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Entenda como se define o valor de um mineral

Muitas pessoas se perguntam: qual é o mineral mais valioso do mundo?

A resposta pode surpreender. Não existe apenas um mineral que ocupe esse posto de forma definitiva. O valor de um mineral depende de vários fatores, e pode mudar ao longo do tempo.

O que define o valor de um mineral?

O preço de um mineral não está ligado apenas à sua raridade. Ele pode variar de acordo com:

  • demanda do mercado (quanto ele é procurado); 
  • aplicações industriais ou tecnológicas; 
  • qualidade e pureza; 
  • custos de extração. 

Ou seja, um mineral pode ser raro, mas não ter alto valor comercial se não houver demanda por ele.

Raridade é o mesmo que valor?

Nem sempre.

Alguns minerais são raros do ponto de vista geológico, mas são pouco conhecidos e pouco utilizados. Já outros, mesmo não sendo raros, podem atingir preços elevados por causa da alta procura.

Um exemplo são metais usados em tecnologia avançada, como:

  • componentes eletrônicos; 
  • baterias; 
  • equipamentos médicos; 
  • indústria aeroespacial. 

Quando a indústria depende de determinado mineral, o valor pode subir rapidamente.

Valor por quantidade

Outro ponto importante é a forma como o valor é medido.

  • gemas (como pedras preciosas) costumam ser vendidas por quilate (1 quilate equivale a 0,2 grama); 
  • metais e minerais industriais são negociados por quilo ou tonelada; 
  • ouro, prata, platina e paládio são os principais metais medidos em onças troy, padrão internacional para metais preciosos. A onça é usada para cotação em bolsas, moedas e barras de investimento. 

Isso significa que um mineral pode ser muito caro por grama, mas ter pouca aplicação econômica total.

A influência da tecnologia

A tecnologia tem grande impacto no valor dos minerais.

Quando surge uma nova aplicação, como baterias mais eficientes ou equipamentos eletrônicos mais potentes, a demanda por certos minerais pode crescer rapidamente.

Isso pode transformar um mineral pouco valorizado em um recurso estratégico.

E a sustentabilidade?

Hoje, o valor de um mineral também está relacionado à forma como ele é extraído.

A mineração responsável, com menor impacto ambiental e respeito às comunidades locais, tornou-se um fator importante na avaliação econômica e social de um recurso mineral.

Então, qual é o mais valioso?

A resposta correta é: depende do critério utilizado.

  • se o critério for raridade geológica, alguns minerais pouco conhecidos podem ocupar o topo da lista. Entre os exemplos mais conhecidos estão o diamante natural, além de diversas outras pedras preciosas que se formam sob condições geológicas específicas e raras; 
  • se o critério for alta demanda, a lista de minerais valiosos vai variar de tempos em tempos;
  • se for impacto econômico global, minerais estratégicos usados em tecnologia ganham destaque. 

Mais importante do que apontar “o mais valioso” é entender que o valor mineral é resultado de uma combinação entre geologia, mercado, tecnologia e sociedade.

Fonte: Correio Braziliense

O que é financiamento climático e por que ele é importante para a mineração

O financiamento climático é um conceito importante para quem quer entender como os países, empresas e comunidades estão lutando contra as mudanças climáticas. O termo se refere aos recursos financeiros destinados a apoiar ações que reduzem a emissão de gases que aquecem o planeta e ajudam a sociedade a se adaptar às mudanças do clima. Esses recursos podem vir de governos, empresas, instituições internacionais e outros parceiros. E podem incluir desde doações e subsídios até investimentos e instrumentos financeiros mais complexos.

Com esses recursos, torna-se possível financiar projetos e tecnologias que tornem o mundo mais sustentável, como equipamentos que consomem menos energia, sistemas que evitam desperdício de recursos e soluções que ajudam comunidades e ecossistemas a enfrentar eventos climáticos extremos.

No contexto internacional, o financiamento climático se conecta a acordos como o Acordo de Paris, que reconhece a importância de mobilizar recursos, com atenção especial às necessidades de países em desenvolvimento em implementar ações climáticas.

E o que isso tem a ver com a mineração?

A mineração está envolvida em muitas das cadeias produtivas que impulsionam a transição para uma economia de baixo carbono. Minerais críticos e estratégicos  como lítio e cobalto, são essenciais para baterias, tecnologias limpas e infraestrutura verde. Para que esse potencial seja realizado de forma sustentável, o setor precisa de acesso a financiamento climático que permita:

  • investir em tecnologias mais limpas e eficientes;
  • fortalecer a capacidade de se adaptar a mudanças ambientais;
  • contribuir para o desenvolvimento de soluções que minimizem impactos ambientais.

