PT EN ES

Mineração e Carnaval: os laços entre dois importantes componentes da história nacional

Uns são fãs dos bloquinhos de rua, outros dos desfiles das escolas de samba e há os que valorizam apenas os dias de folga. Seja como for, todos estão ansiosos pela chegada do Carnaval, que este ano será celebrado entre os dias 28 de fevereiro a 4 de março. Mas você sabia que, sem a mineração, o Carnaval não seria o mesmo?

A mineração e o Carnaval

O ponto alto do famoso feriado nacional é, para muitos, os desfiles das escolas de samba e os bloquinhos espalhados pelas cidades. E nenhum dos dois seria plenamente possível sem a existência do setor da mineração.

O engenheiro mecânico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Doutor  em   Memória   Social  pela Universidade  Federal  do  Estado  do  Rio de Janeiro Júlio César Valente Ferreira informa em seu artigo “O Diálogo entre Modos de Fazer e Modos de Impor: o desafio da fronteira entre arte e engenharia nos carros alegóricos do carnaval carioca“, disponível no Portal de Periódicos da Universidade de Brasília (UnB), que:

“Em   linhas   gerais, um   carro   alegórico   é   um   elemento  de   um   desfile   baseado   em   uma   estrutura   metálica (estrutura treliçada tridimensional confeccionada por tubos de aço) suportada  por  um  chassi  de  caminhão,  o  qual  sofrerá modificações  como  o  aumento  da  dimensão  de  ponta  de  eixo  e  da inserção  de  estruturas  metálicas  laterais  suportadas  por  rodízios (denominados  também  por  rodas  malucas)  no  intuito  de  elevar  a volumetria da alegoria, além de alterações no sistema de suspensão para suportar o peso estimado.  Ao longo da produção destes carros são   realizadas   as   etapas   de   ferragem   (inserção   das estruturas metálicas), marcenaria, inserção de esculturas, pintura, adereçaria e as  instalações  tecnológicas  de  efeitos  de  luz  e  movimentos.”

Desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2013 - Segundo Dia.
Desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro 2013 – Segundo Dia.

Assim, vemos que, sem os metais obtidos por meio da mineração, os tradicionais desfiles das escolas de samba não teriam a cara que têm hoje.

O Carnaval também depende do setor minerário para obter a matéria-prima para seus instrumentos musicais, usados na produção dos marcantes ritmos do feriado.

É o caso do agogô, formado por duas ou mais campânulas de ferro de tamanhos diferentes, conectadas entre si. Seu som é obtido por meio da percussão de uma baqueta nas bocas de ferro.

E também do famoso pandeiro, comumente visto nas mãos do Zé Carioca, personagem de quadrinhos e desenhos da Disney. O pandeiro é feito por uma membrana esticada sobre uma armação circular e estreita. No meio do aro há chapinhas de metal presas por hastes, sendo tocado com as mãos.

Vale lembrar também dos minerais e metais presentes nas fantasias, adereços e maquiagens utilizadas pelos foliões para entrar no clima do Carnaval.

O personagem Zé Carioca e o seu pandeiro – Crédito: divulgação

Os enredos das escolas de samba

Os desfiles das escolas de samba são partes essenciais do feriado, sendo os mais famosos (os das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo) comumente transmitidos em rede de televisão para todo o país e para o mundo. Cada escola de samba monta o seu desfile com enredos próprios, que costumam utilizar grandes símbolos do imaginário popular para transmitir uma mensagem e também expor a cultura brasileira para os espectadores. Assim sendo, a mineração não podia ficar de fora dessas narrativas.

Em 2004, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira desfilou com o tema de enredo a “Estrada Real”, maior rota turística do país, com 1630 quilômetros de extensão e passando pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Estrada Real surge quando a Coroa Portuguesa, em meados do século XVIII, decide oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes extraídos de Minas Gerais  até os portos do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba-Enredo de 2004 da Mangueira, podemos ver a presença da mineração no imaginário coletivo. Confira um trecho:

“Um brilho seduziu o meu olhar,

Me fez encontrar

A estrada do sonho,

“real” desejo de poder e ambição.

As trilhas, bordadas em ouro,

Levaram tesouros, a caminho do mar. (teu chão)

Teu chão é um retrato da história

E o tempo não pôde apagar

Hoje descubro a beleza

Que faz a riqueza voltar.” 

 

Já em 1997, a escola de samba Vai-Vai cantou sobre Minas Gerais e a centenária Belo Horizonte no desfile das escolas de São Paulo, com enredo que falava em ouro e diamantes.

Assim, vemos como o Carnaval e a Mineração, dois importantes componentes da identidade nacional do Brasil, interagem e se complementam. E aí? Sabia dessa relação? Acompanhe o Portal da Mineração e fique por dentro de mais curiosidades como esta!

 

*Com informações de Agência Brasil; Portal do Comércio; ALMG; Instituto Estrada Real; Letras; O Tempo; Portal de Períodicos da UnB e Estadão.

