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Saiba 7 curiosidades sobre o ouro 

O ouro é um dos metais mais apreciados do mundo devido às suas características únicas. Cor, versatilidade e durabilidade são algumas delas. Conheça 7 curiosidades sobre este metal tão valioso.

  1. O ouro e o cobre foram os primeiros metais a serem descobertos pelos humanos, por volta de 5000 aC.·
  2. Extrai-se de 3 a 8 gramas de ouro para cada tonelada de minério processado. Ele sai na forma de pó, e não como pepitas ou pedras. Só depois é processado, fundido e é formatado em barras.
  3. Hoje, a maior parte da produção de ouro mundial vai para o mercado de joias, setor financeiro (reservas dos bancos centrais) e indústria e tecnologia (eletrônicos, dental e medicina).
  4. O ouro está presente nos smartphones. Dentro deles pode haver até 34 miligramas de ouro. Ele está nas micro conexões elétricas dos processadores e é muito usado na microeletrônica (TVs, computadores e equipamentos médicos), por ser um excelente condutor de eletricidade.
  5. Além de ser um elemento muito estável, o ouro não oxida, e, por isso, é mais confiável do que outros metais.
  6. Está também presente em satélites artificiais, por ser excelente refletor, e como catalisador na indústria automotiva.
  7. Entre as maiores produtoras de ouro do Brasil, a AngloGold Ashanti é a única que destina parte da produção à fabricação de joias comercializadas no mercado interno. A empresa foi escolhida pela maior rede de joalherias do país por seus altos padrões de governança e por seu compromisso com a segurança e com a sustentabilidade, garantidos por certificações como o LBMA – London BullionMarket Association, conhecido como “Ouro Responsável”.

Fonte: Assessoria de Comunicação AngloGold Ashanti

Para saber um pouco mais sobre o ouro, acesso o ABC da Mineração no site: https://portaldamineracao.com.br/ouro/

Conheça oito curiosidades sobre a mineração no Brasil Colonial

Você sabe onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? E como surgiu a expressão Santo do pau oco? A história da mineração no Brasil Colonial envolve uma série de fatos interessantes.

Veja abaixo 8 curiosidades sobre o período:

1) E não é que, com a chegada da mineração no Brasil Colonial, o idioma português substituiu o tupi, tornando-se, assim, a língua mais falada da colônia? Isso porque, devido a essa nova atividade econômica, aumentou o número de portugueses no território. Outra mudança provocada pela mineração colonial foi o deslocamento da capital brasileira de Salvador para o Rio de Janeiro, por ficar mais próximo das minas. Além disso, com a riqueza trazida pela extração de ouro, surgiu uma nova classe consumidora no Brasil Colônia, a classe média brasileira.

2) E onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? Na região do rio Jequitinhonha, em 1729. O rio banha os estados de Minas Gerais e da Bahia. O principal centro produtor foi Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais.

3) A mineração colonial foi cenário para a origem de famosos ditados populares. É o caso da expressão Santo do Pau Oco, utilizado para designar pessoas dissimuladas. Como na época os impostos sobre o ouro e outros metais preciosos eram altíssimos, santas de madeira oca eram preenchidas com bens preciosos como ouro em pó. Assim era possível passar pelas Casas de Fundição sem pagar os abusivos impostos à Coroa.

4) Falando em impostos…você sabia que o primeiro imposto no Brasil surgiu no período da mineração colonial? Chamado de quinto, estipulava que 20% da riqueza obtida em cada jazida deveria ser concedida à Coroa Portuguesa. Mas o sistema era muito vulnerável e acabou sendo substituído, mais adiante, pela finta, que consistia na remessa de 30 arrobas anuais de ouro para a Coroa.

5) Que a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, tem esse nome devido à exploração local de ouro todo mundo sabe. Mas a pergunta que fica é: por que ‘preto’? A resposta é simples: o ouro da região era recoberto com uma camada de óxido de ferro, que lhe dava uma tonalidade diferente da normal. Aliás, até 1823, a cidade era chamada de Vila Rica.

6) Graças à mineração colonial, a produção de ouro no Brasil representou metade da produção mundial de ouro entre os séculos XVI e XVIII! E, claro, teve gente que ficou muito rica. Reza a lenda que um escravo chamado Chico Rei conseguiu comprar a própria liberdade e a de outros escravos com o ouro contrabandeado na Mina Encardideira, em Ouro Preto, onde trabalhava.

