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Museu de Mineralogia em Belo Horizonte (MG) reabre as portas ao público

Museu de Mineralogia da Fundação Victor Dequech possui minerais, como quartzo, topázio imperial, hematita, pirita, citrino, malaquita e turquesa

A mineralogia é o ramo das ciências geológicas que estuda os minerais, as suas propriedades, constituição, estrutura, gênese e modos de ocorrência. Para aproximar essa ciência da sociedade, a Fundação Victor Dequech inaugurou, em 2003, o Museu de Mineralogia, em Belo Horizonte (MG). 

Após passar por obras de revitalização e ampliação, o museu foi reinaugurado em julho de 2024. As visitas podem ser feitas de quarta a sexta-feira, das 14h às 17h. O número máximo de visitantes é de 20 pessoas, por isso o agendamento deve ser feito previamente pelo site da mantenedora do museu, a Fundação Victor Dequech.

Em seu acervo, o museu possui minerais, como quartzo, topázio imperial, hematita, pirita, citrino, malaquita e turquesa. Das 75 substâncias minerais identificadas e descritas no Brasil até 2023, a instituição conta com 51 delas. 

“A coleção de minerais, minérios e, em menor escala, de rochas, amealhada durante quase seis décadas pelo engenheiro Victor Dequech, é um exemplo relevante de algo útil para as pessoas e para a comunidade científica. Mais do que isso, minerais e rochas têm um encanto próprio, seja pela sua forma, cor ou brilho, seja pela sua trama ou pela combinação de todos esses parâmetros”, afirma o geólogo Paulo Roberto Amorim dos Santos Lima no Guia de Mineralogia do Museu Victor Dequech.

Peças em exibição no Museu de Mineralogia Victor Delquech. Créditos: divulgação Fundação Victor Delquech
Peças em exibição no Museu de Mineralogia Victor Dequech. Créditos: divulgação Fundação Victor Dequech

Quem foi Victor Dequech?

Um dos nomes mais reconhecidos na área mineral brasileira, Victor Dequech, falecido em 2011, foi Engenheiro de Minas, formado na década de 40, pela tradicional Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Victor Dequech era um apaixonado pela mineralogia. Por isso, durante aproximadamente 60 anos, colecionou mais de 1000 amostras de minerais de rara beleza.

As amostras estão devidamente organizadas e classificadas no Museu de Mineralogia Victor Dequech.

Victor Delquech na Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Créditos: divulgação Scielo.
Victor Delquech na Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Créditos: divulgação Scielo.
* Com informações de Estado de Minas, Scielo.

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“Minha pedra é ametista”: conheça as pedras preciosas brasileiras

“Minha pedra é ametista…”, a famosa canção de João Bosco já dá uma dica de uma das pedras preciosas mais utilizadas e famosas no Brasil: a ametista.

Tecnicamente chamadas de gemas, as pedras preciosas vão além das músicas que exaltam suas belezas. São cidades com nomes inspirados nelas, como Turmalina e Diamantina, localizadas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além de muitas pedras serem símbolos de profissões e de bodas de casamento. Isso mostra, não só a importância desses minerais, como a representatividade que eles possuem em nossa cultura.

Por isso, listamos as principais pedras preciosas brasileiras, algumas características e curiosidades que encantam o mundo inteiro. Confira!

