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Dia do Meio Ambiente: veja as principais publicações do IBRAM sobre o tema

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. Esta data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia, em 1972. O objetivo principal foi chamar a atenção de todos os segmentos da população global para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que, até então, eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Este processo de conscientização da população e dos setores industriais precisa ser constante. Diante da crise climática e do aquecimento global é fundamental que todos assumam responsabilidade e se engajem na proteção do ecossistema. “A indústria da mineração está comprometida com projetos importantes de proteção, conservação e recuperação ambiental no Brasil, demonstrando que é possível conciliar mineração e meio ambiente”, afirma o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann.

Nesta data tão especial, confira as principais publicações do IBRAM sobre preservação de meio ambiente, mudanças climáticas, segurança de processos, transição energética e muito mais:

  • Inventário de Emissões de GEE do Setor Mineral 2024

O Inventário apresenta informações referentes ao ano-base 2022, que permitem identificar os impactos das atividades operacionais, além de estabelecer estratégias, planos e metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE). Esta publicação orientará também ações futuras, promovendo estratégias de desenvolvimento de baixo carbono.

As informações foram coletadas junto a uma amostra composta por 42 empresas associadas ao IBRAM e a entidades como ABAL (Associação Brasileira do Alumínio) e SINDIROCHAS (Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários) e Associação Brasileira do Carvão Mineral.

O estudo está focado em 27 bens minerais: Agalmatolito; Areia; Argila; Bauxita; Brita; Calcário; Carvão Mineral; Caulim; Chumbo; Cobre; Cobalto; Cromita; Espodumênio (Lítio); Estanho; Ferro; Fosfato; Gipsita; Magnesita; Manganês; Nióbio; Níquel; Ouro; Potássio; Prata; Rochas Ornamentais; Vanádio e o Zinco.

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  • Diretrizes para Gerenciamento de Segurança de Processo na Mineração

A definição de diretrizes e boas práticas visando implementar uma jornada de Segurança de Processo no setor mineral é o objetivo do guia “Diretrizes para Gerenciamento de Segurança de Processos na Mineração do Brasil”.

A publicação é resultado do trabalho do Comitê de Gerenciamento de Segurança de Processos do IBRAM na promoção de uma cultura de segurança robusta, por meio da criação do guia técnico com as diretrizes para gerenciamento de segurança de processos na mineração.

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  • ​​Por uma política de minerais críticos e estratégicos para o Brasil e para o futuro

O green paper lançado pelo IBRAM é um documento onde estão expostas sugestões do empresariado e de especialistas para traçar uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

O objetivo é auxiliar o país a planejar estrategicamente seu desenvolvimento industrial, conectado à promoção da indústria mineral, de modo a expandir as ações para a transição energética e a outros campos.

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  • Perspectivas e Avanços da Gestão de Recursos Hídricos na Mineração

A mineração e a gestão dos recursos hídricos representam pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social em nosso país.

Em reconhecimento a essa relevância, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) produziram a publicação “Perspectivas e Avanços da Gestão de Recursos Hídricos na Mineração”, que representa a união de inovações tecnológicas para o uso racional dos recursos hídricos na mineração.

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  • Book da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias

Preservar a Amazônia e estabelecer um planejamento para o seu desenvolvimento sustentável são questões cruciais para a sobrevivência da humanidade e das gerações futuras.

Esta publicação é o resumo dos debates realizados por especialistas, autoridades, representantes e grandes players mundiais na Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias sobre o desenvolvimento sustentável da região.

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  • Livro Verde

A publicação tem o objetivo de demonstrar à sociedade uma face pouco conhecida do setor mineral: ser compatível com a preservação ambiental em muitos aspectos, sendo um dos que mais investe nesse tipo de iniciativa no país.

Esta mensagem é reforçada pelas informações detalhadas sobre as mineradoras associadas e sua atuação embasada em ESG – sigla que representa ações nas áreas ambiental, social e de governança –, que resulta em ganhos para a sociedade brasileira.

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“Por uma política de minerais críticos e estratégicos para o Brasil e para o futuro”: IBRAM lança green paper

Representante do MME diz que há consensos entre a visão do IBRAM e do ministério sobre expansão da mineração no Brasil.

