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Nova jazida de ouro pode transformar a economia de cidade no Tocantins

A cidade de Monte do Carmo, no Tocantins, pode passar por uma nova fase de desenvolvimento com a implantação de um projeto de mineração de ouro. Um investimento estimado em cerca de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) deve impulsionar a economia local e gerar empregos na região.

O projeto será desenvolvido pela empresa Hochschild Mining, associada do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), que atua há mais de 100 anos na produção de metais preciosos, como ouro e prata. A expectativa é que a nova mina tenha capacidade para extrair e processar cerca de 6 mil toneladas de minério por dia, com uma vida útil estimada de aproximadamente 10 anos.

Hochschild Mining é responsável pelo novo projeto de produção de ouro em Monte do Carmo (TO). Crédito: Divulgação

Uma região com tradição no ouro

A escolha de Monte do Carmo para receber o empreendimento não é por acaso. A região possui uma longa história ligada à mineração. Registros históricos indicam que a extração de ouro já ocorria na área desde 1741, quando o antigo arraial de Nossa Senhora do Carmo ganhou destaque após a descoberta de jazidas.

Atualmente, o projeto está na fase de revisão de engenharia, etapa em que são definidos os parâmetros técnicos da operação. Para avançar, o empreendimento já recebeu licenças importantes, como a Licença de Instalação, a autorização para uso de recursos hídricos e a autorização de exploração florestal.

Possíveis impactos na economia local

Monte do Carmo é um município pequeno, com menos de mil trabalhadores formais. A expectativa é que a nova mina possa gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos, contribuindo para o desenvolvimento econômico da região.

Além disso, o município poderá receber recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), royalty pago pelas empresas mineradoras pelos recursos minerais. Parte desse valor é destinada aos municípios onde ocorre a produção mineral, podendo ser usada em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

Desafios e planejamento para o crescimento

Com a possibilidade de crescimento econômico e aumento da população, o município também precisará ampliar serviços públicos e infraestrutura, como saúde, abastecimento de água e segurança. 

Mineração legal e combate ao garimpo ilegal

Enquanto projetos industriais seguem processos de licenciamento e fiscalização, a região também enfrenta desafios relacionados ao garimpo ilegal. Em fevereiro, uma operação da Agência Nacional de Mineração (ANM), com apoio da Polícia Federal, desarticulou uma atividade clandestina de extração de ouro no município.

Durante a operação, foram encontradas galerias subterrâneas e equipamentos usados na extração do minério, além da presença de mercúrio, substância altamente tóxica e poluente quando utilizada de forma irregular.

Segundo o IBRAM, projetos de mineração que seguem a legislação ambiental e os processos de licenciamento são fundamentais para garantir uma atividade legal, segura e responsável. “Os projetos desenvolvidos seguindo todas as exigências socioambientais, beneficiam diretamente a população, promovendo desenvolvimento sustentável para a região”, afirma o diretor de Assuntos Minerários do IBRAM, Júlio Nery. 

Ouro em alta no mercado internacional

Cresce o valor do ouro no mercado internacional. Crédito: Divulgação.

O interesse por novos projetos de mineração também está relacionado ao aumento do valor do ouro no mercado internacional. Nos últimos anos, o preço do metal tem registrado valorização significativa, impulsionando investimentos no setor.

O estado do Tocantins iniciou 2026 com um marco histórico: exportou 222 quilos de ouro em janeiro, gerando US$ 29,6 milhões (R$ 152,7 milhões). O valor supera em 60% o registrado no mesmo período de 2025. Os dados são do Comex Stat, sistema da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O ouro do Tocantins foi direcionado a três países. O Canadá recebeu 126 quilos (57%), a Suíça levou 92 quilos (41%) e os Emirados Árabes Unidos compraram 4 quilos (2%).