Além disso, alinhar a mineração às estratégias de financiamento climático ajuda a atrair investimentos responsáveis, abrir novas oportunidades de inovação e fortalecer a integração do setor com políticas públicas que incentivem práticas sustentáveis.

Entender o financiamento climático é compreender uma peça-chave da transição energética e das soluções contra as mudanças do clima. Ele mostra como ideias, políticas e dinheiro se conectam para viabilizar ações reais da ciência à prática.

Quer saber mais sobre o tema? O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) publicou um e-book que explica o ecossistema do financiamento climático no setor mineral. Clique aqui para baixar o material.

Berilo: diversidade de cores e riqueza mineral no Brasil

Rosa, azul, verde, amarelo e até incolor.
O berilo é um dos grupos de minerais mais variados e valiosos encontrados no Brasil.

Talvez você não conheça o nome “berilo”, mas com certeza já ouviu falar de algumas de suas variedades, como esmeralda e água-marinha.

O que é o berilo?

O berilo é um mineral formado principalmente por berílio (elemento químico metálico, metal alcalino-terroso), alumínio e silício. Esses elementos se organizam na natureza formando cristais que podem ser transparentes, brilhantes e muito valorizados. 

Na antiguidade, o berilo era apreciado  por sua raridade e brilho. É mencionado na Bíblia em contextos que evocam beleza, valor e santidade.

Sozinho, o berilo é praticamente incolor. Mas quando pequenas quantidades de outros elementos químicos entram na sua estrutura, como ferro, cromo, vanádio ou manganês, surgem as diferentes cores que dão origem às pedras preciosas. 

São essas pequenas “misturas naturais” que explicam a grande variedade de gemas do grupo. Cada cor depende do elemento presente na formação do cristal. Por exemplo:

  • O ferro pode produzir tons azulados ou amarelados;
  • O cromo e o vanádio são responsáveis pelo verde intenso da esmeralda;
  • O manganês pode gerar tons rosados, como na morganita.

Principais variedades do berilo:

  • Água-marinha (azul);
  • Esmeralda (verde intenso);
  • Morganita (rosa);
  • Heliodoro (amarelo);
  • Goshenita (incolor);
  • Berilo verde (verde mais claro do que o da esmeralda).

Onde o berilo é encontrado?

Existem dois tipos principais de depósitos onde o berilo pode se formar:

  • Depósitos vulcânicos, comuns nos Estados Unidos.
  • Depósitos graníticos, frequentes no Brasil.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o país possui reservas importantes em estados como: Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Ceará, Alagoas, Paraíba, Goiás e Minas Gerais. O Brasil é reconhecido internacionalmente pela qualidade e pelo tamanho de muitos de seus cristais.

Destaques brasileiros

Água-marinha

É considerada uma das gemas mais tradicionais do Brasil.

Em Minas Gerais foi encontrada uma das maiores águas-marinhas já registradas, pesando cerca de 111 kg em estado bruto.

Outras gemas brasileiras ficaram conhecidas internacionalmente, como exemplares apelidados de “Marta Rocha” e “Cachaçinha”.

Esmeralda

Quando o berilo contém pequenas quantidades de cromo e/ou vanádio, ele adquire a coloração verde intensa característica e passa a ser chamado de esmeralda.

A esmeralda está entre as gemas mais valorizadas do mundo e é conhecida por sua cor marcante. É comum apresentar pequenas fraturas internas, que fazem parte de sua formação natural.

No Brasil, as principais áreas produtoras de esmeraldas estão na Bahia, em Goiás e em Minas Gerais. O país é um dos importantes produtores mundiais dessa pedra preciosa.

Goshenita

É o berilo incolor.
Embora exista em vários países, o Brasil já produziu alguns dos maiores cristais conhecidos dessa variedade.

Morganita

Também chamada de “berilo rosa”, pode variar entre tons rosados e salmão.

Minas Gerais é um dos principais locais de ocorrência no Brasil, mas ela também é encontrada na África, nos Estados Unidos e na Ásia.

Heliodoro

É o berilo amarelo.

É menos conhecido que as outras variedades, mas chama atenção pela transparência e brilho.
Em alguns casos, a cor pode ser intensificada por meio de tratamento térmico controlado.

Uma curiosidade famosa

A chamada “Esmeralda Bahia”, encontrada em 2001, no município de Pindobaçu (BA), pesa cerca de 380 kg.

