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Como a tecnologia está transformando os rejeitos da mineração em novos produtos

A mineração está em constante evolução. Tecnologias que antes pareciam distantes já fazem parte do dia a dia das empresas, reduzindo impactos e transformando materiais que antes eram descartados, como rejeitos e estéreis, em produtos úteis para a sociedade.

Hoje, já é possível produzir areia, blocos modulares, pavimentos, agregados para construção, e até materiais que substituem parte do cimento. Tudo isso nasce de processos mais modernos e de novas formas de reaproveitar o que antes ficava parado em barragens ou pilhas de rejeito.

Tecnologias que reduzem desperdícios e criam novas oportunidades

Uma das principais inovações no processamento do minério é o beneficiamento a umidade natural. Nesse modelo, o minério passa por etapas de britagem e peneiramento sem adição de água, o que reduz a geração de rejeitos na forma de lama e diminui a necessidade de barragens.

Outro exemplo é o empilhamento a seco, conhecido como dry stacking.

Nessa técnica, os rejeitos passam por filtros que retiram grande parte da água e deixam o material em forma sólida. Esse formato facilita o empilhamento em áreas seguras e, em alguns casos, permite o reaproveitamento em melhorias de vias internas ou estradas próximas às minas

Além disso, pesquisas testam o uso de nanomateriais, como a nanocelulose, para aumentar a resistência e a durabilidade de produtos produzidos a partir de rejeitos. Essas inovações ajudam a criar blocos, pisos e outros materiais de construção com menor impacto ambiental.

Por que isso é importante?

Especialistas explicam que transformar rejeitos em novos produtos faz parte da chamada economia circular.

Isso significa reaproveitar ao máximo tudo o que já foi extraído, reduzindo o desperdício e prolongando a vida útil dos recursos naturais.

Essa prática traz benefícios como:

  • Menos impacto ambiental;
  • Menor necessidade de construir barragens e menos risco para comunidades próximas, compreendendo-se que circularidade não elimina automaticamente riscos ou barragens. Ela reduz volumes, o que tende a reduzir riscos;
  • Novas fontes de receita para as empresas;
  • Redução de custos e mais eficiência.

Como explica Mariana Lamarca, diretora sênior da A&M Infra, essa combinação entre inovação e circularidade representa uma “dupla oportunidade”: diminuir passivos antigos da mineração e gerar novos negócios a partir deles.

Ela lembra ainda que muitos rejeitos guardam pequenas quantidades de minerais que, no passado, não compensavam ser recuperados. Com a tecnologia atual, isso já está mudando.

Circularidade: um caminho apontado pelo IBRAM

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) reforça essa visão em seu guia sobre mineração circular. No documento, o Instituto destaca que, com o aumento da população e as mudanças globais na energia, a demanda por minerais vai crescer. Por isso, usar os recursos de forma eficiente é essencial.

A mineração circular busca equilibrar três pontos:

  • Inovação;
  • Sustentabilidade;
  • Eficiência operacional.

A meta é gerar valor para o país e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais e sociais.

Casos reais: o que as empresas já estão fazendo

Várias empresas brasileiras já colocam essas ideias em prática. Veja alguns exemplos:

Vale: mais de cem iniciativas de reaproveitamento

A Vale criou um grande programa dedicado à circularidade.
Entre as ações estão:

  • Transformação de rejeitos em areia e blocos;
  • Aproveitamento de minério que já estava em pilhas e barragens;
  • Redução da geração de rejeitos novos

Em 2024, a empresa produziu 12,7 milhões de toneladas de minério a partir de processos circulares. A meta para este ano é chegar a 20 milhões de toneladas, e, até 2030, alcançar 10% de toda a produção por meio de circularidade.

Segundo o vice-presidente executivo técnico, Rafael Bittar, alguns rejeitos da companhia ainda têm entre 40% e 60% de ferro, o que facilita o reaproveitamento.

Ele explica também que cerca de 70% da produção de minério de ferro da Vale no Brasil já usa o processamento a umidade natural, que não gera rejeitos na forma de lama. Até 2027, a empresa quer usar essa tecnologia em 100% das operações do Sistema Norte.