Lítio e carros elétricos: conheça a relação deles com a mineração e com a transição energética

O Brasil está discutindo uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), proposto pelo Projeto de Lei (PL) 2780/2024, que está em tramitação na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. O artigo 1º do PL estabelece que a política tem a finalidade de “fomentar a pesquisa, lavra e transformação de minerais críticos e estratégicos de maneira sustentável, bem como proporcionar o desenvolvimento da indústria, distribuição, comércio e consumo dos produtos dos minerais críticos e estratégicos”.

Os minerais “críticos” e “estratégicos” são termos cuja definição está sujeita a debates contínuos, à medida que inovações tecnológicas crises globais remodelam as estruturas da cadeia de suprimentos. Segundo Julio Nery, diretor de Sustentabilidade do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), “os minerais críticos são aqueles necessários para a transição energética e a economia de baixo carbono”. Um desses minerais é o lítio.

Foto: Washington Alves/Reuters
Foto: Washington Alves/Reuters

Conhecendo o lítio

O lítio, elemento químico “Li”, ocorre principalmente em rochas e minerais salinos e em rochas duras, conhecidas como pegmatitos. É um metal leve, com alto potencial eletroquímico e boa relação entre peso e capacidade energética. De acordo com estimativas do Banco Mundial, a demanda global pelo minério deve aumentar quase 1.000% até 2050, ou seja, a busca por esse mineral está em alta. 

O Brasil está entre as maiores reservas do mundo. Além de ser detentor da 7ª maior reserva mundial, é o 5º maior produtor do mineral. O lítio brasileiro pode ser encontrado em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, mas apenas em Minas Gerais há minas em operação. No Vale do Jequitinhonha mineiro há três projetos que já exploram, comercializam e exportam o mineral. Ainda, segundo a Invest Minas, o número de requerimentos de pesquisa no estado mais que triplicou em apenas um ano, saltando de 500 para 1.700.

O lítio é utilizado pela medicina e pela indústria farmacêutica há mais de 100 anos para a produção de medicamentos voltados ao tratamento dos transtornos de humor bipolar. Além disso, é fundamental para a transição energética, pois a partir dele, fabrica-se baterias para carros elétricos e híbridos, as apostas da indústria automotiva na substituição de carros movidos a combustíveis fósseis e não renováveis, como gasolina e diesel.

Créditos: Ministério de Minas e Energia
Créditos: Ministério de Minas e Energia

O lítio e os carros elétricos

Quase um em cada cinco carros vendidos em 2023 era elétrico, é o que mostra o Global EV Outlook 2024, produzido pela Agência Internacional de Energia (Internacional Energy Agency – IAE). Ainda com base no relatório, o registro de carros elétricos no Brasil quase triplicou ano a ano para mais de 50.000, uma participação de mercado de 3%.

Os veículos elétricos são alimentados por uma bateria feita de lítio, em combinação com outros minerais, que irão armazenar a eletricidade utilizada pelo motor e pelos demais sistemas do automóvel. Em geral, as baterias mais comuns nos carros elétricos modernos, podem durar entre 8 e 15 anos e podem fornecer uma autonomia de até 500 km aos veículos.

Os carros elétricos geram menos gases de efeito estufa, pois não utilizam queima de combustível, como os carros tradicionais. Por essa razão, impulsionar o mercado de carros elétricos é uma aposta para a transição energética. 

Créditos: Ministério de Minas e Energia
Créditos: Ministério de Minas e Energia

* Com informações de Minera Brasil, Conselho Regional de Química, Ministério de Minas e Energia, Agência Gov, WRI Brasil

Iniciativa da Samarco torna Camargos o primeiro distrito de Mariana a ter 100% de cobertura de tratamento de esgoto

Distrito Camargos, em Mariana (MG). Foto: ipatrimonio.org
Distrito Camargos, em Mariana (MG). Foto: ipatrimonio.org

Camargos será o primeiro distrito de Mariana, em Minas Gerais, a ter 100% de cobertura de um sistema de tratamento de esgoto. A iniciativa é o resultado de uma prova de conceito realizada pela Samarco com a startup Lia Marinha, através do Mining Hub, e com a comunidade e poder público. Em abril de 2024, a empresa entregou as primeiras Estações de Tratamento Natural de Efluentes (ETNs) instaladas em 18 residências do distrito, abrangendo 30% das moradias. A partir dos resultados positivos, o projeto está em expansão para alcançar todo o distrito até 2025.

Com investimentos de R$ 2 milhões, a iniciativa está alinhada ao propósito da Samarco de contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades vizinhas às suas operações. “O saneamento básico é fundamental para o desenvolvimento saudável de uma comunidade. A partir da escuta realizada por meio dos diálogos permanentes com os moradores conseguimos compreender suas necessidades e buscamos uma solução adequada, que beneficia não apenas a população de Camargos, mas também os visitantes que procuram os atrativos naturais da região, poderão se banhar no córrego e na cachoeira com água limpa”, afirma o especialista em Relações Socioinstitucionais da Samarco, Guilherme Louzada.

Um dos primeiros a ser beneficiado pelo projeto, o morador e piscicultor Élcio Cruz Homem conta que sua vida e negócio se transformaram complemente com a iniciativa. “Eu tenho bio poços para criação de peixes e com o sistema de tratamento de esgoto, ganhamos em saúde e na melhoria da qualidade dos produtos que comercializo. Só temos a ganhar! Foi grande o benefício que tivemos”, comemora.