Na verdade, trata-se de um grande bloco de rocha contendo cristais de esmeralda, que ganhou notoriedade internacional e foi alvo de disputas judiciais ao longo dos anos.

Além da joalheria

O berilo não é importante apenas como pedra preciosa.

Dele é extraído o berílio (Be), um metal leve, resistente e com alto ponto de fusão (ou seja, suporta temperaturas muito elevadas antes de derreter).

O berílio é utilizado em:

  • equipamentos eletrônicos;
  • indústria aeroespacial;
  • área de defesa;
  • instrumentos de precisão.

Ou seja, o berilo tem importância tanto nas joias quanto na indústria e na tecnologia.

Fonte: Gov.br

Descubra qual é um dos minerais essenciais para o corpo e onde encontrá-lo

O magnésio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do corpo humano. Ele participa de mais de 300 processos internos que ajudam a produzir energia, relaxar os músculos, proteger os ossos e manter o equilíbrio do organismo.

Mesmo sendo tão importante, muitas pessoas não sabem exatamente para que ele serve, onde está presente e quando é preciso suplementar.

Por que o magnésio é tão importante?

O magnésio atua como um verdadeiro “organizador” do corpo.
Ele ajuda diferentes sistemas a trabalharem em conjunto, como músculos, nervos, coração e cérebro.

Entre suas principais funções estão:

  • Produção de energia para as células
  • Relaxamento e recuperação muscular
  • Proteção das articulações
  • Funcionamento do sistema nervoso
  • Regulação do sono e do humor
  • Controle da pressão arterial e dos batimentos do coração

Sem magnésio suficiente, o corpo pode ficar mais cansado, dolorido e desregulado.

Em quais situações o magnésio pode ajudar?

O magnésio costuma ser usado como apoio em tratamentos ligados principalmente aos músculos, às articulações e ao sistema nervoso.

Ele pode ajudar em casos como:

  • Dores musculares e articulares
  • Cãibras frequentes
  • Dificuldade para dormir
  • Ansiedade leve
  • Fibromialgia
  • Inflamações intestinais
  • Problemas neurológicos que afetam os movimentos

É importante lembrar que o magnésio não substitui tratamento médico, mas pode atuar como complemento, sempre com orientação profissional.

Existem diferentes tipos de magnésio?

Sim. O magnésio pode ser encontrado em diferentes formas, e cada uma atua de uma forma diferente no organismo. Veja as principais, explicadas de forma simples:

  • Magnésio treonato

Ajuda o funcionamento do cérebro. Pode colaborar com foco, memória, relaxamento muscular e qualidade do sono.

  •  Magnésio glicinato

Muito usado para relaxamento, proteção das articulações e auxílio no sono. Também ajuda no controle da ansiedade.

  •  Magnésio taurato

Atua no sistema nervoso e ajuda a equilibrar substâncias ligadas ao bem-estar e ao humor.

  •  Magnésio dimalato

Contribui para a produção de energia e ajuda em dores musculares e articulares. Costuma ser bem absorvido pelo corpo.

  •  Cloreto de magnésio

Ajuda o funcionamento do intestino, mas pode causar efeito laxativo em algumas pessoas e não é o tipo mais bem absorvido.

Magnésio combinado com outros nutrientes

Alguns suplementos unem o magnésio a outras substâncias:

  • Magnésio com vitamina B (inositol): pode ajudar no sono, nas cãibras e no relaxamento muscular.
  • Magnésio com ácido cítrico (citrato): melhora o funcionamento do intestino, mas tem absorção menor.

A escolha depende da necessidade de cada organismo.

Como fazer a suplementação com segurança

O magnésio pode ser consumido em cápsulas ou em pó.
A suplementação costuma ser mais comum após os 40 anos, quando o corpo passa a absorver minerais com menos eficiência.

Mas atenção: excesso de magnésio faz mal.

Por isso, a suplementação deve sempre ter orientação de um profissional de saúde, que vai indicar:

  • Tipo correto
  • Dose adequada
  • Tempo de uso

Para quem pratica atividade física, alguns profissionais indicam combinações que ajudam na recuperação muscular e na prevenção de cãibras.

Onde encontrar magnésio nos alimentos?

Antes de pensar em suplementos, é importante olhar para a alimentação.
O magnésio está presente em muitos alimentos comuns do dia a dia, como:

  • Folhas verdes escuras (couve, espinafre)
  • Castanhas, nozes e amêndoas
  • Sementes de abóbora, gergelim e chia
  • Feijão e lentilha
  • Aveia, quinoa e grãos integrais
  • Banana e abacate
  • Chocolate amargo (com alto teor de cacau)
  • Peixes e laticínios

Uma alimentação variada já fornece boa parte do magnésio necessário.