Em 2024, a empresa investiu US$ 790 milhões em pesquisa e inovação.

Grupo J. Mendes: rejeitos viram blocos modulares

A Ferro+ e a JMN Mineração, do Grupo J. Mendes, trabalham com tecnologias que dispensam barragens.
Esse modelo aumenta a segurança e abre espaço para o reaproveitamento do material.

Uma parceria com a empresa Isobloco permitiu criar um bloco modular feito a partir de rejeitos minerais. Esses blocos usam um tipo de concreto chamado “nanocelular”, que deixa o material:

  • Mais resistente
  • Antimofo
  • Isolante térmico e acústico
  • Resistente ao fogo.

Em 2024, o grupo investiu R$ 1,3 milhão em inovação para desenvolver novos subprodutos.

Anglo American: pavimentação com rejeitos

A Anglo American usa rejeitos de flotação, o que sobra após separar os minerais, para produzir bloquetes de pavimentação usados em vias de acesso a municípios próximos à mina em Conceição do Mato Dentro (MG).

Segundo a empresa, é uma alternativa mais sustentável e totalmente alinhada à economia circular.

CBA: resíduos que viram produtos

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) também transforma resíduos da produção em coprodutos usados na construção civil, na indústria cimenteira e na metalurgia.
A empresa afirma que 48% de seus resíduos já são classificados como coprodutos e que a receita obtida com essa venda cresceu 30,7% no último ano.

O futuro já começou

O avanço das tecnologias, a pressão por sustentabilidade e as novas demandas da sociedade estão acelerando a transformação do setor mineral. O que antes era visto como sobras sem valor agora se torna oportunidade de inovação, renda e menor impacto ambiental.

A mineração do futuro é circular, e ela já está acontecendo no Brasil.

Fonte: https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/revista-inovacao/noticia/2025/11/28/mineracao-redefine-seu-futuro-com-solucoes-de-processamento-de-rejeitos-que-geram-produtos.ghtml

Avião tecnológico inicia mapeamento no Tocantins em busca de minerais estratégicos

Foto: Igo Estrela/Serviço Geológico do Brasil

Uma nova etapa de mapeamento geológico começa no Tocantins. Um avião com tecnologia avançada está sobrevoando regiões do sul e sudeste do estado para estudar o subsolo e identificar áreas com potencial para minerais como terras-raras, cobre, ouro e níquel.

O projeto é coordenado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com a Agência de Mineração do Tocantins (Ameto) e conta com investimento de cerca de R$ 10,5 milhões. 

Como funciona o mapeamento

O avião voa baixo e usa equipamentos que medem a magnetização, a gravidade e a radiação da terra. Essa técnica é chamada de aerogeofísica, que é um tipo de pesquisa feita do ar para descobrir o que existe debaixo da terra sem precisar cavar, tornando o processo mais rápido e com menos impacto ambiental.

Por que isso é importante

O Tocantins tem grande potencial mineral, mas ainda não foi muito explorado.
Se forem encontrados minerais estratégicos, chamados assim porque são essenciais para tecnologias modernas, podem surgir novas oportunidades de investimento, geração de empregos e desenvolvimento econômico na região.

Além disso, os dados do mapeamento ajudam as cidades e o governo do estado a planejar melhor o uso do solo, favorecendo uma mineração organizada e sustentável.

Próximos passos

A pesquisa vai cobrir cerca de 20 municípios e deve terminar até dezembro de 2025. Depois disso, os dados serão analisados e podem dar origem a novos projetos de pesquisa, exploração e mineração.

Essa iniciativa mostra como o Brasil está usando tecnologia e responsabilidade ambiental para fortalecer o setor mineral no mercado global.

Fonte: G1 Tocantins

Mineração impulsiona crescimento do PIB de Minas Gerais

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que é a soma de todas as riquezas produzidas no estado, chegou a R$ 305,4 bilhões entre abril e junho de 2025. Isso representa um crescimento de 1,2% em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados da Fundação João Pinheiro (FJP).

