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Calendário traz 20 eventos pré-COP30 para você acompanhar e participar

IBRAM divulga calendário extraoficial com encontros, oficiais e não oficiais, que serão realizados de setembro a novembro em várias capitais brasileiras, com programação alinhada à pauta da COP30. Um dos destaques é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias.

O mundo está em contagem regressiva para o início da 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), de 10 a 21 de novembro, em Belém (PA). Até lá, assuntos da pauta da conferência estão sendo antecipadamente discutidos, em uma agenda intensa de eventos nas capitais brasileiras. Ali se discutem temas relacionados ao presente e ao futuro da humanidade, como mudanças climáticas e proteção da Amazônia, minerais críticos e transição energética, desmatamento e preservação ambiental, entre outros.

Para engajar o público nessa agenda pré-COP30, foi elaborado um calendário com 20 eventos selecionados, entre oficiais da COP30 e não oficiais, que são aqueles organizados por empresas e instituições diversas. O critério para a seleção dos eventos não oficiais foi, basicamente, o alinhamento da programação à conferência do clima.

Brasilia sediara dois eventos oficiais pre-COP30 em outubro. Crédito da foto: Bento Viana. Governo do Distrito Federal

Veja alguns dos eventos listados no calendário pré-COP30

Um exemplo de evento não oficial, porém alinhado à pauta da COP30 e incluído no calendário, é a 3ª edição da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias, organizada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Salvador (BA), nos dias 30 e 31/10. O propósito é  conectar mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático. A condução dessa conferência será do ex-ministro e diretor-presidente do IBRAM, Raul Jungmann, com participação de várias personalidades, como a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, Copresidente IRP-UNEP e Membro do Conselho Econômico e Social da ONU; Conselheira Emérita do CEBRI, Copresidente do IRP-ONU.

Segundo Raul Jungmann, “nas duas últimas edições, ambas em Belém, promovemos um amplo debate sobre as grandes questões envolvidas com a temática do clima e como ele nos afeta e ameaça a qualidade de vida das futuras gerações. Ou seja, a situação nos impele a agir pelo planeta e pelas pessoas, e na terceira edição vamos selar este nosso compromisso com a vida”.

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Já entre os eventos oficiais, dois serão realizados em Brasília, em outubro: a reunião Pré-COP30 oficial, nos dias 13 e 14/10, como a proposta de buscar consensos entre ministros do clima e negociadores que irão participar das discussões na COP30; o outro será a reunião em 13/10 intitulada 3x Renewables Pre-COP30”, seguida de recepção (para convidados), organizada pela Global Renewables Alliance (GRA), que vai reunir lideranças globais do segmento de energia renovável.

O calendário a seguir está organizado de forma cronológica e apresenta, de maneira objetiva, uma breve descrição de cada encontro, seu local e os respectivos links para acessar mais informações. Os dados foram levantados em fontes públicas na internet; eventuais dúvidas ou atualizações devem ser confirmadas com os organizadores. O calendário foi produzido ao IBRAM, a partir de curadoria da agência Profissionais do Texto, integrante da Rede Brasileira de Gestão de Imagem (RBGI).

CALENDÁRIO DE EVENTOS OFICIAIS DA COP30

  • Pré-COP (Brasília/DF, 13 e 14/10) – Reúne ministros e negociadores para buscar consensos e destravar temas-chave (mitigação, adaptação, financiamento) um mês antes da COP30; organizada pela presidência brasileira da COP30. Mais informações.
  • 3X Renewables Pre-COP30 (Brasília/DF, 13/10) organizado pela Global Renewables Alliance (GRA), com participação de líderes globais do setor de energia renovável. Mais informações sobre a GRA.
  • Fórum de Líderes Locais da COP30 (Rio de Janeiro/RJ, 3 a 5/11) – Encontro oficial, com apoio da Bloomberg Philanthropies e C40, para tratar da ação climática subnacional com prefeitos e governadores. Mais informações.
  • Cúpula de Líderes (Belém/PA, 6 a 7/11) – Segmento de alto nível da COP, dedicado a chefes de Estado e de Governo, onde são anunciados compromissos políticos centrais. Mais informações.