7) O que a Revolução Industrial tem a ver com a mineração no Brasil Colonial? Muita coisa! O ouro foi levado para Portugal e gerou lucro até para a Inglaterra, que teria financiado a Revolução Industrial com parte das riquezas tiradas da colônia portuguesa. E não foi só lucro que a extração de ouro gerou. Com ela, vieram as artes, representada sobretudo por Aleijadinho, e o intelecto. Crianças de origem portuguesa-brasileira foram enviadas para Portugal para estudar e, quando retornaram ao Brasil, trouxeram as ideias revolucionárias e embrionárias da Revolução Francesa.

8) A mineração colonial mexeu até com o fluxo populacional no território. Com as promessas de riqueza no Novo Mundo, começou uma imigração intensa de portugueses para o Brasil. E a população oficial da colônia pulou de 300 mil pessoas para 3 milhões! Preocupada com o número crescente, a Coroa até estipulou uma lei para tentar gerenciar o fluxo migratório.?

Fonte e Ilustração: Vale S.A./Foto: Momondo

Kernowite: Novo mineral é descoberto em rocha extraída há 220 anos na Inglaterra

Segundo a BBC News, um “incrível” mineral desconhecido acaba de ser descoberto por cientistas que analisaram uma rocha extraída na Cornualha, região litorânea no oeste da Inglaterra, há cerca de 220 anos.

O mineral verde escuro foi chamado de “kernowite” – nome em inglês – em homenagem a Kernow, a palavra do idioma córnico original da região da Cornualha.

Um grupo liderado pelo mineralogista do Museu de História Natural (NHM) Mike Rumsey fez a descoberta enquanto estudava uma rocha retirada da mina Wheal Gorland no vilarejo de St Day.

Rumsey disse: “É incrível que em 2020 estejamos conhecendo um novo mineral”.

Durante séculos, mineralogistas acreditaram que os cristais verdes seriam uma variação de outro mineral, o liroconito, mas Rumsey e sua equipe descobriram que ele tem composição química diferente.

O liroconito azul é altamente valorizado por colecionadores em todo o mundo, e a maior parte vem de Wheal Gorland.

Conhecida mundialmente pelas reservas minerais, a Cornualha tem uma importante história de mineração e status de patrimônio mundial da Unesco.

“Muitas dessas descobertas aconteceram há mais de 100 anos, quando as minas ainda estavam ativas, por isso a descoberta de um novo mineral da Cornualha, particularmente um relacionado ao mineral mais famoso da região, é realmente incrível”, disse Rumsey, curador principal de minerais do Museu de História Natural de Londres.

“Considerando quantos geólogos, garimpeiros e coletores vasculharam a área ao longo dos séculos em busca de tesouros minerais, é incrível que em 2020 estejamos identificando um novo mineral.”

A descoberta já foi aprovada pela Associação Internacional de Mineralogia e o novo tipo será publicado na Mineralogical Magazine, uma importante revista especializada, no próximo ano.

Rumsey disse que a maior parte do liroconito vem de Wheal Gorland, acrescentando: “A mina foi usada entre 1790 e 1909, mas foi demolida agora. Há um conjunto habitacional ali e não sobrou nada. É uma localidade extinta, não podemos voltar mais.”

“O que temos é um pouco como uma pequena cápsula do tempo”, disse Rumsey.

“O fato de essa amostra ter sido preservada em um museu significa que nos permitiu fazer esse tipo de pesquisa, porque nunca seríamos capazes de voltar e coletar mais.”

O que é um mineral?

• Um mineral é uma substância química natural formada a partir de processos geológicos

• Uma rocha é um objeto formado por um ou vários minerais combinados

• Muitos minerais formam belos cristais, sendo os mais valorizados aqueles com cores brilhantes, transparência semelhante à do vidro e formas cristalinas atraentes

• Gemas e suas variedades, como diamantes, esmeraldas e rubis, são objetos de desejo ??desde a antiguidade

• A coleção de minerais do Museu de História Natural é uma das mais importantes e abrangentes desse tipo no mundo, contendo cerca de 185 mil espécimes.

Cobre: um importante aliado no combate a vírus e bactérias

Você sabia que o Cobre destrói vírus e bactérias? A descoberta foi feita pelo médico Victor Burq no século 19, em Paris, segundo artigo publicado no site Vice. Na época havia surtos de cólera que atingiram a cidade e funcionários de uma fundição de cobre, que tinham contato com o minério diariamente, escaparam da doença. Na mesma época, ele descobriu que outros trabalhadores lidando com cobre na capital parisiense e em outras cidades da Europa também tinham evitado a cólera.