A solução permite o tratamento de esgoto de forma descentralizada, próximo às casas de moradores da comunidade, poupando gastos com longas tubulações e a necessidade de uma estação de tratamento centralizada, com alto custo de operação e manutenção. As estruturas utilizam a técnica de fitorremediação – que consiste no emprego de filtros naturais com espécies de plantas nativas que reduzem contaminantes orgânicos e inorgânicos presentes na água, sem necessidade de produtos químicos, além de não demandar uso de energia elétrica.

Gestão compartilhada

A operação das ETNs é monitorada com a participação da comunidade, por meio da plataforma digital colaborativa OlhaÁgua, que conecta os moradores onde as estruturas estão instaladas às organizações públicas e privadas que participam do projeto.

“O monitoramento permite mapear eventos de falha e risco para avaliação, diagnóstico e solução”, explica o diretor da startup Lia Marinha, Willian Fernando de Almeida Pessoa. Ele diz, ainda, que futuramente, o banco de dados que está sendo gerado nas estações de tratamento poderá, por exemplo, ser utilizado para gerar políticas públicas para populações rurais.

Na Prova de Conceito do projeto, foram estabelecidos indicadores de qualidade da água conforme os padrões da legislação ambiental, como a Resolução Conama 430, que trata do lançamento de efluentes líquidos. Os testes realizados permitiram comprovar a eficiência da tecnologia implementada no tratamento do esgoto sanitário.

Case de sucesso

O desenvolvimento de uma tecnologia para tratamento de esgoto sanitário domiciliar para a comunidade de Camargos, apoiada pela Samarco, foi apresentada no 2⁰ Congresso Internacional de Cases de Open Innovation, em São Paulo, em maio deste ano. O case também foi apresentado na Exposibram 2024 como uma solução inovadora.

Foto: arquivo pessoal Élcio Cruz
Foto: arquivo pessoal Élcio Cruz

Novo Mapa Gravimétrico do Brasil aumenta conhecimento geológico e potencializa estudos no país

Parceria entre Serviço Geológico do Brasil e Universidade de São Paulo desenvolve ferramenta fundamental para estudos geofísicos, que revela variações da gravidade na superfície terrestre e auxilia na pesquisa de depósitos minerais como ouro, ferro e níquel.

Imagem: Divulgação SGB
Imagem: Divulgação SGB

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu recentemente o mais novo mapa gravimétrico do país, ferramenta essencial para estudos geofísicos, especialmente na forma de Anomalia Bouguer, que revela variações de densidade na subsuperfície terrestre. E como essa parceria pode auxiliar no desenvolvimento da mineração?

As variações causadas pelas diferentes densidades de rochas e minerais, se refletem nas medidas de gravidade, que podem ser maiores ou menores em relação ao esperado. As anomalias positivas (maior gravidade) podem apontar a presença de materiais mais densos, como minerais metálicos, enquanto as anomalias negativas (menor gravidade) sugerem materiais menos densos, como sedimentos.

O geofísico da USP Roberto Zanon explica que esse mapa é amplamente usado na exploração de recursos minerais e hidrocarbonetos, além de contribuir para a compreensão da estrutura geológica da crosta terrestre e da tectônica de placas. “No Brasil, o levantamento gravimétrico é importante devido à diversidade geológica do país, auxiliando tanto em pesquisas científicas quanto em prospecções econômicas”, acrescentou.

Os dados gravimétricos são fundamentais para as geociências, servindo a diferentes tipos de estudos. Em escala local, eles podem ser usados em projetos de mineração. Em escalas regionais e globais, ajudam a entender as características de bacias sedimentares, importantes na exploração de petróleo e gás, além de auxiliar na modelagem física da Terra.

Benefícios econômicos e científicos para os estados

O mapa gravimétrico traz diversos benefícios para os estados brasileiros, principalmente aqueles ricos em recursos minerais, como Minas Gerais, Pará, Goiás e Bahia. A detecção de anomalias gravimétricas auxilia na pesquisa de depósitos minerais como ouro, ferro e níquel. Em áreas de bacias sedimentares, o mapa pode ajudar na exploração de hidrocarbonetos, como petróleo e gás natural. Além disso, permite um estudo das estruturas tectônicas e das espessuras crustais, o que contribui para a criação de modelos da formação geológica.

Anomalias “Ar Livre” e “Bouguer”

Os levantamentos gravimétricos incluem correções que garantem maior precisão nos dados coletados. As anomalias “Ar Livre” e “Bouguer” são exemplos dessas correções. A “anomalia ar livre” ajusta a gravidade conforme a altitude do ponto de medição, em relação ao nível do mar, sem considerar a massa do terreno entre esse ponto e o nível do mar. Já a anomalia Bouguer compensa essa massa adicional, permitindo uma análise mais detalhada das variações de densidade subterrâneas.

Cobertura nacional do Mapa Gravimétrico

O mapa gravimétrico do Brasil cobre todo o território nacional, porém parte das regiões Norte e Centro-Oeste são cobertas apenas por dados de modelos de gravidade que ainda dependem, em parte, de dados de satélite e altimetria, com resolução bem menor, se comparados aos dados usados nas demais regiões do Brasil.