Fonte: Gazeta do Povo 

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Lítio no cinema e na vida real: filme O Agente Secreto mostra a pesquisa do mineral na década de 70 

Entenda como define o valor de um mineral

Muito além do diamante: conheça alguns dos minerais mais raros do mundo

Quando pensamos em pedras preciosas, o diamante costuma ser um dos primeiros nomes que vem à cabeça. Ele é conhecido pela durabilidade e pelo alto valor comercial. Mas o que muita gente não sabe é que, apesar de caro, o diamante não é o mineral mais raro do planeta.

Existem minerais muito mais difíceis de encontrar, alguns aparecem em apenas um ou dois lugares. Por isso, podem alcançar valores ainda mais altos no mercado de colecionadores e joalherias especializadas.

Conheça alguns dos minerais mais raros já registrados:

Berilo vermelho

Também chamado de “esmeralda vermelha” ou “bixbite”, o berilo vermelho é uma das gemas mais raras do mundo.

Ele pertence à mesma família mineral da esmeralda e da água-marinha, mas é extremamente incomum. Até hoje, os principais depósitos conhecidos estão nos estados de Utah e Novo México, nos Estados Unidos.

Sua formação exige condições geológicas muito específicas, o que explica sua raridade. Exemplares lapidados de boa qualidade podem alcançar valores superiores a US$ 10 mil por quilate (quilate é a unidade usada para pesar gemas; 1 quilate equivale a 0,2 grama).

Jeremejevita

Descoberta no final do século 19 na Sibéria, a jeremejevita é um mineral raro que só ganhou destaque quando cristais transparentes, adequados para joias, foram encontrados na Namíbia.

A maioria dos cristais é pequena e opaca (sem transparência). Gemas grandes e claras são extremamente incomuns. Alguns exemplares maiores já foram registrados, mas continuam sendo raríssimos no mercado internacional.

Musgravita

A musgravita foi identificada na década de 1960 na Serra de Musgrave, na Austrália, origem do seu nome.

Ela também já foi encontrada em pequenas quantidades em Madagascar e na Groenlândia. Durante muitos anos, quase não existiam exemplares lapidados no mundo, o que a colocou entre os minerais mais raros já comercializados.

Hoje ainda é considerada uma gema extremamente incomum, com pouquíssimas peças disponíveis para colecionadores.

Diamantes vermelhos

Os diamantes podem aparecer em várias cores: amarelo, azul, verde, rosa, laranja, roxo e vermelho. Entre todos, o diamante vermelho é o mais raro.

A cor vermelha não vem de impurezas químicas, mas de alterações na estrutura interna do cristal durante sua formação.

Um dos exemplares mais conhecidos é o Moussaieff Red, com pouco mais de 5 quilates (cerca de 1 grama). Ele foi lapidado a partir de um cristal encontrado no Brasil.

Até hoje, existem pouquíssimos diamantes vermelhos naturais confirmados no mundo.

Grandidierita

Descoberta em 1902, a grandidierita é um mineral de cor azul-esverdeada encontrado principalmente em Madagascar.

Durante muito tempo, acreditava-se que quase não existiam exemplares transparentes. Nos últimos anos, novas descobertas ampliaram o número de gemas conhecidas, mas ela continua sendo rara e muito valorizada.

Poudretteite

A poudretteite foi descoberta no Canadá, em uma pedreira chamada Poudrette, na década de 1960. Inicialmente, apareceram apenas cristais muito pequenos.

Ela só foi reconhecida oficialmente como uma nova espécie mineral anos depois. Atualmente, também há registros do mineral em Myanmar (antiga Birmânia), mas exemplares de qualidade para joalheria continuam sendo raros.

Benitoíta

A benitoíta é um mineral azul que foi descoberta na Califórnia, no condado de San Benito, origem do seu nome.

Uma característica interessante é que ela apresenta fluorescência, ou seja, brilha quando exposta à luz ultravioleta.

Embora também tenha sido encontrada em outros países, exemplares de qualidade gemológica são limitados, o que mantém seu status de raridade.

O que torna um mineral raro?