  • Ametista: de tom roxo, rosa, violeta ou púrpura, a ametista se destaca por suas imponentes drusas. Essa gema é uma variação do quartzo, que possui uma grande gama de cores e são consideradas as pedras preciosas mais acessíveis do Brasil. Essa pedra é encontrada em maior parte no sul do país, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, onde se encontra a maior jazida de ametista do mundo.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
  • Esmeralda: o seu verde reluzente deixa claro o seu valor. A mineração dessa gema derivada do berilo tem se tornado cada vez mais rara, o que faz com que seu preço por quilate seja alto. No Brasil, pode ser encontrada, principalmente, nos estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia. Os primeiros indícios da existência da esmeralda remetem ao Egito Antigo, já tendo sido considerada a “deusa de todas as pedras”.  Devido aos seus tons esverdeados, as esmeraldas são conhecidas por suas capacidades de restabelecer o equilíbrio, saúde psíquica e bem-estar.  Além de serem o símbolo das bodas de 20 anos de casamento.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias. Créditos: divulgação Google.
  • Água-marinha: assim como a esmeralda, essa gema é derivada do mineral berilo. Seus tons variam desde o azul-celeste até o azul-marinho, o que nos remete às águas cristalinas do mar. Por isso, seu nome, originado do latim aqua marina, significa água do mar. O Brasil destaca-se por ser o maior produtor de água-marinha do mundo. Na cidade de Marambaia, em Minas Gerais, foi encontrada a maior pedra de espécie do mundo, com cerca de 110 quilos, por volta de 1920. Devido ao seu tom azulado, essa gema está muito associada ao equilíbrio emocional e à redução do stress.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar. Créditos: divulgação Google.
  • Diamante: um dos mais cobiçados do mundo, já foi tema de música e de filme estrelado por Marilyn Monroe, a famosa “Diamonds Are a Girl’s Best Friend” (diamantes são os melhores amigos das mulheres). Esse mineral é o material mais duro encontrado na natureza. Ou seja, ele é tão resistente que só pode ser riscado por outro diamante. Outra característica marcante dos diamantes é que, quanto mais incolor, mais valioso ele será. O início da mineração de diamante no Brasil data de 1700, sendo a cidade histórica de Diamantina (MG) uma das mais importantes nesse cenário por muitos séculos. Essa gema é tão resistente e preciosa que representa os relacionamentos duradouros, sendo o símbolo das bodas de 60 anos de casamento, as “bodas de diamante”.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
  • Turmalina: uma gema complexa e rara. Existem no Brasil diversas espécies de turmalinas, com tonalidades diferentes. De todas as espécies conhecidas, a que tem maior destaque é a turmalina paraíba, de tom azul-esverdeado. Sua cor deriva de traços microscópicos de cobre. Essa variedade é encontrada somente em 4 localidades ao redor do mundo. No Brasil, além do estado da Paraíba, a pedra existe no Rio Grande do Norte.  A turmalina também é símbolo do amor, assim como a esmeralda. Quando um casal completa 16 anos de casamento, comemoram-se as “bodas de turmalina”.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
  • Topázio imperial: pedra preciosa muito rara, é atualmente encontrada em escala comercial somente na cidade de Ouro Preto (MG). Suas cores podem variar do amarelo-dourado ou marrom-claro, até tons alaranjados, rosa, vermelho-cereja, translúcida e transparente. Além de ter origem hidrotermal, a designação “imperial” é de origem russa, onde as primeiras pedras foram encontradas.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.

Após conhecer um pouco mais sobre algumas pedras preciosas encontradas no Brasil, é preciso ter atenção ao adquirir um exemplar. No mercado existe uma enorme variedade de pedras sintéticas, ou seja, cópias extremamente semelhantes às originais.

Os consumidores devem observar, principalmente, as características ópticas. As gemas originais são encontradas na natureza, possuem origem inorgânica e produzem cor e brilho, fogo e luminescência, jogo de luz e iridescência. Já as pedras sintéticas, em sua maioria, são produzidas em laboratório, possuindo em sua composição vidro, corantes e materiais plásticos.

Breve histórico da produção de pedras preciosas no Brasil

Quando pensamos em mineração, logo associamos ao minério de ferro. Isso se deve à importância desse produto para a balança comercial brasileira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), divulgados no dia 27/07, o minério de ferro foi responsável por 71,6% das exportações do setor mineral no 1º semestre de 2024. 

No entanto, o que muitos não sabem é que o Brasil também se destaca na produção de pedras preciosas. Esses minerais, quando lapidados, são muito utilizados na fabricação de joias, peças ornamentais e decorativas.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2022, o Brasil produziu cerca de 670 mil toneladas de gemas, totalizando mais de R$ 36 milhões de reais. Minas Gerais é o estado com maior produção e registrou mais de mil toneladas.

Além disso, dados do estudo realizado pelo NAP.Mineração da Universidade de São Paulo (USP) para o Ministério de Minas e Energia e o Banco Mundial mostram que a extração de gemas no Brasil é feita quase exclusivamente pela mineração de pequena escala.

Mesmo com a expressividade das gemas brasileiras, o setor ainda enfrenta desafios com múltiplas faces. Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), ressalta alguns, como a complexidade tributária, baixa competitividade da indústria, ambiente de negócios adverso e falta de integração ao longo da cadeia de valor.

* Com informações de Art Ouro, Ouro Savassi, IBGM, Rede Globo

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Prêmio MINA: a força das mulheres na mineração

Lançado pelo Women in Mining Brasil, a premiação visa reconhecer e celebrar as profissionais que fazem a diferença no setor mineral.