A aquisição de dados gravimétricos por aerolevantamentos, além de não agredir o meio ambiente, pode contribuir para melhorar a resolução do mapa brasileiro e aumentar sua utilidade para estudos futuros.

*Informações do Serviço Geológico do Brasil

Medalhistas olímpicos: entenda a tradição de morder a medalha

Seja nas Olimpíadas ou nas Paraolimpíadas, que começaram nesta quarta-feira (28/8) em Paris, uma cena muito comum nos pódios olímpicos é a tradicional foto da mordidinha na medalha. Entretanto, você sabe o motivo e quando começou essa tradição? E qual a ligação com a mineração?

As brasileiras medalhistas de ouro em Paris 2024: Ana Patrícia e Duda, Rebeca Andrade e Bia fazendo a posse mais famosa das Olimpíadas. Créditos: Marcio Menasce/Embratur e divulgação Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
As brasileiras medalhistas de ouro em Paris 2024: Ana Patrícia e Duda, Rebeca Andrade e Bia fazendo a posse mais famosa das Olimpíadas. Créditos: Marcio Menasce/Embratur e divulgação Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Você sabe como e por que essa tradição existe?

No século XVIII, no início do primeiro grande ciclo do ouro, não havia formas de se comprovar que o que se extraia e vendia era realmente o metal, além da sua cor dourada.

Como o ouro puro, apesar de um metal nobre, raro e imune a corrosão e a oxidação, é muito macio e flexível, os comerciantes começaram a morder levemente as barras ou moedas feitas do metal para comprovarem a legitimidade do produto. Com a mordida, caso fosse verdadeiro, o material ficaria marcado.

As mordidas nas medalhas estão relacionadas a essa tradição histórica. Nas Olimpíadas de St. Louis, em 1904, começaram a ser distribuídas medalhas de ouro aos vencedores e, apesar de os historiadores olímpicos divergirem sobre o primeiro atleta a fazer o gesto, considera-se que a tradição ganhou fama graças ao japonês Hideaki Tomiyama, medalhista de ouro na luta conhecida como Wrestling, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

Porém, devido à sua maleabilidade, na produção de medalhas olímpicas o ouro é geralmente endurecido formando liga uma metálica com prata e cobre. Por essa razão e por questões de economia, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu substituir o material por medalhas de prata revestidas de ouro. Atualmente, a foto da mordida é tradicional para celebrar a conquista, indiferente se a medalha é de ouro, prata ou bronze.

Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Tati Weston-Webb e Netinho: alguns dos brasileiros medalhistas de prata e bronze nos Jogos de Paris 2024.Créditos: divulgação Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Tati Weston-Webb e Netinho: alguns dos brasileiros medalhistas de prata e bronze nos Jogos de Paris 2024. Créditos: divulgação Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
* Com informações de Mega Curioso, GQ e Brasil Escola

Continue reading “Medalhistas olímpicos: entenda a tradição de morder a medalha”

Novo Palco Mundo do Rock in Rio Brasil 2024 terá aço 100% reciclável

Na edição que comemora os 40 anos de história do festival, aço Gerdau estará novamente presente na cenografia do icônico Palco Mundo

Pela segunda edição consecutiva, o aço Gerdau estará presente no Palco Mundo do Rock in Rio Brasil. A renovação da parceria entre a maior empresa brasileira produtora de aço e o maior festival de música e entretenimento do mundo foi anunciada em uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (25), que trouxe os detalhes do novo palco da edição que comemora os 40 anos de história do Rock in Rio e contou com a presença do CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, e do CEO da Rock World, Luis Justo.

Como destaque da Cidade do Rock, no Parque Olímpico, localizado na Barra Olímpica, Rio de Janeiro (RJ), a cenografia do Palco Mundo do Rock in Rio Brasil 2024 terá um visual ainda mais moderno e contará com 200 toneladas de aço fornecidas pela Gerdau para a edição de 2022. A cenografia inclui 86 módulos cenográficos feitos com aço Gerdau, pesando 550 kg cada. O novo Palco Mundo será ainda maior, com 860 metros quadrados, 104m de largura e 30m de altura, equivalente a um prédio de 10 andares e com seis telões de LED, marcando um novo recorde do festival, que se iniciou em janeiro de 1985.

A renovação da parceria marca a continuidade de uma união de propósitos iniciada no Rock in Rio Brasil 2022 e leva em conta aspectos de sustentabilidade e inovação. A Gerdau é a maior recicladora de sucata metálica da América Latina e produz aço com baixa emissão de carbono. Além do aspecto ambiental, o processo de reciclagem inclui milhares de cooperativas e pessoas em sua cadeia de geração de renda. Do ponto de vista da inovação, o aço da Gerdau é um produto versátil, flexível, moderno, inovador e com características perfeitas para uma construção rápida, ágil e segura.

