Segundo Gilval, em seguida vieram movimentos mais fortes, trazendo a divisão da velha visão – chamada de segurança 01 – e da nova segurança 02. Em meio a essa divisão, as pessoas estavam mais preocupadas com números – contando acidentes e colocando engenheiros para estudar os acidentes nas indústrias. Foi daí que surgiu um precedente: “onde está o sucesso dentro do processo?” Percebeu-se, então, que a segurança 2.0 veio para ressaltar o êxito do trabalho.
Em 2019, Todd Conklin trouxe os seguintes conceitos: todo ser humano comete erros; culpar não resolve nada e que devemos aprender e melhorar. Esses três pontos são vitais para as organizações. “Com isso, foi possível perceber o que o trabalhador faz no momento em que surgem os riscos, dadas as condições que ele tem, faz sentido para ele e isso tem a ver com resiliência. Os dias sem fracasso não garantem, de forma alguma, o sucesso do futuro. O que garante a vida de um acrobata é a rede de proteção lá embaixo, e aqui é a presença de barreiras,” explicou Gilval.
Ele também ressaltou que foi necessário tratar das questões socioambientais. “Precisamos de modelos não lineares para ajudar a compreender todas essas relações, pois a relação de trabalho não é como uma máquina que precisa desmontar, substituir e montar de novo, esta peça é o ser humano, e erro humano só é erro visto no retrospecto”.
O diretor da Segurança Diferente apresentou aos participantes o livro “A Nova visão de segurança no trabalho: um olhar brasileiro”, publicado durante a pandemia, e que contou com a colaboração de 20 coautores. E ao final de sua palestra, disse que a forma de iniciar a “nova visão” é aprendendo com o que dá certo, trazendo como exemplo a forma olhar perante uma troca de turno e um processo de manutenção de ferramentas. “Devemos olhar o que foi mais relevante. Na nova visão, após a manutenção, seu trabalho está apenas começando. Devemos ir além dos procedimentos ‘learning teams’ (grupos de aprendizagem). Essa é a nova visão, na prática”.
Gilval garante ainda que esse método traz um desafio enorme para um líder de segurança. O pensamento principal é: “em vez de vigiar, comandar e controlar por que eu, como líder, não me torno um facilitador do aprendizado organizacional? Por que não pego meu sistema, minha intranet e alerto sobre os danos que ocorrerem?”, finalizou.
Ivan de Paula Rigoletto, diretor da HSSD da Yamana Gold, moderou a apresentação e também deixou suas considerações: “Importante olhar que a mesma analogia vale para metodologias e ferramentas. Não precisamos nos tornar escravos da metodologia. Observar não somente aquilo que acontece no posto de trabalho, mas o que acontece durante o processo de ação de segurança das empresas”, concluiu.
Sobre a EXPOSIBRAM 2022
Considerada um dos maiores eventos de mineração da América Latina, a EXPOSIBRAM reúne a cadeia produtiva da mineração que participa ativamente com as principais companhias mineradoras com atuação global e nacional, fornecedores de máquinas, equipamentos e serviços, representantes de instituições de pesquisa e universidades, delegações empresariais e governamentais de diversas nações, entidades de classe, empresas e autarquias ligadas ao setor público, além de importantes executivos e especialistas de vários segmentos para a discussão de temas relacionados à indústria mineral nacional e internacional, em um só lugar.
A área da exposição contará com mais de 13 mil m² de estandes. No espaço, serão apresentadas as principais tendências em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimentos, projetos minerários, entre outros assuntos.
Realizado em paralelo à exposição, o Congresso Brasileiro de Mineração atrai a cada edição mais de 1300 participantes entre especialistas, pesquisadores, estudantes e representantes de empresas. A programação contará com palestras, debates, talk-shows com temas de contexto político, socioeconômico global, perspectivas para negócios, tecnologia e inovações, meio ambiente, investimentos, entre diversas outras temáticas.
Patrocínios da EXPOSIBRAM
Figuram como patrocinadores do evento o Grupo AIZ (Diamante), Vale (Diamante), Anglo American (Platina), BHP (Platina), AngloGold Ashanti (Ouro), Kinross (Ouro), Nexa (Ouro), Companhia Brasileira de Alumínio – CBA (Prata), Casa dos Ventos (Prata), Mineração Usiminas (Prata), ArcelorMittal (Gestão de Resíduos), Alcoa (Bronze), Appian Capital Brazil (Bronze), BAMIN (Bronze), Cardiesel – Minas Máquinas (Bronze), Gerdau (Bronze), Geocontrole (Bronze), Geosol (Bronze), Mineração Taboca (Bronze), Mosaic Fertilizantes (Bronze), Samarco (Bronze), Sany – Irmen (Bronze), Tracbel (Bronze), Walm Engenharia (Bronze), e XCMG (Bronze).
Apoio Institucional
Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (abm), Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Associação Brasileira de Engenheiros de Minas (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção (Anepac),Fundação Dom Cabral (FDC), Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), Serviço Geológico do Brasil (SGB – CPRM), Sindicato das Indústrias Extrativas de Minas Gerais (Sindiextra), Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral), Sindicato da Indústria de Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer) e Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).
Apoio Oficial
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Apoio editorial
A EXPOSIBRAM 2022 conta até o momento com o apoio editorial da revistas Brasil Mineral, Eae Máquinas, In The Mine, Mineração & Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Areia & Brita, Amazônia, além dos sites BN Americas, Conexão Mineral, ClimaTempo, Notícias de Mineração Brasil, Notícia Sustentável e Panorama Minero.
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