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado está a indústria extrativa mineral, que cresceu 2,9% no período.  Esse avanço está ligado ao aumento das operações de empresas como Mineração Usiminas, CSN Mineração e Anglo American. A mineração segue sendo uma das principais forças da economia mineira, ajudando a movimentar outros setores e gerando empregos em diversas regiões.

O estudo também mostrou que o setor de serviços cresceu 0,3%, enquanto a agricultura teve alta de 8,3%, impulsionada pela produção de soja, milho e algodão.

A participação de Minas Gerais na economia brasileira ficou em 9,6%, o que mostra a importância do estado para o desenvolvimento do país, e o papel fundamental da mineração nesse resultado.

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP) – www.fjp.mg.gov.br

Depois da mineração, minas podem virar parques e espaços de lazer

Você já imaginou que um lugar onde houve mineração pode, no futuro, se transformar em parque com áreas verdes para a comunidade ou espaço para esportes? Isso acontece porque toda empresa mineradora precisa ter um plano de fechamento de mina, um documento que explica o que será feito na área quando a produção mineral terminar. Esse tipo de planejamento já é aplicado há muitos anos em Minas Gerais e em outros estados do país.

Há muitos exemplos positivos de recuperação de locais minerados, em que o espaço da antiga mina foi transformado em parques, lagos ou áreas de lazer abertas à comunidade. Essas ações mostram que é possível unir a mineração com o cuidado ambiental e com o bom uso do espaço pelas pessoas.

Como isso funciona?

Antes mesmo de iniciar a mineração, a empresa precisa apresentar um plano de fechamento de mina, como parte do processo de licenciamento ambiental. Esse documento descreve as medidas que serão adotadas para garantir a recuperação da área após o fim da produção mineral. Entre essas ações está a recomposição ambiental, que busca restabelecer, tanto quanto possível, as condições originais do local,  incluindo o tipo de vegetação existente antes do início da atividade. 

Alguns exemplos curiosos

Em Minas Gerais, há exemplos conhecidos de áreas recuperadas depois da mineração. O Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte, ocupa um espaço onde antes havia extração de minérios. O Inhotim, famoso museu e parque cultural em Brumadinho, também foi criado em uma área que já teve atividade mineral.

Atualmente, várias minas no estado estão passando por esse mesmo processo de recuperação e ganhando novos usos, como espaços de lazer, turismo e até agricultura sustentável.

Por que isso importa para você?

Quando antigas minas são recuperadas e transformadas em parques ou espaços para a comunidade, muita gente se beneficia:

  • Mais espaços verdes e de lazer para a população;
  • Mais preservação da natureza e proteção a animais;
  • Mais oportunidades de turismo, esporte e cultura.

Em resumo, a mineração não se encerra quando a produção mineral chega ao fim. O trabalho continua com ações de recuperação e reabilitação das áreas utilizadas, que podem ser destinadas a novos usos, de acordo com o planejamento ambiental e o interesse da comunidade local.

Fonte: Rádio Itatiaia

Foto: Arquivo Vale

Descoberta em Marte aponta para possível existência de vida no passado do planeta

Você já imaginou se um dia descobríssemos que Marte já teve vida? Pois é, essa possibilidade acaba de ganhar força com uma descoberta feita pela NASA. Duas substâncias minerais conhecidas aqui na Terra, vivianita e greigita, foram identificados em uma amostra de solo do planeta vermelho.

Esses minerais chamaram a atenção dos cientistas porque, no nosso planeta, eles costumam aparecer em locais onde existe atividade de microrganismos, como bactérias. Isso fortalece a hipótese de que, em algum momento do passado, Marte pode ter abrigado formas simples de vida.

O que são esses minerais?

A vivianita é um mineral que contém ferro e fósforo e costuma surgir em locais onde há pouca presença de oxigênio, como em fósseis, lagos ou até em solos úmidos. Já a greigita é um mineral formado a partir de processos biológicos. Aqui na Terra, ele pode se formar por ação de bactérias que vivem em ambientes aquáticos.

Esses minerais foram encontrados em uma amostra retirada da região chamada Neretva Vallis, um antigo canal fluvial que, há bilhões de anos, alimentava um lago na Cratera de Jezero, o mesmo local onde o robô Perseverance, da NASA, está em missão há mais de cinco anos.