“Pela segunda edição consecutiva, a Gerdau será o aço oficial do Rock in Rio Brasil. O mesmo aço que foi utilizado em 2022 será moldado e transformado em um novo Palco Mundo, dando mais uma vez visibilidade às pessoas que fazem parte da cadeia de reciclagem no País”, afirma Gustavo Werneck, CEO da Gerdau. “Ficamos muito orgulhosos de estarmos mais uma vez ao lado do Rock in Rio, dando visibilidade ao trabalho de mais de um milhão de pessoas que atuam nessa cadeia no País e que ajudarão a dar vida ao palco do festival. Assim, esperamos contribuir para a construção de memórias inesquecíveis para os fãs do evento e reforçar a importância do aço para o futuro do planeta”.

O aço é um material 100% reciclável, que pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades. A reciclagem tem efeitos positivos na mitigação das mudanças climáticas: poupa recursos naturais, reduz o consumo de energia e a emissão de gases de efeito estufa. A Gerdau possui uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa, de 0,86 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global de seu setor, de 1,91 t de CO₂e por tonelada de aço, segundo dados World Steel Association (worldsteel). Em 2031, as emissões de carbono da companhia vão diminuir para 0,82 t de CO₂e por tonelada de aço.

Montagem do Palco Mundo na Cidade do Rock 2024. Créditos: divulgação Instagram @rockinrio
Montagem do Palco Mundo na Cidade do Rock 2024. Créditos: divulgação Instagram @rockinrio

“Estamos felizes e honrados por encontrar na Gerdau um parceiro que sonha com a gente e está conectado ao nosso propósito de aliar sustentabilidade e inovação, buscando impactar o mundo de uma forma positiva, tanto para o meio ambiente como para a sociedade — com um aço que vem da reciclagem de sucata e que inclui na operação milhares de cooperativas de catadores. O sucesso da nossa parceria com a Gerdau vem dessa comunhão dos mesmos valores de entender que podemos a partir de nossos negócios contribuir para o propósito de construir e trabalharmos juntos ‘Por um Mundo Melhor’”, afirma Luis Justo, CEO da Rock World.

BOX – Números da nova cenografia do Palco Mundo e da Gerdau

  • Aproximadamente 200 toneladas de aço: equivalentes à fabricação de 400 carros;
  • 30 metros de altura: equivalente a um prédio de 10 andares;
  • 104 metros de largura: equivalente a pouco mais de duas piscinas olímpicas;
  • 100% reciclável, a cenografia do Palco Mundo será eternamente reaproveitada, quando deixar de ser palco, podendo se transformar em casas, edifícios, carros, centros hospitalares, entre outros;
  • Mais 1 milhão de pessoas, incluindo catadores e cooperativas, envolvidas no processo de reciclagem da Gerdau;
  • 71% do aço da Gerdau é produzido a partir da reciclagem da sucata metálica;
  • 11 milhões de toneladas por ano: A Gerdau é a maior recicladora das Américas;
  • 30 mil colaboradores e colaboradoras. 

Sobre a Gerdau

Com 123 anos de história, a Gerdau é a maior empresa brasileira produtora de aço e uma das principais fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo. No Brasil, também produz aços planos, além de minério de ferro para consumo próprio. Além disso, possui uma divisão de novos negócios, a Gerdau Next, para empreender em segmentos adjacentes ao aço.

Com o propósito de empoderar pessoas que constroem o futuro, a companhia está presente em vários países e conta com mais de 30 mil colaboradores diretos e indiretos em todas as suas operações. Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante matéria-prima: 71% do aço que produz é feito a partir desse material. Todo ano, 11 milhões de toneladas de sucata são transformadas em diversos produtos de aço. A companhia também é a maior produtora de carvão vegetal do mundo, com mais de 250 mil hectares de base florestal no estado de Minas Gerais.

Como resultado de sua matriz produtiva sustentável, a Gerdau possui, atualmente, uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa (CO₂e), de 0,86 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global do setor, de 1,91 t de CO₂e por tonelada de aço (worldsteel). Para 2031, a meta da Gerdau é diminuir as emissões de carbono para 0,82 t de CO₂e por tonelada de aço. As ações da Gerdau estão listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3) e Nova Iorque (NYSE).

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Gerdau Brasil.

Continue reading “Novo Palco Mundo do Rock in Rio Brasil 2024 terá aço 100% reciclável”

Medalhas das Olimpíadas de Paris 2024: a mineração presente no evento esportivo mais importante do mundo

Com design inovador, o objetivo de todos os participantes dos Jogos Olímpicos de Paris é produzido com um dos principais produtos da mineração: o ferro

Não se fala em outra coisa no momento: as Olimpíadas de Paris 2024!

As competições estão movimentando as redes sociais e a mídia de todo o mundo. Os brasileiros também estão acompanhando de perto todas as disputas. Cada medalha conquistada é celebrada com alegria e, claro, muita diversão na internet! E não importa se é de ouro, prata ou bronze, o importante é alcançar um lugar no pódio.

Equipe feminina de ginástica artística, Rayssa Leal, Larrisa Pimenta, William Lima e Caio Bonfim: primeiros medalhistas brasileiros nas Olimpíadas de Paris. Créditos: divulgação Comitê Olímpico do Brasil (COB)
Equipe feminina de ginástica artística, Rayssa Leal, Larrisa Pimenta, William Lima e Caio Bonfim: primeiros medalhistas brasileiros nas Olimpíadas de Paris. Créditos: divulgação Comitê Olímpico do Brasil (COB)

Por falar em medalhas, você sabe como as medalhas dos Jogos Olímpicos de Paris foram feitas?