Como perceber a falta de magnésio?

A maior parte do magnésio do corpo está nos ossos e músculos, e apenas uma pequena quantidade aparece nos exames de sangue.
Por isso, a avaliação também leva em conta sinais do dia a dia, como:

  • Cãibras frequentes
  • Dores musculares ou articulares
  • Cansaço excessivo
  • Dificuldade de concentração
  • Insônia
  • Recuperação lenta após exercícios

Esses sinais não confirmam sozinhos a deficiência, mas servem como alerta.

Riscos do excesso de magnésio

Consumir magnésio em excesso pode causar:

  • Diarreia
  • Náuseas
  • Queda da pressão
  • Alterações nos batimentos do coração
  • Fraqueza muscular

Pessoas com problemas nos rins precisam de cuidado redobrado, pois o mineral é eliminado por esse órgão.

Magnésio não é solução para tudo

Apesar de seus benefícios, o magnésio não faz milagres.
Ele não emagrece, não cura ansiedade ou depressão sozinho e não resolve qualquer tipo de dor.

Seu papel é ajudar o corpo a funcionar melhor, desde que usado com equilíbrio, orientação e bons hábitos de vida.

Fonte: G1 Globo 

https://g1.globo.com/saude/bem-estar/noticia/2025/10/17/suplementacao-de-magnesio-entenda-os-tipos-e-saiba-o-efeito-de-cada-um.ghtml

Minerais estão presentes em todos os cantos da nossa casa

Os minerais estão presentes em nosso dia a dia de diversas formas, até mesmo na alimentação e nos tratamentos de saúde. Mas, quando chegamos em casa para relaxar após um dia intenso de trabalho, muitas vezes não nos damos conta de que, em nossos lares, eles também são fundamentais.

Quer ver só? Praticamente todos os componentes utilizados na construção de uma residência contêm, pelo menos, um elemento ou composto mineral. Estudos mostram que são, no mínimo, 30 elementos presentes em materiais que vão desde tijolos até esquadrias, pias, cerâmicas e vidros.

Além de estarem presentes em itens básicos de construção, como concreto e tijolos, as matérias-primas minerais estão nos cabos elétricos, lâmpadas, louças sanitárias, tintas, revestimentos, canos, telhas, calhas, entre outros.

Por exemplo, em todos os componentes feitos a partir do aço, são empregados elementos como ferro (Fe), cromo (Cr), molibdênio (Mo), manganês (Mn) e níquel (Ni). Dê uma boa olhada nas suas paredes: as tintas residenciais utilizam em sua composição titânio (Ti), magnésio (Mg) e zinco (Zn).

O cálcio (Ca) está presente nas alvenarias e argamassas; o chumbo (Pb) e o estanho (Sn), nas soldas; o cobre (Cu), nas tubulações e fiações elétricas; e o alumínio (Al), em diversas esquadrias e luminárias, só para citar alguns exemplos.

Se sua casa ou prédio de apartamentos tiver equipamentos geradores de energia renovável, saiba que o sistema emprega cádmio (Cd), telúrio (Te), molibdênio (Mo), berílio (Be), germânio (Ge), gálio (Ga), índio (In), prata (Ag) e silício (Si) apenas nos painéis solares.

As estruturas desses sistemas são feitas de alumínio (Al), titânio (Ti), zinco (Zn) e magnésio (Mg). Ainda temos os semicondutores, à base de boro (B) e fósforo (P), e as fiações, que, como se sabe, são feitas de cobre (Cu).

No Brasil, há mais de 150 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados, totalizando mais de R$ 10 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. A transição para a energia renovável já começou e deve acelerar nos próximos anos.

A construção civil, de maneira geral, e principalmente a residencial, emprega calcita na fabricação de cimentos e cal para argamassa; gipsita para produção de gesso; diamante, granada e coríndon como abrasivos. Os materiais cerâmicos, por sua vez, utilizam argila e feldspato, também minerais.

E isso sem falar nos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, essenciais para a vida cotidiana, nem nos equipamentos utilizados nas obras.

Casa da Mineração

Em 2024, a EXPOSIBRAM 2024 – Mineração do Brasil | Expo & Congresso, um dos maiores eventos de mineração da América Latina, apresentou o espaço Mineramundo. Este ambiente inovador foi projetado para apresentar o universo da mineração de maneira interativa e envolvente com foco no público estudantil. 

