Descubra quais minerais estão presentes na fabricação dos eletrodomésticos utilizados na cozinha.
Muitas vezes não nos damos conta de como a mineração está presente no nosso dia a dia. Desde o celular que usamos rotineiramente até modernas tecnologias da área da saúde para a prevenção e diagnóstico, como a ressonância magnética, o setor mineral é fundamental para o desenvolvimento de diversos outros setores industriais no Brasil e no mundo.
Você já pensou quais os minerais usados na indústria de eletrodomésticos, por exemplo? Preparamos um infográfico para você conferir quais estão presentes nos eletrodomésticos utilizados onde costumamos reunir familiares e amigos e saborearmos deliciosas receitas: a cozinha!
Quais minerais estão presentes nos eletrodomésticos da cozinha? Conheça no infográfico.
Entretanto, nem sempre os minerais são extraídos da natureza, prontos para utilizar na produção de eletrodomésticos. Eles passam por processos industriais para se transformarem na matéria-prima final. Confira:
Ferro, carbono e zinco: são materiais minerais utilizados para a fabricação do aço, matéria-prima essencial na produção de eletrodomésticos. Para obtenção do ferro, é necessário o minério de ferro, composto por hematita, e magnetita. Já o carbono deriva do mineral grafita; e o zinco é obtido a partir dos minerais esfalerita e willemita. Esses três são encontrados em praticamente todos os eletrodomésticos que conhecemos;
Cromo, silício, níquel e manganês: utilizado na produção do aço inoxidável. A partir do mineral cromita obtém-se o cromo; já o silício é obtido dol quartzo. O níquel é obtido a partir dos minerais milerita e pentlandita. Já o manganês é resultado dos minerais pirolusita, psilomelana e manganita;
Titânio: éutilizado para a produção de tintas e acabamento em eletrodomésticos. O titânio é obtido por meio dos minerais ilmenita, rutilo, anatásio;
Alumínio: Matéria-prima dos condensadores dos eletrodomésticos e em partes de revestimentos. O alumínio é obtido através da bauxita;
Cobre: Usado na fabricação dos compressores de vários eletrodomésticos e em algumas partes eletroeletrônicas. O cobre é obtido principalmente por meio dos minerais calcopirita e malaquita.
Celebrado todos os anos em 21 de maio, o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento homenageia não apenas a riqueza das culturas do mundo, mas também o papel essencial do diálogo intercultural para se alcançar a paz e o desenvolvimento sustentável.
A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou este dia pela primeira vez em 2002, após a aprovação pela UNESCO da Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural de 2001, que reconhece a necessidade de se “aumentar o potencial da cultura como meio de alcançar prosperidade, desenvolvimento sustentável e coexistência pacífica mundial”.
Nesta data especial, confira curiosidades sobre comidas típicas dos principais estados mineradores do Brasil: Minas Gerais, Pará, Bahia, Goiás, São Paulo e Mato Grosso.
Dia da Diversidade Cultural.
Minas Gerais:
Pão de Queijo: marca de Minas Gerais. É o alimento mais típico do estado e se espalhou para todo o país. Não há um consenso sobre a origem dessa iguaria, alguns historiadores dizem que ela existe desde o século XVIII, criado nas cozinhas das fazendas de Minas. Existem várias receitas de pão de queijo, mas ela sempre leva polvilho e um bom queijo curado. Para acompanhar, aquele cafezinho não pode faltar!
Pão de queijo com cafezinho. Foto: Google/Canva
Pará
Tacacá: “eu vou tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa…”, o caldo de origem indígena é tão tradicional no Pará e na região Norte do Brasil que virou música. O tacacá é preparado pelas tacacazeiras. Feito com tucupi e goma, ambos extraídos da mandioca, camarão seco e jambu, é servido bem quente em uma cuia.