 

CALENDÁRIO DE EVENTOS NÃO OFICIAIS

  • 04 a 06/09 – Amazontech 2025 – Organização: UFRR & parceiros | Boa Vista/RR | Fórum de inovação e bioeconomia que integra Caribe e Amazônia Legal para soluções sustentáveis regionais. Mais informações.
  • 11 e 12/09 – 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade – Organização: IbradeS, ACB, LIDE BA | Salvador/BA | Enfoque jurídico-político em governança climática. Mais informações.
  • 17 a 21/09 – Virada Sustentável SP (15ª edição) – Organização: Instituto Virada Sustentável & Prefeitura | São Paulo/SP | Festival urbano com debates, arte e educação ambiental conectando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e agenda climática. Mais informações.
  • 22/09 – Lançamento: Estudo “Trajetórias de Descarbonização para o Brasil” – Organização: Instituto Escolhas | São Paulo/SP (com transmissão online) | Apresentação de pesquisa com caminhos e investimentos necessários para o Brasil alcançar a neutralidade climática, contribuindo com dados técnicos para as discussões da COP30. Mais informações.
  • 22 a 26/09 – Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC) – 21ª Edição – Organização: Fundação Grupo Boticário | Florianópolis/SC | Fórum com foco no papel das áreas protegidas para as metas climáticas e financiamento da conservação. Mais informações
  • 23 a 25/09 – Semana Internacional de Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente – Organização: FRG & parceiros | Belém/PA | Debates estratégicos sobre energia limpa. Mais informações.
  • 24 a 25/09 – Fórum Amazônia Sustentável – Organização: FRG Mídias & Eventos | Belém/PA | Diálogo multissetorial sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia. Mais informações.
  • 01/10 – Estratégias Empresariais para a Amazônia e o Clima – Organização: CEBDS | São Paulo/SP | Reunião de grandes empresas para discutir compromissos do setor privado com a economia de baixo carbono e a valorização da floresta. Mais informações.
  • 07 e 08/10 – South Summit Brazil Amazônia – Climate & Bioeconomy – Organização: South Summit | Belém/PA | Edição focada em startups e investimento climático. Mais informações 
  • 07 e 08/10 – Fórum Varanda da Amazônia (III) – Organização: Varanda da Amazônia | Belém/PA | Encontros sobre cultura, território e sustentabilidade na rota da COP30. Mais informações.
  • 14 a 17/10 – XI Encontro Nacional de Química Ambiental (ENQAmb) – Organização: SBQ/UFAM/UEA/INPA | Manaus/AM | Pesquisa e tecnologia em química ambiental aplicadas a desafios climáticos amazônicos. Mais informações.
  • 15 a 17/10 – Fórum Brasil África: Cooperação para Descarbonização e Energia – Organização: Instituto Brasil África (IBRAF) | Rio de Janeiro/RJ | Discussão sobre cooperação Sul-Sul em transição energética, financiamento climático e bioeconomia, conectando líderes brasileiros e africanos para a COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Fórum de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia – Organização: Concertação para a Amazônia | Belém/PA | Encontro que reúne investidores, empreendedores e lideranças para fomentar negócios e financiamentos que valorizem a floresta em pé, diretamente alinhado à agenda de bioeconomia da COP30. Mais informações.
  • 28 a 30/10 – Simpósio de Pesquisa e Inovação em Mudanças Climáticas – Organização: FAPESP | São Paulo/SP | Evento científico para apresentar resultados de pesquisas sobre mitigação e adaptação, fornecendo evidências para os debates da COP30. Mais informações.
  • 30 e 31/10 – Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias (3ª edição) – Organização: IBRAM | Salvador/BA | Mineração responsável, bioeconomia e financiamento climático na rota da COP30. Mais informações. Inscrições.
  • 04/11 – Diálogos Talanoa Brasil 2025 – Organização: Instituto Talanoa | Rio de Janeiro/RJ (com transmissão online) | Sessão de diálogo multissetorial para avaliar a ambição da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira e produzir uma contribuição para a conferência de Belém. Mais informações.

Minerais estão presentes em todos os cantos da nossa casa

Os minerais estão presentes em nosso dia a dia de diversas formas, até mesmo na alimentação e nos tratamentos de saúde. Mas, quando chegamos em casa para relaxar após um dia intenso de trabalho, muitas vezes não nos damos conta de que, em nossos lares, eles também são fundamentais.

Quer ver só? Praticamente todos os componentes utilizados na construção de uma residência contêm, pelo menos, um elemento ou composto mineral. Estudos mostram que são, no mínimo, 30 elementos presentes em materiais que vão desde tijolos até esquadrias, pias, cerâmicas e vidros.

Além de estarem presentes em itens básicos de construção, como concreto e tijolos, as matérias-primas minerais estão nos cabos elétricos, lâmpadas, louças sanitárias, tintas, revestimentos, canos, telhas, calhas, entre outros.

Por exemplo, em todos os componentes feitos a partir do aço, são empregados elementos como ferro (Fe), cromo (Cr), molibdênio (Mo), manganês (Mn) e níquel (Ni). Dê uma boa olhada nas suas paredes: as tintas residenciais utilizam em sua composição titânio (Ti), magnésio (Mg) e zinco (Zn).