A partir de uma coleta de dados com mais de 200 mil pessoas ele concluiu para as Academias de Ciência e Medicina da França em 1967 que “cobre e suas ligas, latão e bronze, aplicados literalmente na pele na epidemia de cólera são um meio eficiente de prevenção e não devem ser negligenciados”

No decorrer dos anos, estudos mostraram que o Cobre é um importante aliado e tem proteção de ameaças bacterianas: ele é um antimicrobiano. Foi provado que o metal mata uma longa lista de micróbios, incluindo norovírus, MRSA, uma bactéria estafilococos que se tornou resistente a antibióticos, cepas virulentas de E. coli que podem causar intoxicações alimentares, e coronavírus – possivelmente a nova cepa atualmente causando a pandemia de COVID-19.

Mas porque o mundo não usa mais o cobre? Afinal ele poderia reduzir a presença de micróbios nas principais superfícies, porta para o ser humano se contaminar com diversas enfermidades. Talvez pelo valor. Mas, ao fazer uma análise é possível reverter essa situação, pois o minério poderia ser um grande aliado no combate de infecções hospitalares e até no controle da pandemia do coronavirus, desta forma deixando os governos de gastarem tanto na cura de doenças.

Leia o texto completo no site da Vice

Saiba mais sobre o cobre e sua importância na saúde pública

Após testes e avaliações rigorosos, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos registrou ligas de cobre como materiais antimicrobianos de saúde pública. Superfícies tocadas com frequência feitas de materiais de liga de cobre matam continuamente as bactérias em duas horas de contato, quando limpas regularmente.

Mais de 500 tipos de ligas de cobre estão registrados na Agência Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas dos Estados Unidos para combate a pragas sem efeitos adversos para o ser humano e para o meio ambiente.

Três características principais que tornam as ligas de cobre antimicrobianas altamente eficazes em materiais de superfície de contato:

  • Mata bactérias continuamente

É comprovado que o material de cobre é muito mais eficiente como uma superfície antimicrobiana do que um material de aço inoxidável, além de matar continuamente as bactérias que causam infecções.

  • Nunca se desgasta

Mesmo após limpeza seca, úmida e o contato com bactérias que causam infecções, permanece com a eficácia de ação microbiana continua.

  • Seguro para usar

A superfícies de cobre não são prejudiciais às pessoas ou ao meio ambiente. Tem uma microbiana inerente mesmo sem adição de compostos químicos. Além de ser completamente reciclável.

Covid-19

Um estudo conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos reportou que o vírus SARS – CoV-2, causador do Covid-19, se mantem vivo de dois a três dias em superfícies de plásticos e aço inoxidável, já nas superfícies de ligas de cobre, o vírus se mantém vivo por até 4 horas.

Essas informações foram obtidas no site https://www.copperalloystewardship.com/

As curiosidades sobre o nióbio

Você sabia que o mastro que sustenta a Bandeira Nacional, que tremula diariamente na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), foi construído com aplicação de nióbio? E que um dos cartões postais da capital federal, a Ponte JK, também?

Descoberto pelo químico inglês Charles Hatchett em 1801, a partir de estudos do mineral columbita, o nióbio é um elemento de ocorrência natural, embora não seja encontrado de forma livre na natureza, mas sim em minérios, como a columbita e tantalita. Ele é um metal macio, seguro e disponível, além de ser dúctil, maleável e altamente resistente à corrosão. Por sua característica de aprimorar propriedades e funcionalidades, o nióbio é usado em uma grande variedade de materiais e de aplicações.

Curiosidades

Inicialmente, o nióbio era utilizado como filamentos de lâmpadas incandescentes, mas foi rapidamente substituído pelo tungstênio (W) por ser um metal com maior ponto de fusão.
O Brasil possui mais de 90% das reservas mundiais desse metal.

A maior reserva de nióbio encontra-se na cidade de Araxá-MG.

O Brasil não é o único país com reservas de nióbio. Mas é disparado o maior produtor, com 90% do mercado mundial desse metal cuja demanda é pequena, mas inclui uma série de aplicações, inclusive na indústria de alta tecnologia.

Nióbio tem múltiplos usos e agrega valor a produtos em vários setores.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) mostra que existem 85 jazidas quantificadas no mundo, incluindo Canadá , Austrália, Rússia, Estados Unidos e diversos países da África.

No Brasil, além das reservas de Araxá, há produção de nióbio em Goiás e em pequenas quantidades no Amazonas e em Rondônia, além de reservas não exploradas.