Tacacá. Foto: Google/Rubens Kato
Bahia:
Acarajé: o bolinho de feijão-fradinho, frito em azeite de dendê, é o mais tradicional da Bahia. Tem origem africana e seu nome se origina da língua Iorubá. É tradicionalmente feito pelas “baianas do acarajé” e costuma ser recheado com camarão, vatapá e caruru. Sua mistura intensa de sabores fez com que o Acarajé se espalhasse por todo país.
Baiana do Acarajé tradicional da Bahia. Foto: Divulgação/Lia de Paula/MinC
Goiás:
Arroz com pequi: o pequi é um fruto considerado o “ouro do cerrado”. O caroço de cor amarela é utilizado para fazer o famoso “arroz com pequi”, símbolo da gastronomia goianiense. O prato surgiu da combinação entre a culinária indígena e europeia no fim da exploração do ouro em Goiás, por volta de 1850.
Arroz com Pequi. Foto: Google
São Paulo:
Virado Paulista: patrimônio imaterial de São Paulo, originalmente, é composto por feijão engrossado com farinha de milho ou de mandioca e toucinho de porco. Sua origem data do século XVII, na época do Brasil Colônia, usado para a alimentação nas monções e bandeiras. Durante as expedições, os alimentos chacoalhavam e ficavam “revirados”, dando origem à iguaria. O prato agrega séculos de tradições indígenas, portuguesas, africanas e italianas, que formaram a diversidade de São Paulo.
Virado Paulista. Foto: Google
Mato Grosso:
Furrundu: também chamado de “furrundum”, o nome se origina da língua africana Quicongo.Esse doce típico do Mato Grosso e da região Centro-oeste, surgiu a partir da união entre a cultura indígena, portuguesa e africana, na época do Brasil Colônia. O doce está associado aos festejos tradicionais nas comunidades e sua receita é passada de geração em geração. Originalmente é feito com mamão verde ralado, rapadura, gengibre e cravo.
Uns são fãs dos bloquinhos de rua, outros dos desfiles das escolas de samba e há os que valorizam apenas os dias de folga. Seja como for, todos estão ansiosos pela chegada do Carnaval, que este ano será celebrado entre os dias 10 e 13 de fevereiro. Mas você sabia que, sem a mineração, o Carnaval não seria o mesmo?
A mineração e o Carnaval
O ponto alto do famoso feriado nacional é, para muitos, os desfiles das escolas de samba e os bloquinhos espalhados pelas cidades. E nenhum dos dois seria plenamente possível sem a existência do setor da mineração.
“Em linhas gerais, um carro alegórico é um elemento de um desfile baseado em uma estrutura metálica (estrutura treliçada tridimensional confeccionada por tubos de aço) suportada por um chassi de caminhão, o qual sofrerá modificações como o aumento da dimensão de ponta de eixo e da inserção de estruturas metálicas laterais suportadas por rodízios (denominados também por rodas malucas) no intuito de elevar a volumetria da alegoria, além de alterações no sistema de suspensão para suportar o peso estimado. Ao longo da produção destes carros são realizadas as etapas de ferragem (inserção das estruturas metálicas), marcenaria, inserção de esculturas, pintura, adereçaria e as instalações tecnológicas de efeitos de luz e movimentos.”
Desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2013 – Segundo Dia.
Assim, vemos que, sem os metais obtidos por meio da mineração, os tradicionais desfiles das escolas de samba não teriam a cara que têm hoje.
O Carnaval também depende do setor minerário para obter a matéria-prima para seus instrumentos musicais, usados na produção dos marcantes ritmos do feriado.
É o caso do agogô, formado por duas ou mais campânulas de ferro de tamanhos diferentes, conectadas entre si. Seu som é obtido por meio da percussão de uma baqueta nas bocas de ferro.
E também do famoso pandeiro, comumente visto nas mãos do Zé Carioca, personagem de quadrinhos e desenhos da Disney. O pandeiro é feito por uma membrana esticada sobre uma armação circular e estreita. No meio do aro há chapinhas de metal presas por hastes, sendo tocado com as mãos.