O cálcio (Ca) está presente nas alvenarias e argamassas; o chumbo (Pb) e o estanho (Sn), nas soldas; o cobre (Cu), nas tubulações e fiações elétricas; e o alumínio (Al), em diversas esquadrias e luminárias, só para citar alguns exemplos.

Se sua casa ou prédio de apartamentos tiver equipamentos geradores de energia renovável, saiba que o sistema emprega cádmio (Cd), telúrio (Te), molibdênio (Mo), berílio (Be), germânio (Ge), gálio (Ga), índio (In), prata (Ag) e silício (Si) apenas nos painéis solares.

As estruturas desses sistemas são feitas de alumínio (Al), titânio (Ti), zinco (Zn) e magnésio (Mg). Ainda temos os semicondutores, à base de boro (B) e fósforo (P), e as fiações, que, como se sabe, são feitas de cobre (Cu).

No Brasil, há mais de 150 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados, totalizando mais de R$ 10 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. A transição para a energia renovável já começou e deve acelerar nos próximos anos.

A construção civil, de maneira geral, e principalmente a residencial, emprega calcita na fabricação de cimentos e cal para argamassa; gipsita para produção de gesso; diamante, granada e coríndon como abrasivos. Os materiais cerâmicos, por sua vez, utilizam argila e feldspato, também minerais.

E isso sem falar nos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, essenciais para a vida cotidiana, nem nos equipamentos utilizados nas obras.

Casa da Mineração

Em 2024, a EXPOSIBRAM 2024 – Mineração do Brasil | Expo & Congresso, um dos maiores eventos de mineração da América Latina, apresentou o espaço Mineramundo. Este ambiente inovador foi projetado para apresentar o universo da mineração de maneira interativa e envolvente com foco no público estudantil. 

Dentre as diferentes atrações, o Mineramundo contava também com a “Casa da Mineração”, um ambiente dedicado para exibir como a mineração está presente, na prática, no dia a dia de todas as pessoas. É possível identificar, por exemplo, quais os minérios utilizados na fabricação de eletrodomésticos, como geladeira, fogão, televisão, entre outros. Clique aqui e saiba mais.

Minerais orgânicos desempenham funções essenciais na nutrição dos pets

Alimentos balanceados contêm nutrientes importantes para atender às demandas de cada espécie, o que inclui vitaminas e minerais

Basta uma olhada no verso das embalagens de ração para cães e gatos, além de outros animais, para concluirmos que os minerais são muito importantes na alimentação dos nossos pets. Os principais deles são o cobre, ferro, zinco, selênio, manganês e sódio, encontrados em alimentos de origem animal e vegetal.

De fato, os minerais desempenham variadas e importantes funções para o organismo. Entre elas estão a manutenção e regulação dos tecidos corporais; bom funcionamento dos sistemas músculo-esquelético, enzimático e endócrino (relacionado à criação e liberação de hormônios) e nervoso central; e contribuição para a digestão e absorção de nutrientes.

Juntos eles promovem um organismo funcional e equilibrado, ou seja, saudável, ponto de partida para garantir a longevidade dos nossos pets.

Orgânicos x não orgânicos

Durante a digestão, alguns minerais e aminoácidos podem competir entre si pelas mesmas áreas de absorção localizadas no intestino. O que não é absorvido, se perde nas fezes. 

Nesse sentido, a absorção dos minerais orgânicos é mais eficiente do que os não-orgânicos, porque são ligados a uma ou mais moléculas (geralmente de aminoácidos) que durante o processo de digestão não competem entre si.

A inter-relação entre os vários elementos minerais pode ser tanto sinérgica (quando cooperam entre si) quanto antagônica (rivalizam). Ou seja: os íons minerais podem interferir entre eles, entrando em competição seletiva a respeito dos locais de absorção no organismo. 

Existem íons minerais capazes de reduzir a disponibilidade de um ou mais íons. Por exemplo: os íons minerais cobre, zinco e ferro disputam a mesma via de absorção; assim, uma dieta com altos níveis de cobre pode bloquear a absorção do zinco e do ferro, por exemplo, levando a deficiências destes.

Portanto, vale a pena ficar de olho no descritivo nutricional das fórmulas de ração e consultar seu veterinário para saber quais nutrientes ele exige em maior ou menor quantidade.

Conhecendo os minerais

Saiba quais são os principais minerais exigidos para a boa nutrição animal e suas funções para promover o bom equilíbrio no desenvolvimento de seu organismo:

Zinco – Participa nas reações envolvidas na replicação celular, metabolismo de carboidratos e proteínas, saúde da pele, cicatrização de feridas e mineralização óssea. Além de desempenhar um papel crucial na estrutura e função das membranas biológicas.