O nióbio produzido em Araxá (MG) é exportado atualmente para mais de 50 países e tem como maior destino as empresas siderúrgicas. Ele é usado principalmente na produção de aços especiais e superligas. O metal funciona como um “melhorador”. Bastam 400 gramas por tonelada para produzir aços mais leves e resistentes.

Ponte JK e Bandeira Nacional

São muitos cases de sucesso na aplicação do nióbio em grandes obras, como a Ponte JK, construída em 2002 em Brasília, um dos cartões-postais da capital do Brasil.

Etapa de construção da Ponte JK. Sua estrutura contém nióbio.

Estruturas como a ponte, com 12,4 mil toneladas e 1200 metros de comprimento, com vãos livres consideráveis, são construídas mais facilmente – e com economia – ao utilizar aços especiais, produzidos com nióbio em sua composição.

Para que serve o nióbio?

O nióbio é empregado atualmente em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, navios, aparelhos de ressonância magnética, em dispositivos médicos, como o marca-passo, pois suas ligas metálicas são fisiologicamente inertes e com características hipoalergênicas, aceleradores de partículas, lentes e até piercings e bijuterias, bem como na indústria de alta tecnologia: produção de fios de ímãs supercondutores empregados nos aceleradores de partículas.

Características

Propriedades químicas: é o elemento químico de número atômico 41 e massa atômica 92,9 u. Seu símbolo é Nb. Pertence ao 5º período da tabela e ao grupo 5 e, portanto, é considerado um metal de transição na classificação periódica dos elementos químicos. Suas propriedades químicas assemelham-se às propriedades do tântalo (Ta), localizado no mesmo grupo logo abaixo do nióbio.

Propriedades físicas: é um metal brilhoso, com coloração cinza e, em condições normais, é sólido (temperatura de fusão: 2477 °C; temperatura de ebulição: 4744 °C). É dúctil e apresenta propriedades supercondutoras, além de ser resistente à corrosão.

Estudo descobre minas do Universo que podem desvendar origem das galáxias

Um dos mais dramáticos acontecimentos do Cosmos, o colapso de uma estrela massiva pode ser a origem dos elementos pesados encontrados na Terra, como ouro, platina e urânio. Usados com finalidades diversas — da confecção de uma aliança a componentes de smartphones, passando por reatores nucleares —, esses metais estão presentes em todo o Universo e, até agora, acreditava-se que eram fruto de colisões entre duas estrelas de nêutrons ou entre um objeto desse e um buraco negro. Mas pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, relata o jornal Correio Braziliense, encontraram uma explicação alternativa, que pode mudar a compreensão sobre a formação de elementos sem os quais o homem não poderia existir.

De acordo com Daniel Siegel, professor de física da universidade e um dos autores do estudo publicado na revista Nature, entender a origem dos elementos pesados é essencial para se obter pistas mais precisas a respeito do início dos aglomerados de estrelas e planetas, como a Via Láctea. “Tentar descobrir de onde vêm os elementos pesados pode nos ajudar a entender como a galáxia foi montada quimicamente e como ela se formou. Isso pode realmente ajudar a resolver algumas grandes questões na cosmologia, já que os elementos pesados são um bom traçador”, diz.

Ele se refere ao fato de que qualquer elemento existente deixa traços — ou assinaturas — no Universo. Com os equipamentos astronômicos cada vez mais sofisticados, é possível rastreá-los e identificá-los, reconstituindo a história de uma região espacial ou mesmo do nascimento do Cosmos. Essa linha de pesquisa está cada vez mais promissora, uma vez que se espera, para um futuro próximo, o lançamento de novos supertelescópios — como o James Webber, previsto para 2021 —, capazes de buscar e identificar assinaturas a distâncias até agora inimagináveis.

Supernova

Supernovas são explosões de estrelas muito velhas e distantes da Terra, o que torna a descoberta da equipe de Siegel particularmente curiosa. De acordo com o cientista, por volta de 80% dos elementos pesados do Universo, incluindo os que existem na Terra, tiveram origem em um tipo de supernova de estrelas 30 vezes mais pesadas que o Sol, um fenômeno chamado colapsar.

Trata-se do colapso gravitacional de uma estrela — um evento tão brusco que elas implodem, ejetando grande quantidade de material antes de se transformarem em buraco negro.