Medalhas de ouro, prata e bronze Paris 2024. Créditos: divulgação Comitê Olímpico Internacional (COI)
Medalhas de ouro, prata e bronze Paris 2024. Créditos: divulgação Comitê Olímpico Internacional (COI)

Medalhas de ouro, prata e bronze Paris 2024. Créditos: divulgação Comitê Olímpico Internacional (COI) 

A tradição de entregar medalhas de ouro, prata e bronze para os campeões das modalidades esportivas começou nos Jogos Olímpicos de St. Louis, em 1904. Esses objetos são símbolos de vitória e superação e, em cada edição das Olimpíadas, possuem um design inovador, cuidadosamente pensado pelo comitê organizador da cidade anfitriã.

A cada edição dos Jogos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) precisa se reinventar. Em Tóquio 2021, por exemplo, as medalhas foram feitas com material eletrônico reciclado. Já as medalhas de Paris contam com um elemento especial: um pedaço de um dos maiores símbolos da capital francesa, a Torre Eiffel.

Torre Eiffel iluminada com os arcos olímpicos. Créditos: divulgação Instagram @toureiffelofficielle
Torre Eiffel iluminada com os arcos olímpicos. Créditos: divulgação Instagram @toureiffelofficielle

Segundo o COI, as mais de 5 mil medalhas confeccionadas para as Olimpíadas e Paraolimpíadas foram incrustadas com um pedaço de ferro original da Torre Eiffel. Com mais de 300 metros, projetada por Gustave Eiffel e construída entre 1887 e 1889, a “Dame de fer” (Dama de Ferro), como é conhecida, passou por inúmeras reformas.

Por isso, certos elementos metálicos foram permanentemente removidos e conservados. Para reutilizar esse material, o ferro removido da Torre, ainda no século XX, foi refinado nas forjarias da cidade de Pompéia, no leste da França, em um processo chamado de “puddling”.

E, para dar vida às medalhas, a joalheria de luxo, LVMH Chaumet, as desenhou como se fossem verdadeiras jóias. Todo detalhe foi minimamente desenvolvido para unir a grandiosidade do monumento icônico de Paris e da França e a importância dos Jogos Olímpicos.

Os detalhes e seus significados… 

A presença dos minerais é fundamental para a confecção do objeto de maior desejo dos atletas. Isso porque, a medalha de ouro, por exemplo, é feita de prata maciça e revestida com, ao menos, 6 gramas de ouro puro. Já as medalhas de prata são feitas de prata pura, enquanto as de bronze são uma liga de cobre e zinco.

O ferro da Torre Eiffel está presente em um hexágono no centro das medalhas. Essa forma geométrica é uma homenagem ao apelido da França de “l’hexagone”, devido à forma hexagonal das linhas geográficas do país.

Além disso, são 18 gramas do mineral, cravados por pequenos rebites que lembram os famosos rebites da Torre Eiffel. “Decidimos adicionar este hexágono (que representa o formato da França) da mesma forma que faríamos com uma pedra preciosa: no centro e colocado como o elemento mais precioso da medalha”, diz Clémentine Massonnat, responsável pelas atividades criativas na Chaumet.

Detalhe do hexágono de ferro da Torre Eiffel, cravado por rebites. Créditos: divulgação Paris 2024
Detalhe do hexágono de ferro da Torre Eiffel, cravado por rebites. Créditos: divulgação Paris 2024

Até chegar às mãos do atleta vencedor de uma competição, a confecção das medalhas passa por, ao menos, 7 etapas: design, modelagem, moldagem e fundição, cunhagem, acabamento, inspeção de qualidade e embalagem.

Para completar a beleza das medalhas, a sua parte de trás é cunhada com uma homenagem às origens dos Jogos na Grécia, com a representação da deusa da vitória Atena Nice em primeiro plano, emergindo do Estádio Panatenaico; a Acrópole de Atenas, elemento obrigatório das medalhas olímpicas; e a Torre Eiffel, representando a anfitriã Paris. 

Detalhe do reverso da medalha olímpica. Créditos: divulgação Paris 2024
Detalhe do reverso da medalha olímpica. Créditos: divulgação Paris 2024

Já o reverso das medalhas Paralímpicas está gravado com um visão ascendente da Torre e os escritos “Paris” e “2024” circundam cunhados em braile universal, linguagem simbólica de acessibilidade.

Detalhe do reverso da medalha paralímpica. Créditos: divulgação Paris 2024
Detalhe do reverso da medalha paralímpica. Créditos: divulgação Paris 2024

Saiba mais sobre as medalhas de Paris 2024 clicando aqui.

Continue reading “Medalhas das Olimpíadas de Paris 2024: a mineração presente no evento esportivo mais importante do mundo”

“Minha pedra é ametista”: conheça as pedras preciosas brasileiras

“Minha pedra é ametista…”, a famosa canção de João Bosco já dá uma dica de uma das pedras preciosas mais utilizadas e famosas no Brasil: a ametista.