Devido à sua função na síntese de proteínas, a deficiência de Zn costuma associar-se ao atraso do crescimento nos animais jovens. Outros sinais clínicos são anorexia, atrofia testicular, alterações na reprodução, disfunção do sistema imunológico e desenvolvimento de lesões cutâneas. 

Manganês – Auxilia na absorção e digestão dos carboidratos e proteínas da dieta. Funciona como um componente nas enzimas celulares e pode ser encontrado nas mitocôndrias das células. Desempenha papel vital no desenvolvimento de ossos e cartilagens, sendo necessário para a saúde das articulações.

O manganês também pode contribuir para a formação da estrutura esquelética e auxilia no funcionamento dos rins e do fígado. Ainda atua na saúde do cérebro ao evitar a oxidação, que libera radicais livres que danificam as células, proteínas e o DNA do corpo e do cérebro.

Selênio – Trata-se de um micromineral que o organismo usa para produzir a enzima glutationa peroxidase, um antioxidante natural. A glutationa peroxidase contém quatro átomos de selênio e forma uma linha de defesa das membranas celulares depois da vitamina E contra radicais livres, por exemplo.

O selênio tem função protetora antioxidante das membranas plasmáticas contra a ação tóxica dos peróxidos lipídicos. A suplementação pode ser recomendada em animais que recebem terapia com corticosteróides a longo prazo.

Iodo – É um nutriente essencial para os animais e o único elemento mineral cuja deficiência leva a uma anomalia clínica específica e de fácil reconhecimento:  o bócio ou hiperplasia da glândula tireoide.

Há muitos relatos de casos clínicos da deficiência de iodo em cães adultos. Sinais clínicos consistiram em aumento da glândula tireoide, alopecia e ganho de peso e concentrações reduzidas da circulação de hormônio tireoide. No entanto, o excesso da ingestão de iodo pode levar a alguns sinais clínicos, como excessivo lacrimejamento, salivação e descarga nasal.

Ferro – Todas as células do organismo possuem ferro, mas a maior proporção desse elemento encontra-se como componente da hemoglobina e da mioglobina. 

Seu principal papel é a síntese de hemoglobina, onde atua como transportador de oxigênio. A deficiência de ferro provoca anemia microcítica e hipocrômica que, frequentemente, manifesta-se clinicamente com fadiga e depressão.

Cobre – Pode ser encontrado em alta concentração nos tecidos como fígado, cérebro, rins, coração e pelos. Ele é o terceiro micromineral mais comum no organismo, estando em menor quantidade que ferro e zinco apenas.

O cobre é essencial para a absorção e utilização do ferro, e desta maneira para a formação da hemoglobina e a prevenção da anemia. Na deficiência de cobre há uma diminuição da mobilização do ferro de alguns tecidos, resultando em um acúmulo do ferro.

Fontes: editoraestilo.com.br e specialdog.com.br

Estudo geológico aponta potencial de Alagoas para explorar potássio e fosfato

Minerais são amplamente utilizados pela indústria de fertilizantes e Brasil depende de importação

A conhecida dependência do Brasil da importação de potássio e fosfato para fabricação de fertilizantes deve ganhar um alento nos próximos anos. Isso porque pesquisas realizadas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificaram reservas de potássio e indícios de fosfato no subsolo alagoano. Há ainda possibilidade de ocorrências de urânio e tório.

Alagoas já é conhecido pela extração de sal-gema, cobre e ouro e, agora, vê abrirem-se novas possibilidades para atrair grandes mineradoras interessadas na exploração do potássio e fosfato. Se isso se confirmar, o Estado se verá em uma privilegiada posição estratégica do ponto de vista de exploração mineral. 

Os dados fazem parte do Projeto Geologia e Potencial Mineral da Bacia de Alagoas, que buscam definir um novo mapa do potencial mineral do Estado. Eles envolvem o processamento e a interpretação de dados obtidos por meio de levantamentos aerogeofísicos. Essa técnica utiliza sensores acoplados a aeronaves para captar informações do subsolo, sem a necessidade de intervenções diretas no terreno.

Fertilizantes

O fosfato e o potássio estão entre as principais matérias-primas utilizadas pela indústria de fertilizantes para fornecer os nutrientes essenciais ao desenvolvimento das lavouras. 