As mulheres representam 21% do quadro funcional no setor mineral, segundo dados da 3ª edição do Relatório de Indicadores de 2023 produzido pelo Women in Mining Brasil (WIM Brasil) com apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). O documento traz um diagnóstico e a evolução do cenário do setor em relação à Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).

Nesse sentido, para reconhecer e celebrar mulheres que se destacam na indústria da mineração brasileira e incentivar, cada vez mais, a presença e a liderança feminina nesse mercado, a WIM Brasil lançou o Prêmio Mina.

Conheça mais sobre o Mina

Esta é a 1ª edição do Prêmio Mina, que além de promover a visibilidade e o reconhecimento das contribuições significativas das mulheres para o setor mineral, reconhecerá a participação de homens aliados à luta pela diversidade de gênero na mineração.

O Prêmio Mina teve mais de mil indicações em suas quatro categorias e, para a etapa final, 10 finalistas concorrem em cada uma delas. Profissionais de todo o Brasil puderam se candidatar em suas respectivas categorias, em que três são dedicadas às mulheres e a quarta vai premiar um homem aliado à promoção da equidade de gênero na mineração.

A votação está aberta até o dia 12 de julho. É permitido somente um voto por e-mail. O link para a votação é https://mailchi.mp/wimbrasil/premio_mina.

As categorias do prêmio são:

  • Mulher na Liderança: trabalhadoras que ocupam cargos de liderança e demonstram excelência em sua atuação;
  • Mulher na Operação: trabalhadoras que desempenham funções operacionais fundamentais na indústria da mineração;
  • Mulher no Backoffice: trabalhadoras que atuam em áreas de suporte e administrativas na mineração;
  • Aliado pela Equidade: trabalhadores homens que demonstram, ativamente, compromisso na promoção pela equidade de gênero.

Conheça aqui as 10 finalistas de cada categoria.

Entrega da premiação

A solenidade de premiação acontecerá na EXPOSIBRAM 2024. O maior evento do mercado brasileiro de mineração será realizado em Belo Horizonte entre os dias 9 e 12 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). 

Saiba mais sobre a EXPOSIBRAM clicando aqui.

Sobre o Women in Mining – WIM Brasil

O Women in Mining (Mulheres na Mineração) é um movimento mundial voluntário que busca maior diversidade, equidade e inclusão em um mercado ainda ocupado, predominantemente, por homens.

No Brasil, o WIM começou em 2019 e foi o primeiro a lançar um Relatório de Indicadores, cuja terceira edição foi lançada em 2023. Para ter sucesso em um ambiente de negócios complexo e dinâmico, o setor de mineração precisa atrair mulheres, capitalizar seus pontos fortes e reconhecer seu valor.

Prêmio MINA: a força das mulheres na mineração. Crédito: divulgação WIM Brasil
Prêmio MINA: a força das mulheres na mineração. Crédito: divulgação WIM Brasil
* Com informações do WIM Brasil.

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Ruínas da primeira fábrica de ferro do Brasil são restauradas pela Anglo American

Estrutura localizada no município de Morro do Pilar (MG), na região da Serra do Cipó, é considerada o ponto de partida da siderurgia brasileira, contribuindo para o desenvolvimento local e do país

Com objetivo de resgatar e revelar o berço da siderurgia nacional, a Anglo American, por meio de um convênio assinado com a prefeitura de Morro do Pilar (MG), realizou a restauração das ruínas da Real Fábrica de Ferro de Morro do Pilar – onde ocorreu a primeira fundição de ferro no Brasil.

A primeira fábrica de ferro do país foi idealizada em 1809, por iniciativa de Manoel Ferreira da Câmara Bittencourt e Sá, na época intendente dos diamantes na Comarca do Serro Frio; autorizada por Dom João VI; e funcionou de 1815 até 1830. As ruínas fazem parte do espaço público denominado Monumento ao Intendente Câmara e podem ser vistas ao ar livre no centro de Morro do Pilar, município pertencente à região da Serra do Cipó, e está localizado a cerca de 150 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte.

“O projeto consiste na restauração dos remanescentes em taipa de pilão, única materialidade visível do complexo; além de intervenções arquitetônicas que têm o objetivo de valorizar e conservar as ruínas”, explica Claudiana Souza, coordenadora de Desenvolvimento Sustentável da Anglo American. “No novo espaço, também foram incluídas informações, em forma de linha do tempo, que ressaltam o itinerário histórico da fábrica”, completa Lorena Pires, engenheira de Meio Ambiente da mineradora.