Já é bem conhecido que os três elementos mais leves do Universo — hidrogênio, hélio e lítio — formaram-se nos primeiros momentos do Cosmos, cerca de um minuto após o Big Bang. Tempos depois, foi a vez dos metais de transição, como ferro, forjados no núcleo das estrelas. Porém, quanto aos elementos mais pesados da tabela periódica — que completa 150 anos em 2019 —, como ouro, há, até agora, mais dúvidas que certezas. Ao menos os cientistas tinham uma pista para procurar a chave desse mistério. Estudos anteriores indicaram que, para que eles existissem, foi preciso ocorrer um fenômeno apelidado de processo-r, em que o núcleo atômico absorve nêutrons em altíssima velocidade.

Colisão

Há dois anos, um marco na observação astronômica permitiu a detecção, pela primeira vez, de ondas gravitacionais (previstas por Albert Einstein no início do século passado), formadas pela colisão entre duas estrelas de nêutron. Esses corpos superdensos e ricos em nêutron são o resultado de supernovas. A descoberta do fenômeno levou pesquisadores a imaginar que a maioria dos elementos frutos do processo-r foram gestados em casulos de materiais expelidos pela fusão dessas estrelas.

Como, no caso de dois anos atrás, a colisão resultou em um buraco negro, logo se teorizou que a fonte dos elementos seria o disco de acreção — o disco de detritos que circundam o buraco negro. Nessas regiões incrivelmente quentes e densas, partículas como elétrons, pósitrons e neutrinos interagem de forma a converter prótons em nêutrons. “Isso gera as condições iniciais ideais para a formação de elementos pesados como ouro ou platina”, observa Brian D. Metzger, astrofísico da Universidade de Colúmbia e coautor do artigo.

Com esse pensamento, a equipe desenvolveu um modelo de simulações computacionais de discos de acreção que se espera encontrar ao redor dos colapsares. Os astrônomos esperavam que, ao recriar o nascimento dos metais pesados a partir da fusão de estrelas de nêutrons, veriam esse material sendo produzido a uma frequência muito grande devido à rapidez do processo-r. Contudo, no lugar disso, o que se observou foi a formação de grande quantidade desses elementos.

“Oitenta por cento dos elementos pesados que vemos devem vir de colapsares. Os colapsares são bastante raros em ocorrências de supernovas, ainda mais raros do que as fusões de estrelas de nêutrons. Mas a quantidade de material que é lançada no espaço é muito maior que o fornecido pela fusão de estrelas de nêutrons”, diz Siegel.

Os outros 20% seriam forjados diretamente da colisão das estrelas, como foi proposto em 2017. “No futuro, queremos investigar como elementos são criados em outros discos de acreção, como os de supernovas, e explorar as implicações cosmológicas do nosso trabalho, ou seja, a evolução química e o surgimento das galáxias”, conclui Metzger.

Leia a notícia no site do Correio Braziliense – https://bit.ly/2X0rZ92

Descubra a diferença entre minério, metal, minerais e rochas

O que diferencia um minério de um mineral? Todo metal é minério? O minério é uma rocha? Por vezes, podem surgir algumas dúvidas quanto à mineração, principalmente pelo caráter complexo do negócio. Afinal, o minério é vendido diretamente para outras empresas e chega ao consumidor já no produto final, como celulares, computadores e carros.

Confira a diferença entre quatro termos relacionados à mineração que podem ser facilmente confundidos.

Minerais

Mineral é um corpo natural sólido e cristalino formado em resultado da interação de processos físico-químicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Para descobrir a composição de um mineral, é feita uma análise química e física, que determina as proporções relativas dos diferentes elementos químicos daquele mineral e a sua estrutura cristalina (por exemplo quartzo, pirita, hematita etc).

Rocha

As rochas são agregados de um ou mais minerais. Desta forma, pode-se afirmar que todas as rochas são constituídas de minerais. É possível descobrir do que elas são feitas por meio da análise de sua composição química ou da composição mineralógica. Essa última expressa as diferentes proporções dos minerais que constituem a rocha.

Minério

É um agregado de minerais rico em um determinado mineral ou elemento químico que é economicamente e tecnologicamente viável para extração (mineração). O cobre, por exemplo, acontece naturalmente em alguns tipos de rochas, mas só é possível tornar-se um minério quando se concentra em quantidades elevadas e é possível de ser extraído da natureza.

Metais

São elementos extraídos de alguns minérios encontrados em solos e rochas – o ferro e o cobre são recolhidos dos minérios já na forma adequada para serem utilizados; o aço e o bronze, por outro lado, precisam ser associados a outras substâncias. Os metais podem ser separados em dois grupos: os ferrosos (compostos por ferro), como ferro e aço, e os não-ferrosos, como alumínio, cobre e metais pesados (chumbo, níquel, zinco e mercúrio).