Dentre as diferentes atrações, o Mineramundo contava também com a “Casa da Mineração”, um ambiente dedicado para exibir como a mineração está presente, na prática, no dia a dia de todas as pessoas. É possível identificar, por exemplo, quais os minérios utilizados na fabricação de eletrodomésticos, como geladeira, fogão, televisão, entre outros. Clique aqui e saiba mais.

Minerais orgânicos desempenham funções essenciais na nutrição dos pets

Alimentos balanceados contêm nutrientes importantes para atender às demandas de cada espécie, o que inclui vitaminas e minerais

Basta uma olhada no verso das embalagens de ração para cães e gatos, além de outros animais, para concluirmos que os minerais são muito importantes na alimentação dos nossos pets. Os principais deles são o cobre, ferro, zinco, selênio, manganês e sódio, encontrados em alimentos de origem animal e vegetal.

De fato, os minerais desempenham variadas e importantes funções para o organismo. Entre elas estão a manutenção e regulação dos tecidos corporais; bom funcionamento dos sistemas músculo-esquelético, enzimático e endócrino (relacionado à criação e liberação de hormônios) e nervoso central; e contribuição para a digestão e absorção de nutrientes.

Juntos eles promovem um organismo funcional e equilibrado, ou seja, saudável, ponto de partida para garantir a longevidade dos nossos pets.

Orgânicos x não orgânicos

Durante a digestão, alguns minerais e aminoácidos podem competir entre si pelas mesmas áreas de absorção localizadas no intestino. O que não é absorvido, se perde nas fezes. 

Nesse sentido, a absorção dos minerais orgânicos é mais eficiente do que os não-orgânicos, porque são ligados a uma ou mais moléculas (geralmente de aminoácidos) que durante o processo de digestão não competem entre si.

A inter-relação entre os vários elementos minerais pode ser tanto sinérgica (quando cooperam entre si) quanto antagônica (rivalizam). Ou seja: os íons minerais podem interferir entre eles, entrando em competição seletiva a respeito dos locais de absorção no organismo. 

Existem íons minerais capazes de reduzir a disponibilidade de um ou mais íons. Por exemplo: os íons minerais cobre, zinco e ferro disputam a mesma via de absorção; assim, uma dieta com altos níveis de cobre pode bloquear a absorção do zinco e do ferro, por exemplo, levando a deficiências destes.

Portanto, vale a pena ficar de olho no descritivo nutricional das fórmulas de ração e consultar seu veterinário para saber quais nutrientes ele exige em maior ou menor quantidade.

Conhecendo os minerais

Saiba quais são os principais minerais exigidos para a boa nutrição animal e suas funções para promover o bom equilíbrio no desenvolvimento de seu organismo:

Zinco – Participa nas reações envolvidas na replicação celular, metabolismo de carboidratos e proteínas, saúde da pele, cicatrização de feridas e mineralização óssea. Além de desempenhar um papel crucial na estrutura e função das membranas biológicas.

Devido à sua função na síntese de proteínas, a deficiência de Zn costuma associar-se ao atraso do crescimento nos animais jovens. Outros sinais clínicos são anorexia, atrofia testicular, alterações na reprodução, disfunção do sistema imunológico e desenvolvimento de lesões cutâneas. 

Manganês – Auxilia na absorção e digestão dos carboidratos e proteínas da dieta. Funciona como um componente nas enzimas celulares e pode ser encontrado nas mitocôndrias das células. Desempenha papel vital no desenvolvimento de ossos e cartilagens, sendo necessário para a saúde das articulações.

O manganês também pode contribuir para a formação da estrutura esquelética e auxilia no funcionamento dos rins e do fígado. Ainda atua na saúde do cérebro ao evitar a oxidação, que libera radicais livres que danificam as células, proteínas e o DNA do corpo e do cérebro.

Selênio – Trata-se de um micromineral que o organismo usa para produzir a enzima glutationa peroxidase, um antioxidante natural. A glutationa peroxidase contém quatro átomos de selênio e forma uma linha de defesa das membranas celulares depois da vitamina E contra radicais livres, por exemplo.

O selênio tem função protetora antioxidante das membranas plasmáticas contra a ação tóxica dos peróxidos lipídicos. A suplementação pode ser recomendada em animais que recebem terapia com corticosteróides a longo prazo.

Iodo – É um nutriente essencial para os animais e o único elemento mineral cuja deficiência leva a uma anomalia clínica específica e de fácil reconhecimento:  o bócio ou hiperplasia da glândula tireoide.

Há muitos relatos de casos clínicos da deficiência de iodo em cães adultos. Sinais clínicos consistiram em aumento da glândula tireoide, alopecia e ganho de peso e concentrações reduzidas da circulação de hormônio tireoide. No entanto, o excesso da ingestão de iodo pode levar a alguns sinais clínicos, como excessivo lacrimejamento, salivação e descarga nasal.