Confira aqui um vídeo que mostra mais detalhes sobre a importância histórica, social e econômica da Real Fábrica de Ferro de Morro do Pilar para o desenvolvimento da região e do Brasil. “A partir dessa restauração, estamos resgatando uma história e reimaginando esse espaço para projetar um novo futuro para o município”, afirma Lorena Pires.

A inauguração das estruturas restauradas ocorreu no último sábado (08/06) e contou com a presença das autoridades locais, representantes da mineradora e moradores. “Quando cheguei à prefeitura, em 2017, o Monumento ao Intendente Câmara estava em um estado caótico, com as ruínas sem proteção. Essa parceria entre a prefeitura municipal e a Anglo American foi importante para recuperar o nosso passado e dar dignidade ao espaço, que simboliza o berço da siderurgia nacional”, comemora José de Matos Vieira Neto, prefeito de Morro do Pilar.

“Morro do Pilar foi o laboratório pioneiro do beneficiamento de uma das riquezas naturais mais importantes e fundamentais do Brasil: o minério de ferro. Resgatar essa memória é honrar a história do ciclo da produção de ferro no Brasil e fortalecer a identidade cultural da região. Temos muito orgulho dessa iniciativa, que vai ao encontro dos nossos Valores e do propósito de reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas”, diz o diretor Técnico e de Meio Ambiente da Anglo American, Cristiano Cobo.

As ruínas fazem parte do espaço público denominado Monumento ao Intendente Câmara e podem ser vistas a céu aberto. Crédito: Divulgação Anglo American.
As ruínas fazem parte do espaço público denominado Monumento ao Intendente Câmara e podem ser vistas ao ar livre. A inauguração das ruínas restauradas foi realizada no dia 08/06/24. Crédito: Divulgação Anglo American.

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma empresa líder global em mineração e nossos produtos são essenciais em quase todos os aspectos da vida moderna. Nosso portfólio de operações competitivas de classe mundial, que inclui uma ampla gama de opções de desenvolvimento futuro, fornece metais e minerais para um mundo mais limpo, mais verde e mais sustentável, atendendo ao rápido crescimento das demandas diárias de bilhões de consumidores.

Com nossas pessoas no coração dos nossos negócios, utilizamos práticas inovadoras e as mais recentes tecnologias para descobrir novos recursos e minerar, processar, movimentar e comercializar nossos produtos, os quais possibilitam a vida moderna para os nossos clientes – de forma segura, responsável e sustentável.

Como produtora responsável de cobre, níquel, metais do grupo da platina, diamantes (por meio da De Beers), minério de ferro de qualidade premium e carvão metalúrgico para siderurgia, além do projeto de nutrientes naturais em desenvolvimento, estamos comprometidos em atingir a neutralidade nas emissões de carbono em nossas operações até 2040. De forma mais ampla, por meio de nosso Plano de Mineração Sustentável, estamos comprometidos com uma série de metas desafiadoras para garantir que trabalhemos em prol de um meio ambiente saudável, desenvolvendo comunidades prósperas e construindo confiança como líder corporativo.

* Com informações da Assessoria de Impresa da Anglo American, empresa associada do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

Aço Verde, um novo compromisso com a sustentabilidade

Você sabia que as indústrias do setor mínero-metalúrgico estão cada vez mais focadas em produzir de forma sustentável? Em todo o setor industrial mundial é preciso pensar nas questões ambientais desde o início do processo de produção.

Para isso, diversas companhias buscam tecnologias para terem atuação mais sustentável. Um exemplo disso é a norte-americana Boston Metal, do engenheiro metalúrgico Tadeu Carneiro, formado pela Poli-USP, ex-CEO da CBMM, e atual professor convidado do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Há dois anos à frente da empresa, ele desenvolveu uma tecnologia que promete revolucionar a siderurgia: a substituição total do uso do carvão por energia elétrica no processo de transformação do minério de ferro em aço. Em outras palavras, trata-se do “aço verde”, sem mais emissões de CO2.

“O aço é feito do jeito que conhecemos por mais de 3.000 anos. O ferro vem de 1.200 antes de Cristo”, diz. O produto é extremamente sofisticado, mas sua produção emite CO2, o que é um problema preocupante, diz Carneiro. Segundo ele, “o aço é e vai continuar sendo o material de engenharia mais importante que temos. Sua fabricação atual é de quase 2 bilhões de toneladas/ano”, diz o executivo, em entrevista concedida à Revista Ecológico.