Por que isso é importante?

A descoberta não é uma prova definitiva de que já existiu vida em Marte, mas é o indício mais forte até agora. O padrão em que os minerais foram encontrados é parecido com o que ocorre em materiais formados por processos biológicos aqui na Terra.

Para os cientistas, isso pode indicar que Marte já teve as condições certas para abrigar vida microscópica, como micróbios e bactérias, especialmente em um período em que o planeta ainda tinha água líquida.

E o que vem pela frente?

As amostras estão sendo estudadas em detalhes para entender se esses minerais foram realmente formados por organismos vivos ou apenas por reações químicas naturais.

De qualquer forma, a descoberta mostra como a mineralogia, ciência que estuda os minerais, também é uma ferramenta poderosa na busca por vida fora da Terra.

Fonte: https://www.sonoticiaboa.com.br/2025/09/19/nasa-descobre-vida-em-marte-e-cientistas-comemoram

Descubra onde a mineração acontece no Brasil com o mapa do IBRAM

Você já parou para pensar de onde vêm os minerais que fazem parte do seu dia a dia? O ferro que compõe os trilhos do metrô ou do trem, o ouro usado em componentes eletrônicos, o cobre que leva energia para sua casa. Esses e muitos outros minérios sustentam desde objetos simples, como talheres, até tecnologias de ponta, como baterias de carros elétricos. Mas você sabia que é possível ver exatamente onde toda essa mineração acontece no Brasil?

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) disponibiliza um mapa interativo, gratuito e aberto ao público, que mostra onde as minas já estão em operação e onde existem projetos para abrir novas frentes de produção.

O mapa reúne mais de 260 minas em funcionamento e quase 180 projetos em fase de estudo ou construção. As informações vêm de mais de 260 empresas, incluindo 68 que fazem parte do IBRAM.

O que dá para ver

  • Tipo de mineral: ferro, ouro, fertilizantes e muitos outros.

  • Situação de cada local: se a mina já produz ou se ainda está em projeto.

  • Como é a extração: na superfície (a céu aberto) ou em túneis (subterrânea).

Ao clicar em cada ponto do mapa, aparece uma ficha com esses dados e um link para o site da empresa responsável.

Por que é útil 

O objetivo é levar informação clara sobre a mineração para qualquer pessoa: estudantes em pesquisas,investidores interessados no setor, moradores que querem saber o que existe na sua região.

O mapa é atualizado sempre que surgem novos empreendimentos ou mudanças nas operações.

Acesse o mapa

Clique aqui para explorar: MAPA IBRAM – Mineração no Brasil

Reforma que Transforma: mineração leva programa de reformas a famílias carentes

A mineração não se limita à produção de minérios: ela também pode gerar oportunidades e melhorar a vida de muita gente. Além de fornecer materiais que fazem parte do nosso dia a dia, o setor investe em projetos que transformam realidades. Um exemplo é o Reforma que Transforma, programa da Gerdau que leva reformas e novas condições de moradia para famílias em situação de vulnerabilidade.

“Reformamos e, em alguns casos, construímos casas para quem mora em situação muito difícil. Muitas famílias não têm nem banheiro dentro de casa ou vivem em residências com paredes mofadas”, contou Gustavo Werneck, diretor-presidente (CEO) da Gerdau, em entrevista à rádio Itatiaia.

Segundo Werneck, a empresa oferece empréstimos com juros bem baixos e, em alguns casos, oferecem o recurso para que essas famílias possam ter um lar adequado. “Queremos deixar um grande legado para os municípios onde atuamos”, afirmou.

O programa começou em 2020 e é o maior projeto social da história da Gerdau. A meta é investir R$ 40 milhões em dez anos para reformar mais de 13 mil casas em diferentes regiões do Brasil. Até agora, 900 casas já foram reformadas, beneficiando cerca de 2.900 pessoas, sendo a maioria mulheres.