Um mineral pode ser considerado raro por vários motivos:

  • ocorre em poucos lugares do planeta; 
  • se forma apenas em condições geológicas muito específicas; 
  • aparece em cristais muito pequenos; 
  • raramente é encontrado com qualidade suficiente para lapidação. 

É importante lembrar que raridade não é a mesma coisa que valor comercial fixo. O preço pode variar conforme a demanda, a qualidade da gema e o interesse de colecionadores.

Raridade vai além da joalheria

Embora muitos desses minerais sejam conhecidos como gemas, a raridade também é um tema importante na indústria e na tecnologia.

Alguns elementos químicos raros são essenciais para equipamentos eletrônicos, baterias e sistemas de energia renovável. Por isso, entender onde e como os minerais se formam é fundamental para a geologia e para o futuro da mineração.

Fonte: Pedreira Lageado

Novo método pode facilitar a extração de terras raras a partir do carvão

Divulgação: Alyssa Stone_Universidade Northeastern

As chamadas terras raras são minerais muito importantes para o mundo moderno. Elas são usadas na fabricação de carros elétricos, turbinas eólicas, celulares, computadores e ímãs de alta potência. Sem esses elementos, muitas tecnologias do dia a dia simplesmente não funcionariam.

Apesar do nome, as terras raras não são tão raras assim na natureza. O maior desafio está em outro ponto: retirá-las da rocha de forma eficiente, barata e com menor impacto ambiental.

Pensando nisso, cientistas dos Estados Unidos desenvolveram um novo método que pode facilitar a extração de terras raras a partir de rejeitos da mineração de carvão, materiais que hoje são tratados como lixo industrial.

O que são terras raras?

Terras raras é o nome dado a um grupo de 17 elementos químicos. Em termos simples, são minerais com propriedades especiais que permitem produzir equipamentos mais eficientes, leves e potentes. Por isso, eles são estratégicos para a indústria e para a transição energética.

O que são rejeitos do carvão?

Os rejeitos do carvão são os resíduos que sobram depois do processamento desse mineral. Eles são formados por:

  • rocha moída;
  • água;
  • pequenas partículas de carvão. 

Normalmente, esse material é descartado em aterros para evitar contaminação do solo e da água. No entanto, estudos mostram que esses rejeitos podem conter terras raras em pequenas quantidades, o que abre a possibilidade de reaproveitamento.

Como funciona o novo método?

O método desenvolvido pelos pesquisadores acontece em duas etapas principais, explicadas de forma simples:

  1. Aquecimento em solução alcalina Primeiro, os rejeitos do carvão são misturados a uma solução química básica (alcalina) e aquecidos com micro-ondas.
    Esse processo muda a estrutura da rocha, deixando o material mais “aberto”, com pequenos espaços internos. 
  2. Separação com ácido Depois, o material passa por um tratamento com ácido nítrico, uma substância capaz de separar as terras raras do restante da rocha.
    Como a estrutura já foi modificada na etapa anterior, essa separação se torna mais eficiente. 

Em outras palavras, o método prepara o material antes da extração, facilitando a retirada dos minerais desejados.

Por que esse método é importante?

As técnicas usadas anteriormente tinham dificuldade em retirar as terras raras porque elas ficavam “presas” dentro da rocha.
Com o novo processo, a rocha se torna mais porosa, ou seja, com mais espaços internos, o que facilita a extração.

Segundo os pesquisadores, essa mudança estrutural é o principal avanço da técnica.

Quais são os desafios?

Apesar dos resultados positivos, o método ainda enfrenta algumas limitações:

  • custo elevado, o que dificulta o uso em larga escala; 
  • variação na composição dos rejeitos, já que nem todo carvão possui os mesmos minerais; 
  • o processo é focado nas terras raras e não aproveita outros elementos presentes no rejeito, como o magnésio. 

O que essa descoberta representa?