Tadeu Carneiro – crédito: Evandro Fiuza

Ele explica que no processo inovador criado pela Boston Metal, não é necessário aglomerar os finos de minério de ferro, que é realizado por sinterização ou pelotização. Além de ser possível o uso direto dos finos de minério, “não precisa de carvão nem de coque”, diz. No uso de carvão ou de coque nos processos tradicionais da aciaria tem-se a emissão de CO2.

Durante o processo da Boston Metal, é possível coletar o aço líquido, que é igual ou melhor do que o aço líquido que sai da aciaria hoje, informa. “Do mesmo jeito, você adiciona o que precisa e manda para um lingotamento. É muito revolucionário”, analisa.

Carneiro explica que esse novo jeito de produzir aço está dando muito certo. “Já tivemos duas rodadas de financiamento. Obtivemos a participação de nove gigantes no mundo empresarial, como investidores ou acionistas”. A expectativa é que em dois anos o projeto-piloto vai estar operando de forma contínua com minério de ferro, provavelmente da BHP e da Vale. “Estamos terminando de modificar nosso equipamento tecnológico para começar a primeira corrida exploratória agora em abril. É a nova e limpa indústria do aço”, afirma.

Clique aqui e confira a entrevista sobre aço verde na íntegra.

*Com informações da Revista Ecológico

Museu Geológico da Bahia oferece tour virtual com acervo que revela mundo mágico e descobertas fantásticas

Você sabe o que é a Geologia

Esta ciência estuda a origem, história, vida e estrutura da Terra e também os processos que ocorrem no interior e na superfície do globo terrestre responsáveis por suas transformações.. 

É por meio dela que podemos identificar a origem, a idade do planeta, as transformações que sofreu ao longo do tempo e ainda, sua formação geológica.Os estudos da geologia estão voltados para o conhecimento do nosso planeta, melhorando a qualidade de vida e a nossa relação com a natureza.

Desde os primórdios, os seres humanos utilizam os recursos minerais para produzir habitações, utensílios, ferramentas, armas etc. Hoje, mais do que nunca, a vida moderna depende de todos esses recursos e a Geologia é fundamental na sua busca e localização.

Se você quiser se interessar mais sobre o tema, siga esta dica: o Museu Geológico da Bahia (MGB) oferece um ambiente de pesquisa, divulgação e preservação do patrimônio geológico do Estado, que desenvolve interessantes projetos de cunho científico, educativo e cultural.

Por causa da pandemia, o MGB fechou para visitações presenciais. Mas abriu uma importante conexão com o público, via web: o “tour virtual”, acessível no site oficial do museu. Todos podem aproveitar e conhecer as conquistas brasileiras no terreno da mineração.

Saiba mais sobre o MGB

27.000 peças, fragmentos de um mundo fabuloso e provas concretas de descobertas fantásticas foram se juntando ao longo dos últimos 46 anos e dão vida ao acervo do Museu Geológico da Bahia, que celebrou mais um ano de fundação em março.

Inaugurado em 4 de março de 1975, o Museu é atualmente vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia. Possui um dos maiores acervos de rochas, minerais, pedras preciosas e de fósseis da Bahia, com mais de 20 mil peças, proporcionando aos seus visitantes uma viagem no tempo geológico por meio das suas exposições temáticas: Meteoritos, Universo/Sistema Solar, Minerais, Rochas, Recursos Minerais, Minerais e Rochas Industriais, Artesanato Mineral, Garimpo, Minerais Radioativos, Energia dos Cristais, Gemas, Petróleo,  Otto Billian, Rochas Ornamentais e Fósseis. 

História

A inauguração do Museu foi marcada pela primeira exposição com a temática sobre Gemas e Rochas da Bahia, no hall da antiga sede da Secretaria de Minas e Energia. Com o intuito de entregar um espaço mais confortável para o visitante e acolher reuniões científicas, dinamizar e qualificar as atividades dos serviços educativos do Museu, em 1985 foi criado um anexo com auditório, mezanino e salão de rochas ornamentais. Com o propósito de agregar ao MGB mais um espaço cultural e alternativo para a sociedade, foi inaugurado ali o Cinema do Museu.

Já o programa Exposição Itinerante teve início em 1986, com a primeira exposição no Município de Morro do Chapéu. Exposições como: “Bahia – 500 mil anos antes de Cabral”, no Salão de Fósseis, “Otto Billian” e “Energia dos Cristais” marcam a história do Museu.