O Brasil sempre importou potássio e fosfato, principalmente, da Rússia e da Bielorússia, países que agora sofrem sanções do ocidente em razão da guerra com a Ucrânia, desencadeada há três anos. Em razão disso, o País teve de buscar novas alternativas de importação, como o Canadá. Nos últimos meses, no entanto, tanto Rússia quanto Bielorússia tem conseguido contornar as sanções ocidentais e os desafios logísticos para aumentar os embarques para a Ásia e a América do Sul.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), praticamente todo o potássio e cerca de 74 % do fósforo usado pela indústria nacional de fertilizantes vêm do exterior. Um levantamento da entidade aponta que, em 2024, o Brasil importou mais de 41 milhões de toneladas de fertilizantes, gastando cerca de US$ 3,38 bilhões, e continua altamente dependente desses insumos estratégicos. 

O fosfato é extraído principalmente de rochas fosfáticas e passa por um processo químico que o torna solúvel e mais facilmente absorvido pelas plantas. Já o potássio, geralmente obtido a partir da silvinita e de outros sais naturais, é transformado em fertilizantes como o cloreto de potássio e o sulfato de potássio, fundamentais para melhorar a resistência das plantas, regular a fotossíntese e aumentar a produtividade agrícola. A combinação desses dois nutrientes formam a base da adubação moderna em larga escala.

Terras raras

De acordo com a coordenadora do projeto Bacia Alagoas, Maria de Fátima Lyra de Brito, “na Bacia de Alagoas já existem ocorrências de depósitos de potássio reconhecidos por meio de sondagens recuperadas de poço para petróleo. Também são conhecidos, por meio de sondagens, indícios de mineralizações de fosfato”.

Ainda segundo ela, as anomalias encontradas sobre urânio podem, potencialmente, ser indicativas de presença de fosfato e as de tório podem estar relacionadas à ocorrência de terras raras. 

No entanto, a equipe técnica do projeto ainda aguarda informações complementares de geoquímica prospectiva para poder afirmar com certeza se existe ou não elementos de terras raras em Alagoas. Como se sabe, as terras raras são constituídas por 17 elementos vitais para a construção de baterias, turbinas eólicas e equipamentos de sistemas de defesa.

Fonte: Vanessa Siqueira / Movimento Econômico

Foto: SGB (Mapa com dados aerogeofísicos de Alagoas)

Poeira do Saara ajuda floresta amazônica a se regenerar após queimadas

Partículas contendo minerais essenciais viajaram 5 mil quilômetros até a América do Sul. Elas podem influenciar tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens

Você consegue imaginar partículas de poeira subirem aos céus no deserto do Saara, lá no norte da África, atravessarem o Oceano Atlântico a 5 mil metros de altitude e, alguns dias depois, se depositarem por conta própria na Amazônia? Pois saiba que isso costuma acontecer. 

E, neste ano, aconteceu três vezes – entre os dias 13 e 18 de janeiro, de 31 de janeiro a 3 de fevereiro e de 26 de fevereiro a 3 de março. E, melhor ainda, nos três casos vieram com um bônus: elementos minerais essenciais, como ferro, cálcio e fósforo, que haviam sido perdidos com as queimadas no continente sul-americano.

A constatação é de pesquisadores que vivem e trabalham no Observatório da Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), localizado no coração da floresta amazônica, em São Sebastião do Uatumã (AM). Os cientistas ainda investigam os efeitos diretos do fenômeno, mas já sabem que ele influencia tanto a fertilidade do solo quanto a formação de nuvens.

O observatório é dotado de três gigantescas torres que sobem bem acima da copa das árvores – duas com 80 metros e uma com 325 metros de altura, o equivalente a um edifício de 100 andares. Equipada com sensores que monitoram a composição do ar na atmosfera da floresta 24 horas por dia, esta última captou a presença desses elementos naturalmente escassos nos solos da região, mas fundamentais para recuperar a floresta após as queimadas.

A ATTO foi construída para monitorar fenômenos atmosféricos e estudar a interação entre a floresta e a atmosfera. O projeto, ao custo de 8,4 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões), foi financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Governo do Amazonas e pelo Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha.

Zona de Convergência Intertropical

O pesquisador Rafael Valiati explica que a chegada à Amazônia dos aerossóis com origem no Saara depende de muitos fatores, “desde a quantidade de poeira emitida lá no deserto, os padrões dos ventos predominantes, e a quantidade de precipitação. A Zona de Convergência Intertropical favorece o transporte do Saara para a Amazônia apenas no início do ano”, diz.

O coordenador da pesquisa, doutor em Ecologia Florestal Alberto Quesada, acrescenta que “existem correntes de ar muito altas que chamamos de correntes de jato, que geralmente são aproveitadas por aviões para capturar ventos. Quando as partículas de poeira atingem o topo, são transportadas por longas distâncias. Isso é muito comum”, disse ao G1.

