: Rússia – 29,1%, Botswana – 15,8%, Canadá – 12,2%, Austrália – 10,2%, Angola – 7,2%, África do Sul – 7,9% e República Democrática do Congo – 11,9%. O Brasil foi o 14° maior produtor de diamantes brutos, representando 0,12% do mercado mundial.

Mais de 80% dos diamantes do Brasil são produzidos no semiárido baiano.

Correct! Wrong!

A empresa Lipari Mineração é responsável pela produção de 86% dos diamantes brutos exportados pelo Brasil, está localizada no município de Nordestina, no semiárido baiano.

O diamante é encontrado sempre em aluviões de rios ou rochas provenientes desses aluviões, conhecidos como conglomerados.

Correct! Wrong!

Essas são as fontes secundárias. Também existem as fontes primárias com origem nas rochas vulcânicas formadas no manto terrestre, conhecidas como kimberlitos e, em menor número, lamproítos.

Para explorar e comercializar o diamante é necessário que o país produtor e as empresas tenham uma licença chamada CPK - Certificado Processo Kimberley

Correct! Wrong!

Esse certificado CPK - Certificado Processo Kimberley é uma chancela da garantia das pedras. Ela visa evitar a comercialização de diamantes provenientes de zonas de conflitos, evitando que eles sejam os financiadores – direta e indiretamente – de guerras ou outros tipos de conflitos, inclusive contra os governos legitimamente instituídos.

Além de joias, o diamante é utilizado em próteses ósseas e telas de LCD.

Correct! Wrong!

O principal mercado do diamante, em termos de valor, é o de joias. O diamante que não é classificado como gema, sem valor para o mercado de joias, é utilizado em outras indústrias. Por serem tão duros, eles são usados em furadeiras e em outras ferramentas empregadas para cortar materiais sólidos e resistentes. Também podem ser aplicados para tratamento de água, células solares, microeletrônica, entre outros equipamentos.

“Madeira” metálica: mineração é fundamental para produção

Madeira com a força do metal ou metal com aparência de madeira? Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, contam com a mineração como uma grande aliada no projeto de construção em larga escala de uma folha metálica, com aparência do titânio, porém cinco vezes mais leve. 

Os pesquisadores se inspiraram na natureza para construir um material celular baseado em níquel, composto por poros em nanoescala. Sua aparência e natureza celular é similar à da madeira e consiste em quase 70% de espaços vazios. Isso confere a ele uma densidade tão baixa em relação à sua resistência que pode até flutuar na água.

Imagem James Pikul, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA
Madeira Metálica . Crédito: Imagem James Pikul, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA

Embora o material esteja em desenvolvimento há anos, ele apresentava um problema que impedia a fabricação em grande escala: as rachaduras invertidas que se formam à medida em que o material era transformado em filmes de metal. 

Quando uma rachadura se forma em um material convencional, as ligações entre os átomos quebram, eventualmente fazendo com que o material se separe. Uma rachadura invertida, no entanto, representa átomos extras de níquel que preenchem os nanoporos, que por sua vez são essenciais para garantir as propriedades únicas do material. 

Explicando de uma forma simplificada, os pesquisadores descobriram que, se houver algum lugar onde o padrão regular de empilhamento das nanosferas seja interrompido, o níquel preencherá essas lacunas. No caso da madeira metálica, estes átomos extras de níquel que preenchem os nanoporos lhe dão suas propriedades únicas.

A solução do problema e as novas possibilidades de fabricação permitem a produção de metais porosos que são três vezes mais fortes do que metais porosos anteriores em densidade relativa semelhante e 1.000 vezes maiores que outros nanolattices*. Além disso, é possível criar tiras maiores e mais consistentes de madeira metálica. 

Segundo o cientista que coordenou os estudos, James Pikul, a madeira metálica já é utilizada como membranas para separar biomateriais em diagnósticos de câncer, revestimentos protetores e sensores flexíveis, mas a ideia é que o material seja utilizado em uma série de dispositivos anteriormente impossíveis de produzir.  

A solução encontrada pelos cientistas para a madeira metálica foi detalhada em um artigo da Nature Materials.

*Nanolattices: estrutura porosa composta por “vigas” de carbono que são arranjadas em um padrão tridimensional que oferece uma excelente relação entre resistência e densidade

Com informações do site Click Petróleo e Gás 

Veja outras notícias e curiosidades sobre o setor mineral no Portal a Mineração.