Cada reforma inclui um “kit reforma”, que traz o projeto da obra, os materiais de construção e a mão de obra necessária. Além de garantir moradia mais segura e confortável, a iniciativa movimenta a economia local, pois contrata pedreiros, lojas de materiais e outras empresas da própria comunidade.

O problema da falta de moradia no Brasil

O Brasil tem um grande desafio: faltam cerca de 6 milhões de moradias, segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), que pesquisa e propõe soluções para políticas públicas. Além disso, das 69 milhões de casas do País, cerca de 41 milhões precisam de reformas, e 28 milhões são consideradas inadequadas para morar.

Com mais de 120 anos de história, a Gerdau usa sua experiência e recursos para ajudar a enfrentar esse problema e oferecer melhores condições de vida para milhares de brasileiros.

Fonte: 

www.itatiaia.com.br

www.gerdau.com.br

https://www.reformaquetransforma.com.br/

https://fjp.mg.gov.br/

Como a mineração ajuda a produzir nossa comida e enfrentar a seca

A mineração, quando feita do jeito certo, seguindo as leis e cuidando da natureza, está se tornando uma grande parceira dos agricultores. Um exemplo muito importante é o calcário.

Para que serve o calcário?

O calcário é uma pedra moída que os agricultores espalham na terra. Ele serve para corrigir a acidez do solo (um processo chamado ‘calagem’).

O que é ‘acidez do solo’? É quando a terra é muito ‘azeda’. Nesse tipo de terra, as plantas não conseguem criar raízes fortes nem absorver a água e a comida de que precisam para crescer.

Com o pó de calcário, a terra fica mais equilibrada. As raízes das plantas conseguem crescer fortes e profundas, buscando água e nutrientes. O resultado é que a plantação fica mais saudável e produz muito mais alimentos.

Os resultados são incríveis!

Pesquisas da Universidade Federal de Lavras mostraram que usar calcário de um jeito mais profundo (não só na superfície, mas enterrado até 40 centímetros) pode fazer a plantação de milho crescer 50% a mais.

Um projeto recente no Rio Grande do Sul, chamado ‘Operação 365’, mostrou que essa técnica resolve dois problemas sérios da região:

  1. Solo duro: A terra fica tão dura que a água da chuva escorre e não entra no chão.
  2. Alumínio tóxico: É uma substância que é útil para muitas coisas, mas no solo prejudica as raízes das plantas, impedindo que elas cresçam.

Mais de 60% das terras no estado do RS têm dificuldade de absorver água. Isso significa que quando chove, a água vai embora rápido, causando enxurradas e erosão (que é quando a terra é carregada pela água). Na seca, as plantações sofrem, mesmo que haja água guardada debaixo da terra.

Aplicar calcário nas camadas mais profundas ‘quebra’ a terra dura e elimina o alumínio tóxico. Assim, as raízes das plantas conseguem chegar até a água guardada no fundo. Isso deixa as plantações mais resistentes à seca.

Segundo a Embrapa (empresa que faz pesquisas sobre agricultura), para cada 1 real investido nessa técnica, o agricultor pode ganhar mais do que o dobro de volta na colheita.

Os benefícios são para todos

Os especialistas alertam que os problemas da terra não afetam só o agricultor, mas toda a sociedade. Solos ruins causam enchentes, entupimento dos rios com terra e falta de água. A solução já existe, mas é preciso que agricultores, cooperativas, empresas e governo trabalhem juntos para colocá-la em prática.

Outras formas de como a mineração ajuda a agricultura

Além do calcário, a mineração oferece outras ajudas:

Pó de Rocha (Rochagem): Outras pedras são moídas até virarem um pó. Esse pó devolve minerais importantes para a terra, ajuda a equilibrar a acidez, melhora a capacidade de guardar água e solta alimentos para as plantas devagar, como potássio, cálcio e magnésio.

Reaproveitamento: Algumas mineradoras, como a Lundin Mining em Goiás, aprenderam a transformar a sobra da mineração de cobre e ouro em um pó que serve como adubo para as plantas. Esse material foi testado e aprovado pelo Ministério da Agricultura. Na soja e no sorgo, o resultado foi até melhor do que com produtos tradicionais.