Por uma política de minerais críticos e estratégicos para o Brasil e para o futuro” é o título do green paper lançado nesta 3ª feira (7/5), em Brasília, durante o “Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos”, evento internacional organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). No documento estão expostas sugestões do empresariado e de especialistas para traçar uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O objetivo é auxiliar o país a planejar estrategicamente seu desenvolvimento industrial conectado à promoção da indústria mineral, de modo a expandir as ações para a transição energética e a outros campos.

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green paper sublinha que a mais imediata ameaça para o futuro da humanidade é a crise climática. Ela influencia as populações e as economias mundo afora. O documento reforça que “clima, descarbonização, energia e mineração são elementos de uma mesma equação. Logo, o enfrentamento à emergência climática passa, entre outros, pela expansão da produção e do uso de bens minerais”. Eles são utilizados para desenvolver tecnologias e equipamentos que proporcionam a substituição de energia oriunda de fontes fósseis por renováveis.

“Os desafios tecnológicos, sociais, econômicos e geopolíticos da mineração são de grande complexidade. E não considerá-los no protagonismo que o setor mineral tem rumo a um mundo de baixa emissão de carbono, seria pouco estratégico”, diz o documento. A afirmativa é corroborada por projeções da Agência Internacional de Energia. Ainda que excluídos o aço e o alumínio, as estimativas quanto à demanda de insumos minerais para a transição energética, no cenário mais favorável de descarbonização, seria de 4 a 6 vezes os níveis de 2020, respectivamente, em 2040 e 2050. Mesmo considerando uma descarbonização mais lenta, estima-se uma demanda em 2040 duas vezes maior do que em 2020.

green paper continua em aberto para receber contribuições até 15 de maio. Depois será apresentado em diversos fóruns, inclusive, encaminhado ao Congresso Nacional em 4 de junho para discussão. Ele é resultado de um trabalho conjunto do IBRAM, da Humana Serviços em Sustentabilidade e do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI). Sua apresentação ocorreu na nesta 3ª feira (7/5), em Brasília, durante o primeiro dia do Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos, organizado pelo IBRAM. Raul Jungmann, diretor- presidente do IBRAM e Sílvia Cristina Alves França, Diretora do CETEM, abordaram o green paper em mais detalhes no painel de lançamento.

Também participaram do painel o deputado Zé Silva, presidente da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável; Mauro Henrique Moreira Sousa, diretor-geral na Agência Nacional de Mineração (ANM); Ricardo Capelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Breno Zaban Carneiro, diretor do Departamento de Gestão das Políticas de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME; e Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB/CPRM.

Green paper - “Por uma política de minerais críticos e estratégicos para o Brasil e para o futuro”
Green paper – “Por uma política de minerais críticos e estratégicos para o Brasil e para o futuro”

Consenso com MME – O representante do MME, Breno Carneiro, falou sobre o documento. Disse que seu conteúdo expressa conceitos e sugestões que encontram consenso com a visão do ministério sobre a expansão sustentável da produção mineral brasileira, em especial, dos minerais críticos e estratégicos. Ele considera que o green paper representa um avanço para aprofundar as discussões sobre o tema. Segundo Mauro Sousa, diretor-geral da ANM, o green paper traz pontos fundamentais para refletir e agir para incrementar o desenvolvimento da mineração brasileira.

Ricardo Capelli, da ABDI, elogiou o documento do IBRAM e concorda que o Brasil precisa ampliar sua produção de minérios, de modo a se apropriar de sua riqueza mineral e financiar seu desenvolvimento com sustentabilidade, como o fazem países mineradores como Canadá e Austrália.

Sobre o Seminário

Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Contou a presença de autoridades e especialistas de vários países e organizações, como: Agência Internacional de Energia; ICMM – Conselho Internacional de Mineração e Metais; Fórum Econômico Mundial; União Europeia; Unesco; Comissão de Transição Energética; representações diplomáticas de EUA, Canadá, Bolívia, entre outras; além de BNDES; CNI; CNA; ABDI; MME; MRE, MDIC; ANM; SGB/CPRM; CTEM; mineradoras, como Lundin Mining; CBMM; Vale; Kinross; Companhia Brasileira de Lítio; Hydro; organizações como Vale Metais Básicos Atlantico Sul; Humana; Instituto Igarapé; Ellen MacArthur Foundation; WEG; ABIQUIM; Mining Hub.