Tecnicamente chamadas de gemas, as pedras preciosas vão além das músicas que exaltam suas belezas. São cidades com nomes inspirados nelas, como Turmalina e Diamantina, localizadas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além de muitas pedras serem símbolos de profissões e de bodas de casamento. Isso mostra, não só a importância desses minerais, como a representatividade que eles possuem em nossa cultura.

Por isso, listamos as principais pedras preciosas brasileiras, algumas características e curiosidades que encantam o mundo inteiro. Confira!

  • Ametista: de tom roxo, rosa, violeta ou púrpura, a ametista se destaca por suas imponentes drusas. Essa gema é uma variação do quartzo, que possui uma grande gama de cores e são consideradas as pedras preciosas mais acessíveis do Brasil. Essa pedra é encontrada em maior parte no sul do país, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, onde se encontra a maior jazida de ametista do mundo.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
Drusa de ametista e seus detalhes. Crédito: divulgação Google.
  • Esmeralda: o seu verde reluzente deixa claro o seu valor. A mineração dessa gema derivada do berilo tem se tornado cada vez mais rara, o que faz com que seu preço por quilate seja alto. No Brasil, pode ser encontrada, principalmente, nos estados de Goiás, Minas Gerais e Bahia. Os primeiros indícios da existência da esmeralda remetem ao Egito Antigo, já tendo sido considerada a “deusa de todas as pedras”.  Devido aos seus tons esverdeados, as esmeraldas são conhecidas por suas capacidades de restabelecer o equilíbrio, saúde psíquica e bem-estar.  Além de serem o símbolo das bodas de 20 anos de casamento.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias.
Esmeralda com seu tom esverdeado chama a atenção para a confecção de joias. Créditos: divulgação Google.
  • Água-marinha: assim como a esmeralda, essa gema é derivada do mineral berilo. Seus tons variam desde o azul-celeste até o azul-marinho, o que nos remete às águas cristalinas do mar. Por isso, seu nome, originado do latim aqua marina, significa água do mar. O Brasil destaca-se por ser o maior produtor de água-marinha do mundo. Na cidade de Marambaia, em Minas Gerais, foi encontrada a maior pedra de espécie do mundo, com cerca de 110 quilos, por volta de 1920. Devido ao seu tom azulado, essa gema está muito associada ao equilíbrio emocional e à redução do stress.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar.
Água-marinha e os tons de azul que lembram as águas do mar. Créditos: divulgação Google.
  • Diamante: um dos mais cobiçados do mundo, já foi tema de música e de filme estrelado por Marilyn Monroe, a famosa “Diamonds Are a Girl’s Best Friend” (diamantes são os melhores amigos das mulheres). Esse mineral é o material mais duro encontrado na natureza. Ou seja, ele é tão resistente que só pode ser riscado por outro diamante. Outra característica marcante dos diamantes é que, quanto mais incolor, mais valioso ele será. O início da mineração de diamante no Brasil data de 1700, sendo a cidade histórica de Diamantina (MG) uma das mais importantes nesse cenário por muitos séculos. Essa gema é tão resistente e preciosa que representa os relacionamentos duradouros, sendo o símbolo das bodas de 60 anos de casamento, as “bodas de diamante”.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
Diamantes: uma das pedras preciosas mais cobiçadas. Créditos: divulgação Google.
  • Turmalina: uma gema complexa e rara. Existem no Brasil diversas espécies de turmalinas, com tonalidades diferentes. De todas as espécies conhecidas, a que tem maior destaque é a turmalina paraíba, de tom azul-esverdeado. Sua cor deriva de traços microscópicos de cobre. Essa variedade é encontrada somente em 4 localidades ao redor do mundo. No Brasil, além do estado da Paraíba, a pedra existe no Rio Grande do Norte.  A turmalina também é símbolo do amor, assim como a esmeralda. Quando um casal completa 16 anos de casamento, comemoram-se as “bodas de turmalina”.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
Turmalina Paraíba: a mais rara e encontrada em apenas 4 locais no mundo. Créditos: divulgação Google.
  • Topázio imperial: pedra preciosa muito rara, é atualmente encontrada em escala comercial somente na cidade de Ouro Preto (MG). Suas cores podem variar do amarelo-dourado ou marrom-claro, até tons alaranjados, rosa, vermelho-cereja, translúcida e transparente. Além de ter origem hidrotermal, a designação “imperial” é de origem russa, onde as primeiras pedras foram encontradas.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.
A beleza e a raridade do Topázio Imperial. Créditos: divulgação Google.

Após conhecer um pouco mais sobre algumas pedras preciosas encontradas no Brasil, é preciso ter atenção ao adquirir um exemplar. No mercado existe uma enorme variedade de pedras sintéticas, ou seja, cópias extremamente semelhantes às originais.

Os consumidores devem observar, principalmente, as características ópticas. As gemas originais são encontradas na natureza, possuem origem inorgânica e produzem cor e brilho, fogo e luminescência, jogo de luz e iridescência. Já as pedras sintéticas, em sua maioria, são produzidas em laboratório, possuindo em sua composição vidro, corantes e materiais plásticos.