Ração Animal: Minerais como cálcio, fósforo, cobre e zinco são usados na fabricação de ração para animais como bois, porcos e galinhas. Isso deixa a comida deles mais nutritiva e os deixa mais saudáveis.

Trabalhando juntos

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em seu “Livro Verde”, demonstra na prática a importância da união entre mineração e agro como caminho para:

  • Produzir mais comida;
  • Melhorar a qualidade da terra;
  • Garantir que haja comida para todos;
  • Dar mais proteção contra secas e enchentes.

Ou seja, quando a mineração é feita com responsabilidade, todo mundo ganha: o campo e a cidade. É mais comida na mesa, menos desperdício e um futuro mais seguro para o Brasil.

Fontes pesquisadas: 

Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM);

sindirochas.com;

Minera Brasil;

FCAV UNESP;
UOL;

bra.icl-group.com;

Canal Rural.

Minerais fazem a diferença: mais saúde para o gado, mais lucro para os criadores

Suplementos alimentares têm minerais para garantir boa nutrição do rebanho

Os pecuaristas, ou criadores de gado, estão sempre procurando melhorar a forma de trabalhar, para produzir mais e assim, aumentar a renda de sua produção. Para que a atividade atinja máxima eficiência, três aspectos são muito importantes: genética (qualidade dos pais transmitida aos filhotes), manejo (todos os cuidados práticos com os animais, como higiene, saúde) e alimentação dos animais. É aí que entram os minerais.

A ciência comprova que os minerais presentes apenas em pastagens ou silagem não suprem as exigências nutricionais diárias dos animais. A silagem é a ração guardada para os animais comerem quando não tem comida fresca no pasto (como na seca ou no inverno). Por isso, a suplementação mineral é essencial para corrigir deficiências nutricionais na dieta de bovinos, caprinos, ovinos, equinos e outros.

Em relação aos animais domésticos destinados à produção, a nutrição adequada também contribui para a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, como: o leite da vaca, os ovos das galinhas e a carne dos animais de corte.

Em um país como o Brasil, que detém o segundo maior rebanho bovino do mundo, com mais de 230 milhões de cabeças de gado (IBGE), é fundamental ao produtor garantir que os animais tenham acesso aos minerais necessários para seu desenvolvimento. E isso é possível graças aos suplementos minerais.

Eles são compostos por macrominerais (recomendados em maiores quantidades pelos animais), como cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, cloro e enxofre; e microminerais (necessários em menores quantidades), como ferro, zinco, cobre, manganês, selênio, iodo, cobalto, flúor e molibdênio. 

Entre os macrominerais, o cálcio, por exemplo, é essencial para a formação e manutenção de ossos e dentes dos animais, além de ser vital para a coagulação sanguínea e contração muscular. Já o fósforo trabalha em conjunto com o cálcio e tem grande importância nos processos metabólicos – reações químicas que acontecem no corpo para transformar o que se come e bebe em energia e matéria-prima. É como se fosse o “motor” do organismo. Já o potássio controla a quantidade de água no corpo e ajuda os músculos a trabalharem fortes e saudáveis — seja no boi, ou qualquer animal do rebanho.

No caso dos microminerais, destacam-se o cobalto na síntese da vitamina B12 – ou seja, a fabricação natural dessa vitamina no corpo do animal, graças a micro-organismos que vivem dentro dele; componente da hemoglobina (proteína do sangue) considerado vital para o transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo, mantendo o animal vivo e com energia.

A formulação com os sais minerais (a mistura de vitaminas e minerais) precisa ser feita do jeito certo para cada tipo de animal e para atender aos objetivos pretendidos pelo produtor: se é para o animal crescer, se desenvolver ou engordar. A mistura de nutrientes precisa estar sempre à disposição dos animais e ser acompanhada de perto, para ter certeza de que cada um está recebendo a quantidade certa que precisa por dia — que varia conforme o tipo e a raça do animal.

Além disso, o produtor precisa ficar de olho no clima (calor, frio ou chuva), pois isso pode aumentar ou diminuir a necessidade de minerais na alimentação dos animais. Por isso, pode ser preciso ajustar a mistura de nutrientes oferecida a eles.