Desta forma, a poeira viaja entre dois e cinco quilômetros de altitude, levada por ventos fortes e secos que atuam sobre o Saara. Ela cruza o Atlântico quando a Zona de Convergência Intertropical está mais ao sul, o que costuma ocorrer no verão do hemisfério sul. O tempo de transporte das partículas depende da velocidade dos ventos, mas costuma levar entre sete e 14 dias.

Os pesquisadores salientam que, embora possa afetar a qualidade do ar na floresta, a quantidade de minerais observada não prejudica a respiração da população local, diferente do que ocorre na Europa. Outro aspecto importante é que o fato de ter ocorrido três vezes em 2025 não indica uma intensificação do fenômeno, mas pode indicar mudanças climáticas em curso desde o início da década.

Além de influenciar na fertilidade do solo, os cientistas acreditam que o fenômeno do transporte de minerais possa influenciar também na formação de nuvens.

Fonte: G1 e Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação

Esmeralda gigante de 92,5 kg vai a leilão com valor inicial de R$ 100 milhões

É a sexta formação rochosa do tipo encontrada na Serra da Carnaíba, no semiárido baiano, nos últimos 20 anos 

Uma esmeralda bruta de 92,5 quilos, descoberta na região da Serra da Carnaíba, no semiárido baiano, será leiloada no dia 8 de agosto com lance inicial de R$ 100 milhões. A pedra foi adquirida em agosto de 2024 por um empresário do setor de metalurgia do Rio de Janeiro, que é colecionador de ativos minerais. Agora, ele decidiu colocá-la à venda. 

A pedra apresenta 68 cm de altura por 43 cm de largura e 40 cm de profundidade. Apesar das proporções impressionantes, foi batizada de “Pequena Notável”, em homenagem à cantora e atriz Carmen Miranda. Isso porque, segundo os especialistas, a esmeralda não é considerada gigantesca em tamanho, mas “impressiona pela densidade e qualidade dos cristais.

Segundo a descrição no site da Bid Leilão, responsável pela venda da formação rochosa, trata-se de “um conglomerado composto de berilo e xisto, também denominado Canga de Esmeralda, apresentando um corpo vertical de xisto salpicado com uma abundância de cristais hexagonais de berilo do tipo esmeralda, em grande parte bem preservados, de coloração consistente com a cor verde-esmeralda”.

“É um exemplar impressionante, que deve ser alojado em um museu, sede corporativa ou coleção particular decorrente da sua magnitude, importância e beleza”, continua o texto da descrição no leilão. Espera-se que o leilão da “Pequena Notável” desperte o interesse de colecionadores e investidores de todo o mundo, devido à raridade e ao porte da gema.

O leilão vai acontecer de forma online, mas a pedra pode ser vista no site da empresa responsável pelo leilão ou em visita presencial, mediante agendamento, no Rio de Janeiro. O canal para isso também é o site da empresa. 

Outros casos

O mais impressionante é que grandes esmeraldas como essa não são raras de serem encontradas nos municípios de Pindobaçu e Campo Formoso, na região da Serra da Carnaíba. Nos últimos 20 anos, pelo menos outras cinco esmeraldas gigantes foram encontradas no mesmo garimpo da Pequena Notável.

A primeira delas foi encontrada em 2001 e tem 380 quilos, tendo sido avaliada em cerca de US$ 1 bilhão — aproximadamente R$ 6 bilhões. Essa esmeralda foi inicialmente enviada para São Paulo e, em 2005, para os Estados Unidos, onde sofreu uma série de extravios e sumiços (inclusive por conta das enchentes provocadas pelo furacão Katrina) até que foi definitivamente reencontrada em 2009. Iniciou-se então uma longa batalha judicial, até que a Justiça americana decidisse pelo seu repatriamento ao Brasil, em janeiro de 2025.

A segunda pedra foi encontrada em abril de 2017 pela Cooperativa Mineral da Bahia, que tem autorização para explorar a área. Com 360 quilos, ela foi avaliada em R$300 milhões e vendida a um minerador da região. Achada apenas três meses depois, a terceira pedra pesa 137 quilos e é avaliada em R$500 milhões. Foi comprada por um empresário de Petrolina (PE) e um investidor de Curaçá (BA), que patrocinam a produção em troca de prioridade na aquisição.

A quarta esmeralda foi encontrada na mesma região em 2021, com 404,8 quilos. Foi estimada em R$990 milhões e não teve o nome do seu dono divulgado. Depois dessa, em 2022 foi encontrada na Mina Carnaíba uma matriz preta com esmeraldas verdes, de 137 quilos. Inicialmente avaliada em R$115 milhões, foi leiloada no ano passado por R$175 milhões pela Receita Federal, valor ainda considerado baixo pelo seu potencial, segundo especialistas.