Ferro – Todas as células do organismo possuem ferro, mas a maior proporção desse elemento encontra-se como componente da hemoglobina e da mioglobina. 

Seu principal papel é a síntese de hemoglobina, onde atua como transportador de oxigênio. A deficiência de ferro provoca anemia microcítica e hipocrômica que, frequentemente, manifesta-se clinicamente com fadiga e depressão.

Cobre – Pode ser encontrado em alta concentração nos tecidos como fígado, cérebro, rins, coração e pelos. Ele é o terceiro micromineral mais comum no organismo, estando em menor quantidade que ferro e zinco apenas.

O cobre é essencial para a absorção e utilização do ferro, e desta maneira para a formação da hemoglobina e a prevenção da anemia. Na deficiência de cobre há uma diminuição da mobilização do ferro de alguns tecidos, resultando em um acúmulo do ferro.

Fontes: editoraestilo.com.br e specialdog.com.br

Poeira do Saara ajuda floresta amazônica a se regenerar após queimadas

Partículas contendo minerais essenciais viajaram 5 mil quilômetros até a América do Sul. Elas podem influenciar tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens

Você consegue imaginar partículas de poeira subirem aos céus no deserto do Saara, lá no norte da África, atravessarem o Oceano Atlântico a 5 mil metros de altitude e, alguns dias depois, se depositarem por conta própria na Amazônia? Pois saiba que isso costuma acontecer. 

E, neste ano, aconteceu três vezes – entre os dias 13 e 18 de janeiro, de 31 de janeiro a 3 de fevereiro e de 26 de fevereiro a 3 de março. E, melhor ainda, nos três casos vieram com um bônus: elementos minerais essenciais, como ferro, cálcio e fósforo, que haviam sido perdidos com as queimadas no continente sul-americano.

A constatação é de pesquisadores que vivem e trabalham no Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), localizado no coração da floresta amazônica, em São Sebastião do Uatumã (AM). Os cientistas ainda investigam os efeitos diretos do fenômeno, mas já sabem que ele influencia tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens.

O observatório é dotado de três gigantescas torres que sobem bem acima da copa das árvores – duas com 80 metros e uma com 325 metros de altura, o equivalente a um edifício de 100 andares. Equipada com sensores que monitoram a composição do ar na atmosfera da floresta 24 horas por dia, esta última captou a presença desses elementos naturalmente escassos nos solos da região, mas fundamentais para recuperar a floresta após as queimadas.

A ATTO foi construída para monitorar fenômenos atmosféricos e estudar a interação entre a floresta e a atmosfera. O projeto, ao custo de 8,4 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões), foi financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Governo do Amazonas e pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha.

Zona de Convergência Intertropical

O pesquisador Rafael Valiati explica que a chegada à Amazônia dos aerossóis com origem no Saara depende de muitos fatores, “desde a quantidade de poeira emitida lá no deserto, os padrões dos ventos predominantes, e a quantidade de precipitação. A Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte do Saara para a Amazônia apenas no início do ano”, diz.

O coordenador da pesquisa, doutor em Ecologia Florestal Alberto Quesada, acrescenta que “existem correntes de ar muito altas que chamamos de correntes de jato, que geralmente são aproveitadas por aviões para capturar ventos. Quando as partículas de poeira atingem o topo, são transportadas por longas distâncias. Isso é muito comum”, disse ao G1.

Desta forma, a poeira viaja entre dois e cinco quilômetros de altitude, levada por ventos fortes e secos que atuam sobre o Saara. Ela cruza o Atlântico quando a Zona de Convergência Intertropical está mais ao sul, o que costuma ocorrer no verão do hemisfério sul. O tempo de transporte das partículas depende da velocidade dos ventos, mas costuma levar entre sete e 14 dias.

Os pesquisadores salientam que, embora possa afetar a qualidade do ar na floresta, a quantidade de minerais observada não prejudica a respiração da população local, diferente do que ocorre na Europa. Outro aspecto importante é que o fato de ter ocorrido três vezes em 2025 não indica uma intensificação do fenômeno, mas pode indicar mudanças climáticas em curso desde o início da década.

Além de influenciar na fertilidade do solo, os cientistas acreditam que o fenômeno do transporte de minerais possa influenciar também na formação de nuvens.

Fonte: G1 e Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação

Os alquimistas estão chegando(?)