O personagem Zé Carioca e o seu pandeiro (Crédito: divulgação)
Vale lembrar também dos minerais e metais presentes nas fantasias, adereços e maquiagens utilizadas pelos foliões para entrar no clima do Carnaval.
Os enredos das escolas de samba
Os desfiles das escolas de samba são partes essenciais do feriado, sendo os mais famosos (os das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo) comumente transmitidos em rede de televisão para todo o país e para o mundo. Cada escola de samba monta o seu desfile com enredos próprios, que costumam utilizar grandes símbolos do imaginário popular para transmitir uma mensagem e também expor a cultura brasileira para os espectadores. Assim sendo, a mineração não podia ficar de fora dessas narrativas.
Em 2004, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira desfilou com o tema de enredo a “Estrada Real”, maior rota turística do país, com 1630 quilômetros de extensão e passando pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A Estrada Real surge quando a Coroa Portuguesa, em meados do século XVIII, decide oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes extraídos de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro.
Assim, vemos como o Carnaval e a Mineração, dois importantes componentes da identidade nacional do Brasil, interagem e se complementam. E aí? Sabia dessa relação? Acompanhe o Portal da Mineração e fique por dentro de mais curiosidades como esta!
Roupas, acessórios, calçados, joias e bolsas são muito mais do que objetos e possuem valores que vão muito além da sua função básica. A moda é uma forma de expressão pessoal e cultural. Por meio das peças que vestimos podemos nos expressar, externalizar o que somos, seja no nível pessoal ou no coletivo. Você sabe qual o papel da mineração na moda?
Joias
Sendo por muito tempo símbolos de soberania, as joias historicamente serviam para mostrar poder e riqueza. Ouro, prata, diamante, rubis, esmeraldas. São inúmeras opções de minérios, metais e pedras preciosas utilizadas na produção destes objetos de desejo de muitas pessoas há milhares de anos. É o caso das coroas de rainhas e reis, como a Coroa Imperial de Dom Pedro II, em exposição no Museu Imperial, em Petrópolis, e fabricada em ouro e prata.
Coroa Imperial de d. Pedro II (Crédito/ Museu Imperial/Ibram/MTur)
Ou também das peças usadas por celebridades e artistas em eventos e premiações, tal qual as joias de platina e diamantes da Tiffany & Co. utilizadas pela cantora brasileira Anitta na ocasião do Grammy Awards 2023.
Anitta no Grammy 2023 (Foto: Reprodução/Twitter)
Vestuário
A mineração está presente em quase todas as classes de itens de vestuários. Felipe Guerini, Gerente Comercial da Termomecanica, empresa que trabalha com a transformação de cobre e suas ligas, conta que esses metais podem ser aplicados em inúmeros itens: calçados, calças, blusas, bolsas, jaquetas e camisetas.
(Crédito: Divulgação)
As principais ligas de cobre utilizadas para a fabricação de botões, zíperes, deslizadores e puxadores são o Latão Fio Máquina 65/35 e a Alpaca. Já nos ilhoses, encontrados sobretudo em calças e jaquetas jeans, o Latão 70/30 é uma das principais matérias-primas.
Felipe Guerini conta que a utilização do cobre no mundo da moda se deve pelas suas qualidades, sendo um metal leve, durável, resistente à corrosão e ao desgaste. O metal também é de fácil trabalhabilidade a frio, possui aspecto superficial diferenciado e é uma matéria-prima reciclável e reutilizável. Essas propriedades fazem do cobre um material ideal para aplicações em roupas que precisam ser resistentes, confortáveis e seguras.
O gerente comercial aponta que a resistência ao desgaste e à corrosão aumenta a qualidade e a durabilidade necessária para o setor de roupa, a exemplo dos zíperes, onde o ciclo de vida útil de abertura e fechamento é mais durável se comparado a fabricação utilizando material não metálico. Outro fator de maior durabilidade é a resistência ao desgaste e ao atrito gerado no momento da lavagem de uma peça que possui um acessório metálico.