A Bid Leilão também pretende vender em novembro uma escultura feita da mesma formação rochosa. No caso, é uma escultura feita pelo artista baiano Florinaldo Souza dos Santos, o “Galego”, entre 2002 e 2006, que traz esculpidas oito figuras humanas sustentando uma canga de esmeraldas. O valor inicial do lance está estimado em R$ 75 milhões.

Fontes: Terra, UOL, G1 e Itatiaia

Brasil reivindica ilha submersa rica em minerais

Descoberta pode ter implicações significativas para a geopolítica e economia do País

O Brasil vem tentando junto à ONU o reconhecimento de uma “ilha submersa” no Atlântico Sul, como parte integrante da plataforma continental brasileira. Esta formação tem grande potencial de exploração de minérios – inclusive os 17 elementos que compõem as chamadas terras raras, muito usados em baterias, turbinas e painéis solares. 

A área reivindicada está localizada a cerca de 1.200 quilômetros da costa do Rio Grande do Sul e é, por isso, chamada de Elevação do Rio Grande. Com cerca de 500 mil quilômetros quadrados, a ilha é equivalente ao território da Espanha, por exemplo. Acredita-se que já foi emersa – uma ilha tropical no meio do Atlântico – e começou a se formar no período de abertura do oceano, milhões de anos atrás. 

Ela parte da base oceânica, a cerca de 5 mil metros de profundidade, e se ergue até “apenas” 700 metros abaixo do nível do mar. É formada por montes, platôs, cânions e canais submarinos, além de uma gigantesca fenda tectônica, que os geólogos chamam de “rift”.

O Brasil reivindica a área desde 2018, quando um pedido foi apresentado formalmente à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da ONU. Já em 2025 a solicitação foi reforçada, embasada em novos estudos geológicos e geofísicos realizado por um grupo multidisciplinar da USP, que envolve o Instituto Oceanográfico, a Escola Politécnica e o Instituto de Geociências. Há, ainda, parceria com universidades britânicas, alemãs e japonesas.

Esses estudos apontam que a Elevação do Rio Grande tem características muito parecidas com as do interior de São Paulo e pode ter sido parte do território que hoje é o Brasil. No entanto, ela está fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do País, que fica a até 200 milhas náuticas do continente.

A Elevação do Rio Grande está numa área conhecida como Margem Oriental-Meridional e é uma das três reivindicadas pelo Brasil em águas internacionais. As outras ficam em na Região Sul e na Margem Equatorial.

Mineração

Os estudos apontam que a ilha submersa abriga elementos químicos como cobalto, manganês, níquel, telúrio, ítrio, escândio e lantanídeos. Todos são essenciais para a transição energética que o mundo atravessa, por serem largamente empregados em turbinas eólicas, painéis solares, baterias, ímãs, ligas metálicas e eletrônicos. 

Como se sabe, esses elementos compõem as chamadas “terras raras” – que, apesar do nome, não são tão raras assim: ocorre que elas estão espalhadas na natureza em pequenas concentrações, o que dificulta a extração. Além disso, seu beneficiamento exige complexas tecnologias que hoje são dominadas por poucos países, notadamente a China.

Além das grandes implicações econômicas e geopolíticas, a descoberta da ilha submersa pode transformar a compreensão da história geológica e cultural do Brasil, pois abre novas possibilidades para o estudo das migrações e interações culturais pré-históricas na América do Sul.

Fonte: G1, UOL e Terra

Ilustração: Reprodução / Google / POA 24h / Perfil Brasil

Mina no sertão baiano concentra mais de 80% da produção brasileira de diamantes

Empreendimento representa guinada industrial para o País recuperar protagonismo perdido

Localizada no município de Nordestina, no sertão baiano, a Mina de Braúna concentra 81% da produção nacional de diamantes, segundo dados da Agência Nacional de Mineração de 2022. Pioneira em mineração diretamente em rocha vulcânica na América do Sul, a mina tem capacidade para produzir mais de 340 mil quilates por ano.

A Mina de Braúna fica a 360 quilômetros de Salvador e também representa uma revolução na exploração de diamantes no País, por ter sido a primeira de toda a América do Sul a extrair as pedras preciosas diretamente de sua rocha-mãe, o kimberlito.

Sua exploração começou em 2016, pela empresa canadense Lipari Mineração, que investiu mais de US$ 100 milhões de dólares no projeto. A empresa explora a jazida a céu aberto, sem a necessidade de construir túneis.

Até então, a mineração de diamantes no Brasil era predominantemente aluvial, ou seja, baseada no garimpo em leitos dos rios mineiros, como o Jequitinhonha. Ali as pedras eram encontradas pelos garimpeiros após serem erodidas de sua rocha de origem. 