Cientistas identificam fungo que pode ser utilizado para produzir ouro por meio de processo biológico

Desejo antigo da humanidade, a possibilidade de transformar materiais comuns em ouro ganha ares de realidade com os resultados de um estudo de cientistas da Commonwalth Scientific and Industrial Research Organisation / Organização de Pesquisa Científica e Industrial, da comunidade britânica de nações.

O estudo conduzido na Austrália, cujos resultados foram publicados no ano passado, abre caminho para métodos de extração de ouro mais sustentáveis e acessíveis, inclusive em pequena escala. Já imaginou, por exemplo, “cultivar ouro” na sua casa?

Segundo os cientistas, tudo parte do fungo Fusarium oxysporum, que tem a surpreendente capacidade de transformar determinados minerais em partículas de ouro.

Fungo absorve metais

Esse fenômeno acontece quando o fungo absorve metais presentes no ambiente, como ferro e cálcio. A partir disso, o Fusarium oxysporum libera enzimas que convertem íons de ouro em nanopartículas sólidas na sua superfície, visíveis ao nível microscópico. Então, basicamente, o que o produtor precisaria fazer seria cultivar o fungo, adicionar a ele os minerais adequados e, após ocorrer o processo enzimático, coletar o ouro que se forma. 

Esse processo já ocorre de maneira natural para formação e acumulação desse metal na crosta terrestre e é chamado de “ciclo biogeoquímico do ouro”. Tanto que o Fusarium oxysporum é encontrado nos solos do mundo inteiro, mas principalmente nas regiões ricas em ouro. Ele é conhecido, também, por afetar culturas agrícolas, como tomate e banana. 

O processo envolvendo o Fusarium oxysporum é totalmente biológico e dispensa grandes instalações industriais utilizadas pela mineração tradicional, que utilizam calor, pressão e substâncias químicas agressivas em seu processo de extração. Por isso, apresenta-se como uma alternativa bastante promissora em experimentos laboratoriais ou, mesmo, caseiros.

Essa área de estudos, que explora o uso de microrganismos para extrair metais valiosos de forma sustentável, é chamado de “mining metabólico” e tem se desenvolvido bastante. 

Por exemplo, poderia ser adaptada para as missões espaciais, uma vez que já se sabe que o Fusarium oxysporum consegue processar poeira de meteoritos – e há asteroides próximos avaliados em bilhões de dólares em recursos minerais.

Pode estar vindo aí uma nova era para a mineração, mais inovadora e limpa. As pesquisas para isso continuam em andamento.

Lítio, o mineral que também salva vidas

Como o carbonato de lítio se tornou item importante em tratamentos orientados pela psiquiatria moderna

Você já deve ter ouvido falar do lítio quando o assunto são as baterias recarregáveis de dispositivos eletrônicos – casos de celulares, notebooks, tablets e câmeras. Mais ainda agora, quando a busca de fontes alternativas de energia para substituir os combustíveis fósseis disparou uma corrida por esse elemento químico, que passa a ser empregado também na fabricação das baterias dos carros elétricos. De fato, o lítio é um material versátil, com ampla gama de aplicações em diferentes setores da economia. Mas, você sabia que a mais tradicional delas é na indústria farmacêutica, com sua bem-sucedida utilização nos medicamentos psiquiátricos?

Em primeiro lugar vamos saber mais sobre o lítio. É um elemento químico, um  metal alcalino, representado na tabela periódica pelo símbolo Li e número atômico 3. Embora seja encontrado em minerais, como o espodumênio, não é o mineral em si, mas sim um elemento químico que faz parte da composição desses minerais. 

Vamos voltar à pergunta anterior: o carbonato de lítio é um medicamento usado há décadas para estabilizar o humor de pacientes com transtorno bipolar – a condição que causa alterações extremas entre euforia e depressão. Os resultados têm sido tão bons que o lítio é considerado o mais simples e o mais eficiente agente terapêutico da psiquiatria, sendo altamente eficiente na prevenção de suicídios. Assim, não é errado dizer que o lítio, literalmente, salva vidas.

O lítio atua no cérebro humano regulando os níveis de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que estão diretamente envolvidos na regulação das emoções. Além disso, também tem propriedades neuroprotetoras, ou seja, ele ajuda a prevenir a degeneração das células nervosas. Por isso, esse mineral também vem sendo estudado para o tratamento de outras doenças neurológicas, casos do Alzheimer, do Parkinson e da esclerose múltipla. No entanto, esse é um caminho longo a ser percorrido, pois ainda serão necessários mais estudos e pesquisas para comprovar a eficácia e a segurança do uso do lítio nessas condições.