Além do benefício da durabilidade, as ligas de cobre oferecem a possibilidade de reciclagem, refusão e, posteriormente, o retorno para o mercado, visando, assim, a sustentabilidade e proteção ao meio ambiente, fatores determinantes para o consumo no universo da moda.
Relógios e óculos
Outros itens fashion conhecidos por serem fabricados em minérios, relógios e armações de óculos ganham novos contornos com o progresso tecnológico.
Uma tendência dos últimos dez anos é o desenvolvimento e popularização dos chamados Wearables, dispositivos vestíveis, como os relógios inteligentes e óculos inteligentes.
Um exemplo de smartwatch, o Apple Watch, possui modelos fabricados em alumínio e em aço inoxidável, e o componente mais buscado para as novas tecnologias: uma bateria interna recarregável de íon de lítio.
Conforme aponta o grupo espanhol do setor energético Iberdrola, os fones sem fio, celulares, relógios inteligentes, instalação de painéis solares e carros elétricos não teriam sido possíveis duas décadas atrás. A revolução aconteceu, entre outros fatores, graças às baterias de íon de lítio, capazes de armazenar mais energia em menos espaço que as demais, sendo fundamentais para o futuro do armazenamento de energia diante dos desafios das mudanças climáticas, que passam pela descarbonização e pelas energias renováveis.
Além de todos esses aparelhos, as baterias de íon de lítio ganharam presença também nas armações de óculos. Em 2023, a empresa italiana Ray-Ban lançou, em parceria com a empresa de tecnologia norte-americana Meta, os Ray-Ban Meta Smart Glasses, disponíveis inclusive em um dos modelos mais populares da marca: o Wayfarer.
Ray-Ban Meta Wayfarer (Crédito: Ray-Ban/Divulgação)
O Ray-Ban Meta Wayfarer possibilita ao usuário tirar fotos com a câmera embutida de 12 MP, escutar música e utilizar a inteligência artificial da Meta a partir de controle por voz. E, sobretudo, é movido pela mineração, funcionando com uma bateria de íon de lítio.
Assim, vê-se não só como a mineração participa e faz parte das mais diversas peças de roupa e acessórios que usamos no nosso dia-a-dia, como também possibilita a inovação tecnológica em diferentes setores da atividade humana, inclusive na moda.
O bronze é um conjunto de ligas metálicas que possui o cobre como elemento base, mas também tem na sua composição outros metais como estanho, zinco, alumínio, antimônio, fósforo, entre outros. É encontrado em uma grande variedade de instrumentos como sinos, peças para automóveis e motores, hélices, parafusos, tubos, objetos de decoração, moedas, estátuas, instrumentos musicais, joias e armas. Uma das suas utilizações mais conhecidas é a medalha de bronze olímpica.
Mas, você sabia que existe outro tipo de bronze? Já ouviu falar no bronze roxo? Também chamado de lítio molibdênio bronze roxo, é conhecido pela sua capacidade nunca vista antes de mudar entre estados elétricos, tornando-se um isolante ou um condutor dependendo de pequenas mudanças nas condições físicas.
Destituído das moléculas tradicionais do bronze (cobre, estanho e zinco), apresenta cristais tridimensionais em estado sólido, comportando-se como um metal unidimensional. A combinação de elementos que pode ser bastante importante para que a era do processamento quântico de dados possa criar novas coisas. O que cativou os cientistas, além dessa estrutura única, é a maleabilidade elétrica do material.
Importância para ciência quântica
A flexibilidade elétrica do bronze roxo o torna especialmente adequado para a computação quântica. Nesse cenário, onde a facilidade de acionar “interruptores químicos” é essencial, esse material surge como um candidato ideal para impulsionar processos inovadores.
Desafios futuros
A descoberta mais notável desse material é sua capacidade única de atuar simultaneamente como supercondutor e isolante, separados por uma barreira tênue. Esta dualidade oferece uma transição eficiente entre os estados, abrindo portas para avanços na ciência quântica. Os próximos passos da pesquisa visam explorar as semelhanças e diferenças entre as fases do bronze roxo, desvendando os mistérios por trás de seu comportamento singular. Em um campo onde a inovação é constante, o bronze roxo promete ser um catalisador de descobertas empolgantes na ciência quântica.