Mesmo com esses desafios, a pesquisa representa um passo importante na busca por formas mais eficientes de obter terras raras, especialmente a partir de materiais que hoje são descartados.

Além de ajudar no aproveitamento de resíduos da mineração, o avanço pode contribuir para reduzir a dependência de novas minas, tornando o processo mais sustentável no futuro.

Fonte: Metrópoles

Brasil autoriza avanço em pesquisas de minerais em áreas de fronteira

O governo brasileiro autorizou o avanço de 30 processos de pesquisa mineral em diferentes regiões de fronteira do país. Essas autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e permitem que a Agência Nacional de Mineração (ANM) continue a análise de pedidos de pesquisa por minérios em áreas estratégicas.

É importante entender que essas autorizações ainda não permitem a exploração imediata dos recursos minerais. Elas equivalem ao que a lei chama de assentimento prévio, uma etapa obrigatória para atividades econômicas em faixas de fronteira que serve para que o Estado avalie riscos à defesa, à soberania nacional e à proteção territorial antes que outras análises técnicas sejam feitas.

O que significa “assentimento prévio”?

O assentimento prévio é uma autorização inicial. Ela permite que processos ligados à mineração, como pesquisa, lavra ou cessão de direitos minerários, avancem na etapa regulatória.

  • Pesquisa mineral é a fase em que empresas ou pessoas físicas estudam se há minerais em uma área e qual é o seu potencial econômico. 
  • Lavra é a extração do minério em si. 
  • Cessão de direitos minerários é quando alguém transfere para outra pessoa ou empresa o direito de pesquisar ou explorar determinada área. 

Esse passo não libera automaticamente a mineração. Os projetos precisam, ainda, obter licenças ambientais específicas e cumprir outras exigências legais antes de qualquer exploração efetiva.

Onde estão as áreas autorizadas para avançar nas pesquisas

As 30 autorizações estão distribuídas em vários estados, principalmente nas faixas de fronteira. Elas incluem pedidos de pesquisa para diferentes minerais, entre os quais:

  • Mato Grosso

Regiões como Vale de São Domingos, Glória D’Oeste, Pontes e Lacerda, Cáceres, Jauru, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal e Conquista D’Oeste receberam autorizações para continuar estudos de:

  • ouro 
  • fosfato 
  • calcário 
  • mármore
  • Rio Grande do Sul

Foram concedidas autorizações para a continuidade de pesquisas de diferentes minerais, distribuídas em municípios das regiões sul e central do estado, como Pinheiro Machado, Pelotas, São Gabriel, São Sepé, Vila Nova do Sul, Novo Machado, Bagé e São José do Norte.

  • calcário e calcário dolomítico (usados, por exemplo, na agricultura e construção) 
  • mármore 
  • titânio 
  • zircônio 
  • areia 
  • cianita 
  • fosfato 
  •  Mato Grosso do Sul

Umas das autorizações permite a continuação de pesquisa de calcário nas cidades de Bela Vista e Jardim.

  • Rondônia

Há autorização para avançar com pesquisa de granito na região de Porto Velho.

  • Santa Catarina

Foi concedida uma autorização para pesquisa de água mineral no município de Quilombo.

Por que isso é relevante?

A mineração é uma atividade que pode gerar empregos, renda e desenvolvimento tecnológico, especialmente quando os minerais pesquisados têm uso industrial ou estratégico.
Além disso, a exigência de assentimento prévio em áreas de fronteira existe para assegurar que atividades econômicas sejam alinhadas com os interesses nacionais de segurança, soberania e proteção territorial, antes de avançar para outras fases de licenciamento.

Esse tipo de autorização não significa que a mineração vai, necessariamente, começar imediatamente nessas áreas, mas é um passo formal importante no processo de desenvolvimento de projetos minerais no Brasil.