Como dito, o lítio é um metal alcalino, ou seja, um dos elementos da primeira coluna da tabela periódica, ao lado do hidrogênio e do hélio. Os cientistas acreditam que essa tríade tenha sido criada com o Big Bang, a origem do universo. Trata-se do metal mais leve e menos denso que existe. Menores que o lítio, apenas o hidrogênio e o hélio, que são gases. 

Os principais produtores mundiais de lítio são a Austrália, Chile, China e Argentina. Ainda na América do Sul, é encontrado em abundância também nas salinas da Bolívia. O Brasil possui boas reservas de lítio, principalmente nos Estados de Minas Gerais e Ceará. 

Linha do tempo

Curiosamente, a história do lítio na medicina começou muito tempo atrás. Em seu livro sobre a tabela periódica, o professor e filósofo James M. Russell afirma que os registros do uso terapêutico desse elemento remontam ao século 2 d.C., quando o médico grego Sorano de Éfeso recomendava banhos em cachoeiras de águas alcalinas para as pessoas que sofriam de “manias e melancolia”. Já no final do século 19, o lítio voltaria a ser utilizado para o tratamento de “gota e reumatismo”. Isso porque sua presença foi detectada nas águas de várias estações hidrominerais europeias, e muita gente passou a atribuir a isso a eficácia dos tratamentos em spas.

Já nos anos 40, os americanos começaram a usar o lítio para substituir o sódio – outro metal alcalino, presente no sal marinho e, portanto, nos saleiros de todas as famílias – como forma de se evitar hipertensão arterial, problemas cardíacos e insuficiência renal. Ocorre que muitas pessoas se intoxicaram e algumas até morreram, o que levou o governo a retirá-lo de todas as farmácias, lojas e até de uma conhecida marca de refrigerante, o Seven-Up.

Mais tarde, os cientistas descobriram haver uma “janela terapêutica” entre um limite mínimo (no qual o lítio não é eficaz) e um máximo (no qual o lítio é tóxico) em que o elemento pode ser usado com eficiência e segurança. E, ainda, comprovaram que era possível medir a quantidade de lítio no sangue dos pacientes e assim evitar a intoxicação. Hoje isso é possível por um simples exame de saliva, capaz de indicar a quantidade de lítio circulante no fluido cérebro-espinhal, o que evita exames de sangue constantes. No entanto, até hoje a adesão ao lítio em pacientes psiquiátricos nos Estados Unidos é mais baixa que em outros países.

Na psiquiatria

O lítio foi introduzido na prática psiquiátrica em 1949 por John Cade, um então jovem e desconhecido psiquiatra australiano. Veterano da 2ª Guerra Mundial, ele trabalhava em um hospital de Melbourne, sem treinamento formal, sem bolsa de estudos e sem colaboradores. Dizem que seu laboratório ficava na cozinha do hospital – e até há quem diga que sua descoberta ocorreu por acaso. 

Vale lembrar que, até então, as doenças mentais não eram tratadas com medicamentos. Os tratamentos eram feitos mediante internações em hospitais psiquiátricos onde eram aplicadas sedações, feitas induções ao coma e aplicados choques elétricos, podendo chegar até à temível lobotomia – a retirada de uma parte do cérebro.

Cade começou a administrar urato de lítio a cobaias e percebeu que elas ficavam relaxadas. Como ele havia misturado lítio ao ácido úrico, atribuiu o fato ao ácido úrico e não ao lítio. Ele, então, formulou a hipótese de que o ácido úrico poderia desempenhar um papel chave nos tratamentos – o que, depois, se revelou equivocado. Após testar outros sais, John Cade não obteve o mesmo resultado e deduziu que havia sido o lítio que havia melhorado a condição de seus pacientes.

Desde 1975, este elemento vem sendo utilizado na prevenção de várias doenças maníaco-depressiva, por cerca de 1% da população do mundo todo. O lítio tem se mostrado muito eficiente no tratamento de casos de depressão, podendo ser utilizado com outros antidepressivos. 

Curiosamente, mesmo com sua ampla utilização na psiquiatria, não há consenso sobre seu mecanismo de ação no corpo humano. Novos experimentos estão em andamento e acredita-se que o desenvolvimento da biologia molecular e da genética poderão esclarecer, no futuro, o mecanismo de ação desse notável pequeno íon, uma vez que as doenças psiquiátricas podem se originar de informações transmitidas pelos genes.[1] 

* Com informações de BBC News Brasil, CRQ-SP (professor Antônio Carlos Massabni/Unesp) e sites Sinergia Científica e Scielo Brasil