Mineração no mundo digital: você sabia que existe mineração de dados e de bitcoins?

Se você chegou até aqui, já deve saber que a Vale é uma das maiores empresas de mineração do planeta. Estamos no topo da produção mundial de minério de ferro, pelotas e também produzimos níquel, carvão, cobre, ouro, prata, manganês, ferroligas… Normal pensar logo em tudo isso quando falamos de mineração, certo? Nem tanto! O termo é utilizado hoje em outros processos que nada têm a ver com minas e tratores. Dois exemplos que estão em alta são a mineração de dados e a mineração de bitcoins. As duas só existem no mundo digital.

Mineração de Bitcoin

O bitcoin é uma moeda diferente das tradicionais: não é impressa por bancos ou governos. É um arquivo digital online e sua produção é conhecida internacionalmente como “mining”, que significa mineração em inglês. A mineração de bitcoin é, na verdade, a criação do bitcoin, realizada por um complexo processo computacional criptografado. A mineração é feita através de um programa que verifica, na rede, as transações com esta criptomoeada.

As transações com bitcoins ficam registradas em um banco de dados que funciona como um livro de registro digital, os “blockchains” e são realizadas exclusivamente pela internet pela sua rede de adeptos. A criptografia serve para dar segurança às transações.

Em dezembro de 2017 a estimativa era de que existissem cerca de 16,5 milhões de bitcoins em circulação. Utilizada principalmente para investimento e menos para compras de bens e serviços, também em dezembro do ano passado a moeda virtual passou a ser negociada no mercado financeiro tradicional, na Chicago Board Options Exchange. Nessa estreia na bolsa de Chicago, uma unidade da moeda chegou a valer U$ 18 mil.

No caso dos dados, o termo mineração é usado quando se explora grandes quantidades de dados em busca de padrões para, então, detectar um novo conjunto de dados. A base da mineração de dados são princípios estatísticos e a estratégia é utilizada, por exemplo, para descobrir tendências quando se tem um grande volume de informações. Esta mineração faz uso de técnicas de inteligência e é utilizada no mundo corporativo para subsidiar decisões.

A primeira etapa da mineração de dados, em geral, é uma limpeza do banco de dados para remover inconsistências, ruídos e informações que tenham sido preenchidas de forma errada na base. Desta etapa nascem os repositórios, onde se realiza a mineração de dados em si: a análise e observação para encontrar padrões. Em uma empresa que vende produtos pela internet, por exemplo, a mineração de dados pode ser usada para formular recomendações de quais produtos têm a maior probabilidade de serem vendidos junto com os que foram buscados inicialmente pelo consumidor.

Quanto níquel há no seu celular?

Imaginar um mundo sem celulares, às vezes, pode parecer muito atraente. Mas a realidade e a praticidade ditam o contrário: o aparelho tornou-se essencial para a vida moderna, assim como o níquel para que ele funcione como hoje.

O níquel em forma química ou em liga é um elemento essencial nas baterias. Ele facilita a soldagem livre de chumbo, ao mesmo tempo em que fornece proteção contra emissões ou, inversamente, evitando interferências eletromagnéticas externas. Revestimentos – muitos contendo níquel – tornam possíveis todos os movimentos rápidos ou sensíveis à pressão.

Veja aqui aonde está o níquel no seu celular:

1- Bateria de Lítio – contém níquel em sua composição;

2- Antena (em modelos mais antigos) – possui uma liga metálica que contem níquel;

3- Proteção de interface eletromagnética – pintura de níquel ou placa de cobre com sobreposição de níquel; ainda possui estojo composto por fibras de carbono niqueladas;

4- Fio de ligação de cada chip – com revestimento de níquel;

5- Barreira de difusão de cada chip e placa – a solda sem chumbo não pode ser feita sem chapeamento de ouro de imersão de níquel sem eletricidade;

6- Microfone – contém níquel galvanizado;

7- Placa de circuito, cartão SIM – placa de níquel em cobre para proteção contra oxidação;

8- Capacitor cerâmico – possui niquel em eletrodos, interligações;

9- A eletrônica é feita quase que inteiramente de pilhas complexas de revestimentos que possuem níquel entre seus elementos;

10- Revestimentos decorativos – tinta e níquel eletrolítico para revestimento em plástico;

11- Revestimentos poliméricos conformes para proteger da água e inibir marcas de estanho provenientes do processo de solda.