O Dia da Independência do Brasil, 7 de Setembro, é comemorado nesta data para lembrar o dia em que D. Pedro I declarou a Independência do país em relação a Portugal, em 1822. Você pode estar se perguntando: qual a ligação desta comemoração com a mineração?
A mineração está em todos os lugares, até mesmo nos tradicionais desfiles cívicos de 7 de Setembro. Um dos destaques do desfile é o show aéreo da Esquadrilha da Fumaça, que seria impossível sem os metais utilizados na construção dos aviões que executam as manobras, o modelo A-29 Super Tucano.
Há também os instrumentos musicais da fanfarra, a exemplo do saxofone e do trompete, instrumentos de sopro que utilizam o latão (uma liga metálica composta de cobre e zinco) para a sua fabricação.
E são vários os outros elementos da celebração que contam com insumos do setor mineral. Podemos pensar nas hastes de metal utilizadas para exibir a nossa Bandeira Nacional e, ainda, na lataria dos carros, nos broches utilizados pelos militares, nas estruturas utilizadas para fazer as arquibancadas para o desfile, e muito mais!
O setor está presente nas mais diversas cadeias produtivas e é essencial para o nosso presente e o nosso futuro.E você, já reparou em algum objeto do seu dia-a-dia que conta com a presença do setor mineral?
Aparelho de som, fone de ouvido, celular. Existem diversas formas para escutar uma boa música. Mas, você já parou para pensar que todas elas dependem da mineração? Para se ter uma ideia, a maioria dos fones de ouvido é composto por ímãs de liga metálica de neodímio, ferro e boro.
Quando verificar a descrição de equipamentos reprodutores de áudio e tiver a palavra “Quartz”, quer dizer que são motores com uso de quartzo, o segundo mais abundante mineral em rochas terrestres crustais, utilizado para controle oscilatório. Ele tem uma série de vantagens sobre outros tipos de motores.
Os motores de quartzo são altamente precisos, capazes de manter uma velocidade constante com desvio mínimo. No mundo da música, isso permitiu uma reprodução de áudio com alta fidelidade, com baixo ruído, baixo consumo de energia e alta durabilidade.
Evolução histórica
O motor regulado por quartzo revolucionou a indústria fonográfica na década de 70, fazendo parte de lançamentos de toca-discos com motor Direct-Drive da empresa japonesa Matsushita, hoje Panasonic, sob o nome da marca Technics. Lançamentos icônicos são o SP-10, o primeiro destes toca-discos lançado em 1970, o SL-1200 em 1972, e o SL-1200MK2 de 1978. Daí para frente foram décadas de sucesso, e a empresa é respeitada por amantes do áudio até hoje.
Com o surgimento deste tipo de equipamento bem regulado, um novo horizonte de possibilidades surgiu no universo da música. Surgiram os “scratches” e as mixagens, e o desenvolvimento da carreira dos DJs e de novos estilos musicais. O sucesso vem da precisão no controle da velocidade e rápido retorno à rotação ideal, ainda que se mexa no disco – velocidade do disco em 100% em 0,7 segundo.
Cobre e prata podem evitar a gravidez? Quando utilizados da forma correta, sim. O Dispositivo Intrauterino, famoso DIU, apresenta diversos modelos disponíveis no mercado. Entretanto, existem dois modelos fabricados diretamente com produtos da mineração: o DIU de cobre e o de prata.
O DIU decobreé uma pequena peça de polietileno revestida por cobre, geralmente em formato de “T”, que é posicionado dentro do útero e não apresenta material tóxico ou alergênico. Sua função é inflamar o tecido que reveste o órgão e impedir as possibilidades de uma gravidez. Por não conter progesterona ou outras substâncias, o dispositivo não oferece restrições para mulheres com câncer de mama, por exemplo. Com validade média de 10 anos, as alterações bioquímicas causadas pelo material impedem que os espermatozóides fecundem os óvulos.