Setor Mineral lamenta os impactos sociais, ambientais e econômicos em função dos rompimentos de barragens ocorridos em MG

Após rompimento de barragem em Brumadinho, há dois anos, mineradoras aprimoram gestão de riscos e segurança operacional, diz IBRAM.

Em 25 de janeiro de 2021 o rompimento da barragem do Feijão, em Brumadinho (MG), que continha rejeitos de mineração, completa 2 anos. Nesse período, o setor mineral, como um todo, em sinal de respeito, lamenta profundamente o episódio e tem atendido às exigências das autoridades e também adotado medidas proativas para melhorar substancialmente a gestão de riscos e a segurança operacional, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

O resultado mais palpável pós-rompimento, desde o episódio em Mariana (MG), em 2015,  foi que as mineradoras ampliaram os investimentos, de modo a aperfeiçoar os sistemas técnicos de segurança das suas operações como um todo – e não apenas das barragens. As empresas incrementaram as rotinas de monitoramento e inspeção de segurança, instalaram mais equipamentos de ponta, além de sirenes de alerta, adotaram novos planos de emergência e passaram a capacitar com mais ênfase as comunidades próximas aos empreendimentos minerais quanto aos riscos eventuais e buscam se adequar à nova legislação.  Todo o setor tem trabalhado em conjunto na busca de ações concretas na área de segurança operacional. A indústria da mineração também fomentou a criação de guias técnicos, a nível internacional, para construir e gerir as estruturas voltadas à disposição de rejeitos.

O IBRAM reforça que houve importante aperfeiçoamento da regulamentação relacionada à disposição de rejeitos, tanto na legislação quanto nas normas da Agência Nacional de Mineração e da área ambiental em Minas Gerais, a exemplo das leis referentes à segurança de barragens.

Em Minas Gerais está em andamento o processo de descaracterização das barragens construídas pelo método chamado “a montante”, uma das exigências legais instituídas.

Mineradoras associadas ao IBRAM pretendem se destacar pela sustentabilidade, segurança e respeito às pessoas

A partir das ações em resposta aos rompimentos, entre outras iniciativas, “as mineradoras associadas ao IBRAM estão mostrando à sociedade brasileira e às de outros países que estão comprometidas seriamente em se destacarem no mercado pelo alto grau de sustentabilidade, segurança operacional e ocupacional e respeito às pessoas. Assim, essas empresas asseguram a continuidade de seu espaço para seguir produzindo e gerando benefícios socioeconômicos, proporcionando, dessa forma, oportunidades para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, que são os verdadeiros propósitos da mineração industrial”, pontua Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM.

Fazem parte do IBRAM mineradoras de vários portes, situadas em várias partes do Brasil, responsáveis por mais de 85% de toda a produção de minérios do país.

O presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilson Brumer, ressalta que entre as iniciativas do setor mineral para melhorar os níveis de segurança está a maior proximidade das empresas com as comunidades situadas no entorno das minas e autoridades públicas. “As mineradoras buscam estabelecer uma relação mais próxima, mais transparente, ouvir as pessoas sobre suas demandas, sugestões e críticas e informar em detalhes todas suas ações relacionadas aos processos produtivos, inclusive, os aspectos que envolvem a gestão de barragens”, diz.

Segundo Wilson Brumer, o envolvimento das comunidades é crucial para a mineração poder exercer sua atividade e, ao mesmo tempo, gerar confiança nas pessoas.

Em reforço à maior atenção às comunidades, o IBRAM se colocou à frente de um amplo projeto, em parceria com a Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil  – AMIG, destinado a apoiar os municípios mineradores a desenvolverem polos empresariais que venham a gerar renda e empregos, em antecipação ao final da produção de minérios em suas localidades.

“A mineração é uma atividade pontual. Ela gera muitas oportunidades em termos de renda e empregos, mas é uma atividade finita. Por isso, o setor entende que deve apoiar os municípios que têm uma certa dependência econômica nessa indústria para que tomem providências agora para se prepararem para a fase de encerramento das minas”, diz Wilson Brumer.

Resumo das ações adotadas pelo setor mineral para melhorar indicadores de sustentabilidade e segurança, entre outros pontos de sua operação

– Carta Compromisso do IBRAM perante a Sociedade – trata-se de um documento público em que o setor mineral se compromete a melhorar suas práticas e indicadores de sustentabilidade em 12 áreas, inclusive, na segurança e na gestão de rejeitos.