Fonte: R7 – Leia a notícia sobre o assunto no portal R7 

Euro África Gibraltar Straight Fixed Link: túnel ligará dois continentes

Mineração é destaque no megaprojeto construído com aço e betão armado ligará a África e a Europa por túnel a 475m dentro do oceano e terá 28 km de extensão

A Espanha e Marrocos estão prestes a realizar um dos maiores projetos de infraestrutura do século: a construção de um túnel submarino de 28 quilômetros sob o Estreito de Gibraltar, unindo Europa e África. Entretanto, essa obra da engenharia só é possível com a mineração. O empreendimento utilizará materiais de construção como o betão armado (concreto armado) e o aço para garantir a estabilidade e a durabilidade da ligação fixa. 

A ideia de ligar permanentemente a Europa e a África por meio de um túnel surgiu há quase um século, mais precisamente em 1930. No entanto, só em 1981, com a cooperação formal entre a Espanha e o Marrocos, essa visão começou a se materializar de fato. 

Euro África Gibraltar Straight Fixed Link: túnel ligará dois continentes
Euro África Gibraltar Straight Fixed Link ligará a África e a Europa. Crédito: Freepik

O projeto chamado Euro Africa Gibraltar Straight Fixed Link pretende facilitar o transporte ferroviário, estimando-se que cerca de 12,8 milhões de passageiros e 13 milhões de toneladas de carga passem por esse túnel anualmente. Além de cortar pela metade o tempo de viagem entre Casablanca, no Marrocos, e Madri, na Espanha – reduzindo de 12 horas de carro para apenas 5 horas e meia de trem – também trará uma série de benefícios comerciais para ambos os continentes.

Esta é uma das obras mais ambiciosas do século XXI e está prevista para ser concluída até 2030, consolidando-se como um marco da engenharia global. Com um orçamento gigantesco estimado em 7,534 bilhões de dólares, esse túnel não será apenas uma obra monumental, mas também uma peça-chave no fortalecimento das relações comerciais entre Europa e África. A rota conectará Punta Paloma, na Espanha, a Malabata, no Marrocos, proporcionando uma nova ligação ferroviária tanto para passageiros quanto para mercadorias.

A construção desse túnel submarino ganhou ainda mais relevância com a perspectiva da Copa do Mundo de 2030. Tanto Marrocos quanto Espanha fazem parte da candidatura conjunta para sediar o evento. Dessa forma, o túnel está sendo tratado como uma prioridade e deve se tornar um símbolo de cooperação transcontinental durante o mundial. Essa infraestrutura permitirá uma logística mais rápida e eficiente entre os países, além de ser um cartão de visita do que a engenharia moderna pode alcançar. 

Informações: Click Petróleo e Gás, ND Mais e The Portugal News

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Páscoa: saiba a ligação da história dos ovos com a mineração

Domingo de Páscoa é comum em todo o mundo o costume de presentear os amigos e familiares com ovos de chocolate. O ovo é uma  tradição antiga que surgiu antes de Cristo. Na Europa, as pessoas trocavam ovos no Equinócio de 21 de março para celebrar o fim do inverno e o início da primavera (no Brasil, fim do verão e início do outono). Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a troca de ovos começou a fazer parte da Semana Santa.

Entretanto, essa tradição milenar não começou com o chocolate. Nos seus primórdios, as pessoas eram presenteadas com ovos de galinha. Considerado um símbolo do nascimento e da fertilidade, os ovos de galinha eram pintados com cores bem alegres. O hábito tornou-se conhecido nas demais civilizações da época medieval e as principais modificações começaram a surgir por influência dos monarcas europeus.

 E qual a ligação do ovo de Páscoa com a mineração? 