Breve histórico da produção de pedras preciosas no Brasil

Quando pensamos em mineração, logo associamos ao minério de ferro. Isso se deve à importância desse produto para a balança comercial brasileira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), divulgados no dia 27/07, o minério de ferro foi responsável por 71,6% das exportações do setor mineral no 1º semestre de 2024. 

No entanto, o que muitos não sabem é que o Brasil também se destaca na produção de pedras preciosas. Esses minerais, quando lapidados, são muito utilizados na fabricação de joias, peças ornamentais e decorativas.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), em 2022, o Brasil produziu cerca de 670 mil toneladas de gemas, totalizando mais de R$ 36 milhões de reais. Minas Gerais é o estado com maior produção e registrou mais de mil toneladas.

Além disso, dados do estudo realizado pelo NAP.Mineração da Universidade de São Paulo (USP) para o Ministério de Minas e Energia e o Banco Mundial mostram que a extração de gemas no Brasil é feita quase exclusivamente pela mineração de pequena escala.

Mesmo com a expressividade das gemas brasileiras, o setor ainda enfrenta desafios com múltiplas faces. Carla Pinheiro, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), ressalta alguns, como a complexidade tributária, baixa competitividade da indústria, ambiente de negócios adverso e falta de integração ao longo da cadeia de valor.

* Com informações de Art Ouro, Ouro Savassi, IBGM, Rede Globo

Continue reading ““Minha pedra é ametista”: conheça as pedras preciosas brasileiras”

120 anos da Estrada de Ferro Vitória a Minas: conheça a sua importância

Inaugurada em 1904, a ferrovia é uma das mais seguras e modernas do país e movimenta, por ano, cerca de 85 milhões de toneladas de minério de ferro.

O Brasil é um país onde predomina o transporte, seja de carga ou passageiros, feito pela via rodoviária. Segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes, em 2022, a malha rodoviária brasileira possuía mais de 1,7 milhão de quilômetros. Já o transporte feito por meio de ferrovias ocupa um espaço menor em quilometragem, com cerca de 31 (trinta e um) mil quilômetros, mas não é menos importante para o desenvolvimento do país.

Exemplo disso, é a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que completa 120 anos em 2024. Com o primeiro trecho inaugurado em 13  de maio de 1904, a EFVM, atualmente, é uma concessão da Vale junto ao governo federal, responsável pelo transporte de ⅓ de toda a carga ferroviária do Brasil, além de ser um importante meio de locomoção para centenas de passageiros diariamente.

A ferrovia margeia o Rio Doce, ligando os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, passando por diversos pequenos e médios municípios que se desenvolveram ao longo de seus trilhos. Planejada para ligar Vitória (ES) a Diamantina (MG), atualmente a EFVM possui embarque e desembarque em Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES), na região metropolitana de Vitória. Para o transporte de passageiros, a operação do trem conta mais de 2 mil quilômetros de malha ferroviária, dois trens e um trem turístico.

Mapa da Estrada de Ferro Vitória a Minas - Trem de passageiros. Foto: divulgação Vale
Mapa da Estrada de Ferro Vitória a Minas – Trem de passageiros. Foto: divulgação Vale

Relação da EFVM com o setor mineral

Em relação ao transporte de cargas, desde o início das atividades, a EFVM foi essencial. A princípio era o principal meio de escoamento da produção de café em Minas Gerais. Além disso, propiciou a transformação dos povoados em seu entorno em municípios, pois embarcava os produtos extrativistas e agrícolas desses lugares. Atualmente, a linha férrea é responsável pelo desenvolvimento econômico de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Atualmente, a EFVM é a única ferrovia brasileira de cargas a operar trens diários para esse serviço em dois sentidos. São mais de 60 produtos transportados, como grãos, fertilizantes, celulose, madeira, carvão, granito, mas o principal deles é o minério de ferro proveniente de Minas Gerais e destinado à exportação. 

Logo, pode-se dizer que a ferrovia foi crucial para o desenvolvimento da mineração. O transporte de minério de ferro iniciou-se apenas em 1940. Já em 2023, segundo dados da Vale, foram escoados mais de 85 milhões de toneladas do mineral.

Vagões carregados de minério de ferro. Foto: divulgação Vale
Vagões carregados de minério de ferro. Foto: divulgação Vale

Veja alguns números da Estrada de Ferro Vitória a Minas:

  • Mais 3,5 mil funcionários atuando em diferentes setores;
  • 317 locomotivas por toda a extensão da EFVM;
  • 12.123 vagões de minério;
  • 45 túneis (27,5 km), 127 pontes, 185 passagens de nível e 43 passarelas;
  • 30 Estações de Vitória a Belo Horizonte;
  • 42 municípios atendidos;
  • 664 km percorridos em 13,5 horas;
  • 740 mil passageiros apenas em 2023.
Estrada de Ferro Vitória a Minas. Foto: divulgação Vale
Estrada de Ferro Vitória a Minas. Foto: divulgação Vale

* Com informações de Rádio Itatiaia, VLI, OpenEdition Journals, Vale, Diário do Comércio Continue reading “120 anos da Estrada de Ferro Vitória a Minas: conheça a sua importância”