Em 26 de novembro, no encerramento da EXPOSIBRAM 2020, CEOs e outros dirigentes de mineradoras e do IBRAM participaram de um debate online para apresentar as evoluções da Carta Compromisso em cerca de 1 ano após ser anunciada. Leia a cobertura no Portal da Mineração.

– TSMBrasil – adaptação para o Brasil da metodologia consagrada internacionalmente Towards Sustainable Mining, desenvolvida pela Mining Association of Canada. Esse programa está em operação em alguns países, inclusive na Argentina, e vai receber adesão de associadas do IBRAM. Ele também aborda a gestão de rejeitos. Sua implantação pelas mineradoras será um grande impulso para que cumpram as metas estabelecidas na Carta Compromisso.

– Guias para implantação de estruturas de disposição de rejeitos – o IBRAM fez a adaptação de estudos técnicos internacionais e produção de conhecimento técnico nacional sobre o tema, de modo a orientar construção e manutenção dessas estruturas. Toda essa orientação técnica de alta qualidade está à disposição das empresas, de qualquer setor, para download gratuito.

– Padrão Global da Indústria para Gerenciamento de Rejeitos (Global Industry Standard on Tailings Management) – Este conjunto de normas foi desenvolvido por meio de um processo independente – a Global Tailings Review (GTR) – convocada em março de 2019 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Princípios para Investimento Responsável (PRI) e Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM). O IBRAM participou ativamente de sua elaboração. Traz propostas de novos padrões para as empresas construírem e operarem barragens de resíduos minerais.  O IBRAM já anunciou que vai agir para que suas associadas façam a adesão voluntária a este padrão global.

– Ampliação do espaço para práticas de ESG no setor – o IBRAM está à frente de um movimento para promover o engajamento das mineradoras na adoção dos fundamentos de ESG, sigla em inglês para se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio, mas que também pode ser um critério para investimentos. A própria Carta Compromisso é um forte instrumento para cumprir esse objetivo. Boa parte das associadas já tem o ESG em sua política corporativa, mas há muitas empresas a serem mobilizadas para esta finalidade, que alimenta a evolução da sustentabilidade empresarial.

Brasil e Japão assinam acordo de cooperação em tecnologias para grafeno e nióbio

MCTI teve papel importante nas tratativas que levaram ao acordo; ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o ministério na cerimônia

Em cerimônia realizada no Palácio Itamaraty, em Brasília, na última sexta-feira (8), Brasil e Japão assinaram o Memorando de Cooperação entre os Governos Brasileiro e Japonês no Campo de Tecnologias Relacionadas à Produção e ao Uso de Nióbio e Grafeno. O objetivo do documento bilateral é aprofundar o entendimento mútuo para explorar a cooperação na cadeia de valor de produtos que usam nióbio ou grafeno e propiciar uma cooperação mais estruturada no futuro, incluindo potenciais projetos conjuntos.

A iniciativa é resultado de tratativas iniciadas pelo presidente Jair Bolsonaro, que em 2019 manifestou interesse na cooperação ao então primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante o Fórum Econômico de Davos, e de reunião entre o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes e o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada em 2019. Assinaram o memorando o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações substituto, Leonidas Medeiros representou o MCTI na cerimônia e assinou o documento com o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Alexandre Vidigal de Oliveira.

“O acordo é fundamental porque o Japão é um país que tem alta tecnologia e nos une a ele na procura de explorar as capacidades do nióbio e do grafeno”, afirmou o secretário-executivo do MCTI. “Esses materiais são produtos do futuro, que vão alcançar toda a cadeia produtiva dos países, na parte industrial e no uso da tecnologia.”

Durante a cerimônia, foram firmados também acordos de cooperação entre os dois países nas áreas de biodiversidade, desenvolvimento de sensores e plataforma de agricultura de precisão em apoio à agricultura sustentável brasileira e uso tecnologias avançadas de radar de abertura sintética e uso de inteligência artificial para o combate ao desmatamento ilegal.

Minerais estratégicos e cooperação

Em outubro de 2016, Brasil e Japão assinaram Memorando de Cooperação para a Promoção de Investimentos e Cooperação Econômica no Setor de Infraestrutura. Desde então, os governos de ambos países vêm manifestando interesse mútuo em ampliar o investimento japonês no Brasil, incluindo os minerais raros ou estratégicos, como o grafeno e o nióbio.