Ovos x Mineração

Por volta do ano de 1200, na Inglaterra e na França, a tradição dos ovos de galinha se transformou em jóias. Os súditos preferidos de reis, como Eduardo I e Luís XIV, passaram a receber ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. Em alguns casos eram feitos também com madeira, porcelana, vidro e metal e continham sempre uma surpresa em seu interior.

ovos Fabergé
Ovos Fabergé. Crédito: Divulgação

Tais peças serviram de inspiração para o joalheiro Peter Karl Fabergé, na corte russa, que criou os famosos ovos Fabergé. Acredita-se que o primeiro tenha sido encomendado em 1885 pelo Czar Alexandre III para a sua esposa, Maria Fedorovna. Os ovos Fabergé exigiam um trabalho meticuloso e extenso para serem criados. O joalheiro era quem supervisionava a operação, mas especialistas em diferentes áreas, como lapidação de diamantes ou manipulação de metais, trabalhavam na oficina dele.

Até 1916, Fabergé criou ao menos um ovo por ano e os 65 exemplares, confeccionados minuciosamente com materiais nobres, chegaram a ser leiloados por 36,8 milhões de euros. Em 1913 foi produzido o mais caro dos ovos. Feito de cristal finíssimo adornado com gravuras, platina e 3.246 diamantes, ele foi apelidado de “ovo de inverno” e ficava em uma base que parecia gelo derretido. Sua base era uma cesta de platina com flores feitas de quartzo branco, ouro, jade e outros materiais preciosos.

Bateria quase perfeita: criação feita de lítio e índio dura mais e carrega em 5 minutos

O aumento da demanda por veículos elétricos gerou uma busca por minerais estratégicos e novas tecnologias para a produção de baterias mais duradouras e com menor tempo de recarga.  Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram uma bateria de lítio que dura mais e é carregada em menos de 5 minutos. 

Bateria quase perfeita: criação feita de lítio e índio dura mais e carrega em 5 minutos
Bateria  de lítio e índio: dura mais e carrega em 5 minutos. Crédito: divulgação

Além do lítio, outro material-chave para este experimento é o índio, devido às suas características naturais. O elemento In da tabela periódica se move rapidamente e tem uma reação cinética de superfície lenta. Com isso, os cientistas encontraram algo que parecia perfeito e entregava um carregamento rápido e uma descarga lenta.

Entretanto, nem tudo é perfeito. O elemento é pesado demais. Esta característica inviabiliza a produção em grande escala de baterias de lítio-índio. Para solucionar este problema, os cientistas defendem a criação de uma liga com outros metais, além do índio. Esta pesquisa por novos materiais é a fase atual do projeto. 

Eles afirmam que a criação de uma bateria como essa significaria a universalização do transporte eletrificado. Isso porque as baterias não precisariam ser tão potentes e caras. Basta que o usuário tenha carregadores disponíveis. O dono do veículo para no local e fica menos de 5 minutos – um tempo parecido com o que ficamos hoje nos postos de combustíveis.

Clique aqui e leia o estudo na íntegra. 

*Com informações da Universidade Cornell e do Olhar Digital.  

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Terras-raras: essenciais para a fabricação de produtos de tecnologia atraem capital estrangeiro

Superbaterias prometem revolucionar o setor de mineração

Escultura de serpentinita reforça a relação da arte de Ouro Preto com a mineração

Os visitantes que passam por Ouro Preto se deparam, agora, com uma escultura de 20 toneladas de pedra suspensa a 12 metros de altura na entrada da cidade. É a Pepita II, do artista Sérgio Machado. A nova escultura carrega em si uma marca histórica do município de Ouro Preto e de todo o estado de Minas Gerais: a mineração

Não à toa o artista, reconhecido por seus trabalhos em pedra, utilizou a serpentinita para produzir a obra. O mineral é parente próximo da pedra sabão, presente nas obras do escultor Aleijadinho, um dos mais expoentes artistas da arte barroca no Brasil. o

Sergio Machado conta que a escultura, apesar de grande e parecer pesada, foi idealizada para trazer leveza ao ambiente. “Ao usar a serpentinita, o intuito foi fazer com que algo pesado pareça leve e esvoaçante para o espectador. Presente no mundo inteiro, há séculos ela é usada em importantes construções, como o piso da entrada do Vaticano”, explica.