Temas em destaque no seminário:

  • Os minerais críticos e estratégicos e a transição energética no Brasil e no mundo
  • Rotas de descarbonização da mineração e da indústria no contexto da transição energética
  • Política mineral e o futuro do Brasil
  • Potencial dos minerais críticos e estratégicos nas Américas

Estes e outros temas são vitais para o futuro sustentável do planeta e da humanidade e foram debatidos nos dias 7 e 8 de maio, em Brasília (DF). O evento teve o patrocínio da Vale Metais Básicos (ouro); CBMM (Painel); Hazemag (Painel); Metso (Painel).

Clique aqui e acesse as fotos do dia 7 e do dia 8.

ONU diz que transição energética mundial depende da oferta de minerais

Diante da crescente necessidade de minerais críticos para viabilizar a transição energética, as Nações Unidas lançam o Painel sobre Minerais Críticos para a Transição Energética. IBRAM organizará seminário internacional sobre o tema em Brasília nos dias 7 e 8/5.

A Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma coalizão global para viabilizar a transição energética visando uma economia de baixo carbono. Para isso foi desenvolvido o Painel sobre Minerais Críticos para a Transição Energética.

Em suma, o objetivo do Painel é desenvolver um conjunto de princípios comuns e voluntários para criar confiança, orientar a transição e acelerar a corrida às energias renováveis. No evento de lançamento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que “um mundo impulsionado por energias renováveis depende essencialmente de minerais”. São os chamados minerais críticos.

Além disso, conforme ressaltou o secretário-geral da ONU, para os países em desenvolvimento, esses minerais representam uma oportunidade crucial, capaz de gerar empregos, diversificar economias e aumentar significativamente as receitas, desde que sejam gerenciados de forma responsável.

O Painel será co-presidido pelo Embaixador Nozipho Joyce Mxakato-Diseko da África do Sul e pela diretora-geral de Energia da Comissão Europeia, Ditte Juul Jørgensen. Terá a participação de governos, organizações intergovernamentais e internacionais, indústria e sociedade civil. O Brasil integra o grupo de países-membros ao lado da África do Sul, Austrália, Chile, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Reino Unido e outros.

Autoridades presentes no lançamento do Painel sobre Minerais Críticos para a Transição Energética na sede da ONU em Nova Iorque.
Lançamento do Painel no dia 26/04/2024, em Nova Iorque. Divulgação: UN News

O que são minerais críticos e sua importância para a transição energética

Os minerais críticos são aqueles necessários para a transição energética e a economia de baixo carbono. Segundo a ONU, minerais como cobre, lítio, níquel, cobalto e elementos de terras raras, entre outros, são componentes essenciais de tecnologias de energia limpa, incluindo turbinas eólicas, painéis solares, veículos elétricos e armazenamento de baterias.

Desse modo, segundo o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, os minerais críticos “são fundamentais para uma economia de baixo carbono. Sem eles não há eletrificação, não há carros elétricos, não há aerogeradores para produção de energia eólica. O Brasil tem uma possibilidade imensa, com lítio, com nióbio, com tântalo, entre tantos outros minérios e precisa ampliar sua produção”, avalia.

Energia eólica e placas fotovoltaicas. Divulgação: Google
Energia eólica e placas fotovoltaicas. Divulgação: Google

O IBRAM e a transição energética

Atualmente, com as mudanças climáticas avançando cada vez mais rápido, a transição energética é urgente. Ou seja, migrar de matrizes energéticas poluentes para fontes de energia limpa é fundamental para tentar conter o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a elevação da temperatura global.

Nessa empreitada, o setor mineral tem papel fundamental, tanto na busca e pesquisa por minerais críticos, quanto na definição de estratégias para a transformação energética nacional e mundial.

Em relação aos esforços empreendidos pela mineração, Raul Jungmann defende que o Brasil precisa se posicionar na vanguarda da oferta de minerais estratégicos para promover a descarbonização. “A segurança mineral, ou seja, a plena oferta de minérios, é transversal. Ela proporciona bases para a segurança alimentar, para a segurança energética e para a segurança climática”, afirma.

Nesse sentido, o IBRAM reconhece como primordial o uso de fontes alternativas de energia e estabeleceu esse compromisso na Agenda ESG da Mineração do Brasil. Ainda, para colaborar com o debate sobre a expansão da produção de minerais críticos e estratégicos, o Instituto realizará, nos dias 07 e 08 de maio, em Brasília, o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Fonte: Nações Unidas Brasil

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