Em julho de 2020, foi aberta chamada pública CNPq/MCTI para apoiar empreendimentos tecnológicos à base de grafeno, destinando aproximadamente R$ 1,5 milhão para apoiar propostas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação que visem gerar empreendimentos e soluções de base tecnológica, tendo como principal objeto o grafeno.

Já o nióbio é considerado um mineral estratégico para o país. O Brasil é o maior produtor mundial desse material, responsável por aproximadamente 86% da produção, e tem o Japão como um dos principais importadores da liga ferronióbio (9,6% do exportado pelo Brasil).
Atento à necessidade de apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas de minerais estratégicos, entre elas a do nióbio, o MCTI priorizou o tema na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022 e no Plano de C,T&I para Minerais Estratégicos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Pavimentação de estradas com rejeitos de mineração melhora vias em Mariana

Pavimento de baixo custo e alta durabilidade é uma solução inovadora desenvolvida pela startup EcoMud com o apoio da Samarco que está sendo testada em Mariana

O aproveitamento de rejeitos de mineração na construção civil é uma realidade. Em Mariana (MG), serão realizados testes a partir da utilização de lama em 10,5 quilômetros de estradas vicinais nas localidades de Constantino, Cuiabá e Goiabeiras, com o desenvolvimento de um pavimento de alta durabilidade e baixo custo. Esta solução foi possível por meio do Desafio MinerALL, uma iniciativa da Samarco criada para modelar negócios e promover soluções capazes de direcionar o aproveitamento de rejeitos de maneira sustentável, para outros mercados.

Os trechos a serem pavimentados são Cuiabá (4,9), Constantino (2,5 km) e Goiabeiras (3,10 km). Os testes de pavimentação com solução desenvolvida pela startup EcoMud já tiveram início e cerca de 15 mil toneladas de lama para a pavimentação dos trechos serão utilizadas.

O rejeito é a sobra do processo de beneficiamento do minério de ferro. Na Samarco são gerados dois tipos de rejeito: o arenoso, composto basicamente por areia, água e óxidos ferro em menor proporção; e a lama, que é um rejeito bem fino, rico em óxidos de ferro, água e areia em menor proporção.

Sócio da EcoMud, Vitor Hugo explica que antes de iniciar a pavimentação dos trechos definidos pela prefeitura de Mariana, um teste realizado numa extensão de 400 metros no Complexo de Germano, unidade da Samarco no município, apontou a resistência e durabilidade da tecnologia desenvolvida pela startup. “Identificamos que o produto formado por lama e um ligante possui alta resistência garantindo, além da alta durabilidade, a redução nos custos de construção e rapidez na execução da obra. Agora, iniciamos a etapa de testes em escala maior nestas três localidades”. Vitor lembra que o custo deste tipo de pavimentação é cinco vezes menor se comparado à pavimentação asfáltica convencional.

Além do baixo custo, a solução desenvolvida se torna sustentável devido ao aproveitamento de grande quantidade de rejeito, preserva o aspecto natural do solo e proporcionará melhores condições de vida aos cerca de 800 moradores das comunidades de Constantino, Goiabeiras e Cuiabá.

“A utilização do rejeito para pavimentação contribui para o meio ambiente, infraestrutura e qualidade de vida das comunidades, reduzindo o impacto na natureza e a necessidade de manutenção por ser de alta resistência, além de manter as características do trecho da estrada vicinal”, pontuou Vitor Hugo.

Inovação aberta

O projeto de inovação aberta e empreendedorismo Desafio MinerALL, conduzido pela Samarco possui relação direta com compromissos da empresa: o aproveitamento do rejeito proveniente do beneficiamento do minério de ferro, previsto em seu Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), e a atração de negócios a partir dos rejeitos; o fortalecimento do ecossistema de gestão e de empreendedorismo; e o apoio à diversificação econômica de Ouro Preto e Mariana, relacionado ao Programa de Apoio à Diversificação Econômica (PADE).

Para Alessandra Prata, engenheira especialista da Samarco e líder do Desafio MinerALL, um dos principais objetivos é buscar de forma colaborativa o desenvolvimento de soluções de negócios para aproveitar os rejeitos de forma a causar impactos positivos na região mineradora e garantir sustentabilidade ao setor minerário. “Buscamos construir uma ponte entre as tecnologias e o mercado por meio do empreendedorismo universitário, como uma forma de gerar e compartilhar conhecimento, bem como envolver toda a cadeia produtiva da mineração. Pensamos em soluções não só para o setor, mas para a sociedade em geral”, finalizou.