Foi assim que o Estado de Minas Gerais, criou uma tradição de mais de 150 anos de liderança mundial brasileira na produção de diamantes – o chamado Ciclo do Diamante. Em 1725 foram encontrados os primeiros diamantes no Arraial do Tijuco, que então se transformou na atual cidade de Diamantina.

No entanto, com o esgotamento dos depósitos mais ricos e a descoberta de minas gigantes na África do Sul, já no século 19, o Brasil perdeu seu protagonismo. Hoje, o País não figura entre os 10 maiores produtores do cenário global.

A operação industrial da Mina de Braúna, no entanto, representa uma nova era para o setor no País. Sua planta de processamento tem capacidade para tratar cerca de 720 mil toneladas de kimberlito por ano, o que pode gerar uma produção de diamantes de mais de 340 mil quilates – cinco vezes mais do que o País vinha produzindo. Assim, o empreendimento não só é um marco tecnológico e industrial como redefiniu o polo produtor de diamantes no Brasil. 

Fica fácil entender porque “a boa terra” foi escolhida para abrigar a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2025), reconhecida como um dos eventos mais importantes do setor mineral na América Latina.

O evento realizado anualmente pelo Instituto Brasileiro da Mineração (IBRAM) é considerado a maior vitrine para a geração de negócios no setor e, neste ano, será realizado de 27 a 30 de outubro no Centro de Convenções Salvador.

Fonte: Sites Click Petróleo e Gás e Mineramt.com.br

Cidades mineiras abrigam jazida gigantesca de terras raras

Estudos realizados por mineradoras australianas apontam potencial de 20 milhões de toneladas na região de Poços de Caldas

Estudos realizados por duas empresas australianas de mineração apontam que a região de Poços de Caldas, cidade turística mineira situada sobre a cratera de um vulcão extinto, pode abrigar mais de 20 milhões de toneladas de terras raras. Por “terras raras” entende-se um conjunto de 17 minérios de alto valor agregado, vitais para a produção de baterias, ímãs industriais, turbinas eólicas e diversos dispositivos eletrônicos modernos. 

A descoberta pode colocar o Brasil numa posição estratégica bastante favorável diante do atual domínio chinês no mercado desses elementos. A região abordada compreende áreas dos municípios mineiros de Poços de Caldas, Caldas e Andradas, além de parte da paulista Águas da Prata, e pode se estender por cerca de 750 km². 

A prospecção aponta ainda que esta seria, provavelmente, a segunda maior formação de rocha alcalina do mundo, atrás apenas de uma jazida na Sibéria. Porém, a região mineira proporciona clima e condições mais favoráveis para a formação de argila iônica, facilitando a extração do minério.

Outro diferencial da jazida brasileira é a qualidade do solo, no qual a concentração de terras raras na argila poderia chegar a 2.500 ppm por tonelada de óxidos totais, com um rendimento de 70% na separação. É quase o dobro da média global, que fica entre 1.000 e 1.500 ppm. 

A jazida encontrada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo localiza-se a cerca de 30 metros de profundidade, uma distância facilmente acessada por instrumentos básicos de escavação, sem a necessidade de empregar explosivos. 

Os estudos mais avançados começaram em 2022 pelas mineradoras australianas que atuam no processo de licenciamento. A expectativa é que a extração comece entre 2026 e 2027. O custo de produção está estimado em apenas US$ 6 por quilo — o mais baixo do mundo, segundo as empresas. Ou seja: a extração brasileira permitiria um produto de maior qualidade e mais barato, o que pode trazer um grande impulso econômico à região.

Uma das empresas australianas, a Viridis Mineração, já anunciou a construção de uma planta de beneficiamento e tratamento de minérios na região, com capacidade para inserir a região de Poços de Caldas na “nova matriz global de geração de energia verde”, segundo seu CEO, Rafael Moreno.

Para que servem?

As terras raras costumam ocorrer em áreas de antigas formações vulcânicas porque estas costumam deixar rochas alcalinas mais suscetíveis às erosões e às transformações biogeoquímicas capazes de ionizá-las. Eles não são exatamente raros na natureza, mas costumam estar dispersos na crosta terrestre, diferentemente da jazida encontrada nos municípios mineiros.

Seus minerais têm como propriedade a alta resistência a temperaturas elevadas, a capacidade de absorver e emitir altas frequências de luz e um magnetismo intenso. O problema é que os elementos que os compõem são de difícil separação e esses processos altamente tecnológicos são, atualmente, dominados pela China. 

Entre suas aplicações estão a produção de componentes de eletroeletrônicos (como televisores e smartphones), lâmpadas LED e avançados equipamentos médicos. Mas também são empregados em armamentos estratégicos (como mísseis teleguiados) e instrumentos de captação energética – como as turbinas eólicas.