A obra foi escolhida por meio do edital Arte em Aço, lançado pela Gerdau em comemoração aos 120 anos da Companhia, e doada a Ouro Preto. O diretor-executivo da empresa, Wendel Gomes, afirmou que investir na cultura de Minas Gerais está no DNA da empresa. “A Gerdau é brasileira de nascimento e mineira de coração. Apoiar a cultura do nosso estado é valorizar a riqueza de Minas. Esse edital foi aberto em 2021 e recebemos quase 100 inscrições de artistas mineiros. Isso mostra como temos grandes talentos aqui em Minas Gerais, e a entrega dessa escultura só reforça isso”.

O material para a obra “Pepita II” foi produzido pela mineradora Pedras Congonhas. Segundo o CEO da empresa, Ottavio Carmignano, o processo de preparação do bloco de serpentinita levou mais de dois meses até que a pedra estivesse pronta para enviar ao artista plástico. 

Em artigo recente, publicado na Material Science & Engineering International Journal, Carmignano detalha que a serpentinita, uma rocha metamórfica de coloração esverdeada e usada como rocha ornamental, é composta de aproximadamente vinte minerais, majoritariamente do grupo serpentina, com ênfase na antigorita e na lizardita. O nome da serpentinita viria da semelhança da textura do material com a da pele das cobras. 

Ottavio Carmignano ainda conta outra curiosidade – talvez a mais interessante – sobre a rocha serpentinita. “É o material de uma das mais antigas esculturas feitas pelo homem, senão a mais antiga: a Vênus de Galgenberg produzida há 30 mil anos”, ressalta. 

A estrutura está montada no trevo de entrada da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade e já virou atração de turistas e moradores da região como novo ponto turístico da cidade.

*Com informações de Prefeitura Municipal de Ouro Preto

Superbaterias prometem revolucionar o setor de mineração

Os veículos elétricos são fundamentais para a redução de emissão de carbono. No Brasil, há empresas do setor mineral que já adotaram estes veículos no transporte da sua produção.  Entretanto, atualmente, os modelos de baterias criadas só atendem caminhões com menos de 200 toneladas. 

Dois principais fabricantes de equipamentos pesados estão na vanguarda dos testes de baterias para caminhões de mineração com capacidade superior a 200 toneladas. Estes avanços abrem caminho para os primeiros veículos desse porte totalmente elétricos.

Segundo o relatório Electric Mine, a empresa americana Caterpillar já testa uma bateria para um caminhão de 265 toneladas. Simultaneamente, a alemã Liebherr analisa uma bateria de alta densidade para um dos seus modelos, com capacidade para 240 toneladas.

Superbaterias prometem revolucionar o setor de mineração
Caminhão elétrico. Crédito: Divulgação

Estas novas superbaterias são um passo crucial na viabilização de uma nova geração de caminhões verdes, superando os modelos híbridos diesel-eletricidade e os caminhões a hidrogênio.

A perspectiva de eliminar as emissões diretas dos veículos responsáveis pela maior parte do transporte de minério no mundo é um grande avanço no setor. Esses veículos constituem metade da pegada de carbono do setor de mineração. Portanto, as superbaterias oferecem um avanço substancial para atingir o objetivo de neutralizar as emissões até 2050, conforme o desejado pelas mineradoras do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM). 

Os desafios do carregamento das superbaterias

Os sistemas embarcados de recarga de baterias, cruciais para ampliar a autonomia dos veículos, ainda não apresentam soluções adequadas. A falta de carregadores universais e a necessidade de aprimorar os carregadores estacionários existentes para reduzir o tempo de recarga também são obstáculos a serem superados.

A evolução das superbaterias e os desafios em torno do carregamento eficiente desses dispositivos são temas que seguem em destaque no campo de pesquisa e desenvolvimento da indústria de mineração. A possibilidade de tornar o setor mais sustentável com a utilização dessas tecnologias aponta para um futuro promissor. 

*Informações do site Click Petróleo e Gás

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