Já o DIU de prata foi pensado para reduzir os possíveis efeitos colaterais nas usuárias do DIU de cobre. Essa opção, que também contém o metal do modelo anterior, usa a prata para contrabalancear as reações. A combinação dos dois metais é o que faz com que o cobre não seja tão fragmentado no organismo feminino e aumenta a eficácia do aparelho. Tem um formato mais parecido com um “Y” e tamanho mais reduzido. Sua duração média é de 5 anos.
História do DIU
Existem referências na literatura que o dispositivo intrauterino tenha sido usado desde a antiguidade quando, segundo a história, Hipócrates , em torno do ano 400 a.C, inseria objetos no útero com a ajuda de um tubo de chumbo, muitos materiais, formas e hormônios foram idealizados e utilizados.
Em 1962 , o Population Council, por sugestão de Alan Guttmacher, então presidente da Planned Parenthothood Federation of America(PPFA), organizou a primeira conferência internacional sobre DIU na cidade de New York e apresentou sua experiência com seu dispositivo, que possuía cauda única filiforme e que veio a se tornar o DIU mais empregado nos Estados Unidos e no mundo.
A partir de então começaram a surgir cada vez mais novos modelos com materiais em aço inoxidável, com fios de prata, nylon e poliuretano e em espiral. Na década de 70 em face de um processo sobre segurança da pílula anticoncepcional, pelo senado dos Estados Unidos, as mulheres jovens foram desencorajadas ao uso de contraceptivos orais, e passaram a procurar o DIU.
Hoje em dia tem o uso estimado no mundo por mais de uma centena de milhões de mulheres. Estatisticamente é o segundo método de planejamento familiar, dados esses reforçados pela China onde vivem cerca de dois terços das usuárias do método.
O urânio é um metal de coloração prateada, radioativo, denso e maleável. É um elemento razoavelmente abundante na crosta terrestre, ocorrendo em vários ambientes geológicos, sempre em combinação com o oxigênio. Mas o que é exatamente? Quais perigos ele pode oferecer à saúde humana?
Minério de urânio (Crédito: Reprodução/Domínio Público)
O metal foi descoberto na Alemanha no ano de 1789 e seu nome foi uma homenagem ao planeta Urano. Por muitos anos, foi usado principalmente como corante de esmaltes cerâmicos e no tingimento de fotografias, até que suas propriedades radioativas foram descobertas em 1866. É o último elemento natural da tabela periódica e possui o núcleo atômico mais pesado existente na natureza. Em sua forma metálica, o urânio pode reagir com quase todos os elementos da tabela periódica.
Como é um mineral extraído do solo, o urânio não é um recurso não renovável. Mas não vai se esgotar tão cedo: estima-se que existam 5,5 milhões de toneladas do elemento em depósitos minerais economicamente viáveis, com 4,6 bilhões de toneladas dissolvidas na água do mar, que poderiam ser extraídas por um processo criado por cientistas japoneses na década de 80. A Austrália é o país com as maiores reservas de urânio, com 31% dos depósitos conhecidos.
O processo de fissão de seu núcleo produz energia elétrica, uma alternativa aos combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão. Hoje, 16% da energia elétrica do mundo é proveniente do urânio. O metal também é utilizado em usinas nucleares e em reatores nucleares que operam navios e submarinos. Justamente pelo perigo que oferece, a produção do urânio-235 no mundo é rigidamente fiscalizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em inglês).
No Brasil, cerca de 99% da utilização do urânio-235 é voltada para a geração de energia e o restante é aplicado em pesquisas de medicina nuclear e na agricultura. Mas, cuidado! A ingestão acidental de altas concentrações de urânio pode acarretar graves consequências, como câncer nos ossos ou no fígado. Se inalado, pode gerar câncer de pulmão. O urânio é um elemento tóxico ao corpo humano e seus efeitos químicos podem ser mais nocivos e velozes do que os radioativos.